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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

DO JEITO QUE VAI, O PIG VAI DEMITIR A DILMA



Todo os prognósticos apontam para isso.
Jamais se viu antes um governo tão refém de uma mídia fétida e corrosiva como o da Presidenta Dilma.
Ela superou em muito seu antecessor.
E se supera em matéria de mediocridade e covardia a cada nova capa de "Veja" ou reporcagem do Jornal Nacional.
Dilma vai apenas carimbar a demissão do Lupi.
Porque quem o demitiu foi o PIG.
A Dilma não demite ninguém.
E, se não reagir, vai acabar sendo demitida.
Pelo Pig.
Quando - e se o - PIG assim o desejar.

Do imbatível Paulo Henrique Amorim, no insuperável Conversa Afiada.

Por que o PT não defendeu Lupi ?
Porque tem medo do PiG
Se depender dele, coitada ...

Que o senador Cristovão Buarque, do partido de Lupi, tenha feito o jogo do PiG, não surpreende: Buarque foi o primeiro traíra da era Lula.
Demitido do Ministério da Educação, mudou-se para a pseudo oposição e atrapalhou a re-eleição de Lula em 2006.

Ajudou a levar a eleição para o segundo turno, com a decisiva ajuda do jornal nacional do Ali Kamel – clique aqui para ler “O primeiro golpe já houve – falta o segundo”.

Buarque abriu a porta para Bláblárina Silva, que, demitida, aderiu ao Cerra, com a roupagem do Verde (que mais tarde abandonou, também).

Também não surpreende que Eduardo Suplicy tenha feito o jogo do PiG, e tentar levar Lupi ao cadafalso: Suplicy é um tucano tipicamente paulista, ainda que filiado ao PT.

Não se tem notícia de nenhum ato de Suplicy, em sua longa carreira política, que despertasse apreensão na elite paulista.

Agora, amigo navegante, por que o PT não foi ao Senado defender enfaticamente o Ministro Lupi, do Governo Dilma ?

Porque o PT tem medo do PiG.
Especialmente da Globo.
E, de todas as crises de ministros da Presidenta, em nenhuma ficou tão claro que se tratava de uma batalha entre o Ministro e o PiG.

Inicialmente a Veja, esse detrito de maré baixa, e, depois, todo o PiG e seus colonistas.
O PiG queria a cabeça do Lupi.
E, pouco a pouco, se aproximar da cabeça presidencial.
O “crime” do Lupi é uma irrelevância.
Não caracteriza um “malfeito”.

É, sim, uma demonstração de que o Ministro é um mau administrador e se deixou enredar num episódio condenável.
O Ministro achou que podia enfrentar o Golpe do PiG com meia duzia de bravatas.
E não se preparou para enfrentar a grave crise em que meteu o Governo.
Mas, e dai?

Nada disso justifica a demissão, nas circunstâncias em que o PiG determinasse.
E por que o PT se omitiu ?
Porque o Ministro Bernardo é do PT !
Porque, diante da batalha PiG x Lupi, o PT do Bernardo piscou e fugiu.

Coragem teve o senador Inácio Arruda, que convidou o Lupi para integrar o movimento do Congresso pela Ley de Medios.
O PT enfiou a Ley de Medios no programa do Partido.

Mas, na hora de entrar na jaula, com a Globo … bem, aí, prevalece a oratória de Cícero: a do senador Suplicy.
É o que de melhor tem o PT para enfrentar o Golpe.
Se depender do PT-Suplicy, o PiG derruba a Dilma fácil, fácil.


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O BRASIL ESTÁ CANSADO DO CANSEI

Quantos segundos o jn deu para a multidinha?

Do Conversa Afiada, do incansável Paulo Henrique Amorim - PHA

Mais uma vez Kotscho desmascara o Cansei

O Conversa Afiada reproduz post do Balaio do Kotscho:

Por que os protestos fracassam em todo o país?
O que houve? Ou melhor, por que não houve?
Apareceram apenas 150 “protestantes” na Cinelândia, Rio de Janeiro, na manifestação anticorrupção organizada por cinco entidades em redes sociais.
Em São Paulo, na avenida Paulista, outros cinco movimentos (Nas Ruas, Mudança Já, Pátria Minha, Marcha Pela Ética e Lojas Maçônicas) juntaram apenas 200 pessoas. Na Boca Maldita, em Curitiba, o grupo Anonymous reuniu 80 pessoas.

A maior concentração de manifestantes contra a corrupção foi registrada na praça da Liberdade, em Belo Horizonte, calculada em 1.500 pessoas, segundo a Polícia Militar. E, a menor, ocorreu em Brasília, onde 30 gatos pingados se reuniram na Esplanada dos Ministérios.

Será que a corrupção é maior em Minas do que em Brasília? Juntando tudo, não daria para encher a Praça da Matriz da minha querida Porangaba, cidade pequena porém decente.

Desta vez, nem houve divergências sobre o número de manifestantes. Eram tão poucos no feriadão de 15 de novembro que dava para contar as cabeças sem ser nenhum gênio em matemática.

Até os blogueiros mais raivosos que, na véspera, anunciaram “protestos em 37 cidades de todo o país”, com horário e local das manifestações, parecem ter abandonado o barco. Não se tocou mais no assunto.
Parece que a sortida fauna que organiza protestos “contra tudo o que está aí” desde o feriadão de 7 de setembro já se cansou.

Os organizadores colocaram a culpa na chuva, mas não conseguem explicar como, no mesmo dia, sob a mesma chuva, 400 mil pessoas foram às compras na rua 25 de Março e 40 mil fiéis se reuniram a céu aberto no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, numa celebração evangélica.
Nem se pode alegar falta de assunto, já que a velha mídia não se cansa de dar manchetes todos os dias sobre os “malfeitos” do governo, com destaque no momento para o Ministério do Trabalho do impoluto Carlos Lupi.

Na minha modesta opinião, o fracasso destas manifestações inspiradas na Primavera Árabe e nos protestos contra o capitalismo selvagem nas capitais européias e nos Estados Unidos, reside na falta de objetivos e de sinceridade dos diferentes movimentos que se apresentam como “apartidários” e “apolíticos”, como se isto fosse possível.

Pelo jeito, o povo brasileiro está feliz com o país em que vive _ e, por isso, só vai às ruas por um bom motivo, não a convite dos antigos “formadores de opinião”.

Afinal, todos somos contra a corrupção _ até os corruptos, para combater a concorrência, certamente _, mas esta turma é mesmo contra o governo. Basta ver quem são seus arautos na imprensa, que hoje abriga o que sobrou da oposição depois das últimas eleições presidenciais.

Dilma pode demitir todos os ministros e fazer uma faxina geral na máquina do governo que eles ainda vão querer mais, e continuarão “convocando o povo” nas redes sociais. Valentes de internet, não estão habituados a enfrentar o sol e a chuva da vida real.

Ao contrário do que acontece em outros países, estes eventos no Brasil são mais um fenômeno de mídia do que de massas _ a mesma grande mídia que apoiou o golpe de 1964 e escondeu até onde pode a Campanha das Diretas Já, em 1984 (com a honrosa exceção da “Folha de S. Paulo”, onde eu trabalhava na época).

Eles não enganam mais ninguém. O povo não é bobo faz tempo.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O ESPETÁCULO DO TEMPO

É espetacular!


Tempo como serviço, não como espetáculo

Não é nenhuma novidade: a cada tragédia, e o PIG lança mão de seu arsenal de fuzilamento contra o Governo.
Lula foi o responsável pelo choque em pleno ar do boing da Gol com o Legacy da Embraer.
O nordestino de Garanhuns não controlou o jato da TAM que não parou e pegou fogo em Guarulhos.
Foi Dilma - e não Deus, como em São Paulo - com a "ajuda" de Lula que fez desmanchar com água vinda do céu os morros cariocas.
Pior: Dilma não avisou a população que a morte estava chegando.
Assim como o próprio PIG.
Esta postagem, extraída da Carta Maior, do professor da USP, o jornalista Laurindo Filho bota a mão nessa ferida.
O PIG, sem nenhum princípio ético e moral, faz uso político de uma tragédia e expõe milhares de vítimas ao constrangimento.

