Mostrando postagens com marcador ética. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ética. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

GRANDES VÉSPERAS

Ela tá com tudo

A mídia vem, há muito, pautando a agenda do Congresso e do Planlato.
E tem sido exitosa no seu intento de desgastar com seu denuncismo, o Governo do qual é velada opositora.
Uma tsunami se anuncia.
Ondas de descréito moral e político ameaçam horrizar os homens de Brasília.
Entretanto, algo parece dizer que enquanto sobe o nível da maré que lavará a honra dos escassos cidadãos de bem, a Preidenta Dilma surfa ao favor do vento da ética...
E recebe apoio da sociedade.
Por essa a mídia não esperava.
Algo de incrivelmente espetacular está acontecendo por aqui.
Entenda mais com o excelente artigo de Mauro Santayana.

O Congresso em movimento

Mauro Santayana

Apesar do ceticismo, natural nesse trecho histórico, minguado de decisões, há, no Congresso Nacional o frisson das grandes vésperas. Começa a crescer a consciência de que a paciência dos cidadãos atinge seu limite. E os parlamentares honrados procuram organizar uma frente no Congresso para assegurar o apoio necessário à Presidente Dilma Roussef a fim de que ela possa prosseguir no combate aos desvios do dinheiro público.

Não é só a imprensa, nem a poderosa malha da internet, que transmite ao Parlamento o mal-estar da população. Em visitas aos redutos eleitorais, percebem a maré montante, que pode transformar-se em tsunamis. Mesmo que não se ouçam os resmungos de protesto, os olhares não deixam dúvida: o clima não é de primavera.

Quanto aos demais, os que, sim, dispõem de biografia honrada, esses se horrorizam ao descobrir o desprestígio dos políticos em geral e dos parlamentares em particular. A ojeriza comum aos políticos se tornou, nos últimos tempos, muito mais grave. Antes, os corruptos se contavam nos dedos, e eram conhecidos. Hoje, os que se contam nos dedos são os homens públicos respeitáveis. O Parlamento, que não reflete exatamente a nação, como se costuma dizer – mas um sistema eleitoral de chocha legitimidade – é, assim, o espaço em que podemos cumprimentar um parlamentar respeitável e, dois metros adiante, esbarrar em alguém de caráter duvidoso. Nestas horas, poucos são os que assumem – e se lhes registre a coragem – o discurso sinuoso, que tenta tornar legal o que é espúrio, e reduzir denúncias sérias a manifestações menores de calúnia e intriga.

O que se sente é o temor que se adensa. Diante do que ocorre hoje em outros países, com o explodir do inconformismo em atos de violência, alguns tentam esconjurar o medo, com o lugar comum de que “brasileiro não é assim”, “o povo já está acostumado”, “isso é fogo de palha”. E há, realmente, os alienados, de escamas nos olhos, cera nos ouvidos e neurônios raquíticos, sobretudo os que não conhecem a história. Não sabem que o Brasil foi construído com rebeliões populares sucessivas, e se todas foram vencidas ou engambeladas pela esperteza das oligarquias, o país sempre foi melhor depois, ainda que tenha pago o tributo de sangue, no fuzilamento de bravos patriotas, como ocorreu na repressão brutal aos revolucionários de 1824, no Nordeste.

A corrupção só medra e se espalha, como as carrapicheiras, porque as instituições foram construídas e reformadas a fim de lhe dar abrigo. Se, no passado, as empreitadas para obras de infraestrutura permitiam e estimulavam a corrupção, hoje a grande oportunidade está na terceirização de serviços, sobretudo mediante as chamadas organizações não governamentais. O ideal dos formuladores do Consenso de Washington, a serviço do grande capital financeiro, é o de reduzir o Estado a mero coletor de impostos e distribuidor de recursos aos prestadores de serviços, grandes corporações ou organizações fantasmas, como as criadas por alguns políticos, a fim de complementar sua remuneração.

