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domingo, 6 de junho de 2010

SERRA ESTÁ TONTO E ZANGADO. ZANGADO, NÃO. DESESPERADO, SIM.

Ele piorou ainda mais depois dessa pesquisa...
É provável que o serrista Elio Gaspari não tenha rabiscado nada importante após a divulgação da pesquisa Ibope.
Mas anteriormente.
Só isso explicaria o título da sua coluna de hoje “O TUCANO ESTÁ TONTO E ZANGADO”.
A coluna revela o desespero da direita nacional ao expor a inquietante contrariedade da mídia conservadora com seu candidato o qual deu agora para criticá-lo abertamente por seus gestos e atitudes.
Serra “inovou” na campanha presidencial ao fazer oposição “vigorosa” ao governo da Bolívia.
Para Elio Gaspari isso é prova de que Serra está tonto, sem rumo.
Pode ser. E é.
Mas o motivo que levou Serra a ficar tonto desse jeito foram as últimas pesquisas de opinião.
O pano caiu de vez, e ninguém mais conseguiu disfarçar nem esconder a verdade.
Nem mesmo a Folha com o Ibope.
Dilma Rousseff ganha de Serra em todos os institutos.
Isso é fato.
Mas, ao invés de fazer “vigorosa” oposição à Bolívia, porque Serra não critica vigorosamente o Governo Lula?
Não seria mais fácil, compreensivo e lógico?
Parece que a tontura de Serra reside também no fato deste já haver percebido que os “momentos mágicos” que sempre tem nas campanhas presidências, e que ele deveria perseguí-los, de acordo com os iluminados e esperançosos ensinamentos do professor e marqueteiro Gaspari, não chegarão.
Faz algum tempo que Itamar passou pela Presidência.
A “magia” das notas de real sendo mostradas por eleitores a Fernando Henrique Cardoso em seus comícios não passa de saudosismo explícito.
Hoje, Serra nada tem a dizer sobre o Brasil, nem ao menos levar consigo o seu maior cabo eleitoral, para que, quem sabe... a “mágica” podesse se repetir.
Imposssível.

Eis a razão da tontura tucana.
Falta do que falar.
Do que criticar de fato.
Falta de rumo e de propostas.
Para Gaspari, no entanto, os tucanos estão perplexos sem justificativas palpáveis.
E, desconexo da realidade, finge ser verdade que o total de eleitores que querem tirar o PT do poder é igual ao dos que desejam votar em Dilma Rousseff.
Fica mesmo evidente que o piguista Gaspari não viu a pesquisa do Ibope antes da coluna que fez.
No mais, Serra finge estar zangado.
A palavra certa para definir o comportamento virulento do tucano é desespero.
Sua zanga pode encontrar razão na descoberta da falta de meios e alternativas de saída para a enrascada na qual se meteu.
Por pura incapacidade e incompetência.
Serra e a direita não encontram forças e lhes faltam argumentos para uma esperada reação.
O que lhes resta são os dossiês.
A mídia com seu jornalismo de esgoto fraudam, adulteram, distorcem, inventam notícias e criam factóiedes.
Para isso é que se prestam “Veja”, Globo, Folha e Estadão - o PIG.
Então, entram em cena, abobalhadamente, os "combativos" Sérgio Guerra e Gustavo Fruet.
Eles são os “convocadores de arapongas” numa pomposa e atuante comissão do Senado que somente a Folha distinguiu o nome e ficou sabendo de sua existência e que depois qualificou apenas como comissão permanente.
É lá que a oposição vai ouvir os arapongas, todos os envolvidos nesse “mar de lama” e chegar aos seus “responsáveis”.
Deve ser nessa comissão criada pela Folha que tamém serão ouvidos a granfinagem tucana – a começar por umas certas “verônicas” cujos sobrenomes apontam para um escândalo chamado privataria no Brasil.
E privataria leva você sabe bem a quem.
Não é dossiê que está por traz da tontura nem do aborrecimento de Serra.
Ele tem pesquisite aguda.
Uma doença incurável que acomete tucanos.
O resto, não passa de arranjos para distrair as massas do efeito das pesquisas que lhes são perigosamente desfavoráveis.

domingo, 9 de maio de 2010

GOLPE E BARBÁRIE SÃO TERMOS QUE O PIG DOMINA BEM

As cansadas da Abril e do PIG. O cansaço está na "caras"



Folha e Veja querem erigir em espantalho um jornalzinho do PT

Os dois veículos que tentam preencher a lacuna de cérebro na direita brasileira assestaram suas baterias contra o jornal Movimentos, editado pelas secretarias nacionais do PT que atuam nos movimentos sociais (Sindical, Mulheres, Cultura, Combate ao Racismo, Meio Ambiente e Desenvolvimento, Juventude e Movimentos Populares).

Por Celso Lungaretti*, no Portal Vermelho

O alerta foi lançado pela Folha de S.Paulo (“Em jornal, PT vê risco de um novo golpe militar”) e o reaça-mor da Veja, Reinaldo Azevedo, logo aproveitou a deixa em seu blogue, num artigo com o sugestivo título de O PT quer dar um golpe na democracia: confessa isso em um jornal. Em tom de guri pirracento, ele contrapõe ao título do artigo "Dilma ou barbárie" um slogan que a malta direitista virtual com certeza trombeteará ad nauseam: “Dilma É a barbárie”.