Quantas vidas não poderiam ter sido salvas se, em vez colocar no ar o Ratinho ou o Big Brother, as emissoras tivessem avisado à população de que fortes chuvas estavam previstas para a serra fluminense na noite anterior à tragédia, com instruções dos poderes públicos sobre como agir.

Laurindo Lalo Leal Filho

Todas as redes comerciais de televisão no Brasil têm as suas moças do tempo. São herdeiras, em São Paulo, do Narciso Vernizzi, o primeiro “homem do tempo” da rádio Jovem Pan.

Elas surgem do nada, entre uma notícia e outra, aparecem no canto da tela e caminham para o centro, mostrando mais que o tempo as suas belas curvas.

Em casa, o telespectador vê atrás das moças as indicações do clima e da temperatura em todo o Brasil. Com algumas variações, esse tipo de informação é universal. O canal mundial da BBC mostra o tempo em várias partes do mundo, sem as moças.

São informações úteis, mas limitadas. Ajudam a sair de guarda-chuva no dia seguinte ou, aos viajantes, a escolha do que colocar na mala. Não sei se informações tão superficiais e genéricas contribuem para decisões mais importantes, como dos agricultores, por exemplo.

Apesar do avanço da internet, o rádio e a televisão ainda são os mais eficientes e abrangentes serviços públicos de informação. Não há outro meio que consiga falar de forma tão rápida para milhões de pessoas ao mesmo tempo.

Em momentos críticos tornam-se imprescindíveis. Pena que, por aqui, são pouco usados nesse tipo de prestação de serviços.

No caso de tragédias, como as deste início de ano, ao invés de moças desfilando à frente de ilustrações artísticas, deveríamos ter as programações interrompidas.

Em seu lugar seriam formadas cadeias nacionais ou locais de rádio e TV, antes das catástrofes, dando orientações seguras para a população. Sem pânico, mas com precisão e firmeza. E não generalizando com frases do tipo “chove no litoral do nordeste”.

Trata-se de um de trabalho que deve ser o mais localizado possível, com o envolvimento articulado dos serviços de meteorologia, da defesa civil e do jornalismo, na produção das informações.

Quantas vidas não poderiam ter sido salvas se, em vez de colocar no ar o Ratinho ou o Big Brother, as emissoras tivessem avisado à população de que fortes chuvas estavam previstas para a serra fluminense na noite anterior à tragédia, com instruções dos poderes públicos sobre como agir.

Ou, no caso, de São Paulo que vias deveriam ser evitadas na iminência dos temporais, já que não há segredo nessa cidade sobre onde se localizam os eternos pontos de alagamento.

Para obter mais eficiência, esse serviço deveria ter seu foco nas informações locais. Dai a importância da regionalização das programações de rádio e TV, tão combatida pelos concessionários do setor.

No entanto são elas que darão às emissoras regionais e locais experiência, tanto na produção como na técnica, para enfrentar com competência situações extraordinárias.

Nem todos se salvariam, é verdade. Mas, com certeza, os danos seriam menores.

Furacões violentos que varrem o Caribe todos os anos causam grandes estragos materiais em Cuba, mas pouquíssimas vítimas.

Simplesmente porque as autoridades estabelecem planos precisos para a retirada da população das áreas criticas e a orientam através do rádio e da TV, com razoável antecedência, sobre as medidas que devem ser tomadas.

Muitos navios não foram à pique na costa brasileira graças ao programa radiofônico “A Voz do Brasil”. A seção “Aviso aos navegantes” informava todos os dias, minuciosamente, as condições das bóias de luz, sinalizadoras dos perigos naturais existentes no mar.

Era o rádio atuando como serviço público numa época de recursos eletrônicos muito limitados, se comparada aos hoje existentes.

Satélites transmitem informações meteorológicas com alto grau de precisão e as redes de rádio e TV cobrem todo o território nacional.

Falta apenas articular esses dois serviços com planos nacionais e locais de prevenção à catástrofes naturais.

No caso das enchentes no sudeste e centro-oeste, trata-se de problema datado, de dezembro a março. Há todo o resto do ano para o trabalho de planejamento e articulação.

Quem toma a iniciativa?

Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP. É autor, entre outros, de “A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão” (Summus Editorial). Twitter: @lalolealfilho.



segunda-feira, 8 de novembro de 2010

PORQUE ELES ODEIAM O ENEM

Conversa Afiada: O PiG e o Serra odeiam o ENEM por causa dos pobres

O Estadão de hoje dedica a capa e duas páginas – A15 e A16 a desmoralizar o ENEM.
Uma desmoralização arrasadora.
É porque 0,04% dos alunos VOLUNTARIAMENTE inscritos na prova talvez venham a refazê-la, por causa de uma troca do cabeçalho de alguns cartões de resposta.
0,04% !

Que horror!

Foram 4,6 milhões estudantes inscritos e talvez 2 mil tenham a possibilidade de refazer a prova.
Ontem, o UOL e a Folhaonline bradaram o dia inteiro contra a “inépcia” do ENEM.

A Folha (**), se entende.

Ano passado, as provas vazaram da gráfica da Folha, que foi devidamente afastada da concorrência deste ano.

O Estadão se acha na obrigação, todo ano, de desmoralizar o ENEM.
Como fez no ano passado, com a divulgação do vazamento.
Por que o Estadão, a Folha (**) e o Serra são contra o ENEM ?
Ano passado, com o vazamento na gráfica da Folha, o Serra, célere, tirou as universidades de São Paulo do ENEM – para acentuar o “fracasso” do Governo Lula.

Qual é o problema deles com o ENEM ?

O Governo Fernando Henrique instituiu o ENEM para copiar o SAT americano: o vestibular único em todo o país, para facilitar o acesso às universidades federais e o deslocamento de estudantes pelo país afora.
O que tem a vantagem de baratear dramaticamente o sistema.
Antes – como em São Paulo, hoje – cada “coronel” faz o seu vestibular e estimula a iniciativa privada – com os serviços do vestibular e os cursinhos o Di Gênio.

De Fernando Henrique para cá, o ENEM cresceu 30 vezes !
30 vezes, amigo navegante.
Saiu de 157 mil inscritos em 98 para 4,6 milhões de hoje.

É sempre assim.
O Bolsa Família da D. Ruth atendia quatro famílias.
O do Lula, que virou “Bolsa Esmola”, segundo Mônica Serra, a grande estadista chileno-paulista, atende 40 milhões.
O que é o ENEM ?
É o passaporte do pobre à universidade pública.

É por isso que a Folha, o Estado e o Serra odeiam o ENNEM.
Porque esse negócio de pobre estudar é um problema.
Fica com mania de grandeza, de autonomia.
Pensa que pode mandar no seu destino.
E não acredita mais na fita adesiva do “perito” Molina.

Isso é um perigo.
Pobre é para ficar na senzala.

50 universidades públicas federais aderiram ao ENEM.
Isso significa que 47 mil vagas em universidades federais dependem do resultado do ENEM.
Em 2004, um milhão de estudantes se inscreveu no ENEM.
Aí, o Lula e o Ministro Haddad resolveram estabelecer o ENEM como critério para entrar no ProUni (para a elite branca – e separatista, no caso de São Paulo – não dizer que o ProUni é a “faculdade de pobre burro”).
Sabe o que aconteceu, amigo navegante ?
O ENEM passou de um ano para o outro de um milhão para 2,9 milhões de inscritos.

Quanto pobre !

Para o ano que vem, o ministro Haddad estabeleceu que o ENEM também será critério para receber financiamento do FIES.

Vai ser outro horror !
Mais pobre inscrito no ENEM para pagar a faculdade com financiamento público.
Um horror !