Com a consciência de que é necessário extirpar a corrupção pelas raízes, cresce o apoio à Presidente Dilma Roussef, a fim de que ela prossiga no saneamento do governo. Personalidades respeitáveis do país fazem chegar ao Planalto as mensagens de apoio à Chefe de Estado. Os dirigentes da CNBB – o Cardeal Raymundo Damasceno, D. José Belisário e D. Leonardo Ulrich – estiveram em seu gabinete e, em nota oficial, deixaram claro que:

“Os princípios éticos da verdade e da justiça exigem exemplar apuração dos fatos, com a conseqüente punição dos culpados, porque não se pode transigir diante da malversação do emprego do dinheiro público. Sacrificar os bens devidos a todos é um crime que clama aos céus por lesar, sobretudo, os pobres”.

A ordem mundial de domínio se descuidou, com o surgimento da rede mundial de computadores, e a possibilidade da conversação, sem limites, dos cidadãos. Em 1932, quando o rádio começava a se tornar universal, Brecht elaborou a sua “Radiotheorie”. Ele se referia à comunicação radiofônica, mas antecipava o que seria a internet, para a imposição de uma nova ordem libertária no mundo. De qualquer forma, rádio e internet são duas expressões de um mesmo meio, o da comunicação eletrônica. Disse o grande pensador:

“A radiodifusão há de ser transformada de sistema de distribuição em um sistema de comunicação. A radiodifusão poderia ser o mais gigantesco meio de comunicação imaginável na vida pública, um imenso sistema de canalização. Isto é, seria, se não só fosse capaz de emitir, mas também de receber, se conseguisse que o ouvinte não só ouvisse, como também falasse, que não ficasse isolado, mas relacionado”.

E o autor de “Mãe Coragem” termina seu raciocínio com a esperança de nossos dias, ao dizer que isso era irrealizável então – há 80 anos – mas que ocorreria em decorrência do natural desenvolvimento técnico, e se tornaria o instrumento para a propagação e formação de uma outra ordem social para o mundo. E é o que está ocorrendo.

O sentimento é o de que estamos em grandes vésperas, aqui e no mundo.

(Extraído do Conversa Afiada)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A FARRA DOS CARTÕES DOS TUCANOS DE SP

A bidada do tucano explica o tamanho do rombo


Governo paulista gasta R$ 609 mi com cartões em 10 anos

Ainda que tente difarçar, a Folha não consegue esconder a verdade dos fatos.
A hipocrisia e a falsa moral do PSDB caiu por terra no que se refere aos seus gastos com cartão.
Em uma década as despesas com cartão da tucanada de São Paulo supeou em quase três vezes a do governo federal em igual período.
O que Arthur Virgílio tem a dizer sobre esse feito estratosférico?
Logo ele que é chegado a um cartãozinho?
Se bem que o Virgílio é cachorro morto.
Melhor é perguntar ao inventor da ética, o senador Álvaro Dias.
Aquele que quer reaver o retroativo de sua aposentadoria de ex-governador do Paraná.
Não adianta o esforço da Folha de tentar mostrar redução nos gastos para limpar a barra do candidato derrotado dela.
Se fechar a conta dos dezesseis anos de governo tucano em São Paulo, esses gastos ultrapassam R$ 1 mi.
Tranquilamente.
Porque a média tucana é de pouco mais de R$ 60 mi / ano.
Só isso.
A ética do PSDB é uma maravilha.
O problemas dos tucanos paulistas não é o tamanho do cartão.
Mas do bico deles.
Eles vão com muita sede ao pote, ops! ao cofre.
Daí que se explica o tamanho do rombo.

Desde 2001, o governo de São Paulo gastou R$ 609 milhões com cartões de compras, segundo levantamento da ONG Contas Abertas. O valor é 70% maior que o registrado pelo governo federal no período --R$ 357,6 milhões.
Apesar disso, no ano passado, o governo paulista fechou a conta em R$ 32,8 milhões, menor valor desde 2002, enquanto esse tipo gasto tem aumentado todo ano no governo federal.

Dos 25 órgãos estaduais que fizeram uso do cartão de pagamentos no ano passado, 23 registraram redução de gastos na comparação com 2009.
Apenas a Assembleia Legislativa, que passou de R$ 129,5 mil para R$ 144,2 mil, e a Secretaria de Esporte, com acréscimo de 170%, registraram aumento.

