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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011


O tamanho da vergonha


OS EX-GOVERNADORES E SUAS APOSENTADORIAS VITALÍCIAS – UMA INSENSATEZ

Até podem não serem exitosas, mas – a despeito de ser ou não a proponente oportunista e elitista – estão repletas do melhor sentido as ações diretas de inconstitucionalidades propostas pela OAB junto ao Supremo.
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil acaba de ajuizar mais duas Adins contra o pagamento de aposentadorias de ex-governadores.
Desta feita dos estados do Pará e Acre.
Antes a entidade já havia feito o mesmo com os estados de Sergipe, Paraná, Amazonas, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

E se prepara para entrar com ação semelhante contra o Rio Grande do Sul.
(No Paraná, o paladino da moral, o senador tucano, Álvaro Dias, que governou o estado, já recebia o benefício da aposentadoria e pediu ainda um pagamento retroativo de R$ 1,6 milhão referente aos cinco anos em que não recebeu).

Em todas essas unidades federativas há clara violação à Constituição Federal pelas respectivas constituições estaduais no se refere a esse modelo de aposentadoria.
Isso no entendimento da OAB, segundo a Folha.

Aposentadoria desse tipo é uma violação à ética e aos princípios da igualdade.
Um acinte aos valores morais em qualquer estado ou país.
Um atentado ao pudor e uma afronta aos trabalhadores mortais.
De acordo com as emendas aprovadas pelas assembleias dos estados em questão – e em pelo menos mais cinco outros – os ex-governadores tem direito ao mesmo salário que é pago a um desembargador.

Detalhe: um desembargador da ativa.

E o camarada pode ter exercido o cargo por um período de apenas seis meses para ter direito a esse privilégio pelo resto da vida.
A aposentadoria é vitalícia.

No Pará o empresário Carlos Santos é um desses apaninguados que recebem a imoralidade do benefício.
Ele foi o vice de Jader Barbalho quando este governou o Pará de 1991 até maio de 1994.
Em 94, Jader renuncia ao cargo para concorrer ao Senado.
No penúltimo ano de seu mandato como senador iniciado em 1995, após ter sido presidente do PMDB e do Senado Federal, renuncia a tudo para não ser cassado por corrupção.
Jader entrega um Pará aos frangalhos a Carlos Santos.

Foram nove meses de penúria e lamúria para o Estado, com atraso no pagamento de servidores, desequilíbrio nas contas do Governo e sucateamento da máquina estatal.
A Educação virou um completo caos com a nomeação da Primeira Dama para a SEDUC.
Carlos Santos foi sucedido por Almir Gabriel, do PSDB, em 1995.
E ganha em torno de vinte e dois mil reais até hoje.

Não que ele tenha qualquer culpa (ou merecimento) nisso ou por isso.
Carlos Santos é um legítimo caboclo do Pará, tendo vindo de Salvaterra, no Marajó para Belém.
Cresceu como empresário do ramo de discos, virou cantor, apresentador e radialista.
A política entrou na sua vida pura e simplesmente pelo oportunismo de Jader Barbalho.
Jader pressentiu que Carlos Santos seria convenientemente um bom candidato a vice dele.
Mais para captação de votos que o ajudaria a eleger-se governador.

Já pela sua capacidade ou vocação política... Carlos Santos provou que Jader se equivocara.
Aliás, quem quer que fosse, o sucessor de Jader haveria de ser um desastre.
Um equívoco político.

Na eleição passada Carlos Santos foi derrotado para uma vaga na Assembleia Legislativa do Pará.
Não teve além de 11.800 votos.
E não precisa dizer mais nada.

O contribuinte paraense arca com pelo menos 2 milhões anuais para bancar a aposentadoria de seus ex-governadores.
Entre eles, do próprio Jader e do atual governador, Simão Jatene.

Toda e qualquer aposentadoria paga a um ex-governador é uma insanidade que deve ser o quanto antes cassada.

E isso deve se estender a todos os “ex” para todas as esferas eletivas de governo.

Do prefeito, e do governador ao presidente da República.
Sem deixar de fora vereadores, deputados e senadores.
Ou todos não são iguais perante a lei.

Ou haveremos de brindarmos a vergonha por sermos brasileiros.