Deixando de lado o alarmismo e as baixarias da direita, vale propor uma reflexão aos dirigentes do PT. É forçada a igualação que a segunda edição do jornal Movimentos procura estabelecer, entre o maior adversário eleitoral e a ditadura militar.

José Serra resvalou algumas vezes para o autoritarismo — e eu lhe fiz as mais pesadas críticas nesses momentos —, mas nem de longe sua vitória implicará automaticamente a volta dos genocídios e atrocidades da Era Médici. A direita que queria isso era a do Cansei, tentativa de reedição da Marcha da Família, Com Deus, Pela Liberdade que fracassou rotundamente.

Aí, sem ver possibilidade imediata de êxito, o núcleo radical da direita recuou, passando a travar apenas escaramuças para manter o moral da tropa (papel cumprido, principalmente, pelo Supremo Tribunal Federal da dupla Gilmar Mendes/Cezar Peluso).

Quanto ao principal da direita (os grandes capitalistas, os banqueiros, os magnatas do agronegócio), não teve seus interesses afetados pelo governo do PT a ponto de se direcionar para soluções golpistas. A política econômica, xis da questão, não está sendo ruim para essa gente — que, portanto, prefere deixar como está pra ver como fica.

Uma vitória da coligação DEM/PSDB certamente contemplará melhor seus interesses. Mas, isso não é caso de vida e morte para ela. Ainda.

Então, na eventualidade de um triunfo de Serra, haverá recuos em políticas sociais e uma reconfiguração conservadora/reacionária do governo federal — mas não, pelo menos de imediato, uma ditadura. A direita só dará tal passo se perder o controle da situação, seja em decorrência de nova recessão capitalista, da resistência dos movimentos sociais ou da conjugação de ambas.

Então, não vale a pena utilizarmos coisas sérias como mote para eleições. O ovo da serpente está mesmo impacto e a barbárie é mesmo um dos cenários possíveis. Mas, gritando “lobo!” antes da hora, poderemos não ser ouvidos no momento decisivo. Melhor fará o PT se despertar esperanças, ao invés de insuflar o medo.

E tratar, desde já, de ir organizando o povo para respaldar um eventual mandato de Dilma contra as tentativas golpistas que decerto começarão a ser tramadas no instante seguinte ao da proclamação do resultado eleitoral.

Mal começou o segundo governo do Lula, a direita troglodita já quis virar a mesa, mas ficou falando sozinha e acabou cansando... A reação ao terceiro mandato do PT (com o consequente reforço da perspectiva de uma volta do Lula em 2014) será, necessariamente, bem mais abrangente e contundente — o que não significa que prevalecerá.

Enfim, ganhar a eleição talvez venha a ser bem menos problemático do que garantir o respeito ao veredicto das urnas.

* Celso Lungaretti é jornalista e escritor

terça-feira, 9 de março de 2010

PT ACIONA O PIG JUDICIALMENTE. JÁ NÃO ERA HORA

Nota do Partido dos Trabalhadores

Do Blog da Dilma Presidente:

É com perplexidade e absoluta indignação que o Partido dos Trabalhadores vem acompanhando a escalada de ataques mentirosos, infundados e caluniosos por parte de alguns órgãos da imprensa a partir de matéria sensacionalista publicada na última edição da revista Veja.

O mais absurdo desses ataques se deu hoje, terça-feira (9), quando o jornal O Estado de S.Paulo usou seu principal editorial para acusar o PT de ser “o partido da bandidagem” – extrapolando todos os limites da luta política e da civilidade sem qualquer elemento que sustente sua tese.


O PT tem uma incontestável história de lutas em defesa da democracia, da cidadania, da justiça e das liberdades civis. Nasceu dessas lutas, se consolidou a partir delas e, nos governos que conquistou, tem sido o principal promotor da idéia de um Brasil efetivamente para todos, com absoluto respeito às instituições democráticas, às regras do jogo político e ao direito fundamental à liberdade de opinião e expressão.


Para nós, a diversidade de opiniões é a essência não só da democracia, mas também do próprio PT. Devemos a essa característica, em grande parte, o sucesso de nosso projeto de país, cujo apoio majoritário da população se dá em oposição aos interesses da minoria que nos ataca.Nem o PT nem a sociedade brasileira podem aceitar o baixo nível para o qual parte da mídia ameaça levar o embate político às vésperas de mais uma eleição presidencial. O Brasil não merece isso. A democracia não merece isso. A liberdade de imprensa, defendida pelo PT mais do que por qualquer outro partido, não merece que façam isso em nome dela.


O PT não entrará nesse jogo, no qual só ganham aqueles que têm pouco ou nenhum compromisso com a democracia. Mas buscará, pelas vias institucionais, a devida reparação judicial pelas infâmias perpetradas contra o partido e seus milhões de militantes nos últimos dias.


Acionaremos judicialmente o jornal o Estado de S.Paulo, pelo editorial desta terça, e a revista Veja, pela matéria que começou a circular no último sábado. Também representaremos no Conselho Nacional do Ministério Público contra o promotor José Carlos Blat, fonte primária de onde brotam as mentiras, as ilações, as acusações sem prova e o evidente interesse em usar a imprensa para se promover às custas de acusações desprovidas de qualquer base jurídica ou factual.


José Eduardo Dutra
Presidente Nacional do PT