No ano passado, quem liderou o ranking foi a Secretária de Saúde, que desembolsou o total de R$ 12,3 milhões, de acordo com a ONG. O valor é quase três vezes o que o Ministério da Saúde e unidades vinculadas utilizaram com o cartão corporativo do governo federal no mesmo ano.

Em segundo lugar aparece a Secretaria de Segurança Pública, com quase R$ 10 milhões desembolsados.
A regulamentação estadual prevê 39 tipos diferentes de classificação de despesas. Nos últimos dois anos, no entanto, 25% das despesas se concentraram em apenas duas rubricas: "outros materiais de consumo" e "despesas miúdas e de pronto pagamento".

A partir de 2008, as despesas com o cartão despencaram. No início daquele ano, o então governador de São Paulo, José Serra (PSDB), determinou a suspensão dos saques com os cartões.
Atualmente existem 4.454 cartões distribuídos pelo governo paulista, quantidade que representa apenas 10% da quantidade registrada em 2007.

A Secretaria da Fazenda lembra que os cartões do governo paulista não são corporativos, mas de compras. No primeiro caso, não há limite de crédito, enquanto no segundo, só se pode gastar até R$ 8.000. O cartão federal também é usado pelo alto escalão, já o estadual é emitido em nome de um órgão.

Segundo a secretaria, também não é possível comparar a natureza dos gastos feito pelo governo federal e pelo estadual.
A Contas Abertas fez o levantamento com base em dados do portal de transparência do governo paulista.

sábado, 24 de julho de 2010

SERRA SE APEQUENOU

Travertido de candidato, Serra degradou-se moralmente



Leio no Vermelho, excelente artigo do deputado Brizola Neto.
Com o título “A degradação moral de José Serra é um fato chocante”, o neto de Leonel Brizola constata que José Serra "revela-se a cada fato do atual processo eleitoral um homem desprovido de pudores em disseminar o que de pior a política pode ter: as mentiras, o jogo rasteiro e a falta de ética".

Brizola entende que nada mais resta daquilo que Serra foi um dia.
Ocorre que Serra não foi muita coisa, além de alguém que fugiu das barras dos torturadores e fez sua opção por um cômodo exílio.
Que deixou seus companheiros de ideologia em apuros (Dilma, inclusive) , saiu pela tangente e só voltou depois que havia baixado a poeira.
O tucano (hoje) despreza (como sempre, talvez) valores que todo homem de bem deve ter.
O desequilíbrio moral de Serra chega a despertar os mais variados sentimentos, como tristeza, aversão e até piedade.
“O presidente Lula traduziu esse sentimento que percorre parte da classe política ao comentar as recentes declarações de Serra, procurando endossar o que foi dito de forma leviana por seu vice, outra de suas irresponsabilidades”, escreveu Brizola Neto.

“Eu fico triste quando eu vejo um homem da história do Serra dizer que o PT é ligado às Farc, eu fico triste. Porque o mínimo que eu esperava do Serra é que ele respeitasse o PT. Porque o Serra sabe que a gente tem afinidade histórica, a gente pode ter divergência político-ideológica agora, mas ele jamais poderia dizer uma insanidade dessa contra o PT, jamais”, afirmou Lula, como reproduz a Folha de S. Paulo.

Já disse aqui que Serra é um caso perdido do qual não dá para esperar mais nada.
O candidato dos tucanos e do PFL é um homem que age com cinismo, agressões e mentiras sem que qualquer objeção moral ou ética.
Serra se abstém do debate democrático.

Segundo o deputado fluminense pelo PDT, Serra não faz campanha, não apresenta propostas e não diz verdadeiramente o que pensa.
O tucano se apequenou sobremaneira ao ponto de descartar “todos os questionamentos que lhe são apresentados como ‘trololó petista’. Serra, hoje, calunia, difama, injuria, acusa e desqualifica”.

Serra ultrapassa “os limites da responsabilidade de quem se declara um homem público experiente e preocupado com as questões maiores do Brasil”.
É o que diz Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte e um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff.
Pimentel prometeu ir à Justiça contra o tucano por ele ter acusado irresponsavelmente o PT de ter montado “um grupo de dossiê sujo” cuja iniciativa fora de Pimentel.

