quarta-feira, 8 de julho de 2009

O CIRCO

No começo a mídia denominou funeral público o que seria as últimas homenagens a Michael Jackson.
Depois do que se viu e no que se transformou, ainda que forçosamente, chamou de espetáculo.

Alguém ainda arriscou dizer que era um tributo.

Elizabeth Taylor, uma das maiores estrelas americanas e grande amiga de Michael Jackson, antes do início do evento deu um nome, no mínimo conivente a tudo aquilo: circo.

Convidada pela família, Taylor disse que amava Jackson, mas não poderia participar do que chamou de circo.
E se negou a participar das homernagens ao cantor.

A atriz achava que Michael Jackson não queria que ela fizesse parte de um palanque armado pela mídia e por seguimentos empreserais com propósitos que não eram os de prestar uma simples homenagem póstuma.

Há uma excentricidade incapaz de passar despercebida nessa epopéia toda na qual se transformou o velório de Michael Jackson. Algo nunca antes visto nem tampouco imaginado: a possibilidade de ter havido um velório cujo corpo já teria sido enterrado.

Ou, pior: ninguém tem notícia do corpo que virou notícia. Ele fora mesmo enterrado? Foi ou será cremado? Onde e quando?
Meus Deus, mas isso é mesmo aterrador!

É como enterrar um caixão vazio, sem a presença de um corpo. É muita simbologia.

O mais incrível e ao mesmo tempo abobalhado é pensar que o caixão dourado de Michael Jackson simplesmente desapareceu sob dezenas de helicópteros e câmaras de redes de Tv dos Estados Unidos.

Ainda bem que era a imprensa e não a Polícia de Los Angeles em uma daquelas perseguições a bandidos, tão comuns nos Estados Unidos e que a imprensa de lá gosta de mostrar e a nossa de reproduzí-la
A polícia americana é especializada em perseguir carro em alta velocidade em voos aéreos.
Já a imprensa deles... não consegue acompanhar – de avião – nem caixão em cortejo fúnebre.
Ou é incompetência ou isso tem outro nome.

As pessoas comuns e normais – que constituem a esmagadora maioria da população mundial – tinham certeza que após aquele espetáculo, o caixão, que saiu em cortejo, iria direto para um cemitério onde haveria o enterro, mesmo porque isso é o obvio em todo velório em qualquer canto desse mundo.

Mas, e não é que ele (o caixão) sumiu! Desapareceu. Assim como num passe de mágica ou em um filme de vampiros. Com corpo e tudo. Ou sem corpo.

É isso mesmo! sites falam da possibilidade de Jackson não ter morrido.
Isso parece – e mais do que parece – algo irremediavelmente ridículo. E é.

Mas parece também que gente famosa não morre, pelo menos nos EUA.
Não bastasse o Elvis, agora o Michael também está vivo.

Isso tudo pode não ser um circo, mas sem dúvida, é um espetáculo.
Ou a espetacularização na qual a mídia transformou a morte daquele que ela denominou ser o astro pop.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

UMA ESTRELA CHAMADA PARÁ


Já disse algumas vezes que deputados e senadores em Brasília, parecem não ter nada importante para fazer.
Por isso sempre fazem bobagens e aberroções, como esta que é a mais nova maneira encontrada para humilhar o Pará e os paraenses.
O Senador Marcelo Crivella, do Rio de Janeiro, é autor de um Projeto de Lei que tem como objetivo alterar a Bandeira Nacional Brasileira.
Todos sabem que a estrela situada acima da faixa com os dizeres ORDEM E PROGRESSO na nossa Bandeira, aquela estrela representa o estado do Pará.
A “útil” proposta do citado senador visa substituir o Pará por Brasília. Isso quer dizer que Brasília passaria a ocupar o lugar na Bandeira do Brasil que sempre foi do Pará. Desde que ela foi criada, no dia 19 de novembro de 1889.
É muito interessante isso: durante 120 anos, e ninguém havia se lembrado que aquela estrela, lá em cima da Bandeira do Brasil, simboliza o Pará. Foi preciso que nascesse um gênio chamado Marcelo Crivella, para mudar tudo!
Eu acho que se aquela estrela representasse o Rio de Janeiro ou o estado de São Paulo, esse pobre e inútil senador não apresentaria um projeto imbecil desses que não passa de um acinte contra o Pará e o seu povo.
A Bandeira Nacional Brasileira foi adotada pelo Decreto nº 4 de 19 de novembro de 1889 e o círculo azul corresponde a uma imagem inclinada do céu da cidade do Rio de Janeiro, às 8h30 minutos do dia 15 de novembro de 1889, segundo a sua latitude.
Não é por acaso que o Pará está representado por aquela estrela. Aquela era a posição dos astros no céu do RJ naquele dia e naquela hora, de acordo com os astrônomos.
Cada estrela, de um total de nove constelações, representa um estado da Federação na Bandeira Nacional.

A estrela que representa o nosso Estado é a Spica, da constelação de Virgem. Naquele momento, o Pará era o estado mais ao Norte do País, por isso o mais afastado dos demais, pois ainda não existiam os estados do Amapá e o de Roraima.
A governado do Pará Ana Júlia, enviou uma carta indignada ao Presidente do Senado Federal José Sarney. Ela pede que o Projeto de Crivella seja arquivado e chama de excêntrica tal proposta.
Ela pergunta se tem cabimento, ainda que seja na Bandeira Brasileira, Brasília que está no Centro-Oeste, virar Pará que fica no extremo-norte brasileiro.
E para onde iria o nosso Estado?
Sinceramente, a gente não vive de bandeira, e símbolos nacionais não enchem barriga, mas para um povo que vê o seu Estado virar notícia na mídia nacional somente quando aqui morrem 19 Sem-Terra ou quando o assunto é trabalho escravo, queimada da floresta, poluição do meio ambiente e enchentes...
Para um povo que viu o seu Estado perder a oportunidade de ser sub-sede de uma Copa do Mundo por preconceito de uns ou pela incompetência de outros, sinceramente... perder até a estrela da Bandeira Brasileira, é perder demais.
É perder, a moral e o respeito.
Daqui a pouco vão tirar o Pará do Mapa do Brasil. E, ao invés da frase ORDEM E PROGRESSO, vão escrever: aqui jaz o Pará.
Mas isso só se nós, os paraenses, ficarmos olhando a banda passar.
Está mais do que na hora de gritarmos com orgulho que somos paraenses e que amamos o nosso Estado.
O Pará é grande como o seu povo e merece respeito, porque gera riqueza para este País.
Marcelo Crivella não conhece o Pará.
Cabe a todos nós a missão de tudo fazermos para que o Pará continui sendo sempre a ESTRELA QUE BRILHA LÁ EM CIMA, na Bandeira do Brasil e nos nossos corações.

sábado, 4 de julho de 2009

CORINTHIANS X LULA: DOIS VENCEDORES

Um dia depois da partida disputada com o Inter de Porto Alegre no dia 1º/07 na qual empatou em 2 X 2 e conquistou o título de campeão da Copa do Brasil deste ano, o Corinthians foi recebido em Brasília pelo Presidente Lula.

Lula é o mais ilustre corinthiano, apaixonado pelo time do Parque São Jorge.
Ao recepcionar parte do elenco, Lula disse: “morram de inveja os que não são corinthianos”.
Ali Lula mexeu comigo. Eu, que não sou corintiano, fiquei mesmo morrendo de inveja dos corinthianos.

É que eu pensava no meu time de Coração – o Clube do Remo.
O Remo que já esteve no topo do futebol brasileiro e participou de diversos Campeonatos da Primeira Divisão e Copas do Brasil, sempre obtendo posições de destaque no ranking da CBF.

O Remo tem uma das maiores e mais fanáticas torcidas das regiões Norte e Nordeste do País.
A média de público em suas partidas pela Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro supera a do próprio Corinthians nas Séries A ou B.

Eu esqueci de dizer que lamentavelmente o Remo foi sendo rebaixado de divisões a ponto de ficar de fora até mesmo da Série D do Campeonato Brasileiro desse ano.
Mas o Remo é que nem o Corinthians, grande e forte. Um dia ele voltará a conquistar grandes vitórias.

Enquanto isso eu fico olhando a imagem do Presidente Lula com o time do Corinthians e vejo nela uma história de vencedores e de superação.
Sim! A história do Corinthias e do Lula se assemelham. Afinal, o Corinthians é chamado de clube dos operários ou time do povo.