(A imagem é do site "Central de Notícias)







terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

OS IMPÉRIOS CAEM – UM A UM

Liberdade ao Egito, e ao mundo


É pálida e tendenciosa – para não dizer vergonhosa – a cobertura da mídia nacional ao levante popular pela renúncia do ditador do Egito, Hosni Mubarak.
A revolução com mais de um milhão de pessoas está nas ruas egípcias.
E contra ela a vassalagem da imprensa nativa brasileira.
O G1 é simplesmente ridículo e passional - como a Globo.

(A grande imprensa brasileira está como sempre esteve: a serviço dos interesses imperialistas americanitistas).

A Globo usa luvas de seda ao se referir à múmia egípcia, Mubarak.
E – como em Honduras – fez predileção pela ditadura, elegendo como baderneira a população defensora da democracia.
A Globo não vê, além de Fidel Castro e Hugo Cháves nenhum outro ditador no mundo.
Ganha um doce quem primeiro ver o Alexandre Garcia chamar Mubarak de ditador no “Bom Dia Brasil”.
Ele prefere analisar a “vergonhosa” e “desumana” situação das delegacias de polícia no Brasil.

Delegacias que em São Paulo tem uma estrutura funcional exemplar.
Exceto pelo fato de o cidadão levar até oito horas para fazer um boletim de ocorrência.
E o que esperar do Arnaldo Jabor e da Mirian Leitão?

Na verdade, mesmo, a mídia vassala está tão perdida quanto o seu senhor.
Os EUA perderam o foco e não sabem ao certo o que dizem e fazem.
Ora tendem a agradar as autocracias árabes.
Ora pedem uma transição pacífica no Egito.

A Hillary fala uma linguagem ininteligível que a mídia se estrebucha para entender.
E que nem o próprio chefe da Casa Branca entende.

A maior característica do país de Obama é financiar o armamento militar de ditadores ao redor do mundo, em troca de suas riquezas petrolíferas, especificamente no Oriente Médio.
Os estadunidenses pensam ser capazes de dar e desatar todos os nozes.
Mas tem sido praxe a prática do tiro no próprio pé.

A Casa Branca sequer consegue criticar um regime autoritário do qual é incentivadora e parceira.
Pouco a pouco os totalitaristas vão caindo e com eles a decadência do imperilismo americana se torna cada vez mais visível.

Mubarak dá sinais de recuo.
E anuncia que concorrerá às próximas eleições previstas para setembro.
Os egípcios não querem também que o filho de Mubarak, Gamal, seja candidato.
As eleições serão antecipadas no Egito.
É a queda do regime autoritário.
De mais um império.
É a vitória do povo.

A vitória da democracia.
E a derrocada de mais um ditador.
Viva a revolução popular!

























sábado, 29 de janeiro de 2011

HOSNI MUBARAK É UM DITADOR. E SÓ A GLOBO NÃO SABE


Ditadura arde em chama no Egito


Hosni Mubarak espanca repórteres e mata civis no Egito.
Ataca a liberdade de expressão e bloqueia o acesso à internet.
No Egito o Facebook , o Twitter e outros sites de comunicação foram retirados do ar.
Por determinação do governo, as companhias telefônicas simplesmente cancelaram o número de telefones de ativistas.

Mas nada tem impedido o crescimento dos protestos exigindo a renúncia do ditador egípcio.
Por conta das manifestações a polícia já matou mais de 70 pessoas e feriu outras duas mil em todo país.
Hosni Mubarak é ex-militar da Aeronáutica e está há três décadas no poder.
Ele impôs o toque de recolher das dezesseis às oito horas da manhã, nas principais cidades do Egito, incluindo Cairo, a capital, e Alexandria.
Esse é o seu sexto mandado consecutivo.
E até agora o JN não disse que Mubarak é um ditador.

(A Folha.com (viva!) já não tem dúvida quanto a isso!).

Porque o Egito é o maior aliado dos EUA no mundo árabe.
E os EUA são seu principal aliado do Ocidente.
Os EUA apóiam governos antidemocráticos de países do Oriente Médio e norte da África, em especial o Egito, para o qual envia bilionária ajuda militar.

Esse filme já foi visto em Bagdá.

O enviado da Globo ao Cairo, Ari Peixoto, entende que o clima é festivo.
Segundo ele, o Exército tomou as ruas em substituição à polícia.
E isso teria deixado a população feliz.
Porque o Exército não bate tanto quanto a polícia.
O povo quebra um toque de recolher, apanha, é atacada com jatos de água, bala de borracha e gás lacrimogêneo e o repórter global acha tudo divertido.
Divertido para quem observava tudo do 17º andar de um hotel, como ele.