Tudo público.

ENEM, faculdade, financiamento …
“Público” quer dizer “de todos”.
Amigo navegante, sabe qual foi o contingente nacional que mais cresceu entre os inscritos no ENEM ?
Agora é que a elite branca – e separatista, no caso de São Paulo – vai se estrebuchar.

Foi o Nordeste !
Que horror !

Já imaginou, amigo navegante ?
Nordestino pobre com diploma de engenheiro ?
Nordestina pobre com diploma de médica ?
Vai faltar pedreiro.
Empregada doméstica.

Aí é que a elite branca – e separatista, no caso de São Paulo – vai se estrebuchar mesmo.

Paulo Henrique Amorim

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A FARSA ANUNCIADA

Paulo Henrique Amorim: A testemunha-bomba do PiG (*) é para associar Dilma ao PCC


O Conversa Afiada reproduz texto que recebeu de amigo navegante.
Perceba a possível conexão entre o teor do texto e a notícia veiculada em Brasília:

A “bala de prata” é a maior fraude da história política do Brasil.
Indivíduos do Capital e da região de Sorocaba, com diversas passagens pela polícia (roubos, receptação, assaltos à mão armada, seqüestros etc.) foram contatados por políticos ligados ao PSDB local através de um elemento intermediário com trânsito mútuo;

Foram informados de que “prestariam serviços” e levados até um shopping da cidade de São José do Rio Preto;
Lá mantiveram encontro com outras três pessoas, descritas como “muito importantes”, e receberam um adiantamento em dinheiro vivo;

Não se tratava de qualquer encomenda de morte, assalto ou ato criminoso tão comum para os marginais recrutados;

Imediatamente, tais bandidos foram levados até o Rio de Janeiro, a um bairro identificado como Jardim Botânico, onde ficaram confinados por dois dias;

Uma equipe de TV, num estúdio particular, gravou longa entrevista com os bandidos. O script era o seguinte: “somos do PCC, sempre apoiamos o governo Lula e estamos com Dilma”. Não fugiu disso, com variações e montagens em torno de uma relação PCC/Lula/PT/Dilma;

Os bandidos recrutados também foram instruídos a fazer ligações telefônicas para diversos comparsas que cumprem penas em penitenciárias do Estado de São Paulo. A ordem era clara: simular conversas que “comprovassem” a ligações entre o PCC e a campanha de Dilma;

Tudo foi gravado em áudio e vídeo;

A farsa começou a ser desmontada quando o pagamento final pelo serviço veio aquém do combinado;

Ao voltarem para São Paulo, alguns dos que gravaram a farsa decidiram, então, denunciar o esquema, relatando toda a incrível história acima com riqueza de detalhes;

As autoridades já estão no encalço da bandidagem. De toda a bandidagem;

A simulação seria veiculada por uma grande emissora de TV e por uma revista depois do término do horário eleitoral, causando imenso tumulto e comoção, sem que a candidata Dilma Rousseff, os partidos que a apóiam e o próprio governo Lula tivessem o tempo de denunciar a criminosa armação;

Essa é a “bala de prata”. Já se sabe seu conteúdo, os farsantes e o custo, além dos detalhes. Faltam duas peças: quem mandou e quem veicularia (ou ainda terá o desplante de veicular?) a maior fraude da história política brasileira;

Com a palavra, as autoridades policiais.

A propósito, o amigo navegante enviou essa “nota” extraída da imprensa de Brasilia:

29/09/2010
00:00 – www.claudiohumberto.com.br

Almoço global

A Rede Globo oferece em São Paulo almoço vip, nesta quinta, data do último debate presidencial, a Leandro Daiello, superintendente local da Polícia Federal – que anda atarefada com inquéritos de Erenice & cia.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O PiG VAI À FORRA DO SERRA

O Almanaque da crônica, prazerosamente, republica postagem do irretocável Conversa Afiada.

Os interesses do PiG (*) são permanentes

O horário eleitoral gratuito do jenio, nesta quinta feira, foi um exercício em forma de ódio.
O jenio veio após o programa da Dilma e o contraste é devastador.
Serra respira PiG (*).
Explora a filha e o sigilo fiscal para denunciar o que o TSE não considerou um crime.
É o crime sem cadáver.
O Serra caiu nos braços do Eduardo Jorge – triste fim.
O interessante no programa odiento do jenio é o sistema de realimentação entre o PiG (*) e as “denúncias”.
O Serra não prova nada.
Não tem um grama de evidências.
As “provas” saem do PiG (*): a Folha (**) e o Estadão, que lá em Marechal, na ZN, o pessoal pensa que é um estádio de futebol.
O que sustenta a plataforma do ódio é o PiG (*).
O Serra é movido a PiG (*).
Só tem um problema.
O jenio jogou o PiG (*) numa aventura suicida.
O PiG (*) jogou todas as fichas, sua credibilidade, o destino comercial na candidatura do Serra e agora, muito tarde, descobriu que apostou num cavalo manco, como diz o Nassif.
No dia 4 de outubro, o jenio terá um fim melancólico.
Será um fósforo queimado.
E o PiG (*) vai ter que sobreviver.
Pagar as contas, o 13º., as férias remuneradas, dar bonificação de volume – e o Serra ?
Cadê o Serra ?
O jenio vai sumir na casa do Preciado em Trancoso ?
Isso não vai sair barato.
O PiG (*) vai à forra.
E o Serra vai pagar o preço da desmoralização do PiG (*).
Quando o Amaury publicar o livro dele, o PiG (*) vai invocar a defesa dos mais nobres princípios do Jornalismo e descer a lenha no coveiro, o jenio.
O PiG (*) vendeu a alma pelo Serra.
Isso não vai sair assim, de graça.
Os interesses do PiG (*) são permanentes.
Os do Serra, leves como a pluma – branca de ódio.

Paulo Henrique Amorim



sábado, 7 de agosto de 2010

LULA SUGOU O CÉREBRO DOS TUCANOS. SÓ RESTOU O INTESTINO DO SERRA.

O que sobrou dos tucanos foi isso, só
Republico post do Paulo Henrique Amorim extraído do seu Conversa Afiada.

Por que o Serra chora tanto ?
Porque o Lula implodiu o PSDB

Vamos supor, amigo navegante, que o debate da Band tivesse “bombado de audiência”.
O que, com a Band, é um oximoro.
Vamos supor que o Serra tivesse sido “brilhante”, aquele adjetivo que o Fernando Henrique prefere dedicar ao Daniel Dantas.

E daí, amigo navegante, o que teria acontecido ?
Nada.
O que o Serra defendeu ?
O reforço às APAES.

Tapar os buracos da Fernão Dias (por que ele, como o Grande Planejador do Governo do Farol, não fez isso ?).
O mutirão da saúde, como se o Brasil tivesse sido atingido pelo terremoto do Haiti.
A Abertura dos Portos, em homenagem ao Visconde de Cayru.
Conceder prioridade ao Intestino (não se sabe se ao Grosso ou ao Delgado, mas o Intestino, com certeza, é prioritário).

Como diz o Cesar Maia, grande aliado dos tucanos no Rio, o fornecedor do Índio à chapa do Serra, como diz o Cesar Maia, o problema do Serra é que ele “não tem tema”.
O Serra não tem o que defender.
Mas, amigo navegante, vamos perguntar aos nossos botões.
O que o Serra já defendeu na vida dele ?
Qual foi o “tema” da vida dele ?

A única coisa que se sabe que ele defendeu, de fato, com veemência, foram as Reformas de Base, no Comício da Central, ao lado do Jango.
De lá para cá, como deputado, senador, ministro, prefeito (mandato que ele cumpriu até o fim) e governador – que idéia original ele defendeu ?

Quando forem escrever o verbete sobre ele, o que se dirá ?

