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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

JATENE E O IMPROVÁVEL DESFECHO DO ESCÂNDALO DA CERPA

A bebida certa para tucano bom de bico



Do Blog Os amigos do presidente Lula, via Conversa Afiada, do Paulo Henrique Amorim:
Governador do Cerra enfrenta escândalo da Cerpa.

Cerpa é a Cervejaria do Pará S/A, o maior fabricante de bebidas da Amazônia.
A Cerpa abriu o caixa 2 para os tucanos na eleição de 2002 quando Jatene foi eleito pela primeira vez, sucedendo o governo de Almir Gabriel,à época do PSDB - ele hoje está desfiliado do Partido.

Os tucanos são chegados a uma cervejinha.
Mas coisa não andou muito de lá para cá.
Tanto que Jatene atravessou incólume oito longos anos, incluino o seu e o mandado da governadora Ana Júlia - PT.
Nas duas eleições que se sucederam, o escândalo da Cerpa passou ao largo dos debates.
Na vitória de Ana Júlia e agora, na do próprio Jatene, o caixa dois da Cerpa não teve força nem importância suficiente para interferir nos resultados das campanhas.
Todavia, a tucanada deve botar a penugem e o bico de molho.
O exemplo de seu aliado no DF, José Roberto Arruda, está ainda bem vivo nas suas retinas e memória. 
Muito embora este fazedor de crônicas seja sumamente incrédulo quanto a possibilidade da perda de mandato do atual governador paraense por conta desse êpisódio.
É esperar para ver no que vai (ou não) dar.

Simão Jatene segue os passos de Arruda, com escândalo da cervejaria Cerpa

O governador tucano do Pará, Simão Jatene, pode ser a bola da vez entre os governadores que caem por envolvimento em escândalo de corrupção, seguindo os passos de José Roberto Arruda (ex-DEMos/DF).

O motivo é o processo 2007.39.00.009063-6 no Tribunal Regional Federal do Pará, contra o governador demo-tucano e outros. Trata-se de um inquérito policial que apura:

- Corrupção Passiva;
- Crimes contra a administração pública;
- Falsidade Ideológica;
- Crimes contra a fé pública;
- Corrupção ativa;
- Crimes praticados por particular contra a administração em geral.

Eleito governador, recobrou foro privilegiado, e o processo contra ele deve subir para o STJ, o mesmo tribunal onde foi expedido o mandado de prisão contra Arruda.

O escândalo vem desde a eleição de 2002 (primeira vitória de Jatene), conforme descreveu reportagem da revista IstoÉ nº 1833 de novembro/2004:

Tudo começou na manhã de 12 de agosto de 2004, quando o fiscal do Ministério Público do Trabalho, acompanhado de um procurador e dois delegados da Polícia Federal, chegou à sede da Cerpa, flagrando uma funcionária do departamento pessoal com a boca na botija: Ana Lúcia Santos separava os envelopes e contava R$ 300 mil em notas miúdas com que fazia o pagamento “por fora” dos funcionários, sem registro em carteira.

Com a perícia sobre documentos e computadores apreendidos, além da fraude trabalhista, os agentes encontraram relatórios detalhados com nomes, datas e valores descrevendo a relação de corrupção explícita existente entre a cervejaria e a campanha do governador.

Em um dos documentos, como atas de reunião, um executivo da Cerpa descreveu a decisão de agosto de 2002, em plena campanha eleitoral: “Ajuda a campanha do Simão Jatene p/Governo, reunião feita com Dr. Sérgio Leão, Dr. Jorge, Sr. Seibel, a partir de 30/08/02 (toda Sexta-feira), R$ 500.000, totalizando seis parcelas no final.”

Seibel é Konrad Karl Seibel, dono da Cerpa.

Leão é Francisco Sérgio Leão – atual secretário de Governo – que presidia a comissão estadual que avaliava a política de incentivos, na época.

Perdão de impostos e “caixinha” de campanha

Em 2000, no governo Almir Gabriel, a CERPA ganhou de presente o perdão da dívida de quase R$ 47 milhões de ICMS atrasado e uma dezena de autuações por fraude e sonegação. Uma caixa com 24 garrafas de cerveja, com valor de R$ 21, viajava com nota fiscal de R$ 3, segundo apuraram os promotores.

Em contrapartida ao perdão, acusa a representação do INSS enviada ao procurador-chefe do Ministério Público do Pará, Ubiratan Cazeta, a Cerpa prometia contribuir com R$ 4 milhões para a campanha de Jatene, “além de se comprometer a efetuar outros pagamentos no montante de R$ 12,5 milhões”.

