Mostrando postagens com marcador Folha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Folha. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A FOLHA E AS FALHAS


O ALMANAQUE da crônica republica postagem do incomparável Conversa Afiada.
E com as esperanças renovadas pelos ares de mudança que andaram soprando pelo Congresso, acha que as máscaras da Folha podem, mesmo, está começando a cair...

Folha x Falha: Caiu a máscara do Otavinho
O Conversa Afiada reproduz press release que recebeu do deputado Paulo Pimenta:

Decisão da justiça no caso Folha x Falha pode criar jurisprudência perigosa sobre liberdade de expressão, avaliam parlamentares
Na tarde desta quarta-feira (26), a Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados promoveu audiência para debater o silêncio da mídia no caso de censura imposto pelo jornal Folha de São Paulo ao blog Falha de S. Paulo. Parlamentares de diversos partidos políticos compareceram à sessão, em uma demonstração de que essa não é uma discussão partidária, conforme tentou induzir o diário paulista nos últimos dias. Os deputados alertaram para um precedente perigoso que pode ser criado no país, dependendo da compreensão da justiça sobre o episódio.

Autor do requerimento para o debate, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) enfatizou que a linha adotada pela Folha põe em risco um direito constitucional. “Estão corretos os que entendem que esse episódio não é algo menor. Como essa é uma ação inédita no Brasil, a decisão da justiça em favor da Folha de S. Paulo criará uma jurisprudência de restrição à liberdade de expressão. Qualquer blog ou veículo alternativo que utilizar da sátira para criticar poderá ser processado e tirado do ar. No futuro, os próprios meios de comunicação serão julgados com base nesse entendimento”, frisou o parlamentar.

“É muito bom quando temos o dono do jornal deixando cair sua máscara, o jogo fica mais claro”

Criador do blog Falha, Lino Bochini criticou, por um lado, a ausência da Folha, mas por outro, afirmou que o jornal paulista “mostrou sua verdadeira face”. Ele, que classificou a ação da Folha com “absurda” e “truculenta”, rebateu as alegações do proprietário e diretor de redação, Otávio Frias Filho, de que o blog Falha não seria sátira nem independente. “É muito bom quando temos o dono do jornal deixando cair sua máscara, o jogo fica mais claro. A Folha mente, o nosso blog era sátira e era independente! A Folha é um jornal que cobra transparência, responsabilidade dos órgãos públicos – o que está correto – mas que foge do debate por meio de uma carta autoritária”, contestou Lino, desafiando que não há na blogosfera nenhum site defendendo a Folha, além do portal do próprio jornal.

“Folha tem pouco a acrescentar no debate sobre liberdade de expressão. Isso explica a ausência de seus representantes”
O 1º Secretário da Federação Nacional dos Jornalistas, Antônio Paulo Santos, que também compôs a mesa de trabalho, afirmou que o que os grandes grupos de comunicação querem é a “liberdade de empresa”. O dirigente da Fenaj criticou, e não isentou o Congresso, pelo fato de no Brasil o setor de comunicação não ter regulação nenhuma. “As tradicionais famílias que dominam a mídia em nosso país trabalham unidas pela desregulamentação do setor. Conseguiram, a partir de muita pressão, que o Congresso arquivasse o projeto de criação do Conselho Federal de Jornalismo, e, por fim, há dois anos, derrubaram o diploma de jornalismo”, resumiu.

A Folha, por meio de nota, já havia antecipado que “declinaria” do convite por “discordar da temática da audiência”. Sobre ausência do jornal paulista, o deputado Pimenta disse que a “Folha de S. Paulo tem pouco a acrescentar no debate sobre liberdade de expressão”, o que, segundo ele, explica a ausência de seus representantes. Ivan Valente (PSOL-SP) considerou que a Folha desrespeitou o Legislativo ao contestar na carta a temática da audiência. “O jornal pode fazer o juízo de valor que quiser sobre o fato, mas não pode deslegitimar a atuação da Comissão de Legislação Participativa e do Poder Legislativo”, criticou.

Parlamentares condenam Folha e apóiam blog Falha

Ao todo, 16 deputados registraram presença no debate. Todos dividiram da mesma preocupação, levantada no início do debate, sobre uma jurisprudência perigosa a ser criada pela justiça no caso de uma decisão favorável ao jornal Folha de São Paulo.

