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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A FARRA DOS CARTÕES DOS TUCANOS DE SP

A bidada do tucano explica o tamanho do rombo


Governo paulista gasta R$ 609 mi com cartões em 10 anos

Ainda que tente difarçar, a Folha não consegue esconder a verdade dos fatos.
A hipocrisia e a falsa moral do PSDB caiu por terra no que se refere aos seus gastos com cartão.
Em uma década as despesas com cartão da tucanada de São Paulo supeou em quase três vezes a do governo federal em igual período.
O que Arthur Virgílio tem a dizer sobre esse feito estratosférico?
Logo ele que é chegado a um cartãozinho?
Se bem que o Virgílio é cachorro morto.
Melhor é perguntar ao inventor da ética, o senador Álvaro Dias.
Aquele que quer reaver o retroativo de sua aposentadoria de ex-governador do Paraná.
Não adianta o esforço da Folha de tentar mostrar redução nos gastos para limpar a barra do candidato derrotado dela.
Se fechar a conta dos dezesseis anos de governo tucano em São Paulo, esses gastos ultrapassam R$ 1 mi.
Tranquilamente.
Porque a média tucana é de pouco mais de R$ 60 mi / ano.
Só isso.
A ética do PSDB é uma maravilha.
O problemas dos tucanos paulistas não é o tamanho do cartão.
Mas do bico deles.
Eles vão com muita sede ao pote, ops! ao cofre.
Daí que se explica o tamanho do rombo.

Desde 2001, o governo de São Paulo gastou R$ 609 milhões com cartões de compras, segundo levantamento da ONG Contas Abertas. O valor é 70% maior que o registrado pelo governo federal no período --R$ 357,6 milhões.
Apesar disso, no ano passado, o governo paulista fechou a conta em R$ 32,8 milhões, menor valor desde 2002, enquanto esse tipo gasto tem aumentado todo ano no governo federal.

Dos 25 órgãos estaduais que fizeram uso do cartão de pagamentos no ano passado, 23 registraram redução de gastos na comparação com 2009.
Apenas a Assembleia Legislativa, que passou de R$ 129,5 mil para R$ 144,2 mil, e a Secretaria de Esporte, com acréscimo de 170%, registraram aumento.

No ano passado, quem liderou o ranking foi a Secretária de Saúde, que desembolsou o total de R$ 12,3 milhões, de acordo com a ONG. O valor é quase três vezes o que o Ministério da Saúde e unidades vinculadas utilizaram com o cartão corporativo do governo federal no mesmo ano.

Em segundo lugar aparece a Secretaria de Segurança Pública, com quase R$ 10 milhões desembolsados.
A regulamentação estadual prevê 39 tipos diferentes de classificação de despesas. Nos últimos dois anos, no entanto, 25% das despesas se concentraram em apenas duas rubricas: "outros materiais de consumo" e "despesas miúdas e de pronto pagamento".

A partir de 2008, as despesas com o cartão despencaram. No início daquele ano, o então governador de São Paulo, José Serra (PSDB), determinou a suspensão dos saques com os cartões.
Atualmente existem 4.454 cartões distribuídos pelo governo paulista, quantidade que representa apenas 10% da quantidade registrada em 2007.

A Secretaria da Fazenda lembra que os cartões do governo paulista não são corporativos, mas de compras. No primeiro caso, não há limite de crédito, enquanto no segundo, só se pode gastar até R$ 8.000. O cartão federal também é usado pelo alto escalão, já o estadual é emitido em nome de um órgão.

Segundo a secretaria, também não é possível comparar a natureza dos gastos feito pelo governo federal e pelo estadual.
A Contas Abertas fez o levantamento com base em dados do portal de transparência do governo paulista.

sábado, 13 de novembro de 2010

UM PRESIDENTE PARA OS TUCANOS

Trocar seis por meia dúzia no jargão do futebol é substituir um jogador por outro de perfis e características semelhantes.
Ao menos hipoteticamente suas entrada e saída mantêm inalterada a forma de jogar do time, e tanto o triunfo quanto a derrota independem da troca realizada.

O PSDB – para variar – viverá situação análoga a partir de março quando escolherá seu novo presidente.
O presidente nacional da legenda derrotada por Dilma Rousseff será eleito em maio de 2011.
Os tucanos terão que optar por Tasso Jereissati para assumir o lugar de Sérgio Guerra.
Ou preferir José Serra – de novo – em detrimento de Aécio Neves.

Deve ser terrível ter um leque tão pífio de opções.

Diferentes alas tucanas tentam, cada qual a sua maneira, identificar pseudas vantagens naquilo que seria positivo ao partido a escolha de Tasso ou Aécio.
O Serra, a despeito dos 44 milhões de votos que recebeu na eleição para Presidência da República, não aglutina, não agrega, não soma e em nada engrandece nem qualifica o PSDB enquanto oposição.

Ao contrário.

Por sua arrogância e caráter conservador, burguês, elitista e exarcebado radicalismo José Serra só poderá ser presidente do PSDB por pura necessidade de não sucumbir ao ostracismo.
Pensando em nível de legenda, o melhor seria que sucumbisse.

Tudo leva a crer que o micróbio da presidência que alucina o utópico José Serra resistirá ao tempo, de maneira que em 2014 ele, outra vez, atropelará quem estiver a sua frente para levar a terceira surra numa disputa presidencial.
Isto equivale dizer que Serra não medirá esforços nem baixarias para ser o presidente dos tucanos e mandar para a linha do escanteio o senador eleito por Minas Gerais e seu companheiro de partido, Aécio Neves.

O ex-governador mineiro é tido por alguns como adepto do que poderá vir a ser uma oposição moderadora à Presidente Dilma, contrastando com Serra que prega abertamente o ódio e especializou-se em falar mal do Governo e denegrir a imagem do Brasil até no exterior.

Sou de opinião de que nem Serra nem Aécio são dignos de nada que não seja a desconfiança nacional.
Sendo que, no que se refere a José Serra, a este reputo, também, o meu desprezo.

O PSDB permanece aquele time medíocre que vai perdendo o terceiro jogo consecutivo, tecnicamente é um desastre, peca pela falta de talento e seus jogadores são exímios distribuidores de pancadas em campo.
O PSDB observa com justiificada apreensividade as nuvens opacas que se aproximam de seu horizonte.

A previsão é de que a chuva que encharcará a plumagem das aves bicudas comece a cair em Março, quando se inicia o processo sucessório nas executivas municipais culminando com a eleição do presidente do diretório nacional, em maio.
Ela trará um dilúvio de dificuldades e, de novo, a divisão entre Serra e Aécio.

Fica evidente que os ex-governadores – um paulista e outro mineiro – são o que restou do PSDB que, ao que parece, ainda insiste na ilusão de ver Serra eleito presidente.