José Serra - deputado, senador, ministro, prefeito, governador, duas vezes derrotado em campanhas presidenciais, presidente do Palmeiras (*) … e o que mais ?
Depois que a blogosfera retirou do currículo dele a luta contra a AIDS (do Jatene) e os genéricos (do Jamil Haddad) – o que sobrou ?

Nada.

O filosofo Paulo Arantes, numa sabatina na Folha (**), já tinha feito essa pergunta – o que pensa esse rapaz ?
Ele é um operador.
Um operador da maquina partidária dos conservadores paulistas e operador do PiG (***).
A Veja – a ultima flor do Fascio - dizia que ele é “a elite da elite”.

Ele sempre foi o “eleito” do PiG (***).

O Fernando Henrique é que atropelou o Serra – e, por isso, os dois se odeiam mais do que se amam -, movido a Plano Real do Itamar.
Os dois – Fernando Henrique e Serra – entraram no vácuo do Consenso de Washington, assim que o Pedro Bial derrubou o Muro de Berlim e o Império se tornou incontrastável.

Se o resultado tivesse sido outro, os dois, o Farol e seu Grande Planejador tinham ido para o lado oposto, com o mesmo empenho e dedicação.
A matriz deles servia para as duas pontas: esquerda ou direita, comprador ou vendedor.
Hoje, melancolicamente, os dois caíram no colo do Uribe.
Fernando Henrique, sempre mais esperto, abriga-se na confortável “Villa” do filho do Roberto Marinho em Paraty (como poderia ser em Capri).

Clique aqui para ler sobre a vilegiatura do Farol em Paraty.

O Serra, coitado, moureja na porta das igrejas e é barrado.
Clique aqui para ler “Sumiram com o dinheiro dos tucanos e Serra é barrado na igreja”.

É porque o Lula implodiu os tucanos de São Paulo.
O Lula chupou o oxigênio deles.
O Lula fez inclusão social, com políticas que levaram à distribuição de renda na vertical e na horizontal.

Os pobres subiram na escala da renda – e infernizam o Jabor nos aeroportos – clique aqui para ler “TAM vai vender nas Casas Bahia”.
E na horizontal: o Brasil cresce mais fora de São Paulo.
Em Pernambuco e na Bahia, por exemplo, onde o Serra vai tomar a surra que o Arthur Virgilio disse que ia dar no Lula.
O Fernando Henrique e o Serra perderam a capacidade de entender o que aconteceu no Brasil com Lula e, com isso, não conseguiram “ter um tema”.

O “pós Lula” é um blefe.
O problema é o “mais Lula”.
Como não entenderam o que Lula tinha feito, não foram capazes de ter idéias para combater o Lula.
Fernando Henrique e Serra estão ancorados em 2002.

Em 2002, Fernando Henrique achava que entrava para a História e seria chamado em Colombey les Deux Eglises para salvar a Pátria, com o fracasso do Lula.
Em 2002, o Serra ganhou a eleição.
Daí vem a proteção às APAES, a prioridade ao Intestino etc etc etc
O Lula tirou o oxigênio dos tucanos de São Paulo.

O Serra terá um fim melancólico, como previu o Marco Aurélio Garcia.
Para o Fernando Henrique, zero a zero, diria a Eliane Catanhêde.
Ele sempre pode ir para Capri.

Paulo Henrique Amorim

sábado, 31 de julho de 2010

URIBE, O NOVO HEROI DO PIG

O Serra foi excluído da foto aí, pra variar
O impiedoso Paulo Henrique Amorim é um especialista em PIG.
De PIG o PHA entende como poucos.
Ele detectou um movimento no mínimo inusitado neste 30 de julho.
O estrago causado pelo novo levantamento Ibope no ninho demotucano é extensivo ao PIG.
É impactante o olhar melancólico e aturdido do Bonner.
Ele não consegue disfarçar a contrariedade que o abate.
Não há nada que o PIG possa mais fazer pelo Serra.
A última tentativa de ajudá-la veio via-Datafolha.
Nem os mineiros e correligionários Anastasia e Aécio querem tê-lo por perto nem mesmo em fotografia.
Todos e qualquer um vive sem o Serra - até o Anastasia e o Aécio.
O PIG não.
A outra e última opção do PIG é colombiana.
Delicie-se com o lancinante texto do Paulo Henrique Amorim.
“O jornal nacional do Ali Kamel e o PiG, nas versões Globo, Folha e Estadão, sempre na primeira página, lançam Uribe candidato a presidente na coligação DEMO-Tucana.
Como se percebe, o PiG desistiu do Serra.
Já sabe que, desde 2002, ele não sai dos 30%.
E lá se afogará no “fim melancólico” previsto pelo Marco Aurélio Garcia.

O que o PiG e o Ali Kamel fazem, agora, com a ajuda centenária e insuperável do Datafalha e do Globope, é garantir o fluxo de dinheiro para o marqueteiro e manter acesa a eterna quimera do Serra: virar o jogo no “debate”.

Virar o jogo no “debate”, porque, é óbvio, ele e o Fernando Henrique são mais “preparados”.
Em 2002 foi assim: Serra exigiu, impôs, mandou e a Globo fez um “debate”.
Findo o “debate”, o jenio venceu a eleição de 2002 por 39% a 61%.
O jenio não tem mais jeito.
Prega para o convertido: para o eleitorado neo-udenista, que morre de medo das FARC, do Chávez, do Irã, da Bolívia, da Argentina, de Belzebu e da Regina Duarte.

Esse pessoal já foi convertido.
Esse pessoal vota no jenio, tenha o nome que tiver.
Um poste não-petista, desde Eduardo Gomes, tem 30%.
E o jenio continua a pregar para os que votaram no Eduardo Gomes (que perdeu a eleição duas vezes).

Como previa o Aécio, o Serra não “amplia” – ele não sai do cercadinho do neo-udenismo.
Por isso, o PiG e o Ali Kamel resolveram, em Assembléia Extraordinária, realizada ontem à noite, na bancada do jornal nacional, diante do olhar espantado do Bonner, jogar o jenio fora e lançar a candidatura do Uribe.

O Uribe vai deixar a presidência da Colômbia.
Ele fez o sucessor.
(O PiG acha que o Lula não faz o sucessor. Mas, o Uribe faz.)
E está desempregado.

Uribe elegeu as FARC como Bush elegeu o Iraque.
Com as FARC debaixo do braço – e muito marketing – ele aterrorizou a Colômbia e o PiG.
E o eleitorado neo-udenista.
Lá em Madureira, na quadra da Portela, quando o Bonner ontem falou do Uribe e das FARC, o pessoal pensou que era um alemão que vinha para o lugar do Petkovic: Überfark.

Joga um bolão.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

PIG PERSISTE COM SUAS MENTIRAS

PIG: irresponsável, mentiroso e hipócrita


G1: Assessor de Lula busca aproximar Dilma de católicos
Bispo recomendou voto contra Dilma por posição do PT favorável ao aborto.
Gilberto Carvalho vai promover encontros reservados com clero.

O PIG se revira na ância de encontrar qualquer elo de conflito entre a candidata do PT, Dilma Rousseff e a sociedade.
Finda por criar factóides absolutamente insusbstanciais do ponto de vista político e incapazes de comprometer a credibilidade e abalar o crescimento popular da ex-Ministra da Casa Civil.
Enquanto a Folha divulga a Ficha Falsa da Dilma, o Estadão se encarrega de espalhar que o PT teve acesso aos dados fiscais de um obscuro tucano.

Por fim, O Globo e o G1 não fazem outra coisa senão induzir o povo a acreditar que Dilma é a favor do aborto.
O G1 até encontrou um bispo de São Paulo que recomenda o voto contrário em Dilma.
A CNBB, porém, revela que o bispo é livre para expor sua opinião, que no caso, não reflete a da entidade.
Quem lê o PIG é levado a imaginar que Dilma está perdida, sem o apoio dos católicos e envolvida com narcotraficantes.
Lula, o maior transferidor de votos para Dilma Rousseff, foi sereno ao comentar os insultos de José Serra e seu vice: "É muita irresponsabilidade tratar o PT como tendo qualquer ligação com as Farc, é não conhecer nada da história política do Brasil".