Os primeiros R$ 3 milhões foram pagos em seis parcelas de R$ 500 mil – a última exatamente no dia da eleição, 3 de outubro. O troco de R$ 1 milhão foi pago 21 dias depois.

O reforço de R$ 12,5 milhões, conforme os livros de contabilidade apreendidos na blitz, foi pago em prestações durante do final do mandato de Gabriel e nos dois primeiros anos do governo de Jatene, em 2003 e 2004.

A cota final de R$ 6 milhões foi parcelada em dez vezes – a última delas programada para agosto de 2004.

Caixa-2

Nas fichas de lançamento da Cerpa, processadas pelo assessor da diretoria Pedro Valdo Saldanha Souza, a caixinha de Jatene é camuflada como “despesa de mesas e cadeiras para postos de venda” ou “compra de brindes de fim de ano”.

No final de agosto de 2002, poucas semanas antes das eleições, a Cerpa repassou R$ 202.050 para a campanha tucana, disfarçados de “patrocínio das festividades do Círio de Nazaré”, a maior festa católica da Amazônia. Nenhum pagamento foi contabilizado como doação de campanha.

Nove meses depois da posse, Jatene assinou três decretos num único dia, 29 de setembro de 2003, concedendo à Cerpa um desconto de 95% no ICMS devido ao Estado e prorrogando seus benefícios fiscais por mais 12 anos, ao lado de outras 37 empresas.

Os “favores” resultaram no inquérito por favorecimento ilícito à Cerpa. Correm outros processos correlatos a este.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

PFL É MESMO O PATINHO FEIO ELEITO PELO "ZÉ" E DITO PELO PIG

Saudade dos tempos que ele era um cisne



Antes os tucanos não queriam o Serra.
Preferiam o Aécio.
Serra era o "tucanão" feio do PSDB.
Mas o brucutu se impôs e tratorou Aécio e o Partido.
Agora Serra dá todas as cartas, inclusive sobre o seu vice.
E no tabuleiro de Serra não figura ninguém do DEMO.
De preterido, o "Zé" passou a preterir o indesejável PFL.
O PFL é rejeitado da vez.
Até quando?

É o que revela a Folha na coluna Ocasos e Imagens.

A matéria é de Valdo Cruz

O Democratas virou praticamente o patinho feio da eleição de 2010. Aliado de primeira hora dos tucanos na disputa presidencial, o antigo PFL está sendo rejeitado pelo próprio candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Isso mesmo, o ex-governador paulista não gosta nem de ouvir falar em nomes do DEM para compor sua chapa para disputar com Dilma Rousseff a sucessão do presidente Lula.

Não que o partido não tenha bons nomes para dividir com Serra a campanha presidencial. Tem. Mas nenhum deles se impõe naturalmente. Pelo contrário, muitos dividem a legenda. Além disso, e principalmente, o Democratas, desde o episódio do mensalão do Distrito Federal, passou mais a subtrair do que agregar pontos a uma campanha. E Serra, nesse momento, precisa fugir de companhias desagradáveis.

Triste ocaso de um partido, obrigado pelas circunstâncias a seguir com um aliado que não deseja sua companhia publicamente. E que assim pode se comportar por saber que o DEM não tem para onde fugir. Por sinal, tem de apostar, como legenda, na vitória dos tucanos para ganhar sobrevida partidária e eleitoral. Caso contrário, corre sério risco de ser desidratada. Ou até mesmo evaporar no próximo ano.

A cúpula do Democratas deve dar sinais de resistências nos próximos dias. Afinal, nada mais desmoralizante do que ser chamada para um casamento e assistir à cerimônia com uma noiva estranha em seu lugar. Até aqui, é esse o enredo preparado pelos tucanos para a oficialização da aliança, que ainda depende da convenção dos democratas para sacramentar o casamento. Evento marcado estrategicamente para o final do mês, no último minuto do prazo derradeiro.

Os democratas esperam, com a encenação de resistência, fazer Serra rever sua decisão e acolher um nome do partido para sua chapa. Um desfecho que os aliados do ex-governador paulista consideram, hoje, impossível de ocorrer. Mas em política tudo pode acontecer. O certo é que, além da crise do mensalão na capital do país, o avanço do presidente Lula no Nordeste diminuiu a importância dos democratas, legenda que sempre teve um forte domínio nessa região do país.

Afora isso, alguns lances da montagem da candidatura de Serra não agradaram nem um pouco a setores do DEM. Como a escolha de Geraldo Alckmin para ser o candidato tucano ao governo de São Paulo, vaga que os democratas gostariam de ser entregue ao prefeito de São Paulo, o demista Gilberto Kassab.

Bem, agora é esperar e conferir. A depender das últimas negociações, o vice de Serra será o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, já convidado para o posto pelo candidato tucano à Presidência. Se recusar, ainda há a possibilidade de ser um outro senador tucano, como Álvaro Dias (PR) ou Tasso Jereissati (CE).

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Trololo (All song)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

SENADOR MÁRIO COUTO: DEBOCHE, ARROGÂNCIA E RABO DE PALHA

O rabo desse tucano aí - que pena - é de palha
A característica mais acentuada dos tucanos é seu bico alongado.
Que nem as gengivas e as olheiras de um certo Zé Alagão que deu para inaugurar maquete e obra inacabada, como o Robanel.
Mas a empáfia, o deboche e uma carga amazônica de arrogância compõem – salvo raras exceções – a medula óssea destes seres rabudos.
Ah! O imenso rabo faz parte da “indumentária” que reveste a hipocrisia e demagogia tucana.
O senador Mário Couto – do ninho paraense – é desses tucanos que chama atenção pela excentricidade e pelo Rabo – DE PALHA – que tem.

A função parlamentar lhe confere o direito de extrapolar os limites da irresponsabilidade, desonestidades e das leviandades contra a pessoa do presidente Lula.
Vislumbra-se um “que” de desequilíbrio no senador marajoara.
Deve ter aprendido com o mestre Arthur Virgílio a esquizofrênica arte dos piripapes.

Em aparte concedido pelo insosso tucano pelo Amapá, Papaléo Paes.
Mário Couto usou e abusou dos policiais civis presentes nas galerias.
Fez jogo de cena ao indagar Papaléo sobre a razão de não haver investimentos federais em Segurança.
Porque não dá palanque. Não tem inauguração, respondeu o próprio senador do Pará.
Lula deixa um policial enfrentar bandidos para morrer com uma bala no peito na defesa das nossas vidas pagando a esse heróico policial um salário de 800 reais.
A galeria foi às lágrimas!
Até o xerife Tuma se emocionou e pisou fundo na demagogia de quinta.
Um vexame.

Mário Couto desafiou Lula a viver com 800 reais por mês.

(Isso me fez lembrar de uma entrevista na qual FHC por pouco não bate em um repórter que lhe fez uma pergunta semelhante. Não bateu, mas o humilhou).

O destrambelhado tucano incitou os presentes (e os telespectadores) a crerem que Lula recebe altíssimos salários e faz uso de rendas ilícitas que chegam à casa dos 30 mil reais.
Só aposentadorias ele tem duas. Uma de nove mil e outra de doze. Fora o salário de Presidente.
A verdade é que a maior remuneração paga a um servidor público no Brasil é feita a um tucano – o prefeito de Curitiba, Beto Richa.
Ele recebe R$ 23.904 mil.
Mário Couto está entre os oposicionistas sem agenda no Senado que mais acusam o presidente Lula e a ex-ministra Dilma por fazerem campanha política antecipada.
Alguém teria que lembrar ao intrépido senador que ele tem rabo de palha sobretudo quando o assunto é antecipação de campanha.
Porque foi justo isso o que ele fez, em 2006.
É só ver o que deu no G1.
“O senador Mário Couto (PSDB-PA) responde a dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) por crime eleitoral: o de número 2539 e o de número 2540 por campanha eleitoral antecipada cometida em 2006.
“O inquérito 2540, embora esteja registrado como uma investigação, já se tornou ação penal.
“O processo diz que Mário Couto realizou propaganda eleitoral fora de época
O senador disse ao G1 que, caso tenha de pagar multa, “quer negociar”. “Não cometi crime de corrupção, é uma acusação eleitoral banal.”
É isso aí, senador.

E ele ainda usa o termo “negociar”.
Os tucanos são chegados a uma negociação.
Que pode vir a ser um parcelamento para o pagamento de uma dívida.
Como ventilava fazer o sumido Arthur Virgílio caso fosse obrigado a devolver o dinheiro do Senado que ele gastou em passeios com a família em Paris.
Ao inaugurar as obras de seu governo Lula comete crime eleitoral. Mário Couto que nada tinha para inaugurar, mas fazia campanha antecipada, não cometeu crime de corrupção. “Só uma acusação banal”.
Mario Couto se destaca pelos requerimentos dirigidos à Mesa do Senado.
Como o que requer votos de congratulações ao Presidente do STF, Gilmar Dantas por cobrar uma ação mais enérgica da Justiça e do Ministério Público, no sentido de punir com rigor os responsáveis por invasões de terras no País.

Quem mereceu outro requerimento de votos de congratulações de Mário Couto foi a Globo na pessoa de seu presidente – pasmem – “pela brilhante e relevante campanha de combate a corrupção no País”.
Na última eleição quando se elegeu senador, Mário Couto declarou à Justiça Eleitoral possuir parcos bens. Uma ninharia em torno de R$ 598.852,44.
Porque ele “deve ter esquecido” da mansão edificada em Salinópolis, na costa atlântica do estado, avaliada em torno de dez milhões de reais.
O imbatível denunciador de contratos feitos sem licitação pelo governo é o mesmo que quando presidia a Assembleia Legislativa do Pará, segundo o jornal O Liberal (22.nov.2007), foi acusado em 2005 de ter ocorrido “desvios milionários por meio da contratação de empresas de fachada, entre elas um fabricante de tapioca contratado para fornecer material elétrico.
Mário Couto é o típico tucano que, como o macaco, não olha para o próprio rabo.
Sobretudo porque o dele é de palha.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

VAMOS ESQUECER O QUE ELE DISSE

A pior forma de humilhar alguém e demonstrar-lhe (o nosso) desprezo é relevando o que ele disse porque dito por quem não tem relevância.
E esquecer o que esse alguém disse ou escreveu fica mais fácil quando esse próprio alguém nos manda que o façamos.
A leitura que a blogosfera independente faz da “carta-testamento” de Fernando Henrique Carodoso – o “Príncipe Sociólogo Sem Nenhum Princípio” – sob o título “Para onde vamos?”, publicada nos jornalões que apóiam o golpe de Honduras, no último domingo, ainda que acertadamente correta, precisa ser encerrada o quanto antes, sob pena de dar relevância ao seu conteúdo odiento, exasperoso, doentio e irresponsavelmente acusador e, por consequência, ao seu insignificante signatário.
A blogosfera viu na atitude desvairada de FHC uma manobra das mais vis e rasteira para se tornar referência na e da oposição. Ela que se apequenou, esqueceu da agenda política oposicionista do País e se descobriu perdida e sem assunto em pleno Serrado brasileiro. De lá, DEMOS e TUCANOS com seus partidos-satélites que os circundam, veem um Brasil se desenvolvento sob todos os ângulos, segmentos e sentidos, sobretudo na economia, na diplomacia e democracia. Um país que tem galgado os degraus do prestígio e da respeitabilidade enquanto Nação em desenvolvimento. Um Brasil que conquistou o reconhecimento da comunidade internacional tendo à frente um metalúrgico nordestino, um verdadeiro craque na arte de abater tucano em pleno voo.

Já que a oposição não tem moral, nada mais normal do que um ser imoral para achacar o maior líder mundial da atualidade.
Um medíodcre em busca de promoção.
Uma promoção que só o PIG lhe concede e que a blogosfera não tem o direito de repercutir.
Isso – fazendo uso da expressão do Paulo Henrique Amorim – fica a cargo dos “colonistas” do PIG nos decadentes jornais, tipo “Folha”, Estadão e O Globo, cuja venda e tiragem caem diária e vertinosamente.

No Brasil e no Palácio do Planalto, nem uma vírgula foi mudada de lugar, a pretexto do que escreveu o Farol de Alexandria – o Pai da Arrogância e privatista recaucado. Aquele que “vendeu” a Vale do Rio Doce a preço de banana, fez de Daniel Dantas um dos homens mais poderosos do Brasil e cercou por todos os lados a Petrobrás para esfacelá-la começando por arranjar um “x” para lhe alterar o nome.

Lula continua mais presidente, líder, admirado e popular do que nunca. Aqui, na Europa e no Mundo.
E assim haverá de continuar a ser.
Até 1º de janeiro de 2011, quando passará a faixa presidencial à ministra (aí já Presidente eleita) Dilma Rousseff.
E, então, para onde vamos?
Vamos para 2010.
E esquecer, a pedido, o que ele escreveu.
...E não se fala mais nisso.