Obama, agora, se ver na constrangedora situação de pedir que seu parceiro cumpra o que prometeu.
Os EUA muniram de armas e dólares o Egito e ajudaram a implantar ali um regime ditatorial que já dura 30 anos.
Mudar o regime sem mudar quem o dirige e lidera parece não ser tarefa das mais simples.

A Secretária de Estado Americana, Hillary Clinton, sabe disso.
Hosni Mubarak pode estar com os dias contados.
É com isso que o povo egípcio conta.
E o mundo espera.













quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

ASSANGE É O HOMEM DO ANO DO MUNDO


Ele deu uma sonora goleada no Obama



Folha Uol: Jornal francês "Le Monde" elege criador do WikiLeaks como "homem do ano"

A imprensa internacional - ao contrário da nossa tupiniquim - se rendeu,  ao homem perseguido e preso a mando da maior democracia do mundo.
Aquele a quem Lula defendeu ao questionar o silêncio dos meios de comunicação sempre tão vorazes na defesa da liberdade de expressão.
A mídia brasileira que criou o "golpe democrático" em Honduras para justificar seu apoio à derrubada de Manoel Zelaya é a mesma que agora se revela a favor do cerceamento da liberdade de informação, da prisão de Assange e do fechamento do seu site.
O correspondente da Globo em Londres, mediocramente cunhou a expressão "excesso de informação" para acusar o dono do WikiLeaks de violar a lei por ter divulgado e-mails da diploacia americana, como se a publicação de fatos e verdades de interesse público fosse uma violação ao estado democrático de direito.
A mídia brasileira só não esperava levar pela cara o tapa que Lula lhe deu ao cobrar o mesmo rigor na defesa intrasigente da liberdade de expressão por esta suscitada ao longo da campanha eleitoral.
A eleição de Assange como "homem do ano" por um dos maiores jornais do mundo, não pode deixar de conferir honras ao Presidente Lula pela sua clareza e coragem ao defender Assange e desmascarar a hipocrisia de uma mídia combalida e parcial que usa dois pesos e duas medidas, de acordo com seus interesses e conveniências.
Julian Assange foi escolhido o "homem do ano" pela redação do prestigiado jornal francês "Le Monde", que dedicará a capa e um artigo biográfico ao fundador do site WikiLeaks em seu suplemento semanal a ser publicado nesta sexta-feira (24).

O diário é uma das publicações de grande circulação que se associou com o WikiLeaks para publicar milhares de documentos secretos da diplomacia americana.

Assange, que passou nove dias em uma prisão britânica no início de dezembro, encontra-se atualmente em liberdade condicional com a ameaça de ser extraditado à Suécia, país que o acusa por supostos crimes de agressões sexuais contra duas mulheres, que o processam por ter supostamente imposto a prática de relações sexuais sem preservativo.

Os internautas do "Le Monde" também elegeram Assange como "homem do ano", com 56,2% dos votos, na frente do Prêmio Nobel da Paz Liu Xiaobo (22,3%) e do americano Mark Zuckerberg (6,9%), fundador do Facebook.

REVISTA "TIME"

A revista americana "Time" nomeou na última semana Mark Zuckerberg como "homem do ano", apesar dos leitores da publicação terem escolhido Assange.

Assange bateu personalidades como Lady Gaga, o presidente americano, Barack Obama, e os 33 mineiros resgatados no Chile.

Segundo a "Time", Assange recebeu 382.024 dos 1.249.425 votos, em um primeiro lugar folgado. O segundo lugar ficou com o premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, com 233.639 votos.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

PARA QUEM DIZ QUE NÃO HOUVE DITADURA...

O ALMANAQUE da crônica publica post do Azenha, no seu blog.

Sader: Quanto vale a palavra de torturadores?


por Emir Sader, no seu blog em Carta Maior

O Superior Tribunal Militar abriu o processo da Presidenta eleita, Dilma Rousseff, que um órgão da imprensa – aquele cuja executiva disse que a mídia é o partido político da oposição – buscava afoitamente na reta final da campanha eleitoral.

