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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O SILÊNCIO DO GOLPE OU O GOLPE DO SILÊNCIO

Eles persistem...



Do Conversa Afiada, via Blog da Cidadania, o texto abaixo constitui a ferramenta que desserra o pano que encobria a canalhice da mídia nacional.
Da mesma imprensa que se arvora em cobrar liberdade de expressão como se a esta houvesse ameaças.
Quando, efetivamente, não havia liberdade de imprensa, esta mídia não só foi omissa em cobrar o restabelcimento da ordem constitucional, mas se colocou ao lado dos golpistas e se transformou em agente de repressão à medida que a este servia e se deixava servir.

Kotscho afirma: O PiG (*) existe

Kotscho: o PiG não falava em liberdade de imprensa durante a ditadura

Extraído do Blog da Cidadania, de Eduardo Guimarães:
Kotscho diz a Jô Soares que imprensa foi golpista

Não pode passar batida a entrevista que o ex-assessor de imprensa e amigo do presidente Lula, o jornalista Ricardo Kotscho, concedeu ao programa do apresentador Jô Soares, na tevê Globo, na madrugada desta quarta-feira (08/12).

Que eu saiba, foi a primeira vez que alguém conseguiu dizer, na sede da imprensa conservadora de direita, que ela, que acusa o atual governo de censura, foi a única, entre os dois lados, que defendeu um estado de exceção que se baseava justamente em… Censura!

No segundo bloco do programa, diante de questionamento feito pelo apresentador sobre supostas intenções deste governo de impor censura a uma mídia que se notabilizou por tentar ser mais oposicionista do que a própria oposição, Kotscho não perdoou.

Abaixo, reproduzo o diálogo entre Ricardo Kotscho e Jô Soares no programa da Globo supramencionado.

Jô Soares – O governo, parece que o governo está estudando a criação de um órgão pra controle, pra controle de conteúdo de rádio e televisão. O que você sabe dessa proposta, o que é que há de concreto e o que você acha disso?

Ricardo Kotscho – Olha, de concreto não há nada – até é bom levantar isso. Participei de um congresso, semana passada, na TV Cultura, sobre liberdade de imprensa, e estava esse negócio – o medo, o pânico, a censura, a volta da censura… Mas, quem fala isso, não viveu aquele tempo – eu vivi e eu sei como é que é…

Jô – Não, eu também e eu sei, inclusive, que é inconstitucional…

Kotscho – É impossível, hoje nós vivemos em uma democracia…

Jô – Então por que é que há essa onda, que tem até nome?

Kotscho – Então eu vou te falar: controle social da mídia, são documentos que circulam em sindicatos… Da categoria de comunicação, em congressos, simpósios, seminários… Tem gente que quer isso mesmo. Mas é uma minoria que nunca consegue…

Jô – Sempre tem gente…

Kotscho – Sempre tem, sempre tem… Desde sempre, desde o começo, quando eu trabalhava lá com ele [Lula] como secretário de imprensa. Nunca houve nenhuma medida de controle da imprensa.

Aí vão dizer assim: “Ah, mas o Estadão…”; o Estadão é uma questão do Judiciário. Todos os problemas que existirem de controle da informação são da Justiça, não tem nada a ver com o governo federal. Nem do atual governo Lula. E conheço muito bem a presidente eleita, Dilma, e não vai ter.

O Franklin Martins, nesse seminário da TV Cultura, disse, com todas as letras: “Controle social da informação é bobagem por um motivo muito simples: é inviável”. Sabe, não dá pra fazer. Quem vai controlar? Como vai controlar? Quem controla, somos todos nós. O controlamos sempre…

Jô – Dá pra controlar, não precisa nem levantar, hoje…

[apresentador faz mímica simulando uso do controle remoto]

Kotscho – Não ta gostando da nossa conversa, muda lá no controle remoto, compra outro jornal amanhã… É esse o controle que existe.

Jô – Agora, tem uma coisa, por exemplo…

Kotscho – Só uma coisa, Jô, deixa eu só complementar. Quem ta falando isso, todo dia, em manchetes, esse negócio de ameaça, na campanha eleitoral se falou… Não tem.

Eu me lembro muito bem, que eu sou dessa época, o Estadão ajudou a dar o golpe de 64. Ele fez reuniões dentro do jornal, que acabaram implantando a censura no Brasil, a ditadura que ele não gostou.

A Folha de São Paulo, você vai se lembrar disso, demitiu o Cláudio Abramo, que era um grande diretor de Redação, a pedido dos militares. Aí ninguém fala em liberdade de imprensa.

A Veja…

Jô – Mas aí havia uma ditadura… Reinando.

Kotscho – Exatamente, isso que eu quero dizer. Aí havia censura, e aí ninguém falava em liberdade de imprensa…

Jô – Por isso tão rígido a…

Kotscho – A revista Veja, a editora Abril, também não falava em liberdade de imprensa, a pedido dos militares.

Jô – Foi tão rígida, na Constituição, a medida que se tomou pra que não houvesse mais…

Kotscho – Olha, eu tenho mais de cinqüenta anos de profissão. Eu tenho um nome a zelar. Eu não vou falar pra um grande público como o teu, aqui, uma coisa que eu acho que pode estar errada. Eu tenho certeza: não houve e não haverá nenhum risco (…)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

FICHA DA DILMA: ARMAÇÃO DA FOLHA

A respeito do direito à Folha de examinar o processo da presidente eleita Dilma Ropusseff, concedido pela Justiça, publico postagem do jornalista Paulo Henrique Amorim, no seu blog Conversa Afiada.

O que a Folha quer com a ficha da Dilma ?

A Folha (*) comemora na primeira página: STM concede à Folha o direito de examinar o prcoesso da Dilma no regime militar.


Primeiro, o que a Folha (*) queria ?

