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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A FOLHA E AS FALHAS


O ALMANAQUE da crônica republica postagem do incomparável Conversa Afiada.
E com as esperanças renovadas pelos ares de mudança que andaram soprando pelo Congresso, acha que as máscaras da Folha podem, mesmo, está começando a cair...

Folha x Falha: Caiu a máscara do Otavinho
O Conversa Afiada reproduz press release que recebeu do deputado Paulo Pimenta:

Decisão da justiça no caso Folha x Falha pode criar jurisprudência perigosa sobre liberdade de expressão, avaliam parlamentares
Na tarde desta quarta-feira (26), a Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados promoveu audiência para debater o silêncio da mídia no caso de censura imposto pelo jornal Folha de São Paulo ao blog Falha de S. Paulo. Parlamentares de diversos partidos políticos compareceram à sessão, em uma demonstração de que essa não é uma discussão partidária, conforme tentou induzir o diário paulista nos últimos dias. Os deputados alertaram para um precedente perigoso que pode ser criado no país, dependendo da compreensão da justiça sobre o episódio.

Autor do requerimento para o debate, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) enfatizou que a linha adotada pela Folha põe em risco um direito constitucional. “Estão corretos os que entendem que esse episódio não é algo menor. Como essa é uma ação inédita no Brasil, a decisão da justiça em favor da Folha de S. Paulo criará uma jurisprudência de restrição à liberdade de expressão. Qualquer blog ou veículo alternativo que utilizar da sátira para criticar poderá ser processado e tirado do ar. No futuro, os próprios meios de comunicação serão julgados com base nesse entendimento”, frisou o parlamentar.

“É muito bom quando temos o dono do jornal deixando cair sua máscara, o jogo fica mais claro”

Criador do blog Falha, Lino Bochini criticou, por um lado, a ausência da Folha, mas por outro, afirmou que o jornal paulista “mostrou sua verdadeira face”. Ele, que classificou a ação da Folha com “absurda” e “truculenta”, rebateu as alegações do proprietário e diretor de redação, Otávio Frias Filho, de que o blog Falha não seria sátira nem independente. “É muito bom quando temos o dono do jornal deixando cair sua máscara, o jogo fica mais claro. A Folha mente, o nosso blog era sátira e era independente! A Folha é um jornal que cobra transparência, responsabilidade dos órgãos públicos – o que está correto – mas que foge do debate por meio de uma carta autoritária”, contestou Lino, desafiando que não há na blogosfera nenhum site defendendo a Folha, além do portal do próprio jornal.

“Folha tem pouco a acrescentar no debate sobre liberdade de expressão. Isso explica a ausência de seus representantes”
O 1º Secretário da Federação Nacional dos Jornalistas, Antônio Paulo Santos, que também compôs a mesa de trabalho, afirmou que o que os grandes grupos de comunicação querem é a “liberdade de empresa”. O dirigente da Fenaj criticou, e não isentou o Congresso, pelo fato de no Brasil o setor de comunicação não ter regulação nenhuma. “As tradicionais famílias que dominam a mídia em nosso país trabalham unidas pela desregulamentação do setor. Conseguiram, a partir de muita pressão, que o Congresso arquivasse o projeto de criação do Conselho Federal de Jornalismo, e, por fim, há dois anos, derrubaram o diploma de jornalismo”, resumiu.

A Folha, por meio de nota, já havia antecipado que “declinaria” do convite por “discordar da temática da audiência”. Sobre ausência do jornal paulista, o deputado Pimenta disse que a “Folha de S. Paulo tem pouco a acrescentar no debate sobre liberdade de expressão”, o que, segundo ele, explica a ausência de seus representantes. Ivan Valente (PSOL-SP) considerou que a Folha desrespeitou o Legislativo ao contestar na carta a temática da audiência. “O jornal pode fazer o juízo de valor que quiser sobre o fato, mas não pode deslegitimar a atuação da Comissão de Legislação Participativa e do Poder Legislativo”, criticou.