O que teremos nesse processo? A versão que os torturadores davam das suas vítimas, dos torturados. Essa mesma imprensa que reclamava, com razão, da censura, vai agora acreditar no que os verdugos diziam do crime monstruoso da tortura, que praticavam? E do comportamento das vitimas indefesas desse crime hediondo?

É como se levassem a sério o que os censores devem ter escrito sobre as publicações que censuravam e os jornalistas. Nós nunca os tomaríamos a sério, utilizamos os documentos da censura para denunciar ainda mais o obscurantismo da ditadura.

O processo tem que ser mais um instrumento de denúncia da tortura – crime imprescritível – e não instrumento de manipulação política justo do jornal que emprestou carros para que a órgãos da ditadura, disfarçados de jornalistas, cometessem suas atrocidades. O mesmo órgão que considerou que não tivemos uma ditadura, mas uma “ditabranda”.

O processo é um testemunho dos agentes do terror, daqueles que assaltaram pela força o Estado, destruíram a democracia e se apropriaram dos bens públicos para transformá-los em instrumentos dos crimes hediondos que cometeram – em nome da “democracia”.

Nas mãos de democratas, se transformará em mais uma prova da brutalidade dos crimes cometidos pela ditadura militar contra seus opositores. Nas mãos dos que foram complacentes e se beneficiaram da ditadura, será instrumento político torpe. A mídia que acreditar no que diziam os torturadores, será conivente com eles, ao invés de denunciar os crimes que eles cometeram.

Para os que se sujaram com a ditadura é insuportável que houve gente que se comportou com heroismo e dignidade. Querem enlamear a todos, porque se houve tanta gente que resistiu à ditadura, mesmo em condições limites, havia alternativa que não a conciliação e a conivência com a ditadura.

sábado, 2 de outubro de 2010

O PREÇO DO VOTO

Votar deveria ser uma atitude de natureza cívica e voluntária, livre, democrática e espontânea.
O ato de votar, presume-se, deveria ser revestido e precedido de um espírito independente sem as amarras que o associam a intercâmbios financeiros ou materiais.

O voto não é objeto de troca nem de venda.
O voto sufragado nas urnas haveria de ter as digitais da nossa conduta ética e moral.

Ele tem o exato valor da nossa consicência.
E a nossa consciência não está à venda.
Ela não tem preço.

O abuso do poder econômico constitui um vício danoso à democracia cuja existência o eleitor é um dos responsáveis.
O eleitor que vende ou troca o seu voto é também o maior perdedor numa eleição independentemente de quem a venceu.
O meu voto não pode ter o valor de uma dentadura nem de um reles par de chuteiras.

Fazer do voto moeda de troca não é racional, quanto mais legal.
E não contribui para o fortalecimento do processo democrático.
Quem vende ou negocia seu voto também comete uma ilicitude diante da Justiça contribuindo penosamente para que as fraudes eleitorais sejam uma nódoa que desnuda o atraso cultural e foca na pobreza material ainda existentes no Brasil.

Neste domingo é dia de eleição.
O povo escolherá, pelo voto, os seus candidatos.

A palavra candidato vem de “cândido” e lembra alguém limpo, inocente e puro.

Sôa até cômico e pretensioso buscar encontrar alguém com tal perfil nos dias atuais.
Entretanto, importa frisar que não existe o político corrupto sem que haja o eleitor que se deixe corromper.
Ninguém vende nada se ninguém nada comprar.
Não faça da sua consciência uma mercadoria e vote de acordo com seus valores éticos.

O Brasil precisa de cidadãos justos e coerentes comprometidos com o seu desenvolvimento e bem estar social, político e econômico.
E quando deixamos nos manipular pelos políticos de caráter ou ficha sujas, estamos, ainda que involuntariamente, desconstruindo a ética e deixando transparecer que o outro lado da nossa personalidade habita alguém cuja ficha também não é tão limpa assim.

O voto livre, só é livre verdadeiramente quando brota como planta do centro da nossa consicência e se ramifica na terra arenosa das urnas e cresce sem imposições nem manipulações de qualquer espécie.

Vote e escolha o candidato que achar mais comprometido com as causas sociais do nosso Município, Estado e País.
Faça a melhor escolha. E leve, além do Título, um documento oficial com foto.

Leve também, se quiser ou precisar, uma cola com os nomes e números dos seus candidatos.