Enquanto isso, o time não muda.
E o treinador continua trocando seis por meia dúzia.





















sexta-feira, 5 de novembro de 2010

COMO PARTIDO POLÍTICO O PSDB PRECISA SER REFUNDADO

O ALMANAQUE da crônica republica postagem do Vermelho:
Na contramão de Serra, Aécio fala em “oposição generosa” a Dilma

O PSDB perdeu sua “identidade” e praticamente morreu como partido político. É o que sustenta o ex-governador de Minas Gerais e senador eleito, Aécio Neves, em entrevista à Folha de S.Paulo. Segundo ele, os tucanos precisam promover a "refundação do PSDB" e devem refazer, até maio de 2010, um novo programa partidário, que defenda sem "constrangimentos" as privatizações do governo FHC — mas também defenda estatais como o Banco do Brasil e a Petrobras.

“Vou sugerir um grupo de três notáveis do partido para coordenar essa refundação do PSDB, conduzir conversas com setores da sociedade, instituições organizadas, para que nesse período possamos construir um novo programa partidário”, declara Aécio. Os três nomes a quem ele classifica como "notáveis" são o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o candidato derrotado nestas eleições, José Serra, e o ex-presidente do PSDB Tasso Jereissati.

No Senado, Aécio promete uma "oposição generosa" à presidente Dilma Rousseff nas discussões sobre as grandes reformas. “Devemos estar dispostos a sentar à mesa na busca de construção de consensos em torno dessas reformas”, diz. “Só uma oposição frágil e insegura se negaria a discutir temas com o governo essenciais à vida nacional.”

É um discurso que vai na contramão do tom agressivo adotado por Serra — que, tão logo perdeu, pela segunda vez, a disputa à Presidência, já se comprometia a atazanar a vida de Dilma. E é mais contraditória ainda em relação às inúmeras escaladas golpistas da oposição demo-tucana nos dois governos de Lula.

Aécio, no entanto, tenta supor que o exemplo negativo é “aquela oposição raivosa exercida pelo PT ao governo FHC, votando contra tudo”. Quer dizer que a oposição a Lula não foi raivosa? “O Brasil está maduro para ter outro tipo de oposição. Não me sentirei diminuído, ao contrário, se for convidado a sentar à mesa com outras lideranças para discutir questão previdenciária, política, tributária, reforma do Estado”.

Ao fim da entrevista, Aécio diz que seu “destino”, com ou sem candidatura, “é no PSDB”. E enaltece Lula, ao ser questionado sobre quem foi o “personagem da eleição de 2010”. Conforme as palavras do novo senador mineiro, Lula “venceu as eleições e temos de reconhecer essa vitória — não nos fragilizarmos a partir dela”.


Da Redação, com informações da Folha de S.Paulo

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O PSDB E A QUEBRA DO SIGILO DIGITAL

O AI-5 digital avança. Eles preferem o PiG

O Conversa Afiada reproduz post do Viomundo, de Luiz Carlos Azenha:
CUT: O AI-5 digital avança
Democracia tucana
E o ALMANAQUE da crônica, reproduz o Conversa Afiada.

Na calada da noite, avança projeto de deputado do PSDB para censurar internet e quebrar sigilo de internautas

por Luiz Carvalho, no site da CUT

No início de outubro, em um Congresso Nacional esvaziado enquanto o Brasil discute as eleições, o Projeto de Lei (PL) 84/99 do senador Eduardo Azeredo, do PSDB de José Serra, foi aprovado em duas comissões na Câmara.
Também conhecido como “AI-5 digital”, uma referência ao Ato Institucional nº 5 que o regime militar baixou em 1968 para fechar o parlamento e acabar com a liberdade de expressão, o PL permite violar os direitos civis, transfere para a sociedade a responsabilidade sobre a segurança na internet que deveria ser das empresas e ataca a inclusão digital.
O projeto de Azeredo passa também a tratar como crime sujeito a prisão de até três anos a transferência ou fornecimento não autorizado de dado ou informação. Isso pode incluir desde baixar músicas até a mera citação de trechos de uma matéria em um blog.

Conheça os principais pontos do projeto do Azeredo.

1. Quebra de sigilo

Ironicamente, o PL do parlamentar ligado ao partido que se diz vítima de uma suposta quebra de sigilo nas eleições, determina que os dados dos internautas possam ser divulgados ao Ministério Público ou à polícia sem a necessidade de uma ordem judicial. Na prática, será possível quebrar o sigilo de qualquer pessoa sem autorização da Justiça, ao contrário do que diz a Constituição.

2. Internet para ricos

Azeredo quer ainda que os provedores de acesso à Internet e de conteúdo (serviços de e-mail , publicadores de blog e o Google) guardem o registro de toda a navegação de cada usuário por três anos, com a origem, a hora e a data da conexão.

Além de exemplo de violação à privacidade, o projeto deixa claro: para os tucanos, internet é para quem pode pagar, já que nas redes sem fio que algumas cidades já estão implementando para aumentar a inclusão digital, várias pessoas navegam com o mesmo número de IP (o endereço na internet).

3. Ajudinha aos banqueiros

Um dos argumentos do deputado ficha suja reeleito em 2010 – responde a ação penal por peculato e lavagem ou ocultação de bem –, é que o rastreamento das pessoas que utilizam a internet ajudará a acabar com as fraudes bancárias. Seria mais eficaz que os bancos fossem obrigados a adotar uma assinatura digital nas transações para todos os clientes. Mas, isso geraria mais custos aos bancos e o parlamentar não quer se indispor com eles.

O que acontece agora?

Atualmente, o “PL Azeredo” tramita na Câmara de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara e aguarda a posição do relator Júlio Semeghini, do PSDB-RJ.

A má notícia é que foi esse deputado que garantiu, em outubro de 2009, que o projeto aguardaria o desenrolar dos debates para seguir tramitando. Mas, Semeghini fez o contrário do prometido e tocou o projeto adiante.

Com a provável aprovação, a última alternativa para evitar que vire lei e acabe com a democracia digital no Brasil será o veto do próximo presidente.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