Lula sabe o que diz e o que faz.
Deixa os tucademos espernear.
Quanto ao PIG, Lula sabe, esse não ganha eleição.

Da Agência Estado

Bispo de Guarulhos orienta padres a pregar nas missas voto contra Dilma

Preocupado com a disseminação de rumores que têm criado mal-estar entre religiosos e a candidata do PT, Dilma Rousseff, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva escalou seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, um ex-seminarista, para aproximar a petista da Igreja Católica. Lula quer evitar que Dilma seja carimbada como defensora do aborto e ganhe a antipatia de bispos e padres. Carvalho já tem acompanhado a ex-ministra da Casa Civil em visitas a igrejas, mas vai reforçar o trabalho, promovendo encontros reservados para ela.

Em duas entrevistas concedidas na quinta-feira (22), Dilma destacou que nunca pregou o aborto. Foi uma resposta ao bispo de Guarulhos (SP), dom Luiz Gonzaga Bergonzini, que em artigo no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), intitulado "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus", defendeu o boicote à candidatura de Dilma por considerar que o PT é a favor da interrupção da gravidez.

Dilma disse admitir o aborto nos casos previstos em lei, como em gravidez resultante de estupro. Destacou, no entanto, que o Estado não pode deixar mulheres com menor poder aquisitivo utilizarem métodos medievais para pôr fim à gestação. "O aborto é uma violência contra o corpo da mulher. Agora, tanto eu como o presidente Lula reconhecemos que é uma questão de saúde pública."

quarta-feira, 30 de junho de 2010

SE FOSSE SÉRIA, A LEI PEGAVA O PIG FÁCIL, FÁCIL

Ele deu 30 segundos para o PSOL e cinco minutos pro índo do Demos
Deu no Vermelho: Lei eleitoral fixa proibições para rádios, TVs e jornais
A partir desta quinta-feira, 1 de julho, os veículos e comunicação do país devem ficar atentos à Lei das Eleições (9.504/97). A legislação fixa uma série de proibições para o período eleitoral em seus noticiários e na programação.

Entre as proibições estão a que impede dar tratamento privilegiado a candidato em seus noticiários e na programação e a de divulgar nome de programa que se refira a candidato escolhido em convenção.
A multa para quem desrespeitar varia de R$ 21.282,00 a R$106.410,00. Em caso de reincidência pode ser duplicada.

As emissoras de rádio e televisão também estão proibidas de veicular propaganda política pagas ou não e de difundirem manifestação favorável ou contrária a candidatos ou partidos.
Os jornais e revistas não estão impedidos de emitir opinião favorável a candidato, mas a matéria não pode ser paga.

Ainda de acordo com a lei, as novelas, filmes ou minisséries não podem fazer crítica ou referência a candidatos ou partido político, mesmo que de forma dissimulada.
As emissoras também estão proibidas de usar trucagem ou montagem de áudio ou vídeo que degradem ou ridicularizem candidato ou partido ou que desvirtue a realidade para beneficiar ou prejudicá-los. Também não podem transmitir programas com esse fim.

O candidato escolhido em convenção para concorrer às eleições não pode apresentar nem comentar programa. As emissoras também não podem divulgar nome de programa que se refira a candidato escolhido em convenção, inclusive se a denominação do programa coincidir com o nome do candidato ou com o que ele indicou para uso na urna eletrônica. Se o programa tiver o mesmo nome do candidato, fica proibida a sua divulgação.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O BOMBOM DO PIG TEM RECHEIO DE DIEESEL

Conversa Afiada: O pré-sal é a maior vitória de Lula.
Sobre FHC

Deixa o PiG pensar que foi só um bombom

É provável que o principal legado do Governo Lula à presidente Dilma Rousseff e ao Brasil seja a vitória no Senado na madrugada de quinta feira, dia 10 de junho de 2010.
Lula aprovou uma Lei 2004 – como se Vargas recriasse a Petrobrás em 2010.
Lula, Dilma e Sergio Gabrielli, presidente da Petrobrás, estão na moita.

Para não despertar a ira do Roberto Marinho, Assis Chateaubriand e seus sucedâneos (mais medíocres).
O Farol de Alexandria tentou passar uma rasteira na Petrobrás e abriu uma brecha na exploração do petróleo.
Anteontem, Lula desmontou a arquitetura privatizante da Petrobrax.
A Petrobrás de Vargas e Lula deverá realizar a maior capitalização o mundo – US$ 60 bilhões – para poder explorar o pré-sal.
A Petrobrás é que vai explorar o pré-sal, com uma participação MÍNIMA de 30% em cada bloco de exploração.
O regime de exploração será o de “partilha”.

Vargas e Lula sepultaram o regime do Farol, que era o de “concessão”, que vem da mesma raiz etimológica de “conceder”.
Ou seja, os exploradores das jazidas, agora, vão ter que rachar com o povo brasileiro o que encontrarem lá embaixo.
Antes, eles levavam a grana para casa.
A participação da União no capital da Petrobrás deve aumentar de 32% para 42%.

O PiG (*) ainda não acordou para o que aconteceu naquela madrugada histórica.

Na primeira página, o Estadão parece (como sempre) preocupado com a “estatização” da Petrobrax.
A Folha (**) tem um novo colonista (***), que adverte, na pág. B15 (clique aqui para ler): a Petrobrás é maior do que no Brasil.

(Ele poderia sobrevoar a região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, e dar uma olha nas plantações de cana, nas usinas, nas fábricas de equipamento para o etanol.)

O Globo se dedica à prática de uma calistenia provinciana: os royalties do Rio.

(Que serão do Rio faça chuva, faça sol.)

A elite conservadora piorou de qualidade.
Fossem o Chateaubriand e o Roberto Marinho vivos, e a Lula e Gabrielli não sairiam assim, de mansinho, com um sorriso discreto nos lábios, como se o Senado lhes tivesse dado de presente uma caixa de Sonho de Valsa.

Paulo Henrique Amorim

quarta-feira, 9 de junho de 2010

COMO SERIA O BRASIL SE O CRESCIMENTO DO PIB DEPENDESSE DO PIG – E DO SERRA?

Para o PIG desastre é o PIB
A urubologia midiática é incomensurável quando o assunto é o crescimento brasileiro.
Nunca se viu tamanho esforço para demonstrar os “perigos” de uma catástrofe como o empreendido pela grande mídia em função de um medidor econômico.
Sobretudo depois que ficou evidente e, portanto impossível até para os política e ideologicamente vesgos e míopes, não perceber que a vitória a do PT nas eleições presidenciais de outubro é coisa anunciada.
O pior cego é aquele que não ver.
O PIB – ou PIBÃO – fez muito mal aos capachos serristas.
Esse pessoal, não é difícil presumir, vem tendo noites horrendas e pesadelos descomunais.
Essa gente sofre até para escolher um vice.
Confesso que me deu pena da Cristiane Pelajo no Jornal da Globo desta terça.
Ela interpelava o rei dos gráficos que teimam em apontar para baixo, o Carlos Alberto Sardenberg.
A Cristiane tinha a facílima função de fazer o Sardenberg dizer que o crescimento do PIP brasileiro era um desastre.
Onde já se viu isso? Desde quando o Brasil pode crescer a um ritmo chinês?
E isso para o analista global é uma mão na roda.
Antes, ele já havia dito na CBN o que mostrou graficamente na TV.
O crescimento do PIB não tem nem um significado para o Sardenberg.
(Nem para o seu presidenciável. Será?)
Porque é comparado com o mesmo período de 2009.
E o crescimento do Brasil no primeiro trimestre do ano passado foi um “desastre”.
O que houve foi um crescimento muito forte sobre uma base muito fraca.
(Está mais do que justificado o fracasso econômico do Governo Lula. Isso certamente é catastrófico e enseja a derrota de Dilma Rousseff).
Mesmo havendo um crescimento nos investimentos de 30%. Porque no ano passado “o Brasil caiu”
Que descoberta essa desse rapaz! Ninguém sabia disso, como?!
A Mirian Leitão parece que ouviu isso. Acho até que eles combinaram o discurso.
Só que a Mirian foi mais longe. Ela disse que esse crescimento não conta muita coisa porque nesse mesmo período do ano anterior o Brasil “estava matando cachorro a grito.”
É de sentir medo. Medo do passado! Vê se pode. Mas eles pedem mais.
Os comentaristas do PIG, vocês já sabem, mas não custa repetir, tem uma especificidade: a de criar o ambiente ideal para as “análises” sempre sábias, indiscutíveis e enriquecedoras de seu candidato, o incontestável planejador José Serra.
Serra se especializa a cada dia em repetir – ainda que com outros termos – com absoluta propriedade os analistas piguistas.
Portanto, não surpreende sua falação ao criticar o crescimento da economia nacional.
Antes ele relutou em falar por não visto os números, para depois se destrambelhar num discurso ácido e desprovido de sentido.
Andou ouvindo a CBN e lendo a Folha.
Em suma, Serra não se desgruda do PIG.
Daí explica-se o fato de ele dizer que o Brasil “deixou um período de crise e voltou ao que era antes”. Antes quando?
Ah! Antes da crise.
Mas, que crise?