Parlamentares condenam Folha e apóiam blog Falha

Ao todo, 16 deputados registraram presença no debate. Todos dividiram da mesma preocupação, levantada no início do debate, sobre uma jurisprudência perigosa a ser criada pela justiça no caso de uma decisão favorável ao jornal Folha de São Paulo.

“Se um jornal quiser ter respeito pelo seu público, deveria ter o rabo preso com a verdade”
“A estrutura das empresas de comunicação no Brasil é familiar e secular, isso é ruim para a democracia brasileira. A propriedade cruzada, essa concentração da informação que em outros países não existe, aqui no Brasil pode! A Folha erra ao fazer a defesa da liberdade de expressão, ao mesmo tempo em que não consegue suportar as críticas de um blog. Se um jornal quiser ter respeito pelo seu público, deveria ter o rabo preso com a verdade, e não com o leitor (referindo-se ao antigo slogan da Folha ‘de rabo preso com o leitor’). Lamento que a justiça brasileira, às vezes, tenha definições impróprias sobre alguns temas, daí a necessidade da regulamentação dos meios de comunicação, para não termos um vazio legislativo, que possa, de alguma forma, ameaçar a liberdade de expressão no país”. Ivan Valente (PSOL-SP)

“É errado minimizarmos essa ação de censura, porque ela é muito grave”

“Esse tema não se esgotará, pois não há, aqui, a outra parte. Se não pudermos usar a marca para satirizar, como defende a Folha, o Zorra Total deveria sair do ar, pois faz uma sátira a Presidente Dilma. Se, por acaso, a Presidente pedisse para tirar o quadro do ar, certamente, a Rede Globo reagiria, e a Folha e os grandes jornais do país dariam capa para o assunto. O PCdoB, meu partido, poderia processar a revista Época que trouxe em sua edição desta semana uma montagem com nossa bandeira. Esse episódio criará um parâmetro para as decisões judiciais. Não podemos tratar o caso como se fosse algo isolado, um processo da Folha contra um blog. É errado minimizarmos essa ação de censura, porque ela é muito grave”. Manuela d´Ávila (PCdoB-RS)

“Chama a atenção que a Folha diz que a decisão da justiça de primeira instância é soberana e que o assunto está superado. Não está e o parlamento tem o dever de acompanhar os próximos desdobramentos”. Luiz Couto (PT-BA)

Universitários de Brasília, representantes do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal e do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social também acompanharam a audiência.

“Está claro que, quando o espaço para os dois lados estão garantidos, a Folha prefere silenciar. Liberdade de expressão e liberdade de imprensa têm que conviver com as demais liberdades. Assistimos a grandes grupos fazendo mau uso da liberdade de expressão, o que não se configura no caso do blog Falha de S. Paulo. São os blogs, hoje, que nos garantem a pluralidade da informação, e mesmo assim os gigantes se insurgem contra os pequenos que exercem o direito à crítica”. Mariana Martins – Grupo Intervozes

Convidadas, Associação Nacional dos Jornais (ANJ) não compareceu e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que havia confirmado o nome de Claudismar Zupirolli, Presidente do Tribunal de Ética e Disciplina (OAB-DF), não enviou representante, pois hoje no Supremo Tribunal Federal estava em julgamento a constitucionalidade do exame da ordem dos advogados.

Deputados presentes à audiência:

Dr. Grillo (PSL-MG)
Paulo Magalhães (DEM-BA)
Paulo Pimenta (PT-RS)
Roberto Britto (PP-BA)
José Stédile (PSB-RS)
Miriquinho Batista (PT-PA)
Pedro Uczai (PT-SC)
Vitor Paulo (PRB-RJ)
Weverton Rocha (PDT-MA)
Luiz Fernando (PSDB-SP)
Vaz de Lima (PSDB-SP)
Ivan Valente (PSOL-SP)
Luiz Couto (PT-PB)
Manuela d´Ávila (PCdoB-RS)
Nelson Marchezzan Jr (PSDB-RS)

sábado, 29 de janeiro de 2011

HOSNI MUBARAK É UM DITADOR. E SÓ A GLOBO NÃO SABE


Ditadura arde em chama no Egito


Hosni Mubarak espanca repórteres e mata civis no Egito.
Ataca a liberdade de expressão e bloqueia o acesso à internet.
No Egito o Facebook , o Twitter e outros sites de comunicação foram retirados do ar.
Por determinação do governo, as companhias telefônicas simplesmente cancelaram o número de telefones de ativistas.

Mas nada tem impedido o crescimento dos protestos exigindo a renúncia do ditador egípcio.
Por conta das manifestações a polícia já matou mais de 70 pessoas e feriu outras duas mil em todo país.
Hosni Mubarak é ex-militar da Aeronáutica e está há três décadas no poder.
Ele impôs o toque de recolher das dezesseis às oito horas da manhã, nas principais cidades do Egito, incluindo Cairo, a capital, e Alexandria.
Esse é o seu sexto mandado consecutivo.
E até agora o JN não disse que Mubarak é um ditador.

(A Folha.com (viva!) já não tem dúvida quanto a isso!).

Porque o Egito é o maior aliado dos EUA no mundo árabe.
E os EUA são seu principal aliado do Ocidente.
Os EUA apóiam governos antidemocráticos de países do Oriente Médio e norte da África, em especial o Egito, para o qual envia bilionária ajuda militar.

Esse filme já foi visto em Bagdá.

O enviado da Globo ao Cairo, Ari Peixoto, entende que o clima é festivo.
Segundo ele, o Exército tomou as ruas em substituição à polícia.
E isso teria deixado a população feliz.
Porque o Exército não bate tanto quanto a polícia.
O povo quebra um toque de recolher, apanha, é atacada com jatos de água, bala de borracha e gás lacrimogêneo e o repórter global acha tudo divertido.
Divertido para quem observava tudo do 17º andar de um hotel, como ele.

Obama, agora, se ver na constrangedora situação de pedir que seu parceiro cumpra o que prometeu.
Os EUA muniram de armas e dólares o Egito e ajudaram a implantar ali um regime ditatorial que já dura 30 anos.
Mudar o regime sem mudar quem o dirige e lidera parece não ser tarefa das mais simples.

A Secretária de Estado Americana, Hillary Clinton, sabe disso.
Hosni Mubarak pode estar com os dias contados.
É com isso que o povo egípcio conta.
E o mundo espera.













quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

ASSANGE É O HOMEM DO ANO DO MUNDO


Ele deu uma sonora goleada no Obama



Folha Uol: Jornal francês "Le Monde" elege criador do WikiLeaks como "homem do ano"

A imprensa internacional - ao contrário da nossa tupiniquim - se rendeu,  ao homem perseguido e preso a mando da maior democracia do mundo.
Aquele a quem Lula defendeu ao questionar o silêncio dos meios de comunicação sempre tão vorazes na defesa da liberdade de expressão.
A mídia brasileira que criou o "golpe democrático" em Honduras para justificar seu apoio à derrubada de Manoel Zelaya é a mesma que agora se revela a favor do cerceamento da liberdade de informação, da prisão de Assange e do fechamento do seu site.
O correspondente da Globo em Londres, mediocramente cunhou a expressão "excesso de informação" para acusar o dono do WikiLeaks de violar a lei por ter divulgado e-mails da diploacia americana, como se a publicação de fatos e verdades de interesse público fosse uma violação ao estado democrático de direito.
A mídia brasileira só não esperava levar pela cara o tapa que Lula lhe deu ao cobrar o mesmo rigor na defesa intrasigente da liberdade de expressão por esta suscitada ao longo da campanha eleitoral.
A eleição de Assange como "homem do ano" por um dos maiores jornais do mundo, não pode deixar de conferir honras ao Presidente Lula pela sua clareza e coragem ao defender Assange e desmascarar a hipocrisia de uma mídia combalida e parcial que usa dois pesos e duas medidas, de acordo com seus interesses e conveniências.
Julian Assange foi escolhido o "homem do ano" pela redação do prestigiado jornal francês "Le Monde", que dedicará a capa e um artigo biográfico ao fundador do site WikiLeaks em seu suplemento semanal a ser publicado nesta sexta-feira (24).