OS PROBLEMAS DE JOSÉ SERRA

O abraço da morte



A situação do presidenciável da elite, José Serra, é emblemática, assustadoramente incômoda e tomada por problemas insolúveis.
Não seria exagero afirmar que, isolado e egocêntrico, Serra habitou-se a não usar o verbo plural.
Fala por si.
Serra fez e faz absolutamente tudo sozinho.
Ele acusa, critica, mente e ataca.
E ninguém há que tenha feito ou que fará algo com Serra.
Serra é o candidato da primeira pessoa do singular.
O candidato do eu fiz, eu farei.
Do eu disse, eu mandei .
Serra é seco, oco e áspero.
Como ele, só ele mesmo.
Singularmente.
Esse é um dos maiores entre os maiores – e piores – problemas que afligem ao elitista Serra.
Aos seus problemas, soma-se o fato de ele ser um tucano.
É isso mesmo, amigo internauta.
O PSDB é um problema para o seu filiado.
Outro insanável problema que atormenta o candidato da mídia conservadora atende pelo nome de Fernando Henrique Cardoso – ou simplesmente FHC.
Somente problemas dessa monta explicam a ferocidade e truculência do apresentador do Jornal Nacional da Rede Globo, Wilian Bonner, contra a ex-ministra Dilma Rousseff em sua entrevista à emissora dos marinhos.
Porque Serra tem a penas um aliado que o defende publicamente da mesma forma com que calunia sua principal adversária e ataca o Governo Lula: a mídia direitista.
Serra não pode contar com seu principal cabo eleitoral e dele foge desesperadamente.
Seria no mínimo esdrúxula e inusitada a hipótese pela qual um ex-ministro pudesse renegar o presidente que o nomeou e para o qual serviu.
Seria, senão fosse o fato de esse ex-ministro chamar-se José Serra e o presidente Fernando Henrique.
Não bastasse Serra ser o Serra e pertencer ao PSDB – um partido intrinsecamente ligado e identificado com as elites – ter FHC pendurado em seu pescoço como chocalho em boi no pasto constitui todo o infortúnio para o especialista em mentiras do horário nobre global.
Serra esbarra-se a cada momento com um novo desmentido.
Ainda que a mídia tente vender a certeza de que o ciclo de entrevistas com os três presidenciáveis foi bom para ele.
Os fatos demonstram e desmontam suas mentiras.
Uma a uma.
Serra terá muito com se preocupar.
Inventar novas inverdades será uma de suas menores preocupações.
A maior de todas ele não tem como solucioná-la: Serra até poderá continuar “escondendo” Fernando Henrique Cardoso, mas não há como não associá-los um ao outro.
A História já registrou em seus anais o desastre que foi o Governo FHC para o Brasil.
E até as pedras começam a perceber que Serra não fez nem os genéricos nem tampouco criou o programa contra Aids.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

SE ATAQUES FOSSEM NO RIO, A MÍDIA DIRIA QUE FOI O CV

Serra disse que o PCC tinha acabado. Só não disse que era com mais um ônibus
Os ataques contra a ROTA e seu comandante em São Paulo foram praticados pelo PCC.
O PCC é a maior facção criminosa de São Paulo.
Tão temeroso e repulsivo quanto a violência do PCC é a resistência da mídia serrista em esconder sua sigla.
E não pronunciar o nome Primeiro Comando da Capital.
Porque a mídia serrista sabe que o PCC está intrinsecamente relacionado aos tucanos que (des)governam São Paulo.
Há quase duas décadas.
PCC leva a lembrar de Alckmin.
PCC leva a José Serra.
PCC em São Paulo tem a ver com PSDB em São Paulo.
Logo, violência em São Paulo tem ligações com violência no Brasil.
Traduzindo: PCC lembra eleição. Eleição é uma coisa na qual Alckmin e Serra estão correndo atrás.
Serra garantiu que o PCC estava extinto como quem falava do controle de uma endemia.
E não estava.
O PCC voltou.
Só falta agora setores da mídia serrista atribuir os ataques do PCC ao comando de algum quadro ligado ao PT. Ligado a Lula. Ligado á Dilma...
Já que ela – a mídia serrista – se reserva ao direito de fazer dela as palavras do Índio do Serra.
E o Índio Serra disse (e reiterou) que Dilma Rousseff e o PT tem ligações com o Comando Vermelho, com as Farc e com o narcotráfico.
A mídia serrista repercutiu com estardalhaço e reiteradamente as insanidades aborígines.
Se os ataques do PCC fossem no Rio, a mídia serrista diria – assim, num atmo de tempo – que foi ação do CV.
Para prejudicar a campanha do Governador Sérgio Cabral.
Porque ele apóia a Ministra Dilma.
Seria uma mão na luva.
Mas não são no Rio.
Os ataques são em São Paulo.
E são praticados pelo PCC.
Nascido nos presídios paulistas.
Nos (dês)governos tucanos.
Que acabaram São Paulo.
Mas não acabaram com a violência.
Muito menos com o PCC.
Nome impronunciável pela mídia serrista.
A mídia serrista esconde o PCC – fala somente de uma organização criminosa – para não atrapalhar a campanha dos seus dois candidatos tucanos.
O “Fantástico” da Globo não falou a palavra PCC.
Ridículo e patético.
O patético e ridículo Alberto Goldman, Governador de São Paulo, que para variar é um tucano, aparvalhadamente tentava garantir que São Paulo estava segura.
Não há segurança em São Paulo.
Há 16 anos.
Há 16 anos os tucanos chegaram a São Paulo.
E, com eles, o PCC.





sexta-feira, 23 de julho de 2010

TASSO FOGE DO SERRA COMO O DIABO DA CRUZ

Ninguém quer o Serra?
Saiu no Estadão: Comitê de Tasso é inaugurado sem imagens do presidenciável
A Yeda foge do Serra que foge da Yeda, como dois cegos em tiroteio.
Se os dois se abraçarem, morrerão juntos como dois afogados.
O Serra foge de FHC do qual todos fogem.
Do Serra foge o Aécio e, por fim, nem mesmo o truculento Tasso o quer por perto.
O Serra é um caso perdido.
Ao lado dele, só o aborígine.
No comitê de Tasso Jereissati, em Fortaleza, Serra é um nome proibido.
O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) inaugurou o comitê de campanha em Fortaleza sem uma imagem sequer do presidenciável tucano, José Serra.
"Fizemos isso às pressas. Não deu tempo.
Mas vai ter imagem dele", disse Tasso anteontem, questionado sobre falta de referência à candidatura de Serra.
Na casa, em um dos mais movimentados cruzamentos da cidade, um banner exibia retratos de Tasso, do candidato ao governo do Ceará, Marcos Cals, e do vice Pedro Fiuza. Apenas um ônibus estacionado ao lado do comitê estampava a imagem de Serra, que só foi citado no fim do discurso. "Essa eleição para a Presidência é muito especial: o Serra contra a Dilma", afirmou Tasso. "Me acusam de não me dar bem com Serra. Politicamente, eu me entendo muito bem com ele."
Tasso acusou o presidente Lula de pretender fazer do Brasil uma "ditadura populista, chavista, onde vai se cerceando os espaços de todo mundo".

quinta-feira, 22 de julho de 2010

O SERRA É MAIS QUE DEZ. ELE É SEM: SEM YEDA, SEM POVO E SEM VOTO

Não tem ninguém do povo aí
Deu no Vermelho, a esquerda bem informada: Serra faz ato em Porto Alegre sem Yeda, sem povo, mas muita mídia


O candidato da oposição esteve hoje em Porto Alegre e realizou atividades de campanha sem a presença da governadora do Estado, a tucana Yeda Crusius. A assessoria do tucano havia divulgado que os dois realizariam uma caminhada pelo centro da cidade, mas houve apenas um encontro rápido entre os dois na Rua da Praia. Em seguida o candidato tucano concedeu entrevistas e continuou a campanha sem a presença da correligionária.


Oficialmente, a assessoria de imprensa justificou a ausência de Yeda devido ao fato da caminhada ser realizada durante o horário do expediente.

Yeda Crusius enfrentou forte resistência da cúpula tucana para se lançar à reeleição. A direção nacional do PSDB avaliava que os altos índices de rejeição da gestão tucana poderiam atrapalhar a candidatura de Serra no estado, considerado estratégico na região sul do país.

Na última pesquisa IBOPE sobre a disputa estadual, divulgada no dia 10 de julho, o candidato do PT, Tarso Genro, lidera a disputa com 39% das intenções de voto, seguido pelo ex-prefeito da capital José Fogaça (PMDB) com 29% enquanto a tucana amarga um terceiro lugar com 15% das intenções de voto.

A caminha inicialmente prevista para terminar no Mercado Público, foi encurtada e acabou na chamada Esquina Democrática. Além dos parlamentares tucanos, alguns peemedebistas também acompanharam o cortejo serrista como o deputado federal Osmar Terra, ex-secretário de saúde estadual.

Apesar do candidato da oposição ter tentado criar “fatos políticos” durante a caminhada, como a entrada em uma farmácia para perguntar se ali são vendidos genéricos, a recepção popular foi fria como o inverno gaúcho.

Mesmo os veículos da grande imprensa que acompanharam a atividade destacaram a falta de empolgação da população.

Segundo a jornalista Leticia Duarte, do jornal Zero Hora “o empurra-empurra é grande entre a imprensa, mas o povo interage pouco com Serra nas ruas”, declarou a repórter pelo microblog Twitter.

"Liberdade total de imprensa"

A fria recepção da população em contraste com a empolgação da imprensa pode ser explicada pela reafirmação do compromisso de Serra com a mídia. Serra declarou que ao contrário da candidata do PT, Dilma Rousseff, seu compromisso é com a “liberdade total para a imprensa”.

"Minha posição de ontem, hoje e amanhã é a liberdade total de imprensa. O que não significa que você está sempre de acordo com tudo. Mas a imprensa é fundamentalmente livre" afirmou.

Sem citar nomes, Serra criticou a proposta da adversária petista no que se refere aos meios de comunicação. Segundo ele, há a intenção de impedir a liberdade de imprensa. De acordo com o candidato, o PT aprovou um programa de governo, que conta com o apoio de Dilma, que tenta “coagir” a mídia.

Ontem (21), em entrevista à TV Brasil, Dilma falou do assunto e deu uma estocada em Serra. "Sou contrária ao controle do conteúdo (da mídia). O que é inadmissível é a censura à imprensa. É inadmissível alguém usar sua posição e ligar para o editor de um jornal e pedir punição para jornalista. Antes de falar em liberdade de imprensa tem que garantir a liberdade do jornalista e o direito de expressão", disse a ex-ministra, sabendo que José Serra é conhecido nos bastidores da política por sua constante irritação com jornalistas. Há muitos relatos de profissionais da imprensa que dizem que Serra liga para os editores pedindo punição para jornalistas que falam ou escrevem coisas que o desagradam.

De Porto Alegre,
Gustavo Alves
colaborou: Cláudio Gonzalez

domingo, 11 de julho de 2010

LEI DA PROPORCIONALIDADE DE GÊNERO NOCAUTEIA COLIGAÇÃO TUCANA NO PARÁ

Ele foi pescar... e deu no que deu.



Deu no O Liberal: "Ação pode derrubar coligação utcana"

A coligação 'Juntos pelo Pará (PSDB, PPS, PMN, PRP, PSDC e PRTB)' que dá sustentação e palanque ao presidenciável José Serra no Pará pode vir à nocaute antes mesmo do início do primeiro round da luta, propriamente dito.
Tudo por desobediência à proporcionalidade das cotas eleitorais para homens e mulheres.
E perderá, de um só golpe, nada menos do que 36 candidatos.
De uma lista de 42 concorrentes que lutariam por uma vaga na Assembleia Legislativa, 22 sairão do ringue.
De modo semelhante, dos 28 postulantes a uma cadeira na Câmara Federal, 14 serão alijados por antecipação.
Os tucanos foram com muita sede ao pote.
E não observaram o exposto na Lei Eleitoral 9.504, sobretudo no que diz seu artigo 10, parágrafo terceiro.
Cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% (trinta por cento) e o máximo de 70% (setenta por cento) para candidaturas de cada sexo'.
De 2009, os tucanos, alegam que não conseguiram interpretar fielmente o texto.
Que pena!
Se a 'Juntos pelo Pará' lançou seis mulheres como candidatas à Assembleia Legislativa, só poderia lançar um número equivalente a 70% deste total feminino, que é 14 candidatos do sexo masculino.
Ao invés disso, lançou 22.
Vai ter que excluir o excedente.
Para a Câmara os tucanos teriam que lançar oito mulheres.
Lançaram apenas quatro.
O advogado Inocêncio Mártires, da coligação "Frente Popular Acelera Pará", liderada pela Governadora Ana Júlia, protocolou no TRE-PA, uma ação de impugnação de registro de coligação por violação à Lei Eleitoral 9.504, com base nos fundamentos da proporcionalidade de gênero, que pode mudar o cenário político das eleições deste ano.
Vai custar caro aos tucanos, o “descuido”.
A dissolução da coligação é dada como certa assim como o indeferimento dos registros dos candidatos nas chapa proporcionais.
Todas as candidaturas serão perdidas.
Os novos registros serão feitos individualmente.
Não haverá mais coligação.
Foi para o espaço a chapa tucana.

Os exponencialmente prejudicados são José Serra e o candidato a governador pelo PSDB, Simão Jatene.
(Esse último, um exímeo pescador).

Mas a lista é amazônica.
A derrota, um vexame.
Digna de uma história de...
Pescador!
Tudo porque, como diz o advogado Inocêncio Mártires, o clube do Bolinha preteriu as “Luluzinhas” tucanas e aliadas.
Nada há fazer.
Quem mandou ir pescar?!
Para ler a matéria no site de O Liberal, clique aqui.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

DEPOIS DA HEGEMONIA, A ELEIÇÃO

Olha a quem o Serra submete seus caprichos. É o fim.
Conversa Afiada: PSDB perdeu a hegemonia, porque é de São Paulo

José Serra não teve peito de enfrentar os DEMOS e entregou a vice-presidência a um ilustre desconhecido.

(Desconhecido, não da vereadora tucana do Rio, Andrea Gouvêa Vieira, que, hoje, no Globo, volta a dizer que Indio do Brasil favoreceu a Milano, uma vendedora de merendas superfaturadas – merendas e, não, ambulâncias amigo navegante)

José Serra não teve peito para fazer a chapa puro sangue com Aécio ou Álvaro Dias.
Por que ?