domingo, 6 de junho de 2010

SERRA ESTÁ TONTO E ZANGADO. ZANGADO, NÃO. DESESPERADO, SIM.

Ele piorou ainda mais depois dessa pesquisa...
É provável que o serrista Elio Gaspari não tenha rabiscado nada importante após a divulgação da pesquisa Ibope.
Mas anteriormente.
Só isso explicaria o título da sua coluna de hoje “O TUCANO ESTÁ TONTO E ZANGADO”.
A coluna revela o desespero da direita nacional ao expor a inquietante contrariedade da mídia conservadora com seu candidato o qual deu agora para criticá-lo abertamente por seus gestos e atitudes.
Serra “inovou” na campanha presidencial ao fazer oposição “vigorosa” ao governo da Bolívia.
Para Elio Gaspari isso é prova de que Serra está tonto, sem rumo.
Pode ser. E é.
Mas o motivo que levou Serra a ficar tonto desse jeito foram as últimas pesquisas de opinião.
O pano caiu de vez, e ninguém mais conseguiu disfarçar nem esconder a verdade.
Nem mesmo a Folha com o Ibope.
Dilma Rousseff ganha de Serra em todos os institutos.
Isso é fato.
Mas, ao invés de fazer “vigorosa” oposição à Bolívia, porque Serra não critica vigorosamente o Governo Lula?
Não seria mais fácil, compreensivo e lógico?
Parece que a tontura de Serra reside também no fato deste já haver percebido que os “momentos mágicos” que sempre tem nas campanhas presidências, e que ele deveria perseguí-los, de acordo com os iluminados e esperançosos ensinamentos do professor e marqueteiro Gaspari, não chegarão.
Faz algum tempo que Itamar passou pela Presidência.
A “magia” das notas de real sendo mostradas por eleitores a Fernando Henrique Cardoso em seus comícios não passa de saudosismo explícito.
Hoje, Serra nada tem a dizer sobre o Brasil, nem ao menos levar consigo o seu maior cabo eleitoral, para que, quem sabe... a “mágica” podesse se repetir.
Imposssível.

Eis a razão da tontura tucana.
Falta do que falar.
Do que criticar de fato.
Falta de rumo e de propostas.
Para Gaspari, no entanto, os tucanos estão perplexos sem justificativas palpáveis.
E, desconexo da realidade, finge ser verdade que o total de eleitores que querem tirar o PT do poder é igual ao dos que desejam votar em Dilma Rousseff.
Fica mesmo evidente que o piguista Gaspari não viu a pesquisa do Ibope antes da coluna que fez.
No mais, Serra finge estar zangado.
A palavra certa para definir o comportamento virulento do tucano é desespero.
Sua zanga pode encontrar razão na descoberta da falta de meios e alternativas de saída para a enrascada na qual se meteu.
Por pura incapacidade e incompetência.
Serra e a direita não encontram forças e lhes faltam argumentos para uma esperada reação.
O que lhes resta são os dossiês.
A mídia com seu jornalismo de esgoto fraudam, adulteram, distorcem, inventam notícias e criam factóiedes.
Para isso é que se prestam “Veja”, Globo, Folha e Estadão - o PIG.
Então, entram em cena, abobalhadamente, os "combativos" Sérgio Guerra e Gustavo Fruet.
Eles são os “convocadores de arapongas” numa pomposa e atuante comissão do Senado que somente a Folha distinguiu o nome e ficou sabendo de sua existência e que depois qualificou apenas como comissão permanente.
É lá que a oposição vai ouvir os arapongas, todos os envolvidos nesse “mar de lama” e chegar aos seus “responsáveis”.
Deve ser nessa comissão criada pela Folha que tamém serão ouvidos a granfinagem tucana – a começar por umas certas “verônicas” cujos sobrenomes apontam para um escândalo chamado privataria no Brasil.
E privataria leva você sabe bem a quem.
Não é dossiê que está por traz da tontura nem do aborrecimento de Serra.
Ele tem pesquisite aguda.
Uma doença incurável que acomete tucanos.
O resto, não passa de arranjos para distrair as massas do efeito das pesquisas que lhes são perigosamente desfavoráveis.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

A ABERRANTE CAPACIDADE DA MÍDIA DE DISTORCER OS FATOS

Ela tem que desmentir uma "verdade" por dia




Saiu no Blog Dilma Presidente:


Mais uma deturpação do PIG

A mídia faz hoje uma tremenda forçada de barra ao dizer em manchetes, títulos e textos que a candidata Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados) sinalizou que eleita presidenta da República poderá ampliar o tempo de contribuição à Previdência Social para efeito de aposentadoria. Dilma não falou nada disso.

"Falei sobre a terceira idade. É a minha. Acho que vai sempre ter que se olhar a questão etária do país e tomar providências, claro. Mas eu não tratei desse assunto (ampliação do tempo de contribuição). Fiz uma brincadeira comigo mesma. Eu tenho 62 anos e não tenho vergonha de dizer, porque são anos muito bem vividos", disse a candidata aos jornalistas, à saída de encontro com empresários, acentuando que não tratara nem fizera referência à reforma da Previdência Social.

Quer dizer, apesar do esclarecimento, dela fazer questão de frisar que falara sobre o problema demográfico e a importância de apostar na qualificação da população economicamente ativa do país, o que a levará em seu governo a investir na qualidade da educação, os jornais dão hoje o que querem. E, pior, de uma forma completamente distorcida.

O problema da Previdência Social está sendo paulatinamente resolvido pelo governo Lula desde o primeiro dia com os avanços que se registram no salário mínimo, que tem recebido aumento real superior à inflação (com o consequente reflexo também nos benefícios como aposentadorias, pensões e outros); com a elevação da renda do trabalhador no país; e com maior número de empregos formais (com carteira assinada) - serão 14 milhões de vagas criadas em oito anos de gestão Lula.

Clique aqui para ler na íntegra no Blog Dilma Presidente.

terça-feira, 18 de maio de 2010

A PURA INVEJA DE UMA MÍDIA ANCIÃ E DECADENTE

O PIG não sabe, mas ele é o cara



Leandro explica por que o PiG sofre tanto com o Irã

Deu no blog do Leandro Fortes:

Não verás Lula nenhum

Do impecável Paulo Henrique Amorim, no afiadísimo
Conversa Afiada.

Em linhas gerais, Luís Fernando Veríssimo disse, em artigo recente, que as gerações futuras de historiadores terão enorme dificuldade para compreender a razão de, no presente que se apresenta, um presidente da República tão popular como Luiz Inácio Lula da Silva ser alvo de uma campanha permanente de oposição e desconstrução por parte da mídia brasileira. Em suma, Veríssimo colocou em perspectiva histórica uma questão que, distante no tempo, contará com a vantagem de poder ser discutida a frio, mas nem por isso deixará de ser, talvez, o ponto de análise mais intrigante da vida política do Brasil da primeira década do século XXI.

A reação da velha mídia nativa ao acordo nuclear do Irã, costurado pelas diplomacias brasileira e turca chega a ser cômica, mas revela, antes de tudo, o despreparo da classe dirigente brasileira em interpretar o força histórica do momento e suas conseqüências para a consolidação daquilo que se anuncia, finalmente, como civilização brasileira. O claro ressentimento da velha guarda midiática com o sucesso de Lula e do ministro Celso Amorim, das Relações Exteriores, deixou de ser um fenômeno de ocasião, até então norteado por opções ideológicas, para descambar na inveja pura, quando não naquilo que sempre foi: um ódio de classe cada vez menos disfarçado, fruto de uma incompreensão histórica que só pode ser justificada pelo distanciamento dos donos da mídia em relação ao mundo real, e da disponib ilidade quase infinita de seus jornalistas para fazer, literalmente, qualquer trabalho que lhe mandarem os chefes e patrões, na vã esperança de um dia ser igual a eles.

Assim, enquanto a imprensa mundial se dedica a decodificar as engrenagens e circunstâncias que fizeram de Lula o mais importante líder mundial desse final de década, a imprensa brasileira se debate em como destituí-lo de toda glória, de reduzí-lo a um analfabeto funcional premiado pela sorte, a um manipulador de massas movido por programas de bolsas e incentivos, a um demagogo de fala mansa que esconde pretensões autoritárias disfarçadas, aqui e ali, de boas intenções populares. Tenta, portanto, converter a verdade atual em mentiras de registro, como se fosse possível enganar o futuro com notícias de jornal.

Destituídos de poder e credibilidade, os barões dessa mídia decadente e anciã se lançaram nessa missão suicida quando poderiam, simplesmente, ter se dedicado a fazer bom jornalismo, crítico e construtivo. Têm dinheiro e pessoal qualificado para tal. Ao invés disso, dedicaram-se a escrever para si mesmos, a se retroalimentar de preconceitos e maledicências, a pintarem o mundo a partir da imagem projetada pela classe média brasileira, uma gente quase que integralmente iletrada e apavorada, um exército de reginas duartes prestes a ter um ataque de nervos toda vez que um negro é admitido na universidade por meio de uma cota racial.

Ainda assim, paradoxalmente, uma massa beneficiada pelo crescimento econômico, mas escrava da própria indigência intelectual.

sábado, 8 de maio de 2010

QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ

O gordo, o magro e a Globo. Tudo a ver




Ficou para trás o tempo em que o esquerdista e intelectual Caetano Veloso exercia alguma influência sobre vasto público por força de seus pronunciamentos.
Caetano é hoje uma figura isoladamente paparicada pelo PIG em função de seu posicionamento político recentemente (por ele) assumido e manifestado.
Sobretudo por sua colocação ao comparar as figuras do Presidente Lula e da pré-candidata do PV à presidência e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
Depois que Caetano disse preferir Marina à Lula por este ser analfabeto, grosseiro e cafona, ele subiu um degrau na escala de prestígio junto ao PIG, o Partido da Imprensa Golpista
Mas é possível que não tenha se apercebido que despencara estarrecedoramente no índice de aprovação popular por pura falta de tempo.
Porque o PIG agiu no sentido de compensar o desgaste sofrido por Caetano e ao mesmo tempo, retardar o seu asfixiante fim, oferecendo-lhe um “cargozinho” de colunista em um de seus “diretórios regionais”.
No caso, na redação de O Globo.
A partir deste domingo 9, Caetano Veloso passa a escrever uma coluna cultural no Segundo Caderno do jornal dos marinhos.
Vai chover trololó.
(É nisso que dá, como bem colocou o Líder do Governo da Bahia, deputado Valdenor Pereira, PT, tentar chamar a atenção da opinião pública às custas do presidente, que é um dos homens mais queridos da história recente deste País).
É uma drástica medida que aponta para o desespero do PIG, resultado da acentuadíssima redução na venda de jornais escritos, onde O Globo é o campeão no índice de quedas.
O Globo ocupa o 15º lugar na venda avulsa de jornais de um total de 97 publicações nacionais editadas pelo IVC – Instituto Verificador de Circulação.
O Globo de Caetano não vende nem vinte mil jornais por dia.
Um desastre editorial.
Juntos, os que formam o DNA do PIG – Folha, Estadão e O Globo – venderam a pífia soma, numa média diária, de 96 mil jornais em 2009.
Isso equivale somente a 4,45% dos 2.153.891 de jornais vendidos diariamente em bancas de todo o país de janeiro a setembro do ano passado.
Uma verdadeira hecatombe!
Quem lê O Globo?
Caetano Veloso – evidentemente! –, Sérgio Guerra, José Agripino Maia e Arthur Virgílio figuram entre os maiores leitores desse fracassado e tendencioso pasquim de páginas amareladas.
Personagens desse espectro figuram nas classes sociais – A e B – que ainda sustentam, na qualidade de leitores, as malfadadas e falidas edições de O Globo.
Leitores que, repita-se não chegam à casa dos 20 mil por dia.
Que glória!
É a essa classe que Caetano agora se dirige.
É a ela que ele serve e procura agradar.
Quem te viu, Caetano...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

QUESTIONAR OS MÉTODOS E DESQUALIFICAR A SENSUS: O DESESPERO DO PIG

O sorriso amarelo do PIG causado por um sindicato
“A pesquisa foi encomendada por um sindicato”.
Ao leitor menos atento – ou mais ingênuo – a oração acima não revela qualquer imperfeição em sua estrutura, se analisada sob os aspectos gramaticais e morfológicos.
Ocorre que estamos analisando outro tipo de linguagem.
A linguagem preconceituosa.
A linguagem desvirtuosa do PIG.
Pois bem.
A oração que abre esta singela crônica faz parte da manchete dada pelo G1, o site de notícia da Globo sobre a pesquisa Sensus divulgada nesta terça.
E nada mais é do que uma torpe e desesperada tentativa de desqualificar tanto quem realizou quanto quem encomendou a pesquisa.
Porque o candidato do PIG, o Zé Alagão, só ganha no Datafolha-da-folha e no Globope-da-globo.
Aí vem o Sensus, pago por um sindicato...
(O Boris deve ter tomado um susto pensando ser o dos garis de São Paulo).
E desmancha, desmantela e desnuda a farsa da “encomenda” que foi a última pesquisa-Frias.
A pesquisa dos frias teve a faculdade tão-somente de “fazer fumaça” para manter animada numa cena ilusória e fictícia – ainda que por apenas setenta e duas horas – a até então cabisbaixa e sorumbática militância direitista.
Porque só via o seu vampiro de olheiras despencando. Pesquisa após pesquisa.
Com aquele espírito de previsível terceira surra era impossível até mesmo a cena do asqueroso beijo do paulista no mineiro.
Tudo pra nada.
Bastou o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada no Estado de São Paulo (Sintrapav) mandar o Sensus perguntar em que o brasileiro vai votar para o PIG todo entrar em ebulição.
Em total desespero só.
O jeito é encontrar uma forma de desmoralizar o Sensus.
A Globo insinua que “um sindicato” não tem qualificação para encomendar pesquisa. Sobretudo quando o resultado é desfavorável ao seu candidato.
Esse instituto de quinta aceita encomenda feita até por “um sindicato”. Pode?
Não pode ser levado a sério.
Aí, Folha e Estadão o interpelam, questionando – pasmem! – o método adotado e até a ordem das questões.
O PSDB – que, suspeita-se, invadiu o site oficial do PT – deve ter incitado até o eterno presidenciável Levy Fidélix a pedir a impugnação da pesquisa.
Provavelmente se os números apontassem Serra disparado à frente de Dilma, Fidélix permaneceria em seu anonimato e não teria jamais se manifestado a respeito.
Os direitista que compõem a pig-demotucanada estão em polvorosa.
A máscara caiu.
A pesquisa Sensus recolocou ordem nos fatores.
E, dessa vez, alterando o produto.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

