Mostrando postagens com marcador carlos lacerda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador carlos lacerda. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 20 de julho de 2010

O FORTE DELES É A POEIRA

A imagem empoeirada pela qual Serra e seu vice entrarão para a História





Carta Maior: IL CAPO AFAGA SEU PICCOLO BALLILA E RESERVA SEU LUGAR NA POEIRA DA HISTÓRIA

Não era um ponto fora da curva; Serra assume como seu o discurso fascistóide vocalizado por seu picollo ballila, Índio da Costa. O desenvolvimentista --'de boca', como sublinha Maria da Conceição Tavares-- encontrou ao que parece a identidade de uma candidatura que desde o início patinava espremida entre a precaução marqueteira e a dissimulação consciente de seu verdadeiro sentido histórico.
O candidato demotucano começou afirmando-se 'um continuador de Lula', despropósito endossado pelo rufar dos tambores midiáticos , a repicarem obsequiosamente a 'pouca diferença entre os dois candidatos'. Não funcionou.
O passo seguinte foi assumir-se como um ectoplasma de lacerdismo mitigado até, finalmente, sair do armário por inteiro nos últimos dias. Ao mesmo tempo em que endossa a partitura da extrema-direita nativa, Serra traz para a fanfarra conservadora as promessas de um populismo desabrido, que inclui desde dobrar o Bolsa Família --quando em SP seu governo sabotou o programa realizando 1/3 da meta prevista-- à distribuição de enxovais para gestantes, conforme observa a edição de ontem, do jornal Valor Econômico.
No crepúsculo de uma vida política rasa, o arestoso quadro tucano conclui sua melancólica baldeação ideológica. Sem o talento retórico do populismo conservador, mas, sobretudo, sem desfrutar o vácuo político no qual ele germinou, Serra sangra aos olhos de seus próprios petizes e admiradores, como se depreende dos muxoxos envergonhados registrados na página 2 da Folha, nesta terça-feira.
Nesse episódio, o tucano assumiu uma aliança carnal com a patética ideologia da extrema direita nativa, verbalizada no indigente discurso do personagem acolhido para arrematar o perfil histórico de sua candidatura presidencial. Derrotado, Serra terá o mesmo destino da obtusidade política que abraçou: a poeira da história.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

A GENIALIDADE FAZ O GÊNIO CUJA ESSÊNCIA DE SEU GOVERNO É GARANTIR OS BENS

A última obra entregue por um gênio competente




O Almanaque da crônica prazerosamente publica post do Paulo Henrique Amorim no seu site, Conversa Afiada. Uma pérola do Zé Alagão. Que inaugura de maquete a obra inacabada.

Serra se lança como a UDN do Lacerda e com erro de concordância
1/abril/2010 9:38

Combate à corrupção é o último e único reduto dos lacerdistas


Serra sai e condena roubalheira.
“Aqui não se cultiva escândalos, mal-feitos, roubalheira…”
Conjugar verbos como “cultivar” é uma das deficiências daquele que não é nem economista, nem competente, nem engenheiro.
E agora se vê que ele não sabe usar a voz passiva.

Na pág. 4, o Globo resume:
“Essência do governo é garantir os bens, a vida e a liberdade.”
Ele é um gênio.
Jamais se ouviu coisa igual: garantir os bens, a vida e a liberdade.
Como se sabe, o Zé Alagão não tem uma ideia original.
Não tem com que se candidatar, a não ser com o PiG(*).
O Lula chupou o oxigênio com que o Serra poderia respirar.
Como diria o Pedro Malan, quando o Serra fala, o que é novo não presta e o que presta não é novo.
Sobrou para o Zé Alagão uma obra inacabada: como o Robanel dos Tunganos, o metrô e a Marginal.

É a obra da defesa da moralidade e o combate à roubalheira.
É o último reduto dos patriotas da UDN do Carlos Lacerda.
Que eram e são golpistas como o PiG(*).
O Serra pensa que o eleitor não sabe que o rodoanel é o Robanel dos Tunganos; que ele e o Barjas Negri são acusados de comprar ambulâncias super-faturadas; que a Satiagraha ouviu Naji Nahas dizer que ele queria vender a CESP com o Daniel Dantas; que a corrupção do Arruda penetrou no Governo de São Paulo; que ele é cunhado do Preciado; que o Ricardo Sergio de Oliveira foi chefe de finanças da campanha dele; que ele não deixou a Justiça provar que ele não é ladrão; que ele agasalhou uma invasão da Rede Globo na cidade de São Paulo para construir uma falsa escola de nome Roberto Marinho.

Vote aqui na trepidante enquete: “O serra é contra a roubalheira mas é a favor de:”
Como diz o Ciro Gomes o Serra numa campanha significa que vai haver baixaria.
A primeira delas, agora se vê, é a falsidade ideológica.

Paulo Henrique Amorim

Clique aqui para ler: “Por que a Globo e o Serra ganham sempre no Globope ?”