Boa votação a todos!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O GOLPISMO ESTÁ NO AR

Surpreso, descobri a matéria abaixo publicada no Estadão sobre o ato realizado pelo Centro de Estudos Barão de Itararé, no auditório do Sindicato dos Jornalistas, na noite desta quinta feira, em SP.

Estadão: Entidades e partidos criticam 'golpismo midiático' e defendem controle social da mídia

Para jornalista, imprensa é parcial ao cobrir as eleições; ex-prefeita Luiza Erundina vê 'macarthismo' na ação da mídia

Em ato realizado no Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo nesta quinta-feira, 23, partidos e entidades criticaram o que chamam de 'golpismo midiático' e defenderam o 'controle social' da mídia. Estiveram presentes ao ato representantes da coligação que apoia a candidata Dilma Rousseff (PT) e de centrais sindicais, além de outras entidades.

Para ela, o 'golpismo midiático' se explica porque "deu certo o governo do primeiro presidente operário e porque vamos eleger a primeira mulher presidente do Brasil". E acrescenta "vamos ficar vigilantes, eles vão tentar tudo."

Cobertura 'enviesada'

Altamiro Borges, que preside Centro de Estudos de Mídia Independente Barão de Itararé, entidade que organizou o ato, esclareceu confusão que teria ocorrido na divulgação do evento. Segundo ele, o ato não foi contra a mídia. Segundo ele, parte da imprensa (os debatedores, em geral, citavam o Estado, a Globo, a Folha e a Abril), faz uma cobertura 'enviesada' "Claro que tem que apurar o caso da Erenice Guerra, mas não falam dos problemas da filha do Serra. Porque isso não dá manchete?", diz referindo-se à denúncia feita pela revista Carta Capital, que acusa Verônica Serra de ter violado o sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros.
Ele afirma que não está sendo proposto um "controle de mídia, termo já estigmatizado", mas sim "que a sociedade possa participar democraticamente na construção de uma comunicação mais democrática e pluralista."

Para ele, quem é contra a imprensa "são os donos das empresas, como já foram no passado ao defenderem o golpe, ao defenderem a ditadura. Continuam sendo ao defenderem golpe na Venezuela, em Honduras." Além disso, "eles fazem uma confusão grotesca, ao confundir liberdade de expressão com liberdade de imprensa e liberdade de imprensa com liberdade de empresa. Então o monopólio tem liberdade para mentir, para dissimular, para caluniar e nós não podemos fazer nem uma manifestaçãozinha?", questiona.

Ele teme que as denúncias surtam efeito no processo eleitoral. "A eleição não está decidida, quem colocar salto alto pode se arrebentar. Acaba surtindo efeito no setor médio da sociedade, que é muito influenciada pelo noticiário. Em 2006, esse setor médio, naquela onda de denúncias dos aloprados, conseguiu reverter quase 5% dos votos. Foi o que forçou o segundo turno".

Para ele, há dois fatores para que essa influência não seja maior. Primeiro, a comparação com o governo FHC e a constatação de que o governo Lula seria melhor. E além disso, a disseminação de outros blogs e outras fontes de informação que acabam fazendo um contraponto. Altamiro classifica setembro de 2010 como um dos períodos 'mais tristes da imprensa brasileira' e qualifica sua ação como 'nojenta'. Altamiro vê quatro objetivos centrais nessa ação: garantir o segundo turno; estancar a 'onda vermelha' nos Estados, que mudaria a composição do Congresso; deslegitimar um eventual governo Dilma; e tornar o eventual governo Dilma refém da agenda da mídia.

"Local para o debate é o sindicato"

O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e secretário geral da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), José Augusto Camargo, também teceu críticas à atuação da mídia, que segundo ele, "distorce e divulga opiniões como fatos." Ele também defendeu a realização do evento na sede do Sindicato. "A sociedade sabe que o local para o debate é o sindicato", afirmou.

Já Gilmar Mauro, do MST, foi mais irônico. 'O dia que Folha, Estadão, Abril e Globo falarem bem, nós estamos errados", afirmou. Ele também afirmou que o comportamento da mídia é um aviso para que o governo promova a "democratização da mídia".


sexta-feira, 23 de abril de 2010

A GUERRA SUJA E ORQUESTRADA DA MÍDIA SERRISTA

Do vermelho: Globo, Veja e Folha: o partido político da mídia vai à guerra

Quando aponta-se que há um partido político da mídia que organiza a oposição ao governo Lula, alguns colegas jornalistas ficam indignados por não se acharem partícipes de qualquer movimento. Julgam-se independentes e acusam aqueles que criticam os veículos como governistas e chapas-brancas.

