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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

OS IMPÉRIOS CAEM – UM A UM

Liberdade ao Egito, e ao mundo


É pálida e tendenciosa – para não dizer vergonhosa – a cobertura da mídia nacional ao levante popular pela renúncia do ditador do Egito, Hosni Mubarak.
A revolução com mais de um milhão de pessoas está nas ruas egípcias.
E contra ela a vassalagem da imprensa nativa brasileira.
O G1 é simplesmente ridículo e passional - como a Globo.

(A grande imprensa brasileira está como sempre esteve: a serviço dos interesses imperialistas americanitistas).

A Globo usa luvas de seda ao se referir à múmia egípcia, Mubarak.
E – como em Honduras – fez predileção pela ditadura, elegendo como baderneira a população defensora da democracia.
A Globo não vê, além de Fidel Castro e Hugo Cháves nenhum outro ditador no mundo.
Ganha um doce quem primeiro ver o Alexandre Garcia chamar Mubarak de ditador no “Bom Dia Brasil”.
Ele prefere analisar a “vergonhosa” e “desumana” situação das delegacias de polícia no Brasil.

Delegacias que em São Paulo tem uma estrutura funcional exemplar.
Exceto pelo fato de o cidadão levar até oito horas para fazer um boletim de ocorrência.
E o que esperar do Arnaldo Jabor e da Mirian Leitão?

Na verdade, mesmo, a mídia vassala está tão perdida quanto o seu senhor.
Os EUA perderam o foco e não sabem ao certo o que dizem e fazem.
Ora tendem a agradar as autocracias árabes.
Ora pedem uma transição pacífica no Egito.

A Hillary fala uma linguagem ininteligível que a mídia se estrebucha para entender.
E que nem o próprio chefe da Casa Branca entende.

A maior característica do país de Obama é financiar o armamento militar de ditadores ao redor do mundo, em troca de suas riquezas petrolíferas, especificamente no Oriente Médio.
Os estadunidenses pensam ser capazes de dar e desatar todos os nozes.
Mas tem sido praxe a prática do tiro no próprio pé.

A Casa Branca sequer consegue criticar um regime autoritário do qual é incentivadora e parceira.
Pouco a pouco os totalitaristas vão caindo e com eles a decadência do imperilismo americana se torna cada vez mais visível.

Mubarak dá sinais de recuo.
E anuncia que concorrerá às próximas eleições previstas para setembro.
Os egípcios não querem também que o filho de Mubarak, Gamal, seja candidato.
As eleições serão antecipadas no Egito.
É a queda do regime autoritário.
De mais um império.
É a vitória do povo.

A vitória da democracia.
E a derrocada de mais um ditador.
Viva a revolução popular!

























sábado, 29 de janeiro de 2011

HOSNI MUBARAK É UM DITADOR. E SÓ A GLOBO NÃO SABE


Ditadura arde em chama no Egito


Hosni Mubarak espanca repórteres e mata civis no Egito.
Ataca a liberdade de expressão e bloqueia o acesso à internet.
No Egito o Facebook , o Twitter e outros sites de comunicação foram retirados do ar.
Por determinação do governo, as companhias telefônicas simplesmente cancelaram o número de telefones de ativistas.

Mas nada tem impedido o crescimento dos protestos exigindo a renúncia do ditador egípcio.
Por conta das manifestações a polícia já matou mais de 70 pessoas e feriu outras duas mil em todo país.
Hosni Mubarak é ex-militar da Aeronáutica e está há três décadas no poder.
Ele impôs o toque de recolher das dezesseis às oito horas da manhã, nas principais cidades do Egito, incluindo Cairo, a capital, e Alexandria.
Esse é o seu sexto mandado consecutivo.
E até agora o JN não disse que Mubarak é um ditador.

(A Folha.com (viva!) já não tem dúvida quanto a isso!).

Porque o Egito é o maior aliado dos EUA no mundo árabe.
E os EUA são seu principal aliado do Ocidente.
Os EUA apóiam governos antidemocráticos de países do Oriente Médio e norte da África, em especial o Egito, para o qual envia bilionária ajuda militar.

Esse filme já foi visto em Bagdá.

O enviado da Globo ao Cairo, Ari Peixoto, entende que o clima é festivo.
Segundo ele, o Exército tomou as ruas em substituição à polícia.
E isso teria deixado a população feliz.
Porque o Exército não bate tanto quanto a polícia.
O povo quebra um toque de recolher, apanha, é atacada com jatos de água, bala de borracha e gás lacrimogêneo e o repórter global acha tudo divertido.
Divertido para quem observava tudo do 17º andar de um hotel, como ele.

Obama, agora, se ver na constrangedora situação de pedir que seu parceiro cumpra o que prometeu.
Os EUA muniram de armas e dólares o Egito e ajudaram a implantar ali um regime ditatorial que já dura 30 anos.
Mudar o regime sem mudar quem o dirige e lidera parece não ser tarefa das mais simples.

A Secretária de Estado Americana, Hillary Clinton, sabe disso.
Hosni Mubarak pode estar com os dias contados.
É com isso que o povo egípcio conta.
E o mundo espera.