O diário é uma das publicações de grande circulação que se associou com o WikiLeaks para publicar milhares de documentos secretos da diplomacia americana.

Assange, que passou nove dias em uma prisão britânica no início de dezembro, encontra-se atualmente em liberdade condicional com a ameaça de ser extraditado à Suécia, país que o acusa por supostos crimes de agressões sexuais contra duas mulheres, que o processam por ter supostamente imposto a prática de relações sexuais sem preservativo.

Os internautas do "Le Monde" também elegeram Assange como "homem do ano", com 56,2% dos votos, na frente do Prêmio Nobel da Paz Liu Xiaobo (22,3%) e do americano Mark Zuckerberg (6,9%), fundador do Facebook.

REVISTA "TIME"

A revista americana "Time" nomeou na última semana Mark Zuckerberg como "homem do ano", apesar dos leitores da publicação terem escolhido Assange.

Assange bateu personalidades como Lady Gaga, o presidente americano, Barack Obama, e os 33 mineiros resgatados no Chile.

Segundo a "Time", Assange recebeu 382.024 dos 1.249.425 votos, em um primeiro lugar folgado. O segundo lugar ficou com o premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, com 233.639 votos.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O GOLPISMO ESTÁ NO AR

Surpreso, descobri a matéria abaixo publicada no Estadão sobre o ato realizado pelo Centro de Estudos Barão de Itararé, no auditório do Sindicato dos Jornalistas, na noite desta quinta feira, em SP.

Estadão: Entidades e partidos criticam 'golpismo midiático' e defendem controle social da mídia

Para jornalista, imprensa é parcial ao cobrir as eleições; ex-prefeita Luiza Erundina vê 'macarthismo' na ação da mídia

Em ato realizado no Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo nesta quinta-feira, 23, partidos e entidades criticaram o que chamam de 'golpismo midiático' e defenderam o 'controle social' da mídia. Estiveram presentes ao ato representantes da coligação que apoia a candidata Dilma Rousseff (PT) e de centrais sindicais, além de outras entidades.

Para ela, o 'golpismo midiático' se explica porque "deu certo o governo do primeiro presidente operário e porque vamos eleger a primeira mulher presidente do Brasil". E acrescenta "vamos ficar vigilantes, eles vão tentar tudo."

Cobertura 'enviesada'

Altamiro Borges, que preside Centro de Estudos de Mídia Independente Barão de Itararé, entidade que organizou o ato, esclareceu confusão que teria ocorrido na divulgação do evento. Segundo ele, o ato não foi contra a mídia. Segundo ele, parte da imprensa (os debatedores, em geral, citavam o Estado, a Globo, a Folha e a Abril), faz uma cobertura 'enviesada' "Claro que tem que apurar o caso da Erenice Guerra, mas não falam dos problemas da filha do Serra. Porque isso não dá manchete?", diz referindo-se à denúncia feita pela revista Carta Capital, que acusa Verônica Serra de ter violado o sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros.
Ele afirma que não está sendo proposto um "controle de mídia, termo já estigmatizado", mas sim "que a sociedade possa participar democraticamente na construção de uma comunicação mais democrática e pluralista."