Por Renato Rovai, em seu blog

A ação deste fim de semana que envolveu a Veja (com a capa do Serra de mãozinha no queixo), o jingle da Globo fazendo campanha pelo “Brasil pode mais” em nome dos seus 45 anos (sendo que o número 45 da Globo é igualzinho ao 45 do PSDB) e a pesquisa Datafolha que apresenta números contraditórios com a tendência de outros institutos, é mais uma demonstração de como a mídia comercial é o verdadeiro partido político da oposição demo-tucana.

Sem esses veículos de comunicação, Serra e sua turma teriam chance zero nas próximas eleições. Eles sabem que para que o candidato tucano tenha alguma possibilidade de vitória terão de jogar todas as fichas nele.

Parecem estar dispostos a isso.

A ação da Globo, Veja e Folha não se deu ao mesmo tempo por coincidência. É algo articulado e para testar força. Quase como um ensaio de golpe. Algo muito comum quando os militares buscavam articular a derrubada de um governo democrático na América Latina. Hoje, pesquisas devem estar sendo produzidas para consumo interno com a intenção de verificar se a ação resultou em alguma melhoria para os índices do tucano.

A depender dos resultados, a ação se repetirá talvez em maior escala ou seus rumos podem ser alterados.Por enquanto eles tentaram vender a simpatia de Serra e boas notícias para ele. Os próximos golpes podem (e pelo que indicam serão) ataques ao PT e reportagens acusatórias em relação à candidatura de Dilma. Não foi à toa que Veja, Globo e Folha agiram conjuntamente.

As teses do Instituto Milenium hoje são públicas. Não é preciso ser bidu para saber o que eles pensam da democracia. E para desenhar o que devem fazer no percurso da campanha eleitoral.Preparem-se para uma campanha nojenta. Porque com jingles bonitinhos com artistas falando mais e mais e com capas de revistas em que Serra aparece de mãozinha no queixo não vai dar para melhorar a vida dele.

Ou seja, vai ter guerra.

sábado, 10 de abril de 2010

DILMA NÃO PRECISA FAZER CONTRAPONTO PARA GANHAR DE SERRA


O vermelho é o melhor site de esquerda no Brasil.
O vermelho é uma simpática página na internet mantida pela Associação Vermelho em convênio com o PCdoB.
Quem se identifica com a esquerda acessa e lê sempre o vermelho.
O vermelho tem a cara da esquerda socialista e comunista brasileira, reconhecida quando “milhões de mulheres e homens se engajam na resistência, em nome da paz, do progresso e da liberdade” (Manifesto Vermelho – Proclamação de Compromisso).
Os editores, redatores, colunistas e blogueiros do vermelho tem em comum com os brasileiros: o compromisso com “a independência e soberania de nosso país; com a liberdade e a democracia; com o progresso, os direitos e conquistas sociais, o trabalho e os trabalhadores; com o socialismo e o comunismo; com as bases teóricas e as forças de vanguarda capazes de conduzir estas lutas” (Manifesto Vermelho – Proclamação de Compromisso).
Qual o informativo, jornal, revista ou outro meio de divulgação da direita ultraconservadora?
Pela ordem: O Globo, Estadão e Folha. Veja, Época e Istoé. Rede Globo, Band, SBT, e Record com suas afiliadas.
A sucursal de O Globo no Pará atende pelo nome de O Liberal.
O leitor mais desatento que lê esse jornaleco sem olhar o logo acima da página é tentado a imaginar que se trata de uma publicação do PSDB.
Só falta o emplumado tucano com seu desproporcional bico para ficar caracterizado, de fato, como um tablóide serrista.
O que se mais vê nos jornais piguistas é foto do pré-candidato do PIG à presidência. Quando não, do Gilmar Dantas, por enquanto – ufa! – presidente do STF.
Todavia as publicações pró-Serra do PIG não chama a atenção apenas pelas bajulações aos demotucanos, mas, sobretudo pelos ataques sistemáticos dirigidos contra o Presidente Lula, seu Governo e à ex-Ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
A Mirian Leitão deve submeter seus textos ao Sérgio Guerra antes de publicá-los, tamanho ódio gratuito, quase venal e fortuito neles contidos.
O desrespeito, a virulência, truculência e a falta de pudores na forma que esta senhora trata o Presidente do País e a ele se refere surpreende pela bestialidade e beira os limites da irresponsabilidade de modo à por em prova a liberdade de expressão no Brasil.
Foi essa oposição com a sua mídia que se exacerbou em criticar a Ministra Dilma por esta ter visitado o túmulo de Tancredo Neves.
Tancredo foi somente avô de Aécio Neves e ninguém pode se apropriar de sua memória, muito menos o PSDB.
Senadores e deputados demotucanos que, nada tendo a fazer (como toda a oposição), usam a tribuna das casas legislativas para falar de amenidades.
Eles são uma aberração.
O Zé Inacabado – para usar expressão do Conversa Afiada –oficializa neste sábado sua pré-candidatura à presidência da República mas o cinismo, a dissimulação e a hipocrisia dele e do PIG não permitiam que dissessem que ele sempre fora candidato a candidato dos tucanos, desde da surra que levou do Presidente Lula em 2002.
Em vista disso, desfiaram novo rosário de críticas ao Presidente Lula e a futura candidata petista por ambos participarem de evento organizado por centrais sindicais do ABC paulista.
Os acusam de fazerem o contraponto social, algo como uma tentativa de ao menos embaçar o foco do evento tucano.
Outra falácia.
O que se verifica de fato é o ímpeto da mídia de direita em desencadear uma avalanche de denúncias, críticas acusações contra o Governo sem se preocupar com as mentiras, as injúrias e difamações.
Porque, sobretudo em um jornal do PIG, como disse o poeta, não raro a única coisa verdadeira é a data.
O amarelo e o azul são as cores tucanas.

E, por conseguinte, do PIG.







terça-feira, 9 de março de 2010

PT ACIONA O PIG JUDICIALMENTE. JÁ NÃO ERA HORA

Nota do Partido dos Trabalhadores

Do Blog da Dilma Presidente:

É com perplexidade e absoluta indignação que o Partido dos Trabalhadores vem acompanhando a escalada de ataques mentirosos, infundados e caluniosos por parte de alguns órgãos da imprensa a partir de matéria sensacionalista publicada na última edição da revista Veja.

O mais absurdo desses ataques se deu hoje, terça-feira (9), quando o jornal O Estado de S.Paulo usou seu principal editorial para acusar o PT de ser “o partido da bandidagem” – extrapolando todos os limites da luta política e da civilidade sem qualquer elemento que sustente sua tese.


O PT tem uma incontestável história de lutas em defesa da democracia, da cidadania, da justiça e das liberdades civis. Nasceu dessas lutas, se consolidou a partir delas e, nos governos que conquistou, tem sido o principal promotor da idéia de um Brasil efetivamente para todos, com absoluto respeito às instituições democráticas, às regras do jogo político e ao direito fundamental à liberdade de opinião e expressão.


Para nós, a diversidade de opiniões é a essência não só da democracia, mas também do próprio PT. Devemos a essa característica, em grande parte, o sucesso de nosso projeto de país, cujo apoio majoritário da população se dá em oposição aos interesses da minoria que nos ataca.Nem o PT nem a sociedade brasileira podem aceitar o baixo nível para o qual parte da mídia ameaça levar o embate político às vésperas de mais uma eleição presidencial. O Brasil não merece isso. A democracia não merece isso. A liberdade de imprensa, defendida pelo PT mais do que por qualquer outro partido, não merece que façam isso em nome dela.


O PT não entrará nesse jogo, no qual só ganham aqueles que têm pouco ou nenhum compromisso com a democracia. Mas buscará, pelas vias institucionais, a devida reparação judicial pelas infâmias perpetradas contra o partido e seus milhões de militantes nos últimos dias.


Acionaremos judicialmente o jornal o Estado de S.Paulo, pelo editorial desta terça, e a revista Veja, pela matéria que começou a circular no último sábado. Também representaremos no Conselho Nacional do Ministério Público contra o promotor José Carlos Blat, fonte primária de onde brotam as mentiras, as ilações, as acusações sem prova e o evidente interesse em usar a imprensa para se promover às custas de acusações desprovidas de qualquer base jurídica ou factual.


José Eduardo Dutra
Presidente Nacional do PT