“Se um jornal quiser ter respeito pelo seu público, deveria ter o rabo preso com a verdade”
“A estrutura das empresas de comunicação no Brasil é familiar e secular, isso é ruim para a democracia brasileira. A propriedade cruzada, essa concentração da informação que em outros países não existe, aqui no Brasil pode! A Folha erra ao fazer a defesa da liberdade de expressão, ao mesmo tempo em que não consegue suportar as críticas de um blog. Se um jornal quiser ter respeito pelo seu público, deveria ter o rabo preso com a verdade, e não com o leitor (referindo-se ao antigo slogan da Folha ‘de rabo preso com o leitor’). Lamento que a justiça brasileira, às vezes, tenha definições impróprias sobre alguns temas, daí a necessidade da regulamentação dos meios de comunicação, para não termos um vazio legislativo, que possa, de alguma forma, ameaçar a liberdade de expressão no país”. Ivan Valente (PSOL-SP)

“É errado minimizarmos essa ação de censura, porque ela é muito grave”

“Esse tema não se esgotará, pois não há, aqui, a outra parte. Se não pudermos usar a marca para satirizar, como defende a Folha, o Zorra Total deveria sair do ar, pois faz uma sátira a Presidente Dilma. Se, por acaso, a Presidente pedisse para tirar o quadro do ar, certamente, a Rede Globo reagiria, e a Folha e os grandes jornais do país dariam capa para o assunto. O PCdoB, meu partido, poderia processar a revista Época que trouxe em sua edição desta semana uma montagem com nossa bandeira. Esse episódio criará um parâmetro para as decisões judiciais. Não podemos tratar o caso como se fosse algo isolado, um processo da Folha contra um blog. É errado minimizarmos essa ação de censura, porque ela é muito grave”. Manuela d´Ávila (PCdoB-RS)

“Chama a atenção que a Folha diz que a decisão da justiça de primeira instância é soberana e que o assunto está superado. Não está e o parlamento tem o dever de acompanhar os próximos desdobramentos”. Luiz Couto (PT-BA)

Universitários de Brasília, representantes do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal e do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social também acompanharam a audiência.

“Está claro que, quando o espaço para os dois lados estão garantidos, a Folha prefere silenciar. Liberdade de expressão e liberdade de imprensa têm que conviver com as demais liberdades. Assistimos a grandes grupos fazendo mau uso da liberdade de expressão, o que não se configura no caso do blog Falha de S. Paulo. São os blogs, hoje, que nos garantem a pluralidade da informação, e mesmo assim os gigantes se insurgem contra os pequenos que exercem o direito à crítica”. Mariana Martins – Grupo Intervozes

Convidadas, Associação Nacional dos Jornais (ANJ) não compareceu e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que havia confirmado o nome de Claudismar Zupirolli, Presidente do Tribunal de Ética e Disciplina (OAB-DF), não enviou representante, pois hoje no Supremo Tribunal Federal estava em julgamento a constitucionalidade do exame da ordem dos advogados.

Deputados presentes à audiência:

Dr. Grillo (PSL-MG)
Paulo Magalhães (DEM-BA)
Paulo Pimenta (PT-RS)
Roberto Britto (PP-BA)
José Stédile (PSB-RS)
Miriquinho Batista (PT-PA)
Pedro Uczai (PT-SC)
Vitor Paulo (PRB-RJ)
Weverton Rocha (PDT-MA)
Luiz Fernando (PSDB-SP)
Vaz de Lima (PSDB-SP)
Ivan Valente (PSOL-SP)
Luiz Couto (PT-PB)
Manuela d´Ávila (PCdoB-RS)
Nelson Marchezzan Jr (PSDB-RS)

sexta-feira, 23 de julho de 2010

PIG PERSISTE COM SUAS MENTIRAS

PIG: irresponsável, mentiroso e hipócrita


G1: Assessor de Lula busca aproximar Dilma de católicos
Bispo recomendou voto contra Dilma por posição do PT favorável ao aborto.
Gilberto Carvalho vai promover encontros reservados com clero.

O PIG se revira na ância de encontrar qualquer elo de conflito entre a candidata do PT, Dilma Rousseff e a sociedade.
Finda por criar factóides absolutamente insusbstanciais do ponto de vista político e incapazes de comprometer a credibilidade e abalar o crescimento popular da ex-Ministra da Casa Civil.
Enquanto a Folha divulga a Ficha Falsa da Dilma, o Estadão se encarrega de espalhar que o PT teve acesso aos dados fiscais de um obscuro tucano.

