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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

SERRA CAI QUE NEM MANGA MADURA

Belém é uma das mais bonitas capitais brasileiras e a mais bela do Norte.
Belém é a capital das mangueiras, cujo fruto, a manga, quando madura, não se segura no pé – e cai.

E não há força que a segure.
As mangas que caem das frondosas mangueiras belemenses são um deleite para o paladar. Carnuda, de poupa doce e saudável, alimentam o corpo e o espírito poético dos paraenses.

É um espetáculo gostoso de se ver.
As mangas invadem Belém.
Nas feiras, nas quitandas, nas barracas de pequenas vendas e nos hipermercados da cidade.
As mangueiras com suas mangas estão por toda parte.
Na luxuosa Braz de Aguiar e na Presidente Vargas... descendo por Nazaré.

De maneira que as mangas generosamente vão caindo e se despedindo de suas mães-mangueiras para alimentar os seus irmãos paraenses, maranhenses, cearenses.
Porque Belém é a Casa do Pão que acolhe todos os brasileiros de todos os estados e rincões.
Belém é a cidade das mangueiras e das mangas que caem para a alegria de muitos.

Assim como o Serra e suas obras caem em São Paulo.
Só que as mangas caem para dar vida e alegria porque são alimentos.
Enquanto que as obras serristas ao caírem trazem dores e desalentos.
Serra não se satisfaz apenas com as quedas das suas obras: robanel, metrô, shopping center...
Ele se apraz também com as suas quedas nas pesquisas de opinião para o que ele jamais será na vida: Presidente da República.

A Dilma, penduraram um balaio de manga aparentemente muito pesado nela.

Ela não sobe. E sobe, mais muito pouquinho, devagarinho...

Mas o Serra. Esse é um verdadeiro artista. Na arte de cair em pesquisas.
Aí ele não cai simplesmente. Despenca. Desaba.

Que nem as mangas maduras...
Das mangueiras de Belém.
Da linda Belém do Pará.