Para ele, quem é contra a imprensa "são os donos das empresas, como já foram no passado ao defenderem o golpe, ao defenderem a ditadura. Continuam sendo ao defenderem golpe na Venezuela, em Honduras." Além disso, "eles fazem uma confusão grotesca, ao confundir liberdade de expressão com liberdade de imprensa e liberdade de imprensa com liberdade de empresa. Então o monopólio tem liberdade para mentir, para dissimular, para caluniar e nós não podemos fazer nem uma manifestaçãozinha?", questiona.

Ele teme que as denúncias surtam efeito no processo eleitoral. "A eleição não está decidida, quem colocar salto alto pode se arrebentar. Acaba surtindo efeito no setor médio da sociedade, que é muito influenciada pelo noticiário. Em 2006, esse setor médio, naquela onda de denúncias dos aloprados, conseguiu reverter quase 5% dos votos. Foi o que forçou o segundo turno".

Para ele, há dois fatores para que essa influência não seja maior. Primeiro, a comparação com o governo FHC e a constatação de que o governo Lula seria melhor. E além disso, a disseminação de outros blogs e outras fontes de informação que acabam fazendo um contraponto. Altamiro classifica setembro de 2010 como um dos períodos 'mais tristes da imprensa brasileira' e qualifica sua ação como 'nojenta'. Altamiro vê quatro objetivos centrais nessa ação: garantir o segundo turno; estancar a 'onda vermelha' nos Estados, que mudaria a composição do Congresso; deslegitimar um eventual governo Dilma; e tornar o eventual governo Dilma refém da agenda da mídia.

"Local para o debate é o sindicato"

O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e secretário geral da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), José Augusto Camargo, também teceu críticas à atuação da mídia, que segundo ele, "distorce e divulga opiniões como fatos." Ele também defendeu a realização do evento na sede do Sindicato. "A sociedade sabe que o local para o debate é o sindicato", afirmou.

Já Gilmar Mauro, do MST, foi mais irônico. 'O dia que Folha, Estadão, Abril e Globo falarem bem, nós estamos errados", afirmou. Ele também afirmou que o comportamento da mídia é um aviso para que o governo promova a "democratização da mídia".


quinta-feira, 22 de julho de 2010

O SERRA É MAIS QUE DEZ. ELE É SEM: SEM YEDA, SEM POVO E SEM VOTO

Não tem ninguém do povo aí
Deu no Vermelho, a esquerda bem informada: Serra faz ato em Porto Alegre sem Yeda, sem povo, mas muita mídia


O candidato da oposição esteve hoje em Porto Alegre e realizou atividades de campanha sem a presença da governadora do Estado, a tucana Yeda Crusius. A assessoria do tucano havia divulgado que os dois realizariam uma caminhada pelo centro da cidade, mas houve apenas um encontro rápido entre os dois na Rua da Praia. Em seguida o candidato tucano concedeu entrevistas e continuou a campanha sem a presença da correligionária.


Oficialmente, a assessoria de imprensa justificou a ausência de Yeda devido ao fato da caminhada ser realizada durante o horário do expediente.

Yeda Crusius enfrentou forte resistência da cúpula tucana para se lançar à reeleição. A direção nacional do PSDB avaliava que os altos índices de rejeição da gestão tucana poderiam atrapalhar a candidatura de Serra no estado, considerado estratégico na região sul do país.

Na última pesquisa IBOPE sobre a disputa estadual, divulgada no dia 10 de julho, o candidato do PT, Tarso Genro, lidera a disputa com 39% das intenções de voto, seguido pelo ex-prefeito da capital José Fogaça (PMDB) com 29% enquanto a tucana amarga um terceiro lugar com 15% das intenções de voto.

A caminha inicialmente prevista para terminar no Mercado Público, foi encurtada e acabou na chamada Esquina Democrática. Além dos parlamentares tucanos, alguns peemedebistas também acompanharam o cortejo serrista como o deputado federal Osmar Terra, ex-secretário de saúde estadual.

Apesar do candidato da oposição ter tentado criar “fatos políticos” durante a caminhada, como a entrada em uma farmácia para perguntar se ali são vendidos genéricos, a recepção popular foi fria como o inverno gaúcho.

Mesmo os veículos da grande imprensa que acompanharam a atividade destacaram a falta de empolgação da população.

Segundo a jornalista Leticia Duarte, do jornal Zero Hora “o empurra-empurra é grande entre a imprensa, mas o povo interage pouco com Serra nas ruas”, declarou a repórter pelo microblog Twitter.

"Liberdade total de imprensa"

A fria recepção da população em contraste com a empolgação da imprensa pode ser explicada pela reafirmação do compromisso de Serra com a mídia. Serra declarou que ao contrário da candidata do PT, Dilma Rousseff, seu compromisso é com a “liberdade total para a imprensa”.

"Minha posição de ontem, hoje e amanhã é a liberdade total de imprensa. O que não significa que você está sempre de acordo com tudo. Mas a imprensa é fundamentalmente livre" afirmou.

Sem citar nomes, Serra criticou a proposta da adversária petista no que se refere aos meios de comunicação. Segundo ele, há a intenção de impedir a liberdade de imprensa. De acordo com o candidato, o PT aprovou um programa de governo, que conta com o apoio de Dilma, que tenta “coagir” a mídia.

Ontem (21), em entrevista à TV Brasil, Dilma falou do assunto e deu uma estocada em Serra. "Sou contrária ao controle do conteúdo (da mídia). O que é inadmissível é a censura à imprensa. É inadmissível alguém usar sua posição e ligar para o editor de um jornal e pedir punição para jornalista. Antes de falar em liberdade de imprensa tem que garantir a liberdade do jornalista e o direito de expressão", disse a ex-ministra, sabendo que José Serra é conhecido nos bastidores da política por sua constante irritação com jornalistas. Há muitos relatos de profissionais da imprensa que dizem que Serra liga para os editores pedindo punição para jornalistas que falam ou escrevem coisas que o desagradam.