NUNCA ANTES NA HISTÓRIA... O BRASILEIRO COMPROU TANTO CARRO ZERO

Os pobres acabaram com os estoques




O desconforto e a inquietação da elite dominante com a ascensão ao mercado de consumo pelas classes C e D é flagrante. Quase uma decepção, para dizer o mínimo.
Houve tempo – e nem faz tanto tempo assim – em que pobre cozinhava a metade do mês com gás e a outra metade no velho fogão à carvão.
Isso quando lhe era permitido ter um fogãozinho quatro bocas à gás.
O brasileiro passou a comprar bens duráveis, como fogões, geladeira, refrigedores, carros e motos numa escala jamais vista nos últimos sete anos.

A redução do IPI impulsionou as vendas, facilitou o crédito e propiciou a melhoria da qualidade de vida de milhares de pessoas.
Que hoje podem comer, beber e viver melhor.
E ainda por cima, andar de carro novo.
Algo impensável e inaceitável para as elites.
Pobre “foi feito” para andar a pé.
Esse negócio de gente saindo da pobreza é só pode ser coisa de um pobre torneiro mecânico.
Porque ele é um iletrado.
Que nunca pode comprar um carro antes na vida.

A venda de veículos novos batem recorde e chega á marca de 750.500 unidades, se somados carros, motos, ônibus e caminhões no trimestre.
A burguesia que lê o PIG acha isso um escândalo.
Pra quê pobre trocar de carro se o usado (VELHO) fazia a mesma coisa que o novo?
Os pobres compram carro com financiamentos a longo prazo e depois não podem pagar.
Não seria mais conveniente ter ficado com a sua gerigonça?
É assim que pensam – e dizem – os leitores amestrados do PIG.
Porque é o que o PIG diz.
Ele se regozija quando diz que aumentou o número de inadiplentes e a devolução de cheques sem fundo.
Vender para pobre dá nisso.

O governo devia era investir e melhorar o transporte público e coletivo.
Pobre tem é de andar esprimido como sardinha em lata nos ônibus, trens e metrôs.
Mas não!

Os pobres fizeram – por culpa desse desastrado Lula – com que a indústria chegasse ao histórico número de aproximadamente 400 mil veículos vendidos somente em março.
Para o PIG isso é um fator negativo.
Porque quanto mais carro vendido, mais poluição e mais complicado fica o trânsito das cidades.
Antes, não.
Só eles – os elitisados – tinham carro.
Mas agora com essa gente toda da ralé queimando petróleo é mais dióxido de carbono!!!

Talvez o Serra e a Marina tenham como meta de governo a médio prazo, fazer com que pobre volte a ocupar seu antigo lugar de pedestre.
Ou, quem sabe, a restrinção do crédito, só concedendo-o a quem provar que não fora pobre antes.
É isso que sugere um piguista ao propor a limitação de dez anos de vida útil da frota brasileira.
Assim a vida deixaria de ser o “inferno” no qual se transformou com a tal inclusão de classes promovida por um aprendiz de ditador.










terça-feira, 23 de março de 2010

ELES NÃO PERDEM POR ESPERAR. ALIÁS, PERDERÃO

Do imperdível Conversa Afiada, do notabilíssimo jornalista Paulo Henrique Amorim.

O preconceito de Serra (e dos tucanos) contra Lula e Dilma, a mulher
23/março/2010 18:57

E quem disse que a Dilma gosta de apanhar ?
“O Lula não é candidato, eu e Dilma é que somos”.
“Acho que a população vai escolher em função de como são os candidatos, porque o Brasil está decidindo (sic) o seu futuro”.

José Serra, ao lançar oficialmente a candidatura no programa do Datena.
No segundo turno das eleições de 2002, quando já se desenhava a vitória esmagadora de Lula (foi de 61% a 39%, que se repetiu com Alckmin) o PiG (*) avançou para cima da opinião pública com a necessidade de um debate.
Um debate.
Um cara-a-cara, em que Serra demonstrasse, só ele no ringue com o nordestino metalúrgico, que era o melhor.
FHC, Nizan Guanaes e todos os colonistas (**) do PiG(*): queremos um debate.
Foi o que se viu.
Lula cozinhou o debate.
Esperou até a última hora.
Houve o debate em cima da eleição e o Serra mostrou o que é: um pseudo-economista (ele só entende (?) de economia), pseudo-competente.
Depois, veio a desculpa para a esmagadora derrota.
É que o Lula se comunica bem – dizia o Farol de Alexandria, naquela combinação cinza-azulada de empáfia com inveja.
Ou seja, o Lula é um parvo, mas se comunica bem.
Era a tese do “debate”.
Se fosse obrigado a enfrentar um intelectual do porte do Serra, ele se esborracharia.
Atribuir o sucesso do Lula e a qualidade seu Governo –
clique aqui para ver o que ele faz com o dinheiro dos tributos – a “se comunicar bem” é reduzir um fenômeno político à irrelevância de um fenômeno da televisão.
É confundir Chacrinha com Getúlio – os dois tinham pança …
Agora, o preconceito muda de gênero.
O Serra quer partir para cima da Dilma, a mulher.
Ele acha que o eleitor vai se esquecer do Lula.
Na hora em lançou oficialmente a candidatura – e não podia ser mais apropriado do que lançar no programa do Datena – o “economista competente” acha que o eleitor apagou o Lula da memória.
O Lula e o FHC.
E vai se esquecer que, como disse o Ciro, ele é “filhote do FHC”.
Assim, tão rápido quanto uma vinheta da Globo, o povão vai depositar o Lula num escaninho remoto da memória.
E aí ele vai poder destroçar a mulher.
Ou ele acha que a Dilma não pode ir para cima dele, no pau-a-pau ?
Quem disse que a experiência administrativa dele é superior à da Dilma ?
O que o Serra fez ?
O genérico ?
É do Itamar.
A campanha contra a AIDS ?
É do Itamar.
O Plano Real ?
É do Itamar.
E a ambulância super-faturada ?
Não, isso é do Serra.
E o Flavio Bierrembach ?
Não, isso é do Serra.
E a venda da Vale ? – o FHC diz que ele, Serra, era quem mais queria vender.
E o alagão do Jardim Romano, essa obra prima do Urbanismo contemporâneo ?
E os piscinões ?
E o metrô que atrasou ?
(clique aqui para ler )
E a greve dos professores ?
E a dos funcionários da saúde ?
Quem paga os PSDB – os Piores Salários Do Brasil ?
A Dilma vai para cima dele com o PAC.
Com a falta de apagão.
Lembra do apagão do governo em que Serra era o Grande Planejador, aquele apagão que custou três pontos percentuais do PIB ?
Vai para cima dele com o PAC.
Ou o PiG(*) acha que vai desmanchar o PAC nas manchetes ?
O povão VÊ o PAC.
O povão vai tomar o teleférico do Morro do Alemão.
O povão compra casa no Minha Casa Minha Vida
(clique aqui para ver o que aconteceu com crédito imobiliário )
O povão vê a transposição do Rio São Francisco.
O povão comprou carro.
Não adianta o Ali Kamel dizer que o PAC empacou.
Antes, o preconceito dos tucanos era contra um nordestino pobre.
Agora é contra uma mulher.
Esses tucanos vão longe.
Bater em mulher em público …
Essas meditações se inspiraram no e-mail do amigo navegante Gustavo Barcellos: