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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

PERGUNTE AO SERRA QUE ELE NÃO RESPONDE

As perguntas que Dilma fez ao Serra no debate da Band ficaram sem respostas.
Absolutamente todas.
E assim permanecerão.
Para sempre.
A não ser que que o Serra as debata direto do ostracismo no qual habitará em breve - ele o Arthur Virgílio, o Tasso, a Marina com seu Gabeira - e outros "vultos" da direita que se transformarão em vultos do passado e entrarão para o esquecimento.

O Serra é ocado por dentro.
Um talo de bambu escuro internamente.
O Serra é um vácuo, um buraco negro que se autodestroi e se consome interiormente.
Uma espécie de aspirador de pó em cujo interior nada existe além de partículas de sujeira.
Um poço vazio de conteúdo e idéias.

Parece que a Dilma andou lendo o Conversa Afiada e a Carta Capital antes do debate.
A Dilma foi a Dilma.
Partiu pra cima do Serra como deveria tê-lo feito desde o primeiro turno.
Elevou-o às cordas, jogando em seu colo a privataria tucana.
A tentativa de vender a Petrobras.
E de mudar seu nome para Petrobrax.
Para torná-la mais palatável aos olhares estrangeiros.
O seu tresloucado empenho de grande privatista, reconhecido pelo próprio padrinho, o FHC.

Serra não se deu ao trabalho de defender suas idéias simplesmente porque não as tem.
Se trivesse se defendido, Serra haveria de defender também seus amigos, assemelhados e assessores mais próximos.
Como o Ricardo Sérgio, o David Zylberstajn, o Preciado, e o Mendonça de Barros.

O Serra preferiu se travestir do “Serra do bem” e acabou se dando mal.
Mal como ficou a própria mulher, a chilena Mônica Allende, que disse em plena Copacabana que a Dilma come criancinhas.

O Serra abandonou na arena da covardia a sua Mônica.
Oh! Serra.
Que infidelidade, né?

Como diz o Paulo Henrique Amorim, se ele não defende a própria mulher o que dizer da mulher dos outros?

A tentativa de colar em Dilma a pecha de agressiva e grosseira não colou.
Logo o Serra se autovitimar e acusar alguém de grosseiro?
Foi como reconhecer a força da adversária e sua própria inoperância.

Demagogicamente, Serra demonstrou-se surpreso pelo tom agressivo de Dilma, por ela ter assimilado tão bem o treinamento petista.
E a imprensa sonoramente lhe fez coro, inclusive a emissora que promoveu o debate.
"O debate teve um tom agrassivo".
"A candidata petista partiu para o ataque."

Mal sabe o Serra – e a mídia - que se a Dilma tivesse sido a Dilma desde o início da campanha aquele debate não teria acontecido.

Na verdade, Serra esperava a Dilma do primeiro turno quando foi “amarrada” pelas regras dos debates e, como se não bastasse, pentelhada pelo folclórico Plínio e a insossa Marina.
Tudo para beneficiar o candidato oficial da imprensa de direita.

Não tenho como afirmar que ou se o Lula “liberou” a Dilma.
Mas que ela bateu no Serra, isso ela bateu.

Até a Folha acusou o golpe.











sábado, 7 de agosto de 2010

LULA SUGOU O CÉREBRO DOS TUCANOS. SÓ RESTOU O INTESTINO DO SERRA.

O que sobrou dos tucanos foi isso, só
Republico post do Paulo Henrique Amorim extraído do seu Conversa Afiada.

Por que o Serra chora tanto ?
Porque o Lula implodiu o PSDB

Vamos supor, amigo navegante, que o debate da Band tivesse “bombado de audiência”.
O que, com a Band, é um oximoro.
Vamos supor que o Serra tivesse sido “brilhante”, aquele adjetivo que o Fernando Henrique prefere dedicar ao Daniel Dantas.

E daí, amigo navegante, o que teria acontecido ?
Nada.
O que o Serra defendeu ?
O reforço às APAES.

Tapar os buracos da Fernão Dias (por que ele, como o Grande Planejador do Governo do Farol, não fez isso ?).
O mutirão da saúde, como se o Brasil tivesse sido atingido pelo terremoto do Haiti.
A Abertura dos Portos, em homenagem ao Visconde de Cayru.
Conceder prioridade ao Intestino (não se sabe se ao Grosso ou ao Delgado, mas o Intestino, com certeza, é prioritário).

Como diz o Cesar Maia, grande aliado dos tucanos no Rio, o fornecedor do Índio à chapa do Serra, como diz o Cesar Maia, o problema do Serra é que ele “não tem tema”.
O Serra não tem o que defender.
Mas, amigo navegante, vamos perguntar aos nossos botões.
O que o Serra já defendeu na vida dele ?
Qual foi o “tema” da vida dele ?

A única coisa que se sabe que ele defendeu, de fato, com veemência, foram as Reformas de Base, no Comício da Central, ao lado do Jango.
De lá para cá, como deputado, senador, ministro, prefeito (mandato que ele cumpriu até o fim) e governador – que idéia original ele defendeu ?

Quando forem escrever o verbete sobre ele, o que se dirá ?

José Serra - deputado, senador, ministro, prefeito, governador, duas vezes derrotado em campanhas presidenciais, presidente do Palmeiras (*) … e o que mais ?
Depois que a blogosfera retirou do currículo dele a luta contra a AIDS (do Jatene) e os genéricos (do Jamil Haddad) – o que sobrou ?

Nada.

O filosofo Paulo Arantes, numa sabatina na Folha (**), já tinha feito essa pergunta – o que pensa esse rapaz ?
Ele é um operador.
Um operador da maquina partidária dos conservadores paulistas e operador do PiG (***).
A Veja – a ultima flor do Fascio - dizia que ele é “a elite da elite”.