Por fim, O Globo e o G1 não fazem outra coisa senão induzir o povo a acreditar que Dilma é a favor do aborto.
O G1 até encontrou um bispo de São Paulo que recomenda o voto contrário em Dilma.
A CNBB, porém, revela que o bispo é livre para expor sua opinião, que no caso, não reflete a da entidade.
Quem lê o PIG é levado a imaginar que Dilma está perdida, sem o apoio dos católicos e envolvida com narcotraficantes.
Lula, o maior transferidor de votos para Dilma Rousseff, foi sereno ao comentar os insultos de José Serra e seu vice: "É muita irresponsabilidade tratar o PT como tendo qualquer ligação com as Farc, é não conhecer nada da história política do Brasil".

Lula sabe o que diz e o que faz.
Deixa os tucademos espernear.
Quanto ao PIG, Lula sabe, esse não ganha eleição.

Da Agência Estado

Bispo de Guarulhos orienta padres a pregar nas missas voto contra Dilma

Preocupado com a disseminação de rumores que têm criado mal-estar entre religiosos e a candidata do PT, Dilma Rousseff, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva escalou seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, um ex-seminarista, para aproximar a petista da Igreja Católica. Lula quer evitar que Dilma seja carimbada como defensora do aborto e ganhe a antipatia de bispos e padres. Carvalho já tem acompanhado a ex-ministra da Casa Civil em visitas a igrejas, mas vai reforçar o trabalho, promovendo encontros reservados para ela.

Em duas entrevistas concedidas na quinta-feira (22), Dilma destacou que nunca pregou o aborto. Foi uma resposta ao bispo de Guarulhos (SP), dom Luiz Gonzaga Bergonzini, que em artigo no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), intitulado "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus", defendeu o boicote à candidatura de Dilma por considerar que o PT é a favor da interrupção da gravidez.

Dilma disse admitir o aborto nos casos previstos em lei, como em gravidez resultante de estupro. Destacou, no entanto, que o Estado não pode deixar mulheres com menor poder aquisitivo utilizarem métodos medievais para pôr fim à gestação. "O aborto é uma violência contra o corpo da mulher. Agora, tanto eu como o presidente Lula reconhecemos que é uma questão de saúde pública."

sexta-feira, 18 de junho de 2010

PFL É MESMO O PATINHO FEIO ELEITO PELO "ZÉ" E DITO PELO PIG

Saudade dos tempos que ele era um cisne



Antes os tucanos não queriam o Serra.
Preferiam o Aécio.
Serra era o "tucanão" feio do PSDB.
Mas o brucutu se impôs e tratorou Aécio e o Partido.
Agora Serra dá todas as cartas, inclusive sobre o seu vice.
E no tabuleiro de Serra não figura ninguém do DEMO.
De preterido, o "Zé" passou a preterir o indesejável PFL.
O PFL é rejeitado da vez.
Até quando?

É o que revela a Folha na coluna Ocasos e Imagens.

A matéria é de Valdo Cruz

O Democratas virou praticamente o patinho feio da eleição de 2010. Aliado de primeira hora dos tucanos na disputa presidencial, o antigo PFL está sendo rejeitado pelo próprio candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Isso mesmo, o ex-governador paulista não gosta nem de ouvir falar em nomes do DEM para compor sua chapa para disputar com Dilma Rousseff a sucessão do presidente Lula.

Não que o partido não tenha bons nomes para dividir com Serra a campanha presidencial. Tem. Mas nenhum deles se impõe naturalmente. Pelo contrário, muitos dividem a legenda. Além disso, e principalmente, o Democratas, desde o episódio do mensalão do Distrito Federal, passou mais a subtrair do que agregar pontos a uma campanha. E Serra, nesse momento, precisa fugir de companhias desagradáveis.

Triste ocaso de um partido, obrigado pelas circunstâncias a seguir com um aliado que não deseja sua companhia publicamente. E que assim pode se comportar por saber que o DEM não tem para onde fugir. Por sinal, tem de apostar, como legenda, na vitória dos tucanos para ganhar sobrevida partidária e eleitoral. Caso contrário, corre sério risco de ser desidratada. Ou até mesmo evaporar no próximo ano.

A cúpula do Democratas deve dar sinais de resistências nos próximos dias. Afinal, nada mais desmoralizante do que ser chamada para um casamento e assistir à cerimônia com uma noiva estranha em seu lugar. Até aqui, é esse o enredo preparado pelos tucanos para a oficialização da aliança, que ainda depende da convenção dos democratas para sacramentar o casamento. Evento marcado estrategicamente para o final do mês, no último minuto do prazo derradeiro.

Os democratas esperam, com a encenação de resistência, fazer Serra rever sua decisão e acolher um nome do partido para sua chapa. Um desfecho que os aliados do ex-governador paulista consideram, hoje, impossível de ocorrer. Mas em política tudo pode acontecer. O certo é que, além da crise do mensalão na capital do país, o avanço do presidente Lula no Nordeste diminuiu a importância dos democratas, legenda que sempre teve um forte domínio nessa região do país.

Afora isso, alguns lances da montagem da candidatura de Serra não agradaram nem um pouco a setores do DEM. Como a escolha de Geraldo Alckmin para ser o candidato tucano ao governo de São Paulo, vaga que os democratas gostariam de ser entregue ao prefeito de São Paulo, o demista Gilberto Kassab.

Bem, agora é esperar e conferir. A depender das últimas negociações, o vice de Serra será o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, já convidado para o posto pelo candidato tucano à Presidência. Se recusar, ainda há a possibilidade de ser um outro senador tucano, como Álvaro Dias (PR) ou Tasso Jereissati (CE).

domingo, 6 de junho de 2010

SERRA ESTÁ TONTO E ZANGADO. ZANGADO, NÃO. DESESPERADO, SIM.

Ele piorou ainda mais depois dessa pesquisa...
É provável que o serrista Elio Gaspari não tenha rabiscado nada importante após a divulgação da pesquisa Ibope.
Mas anteriormente.
Só isso explicaria o título da sua coluna de hoje “O TUCANO ESTÁ TONTO E ZANGADO”.
A coluna revela o desespero da direita nacional ao expor a inquietante contrariedade da mídia conservadora com seu candidato o qual deu agora para criticá-lo abertamente por seus gestos e atitudes.
Serra “inovou” na campanha presidencial ao fazer oposição “vigorosa” ao governo da Bolívia.
Para Elio Gaspari isso é prova de que Serra está tonto, sem rumo.
Pode ser. E é.
Mas o motivo que levou Serra a ficar tonto desse jeito foram as últimas pesquisas de opinião.
O pano caiu de vez, e ninguém mais conseguiu disfarçar nem esconder a verdade.
Nem mesmo a Folha com o Ibope.
Dilma Rousseff ganha de Serra em todos os institutos.
Isso é fato.
Mas, ao invés de fazer “vigorosa” oposição à Bolívia, porque Serra não critica vigorosamente o Governo Lula?
Não seria mais fácil, compreensivo e lógico?
Parece que a tontura de Serra reside também no fato deste já haver percebido que os “momentos mágicos” que sempre tem nas campanhas presidências, e que ele deveria perseguí-los, de acordo com os iluminados e esperançosos ensinamentos do professor e marqueteiro Gaspari, não chegarão.
Faz algum tempo que Itamar passou pela Presidência.
A “magia” das notas de real sendo mostradas por eleitores a Fernando Henrique Cardoso em seus comícios não passa de saudosismo explícito.
Hoje, Serra nada tem a dizer sobre o Brasil, nem ao menos levar consigo o seu maior cabo eleitoral, para que, quem sabe... a “mágica” podesse se repetir.
Imposssível.

Eis a razão da tontura tucana.
Falta do que falar.
Do que criticar de fato.
Falta de rumo e de propostas.
Para Gaspari, no entanto, os tucanos estão perplexos sem justificativas palpáveis.
E, desconexo da realidade, finge ser verdade que o total de eleitores que querem tirar o PT do poder é igual ao dos que desejam votar em Dilma Rousseff.
Fica mesmo evidente que o piguista Gaspari não viu a pesquisa do Ibope antes da coluna que fez.
No mais, Serra finge estar zangado.
A palavra certa para definir o comportamento virulento do tucano é desespero.
Sua zanga pode encontrar razão na descoberta da falta de meios e alternativas de saída para a enrascada na qual se meteu.
Por pura incapacidade e incompetência.
Serra e a direita não encontram forças e lhes faltam argumentos para uma esperada reação.
O que lhes resta são os dossiês.
A mídia com seu jornalismo de esgoto fraudam, adulteram, distorcem, inventam notícias e criam factóiedes.
Para isso é que se prestam “Veja”, Globo, Folha e Estadão - o PIG.
Então, entram em cena, abobalhadamente, os "combativos" Sérgio Guerra e Gustavo Fruet.
Eles são os “convocadores de arapongas” numa pomposa e atuante comissão do Senado que somente a Folha distinguiu o nome e ficou sabendo de sua existência e que depois qualificou apenas como comissão permanente.
É lá que a oposição vai ouvir os arapongas, todos os envolvidos nesse “mar de lama” e chegar aos seus “responsáveis”.
Deve ser nessa comissão criada pela Folha que tamém serão ouvidos a granfinagem tucana – a começar por umas certas “verônicas” cujos sobrenomes apontam para um escândalo chamado privataria no Brasil.
E privataria leva você sabe bem a quem.
Não é dossiê que está por traz da tontura nem do aborrecimento de Serra.
Ele tem pesquisite aguda.
Uma doença incurável que acomete tucanos.
O resto, não passa de arranjos para distrair as massas do efeito das pesquisas que lhes são perigosamente desfavoráveis.

terça-feira, 4 de maio de 2010

E SE ELA (FOLHA) FOSSE DE DIREITA



Pesquisa: A Folha não é tucana, dizem 74% dos leitores… da Folha
por Rodrigo Vianna, no Escrevinhador

O jornal da família Frias, que adora olhar para o próprio umbigo, deu essa manchete no domingo: “Leitor aprova cobertura eleitoral da Folha”.

Os números estão resumidos assim na reportagem: “Segundo pesquisa Datafolha realizada junto ao leitorado do jornal nos dias 19 e 20 de abril passados, a grande maioria (74%) não considera que a Folha favoreça alguma das pré-candidaturas à Presidência.

Entre os que veem algum favorecimento, 13% apontam o tucano José Serra como beneficiado pela cobertura. Os que veem tendência a favor da pré-candidata petista Dilma Rousseff são 6%.”

Mas o dado mais importante estava no “pé” da matéria (como dizemos no jargão jornalístico). O DataFolha revela, em números claros, a proporção de “tucanismo” entre seu leitores. Vejam como o leitor do jornal pretende votar em outubro: 54% Serra, 18% Marina e 15% para Dilma.

A desproporção com o total do eleitorado brasileiro é evidente: mesmo nas (estranhas) pesquisas do DataFolha, Serra tem 8 ou 9 pontos à frente de Dilma (no Sensus e no Vox Populi eles estão empatados). Mas entre os leitores do jornal, Dilma fica atrás até da Marina!

Está tudo lá, na “reportagem” de domingo - http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u729037.shtml

Ou seja: os leitores – serristas em sua grande maioria – não enxergam problema algum no fato de o jornal publicar ficha falsa de Dilma, ou dar espaço para um artigo absurdo contra o presidente da República – com insinuações até de violência sexual…

Esses números mostram que o caminho sectário adotado pelo jornal não tem volta. Virou uma cilada.

O jornal parte cada vez mais para a direita… O leitor de “esquerda”, ou afinado com o governo Lula, se afasta da “Folha. O que acontece? O jornal fica cada vez mais refém de um núcleo duro de leitores conservadores.

Em “O Globo” esse processo já está muito mais avançado. Basta ler o “painel de cartas”

Para manter-se vivos, jornais como ”Folha” e “O Globo” vão se afundar cada vez mais nesse gueto do jornalismo que virou partido (apesar de não assumir que é partido – a não ser em declarações desastradas como a de Judith Brito, diretora da ANJ – Associação Nacional de Jornais – que declarou: “com a oposição fragilizada, quem faz oposição é a imprensa”).

Em pouco tempo, a aprovação à cobertura eleitoral da “Folha” vai subir para 80% ou 90% dos leitores. E o jornal fará manchetes cada vez mais satisfeitas, a mostrar o total entrosamento entre sua linha editorial e o público leitor.

E ainda tem gente no governo Lula que leva a “Folha” a sério, dá entrevista pra esse jornal, escreve artigo pra esse jornal…

quinta-feira, 15 de abril de 2010

PHA: A FOLHA BRINCA COM FOGO

A utilidade maior da Folha







Conversa Afiada:Folha(*) mente para crucificar a Dilma.
De novo

Saiu na pág. 3 da Folha (*) da província de S.P.:


Dilma
“A ex-ministra Dilma Rousseff nunca disse a frase “eu não fugi da luta e não deixei o Brasil”, publicada em parte dos exemplares da edição de domingo no texto “Dilma ataca rival e diz que não “fugiu” da luta na ditadura” (Brasil). A correção é necessária porque a informação errada deu margem a uma interpretação maliciosa do discurso da ex-ministra. Dilma Rousseff não se referiu em nenhum momento a pessoas que tiveram de deixar o país em qualquer circunstância. Segue a transcrição exata do trecho do discurso que foi deturpado: “Eu não fujo da situação quando ela fica difícil. Eu não tenho medo da luta. Eu posso apanhar, sofrer, ser maltratada, como já fui, mas eu estou sempre firme com as minhas convicções. Em cada época da minha vida, eu fiz o que fiz porque acreditei no que fazia. Fiz com o coração, com a minha alma e a minha paixão. Eu só mudei quando o Brasil mudou, mas eu nunca fugi da luta ou me submeti. E, sobretudo, nunca abandonei o barco”.
É lamentável que a partir de um erro da própria Folha o jornal tenha dado curso, nas edições seguintes, a uma tentativa de manipulação política e eleitoral por parte dos adversários da ex-ministra.
O discurso da ex-ministra está em www.youtube.com/watch?v=KpkBQ4GHPjI&feature=player-embedded”


OSWALDO BUARIM JÚNIOR , assessor de imprensa de Dilma Rousseff (Brasília, DF)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

FOLHA NÃO SABE QUE LULA É DE ESQUERDA. PIÑERA SABE

Do blog do Nassiff:

Entrevista de Piñera a Folha
Da Folha
“Lula vem da esquerda, mas entende o mundo global”
Presidente chileno revela simpatia por Serra, mas evita “se meter” na sucessão

Mandatário de centro-direita relata quais foram suas preocupações e como reagiu ao terremoto que atingiu o Chile em fevereiro

SILVANA ARANTES

EM SÃO PAULO

A três dias de completar seu primeiro mês como presidente do Chile, Sebastián Piñera desembarcou ontem no Brasil, destino de sua primeira visita de Estado. Antes, fez uma escala “de trabalho” na Argentina. Em São Paulo, ele se encontrou com o candidato à Presidência José Serra e visitou a Fiesp. Piñera estima que seu governo licitará em torno de US$ 10 bilhões em obras de reconstrução de casas, hospitais, estradas, aeroportos e escolas destruídos pelo terremoto seguido de maremoto que atingiu o Chile em 27 de fevereiro.

Hoje, o mandatário chileno se encontra em Brasília com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com a pré-candidata petista Dilma Rousseff.

FOLHA – Como interpretou o fato de Lula não ter ido à sua posse?

SEBASTIÁN PIÑERA – Quando visitei Lula em setembro do ano passado, disse: “Presidente, tenho certeza de que vou ganhar a eleição e quero convidá-lo pessoal e antecipadamente”. Ele me disse: “Presidente Piñera, conte comigo. Estarei em sua posse”. Estou certo de que essa era a intenção dele e que forças alheias à sua vontade o impediram de estar no Chile.

FOLHA – Acredita na versão de que a diferença ideológica o desanimou?

PIÑERA – Não acredito nisso. Estive com Lula em várias oportunidades. Uma vez foi em Londres, na inauguração do estádio de Wembley. Sempre tivemos uma relação franca, direta e fraterna. Em Brasília, conversamos por mais de uma hora. Tenho certeza de que nenhuma diferença [entre nós] está por trás de sua ausência [à posse]. Além do mais, eu acredito na liberdade e aprecio as diferenças.

FOLHA – Acha que Lula fez um governo de esquerda?

PIÑERA – Lula é um presidente que tem uma origem de esquerda, no PT, mas que compreendeu muito bem as chaves do mundo moderno e globalizado. Tendo origem de esquerda, governou muito bem o Brasil.