Por que ele teve que cair no colo do DEMO mais retrógrado, o da família Maia, do Rio ?
Por que ele não conseguiu seguir o caminho do meio do espectro político e fazer um vice do PSDB ?
Por que o PSDB não conseguiu ser PSDB ?
Com um vice do PSDB ou com Aécio na cabeça da chapa ?

Numa ou noutra hipótese, o PSDB não teria ido para a direita, mas ficaria no centro.
Aécio seria pós-Lula sem rancor, sem despotismo.
Um PSDB/PSD.
Serra é o PSDB/UDN.
Como diz um mineiro ilustre: Serra é o último autoritário.
Mais do que isso.
Serra é de São Paulo.

E, para o resto do Brasil, tucano de São Paulo significa “direita”, significa “arrogância”, significa “pavor de nordestino”, significa “elite”: o Brasil é São Paulo e o resto é o resto.
Como diz Fernando Lyra, sábio pernambucano: São Paulo não pensa o Brasil.
São Paulo dos tucanos não precisa do Brasil.
O Brasil é que precisa deles.
E eles não devem satisfação a ninguém.
Fazem o que bem entendem.
O PiG (*) é deles.
O PiG (*) é a oposição quando eles não querem ser.

Os tucanos de São Paulo (com o PiG) jogaram o Brasil no colo do neoliberalismo, como fez o Farol de Alexandria.
Compraram um segundo mandato.
E governaram com e para o PiG.
Serra é tudo isso e mais vinte.
Porque Serra é um neoliberal por dentro e um Putin por fora.
Serra é São Paulo na veia.
Serra é tucano de São Paulo na veia.
Serra e FHC jogaram o PSDB na direita.

Jogaram o PSDB no colo do DEMO.
E lá morrerão.

(Mas, os Maia, não.)
O Brasil cansou do paulistismo.

Paulo Henrique Amorim

quarta-feira, 30 de junho de 2010

ÍNDIO DO DEM DERROTA CACIQUE TUCANO

Por muito pouco ele não vira vice Presidente da República



Ninguém pode duvidar da força e do prestígio político que tem o senador pelo Paraná, o tucano Álvaro Dias, o criador das CPI's natimortas que nunca deram em nada.
E que poder!
Que prestígio, heim, senador!?
Um antes convocado.
Agora um desconvocado.
Álvaro Dias, esnobe e arrogante, dizia que não tinha o direito de preterir ou prescindir a uma convocação.
Foi preterido, prescindido. Descartado
Forçosamente.
O cacique derrotado pelo Índio.
Pelo deputado do DEM/RJ, Índio da Costa.
Um baluarte.
Um agregador.
Esse neo-conceito atribuído a todos os vices de Serra.
Pelo Serra.
O Álvaro Dias é um deles.
Agrega votos de tal modo no seu estado que corre sério risco de não ser reeleito.
Daí o desespero por uma vaga de vice.
A derrota em parceria com Serra seria um disfarce para o seu fracasso político individual.
O agregador Álvaro Dias não conta nem com o apoio do irmão, Osmar Dias – ele sairá candidato a governador numa aliança com o PMDB e o PT – do PDT que apoiará Dilma Rousseff.
O Álvaro Dias é mesmo o vice dos sonhos do Serra, um desastre.
Ou seja, não arrebanha eleitores, sequer, para si.
Nesta quarta feira, almoçavam numa churrascaria de Brasília os demos e os tucanos.
Álvaro, o agregador, almoçava em mesa separada.
Indagado sobre a escolha do seu nome para compor a chapa serrista, Índio desconversou: “não tem nada de novo”, teria dito.
De fato.
Novo mesmo, só o próprio deputado. Ele tem 40 anos.
A novidade dessa vez é que o vice de Serra não foi anunciado via twitter pelo paladino da moralidade, Roberto Jefferson.
Apenas isso e nada mais, além disso, é novidade nesta epopéia da escolha do vice de Serra.
Porque paira sobre cada um dos brasileiros normais a robusta certeza de que, quer seja Álvaro Dias, quer seja Índio da Costa, nada nem ninguém impedirá a retumbante vitória de Dilma logo no Primeiro Turno.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

TOALHA JOGADA

O Serra é um caso perdido
Carta Maior: CESAR MAIA DÁ A ELEIÇÃO COMO PERDIDA

Na reunião de cúpula dos DEMOS, realizada domingo, no Rio, para discutir a crise aberta com a decisão de Serra de impor uma chapa puro-sangue à coalizão demotucana, Cesar Maia jogou a toalha e admitiu a derrota como favas contadas.
O desalento do ex-governador do Rio não é um caso isolado e já transpira até nas colunas de aguerridos colunistas tucanos. Na avaliação de Cesar Maia, segundo o jornal O Globo, a eleição foi perdida no momento em que o candidato escolhido foi Serra, e não o ex-governador mineiro Aécio Neves.
Os DEMOS têm uma reunião com Serra nesta 2º feira, naquela que seria a última tentativa de reverter a escolha de Alvaro Dias para vice na chapa de oposição a Lula e Dilma. A intenção é dar um ultimato: ou o cargo será ocupado por um representante do partido, ou a agremiação romperá a aliança.
Dois minutos e 90 segundos de propaganda eleitoral estão em jogo. Ainda que a ruptura não ocorra oficialmente fica difícil imaginar uma adesão mais que formal de lideranças ressentidas, como é o caso de Cesar Maia, à campanha de Serra, que desfruta igual empenho entre as fileiras tucanas de MG, após o passa-moleque aplicado em Aécio Neves.
O agora indisfarçável mal-estar entre DEMOS e PSDB reavivou uma tese curiosa.
Há tempos, circula nos meios acadêmicos, sobretudo em franjas que ainda enxergam em Serra um ‘desenvolvimentista’ (‘de boca’, retrucaria Maria da Conceição Tavares) um mito eleitoral: Serra teria como plano concorrer à presidência com o apoio da direita e da extrema-direita acantonadas nos DEMOS para --se vencer o pleito-- dar um golpe, alijando os apoiadores incômodos de qualquer influencia em um hipotético governo.
O tratamento dispensado ao ex-PFL na questão da vice reforçaria essa tese, segundo alguns amigos do ex-governador de SP.
O raciocínio generoso dos academicos esbarra, porém, num pequeno detalhe: desde quando Alvaro Dias é sinônimo de ruptura progressista?

sábado, 26 de junho de 2010

UM VICE SEM VOTO E ODIADO PELOS PROFESSORES. QUE ASSIM SEJA!


Serra e Álvaro Dias "convocando" um demo para vice
Vermelho: Constrangido pelo DEM, vice de Serra já admite desistir da chapa
Horas depois de ser indicado pela cúpula tucana para ser o vice na chapa presidencial de José Serra, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) já rateou. Prevendo resistências do DEM a seu nome, Dias declarou nesta sexta-feira (25), em Cuiabá (MT), que não aceitará o posto caso as turbulências permaneçam.

Segundo o tucano, caso os “demos” se mantenha irredutível quanto à indicação do seu nome, ele cederá para preservar a aliança. "Se o DEM tiver que sair, saio eu", reforçou. “É normal que o DEM aspire à posição. É legítimo, mas sempre vai prevalecer a vontade da maioria. Até onde eu sei há um aval positivo dos nossos aliados. O DEM é um partido da base e imprescindível ao nosso projeto".

Em meio à crise aberta com o DEM – que não aceita a chapa puro-sangue tucana –, o presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra (PE), divulgou uma nota oficial extremamente sintética para explicar a escolha do partido. "O PSDB sugeriu hoje o nome do senador Alvaro Dias como candidato à vice presidente na chapa de José Serra. Alvaro é um senador de grande coerência e capacidade. Ele ajuda a dignificar o Parlamento brasileiro. Sua indicação está sendo apreciada por líderes e presidentes dos partidos coligados", diz a nota.

O fator Paraná

Ainda na sexta, poucas horas depois da indicação de Alvaro Dias, o presidente do DEM, Rodrigo Maia, disse que o seu partido não aceitará nenhuma indicação do PSDB para a vaga de vice. Segundo Maia, a única opção que o DEM aceita no PSDB é o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves. Fora ele, o nome deve sair do DEM.

Maia aconselhou o PSDB a resolver o problema da aliança no Paraná, que seria contornado com a indicação de Dias para a vice de Serra, indicando o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), para disputar o Senado e dando a vaga de candidato ao governo do Paraná para Osmar Dias (PDT).

"Eles podem resolver o problema do Paraná entre eles. Não controlaram o Beto e agora querem usar a aliança nacional para resolver? O problema do Serra está no Sudeste e no Nordeste. Saíram duas pesquisas. Será que eles não entenderam isso?", perguntou Maia. "Se eles querem abrir mão, que abram no Paraná com o braço deles, e não com o meu."

A indicação de Dias para vice de Serra faria, em tese, com que Osmar Dias (PDT), seu irmão, desistisse da disputa ao governo e saísse ao Senado na chapa de Richa. Dessa forma, ficaria inviabilizado o palanque da petista Dilma Rousseff no Paraná, que hoje teria Osmar Dias como candidato ao governo.

Fim da coligação

Pelo Twitter, o vice-presidente democrata, deputado Ronaldo Caiado (GO), disse que defenderá o cancelamento da aliança entre PSDB e DEM. "Com um aliado desse, o Democratas não precisa de inimigo", disse. Caiado classificou a escolha de Dias – “senador sem voto e odiado pelos professores" – como "golpe" e disse que o DEM soube da notícia apenas pelo Twitter. "Tudo que os adversários queriam era isso, essa atitude inconsequente de tirar a vice do Democratas."

A cúpula do PSDB bem que tentou, ao longo do dia, minimizar a revolta do aliado DEM e com a forma pela qual a notícia veio à tona – via Twitter do presidente do PTB, Roberto Jefferson. Mas o dano causado foi muito além do que o comando da campanha poderia supor.

À noite, o entorno de Serra já discutia seriamente a possibilidade de rever a escolha. Em meio à chuva de declarações iradas dos "demos", chamou a atenção o silêncio do deputado José Carlos Aleluia – justamente o nome do partido mais bem colocado na lista de possíveis vices de Serra. Já o presidente do PPS, Roberto Freire, ironizou: "Só o PSDB, com seu tino de marketing, para indicar vice em dia jogo do Brasil".

Da Redação, com agências

domingo, 20 de junho de 2010

UM PALANQUE A MAIS DE SERRA QUE NÃO DECOLA

Na foto, a Ficha Suja e o palanque que Serra não terá no DF

Portal Vermelho: PMDB confirma, por ampla maioria, aliança com PT no DF
A aliança entre Agnelo Queiroz (PT) e Tadeu Filippelli (PMDB) foi confirmada na Convenção do PMDB-DF, dia 18, sábado, por ampla maioria. Dos 122 votos, 97 foram a favor da coligação com o petista.

O governador Rogério Rosso, que resolveu apresentar seu nome como candidato, apesar de ter assinado um documento se comprometendo a não fazê-lo no processo de eleição indireta que o colocou no governo, em abril, teve apenas 22 votos. Houve dois votos em branco e um nulo. Rosso ainda corre o risco de ser punido pela Comissão de Ética do PMDB.

Mais partidos ainda poderão integrar a coligação que envolve o PCdoB, PDT e PSB, que realizaram convenções também no dia 18. “Estamos criando condições para uma vitória histórica em Brasília, envolvendo os partidos da base de apoio ao presidente Lula e apoiando a candidatura de Dilma Rousseff”, avalia Augusto Madeira, presidente do PCdoB-DF. “E poderemos voltar a eleger parlamentares comunistas na Capital Federal”, prevê.

Quadro eleitoral indefinido

O candidato que vem sendo apontado como preferido pelas pesquisas no Distrito Federal, Joaquim Roriz (PSC), e que quer dar palanque para José Serra (PSDB) na disputa presidencial, poderá estar sub judice, devido à Lei Ficha Limpa. O procurador regional eleitoral do DF, Renato Brill de Góes, disse vai impugnar o registro da candidatura do ex-governador sob o fundamento de que ele não atende os requisitos de elegibilidade previstos na legislação brasileira. A lei veda a participação em disputas eleitorais de quem renunciou ao mandato para escapar de processo de cassação por quebra de decoro parlamentar, caso de Roriz.

Dia 16, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considerou que a Lei Ficha Limpa não cria punições para políticos e sim condições para as candidaturas. Dessa forma, os ministros decidiram que as situações ocorridas antes da vigência da lei também devem ser consideradas para efeito de vetos.

Portanto, o quadro eleitoral está indefinido – é uma indefinição que, no momento, favorece a coligação que dará o palanque a Dilma Rousseff. No dia 27 próximo haverá um grande ato político da coligação que tem Agnelo como candidato a governador, com a presença da candidata a presidenta do Brasil.

De Brasília,
Carlos Pompe

sexta-feira, 18 de junho de 2010

PROVANDO DO PRÓPRIO VENENO

Tentando enxergar um vice se esqueceu da Justiça
Saiu no Jornal do Brasil: TSE barra propaganda do PSDB que iria ao ar na próxima semana

Portal Terra

DA REDAÇÃO - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu nesta sexta-feira (18) a veiculação das inserções nacionais do PSDB programadas para ir ao ar nos dias 22, 26 e 29 de junho. A decisão é consequência de uma representação do PT contra o PSDB por prática de propaganda eleitoral antecipada no programa do último dia 15 de junho.