Ele sempre foi o “eleito” do PiG (***).

O Fernando Henrique é que atropelou o Serra – e, por isso, os dois se odeiam mais do que se amam -, movido a Plano Real do Itamar.
Os dois – Fernando Henrique e Serra – entraram no vácuo do Consenso de Washington, assim que o Pedro Bial derrubou o Muro de Berlim e o Império se tornou incontrastável.

Se o resultado tivesse sido outro, os dois, o Farol e seu Grande Planejador tinham ido para o lado oposto, com o mesmo empenho e dedicação.
A matriz deles servia para as duas pontas: esquerda ou direita, comprador ou vendedor.
Hoje, melancolicamente, os dois caíram no colo do Uribe.
Fernando Henrique, sempre mais esperto, abriga-se na confortável “Villa” do filho do Roberto Marinho em Paraty (como poderia ser em Capri).

Clique aqui para ler sobre a vilegiatura do Farol em Paraty.

O Serra, coitado, moureja na porta das igrejas e é barrado.
Clique aqui para ler “Sumiram com o dinheiro dos tucanos e Serra é barrado na igreja”.

É porque o Lula implodiu os tucanos de São Paulo.
O Lula chupou o oxigênio deles.
O Lula fez inclusão social, com políticas que levaram à distribuição de renda na vertical e na horizontal.

Os pobres subiram na escala da renda – e infernizam o Jabor nos aeroportos – clique aqui para ler “TAM vai vender nas Casas Bahia”.
E na horizontal: o Brasil cresce mais fora de São Paulo.
Em Pernambuco e na Bahia, por exemplo, onde o Serra vai tomar a surra que o Arthur Virgilio disse que ia dar no Lula.
O Fernando Henrique e o Serra perderam a capacidade de entender o que aconteceu no Brasil com Lula e, com isso, não conseguiram “ter um tema”.

O “pós Lula” é um blefe.
O problema é o “mais Lula”.
Como não entenderam o que Lula tinha feito, não foram capazes de ter idéias para combater o Lula.
Fernando Henrique e Serra estão ancorados em 2002.

Em 2002, Fernando Henrique achava que entrava para a História e seria chamado em Colombey les Deux Eglises para salvar a Pátria, com o fracasso do Lula.
Em 2002, o Serra ganhou a eleição.
Daí vem a proteção às APAES, a prioridade ao Intestino etc etc etc
O Lula tirou o oxigênio dos tucanos de São Paulo.

O Serra terá um fim melancólico, como previu o Marco Aurélio Garcia.
Para o Fernando Henrique, zero a zero, diria a Eliane Catanhêde.
Ele sempre pode ir para Capri.

Paulo Henrique Amorim

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

DILMA GANHOU PORQUE NÃO PERDEU

O Serra foi o que ele é: um desastre


A frase acima é da Lucia Hippolito.
Um primor.
Para ser escrita numa lápide que oculta o mais torpe e podre preconceito.
E resume o desapontamento (e o desamparo) da direita com o desempenho de Dilma Rousseff no debate da Band.
A Hippolito estava absolutamente certa de que Serra estraçalharia Dilma.
(Ela e o Sérgio Guerra, esse arauto do mais fino trato que trata a Dilma de “burra”).
Vã e inútil expectativa.
A facilidade com que a comentarista da CBN reconhece que a Dilma é a Dilma revela seu espantoso estado de amargura desmedida.
É quase surpreendente.
Dilma não é o “poste” de Lula.
A oposição descobre tardiamente que Dilma tem luz própria.
A tese sociológica do doce e “iluminado” Fernando Henrique Cardoso caiu por terra.
Ruiu como o sonho de ver Serra eleito Presidente.
A primorosa frase da Lucia Hippolito é reveladora.
Dilma deve, no mínimo, se dar por satisfeita por Serra – o grande “técnico, inteligente e experiente, tem conteúdo e não diz bobagem” - não ser assim tão preparado.
Agora, se o Serra fosse o Plínio Arruda, não teria sobrado um fio de cabelo da Dilma para contar a história.
O Plínio foi um fenômeno. Brilhante. O grande vitorioso.
O candidato do PSOL fez jus a sua posição nas pesquisas.
Ele está abalando. Bombando até no twitter.
O grande desastre foi a Marina.
A Marina que tinha que “explodir” a Dilma acabou sendo implodida pelo afoito intrépido Plínio Arruda.
O Serra foi o que a Hippolito esperava.
Fica evidente que ela estava convicta de que Serra não exibiria a sua técnica vitoriosa e não faria valer sua experiência – atributos que lhe distingue de forma descomunal da burra e despreparada Dilma – que lhe valeram uma estupenda e inesquecível vitória em 2002 sobre um analfabeto vindo dos cafundós pernambucano.
Bobagem é coisa pouca.
Para a argumentação da Lúcia Hippolito.
Dilma, “de certa forma”, foi quem surpreendeu.
E escancara: a estratégia dos pigtucademos era acabar com Dilma logo no primeiro debate.
Dilma seria um desastre.
Já que “ela é um fantoche do Presidente Lula”.
Dilma não é nada disso.
“Se os tucanos quiserem derrubar a Dilma à base desses argumentos vão ter que caprichar mais. O Serra vai ter que ser mais inciso, vai ter que partir mais pra cima dela...”
Dilma ganhou o primeiro debate e vai ganhar do Serra no Primeiro Turno.
Porque o Serra é um perdedor.
Serra perde até pro Plínio Arruda.
Esse neo-fenômeno que não tem nada a perde, mas não ganha nem da Heloísa Helena.