De Porto Alegre,
Gustavo Alves
colaborou: Cláudio Gonzalez

sábado, 10 de abril de 2010

DILMA NÃO PRECISA FAZER CONTRAPONTO PARA GANHAR DE SERRA


O vermelho é o melhor site de esquerda no Brasil.
O vermelho é uma simpática página na internet mantida pela Associação Vermelho em convênio com o PCdoB.
Quem se identifica com a esquerda acessa e lê sempre o vermelho.
O vermelho tem a cara da esquerda socialista e comunista brasileira, reconhecida quando “milhões de mulheres e homens se engajam na resistência, em nome da paz, do progresso e da liberdade” (Manifesto Vermelho – Proclamação de Compromisso).
Os editores, redatores, colunistas e blogueiros do vermelho tem em comum com os brasileiros: o compromisso com “a independência e soberania de nosso país; com a liberdade e a democracia; com o progresso, os direitos e conquistas sociais, o trabalho e os trabalhadores; com o socialismo e o comunismo; com as bases teóricas e as forças de vanguarda capazes de conduzir estas lutas” (Manifesto Vermelho – Proclamação de Compromisso).
Qual o informativo, jornal, revista ou outro meio de divulgação da direita ultraconservadora?
Pela ordem: O Globo, Estadão e Folha. Veja, Época e Istoé. Rede Globo, Band, SBT, e Record com suas afiliadas.
A sucursal de O Globo no Pará atende pelo nome de O Liberal.
O leitor mais desatento que lê esse jornaleco sem olhar o logo acima da página é tentado a imaginar que se trata de uma publicação do PSDB.
Só falta o emplumado tucano com seu desproporcional bico para ficar caracterizado, de fato, como um tablóide serrista.
O que se mais vê nos jornais piguistas é foto do pré-candidato do PIG à presidência. Quando não, do Gilmar Dantas, por enquanto – ufa! – presidente do STF.
Todavia as publicações pró-Serra do PIG não chama a atenção apenas pelas bajulações aos demotucanos, mas, sobretudo pelos ataques sistemáticos dirigidos contra o Presidente Lula, seu Governo e à ex-Ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
A Mirian Leitão deve submeter seus textos ao Sérgio Guerra antes de publicá-los, tamanho ódio gratuito, quase venal e fortuito neles contidos.
O desrespeito, a virulência, truculência e a falta de pudores na forma que esta senhora trata o Presidente do País e a ele se refere surpreende pela bestialidade e beira os limites da irresponsabilidade de modo à por em prova a liberdade de expressão no Brasil.
Foi essa oposição com a sua mídia que se exacerbou em criticar a Ministra Dilma por esta ter visitado o túmulo de Tancredo Neves.
Tancredo foi somente avô de Aécio Neves e ninguém pode se apropriar de sua memória, muito menos o PSDB.
Senadores e deputados demotucanos que, nada tendo a fazer (como toda a oposição), usam a tribuna das casas legislativas para falar de amenidades.
Eles são uma aberração.
O Zé Inacabado – para usar expressão do Conversa Afiada –oficializa neste sábado sua pré-candidatura à presidência da República mas o cinismo, a dissimulação e a hipocrisia dele e do PIG não permitiam que dissessem que ele sempre fora candidato a candidato dos tucanos, desde da surra que levou do Presidente Lula em 2002.
Em vista disso, desfiaram novo rosário de críticas ao Presidente Lula e a futura candidata petista por ambos participarem de evento organizado por centrais sindicais do ABC paulista.
Os acusam de fazerem o contraponto social, algo como uma tentativa de ao menos embaçar o foco do evento tucano.
Outra falácia.
O que se verifica de fato é o ímpeto da mídia de direita em desencadear uma avalanche de denúncias, críticas acusações contra o Governo sem se preocupar com as mentiras, as injúrias e difamações.
Porque, sobretudo em um jornal do PIG, como disse o poeta, não raro a única coisa verdadeira é a data.
O amarelo e o azul são as cores tucanas.

E, por conseguinte, do PIG.







quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

NÃO EXISTEM FRONTEIRAS PARA O OLIGOPÓLIO DO PIG. NEM O PIG TEM FRONTEIRAS

Do Conversa Afiada:

Folha e Globo atacam internet. Itália de Berlusconi ataca o Google

25/fevereiro/2010 18:26

Saiu no New York Times, na primeira página desta quinta-feira: Itália condena três funcionários do Google em caso de privacidade.
O Google postou um vídeo em que três adolescentes batiam num menor com síndrome de Down.
O vídeo ficou no ar dois meses, foi muito acessado e o Google tirou do ar duas horas depois de a Justiça determinar.
A lei italiana responsabiliza funcionários e editores de empresas de mídia por crimes que a publicação tenha cometido.

A Itália tem uma das tarifas de comunicação na internet mais baixas da Europa.
Por pressão do primeiro ministro Berlusconi, dono do maior conglomerado de mídia do país, entre televisão, jornais e revistas – uma espécie de Globo italiana – o Parlamento analisa várias leis para restringir o uso da internet.

A história é velha.
Aqui no Brasil, Eduardo Azeredo (o do mensalão tucano) e Marco Maciel (que serviu a todos os governos, menos o do PT) tentaram imobilizar a internet brasileira.
(Para defender os interesses de quem, amigo navegante ?)
(É bom não esquecer que Marco Maciel é autor do projeto de lei que deu a Medalha da Comunicação a Roberto Marinho …)

Foi preciso o presidente Lula vetar o que eles tramaram.
Na China, o Google sofre com invasões de hackers sofisticados que querem identificar dissidentes que participem de salas de bate papo, no Google.
É por isso que a Folha(*) e o PiG (**) são contra a expansão da banda larga e o acesso dos pobres.
A internet é o novo campo de batalha da liberdade de expressão.

Paulo Henrique Amorim