A Folha queria abrir o passado da Dilma durante a campanha presidencial e ajudar o Serra e o índio a pendurar nas costas da Dilma o estigma de matar adultos, além de matar criancinhas.

O capítulo das criancinhas foi aberto pela Grande Estadista chileno-brasileira Mônica Serra.

O STM não deixou a Folha ajudar o Serra nesse aspecto.

Com a surra que a Dilma aplicou no Serra – 56% a 44% – o que a Folha agora quer ?

Primeiro, ir à forra da ficha falsa.

A Folha publicou uma ficha falsa da Dilma, que se tornou uma das notáveis “barrigas” da Imprensa Mundial.

A Folha vai tentar demonstrar que a ficha falsa é verdadeira.

Segundo, a Folha quer pegar a Dilma na mentira.

A Dilma e inúmeros colegas de militância asseguram que a Dilma não participou de nenhuma ação armada.

A Folha vai querer mostrar que a Dilma pegou em armas, roubou o cofre do Ademar, matou criancinhas, e derrubou as Torres Gêmeas.

Terceiro, a Folha quer desmoralizar a Dilma e reproduzir declarações e situações nascidas no processo de tortura.

Quarto, a Folha quer dar legitimidade a uma máquina repressiva e judicial construída no regime militar.

Quinto, a Folha quer re-instalar o regime militar e seus mecanismos no regime democrático que a Dilma respeitou e no qual se tornou vitoriosa.

Sexto, a Folha quer reestabelecer a legitimidade das práticas do regime militar a que ela, a Folha, serviu com devoção e fidelidade.

Serviu de diversas maneiras.

Serviu quando cedeu os carros de reportagem para transportar torturadores e vítimas de torturadores.

Serviu ao transformar seus jornais em instrumentos da repressão e da ocultação de crimes hediondos.

Sétimo, a Folha quer constranger a Dilma.

A Folha quer fazer o que o senador Agripino Maia não conseguiu: transformar o Regime Militar num regime constitucional inglês e a Dilma numa terrorista.

Oitavo, a Folha avisa a presidente eleita que a combaterá sem tréguas.

Nono, a Folha quer impedir que a Dilma faça uma Ley de Medios.

Décimo, para a Folha, a Dilma é o Marighella, que será abatido num cruzamento dos Jardins, entre a Avenida Paulista e a Rua Estados Unidos.

 
Paulo Henrique Amorim


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

PERGUNTE AO SERRA QUE ELE NÃO RESPONDE

As perguntas que Dilma fez ao Serra no debate da Band ficaram sem respostas.
Absolutamente todas.
E assim permanecerão.
Para sempre.
A não ser que que o Serra as debata direto do ostracismo no qual habitará em breve - ele o Arthur Virgílio, o Tasso, a Marina com seu Gabeira - e outros "vultos" da direita que se transformarão em vultos do passado e entrarão para o esquecimento.

O Serra é ocado por dentro.
Um talo de bambu escuro internamente.
O Serra é um vácuo, um buraco negro que se autodestroi e se consome interiormente.
Uma espécie de aspirador de pó em cujo interior nada existe além de partículas de sujeira.
Um poço vazio de conteúdo e idéias.

Parece que a Dilma andou lendo o Conversa Afiada e a Carta Capital antes do debate.
A Dilma foi a Dilma.
Partiu pra cima do Serra como deveria tê-lo feito desde o primeiro turno.
Elevou-o às cordas, jogando em seu colo a privataria tucana.
A tentativa de vender a Petrobras.
E de mudar seu nome para Petrobrax.
Para torná-la mais palatável aos olhares estrangeiros.
O seu tresloucado empenho de grande privatista, reconhecido pelo próprio padrinho, o FHC.

Serra não se deu ao trabalho de defender suas idéias simplesmente porque não as tem.
Se trivesse se defendido, Serra haveria de defender também seus amigos, assemelhados e assessores mais próximos.
Como o Ricardo Sérgio, o David Zylberstajn, o Preciado, e o Mendonça de Barros.

O Serra preferiu se travestir do “Serra do bem” e acabou se dando mal.
Mal como ficou a própria mulher, a chilena Mônica Allende, que disse em plena Copacabana que a Dilma come criancinhas.

O Serra abandonou na arena da covardia a sua Mônica.
Oh! Serra.
Que infidelidade, né?

Como diz o Paulo Henrique Amorim, se ele não defende a própria mulher o que dizer da mulher dos outros?

A tentativa de colar em Dilma a pecha de agressiva e grosseira não colou.
Logo o Serra se autovitimar e acusar alguém de grosseiro?
Foi como reconhecer a força da adversária e sua própria inoperância.

Demagogicamente, Serra demonstrou-se surpreso pelo tom agressivo de Dilma, por ela ter assimilado tão bem o treinamento petista.
E a imprensa sonoramente lhe fez coro, inclusive a emissora que promoveu o debate.
"O debate teve um tom agrassivo".
"A candidata petista partiu para o ataque."

Mal sabe o Serra – e a mídia - que se a Dilma tivesse sido a Dilma desde o início da campanha aquele debate não teria acontecido.

Na verdade, Serra esperava a Dilma do primeiro turno quando foi “amarrada” pelas regras dos debates e, como se não bastasse, pentelhada pelo folclórico Plínio e a insossa Marina.
Tudo para beneficiar o candidato oficial da imprensa de direita.

Não tenho como afirmar que ou se o Lula “liberou” a Dilma.
Mas que ela bateu no Serra, isso ela bateu.

Até a Folha acusou o golpe.











quinta-feira, 23 de setembro de 2010

DILMA VAI GANHAR

Do inigualável Conversa Afiada: Dilma vai ganhar.
Datafalha e PiG (*) não dão Golpe


Lula não é Jango.
Serra não é Lacerda.
O Eduardo Jorge não é o Golbery.
O dia de ontem, dez dias antes da eleição, expôs os três “argumentos” da elite branca (e separatista, no caso de São Paulo) para tentar evitar o inevitável: a vitória de Lula/Dilma.

O Datafalha, que não falha, operou na margem de erro para mostrar que as denúncias da Folha (**) vão levar a eleição para o segundo turno.

Isso, sem contar com o Ali Kamel, que, no dia 1º. de outubro, poderá repetir 2006: “o primeiro golpe já houve, falta o segundo”.

A manipulação do Datafalha e do Globope no jornal nacional é um instrumento central do Golpe.

Sempre foi.

O outro elemento desta estratégia suicída é a criminalização do PT, através de um vídeo odiento, divulgado na internet, e que os marqueteiros do Serra inevitavelmente vão jogar no horário eleitoral.

Eles não conseguirão conter a  sordidez intrínseca à pretensão de Serra.

Este vídeo será exibido no horário eleitoral, em tabelinha com o jornal nacional do Ali Kamel – prevê este ordinário blogueiro.

Eles não têm mais bala na agulha.

A não ser a baixaria, como este ordinário blogueiro sempre imaginou: Serra numa campanha é garantia de baixaria – diz o Ciro.

Ou do mesmo autor: Serra é inescrupuloso; se preciso fôr, passa com um trator em cima da cabeça da mãe.

Clique aqui para ler “O PT e a Dilma vão à Justiça contra o vídeo sórdido”.

Lula conseguiu segurar os rotweillers do PT: a Dilma não conseguirá – diz o vídeo.
É uma velha acusação, que recupera 2002: Lula conseguirá segurar o PT ?
Dilma conseguirá segurar o José Dirceu ?
A Regina Duarte morria de medo.
Hoje é o Vereza.

A manipulação do PiG (*) e dos institutos de pesquisa; a criminalização do PT; e o renascimento da UDN
A UDN renasce em São Paulo – onde mais seria ? – , com o apoio de manifestações “de massa”, como as do “Cansei” – clique aqui para ler “”Cansei” defende Tradição, Família e Propriedade – terá o apoio do CCC ? ”.

A campanha de Serra reproduz a sordidez da campanha de Collor contra Lula.
Com algumas diferenças, é óbvio.
Uma delas é que o ódio do PiG (*), hoje, é mais intenso e se manifesta mais desinibidamente do que quando criminalizou Lula para eleger o Collor.

A famosa edição do jornal nacional, na véspera da eleição do segundo turno, com a edição do debate e o editorial do Alexandre Maluf Garcia, seria, hoje, uma BBC.
Só tem um problema.
Dilma ganhou a eleição.

E o PT é o único partido que vai sobreviver ao suicídio em massa produzido pelo Jim Jones, o jenio.

Clique aqui para ler o excelente – como sempre – artigo de Maria Inês Nassif, no Valor de hoje, pág. A8, “Quadro partidário paga o preço do passado – no pós-64, os partidos repetiram o quadro do pré-golpe.”

“ … o que sobrar da oposição (com a vitória da Dilma – PHA) terá uma força mínima no Congresso. A tentação do udenismo, nessa situação, aumenta muito. A instabilidade partidária, nesse caso, pode ser um fator de desestabilização da própria democracia.”

Dilma terá maioria no Senado.
O que fará a UDN ?
Vai para o Golpe, 365 dias por ano.

Agora, mais fraca, sem o cartão Visa do Arthur Virgilio Cardoso, a estreita relevância do Marco Maciel e a Ética apolínea do Heráclito Fortes.
E pode até ficar sem o Tasso “tenho jatinho porque posso” Jereissati, cuja eleição já não é tão segura.

A intervenção militar (***) de 64 se deu, em boa parte, para evitar que, na eleição de 1966, o PTB de Vargas, Jango e Brizola se tornasse a maior bancada da Câmara.
Agora, não adianta, o PT vai crescer, a base da Dilma vai aumentar e a UDN vai diminuir.

Outro argumento importante para explicar a vitória da Dilma, em oposição à derrota do Lula contra o Collor: essa eleição é “casada”.
O Oráculo de Delfos sempre disse que o Collor se elegeu porque era uma eleição “descasada”.

Era uma eleição só para Presidente da República.
Agora, não.

A eleição da Dilma está “casada” com a eleição do Eduardo Campos (coitado do Jarbas !), do Jacques Wagner, do Osmar Dias, com o Dilmasia, do Tarso Genro, do Netinho e da Marta, do Sergio Cabral etc etc.

Como diz o Brizola Neto – eleição se ganha no voto.
Como diz o Lula: o eleitor já sabe quando eles mentem.

Clique aqui para ler “Lula subiu um degrau no ataque ao PiG”.

O eleitor estudou mais, o filho foi para a faculdade, se tornou consumidor e cidadão, tem carteira assinada, compra carro, casa própria, viaja de avião, a auto-estima se reforçou.

“Formador” de opinião não forma mais nada.
Como diz a Inês Nassif: o PiG (*) fala para a UDN, a UDN fala para o PiG (*).

É uma cerimônia de celebração a Onan.
E tem a internet.
Esses blogueiros independentes que tanto irritam o Serra, a imparcial Dra Cureau e o “Cansei”.

Acabou o monopólio do PiG (*).
Falta extirpar o PiG (*) do centro da política brasileira.
O PiG (*) sabe que a Dilma vai fazer a Ley de Medios, porque ela não é suicida.

Ou ela faz uma Ley de Medios, ou cai, porque ela não é metalúrgica, como diz o Mino Carta.
E tem um pequeno problema: a UDN não tem voto.
A UDN controla a elite branca (e separatista, no caso de São Paulo).
Controla o PiG (*), o Datafalha e o Globope, mas não tem voto.

Um amigo meu tem um cachorro de nome “Docinho”.
De manhã, ele sai com o “Docinho” para passear na Praça Villaboim, no coração de Higienópolis.
“Docinho” é uma cruza bizarra de raças, um desajeitado e muito doce.
Um encanto.
Chama a atenção.
Muitas vezes, o passeio do “Docinho” coincide com a promenade matinal do Fernando Henrique Cardoso.

FHC vai à banca de jornal.
À padaria.
Às vezes passa na farmácia.
Solitário como pardal na chuva.

O “Docinho” recebe mais cumprimentos e carinho do que o Fernando Henrique.

A UDN só dá Golpe.
Dava.

A Dilma está eleita.

Paulo Henrique Amorim

quinta-feira, 29 de julho de 2010

MÉDIA DO PIB BRASILEIRO É A QUE MAIS CRESCE NO MUNDO

A migração aí é da classe "d" para "c"
O Almanaque da crônica faz uma compilação ou síntese de post publicado no site Conversa Afiada do jornalista Paulo Henrique Amorim.
Move-me o humilde e irrestrito interesse de demonstrar de forma tão simplificada quanto possível, que os especialistas da Globo estavam certos.
O Governo Lula foi um desastre para o Brasil.

Esse passa-fome e retirante ousou acabar com a fome de milhões de brasileiros.
Se fosse música, o verbo “migrar” seria o hit da hora: virou moda dizer que a classe “e” migrou para a classe “d”, enquanto esta migra para a “c”.

Tanto esforço por tão pouco.

Afinal, não custa dizer que Lula – um migrante de quatro cotasdos – é uma verdadeira explosão.
O Brasil explodiu social e economicamente com Lula.

A Mirian Leitão que o diga.
E o Serra, o que ele tem a dizer?


PIB per capita é o resultado da divisão entre as riquezas produzidas por um país e sua população.
Se todas as riquezas produzidas no Brasil fosse divida entre a sua população cada brasileiro receberia a quantia de US$ 10 mil em 2010.
A Economia nacional ultrapassa média da renda per capita mundial e pode chegar até US$ 20 mil até o fim desta década
Demorou cinco séculos, mas a economia brasileira está próxima de alcançar a marca de US$ 10 mil de renda per capita.

As projeções foram feitas por economistas do Portal IG, tabulados com base em dados oficiais.
Com a expectativa de apresentar o maior crescimento dos últimos 25 anos, o Brasil deve se colocar acima da média mundial até o fim do ano ou no início de 2011.
Uma classe média emergente começa a mudar o perfil da economia brasileira.
O Brasil atingirá um novo padrão social e econômico.

O setor de serviços - que envolve a prestação de serviços às empresas, bem como aos consumidores finais – tais como o comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, transportes terrestre, aéreo e aquaviários, por exemplo - ocupará mais espaço, em detrimento da indústria, segundo dizem os economistas.
Essa mudança estrutural deve acelerar o ritmo de expansão econômica brasileira.
Foi isso que aconteceu com países desenvolvidos, como Estados Unidos e Japão, décadas atrás.

Estimativas da LCA Consultores mostram que, em 2020, o PIB per capita deve dobrar, atingindo a casa dos US$ 22,7 mil.
Os Estados Unidos, que bateram os US$ 10 mil per capita em 1978, dobraram a renda exatamente dez anos mais tarde, enquanto o Japão precisou de apenas quatro anos para o PIB per capita saltar de US$ 10,8 mil em 1984 para US$ 23,9 mil em 1988.

O Brasil alcançou um PIB per capita de R$ 16.414 – o equivalente a US$ 8.220 no fim do ano passado.
E espera um PIB per capita de quase R$ 17,5 mil.
O cálculo é que, com a divisão dessa importância pela cotação do dólar esperado para o fim do ano, chegaremos ao PIB per capita de US$ 10 mil nos próximos meses.
O Brasil deve encerrar 2010 com um PIB projetado de R$ 3,22 trilhões (o 8º maior do mundo) e uma população por volta de 193,3 milhões de habitantes (a 5ª maior do mundo).
A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda projeta crescimento da renda per capita em 5,5% neste ano, o maior desde 1985.
Com uma população com renda média superior a US$ 10 mil anuais, o setor de serviços ganha mais peso no desenho econômico brasileiro, já que as famílias passam a ter mais opções de gastos com consumo de produtos e serviços mais sofisticados.
Dados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), divulgados pelo IBGE, mostram que as despesas de consumo das famílias brasileiras chegaram à média mensal de R$ 2.134,77. Os gastos com habitação lideram a lista, com 35,9% do total, seguidos por alimentação (19,8%) e transporte (19,6%).

O consumo das famílias, que respondeu por 4,1% do PIB em 2009, está em franca ascensão. Segundo a LCA, neste ano, as famílias consumirão 6,4% do PIB – algo em torno de R$ 230 bilhões. Para 2020, os números devem chegar a R$ 467 bilhões (praticamente o PIB da África do Sul em 2009).
O impacto disso é claro: o Brasil tem hoje mais de 70 milhões de usuários de internet, movimentando R$ 10,6 bilhões em comércio eletrônico. São mais de 53 milhões de televisores, 23 milhões de máquinas de lavar, 2,5 milhões de veículos novos emplacados por ano e 175 milhões de telefones celulares.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

DEPOIS DA HEGEMONIA, A ELEIÇÃO

Olha a quem o Serra submete seus caprichos. É o fim.
Conversa Afiada: PSDB perdeu a hegemonia, porque é de São Paulo

José Serra não teve peito de enfrentar os DEMOS e entregou a vice-presidência a um ilustre desconhecido.

(Desconhecido, não da vereadora tucana do Rio, Andrea Gouvêa Vieira, que, hoje, no Globo, volta a dizer que Indio do Brasil favoreceu a Milano, uma vendedora de merendas superfaturadas – merendas e, não, ambulâncias amigo navegante)

José Serra não teve peito para fazer a chapa puro sangue com Aécio ou Álvaro Dias.
Por que ?

Por que ele teve que cair no colo do DEMO mais retrógrado, o da família Maia, do Rio ?
Por que ele não conseguiu seguir o caminho do meio do espectro político e fazer um vice do PSDB ?
Por que o PSDB não conseguiu ser PSDB ?
Com um vice do PSDB ou com Aécio na cabeça da chapa ?

Numa ou noutra hipótese, o PSDB não teria ido para a direita, mas ficaria no centro.
Aécio seria pós-Lula sem rancor, sem despotismo.
Um PSDB/PSD.
Serra é o PSDB/UDN.
Como diz um mineiro ilustre: Serra é o último autoritário.
Mais do que isso.
Serra é de São Paulo.

E, para o resto do Brasil, tucano de São Paulo significa “direita”, significa “arrogância”, significa “pavor de nordestino”, significa “elite”: o Brasil é São Paulo e o resto é o resto.
Como diz Fernando Lyra, sábio pernambucano: São Paulo não pensa o Brasil.
São Paulo dos tucanos não precisa do Brasil.
O Brasil é que precisa deles.
E eles não devem satisfação a ninguém.
Fazem o que bem entendem.
O PiG (*) é deles.
O PiG (*) é a oposição quando eles não querem ser.

Os tucanos de São Paulo (com o PiG) jogaram o Brasil no colo do neoliberalismo, como fez o Farol de Alexandria.
Compraram um segundo mandato.
E governaram com e para o PiG.
Serra é tudo isso e mais vinte.
Porque Serra é um neoliberal por dentro e um Putin por fora.
Serra é São Paulo na veia.
Serra é tucano de São Paulo na veia.
Serra e FHC jogaram o PSDB na direita.

Jogaram o PSDB no colo do DEMO.
E lá morrerão.

(Mas, os Maia, não.)
O Brasil cansou do paulistismo.

Paulo Henrique Amorim

domingo, 23 de maio de 2010

FALTA UM PROGRAMA AO SERRA: O DE GOVERNO

Na foto, Serra, o candidato que só tem o PiG


Conversa Afiada: Serra é o novo Silvio Santos. Um programa de tevê resolve tudo
O Conversa Afiada considera que há vários espécimes de jornalistas do PiG (*).

( O Mino Carta acha que pior que os patrões são os jornalistas do PiG.)

Por exemplo, há os colonistas (**) do PiG (*).
Há os “patrólatras”.
Há os “analistas de tabela”, os jornalistas, especialmente da Globo, que analisam o “Brasileirinho” a partir do próximo jogo.

(Dos 23 do Dunga, 3 jogam no Brasileirinho da Globo.)

E há os “pesquiseiros”.
Os “pesquiseiros” são os que analisam ao Data-da-Folha e o Globope – e se levam a sério.
Agora, com a notícia de que o Data-da-Folha captou um movimento sísmico extraordinário – a queda vertiginosa do Serra e a ascensão vertiginosa da Dilma – os “pesquiseiros” do PiG (*) construíram uma teoria.
Que a Dilma só empatou com o Serra porque o Data-da-Folha captou um programa de tevê do PT, com o Lula.

(Clique aqui para ler sobre os vícios da pesquisa do Data-da-Folha )

Quando captar o próximo programa de tevê do Serra, volta tudo à estaca zero, e o Data-da-Folha consagrará Serra em maio, como Presidente do Brasil, desde 2002.
Se programa de tevê ganhasse eleição, a Ana Maria Braga teria eleito o Louro José presidente do Partido Verde.

Se programa de tevê ganhasse eleição, o Datena seria Secretário de Segurança de São Paulo.
Se programa de tevê ganhasse eleição, o Galvão Bueno seria o técnico da seleção.
Se programa de tevê ganhasse eleição, a Xuxa seria presidente da UNICEF.
Se programa de tevê ganhasse eleição, a Miriam Leitão seria Ministro da Fazenda.
Se programa de tevê ganhasse eleição o Jô Soares seria Prêmio Nobel da Literatura.
Se programa de tevê ganhasse eleição, o Fernando Henrique seria Secretário-Geral da ONU.
Se programa de tevê ganhasse eleição o Serra teria sido eleito em 2002.
Se programa de tevê ganhasse eleição, o Alckmin teria sido eleito em 2006.
Se programa de tevê ganhasse eleição, o Silvio Santos teria sido eleito presidente do Brasil, como queria o DEMO de Jorge Bornhausen.

Serra é o neo-Silvio.
Ele só tem a mídia.

Como disse aquele governador do PMDB: o Serra só tem a mídia – o PiG (*) – para ser presidente do Brasil.
Ele (o Serra) é um gênio ! (***)

Paulo Henrique Amorim

(*)Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (*) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(***) O Serra acusou o PT de “patrimonialismo”. A acusação teve profundo impacto lá em Cascadura, onde me criei – com muito orgulho. Como se sabe, em Cascadura há inúmeros centros de estudos da obra de Max Weber e de Raymundo Faoro. Weber e Faoro entendem de “patrimonialismo”, tanto quanto qualquer morador do nobre subúrbio carioca de Cascadura. A acusação é gravísssima ! “patrimonialismo” ! Onde já se viu coisa igual ? Ele é um gênio !

terça-feira, 18 de maio de 2010

A PURA INVEJA DE UMA MÍDIA ANCIÃ E DECADENTE

O PIG não sabe, mas ele é o cara



Leandro explica por que o PiG sofre tanto com o Irã

Deu no blog do Leandro Fortes:

Não verás Lula nenhum

Do impecável Paulo Henrique Amorim, no afiadísimo
Conversa Afiada.

Em linhas gerais, Luís Fernando Veríssimo disse, em artigo recente, que as gerações futuras de historiadores terão enorme dificuldade para compreender a razão de, no presente que se apresenta, um presidente da República tão popular como Luiz Inácio Lula da Silva ser alvo de uma campanha permanente de oposição e desconstrução por parte da mídia brasileira. Em suma, Veríssimo colocou em perspectiva histórica uma questão que, distante no tempo, contará com a vantagem de poder ser discutida a frio, mas nem por isso deixará de ser, talvez, o ponto de análise mais intrigante da vida política do Brasil da primeira década do século XXI.

A reação da velha mídia nativa ao acordo nuclear do Irã, costurado pelas diplomacias brasileira e turca chega a ser cômica, mas revela, antes de tudo, o despreparo da classe dirigente brasileira em interpretar o força histórica do momento e suas conseqüências para a consolidação daquilo que se anuncia, finalmente, como civilização brasileira. O claro ressentimento da velha guarda midiática com o sucesso de Lula e do ministro Celso Amorim, das Relações Exteriores, deixou de ser um fenômeno de ocasião, até então norteado por opções ideológicas, para descambar na inveja pura, quando não naquilo que sempre foi: um ódio de classe cada vez menos disfarçado, fruto de uma incompreensão histórica que só pode ser justificada pelo distanciamento dos donos da mídia em relação ao mundo real, e da disponib ilidade quase infinita de seus jornalistas para fazer, literalmente, qualquer trabalho que lhe mandarem os chefes e patrões, na vã esperança de um dia ser igual a eles.

Assim, enquanto a imprensa mundial se dedica a decodificar as engrenagens e circunstâncias que fizeram de Lula o mais importante líder mundial desse final de década, a imprensa brasileira se debate em como destituí-lo de toda glória, de reduzí-lo a um analfabeto funcional premiado pela sorte, a um manipulador de massas movido por programas de bolsas e incentivos, a um demagogo de fala mansa que esconde pretensões autoritárias disfarçadas, aqui e ali, de boas intenções populares. Tenta, portanto, converter a verdade atual em mentiras de registro, como se fosse possível enganar o futuro com notícias de jornal.

Destituídos de poder e credibilidade, os barões dessa mídia decadente e anciã se lançaram nessa missão suicida quando poderiam, simplesmente, ter se dedicado a fazer bom jornalismo, crítico e construtivo. Têm dinheiro e pessoal qualificado para tal. Ao invés disso, dedicaram-se a escrever para si mesmos, a se retroalimentar de preconceitos e maledicências, a pintarem o mundo a partir da imagem projetada pela classe média brasileira, uma gente quase que integralmente iletrada e apavorada, um exército de reginas duartes prestes a ter um ataque de nervos toda vez que um negro é admitido na universidade por meio de uma cota racial.

Ainda assim, paradoxalmente, uma massa beneficiada pelo crescimento econômico, mas escrava da própria indigência intelectual.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

ELE É DA MESMA NINHADA

O filhote de FHC
Do Conversa Afiada, por Emir Sader, no seu blog: O anti-Lula de Serra: sua verdadeira política econômica
Ele pensa que esconde que saiu do ovo do FHC

Serra ficou furioso. Sua equipe econômica deu entrevista à agência Reuters e abriu o jogo, revelando o plano econômico real que, caso ganhasse o tucano, colocaria em prática, confirmando os principais neoliberais de Serra – os mesmos que orientaram seu governo em São Paulo. Serra esbravejou, esperneou, distribuiu broncas, ordenou que ninguém repercutisse nos partidos da imprensa. Mas já era tarde.

A primeira medida econômica de Serra seria um duro ajuste fiscal – como é típico dos governos neoliberais. Segundo revelado por dois membros da equipe econômica tucana, se promoveria a renegociação de contratos e o corte de despesas públicas – conforme o modelo do FMI. Esse seria o começo do “choque de gestão”, típico das gestões tucanas.

“Ele vai entrar com medidas fiscais e até renegociação de alguns contratos”, disse a fonte tucana.” As despesas da máquina pública estão sob um controle muito frouxo…”
Critica-se o aumento das despesas públicas, uma suposta queda na arrecadação e as desonerações feitas para resistir aos efeitos da crise mundial. Anuncia que estão vigilantes sobre a cotação do real frente ao dólar. O papel dos bancos públicos seria “relativizado”, de forma coerente com a privatização do Banespa, vendido ao banco espanhol Santander, assim como a colocação à venda da Nossa Caixa que, felizmente, foi resgatada pelo Banco do Brasil. Assim, São Paulo, o estado mais rico do país, não tem mais nenhum banco público, o candidato tucano preferiu liquidar o patrimônio para fazer estradas, que aparecem muito mais do que financiamentos subsidiados para casa própria, por exemplo, como faz o governo federal. “Relativizado” significa baixo perfil, Estado mínimo, conforme o receituário neoliberal, para que os bancos privados possam ser absolutizados, possam ocupar mais espaço ainda.

Diz o tucano, na entrevista a Reuters, que o fortalecimento dos bancos públicos contribuiria para “aumentar a pressão inflacionária, ao aquecer em demasia a atividade” (sic), preocupação prioritária dos neoliberais, que não aprendem com o governo Lula que se pode – e se deve – aumentar os salários e diminuir as taxas de juros que, em um marco de crescimento com distribuição de renda, não apresentam riscos inflacionários. “Não acho que os bancos públicos precisam ter uma política tão protagonista (sic) neste pós-crise”, afirma a fonte, de forma coerente.

“Uma atuação menos arrojada, inclusive, poderia ser um dos caminhos para evitar a alta das taxas de juros a fim de controlar a inflação e as expectativas de preços”, comenta Reuters, a partir da conversa com membros da equipe econômica tucana.
A equipe serrista considera exagerados os estímulos fiscais dados pelo governo Lula durante a crise. “Não precisava dar para toda a linha branca e depois para móveis…” Parece que seguem acreditando que o próprio mercado tem mecanismos próprios de reativação econômica.

Apostam pouco na concretização de reformas como a tributária, em que o interesse seria apenas o de desonerar investimentos e folha de pagamento, sem nada que apontasse para uma estrutura tributária em que “quem ganha mais, paga mais”, como seria socialmente justo.

Então, a surpresa que Serra esconde é similar à de Carlos Menem e à de Carlos Andrés Perez: um grande pacote de ajuste, escondido sob o disfarce de um “choque de gestão”, tão a gosto do neoliberalismo tucano.

domingo, 18 de abril de 2010

O PIG NÃO SOBREVIVERÁ A UMA NOVA DERROTA TUCANA

O PIG vai pedir penico




Do Conversa Afiada: Só o Serra salva as empresas do PiG (*). Daí, o desespero
Publicado em 18/04/2010

A Globo é a mais vulnerável
Na revista Carta Capital desta semana, na pág. 27 (clique aqui para ler ), Leandro Fortes (**) conta que a Folha (***) “demorou CINCO DIAS para publicar o desmentido enviado pela assessoria da candidata e reconhecer formalmente o erro”.O erro foi um erro ou foi de propósito?O erro foi inventar uma frase que a Dilma não disse: “eu não fugi da luta e não deixei o Brasil”. Nos cinco dias em que a Folha (***) censurou a carta de desmentido, o PiG (*) dançou e rolou em cima do “erro”.
A Folha já tem uma rubrica no passivo com a Dilma: a ficha falsa.
E a circulação da Folha (***) é a que mais cai, dos jornais impressos.
A Abril e a Veja – a última flor do Fáscio (****) – não sobrevivem a outro mandato presidencial sem compras maciças de livro escolar.


O negócio de revistas desaba, a ponto de a internet, hoje, ter mais publicidade que as revistas.
A situação da Globo é a mais crítica. Ela faz negócios escusos com o Serra, à luz do sol.
O bolo publicitário da tevê brasileira não cresce, significativamente.
A TV Globo, durante trinta anos, cresceu com uma equação – 50% de audiência e 75% da verba publicitária.
Como a tevê absorve 50% de toda a publicidade brasileira, ela tinha 75% de 50%, ou seja, de cada R$ 1 investido em publicidade no Brasil, ela ficava com R$ 0,37.
Essa equação – inaceitável num regime de democracia – mudou.
O bolo não cresce e as concorrentes começam a tomar audiência e faturamento dela.
Ela não vai conseguir ser o que é, com menos audiência e menos dinheiro.
A qualidade vai cair – e a concorrência se acirrará.
No campo da imprensa escrita, a Globo acaba de ganhar em seu território, o Rio, um adversário considerável, o grupo português “Ongoing” – ler na Carta Capital desta semana, na pág. 50.
O “Ongoing” lançou um jornal de negócios, o Brasil Econômico, para ir para cima do Valor, que é da Folha e do Globo, e acaba de comprar um jornal popular no Rio, O DIA.
Os portugueses querem ir para a televisão.

E já entraram nos nichos do mercado onde há oxigênio para a imprensa escrita: o popular e de negócios.
Ou seja, a Globo passou a ter um concorrente de peso a lhe morder os calcanhares, já que o grupo vem de Portugal com variados interesses empresariais.

Logo no início do Governo Lula, o professor Wanderley Guilherme dos Santos dizia que a mídia impressa brasileira só tinha um poder remanescente: o de gerar crises.
(Como, agora, a de Belo Monte …).
Gerar crises para tomar uma grana do Governo.
É o que faz o PiG(*).
E mais, como demonstrou a presidente da associação dos jornais: hoje, no Brasil, o PiG(*) é a oposição.
(Ainda mais que o candidato da oposição não tem o que dizer. A não ser que sempre foi candidato. O que sempre se soube.)

Esta eleição de 2010 coincide com o aparecimento de um nova realidade empresarial: a entrada da internet no jogo e a democratização das fontes de informação.
O PiG(*) brasileiro só tem uma salvação.
Eleger o Serra.
Pelo menos no Data-da-Folha.
Daí, o desespero.

Paulo Henrique Amorim

terça-feira, 13 de abril de 2010

SE COMPARAR, DILMA VENCE, SE NÃO COMPARAR, SERRA PERDE

Sob Lula, 12 milhões delas foram assinadas


O Almanaque da crônica publica post do Conversa Afiada. No texto do Paulo Henrique Amorim estão impressas as palavras de um discípulo brizolista: Dilma ganha no primeiro turno porque Lula deu cidadania aos brasileiros, gerando emprego e renda.
Lupi: Lula criou emprego e deu renda. É por isso que a Dilma vai ganhar no primeiro turno
Publicado em 13/04/2010


O Conversa Afiada sempre disse que o Vesgo do Pânico tem mais chance de ser presidente que o Serra.

Por causa de uma questão profunda, estrutural: o Brasil não quer um paulista Presidente da República.

A questão nacional, o problema da Federação, está adormecida, porque o PiG (*) não conhece o Brasil e não conversa com os brasileiros não-paulistas; porque São Paulo não pensa o Brasil; e porque não interessa à elite branca de São Paulo (separatista) tratar disso.

Na superfície, há outros motivos para explicar a vitória da Dilma no primeiro turno.

Encontrei o Ministro do Trabalho Carlos Lupi (brizolista), enquanto aguardava, na ante-sala, para entrevistar o prefeito de Niterói, o brizolista Jorge Roberto Silveira.

Clique aqui para ler “Globo mente para crucificar prefeito de Niterói”.

Lupi me disse que o Brasil criará este ano dois milhões de empregos.
Janeiro bateu record de emprego.
Fevereiro bateu record.
Março bateu record.

Entre janeiro de 2003 dezembro de 2009 foram abertos 12 milhões (12 milhões !) de postos de trabalho.
Ou seja, o Governo Lula deu emprego à população de Paris ou de Buenos Aires.

