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sábado, 18 de setembro de 2010

GURU DE SERRA GOROU. COMO A CAMPANHA DO SERRA

Depois de bombardear de forma avassaladora o Governo, o PT e sua candidata, a ex-ministra Dilma Rousseff, com um inimaginável leque de acusações sem sustentação e se dar conta que José Serra é insuperável ladeira abaixo, a lona do picadeiro tucano desabou.

O circo ruiu.

As palhaçadas protagonizadas pela baixaria em que se tornou a campanha de Serra o levou ao colapso eleitoral.

O Ibope de hoje é a confirmação final.
Recomenda-se à direita começar a juntar os cacos.
Nada mais resta a ser feito pelo vampiro.
A não ser resignar-se a sua estaca.
Ou render-se a novas baixarias.
E ficar a mercê de um milagre.

O último, por sinal, ocorreu por volta de 2000 anos quando um certo Galileu transformou água em vinho.
O oposto se dá agora, e o vinho dos tucanos “fez” água.

Nem mesmo o guru contratado pela Soninha do Roberto Freire salvou o Serra.
Como diz a própria Folha, o guru gorou.
O ovo tucano também.
O tucaninho morreu na casca...

Veja o que diz a Folha sobre o despacho do bruxo Ravi Singh na reportagem de FABIO VICTOR: Bombardeado por tucanos, 'guru' indiano deixa campanha de Serra

O "guru" gorou. Contratado no final de agosto para turbinar a campanha de José Serra na internet, o americano de ascendência indiana Ravi Singh, da empresa ElectionMall, voltou para os EUA sem ter o contrato renovado.

A coordenadora da campanha tucana na internet, Soninha Francine, argumenta que o trabalho dele "foi concluído conforme o combinado". A versão, porém, não contempla o pandemônio causado pela contratação do "guru" nas hostes serristas.

Singh foi bombardeado por todo lado --de interneteiros preteridos ao setor de marketing, passando pelo núcleo político.

Um profissional que trabalhou com o indo-americano relata que ele era truculento e costumava rejeitar sugestões afirmando: "Vocês não estão aqui para ter ideia, quem tem ideia sou eu".

As críticas mais frequentes foram às mudanças implantadas pelo consultor na página de Serra na internet (www.serra45.com.br).

De saída, o "guru" priorizou um burocrático cadastramento de eleitores pelo site.

"Ele não tem sentido de rede, tem sentido de spam", criticou um colaborados, referindo-se aos e-mails que depois inundaram a caixa postal dos cadastrados.

SLOGAN

Outra criação tida como infeliz foi adotar um novo slogan para a página oficial, "É a Hora da Virada", em vez de "O Brasil Pode Mais" usado na propaganda serrista.

Soninha, que atua em conjunto com a empresa DDBR, que contratou Singh, diz ter "adorado" trabalhar com o consultor. "O site é hoje muito mais interativo, colaborativo, 2.0", afirmou.

"Mudei de ideia sobre o papel do site oficial. Estamos todos aprendendo a dirigir com o carro em movimento, mas felizmente internet não é folheto e dá para mudar e corrigir o tempo todo."

A ex-vereadora elogiou a ferramenta que exibe depoimentos on-line de eleitores. "Eu acho o máximo ler, em pé de igualdade, o depoimento de um agricultor do interior do Espírito Santo, de um casal de 80 anos da Paraíba, de um estudante da Fatec da zona leste."

Entre os tucanos, ninguém assume a paternidade da ideia de trazer Singh. Uma versão diz que o primeiro contato com ele foi feito por Arnon de Mello, filho do ex-presidente Fernando Collor e sócio da Loops, uma das fornecedoras de serviços de internet da campanha.

Outra atribui a ideia à filha de Serra, Veronica.

Soninha afirmou saber apenas que "algumas pessoas da campanha" fizeram contato com Singh no ano passado e que depois o consultor fez uma proposta à DDBR --que foi aceita.

Ninguém, nem críticos nem entusiastas, quis revelar quanto custou a aventura.

domingo, 1 de agosto de 2010

NINGUÉM QUER CASAR COM O SERRA

Acredite! Até o Guerra renega o Serra!
Folha: Propaganda de candidatos aliados ainda não incorporou imagem de Serra

BRENO COSTA
DE SÃO PAULO

Com 25 dias de campanha, os candidatos a governador aliados de José Serra (PSDB) nos oito maiores colégios eleitorais do país ainda não incorporaram a imagem do tucano em seus santinhos, adesivos e cartazes.

Até sexta-feira, só a campanha de Antonio Anastasia, em Minas Gerais, começava, timidamente, a produzir material casado. Mesmo em São Paulo, base de Serra, ainda não há material com ele ao lado de Geraldo Alckmin --exceto painéis em encontros de sua coligação.

Nos sites dos candidatos nesses Estados, que representam 94 milhões de eleitores, não havia um único material de campanha casado disponível para download. Nem mesmo na apresentação das páginas havia uma foto do candidato.

A foto oficial de Serra, em alta resolução, está disponível no seu site oficial desde o início da corrida presidencial. Com ou sem Serra, o custo de imprimir um adesivo, por exemplo, é o mesmo.
O cenário é distinto do de sua adversária Dilma Rousseff (PT), cuja imagem acompanhava o material de campanha de seus aliados em 7 desses 8 Estados.

Coordenador da campanha de Serra, o senador Sérgio Guerra citou um exemplo da Paraíba --em que a imagem de José Maranhão (PMDB), aliado de Dilma, estaria associada exclusivamente ao presidente Lula-- para explicar seu raciocínio.

"Por que tinha material dele só com o Lula? Porque o Lula dá voto, e a Dilma não dá", disse Guerra.

O material de Maranhão, no entanto, inclui Dilma.
Questionado se a mesma lógica se aplicava, então, aos casos em que Serra está ausente do material com os candidatos ao governo, desconversou e elogiou Lula.

"A única exceção nessa história é o Lula", disse o senador, que nega que os aliados estejam escondendo deliberadamente a imagem de Serra nos Estados.
Ele mesmo disse não ter Serra em seus santinhos para deputado federal. Segundo Guerra, por erro na montagem do material.

Na campanha de Marcos Cals (PSDB-CE), em vez do presidenciável Serra, o postulante à reeleição no Senado Tasso Jereissati é onipresente nas propagandas.

Serra ainda não entrou por "dúvidas na hora de contabilizar os custos" da impressão da imagem do candidato, segundo José Liberato, coordenador da campanha de Cals.
No Paraná, onde Beto Richa (PSDB) lidera as pesquisas e por onde Serra iniciou oficialmente sua campanha, a promessa era que o material casado comece a ser distribuído amanhã.

Em Pernambuco, segundo maior eleitorado do Nordeste, região onde Serra tem o pior desempenho nas pesquisas, a coordenação da campanha de Jarbas Vasconcelos (PMDB) disse, na quarta-feira, que a imagem do tucano chegara na véspera. Até ontem, contudo, ainda não havia material casado.