Nada mais apropriado para um torcedor do quilate de Lula. Lula, um operário, um torneiro mecânico, um Luís Inácio do Povo e como o Povo: trabalhador e humilde. Um humilde nordestino, retirante e vítima de preconceito da mídia e de parte dos ricos. Assim como foi vítima da fome e do abandono.

Lula, o ilustre Presidente que torce pelo Corinthians. Lula, o Presidente ilustre que torce pelo Brasil.
Lula, um vencedor. Vencedor como o Corinthians.

O Corinthians que se supera. Que de um rebaixamento para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro, ressurge campeão nacional da referida Segundona, vence o Paulistão e a Copa do Brasil e assegura presença na Taça Libertadores da América de 2010. Tudo isso num espaço de tempo de praticamente dois anos. Isso não é pouca coisa.
É coisa de dá inveja em qualquer torcedor, mesmo.

Corinthians e Lula, sem dúvida, dois grandes vencedores.

OS LIMITES DA VIOLÊNCIA HUMANA

Faz algum tempo, e temos sido obrigados a conviver com notícias nada agradáveis.
Tipo aquelas que tratam da violência praticada contra seres indefesos, como crianças e idosos.

Notícias que falam de pais que abusaram sexualmente de suas filhas, os chamados casos de incesto – uma coisa horrível...
Outras notícias informam que alunos agridiram a professora ou a diretora da escola.
Tem também aquele aluno que matou seus colegas de classe – uma sala inteira morta a tiros, uma monstruosidade.

Outro dia, na Rússia, as autoridades encontraram uma menina abandonada num apartamento na companhia de cães e gatos. Ela tem cinco anos, mas aparenta ter dois e não sabe falar. Igual a um animal, ela rosnava como cachorro e comia com os cachorros.

Na Polônia foi condenado o pai e monstro que abusou da filha durante quase 30 anos e com ela teve seis filhos. Ele a manteve prisioneira num subterrâneo – ela e os filhos nunca tinham visto a luz do sol durante esse período de tempo.

No Brasil, casos parecidos com esses tem se repetido com uma frequência assustadora.

Estamos imitando o que o mundo tem feito de pior no que se refere à barbaridade da violência humana.
Se nas escolas brasileiras a educação não vai lá muito bem, as lições de violência vindas dos Estados Unidos parecem que foram assimiladas com facilidade por muitos dos nossos alunos.

Está virando moda aluno espancar aluno. Não é difícil ficar sabendo de casos em que estudantes agridiram fisicamente sua professora. Os noticiários estão repletos desses casos.

Quem mandou os Estados Unidos começar com isso?
Eles criaram o Rock Roll e nós dançamos...
Fizeram o hambúrguer e nós engolimos...

Os americanos inventaram o jeans, rasgaram as próprias calças e nós achamos tudo isso o máximo. E até rasgamos as nossas também, porque isso é legal, é cultura! Bela cultura!
O meu dog agora só quer comer eggs frito...

Isso é a dominação cultural que um país rico impõe a um país pobre.
E o Brasil não tem resistido a essa dominação e imposição.

Parece coisa de louco, um raciocínio sem lógica. Mas é a mais pura verdade: o brasileiro adora imitar os americanos.
Quem ainda se lembra do 11 de setembro?
Naquele dia, nos EUA, uns fanáticos usaram aviões e se espatifaram em cima de prédios por lá. A imprensa, é claro, deu cobertura total durante quase um ano.

Aqui, em Goiás, alguém tentou fazer igual... e jogou uma aeronave sobre um Shopping Center.
É o brasileiro vivendo a plenitude da globalização.

Só espero que não sejamos “imitadores globalizados” a ponto de sairmos atirando em todo mundo dentro de uma sala de aula.

O que não se pode negar, e isso é no mínimo preocupante, é que o ser humano tem um certo instinto de irracionalidade.
De apelo à prática de ações desequilibradas e insensatas.
O ser humano de vez em quando se desumaniza.
E a violência que ele esconde mostra sua cara.

As notícias sobre a violência cometida por pessoas humanas contra outras, só nos faz descobrir que a violência não tem limites e que cada ser humano é um universo cheio de mistério.

Que sejamos dominados pela cultura do bem e da paz, para que sejamos, nós mesmos, a boa notícia, a notícia do amor, da solidariedade e do respeito mútuo.

Não à violência e sim à paz, porque vivemos em um país chamado Brasil.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A CRISE É DO CONGRESSO NACIONAL

Propaganda de um canal de TV exibe algumas imagens de significados e questionamentos importantes para a humanidade, na visão de seus marketeiros, e depois arremata dizendo:
“COMO SE VÊ, O QUE MOVE O MUNDO SÃO AS PERGUNTAS E NÃO AS RESPOSTAS”.
Sei não, mas isto é perfeitamente discutível.

Ao ver a referida peça lembrei-me de uma “sábia” e milenar pergunta para a qual a resposta – seja ela qual for – nunca convence, nem a quem pergunta, nem a quem responde: QUEM NASCEU PRIMEIRO? FOI O OVO OU A GALINHA?

A introdução aqui posta tem tão-somente o objetivo de fazer uma analogia à chamada crise do Senado.
Um dia desses, o presidente daquela casa legislativa, José Sarney, defensivamente disse, a despeito da pressão feita pela oposição para que renunciei ao cargo, que a crise não era dele (Sarney), mas do Senado.

Se o que move o mundo são as respostas, parece claro que pelo menos essa do presidente Sarney não modificou absolutamente nada lá no Senado Federal. Muito ao contrário, as coisas só tem piorado para ele.

Se Sarney assim se manifestou, foi porque alguém perguntou quem seria o dono ou responsável pela crise. Até mesmo porque, se a oposição sugere que o presidente deixe o cargo, ou é porque julga ser ele o culpado pela atual situação ou porque deseja simplesmente emplacar, nem que seja na marra, o senador Marconi Perillo (PSDB) na presidência do Senado para desestabilizar ou, no mínimo, dificultar a vida do Governo Federal, objetivando frear o crescimento da candidatura da Ministra Dilma Rousef, a preferida do Presidente Lula, para tornar possível o impossível: a vitória de José Serra na corrida presidencial em 2010.

Quem surgiu primeiro, foi o ovo... quero dizer, foi o Senado com suas crises permanentes ou foi o Sarney?
Deu pra entender?

Pelo que eu saiba – é bem verdade que não sei quase nada – essa crise do e no Senado já dura no mínimo uns quinze anos.

E o Sarney não é presidente desde 1994, muito embora tenha sido aliado ou oferecido apoio a todos que lá estiveram, independentemente do partido a que pertencessem os ocupantes do cargo ou de quem estivesse no Palácio do Planalto, no caso, PRN, PMDB, PSDB e PT.

Sarney é Sarney, é verdade e sempre esteve do lado de quem está no Poder, afinal, ele é do PMDB. E isso diz tudo.
Todavia, ninguém tem o direito de o acusar – só a ele – pela atual crise.
Na verdade, o Senado nada mais é senão um poço da mais pura hipocrisia. Ali e por ali perambulam quase 81 hiprócritas. Quase, pois poucos, pouquíssimos – os quais é muito difícil nominá-los – ainda se salvam.

Entretanto, a hipocrisia em pessoa ganha Nome Próprio, RG, CPF e até DNA na cara de José Agripino Maia, Demóstenes Torres e Mão Santa. Mas não pensem que eu esqueci o Arthur Virgílio, muito menos o Tasso Jereissati e o “pai” da CPI da Petrobrás, Álvaro Dias. Tem ainda um senhor que bem poderia ir para casa tomar chimarrão, o velho Pedro Simon. Esse é... brincadeira.

Antes mesmo de esses senadores abrirem a boca para falar alguma coisa, você já pode sentir o bafo da hipocrisia se esvaindo de suas narinas. Estou preocupado com o avanço da tecnologia, só de pensar no dia em que a televisão tiver cheiro. Acho que não vou mais assistir a TV Senado. A não ser que use máscara, afinal, estou falando de mascarados... ou desmascarados(?)

Mas, voltando ao assunto, e querendo que a história do senado mude de rumo através de perguntas, pois são as perguntas que movem o mundo, segundo aquele canal de televisão, eu quero saber:

1) Foi o Sarney que criou a crise do Senado? 2) Só ele? 3) Foi o Sarney que assinou os Atos Secretos? 4) Foi ele quem nomeou Agaciel Maia? 5) Os demais presidentes do Senado demitiram Agaciel e o Sarney o nomeou agora? 6) o Senado estaria perfeito se o presidente fosse do PSDB ou do DEM/PFL? 7) isso não passa de desespero, arrogância e oportunismo mesmo? 8) essa obcessão da oposição pela queda do Sarney não cheira a uma vontade de derrubar o Presidente Lula? 9) essa crise do Senado e a CPI da Petrobras não tem a “mão” da IMPRENSA BRASILEIRA que não gosta do Lula? 10) a crise do Senado tem ligação com as eleições de 2010?

Senhoras e senhores, a crise atual não é do Sarney nem do Senado. A crise é do Congresso Nacional, onde senadores e deputados bricam de legislar e findam por se esconderem atras de um mandato parlamentar para, não poucas vezes, fugirem de processos judiciais e fazer uso de uma coisa detestável e excêntrica chamada imunidade.

A Câmara Federal acaba de inocentar Edmar Moreira, o deputado do Castelo, sem falar na notícia da venda de créditos de passagens surgida após o escândalo das passagens aéreas.

A respeito do deputado do Castelo, sabem qual a punição que ele poderá vir a sofrer pelo crime de ter roubado 25 milhões do nosso dinheiro? Pasmem os senhores, ele poderá ser “punido” com seis meses sem poder falar em plenário. Ele não poderá fazer uso da palavra durante seis meses. O ideal seria que não falasse nunca mais.
E nunca mais mais fosse eleito para nada.

Mas, lamentavelmente, Edmar Moreira e outros que compõem o Congresso Nacional vivem no Brasil. E este belo e pobre País elege as mesmas velhas raposas há mais de quinze, vinte anos seguidos. É uma pena.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

A FARRA DAS PASSAGENS AÉREAS DOS SENADORES E DEPUTADOS

O que acontece quando um simples mortal, uma pessoa normal que nem e você, precisa fazer uma viagem?
Acontece que é preciso ter o dinheiro da passagem, caso contrário, não viaja. Mas, atenção: isso vale somente para um simples mortal, que nem eu e você e acontece com a maioria da população brasileira.
Agora, o que acontece quando um deputado ou um senador deseja viajar?
Ele simplesmente viaja porque dinheiro é o que não lhe falta.
E você sabe quem paga a passagem dos deputados e senadores? Isso mesmo: nós, os simples mortais; nós, pessoas normais – a população brasileira!
Os gastos feitos com o pagamento de passagens só com os senadores, chega à casa de 1.300.000,00 (Um Milhão e Trezentos Mil Reais) por mês.
Pelo mesmo período de trinta dias, os deputados gastam aproximadamente seis milhões de reais somente com passagens, que somados às despesas dos senadores equivale a uma verba de aproximadamente 90 milhões anualmente. Uma imoralidade!
O que chama a atenção é que vossas excelências recebem um salário em torno de 22 mil reais, trabalham apenas quatro dias por semana (de terça a sexta feira), tem direito a algo chamado de verba indenizatória no valor de 15 mil reais e à verba de gabinete, no valor de 60 mil reais e andam somente de avião!
Enquanto isso, a maioria do trabalhador brasileiro ganha um salário mínimo por mês, trabalha todos os dias e anda a pé, de ônibus ou metrô (nas grandes cidades) em estradas ou ruas esburacadas.
Pode parecer ironia, mas é a pura realidade. Quando um assalariado ousa fazer um passeio com sua família, ele trabalha, às vezes, um ano ou mais, juntando todas as economias para isso.
Já os senadores e deputados quando querem viajar para Nova York, Londres, ou Paris (e eles viajam quando bem querem), não precisam planejar antecipadamente. E ainda levam a família, a sogra, a namorada, os parentes, os amigos... o cachorro, o papagaio!
E não precisam economizar nada. A economia é feita pelo povo, porque é o povo quem paga a conta. É o dinheiro dos nossos impostos que banca essa farra das passagens aéreas dos senhores parlamentares.
Isso era uma prática ilegal até recentemente. Uma ilegalidade que durou 40 anos para ser denunciada! Para se ter uma base de quanto foi a despesa ou o rombo nos cofres públicos com essa farra, basta criar a média de 75 milhões (que seria, por baixo o total gasto com passagens de deputados e senadores por ano) e multiplicar por 40 anos e se descobre que foram torrados algo como 30 bilhões de reais.
Agora, tentam legalizar o que nunca foi e nem será legal. Criaram a COTA DE PASSAGENS, que é um dinheiro que dá direito ao parlamentar de viajar (ele ou seus assessores quando estiverem a serviço).
Até agora o parlamentar bastava ter o desejo de viajar, e a viagem estava feita, sem comunicar nada a ninguém e sem gastar um tostão. Ele só precisava informar que viajou depois que fez a viagem, é claro.
Algo assim como: “Viajei. E quem vai pagar a conta não sou eu, mas o trouxa do eleitor/contribuinte.”
Sabe como isso se chama lá no Congresso Nacional? Chama-se “prestação de contas”. Tipo: “eu gastei, disse que gastei”. E ponto final.
Essas novas regras começam a valer apenas no Senado, pois os deputados resistem à idéia de verem acabados os seus privilégios, afinal, é muito cômodo ter um alto salário, trabalhar pouco e ter casa pra morar e passagens aéreas de graça pagas pela população.

Observação: Este texto foi escrito no auge da crise das passagens aérea, sendo que algumas pequenas mudanças (maqueadoras) parecem ter ocorrido de lá para cá, no Congresso.

Patrimônio Público - um bem de todos

O termo “patrimônio” significa, entre outras definições herança, riqueza.... Por sua vez, “público” implica naquilo que não pertence somente a uma determinada pessoa, mas é compartilhado por muitos que dele fazem uso e supre suas necessidades.
A escola, juntamente com o imobiliário que a compõe, é um exemplo claro e intangível de patrimônio público pertencente à coletividade, logo, ela não pertence nem ao governo, nem ao diretor, muito menos ao aluno. Antes, a escola pertence a todos – e, por definição pura e simples – é um patrimônio público cujos “donos”, se é que assim se pode dizer, são o governo e a comunidade escolar, além da sociedade em geral.
É de suma importância, por conseguinte, que todos, sobretudo os alunos, se invistam do sentimento de cidadania o qual se pauta nos ideais de respeito e de conservação do patrimônio escolar.
Cabe à direção da escola, em conjunto com o conselho escolar, a manifestação dos interesses que objetivam a manutenção da ordem sem que sejam necessários gestos autoritários e arrogantes. Ações e campanhas que conscientizem, informem, eduquem e formem pessoas comprometidas com o seu meio devem ser implementadas.
Não é possível admitir a ideia de que seja normal, por exemplo, que uma carteira venha a ser quebrada, que um ventilador possa ser danificado ou uma parede pichada por um estudante sem que este seja identificado e responsabilizado por tal ato.
Escolas há, em nossa cidade (no Pará e creio, no Brasil), que vivem em situação difícil em função do desrespeito pelo patrimônio público da parte de seus próprios alunos onde se identifica a falta de carteiras e de mesas do professor. Só para enfatizar, tanto as carteiras quanto as mesas foram, salvo algumas exceções, objetos de manipulação nas mãos de estudantes que sem nenhuma responsabilidade, as quebraram e hoje, sem carteiras nem mesas, considerável número de alunos e professores assistem e dão aulas em pé.
Pergunta-se:
a) em nossas casas, costumamos quebrar a mesa e as cadeiras para depois fazer as refeições no chão?
b) pegamos lápis e canetas e riscamos nossas paredes?
c) entupimos o vaso sanitário dos nossos banheiros?
d) quebramos nossos móveis e agimos como baderneiros?
Por que não fazemos isso? Simplesmente porque se trata do nosso lar, do teto que nos dá abrigo, do patrimônio que nos pertence.
De igual forma, pode-se afirmar que a escola é a nossa segunda casa. A casa do saber, da educação. É na escola que nasce e cresce em nós o espírito de cidadania, do respeito pelo outro, da valorização da pessoa humana, dos nossos bens e dos bens coletivos.
Pelo menos, é na escola que devem ser aperfeiçoados tais valores e sentimentos.
Todavia, as regras que sobrepõem à conservação e o respeito ao patrimônio público não devem nem podem se restringirem tão semente ao âmbito escolar.
Mas é da escola que surgem os cidadãos do mundo compromissados com a sociedade em que vivem pautados na ética para a edificação de um mundo mais justo onde seus bens sejam efetivamente partilhados, de modo muito particular, aqueles que, por sua equivalência, se traduzam em patrimônio público – um bem de cada um e de todos.