Serra não tem dado outra alternativa a quem ele injuria e difama que não a de procurar o caminho da Justiça.
“Se Serra mostra que não está na campanha para debater política e sim para desqualificar os adversários, a melhor maneira de enfrentá-lo é nos tribunais. Só lá será obrigado a apresentar provas de suas acusações e ser punido da forma que merece”, pondera Brizola Neto.

No Brasil aprendeu-se que a Justiça tarda mais não falha.
Isso equivale dizer que Serra poderá ser punido judicialmente ainda que seja após as eleições as quais ele tanto tem enlameado.
Todavia, o maior e mais breve julgamento lhe será dado no dia três de outubro.
“Nas urnas”, diz Brizola, Serra será reduzido “à estatura ínfima a que ele próprio se apequenou”.
Clique aqui para ler a íntegra do texto de Brizola Neto.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

APAGÃO É O DO PIG

Quem sofreu um apagão foi o PSDEMO.
Duas surras, igual a dois apagões.
E quem apagou o PSDEMO foi um nordestino. Um operário semianalfabeto.
Quem está sofrendo um apagão é o PIG.
O apagão da ética, da informação e da notícia isenta e imparcial.
O PIG não conseguirá apagar as conquistas do Brasil e dos brasileiros, as vitórias de um povo que hoje come melhor, que estuda mais, que vive mais e que é mais feliz.
O PIG não conseguirá manietar a verdade factual das coisas, nem confundir blecaute com apagão.
O PIG não conseguirá eleger os seus demotucanos.
Nem Serra nem Aécio.
O apagão existiu... E foi produzido pela incompetência da tucanada.
Os tucanos são chegados a um superlativo ao produzirem tragédias.
Fernando Henrique Cardoso entregou o País à estrondosa privataria.
Como quem gosta do verbo “dar”, ele deu um bi-apagão no fornecimento de energia elétrica aos brasileiros, nos anos de 2001 a 2002.

E ao Brasil foi imposto um racionamento de energia que durou oito meses.
E custou 340 milhões ao País.
As teles, foram dadas ao banqueiro-trambiqueiro e “lavador” Daniel Dantas.
E quase dá por alguns caraminguás a 3ª maior empresa do setor energético do mundo.
Serra produziu a maior cratera urbana que já existiu: a do metrô de São Paulo.
Os demotucanos de Sampa transformaram uma obra em sinônimo de desvio do dinheiro público: a do “roubo-anel”.
Sem que tenha havido, sequer, uma CPI.
O PIG se estrebucha para não sofrer a humilhação de ter que noticiar a vitória de Dilma Rousseff logo no Primeiro Turno da eleição presidencial, em 2010.
Não se sabe quem ela derrotará nas urnas.
Mas nas ruas, o maior derrotado, esse vai ser o PIG.

O PIG vai acabar de se apagar com mais uma lavagem dos DEMOTUCANOS.
Por isso o PIG quer fazer a agenda política do País. E a pauta do JN & Cia se transforma na pauta do Congresso...
Ele ainda consegue fazer a do Senado. Com o Agripino Maia fungando e falando com um pedaço de abóbora quente na boca.
O Arthur Virgílio é sócio do JN. O Brasil ainda o verá dando um piripaque diante das câmeras da Globo. O Virgílio é senador pela última vez na vida. Depois o povo manauara vai decidir se lhe dá uma cadeira. Na Câmara de Vereadores de Manaus.
O ostracismo e os tucunarés aguardam ansiosos por ele. Boas caldeiradas, e bons goles!
Tem ainda o Aleluia e o Caiado na Câmara dos Deputados... uma dupla da pesada na arte de reproduzir chavões.
O PIG adora botar palavra na boca do Governo. E dizer que ele disse o que não disse.
Para confundir o telespectador. Você. Nós. O povo.
Nesta quinta feira a Ministra Dilma falou.
Ela disse que o que houve foi um blecaute.
Apagão existiu no governo FHC.
E o PIG queria que ela disesse que não iria haver mais blecaute.
Mas a Ministra não disse.
Só que o PIG disse que ela disse.
Dilma falou que não poderia afirmar que não haveria mais blecaute.
Ela afirmou que o que não haverá é apagão. Porque apagão é barbeiragem.
O PIG barbera na escuridão moral que o apagão da sua ética produziu.