Segundo denúncia do PT, o conteúdo do programa divulgava "imagem pessoal do candidato já escolhido em convenção à Presidência da República pelo próprio PSDB, José Serra", com a finalidade de "alavancar sua popularidade eleitoral" , incidindo "em manifesto desvio de finalidade".

O corregedor-geral Eleitoral, Aldir Passarinho Junior, deferiu liminar para suspensão imediata das inserções. "Não se observa difusão dos programas partidários, transmissão de mensagem aos filiados sobre a sua execução, divulgação da posição do PSDB sobre temas político-comunitários, nem a promoção da participação política feminina", afirmou Passarinho. Ele permitiu, porém, que o partido substitua as inserções suspensas por outras que observem a legislação eleitoral.

A assessoria do PSDB disse que o partido ainda não tomou conhecimento da decisão e se pronunciará somente após ter acesso à liminar.

PFL É MESMO O PATINHO FEIO ELEITO PELO "ZÉ" E DITO PELO PIG

Saudade dos tempos que ele era um cisne



Antes os tucanos não queriam o Serra.
Preferiam o Aécio.
Serra era o "tucanão" feio do PSDB.
Mas o brucutu se impôs e tratorou Aécio e o Partido.
Agora Serra dá todas as cartas, inclusive sobre o seu vice.
E no tabuleiro de Serra não figura ninguém do DEMO.
De preterido, o "Zé" passou a preterir o indesejável PFL.
O PFL é rejeitado da vez.
Até quando?

É o que revela a Folha na coluna Ocasos e Imagens.

A matéria é de Valdo Cruz

O Democratas virou praticamente o patinho feio da eleição de 2010. Aliado de primeira hora dos tucanos na disputa presidencial, o antigo PFL está sendo rejeitado pelo próprio candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Isso mesmo, o ex-governador paulista não gosta nem de ouvir falar em nomes do DEM para compor sua chapa para disputar com Dilma Rousseff a sucessão do presidente Lula.

Não que o partido não tenha bons nomes para dividir com Serra a campanha presidencial. Tem. Mas nenhum deles se impõe naturalmente. Pelo contrário, muitos dividem a legenda. Além disso, e principalmente, o Democratas, desde o episódio do mensalão do Distrito Federal, passou mais a subtrair do que agregar pontos a uma campanha. E Serra, nesse momento, precisa fugir de companhias desagradáveis.

Triste ocaso de um partido, obrigado pelas circunstâncias a seguir com um aliado que não deseja sua companhia publicamente. E que assim pode se comportar por saber que o DEM não tem para onde fugir. Por sinal, tem de apostar, como legenda, na vitória dos tucanos para ganhar sobrevida partidária e eleitoral. Caso contrário, corre sério risco de ser desidratada. Ou até mesmo evaporar no próximo ano.

A cúpula do Democratas deve dar sinais de resistências nos próximos dias. Afinal, nada mais desmoralizante do que ser chamada para um casamento e assistir à cerimônia com uma noiva estranha em seu lugar. Até aqui, é esse o enredo preparado pelos tucanos para a oficialização da aliança, que ainda depende da convenção dos democratas para sacramentar o casamento. Evento marcado estrategicamente para o final do mês, no último minuto do prazo derradeiro.

Os democratas esperam, com a encenação de resistência, fazer Serra rever sua decisão e acolher um nome do partido para sua chapa. Um desfecho que os aliados do ex-governador paulista consideram, hoje, impossível de ocorrer. Mas em política tudo pode acontecer. O certo é que, além da crise do mensalão na capital do país, o avanço do presidente Lula no Nordeste diminuiu a importância dos democratas, legenda que sempre teve um forte domínio nessa região do país.

Afora isso, alguns lances da montagem da candidatura de Serra não agradaram nem um pouco a setores do DEM. Como a escolha de Geraldo Alckmin para ser o candidato tucano ao governo de São Paulo, vaga que os democratas gostariam de ser entregue ao prefeito de São Paulo, o demista Gilberto Kassab.

Bem, agora é esperar e conferir. A depender das últimas negociações, o vice de Serra será o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, já convidado para o posto pelo candidato tucano à Presidência. Se recusar, ainda há a possibilidade de ser um outro senador tucano, como Álvaro Dias (PR) ou Tasso Jereissati (CE).

quinta-feira, 17 de junho de 2010

BATENDO CABEÇA

Ele tem a cara do vice do Serra




Os tucanos queimam o que ainda lhes resta de neurônios para descobrir a existência de um personagem raro, quase inexistente no momento.
Um vice para Serra.
E mais: um vice que agrade ao Serra.
Quase um fenômeno.
E batem cabeça.
O exíguo espaço de tempo do qual a tucanada dispõe é de exatos 16 dias.
É desesperador.
Porque não existe outro termo, que não seja desespero, que explique o fato de o PSDB vislumbrar a possibilidade de Sérgio Guerra vir a ser o vice na chapa de José Serra.
E o que dizer de Álvaro Dias?
É ou não é senão uma espécie de angústia que revela o déficit cognitivo-político e aproxima perigosamente os tucanos da insanidade moral?
Como diz o serrista Datena: é brincadeira!

Eles já puseram na lista dos vices de Serra até o Tasso Jereissati.
Ninguém aguenta.

A questão no PSDB é que sobram nomes, mas faltam quadros.
Por isso cabe lembrar que o Arthur Virgílio está aí mesmo e virtualmente desempregado.
Mas o Serra prefere um nordestino.
O que acham do piauiense Heráclito Fortes?
O fato é que para não desmilinguir de vez a natimorta candidatura Serra os tucanos ensaiam engolir o próprio orgulho e com eles os demos.
Até os acometidos de um agudo lapso de memória são capazes de lembrar que o desejo do PSDB sempre foi uma chapa “puro-sangue”.
O demo, desde a prisão do ex-quase vice do Serra, o brilhante Arruda, virou o patinho feio e objeto de rejeição do tucanato.

Ocorre que sem os demos a canoa tucana afunda ainda mais rapidamente e o PSDB morrerá sozinho.
Então, que tal um José Carlos Aleluia?
Ou a Valéria Pires Franco?
Ela é do DEM e foi a vice do ex-governador do Pará, Simão Jatene, do PSDB.
Tudo – tudo mesmo – só depende do Serra.
É dele a palavra final.
O nome do vice tem de ser aprovado por ele.
Ele já havia aprovado o do careca José Roberto Arruda, então governador de Brasília pelo DEMO, e que acabou virando “hóspede” da Polícia Federal.
Os tucanos se debatem.
Batem cabeça – e o bico – por um vice.
Ele tem que aparecer de qualquer jeito.
Até 5 de julho.
Não será fácil.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O PIG FINGE QUE NÃO SABE. ME ENGANA!

Jogo sujo. E eles fingem que não sabem
Lula a jornalistas, no VERMELHO: vocês sabem quem é que faz jogo rasteiro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que "a história de dossiê" não nasceu dentro do PT. Sem citar nomes, ele disse que tem gente no Brasil que é especialista na prática de "jogo rasteiro" durante as eleições. “Eu participei de muitas campanhas e nunca fiz jogo rasteiro. Agora, tem gente que é especialista nisso no Brasil e vocês sabem quem são. Cada um faz a campanha que acha que deve fazer. Eu estou muito tranqüilo”, afirmou.
O presidente disse não saber quem está por trás dos supostos dossiês contra tucanos porque não tem "cara de investigador". Ele disse também que não vai ficar batendo boca com adversários e afirmou ainda que a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, também não deve “ficar rebatendo” declarações do adversário tucano na disputa, José Serra. “Eu não vou ficar batendo boca com adversário. Nem eu acho que a nossa candidata tem que ficar respondendo o Serra”, afirmou.

Neste domingo (13), durante a oficialização da candidatura de Dilma Rousseff, Lula afirmou que o suposto dossiê contra o candidato José Serra é "jogo rasteiro" da oposição. "Serão três meses de muito trabalho, muita alegria, muita tensão e nós esperamos que nossos adversários estejam dispostos a fazer campanha de nível elevado e que não façam jogo rasteiro inventando dossiê todo dia", disse em seu discurso na Convenção Nacional do PT.

No início do mês, Serra atribuiu a existência de um suposto dossiê contra ele a Dilma Rousseff. O tucano relembrou ainda outros casos de dossiês contra o PSDB que vieram à tona em eleições passadas. "A principal responsabilidade por esse novo dossiê é da candidata Dilma Rousseff. Disso eu não tenho dúvida, assim como o principal responsável pelo dossiê dos aloprados foi o Aloizio Mercadante e como a principal responsabilidade por dossiês em 2002 foi do Ricardo Berzoini", afirmou o candidato do PSDB.

Minas

Sobre as eleições para o governo de Minas Gerais, Lula disse que gostaria que o ex-ministro do Desenvolvimento Social Patrus Ananias (PT-MG) fosse vice na chapa do candidato do PMDB ao cargo, Hélio Costa.

“Se dependesse da minha vontade pessoal, se eu fosse mineiro e tivesse um voto, o Patrus seria vice do Hélio, porque a campanha é para ganhar as eleições de verdade”, disse.


Com agências

sábado, 12 de junho de 2010

O INSUBSTANCIAL SERRA MUDA DE TÁTICA ORAL, MAS CONTINUA NO DISCURSO VAZIO DE SEMPRE

Serra vibra com a chegada de Arruda, o vice dele, em Salvador
O “candidato oficial” do conservadorismo de direita teve seu nome oficializado em convenção para a disputa presidencial.
O evento se deu neste sábado, em Salvador.
Não por acaso, no Nordeste Dilma aplica a estrondosa goleada de 47% X 27% no “candidato oficial”, na expressão do Estadão.
O Serra é o “candidato oficial”, e de fato, do PIG.
O internauta desavisado pode imaginar tratar-se o Estadão de um panfleto do PSDB.
A matéria “jornalística” não passa de um manifesto de apoio militante que mais serve para traduzir o discurso de Serra preenchido – do primeiro ao último parágrafo – de um vazio latente e sem significado algum.
Serra não disse nada de novo.
Serra não representa o novo.
Ele não encarna a novidade.
Seu discurso, cada vez mais retrógado e odioso, aponta para um reencontro do País com o neoliberalismo e dispara uma rajada de ataques contra os trabalhadores e suas entidades organizadoras.
Ele não passa de um mascote, um discípulo de FHC que tratou autoritariamente os sindicatos e criminalizou os movimentos sociais.
Foi o que ele fez em São Paulo.
A camisa verde e amarela com um “45” no peito que Serra usava sobre a blusa o deixou com aspectos ainda mais fantasmagóricos.
Um fantoche. Perfeito para um sábado de aleluia.
Forçado pela grande mídia que lhe dá sustentação que o criticava por não reagir aos avanços de Dilma Rousseff, Serra teve que deixar de lado a foto lânguida de capa da “Veja”.
Ela não impressionou nem a D. Mônica (ele tem uma queda pelas “mônicas”), sua mulher.
O “serrinha” paz e amor para o qual o Brasil pode mais, ainda que ele possa menos, ficou para trás em Salvador.
A bravataria do Serra não empolga nem convence ninguém.
Nem o Sérgio Guerra.
O último na lista dos nomes dos seus vices.
A coisa não está pra brincadeira.
O desespero é a conseqüência dessa “subida de tom” no discurso do “candidato oficial”diante de um quadro que lhe é perigosamente desfavorável.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

PT INTERPELA SERRA JUDICIALMENTE

E agora? Ele vai dizer o que não disse?


PT protocola interpelação contra Serra sobre dossiê

Ele vai fugir.
Ele foge sempre.
Certamente dirá que suas palavras foram distorcidas.
Serra não reafirmará o que falou.
Nem aqui nem em Israel.
Afinal, ele sabe mais do que ninguém que essa história de dossiês vai desmascará-lo de vez.
O dossiê do Serra será a sua própria ruína.
Pode acreditar, você que me acompanha.
Se é para aprofundar, que aprofundem.
Já que Serra quer desviar a atenção do assunto em pauta - que é o seu baixo rendimento nas pesquisas - então que se desvie o foco.
E se investigue tudo.
Inclusive a sociedade de sua filha, Verônica, com a de Daniel - Verônica Dantas.
Que mergulhem fundo nesse mar de lama dos dossiês tucanos.


AE: O PT protocolou hoje no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, uma interpelação judicial para que o presidenciável tucano José Serra explique as declarações de que a pré-candidata Dilma Rousseff (PT) seria a responsável pela elaboração de um suposto dossiê contra ele. O partido também quer que Serra explique acusações feitas contra o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) e o ex-presidente nacional da legenda e deputado Ricardo Berzoini (SP).

Na quinta-feira, durante evento na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o pré-candidato do PSDB a presidente disse que Dilma era a responsável pela elaboração do suposto dossiê. "A principal responsabilidade por esse novo dossiê é da candidata Dilma Rousseff. Disso eu não tenho dúvida, assim como o principal responsável pelo dossiê dos aloprados foi o Aloizio Mercadante e como a principal responsabilidade por dossiês em 2002 foi do Ricardo Berzoini", afirmou, na ocasião.

Serra também disse que, no pleito de 2002, teria sido formado um "bunker" com integrantes da sigla com o objetivo de colher denúncias e informações contra adversários. Berzoini faria parte desse grupo, segundo ele.

Na ação, os advogados do PT afirmam que "as declarações citadas merecem explicações, vez que imputam ao partido determinadas práticas que, a depender do sentido das expressões utilizadas, podem revelar sérias e graves ofensas à sua honra e à de seus filiados". O documento lista sete perguntas ao tucano. Os advogados querem que Serra confirme a autoria e o sentido das declarações.