Em oito anos, o Farol de Alexandria criou 780 mil empregos.
Ele, o Farol, e seu Grande Planejador, o José Serra.
(É por isso que o Lula vai pendurar o FHC no pescoço do Serra).

O interessante é que esses 12 milhões tem carteira assinada, aquela boa e velha carteira do trabalho do Dr Getúlio, lembra o Lupi.
Ou seja, Lula deu cidadania a 12 milhões de brasileiros.
Por enquanto.
Lula deu um aumento real (acima da inflação) de 54% ao salário mínimo.
Para todas as categorias de trabalhadores, o aumento real médio foi de 26% acima da inflação.
Quer saber por que o Lula é popular ?, me perguntou o Lupi.

É por isso: emprego, renda e cidadania.
Lupi contou que, até agora, já mereceu 105 editoriais do PiG (*) – Estadão, Globo e Folha (**).
Cento e cinco.
Todos furiosamente contra.
Ele contou isso ao Lula e o Lula respondeu: você está em boa companhia.

Lupi foi coordenador das ações administrativas na região metropolitana do Rio, num Governo do Brizola.
Lupi tinha 26 anos.

Um dia, ele foi ao gabinete do Brizola e, todo feliz, mostrou um editorial do Globo que o elogiava.
Brizola tirou os óculos do bolso da camisa, leu, leu com calma.
Dobrou o jornal com cuidado.

Tirou os óculos.
Guardou no bolso da camisa.
E depois de um silêncio, perguntou: Lupi, que … tu fizeste ?

Paulo Henrique Amorim

terça-feira, 23 de março de 2010

ELES NÃO PERDEM POR ESPERAR. ALIÁS, PERDERÃO

Do imperdível Conversa Afiada, do notabilíssimo jornalista Paulo Henrique Amorim.

O preconceito de Serra (e dos tucanos) contra Lula e Dilma, a mulher
23/março/2010 18:57

E quem disse que a Dilma gosta de apanhar ?
“O Lula não é candidato, eu e Dilma é que somos”.
“Acho que a população vai escolher em função de como são os candidatos, porque o Brasil está decidindo (sic) o seu futuro”.

José Serra, ao lançar oficialmente a candidatura no programa do Datena.
No segundo turno das eleições de 2002, quando já se desenhava a vitória esmagadora de Lula (foi de 61% a 39%, que se repetiu com Alckmin) o PiG (*) avançou para cima da opinião pública com a necessidade de um debate.
Um debate.
Um cara-a-cara, em que Serra demonstrasse, só ele no ringue com o nordestino metalúrgico, que era o melhor.
FHC, Nizan Guanaes e todos os colonistas (**) do PiG(*): queremos um debate.
Foi o que se viu.
Lula cozinhou o debate.
Esperou até a última hora.
Houve o debate em cima da eleição e o Serra mostrou o que é: um pseudo-economista (ele só entende (?) de economia), pseudo-competente.
Depois, veio a desculpa para a esmagadora derrota.
É que o Lula se comunica bem – dizia o Farol de Alexandria, naquela combinação cinza-azulada de empáfia com inveja.
Ou seja, o Lula é um parvo, mas se comunica bem.
Era a tese do “debate”.
Se fosse obrigado a enfrentar um intelectual do porte do Serra, ele se esborracharia.
Atribuir o sucesso do Lula e a qualidade seu Governo –
clique aqui para ver o que ele faz com o dinheiro dos tributos – a “se comunicar bem” é reduzir um fenômeno político à irrelevância de um fenômeno da televisão.
É confundir Chacrinha com Getúlio – os dois tinham pança …
Agora, o preconceito muda de gênero.
O Serra quer partir para cima da Dilma, a mulher.
Ele acha que o eleitor vai se esquecer do Lula.
Na hora em lançou oficialmente a candidatura – e não podia ser mais apropriado do que lançar no programa do Datena – o “economista competente” acha que o eleitor apagou o Lula da memória.
O Lula e o FHC.
E vai se esquecer que, como disse o Ciro, ele é “filhote do FHC”.
Assim, tão rápido quanto uma vinheta da Globo, o povão vai depositar o Lula num escaninho remoto da memória.
E aí ele vai poder destroçar a mulher.
Ou ele acha que a Dilma não pode ir para cima dele, no pau-a-pau ?
Quem disse que a experiência administrativa dele é superior à da Dilma ?
O que o Serra fez ?
O genérico ?
É do Itamar.
A campanha contra a AIDS ?
É do Itamar.
O Plano Real ?
É do Itamar.
E a ambulância super-faturada ?
Não, isso é do Serra.
E o Flavio Bierrembach ?
Não, isso é do Serra.
E a venda da Vale ? – o FHC diz que ele, Serra, era quem mais queria vender.
E o alagão do Jardim Romano, essa obra prima do Urbanismo contemporâneo ?
E os piscinões ?
E o metrô que atrasou ?
(clique aqui para ler )
E a greve dos professores ?
E a dos funcionários da saúde ?
Quem paga os PSDB – os Piores Salários Do Brasil ?
A Dilma vai para cima dele com o PAC.
Com a falta de apagão.
Lembra do apagão do governo em que Serra era o Grande Planejador, aquele apagão que custou três pontos percentuais do PIB ?
Vai para cima dele com o PAC.
Ou o PiG(*) acha que vai desmanchar o PAC nas manchetes ?
O povão VÊ o PAC.
O povão vai tomar o teleférico do Morro do Alemão.
O povão compra casa no Minha Casa Minha Vida
(clique aqui para ver o que aconteceu com crédito imobiliário )
O povão vê a transposição do Rio São Francisco.
O povão comprou carro.
Não adianta o Ali Kamel dizer que o PAC empacou.
Antes, o preconceito dos tucanos era contra um nordestino pobre.
Agora é contra uma mulher.
Esses tucanos vão longe.
Bater em mulher em público …
Essas meditações se inspiraram no e-mail do amigo navegante Gustavo Barcellos: