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terça-feira, 1 de maio de 2012

TÓPICOS DE HISTÓRIA NO 1º DE MAIO


Via de regra, as grandes datas, como o 1º de Maio, eclodem a partir do luto e da luta subscrita com sangue e suor das classes organizadas.

A redução da jornada de trabalho, o fim da violência ou do preconceito; a busca pelo respeito e o direito à justiça e isonomias foram e serão, sempre, o aporte, o caule e a seiva dessas manifestações que visam conduzir à conquistas de quem produz a riqueza da sociedade ou de quem dela é excluído.

A História foi generosa com o 1º de Maio.

Dos fatos que o marcaram merecem destaque a greve geral ocorrida nas ruas de Chicago, nos EUA, em 1886.
Os eventos que se seguiram motivaram a criação do Dia do Trabalhador ao redor do Mundo.

Principiava-se as batalhas reinvidicatórias por melhores condições de trabalho e maior salário sob o patrocínio das combatidas centrais trabalhadoras.

No Brasil o 1º de Maio começa a ser escrrito pelas mãos do Trabalhista-Mor, Getúlio Vargas.
Em 1940, ele institui o salário mínimo.

Passado um ano após, Getúlio cria a Justiça do Trabalho, destinada a resolver questões judiciais relacionadas, especificamente, as relações de trabalho e aos direitos dos trabalhadores.
O mestre de Leonel Brizola sanciona o Decreto-lei nº 5452 unificando as leis do trabalho existentes no Brasil.
Está crianda e estatuída a Consolidação das Leis do Trabalho no País de Lula e Dilma.
E, mais do que nunca, agora, do Brizola Neto!

A humanidade já estava à bordo deste primeiro século do Terceiro Milênio quando o presidente boliviano, Evo Morales, decreta a nacionalização dos hidrocarbonetos (gás natural) e petróleo, tropas do exército boliviano ocupam uma das instalações da Petrobrás.
Para o delírio da mídia tupiniquin – camuflada de azul e amarelo. Prendominando o amarelo...
Claro! O dia era 1º de Maio. O ano, 2006.
E o governo Lula não caiu.

De volta à Europa, no dia 1º de Maio de 1934, foi abolida a escravatura nas colônias inglesas
Muito antes (1707), entrava em vigor o Tratado de União que unia o Reino da Inglaterra ao da Escócia para formar o Reino da Grã-Bretanha.

Corria o ano de 1865 quando os império do Brasil, Argentina e Uruguai se uniram para assinar o que se chamou Tratado da Tríplice Aliança.

A história obsequiou o Brasil com um 1º de Maio singular. E fez nascer, em 1829, José de Alencar.
Não o empresário boa gente e vice duas vezes do Lula.
Mas um dos mairores escritores - e também político – brasileiro.

O 1º de Maio ficou marcado também por fatos de ordem religiosa e eclasiástica.
A elevação das dioceses de Mariana/MG e Belém/PA à categoria de arquidioceses, feitas pelo Papa São Pio X, atratavés da bula Sempiternam humani generis é um desses.

Em 1906.

Contrariando todas as bulas e catecismos da Igreja, a Suécia legaliza, em 2009, o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Passados dois anos, em 1º de Maio de 2011, é feita a Beatificação de João Paulo II, em celebração dirigida pelo Papa Bento XVI, no Vaticano.

Em 1º de Maio de 1961, o então primeiro-ministro de Cuba, Fidel Castro, proclama o país como nação socialista e vira o inimigo implacável dos Estados Unidos Americanistas – a epiderme do mundo.

Ayrton Senna sofre acidente grave no Grande Prêmio de San Marino, na Itália.
Morre no mesmo dia. 1º de Maio.
E nem o Massa nem o Barrichello o viram correr...
Ao menos isso é deduzível...

Em 1º de Maio, os Estados Unidos pensavam ter reinventado a roda.
Só que mais (ainda mais) redonda!
E redescoberto a penicilina.
A cura da Aids era irrelevante.
A crise financeira que rebocou alguns milhares de norteamericanos às classes C, D e E estava suprimida.

O mundo são e salvo.

Os deuses se curvavam ao pavilhão imperialista listrado.
Nos parvosos editoriais piguistas. Sobre tudo os daqui.

Barack Obama, anuncia, em um pronunciamento, a morte do terrorista saudita Osama Bin Laden, da Al-Qaeda.
Nada disso, além do assassinato de Osama por Obama aconteceu, à exceção do aumento do ódio, da contumaz arrogância, da sede inominavelmente sangrenta americana.









terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A VELHA E A NOVA MÍDIA: NÃO TEM COMPARAÇÃO


Não é o programa do PT, é o Casal 20... da Globo


A primeira de uma série de reportagens sobre o crescimento do emprego no Brasil e seus números espetaculares mostrada pelo JN parecia excertos do Programa do PT e da então candidata Dilma Rousseff, no ano passado.
O estaleiro Atlântico Sul, a construção dos navios e a soldadora dekassegui.
Por pouco não vi o Lula e a Dilma de capacetes no alto do magestoso e imponente "João Cândido".
Mas isso já seria querer demais.
A Globo fala de crescimento do emprego, da construção civil e o financiamento de imóveis em 2010 como se tudo fosse obra e consequencia do ocaso.
Mas não é.
O Brasil que gerou emprego e renda como nunca antes, que tirou milhões da miséria e fez ascender outros tantos às classe "B'" e "C" nos últimos oito anos é o Brasil de Lula.
O Brasil que Lula passou à Dilma.
E que Dilma o fará continuar no rumo certo.

Por Emir Sader, na Carta Maior

Lula, Dilma e a velha mídia

O esporte preferido da mídia é fazer comparações da Dilma com o Lula. Sem coragem para reconhecer que se chocaram contra o país – que deu a Lula 87% de apoio e apenas 4%b de rejeição no final de um mandato que teve toda a velha mídia contra – essa mídia busca se recolocar, encontrar razões para não ser tão uniformemente opositora a tudo o que governo faz. O melhor atalho que encontraram é o de dizer que as coisas ruins, que criticavam, vinham do estilo do Lula, que Dilma deixaria de lado.

Juntam temas de política exterior, tratamento da imprensa, rigor nas finanças públicas, menos discurso e mais capacidade executiva, etc., etc. Como se fosse um outro governo, de outro bloco de forças, com linhas politica e econômica distinta. Quase como se a oposição tivesse ganho. Ao invés de reconhecer seus erros brutais, tratam de alegar que é a realidade que é outra.

Como se o modelo econômico e social – âmago do governo – fosse distinto. Como se a composição do governo fosse substancialmente outra, como partidos novos tivessem ingressado e outros saído do governo. Apelam para o refrão de que “o estllo é o homem” (ou a mulher), como se a crítica fundamental que faziam ao Lula fosse de estilo.

No essencial, a participação do Estado na economia está consolidada e, se diferença houver, é para estendê-la. Os ministérios econômicos e sociais são mais coerentes entre si, tendo sido trocados ministros de pastas importantes – como comunicação, saúde e desenvolvimento – para reafirmar a hegemonia do modelo de continuidade com o governo Lula.

A política externa de priorização das alianças regionais e dos processos de integração foi reiterada na primeira viagem da Dilma ao exterior, à Argentina, assim como no acento no fortalecimento dos processos latino-americanos, como a ênfase na aproximação com o novo governo colombiano e a contribuição ao novo processo de libertação de reféns comprova.

O acerto das contas publicas se faz na lógica do compromisso do governo da Dilma de estabelecimento de taxas de juros de 2% ao final do mandato, alinhadas com as taxas internacionais, golpeando frontalmente o eixo do principal problema econômica que temos: as taxas de juros reais mais altas do mundo, que atraem o capital especulativo. A negociação do salário mínimo se faz com o apoio do Lula. A intangibilidade dos investimentos do PAC já tinha sido reafirmada pelo Lula no final do ano passado.

Muda o estilo, ênfases, certamente. Mas nunca o Brasil teve um governo de tanta continuidade como este, desde que se realizam eleições minimamente democráticas. A velha mídia busca pretextos para falar mal de Lula, no elogio a Dilma, tentando além disso jogar um contra o outro. A mesma imprensa que não se cansou de dizer que ela era um poste, que não existiria sozinha na campanha sem o Lula, etc., etc., agora avança na direção oposta, buscando diferenças e antagonismos onde não existem.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O ESPETÁCULO DO TEMPO

É espetacular!


Tempo como serviço, não como espetáculo

Não é nenhuma novidade: a cada tragédia, e o PIG lança mão de seu arsenal de fuzilamento contra o Governo.
Lula foi o responsável pelo choque em pleno ar do boing da Gol com o Legacy da Embraer.
O nordestino de Garanhuns não controlou o jato da TAM que não parou e pegou fogo em Guarulhos.
Foi Dilma - e não Deus, como em São Paulo - com a "ajuda" de Lula que fez desmanchar com água vinda do céu os morros cariocas.
Pior: Dilma não avisou a população que a morte estava chegando.
Assim como o próprio PIG.
Esta postagem, extraída da Carta Maior, do professor da USP, o jornalista Laurindo Filho bota a mão nessa ferida.
O PIG, sem nenhum princípio ético e moral, faz uso político de uma tragédia e expõe milhares de vítimas ao constrangimento.

Quantas vidas não poderiam ter sido salvas se, em vez colocar no ar o Ratinho ou o Big Brother, as emissoras tivessem avisado à população de que fortes chuvas estavam previstas para a serra fluminense na noite anterior à tragédia, com instruções dos poderes públicos sobre como agir.

Laurindo Lalo Leal Filho

Todas as redes comerciais de televisão no Brasil têm as suas moças do tempo. São herdeiras, em São Paulo, do Narciso Vernizzi, o primeiro “homem do tempo” da rádio Jovem Pan.

Elas surgem do nada, entre uma notícia e outra, aparecem no canto da tela e caminham para o centro, mostrando mais que o tempo as suas belas curvas.

Em casa, o telespectador vê atrás das moças as indicações do clima e da temperatura em todo o Brasil. Com algumas variações, esse tipo de informação é universal. O canal mundial da BBC mostra o tempo em várias partes do mundo, sem as moças.

São informações úteis, mas limitadas. Ajudam a sair de guarda-chuva no dia seguinte ou, aos viajantes, a escolha do que colocar na mala. Não sei se informações tão superficiais e genéricas contribuem para decisões mais importantes, como dos agricultores, por exemplo.

Apesar do avanço da internet, o rádio e a televisão ainda são os mais eficientes e abrangentes serviços públicos de informação. Não há outro meio que consiga falar de forma tão rápida para milhões de pessoas ao mesmo tempo.

Em momentos críticos tornam-se imprescindíveis. Pena que, por aqui, são pouco usados nesse tipo de prestação de serviços.

No caso de tragédias, como as deste início de ano, ao invés de moças desfilando à frente de ilustrações artísticas, deveríamos ter as programações interrompidas.

Em seu lugar seriam formadas cadeias nacionais ou locais de rádio e TV, antes das catástrofes, dando orientações seguras para a população. Sem pânico, mas com precisão e firmeza. E não generalizando com frases do tipo “chove no litoral do nordeste”.

Trata-se de um de trabalho que deve ser o mais localizado possível, com o envolvimento articulado dos serviços de meteorologia, da defesa civil e do jornalismo, na produção das informações.

Quantas vidas não poderiam ter sido salvas se, em vez de colocar no ar o Ratinho ou o Big Brother, as emissoras tivessem avisado à população de que fortes chuvas estavam previstas para a serra fluminense na noite anterior à tragédia, com instruções dos poderes públicos sobre como agir.

Ou, no caso, de São Paulo que vias deveriam ser evitadas na iminência dos temporais, já que não há segredo nessa cidade sobre onde se localizam os eternos pontos de alagamento.

Para obter mais eficiência, esse serviço deveria ter seu foco nas informações locais. Dai a importância da regionalização das programações de rádio e TV, tão combatida pelos concessionários do setor.

No entanto são elas que darão às emissoras regionais e locais experiência, tanto na produção como na técnica, para enfrentar com competência situações extraordinárias.

Nem todos se salvariam, é verdade. Mas, com certeza, os danos seriam menores.

Furacões violentos que varrem o Caribe todos os anos causam grandes estragos materiais em Cuba, mas pouquíssimas vítimas.

Simplesmente porque as autoridades estabelecem planos precisos para a retirada da população das áreas criticas e a orientam através do rádio e da TV, com razoável antecedência, sobre as medidas que devem ser tomadas.

Muitos navios não foram à pique na costa brasileira graças ao programa radiofônico “A Voz do Brasil”. A seção “Aviso aos navegantes” informava todos os dias, minuciosamente, as condições das bóias de luz, sinalizadoras dos perigos naturais existentes no mar.

Era o rádio atuando como serviço público numa época de recursos eletrônicos muito limitados, se comparada aos hoje existentes.

Satélites transmitem informações meteorológicas com alto grau de precisão e as redes de rádio e TV cobrem todo o território nacional.

Falta apenas articular esses dois serviços com planos nacionais e locais de prevenção à catástrofes naturais.

No caso das enchentes no sudeste e centro-oeste, trata-se de problema datado, de dezembro a março. Há todo o resto do ano para o trabalho de planejamento e articulação.

Quem toma a iniciativa?

Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP. É autor, entre outros, de “A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão” (Summus Editorial). Twitter: @lalolealfilho.



APOCALIPSE

Dilma abrindo as comportas dando início à tragédio final

Vai dar tudo errado ! É a nova palavra de ordem do PiG

Partilho irretocável texto do irreprensível site Conversa Afiada do afiadíssimo Paulo Henrique Amorim.
PHA entende que para o PIG a Presidenta Dilma dá início ao acabamento do final dos tempos no porque nada mais dará certo.
O fim do Brasil está próximo.
É o apocalípse.

 A fase I do PiG (*) foi “a culpa é do Lula”.
 (Em São Paulo é de Deus ou da chuva. A escolher.)
A fase II foi “a culpa é do Cabral”.
A fase III já se desenha, pelas manchetes dos portais piguentos – UOL, Estadão, Folha etc etc:
“Tudo o que a Dilma fizer vai dar errado.”

O supercomputador Tupã vai dar pau, ao ser atingido por um raio disparado pela urubóloga.
Os Governos estaduais não conseguirão montar esquemas de alerta com as prefeituras.
Os mapas das áreas de risco serão destruídos no computador por um vírus instalado por uma multinacional que produz padiolas e body-bags.

As prefeituras vão torrar o dinheiro em chafariz e estádio de futebol, especialmente as do PT, como o Satã que governa Teresópolis.
(Com exceção da de São Paulo, que, como se sabe, não alaga, especialmente na Zona Leste – leia aqui sobre a hipótese de um crime eleitoral. E onde a empresa de saneamento se especializa em inundar bairro de nordestino pobre.)

O Pão de Açúcar se transformará num vulcão e as lavas subirão o Cristo, que se lançará de cima do Corcovado.

O Minha Casa Minha Vida não vai construir mais um kitchnete/banheiro.
As turbinas de Itaipu racharam – como demonstrou a Eliane Catanhêde -, vão alagar e inundar Buenos Aires e o Rio de Janeiro.

A transposição vai afundar o rio São Francisco e inundará de Minas abaixo e devolverá o Norte Fluminense à Idade de Pedra.

Furnas entrará em colapso e vai faltar luz em todo o Sudeste – com exceção de São Paulo, onde não falta nada.

As operadoras de telefonia vão se concentrar em fazer a extra-mile da banda larga e se esquecerão de prover telefone celular para todo o estado Rio.

A Dilma nunca mais pisará no Rio.
E o Pezão vai abandonar a política para se transformar em passista da Mangueira.

O Rio acaba.
E São Paulo se separa do Brasil.
E instala a República da Daslu.


Paulo Henrique Amorim

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

SERRA FOI VENCIDO PELA PRÓPRIA MEDIOCRIDADE

Em debate ‘vencido’ por Bonner, Dilma saiu incólume

O desapontamento da tucanagem é irremediável.
Para quem esperava o nocaute de seu candidato contra Dilma Rousseff, acabou por ser nocauteado pelo desânimo.
O debate presidencial da Globo era a última trincheira do Serra para levar a luta ao segundo assalto.
Não deu.
A bandeira da derrota demotucana há muito foi desfraldada e tremula sob o céu negro da elite da elite brasileira.

 

Por sorte, o último dabate do primeiro turno foi de graça. Se tivesse bilheteria, a platéia ia pedir o dinheiro de volta.

Depois de toda a expectativa, o embate foi só aquilo? Tempo livre para a preparação, assessores, a estrutura da Globo, camarins, comes de bebes, maquiador, boa audiência, estúdio climatizado, iluminação, câmeras, som.
Enfim, um palco perfeito, condizente com a dramaticidade de um evento à beira das urnas. Tudo isso para os contendores darem aquele espetáculo pobre? Ora, francamente!

Estava entendido que não teria troca de socos ou mordidas na orelha. Mas esperava-se um pouco mais. Uma boa frase, uma metáfora elaborada, uma ironia fina. Qualquer coisa que compensasse o desperdício do sono de quem não dormiu.
Foi uma discussão soporífera. Vencedor? O Willian Bonner. Perdedor? O telespectador. Não se diga que eram adversários de pouca expressão. Sob os holofotes, os dois pesos pesados da sucessão.

Dilma e Serra não se dignaram a dirigir um ao outro uma mísera pergunta. No caso dela, compreenssível. As pesquisas já lhe dão a vitória por pontos. Subiu no ringue para expor a braçadeira de Lula e exercitar a esquiva.
Mas e quanto a ele? Precisava de um nocaute verbal. E refugiou-se atrás de sua própria inexpressividade. Nem de Erenice Guerra Serra se animou a falar. O caso da violação fiscal? Nem pensar.

No raro instante em que ergueu os punhos, Serra esmurrou a peso leve Marina. Sim, isso mesmo, Serra socou sua única e escassa esperança de segundo turno.
Aliás, diferentemente de Serra, Plínio e Marina retiraram da cena global o máximo proveito. O peso pena Plínio, sabendo-se inviável, distribuiu provocações. E fez a propaganda dos candidatos do PSOL ao Legislativo.

Marina estava desenvolta. Quando lhe coube perguntar, dirigiu-se ora a Dilma ora a Serra. “São muito parecidos”, jabeou. Dois gerentes “sem visão estratégica”.
Numa das perguntas a Serra, Marina lembrou que tucanos e ‘demos’ torciam o nariz para o Bolsa Família. Cobrou autocrítica.

Serra avocou para si a gênese do programa. Na Saúde, disse, criou o Bolsa Alimentação, que junto com outros programas de FHC, Lula unificou. “Acho estranho. Toda vez vem a mesma pergunta e volta a mesma resposta”, reclamou.
Marina não se deu por achada: “Faço questão de perguntar, porque, para mim, os programas sociais são importantes”, disse ela na réplica. Acusou Serra de ajustar o discurso conforme à “conveniência” eleitoral.

O tucano perdeu a calma. “Não use a sua régua para medir os outros”. Devolveu a comparação que Marina fizera com Dilma. “Vocês tem coisas muito parecidas”, bateu.
Até recentemente, era do PT. Pior: “Ficou no governo do mensalão”.
Alcançado pelo celular, um aliado de Serra disse ao repórter que murchou na poltrana do estúdio. Imaginava que seu candidato acionaria miraria em Dilma, não em Marina. De alvo potencial, a pupila de Lula tornou-se expectadora.

Guiando-se pela cartilha da marquetagem, Dilma fez o que lhe convinha fazer. Ligou os feitos do “nosso governo” aos desacertos do “governo passado”. E, livre das questões sobre escândalos, portou-se com equilíbrio e ponderação.
Deve-se a Plínio, não a Serra, a única passagem constrangedora de Dilma. Dizendo-se orgulhoso do PSOL, ele perguntou se os rivais tem vergonha de seus partidos. Dilma enalteceu o PT, preferido de “cerca de 30% dos brasileiros”.

Na réplica, Plínio disse que as doações de sua campanha foram à internet. E Dilma: “Registramos as doações no TSE. Gostaria de deixar claro que todas as doações são oficiais”. A platéia (cerca de 200 pessoas) foi às gargalhadas.
“Lamento os risos de quem tem outras práticas. A minha não é essa”, Dilma respondeu. E pôs-se a elogiar a coligação que a rodeia, um consórcio que vai do PMDB ao PCdoB, passando por um imenso etc.

Não se viu nas duas horas de debate um lance capaz de mover a tendência do eleitorado. Quando muito, Marina ganhou uns votinhos a mais. “Duas mulheres no segundo turno”, ela pediu, nas considerações finais.
Depois de Willian Bonner, Dilma foi a principal beneficiária da pasmaceira. Saiu ilesa. Além dos telespectadores, Serra foi o grande prejudicado. Com uma diferença: a platéia foi vítima involuntária. O tucano foi vencido pela própria mediocridade.

Ainda que a gratuidade das cenas dispense os recursos ao Procon, a audiência, se pudesse, dirigiria um pedido coletivo à Globo: Por favor, sem replays. Nada de ficar reproduzindo o impensável nos telejornais.

Josias de Souza, na Folha Oline

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

MARINA, A BOBA DA DIREITA

Camuflado de inveja que se transformou em descontrolado ódio e localizado bem no núcleo do conservadorismo da direita, ali o embrionário golpe contra Lula tomou corpo e ganhou forma nas palavras insultuosas de Fernando Henrique Cardoso.

FHC vem a ser o pretenso líder da facção oposicionista encabeçada por PSDB e PFL.

Papel no qual que lhe coube reivindicar e instar a Corte Suprema do País – o STF a intervir no processo eleitoral em função do discurso proferido pelo Presidente Lula em SC.

O Fernando Henrique esquece que o STF não é mais a espelunca do Gilmar.

Fernando Henrique propõe nada mais nada menos aquilo que a direita, sobretudo através da mídia aliada, sorrateiramente pregou nos últimos oito anos: a decretação do golpe.

O golpe contra a democracia e o estado de direito.

E o que disse Lula de tão grave a ponto de causar tamanho desespero e descontrole no pior presidente da história brasileira como se o metalúrgico tivesse posto em risco a segurança nacional?

Nada além que não tenha sido a verdade mais cristalina e necessária.

Lula sustentou que o DEM – antigo PFL, “herdeiro da Arena, sustentáculo da ditadura militar, e da UDN da oposição a Getúlio Vargas e do golpe contra João Goulart” – precisa se “extirpado” pelo voto.

O Presidente foi tomado pela emoção tão natural de quem pressente o cheiro da vitória que se avizinha.

Se tivesse avalizado que o PFL entrou em processo de extinção e definha há tempos, seria desnecessária sua exortação.

Mas, convenhamos, Lula se transformou em importante ator no desaparecimento do que vem a ser o mais retrógado e conservador partido da direita do cenário político brasileiro.

O PFL não subsiste à catástrofe em que será para ele a eleição 2010.

Nada há de tudo o que tem sido dito, das aleivosias, às insinuações, mentiras e acusações vazias vindas da direita que cause horror e maiores estranhezas por já serem esperados.

O FHC é o que é.

A Globo, O Globo, o Estadão, a Veja e a Folha são o quê?

Quais interesses defendem e quem representam?

O que o amigo que me segue esperaria ouvir do Zé Agripino Maia a não ser o que ele disse?

Para o hospedeiro-mor possuído pelo devasso espírito do ódio, o naturalmente irresponsável e enxovalhado Jorge Bornhausen, Lula estava tomado.

Tomado mesmo. Pelo espírito que lhe anuncia a vicejante vitória de Dilma.

Tomado de felicidade por ver se concretizar o sonho de uma vida.

Por saber que caberá à sua sucessora a proeza que ele jamais ousou alcançar: a de ser eleita no primeiro turno contra o mesmo candidato que, em 2002, só fora derrotado no segundo.

Com a mesma quantidade dos votos ou uma margem ainda mais superior.

É sabido que a oposição entrou na corte dos fatos e fez de suas versões a piada da hora.

A oposição é risível de tão atabalhoada e abobalhada que ficou.

E no seu centro, como se fosse a célula mãe engendrada no seio da direita vergonhosa está a verde-pálida-ameralada Marina Silva.

A senadora acreana é protagonista das cenas mais ridículas já vista nesta eleição.

A Marina não se enxerga, com todo respeito. O que esta senhora diz não vai além de forçassão de barra.

A Marina apela, é usada e se deixa usar.

A Marina fala o que o Serra e a mídia dizem e precisam ouvir.

Hipócrita e agindo como serviçal do PSDB se arvora em dizer que é preciso um segundo turno.

Repete o discurso da direita em 2006.

Marina é a boba da vez.

A boba da corte.

Marina Silva, candidata ao ostracismo a partir de 4 de outubro é a boba da direita.



Orlando

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A INSIGNIFICÂNCIA DOS DEBATES

Estou entre os milhares de brasileiros que não assistiram o debate deste domingo na RedeTV.
Na verdade, se existe algo que jamais me atraiu são os debates políticos.
Eles servem unicamente para desconstruir candidaturas, desqualificar candidatos e manchar biografias.
E jamais para a exposição de idéias, programas e projetos.

Os debates são organizados e promovidos pela Mídia – emissoras de rádio, televisão e jornais.
No Brasil os veículos de comunicação são os “meios” que dão voz e discurso ao candidato da direita José Serra.
Não é difícil mensurar que a mediação desses debates seja algo absolutamente direcionada para favorecer um candidato em detrimento de outro.

Quem viu o resumo do debate de domingo feito pela Folha e não leu as análises da blogosfera seria capaz de imaginar que Dilma Rousseff não passou de um fracasso.
Que o Serra finalmente estraçalhou-a.

A viva sensação que ficou mesmo, de acordo com parcialidade da Folha, é de ter havido uma velada tentativa de encurralar Dilma Rousseff.

As perguntas feitas a Serra (mais a ele que aos demais – Marina e Plínio) abria uma alternativa para a construção de ataques à candidata do Presidente Lula.
Nada, porém, que incorresse em algum risco à tranqüilidade e ao preparo de Dilma nas respostas e na sua defesa.

O debate da RedeTV foi algo a que Dilma não precisaria ter ido.
Como não precisava ela ter ido à sabatina do jornal O Globo.

Onde a Mirian Leitão só não a dissecou por ser isto um crime.

Debate não ganha eleição.

Um amigo tucano, lá por meados de agosto, dizia que seu candidato viraria o jogo a partir do início dos debates.
Ele já deve ter percebido o equívoco que cometeu.

O resultado eleitoral dos debates para o Serra só não tem sido pior do que a audiência de quem os promove.
O debate da Band teve uma audiência pífia.
O da RedeTV não ultrapassou 3 pontos nos índices de audiência.

Se a mídia brasileira organizou seus debates para impulsionar o Serra tem se dado mal.
Como os debates não fazem subir a audiência, igualmente não há nada que faça o Serra subir.

O Serra não faz outra coisa a não ser cair.
Um desastre.

Como os debates dos quais ele participa.
E aos quais a Dilma não precisava ir.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

LULA INICIA OFENSIVA PARA OCUPAR O MÁXIMO POSSÍVEL DE CADEIRAS NO SENADO

Presidente da República e principal cabo eleitoral da candidataI Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva deflagrou nesta segunda-feira sua maior ofensiva eleitoral, na TV e nos comícios, na busca por uma ampla maioria no Senado em um eventual governo de sua ex-ministra-chefe da Casa Civil. Os candidatos da direita às 54 vagas em jogo são competitivos em apenas 17. Os postulantes do PSDB, DEM e PPS, segundo as últimas pesquisas, perdem terreno em todo o país.

Lula trabalha para eleger senadores dos partidos de esquerda

A principal estratégia do presidente é a de lançar ataques diretos contra os adversários. O primeiro alvo, na lista, foi Marco Maciel (DEM), candidato à reeleição em Pernambuco, onde os candidatos do PT seguem em ascensão. Lula e Dilma têm usado o horário eleitoral para disseminar mensagens de apoio a candidatos aliados com chances de tirar do páreo os senadores que, nos últimos anos, derrotaram o governo em votações importantes, como a tentativa de prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o imposto do cheque.

Até as eleições, em outubro, de acordo com as pesquisas de opinião, o número de oposicionistas com chances de chegar ao Senado poderá cair ainda mais. Mesmo antes da ofensiva petista, alguns nomes exponenciais da direita já experimentavam a rejeição do eleitorado. Entre eles, Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB, e Heráclito Fortes (DEM) são os mais fragilizados na busca por uma das duas vagas em disputa em seus Estados. Efraim Morais (PB), José Agripino (RN) e Marco Maciel, todos do DEM, também tendem a naufragar nas urnas.

Apesar de não ter estado na linha de frente da oposição nos últimos anos, Maciel foi alvo de um ataque pesado de Lula na última sexta-feira, durante um comício do PT, no Recife. Sem citar nomes, Lula disse que há candidato que parece estar no Senado “desde o tempo do Império”.

– Já foi presidente da Câmara, ministro e até vice-presidente da República. O que ele trouxe para Pernambuco? – questionou o presidente.

Lula, em seguida, pediu que o eleitor vote em Humberto Costa (PT), líder nas pesquisas, e em Armando Monteiro Neto (PTB), que ameaça tirar de Maciel a segunda colocação.

O ultra-direitista José Agripino, ex-líder do DEM no Senado, permanece há meses como a segunda opção do eleitor no Rio Grande do Norte, atrás de Garibaldi Alves (PMDB). Mas a ex-governadora Wilma de Faria (PSB), em franca ascensão, tem o apoio de Lula.

– Aqui no Rio Grande do Norte, vote em Wilma de Faria, que está com Dilma – disse o presidente, em mensagem exibida no horário eleitoral na semana passada.

Tanto o presidente quanto Dilma têm agendas garantidas no Rio Grande do Norte, em setembro, quando subirão ao palanque com Wilma e seu candidato ao governo do Estado, Iberê Ferreira (PSB), que está perdendo para Rosalba Ciarlini (DEM), da chapa de Agripino.

Lula também já pediu votos para Vital do Rego Filho (PMDB), conhecido como Vitalzinho, que ameaça a reeleição de Efraim Morais na Paraíba. O líder no Estado é Cássio Cunha Lima (PSDB), cuja candidatura foi impugnada com base na Lei da Ficha Limpa – ele permanece em campanha enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não dá a palavra final.

No Amazonas, onde Lula teve as vitórias mais folgadas em 2002 e 2006 e Dilma tem o quádruplo das intenções de voto do tucano José Serra, Virgílio disputa a segunda vaga para o Senado, já que a primeira deve ficar com o ex-governador Eduardo Braga (PMDB), franco favorito. Virgílio, que chamou Lula de “idiota ou corrupto” e se declarou disposto a “bater na cara” do presidente na época do escândalo do mensalão, segue empatado com Vanessa Grazziotin (PC do B), que exibiu na propaganda, no sábado, uma gravação em que Dilma manifesta seu apoio a ela.

Leia na íntegra no site do Correio do Brasil.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O PSDB E A CAMPANHA DOS DOSSIÊS

O PSDB sofre de esquizofrenia do dossiê.
O tucanato é um maníaco depressivo em potencial.
Enquanto o seu hipocondríaco candidato a Presidente se afunda na criação de centros de doenças os alucinados tucanos se voltam para as delirantes e esgotadas teses dos dossiês.

José Serra demonstra viver em outra realidade.
É um transtornado.

Custa crer que Serra não perceba a rejeição nacional pelos malfadados dossiês.
Onde estão seus marqueteiros para lhe fazer ver que 2010 não 2002?
Pelo que me consta o caso Lunus foi a única oportunidade em que um dossiê tucano teve o efeito esperado.
A quase exceção foi o episódio do grampo sem áudio da Veja que arrancou o delegado Paulo Lacerda da ABIN e o exilou em Portugal.
Não obstante a sua persistência parece ser tarefa das mais difíceis encontrar entre os ditos normais quem aposte no sucesso dos dossiês peessedebista.

E muito menos na possibilidade de ser verdadeira a versão tucana de que os dossiês são produzidos pelo PT.

Por sua insignificância, montar um dossiê de Eduardo Jorge, e até mesmo contra o próprio Serra, considerando o seu retumbante fracasso eleitoral é como arrombar um túmulo para agredir o defunto.
A pergunta que se faz é qual a necessidade teria a direção petista e o que interessaria para Dilma Rousseff fazer um dossiê de pessoas ligadas a José Serra.
Vantagem vezes zero.
Os dossiês dos tucanos não passam de uma armação.
Se colar, colou.

E seu objetivo é de refrear o crescimento da Ministra Dilma – que já ganha de Serra até na capital paulista.
É fruto do mais puro desespero e delírio pré-morte.
O dossiê do Eduardo Jorge e agora até da Ana Maria Braga é uma ilusão que só a mídia patrocinadora da candidatura Serra se esperneia para vender como algo real, criminoso e imoral.

Nesta quinta 26, a CBN passou toda a tarde a repercutir o tal dossiê.
O Jornal Nacional deu assombroso destaque e o Bom Dia Brasil de hoje ouviu seus “especialistas” de plantão.
A mídia opositora que cumpre o velado papel de oposição ao Governo Lula tem se encarregado de “inventar” – produzir já seria sofisticado demais - incontáveis dossiês.
Todos eles sempre de acordo com a conveniência de seus candidatos.

Até quando a Folha “inventou” o “dossiê” da carta apócrifa com acusações contra o Ministro Guido Mantega, da Fazenda, o objetivo era desestabilizar o Governo e causar um racha na campanha de Dilma Rousseff.
A Folha escancara irresponsavelmente, como se fosse a verdade consumada dos fatos, as leviandades de José Serra.
Ele diz que vai processar Dilma Rousseff por crime eleitoral.
Ela é a responsável pela violação do sigilo fiscal de seus aliados.
A Folha publica isso assim, como o Serra e o Sérgio Guerra bradam: irresponsavelmente.

É necessário ter ouvidos de penico para ouvir Serra de forma criminosa responsabilizar Dilma Rousseff e o seu comitê por “tudo isso”.
Isso que o próprio PSDB e a mídia sistematicamente inventam a cada eleição.

Para dar conotação verdadeira e posar de vítima dando a entender que Dilma e o PT estão por traz “disso tudo”,dirigentes do PSDB, DEM e PPS querem se encontrar com o Presidente do Supremo, o procurador-geral da República e com o secretário geral da Receita.

Só não conseguirão marcar encontro com eleitor.

Setembro será longo, mas não proveitoso para os pigodemotucanos em seus intentos.
O brasileiro quer que o Brasil prossiga mudando.
Quem não mudou e nem mudará é o PSDB.
A baixaria do dossiê e da quebra de sigilos fiscais é a prova de que o partido de Serra ficou estacionado em 2002.

Perdeu o trem da história assim como perderá a campanha eleitoral.





















sexta-feira, 13 de agosto de 2010

SERRA CRESCE NO DATAFOLHA – EM REJEIÇÃO – E PARA BAIXO

A garupa que falta ao Serra e o crescimento que lhe sobra


A pá de cal sobre a candidatura Serra foi jogada numa sexta feira 13.
Justo pelo Datafolha.
A pesquisa Datafolha desta sexta confirma o adágio: é impossível tapar o sol com a peneira.
Nem o Datafolha, o Ibope e, muito menos o Ali Kemel juntamente com o Bonner salvam o Serra do retumbante desastre (para eles) que será a sua derrota antecipada em 3 de outubro.
O debate da Band e as entrevistas no JN foram pro espaço.
Para o ralo.
E não ajudaram o Serra.
Não como supunham – ele e seus asseclas.
Para os direitistas, Serra deslancharia nos debates.
Ele massacraria a despreparada, o poste de Lula, Dilma Rousseff.
E agora?
A pesquisa Datafolha já contempla os efeitos do debate e das malfadadas entrevistas.
E foram devastadores.
Serra cresceu no Datafolha.
Em rejeição.
É de dar dó.
Serra é imbatível.
Em rejeição.
Não tenho a menor dúvida: Dilma já está na casa dos 50%.
Aliás, o Datafolha não esconde: Dilma está a 3 pontos de vencer no 1º Turno.
Basta excluir os votos brancos e nulos.
As brechas da peneira do Datafolha ficam maiores a cada dia.
E não conseguem esconder a fulgurante luz do sol dilmista.
Dilma irradia, senteia e baila no Datafolha.
Dilma cresceu 5 pontos em relação ao último levantamento.
Serra caiu 4 pomposos pontos.
(A Folha prefere dizer que ele oscilou negativamente).
Tanto faz.
Desde que oscilar negativamente seja o mesmo que cair, perder e regredir, pouco importa como a Folha traduz o vexame de seu candidato.
Serra é um fenômeno.
Pior que rabo de cavalo (ele não tem uma garupa para montar) Serra cresce impiedosamente para baixo.
Para o Serra o chão é o limite.
Serra recebeu de presente uma "generosa" pá de cal... numa sexta feira. 13.



domingo, 8 de agosto de 2010

A YEDA É UM DESASTRE, COMO O SERRA

É de dar dó
O Almanaque da crônica publica excelente e alvissarreira postagem do Blog "Os Amigos do Presidente Lula".

Dilma ultrapassa Serra no Rio Grande do Sul. Tchau Serra

Tido como o último reduto tucano no País, ao menos onde José Serra (PSDB) ainda estava à frente de Dilma Rousseff (PT) na preferência para o cargo de Presidente da República, o Rio Grande do Sul mostra que o gaúcho está disposto a mudar seu voto.

Na mais recente pesquisa Ibope, encomendada pelo Grupo RBS, Dilma está dois pontos à frente do tucano. Dilma foi citada por 42% dos entrevistados ante os 40% que preferiram Serra. No último levantamento, no início de julho, o tucano tinha 46% e a petista, 37%. Na pesquisa espontânea, Dilma também ultrapassa Serra. São 33% dos votos contra 31%.

Marina Silva (PV), que no levantamento de julho aparecia com 6%, perdeu um ponto, e está com 5%. Brancos e nulos se mantiveram em 3%, enquanto os indecisos subiram de 6% para 9%. Questionados sobre a escolha em um eventual segundo turno, 45% dos entrevistados disseram preferir Dilma, enquanto 44% apostariam em Serra.

Já para o governo do Estado, o ex-ministro da Justiça Tarso Genro permanece na liderança, com 37% dos votos, seguido pelo ex-prefeito de Porto Alegre José Fogaça, com 31% e da governadora gaúcha, Yeda Crusius, com 11%.

Comparando os atuais resultados com o do último levantamento, em julho, Tarso perdeu dois pontos, passando de 39% para 37%, enquanto Fogaça ganhou duas posições, saindo dos 29% e chegando aos 31%. Yeda é a candidata que perdeu mais em um mês: quatro pontos, de 15% para 11%.

O Ibope ouviu 812 eleitores entre 3 e 5 de agosto. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no TRE (35.561/2010) e no TSE (21.914/2010).

Agência Estado

sexta-feira, 30 de julho de 2010

SERRA, INVISÍVEL E SOLITÁRIO

Cartaz de Serra com Aécio e Anastasia em BH


Saiu na Folha Uol: Aécio e Anastasia escondem Serra em material de campanha

RODRIGO VIZEU
DE BELO HORIZONTE

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, tem aparecido de forma tímida no material de campanha do ex-governador Aécio Neves e do governador Antonio Anastasia, seus aliados tucanos em Minas Gerais.

A reportagem pediu cartazes, adesivos e santinhos em quatro comitês da campanha de Anastasia em Belo Horizonte. Em três deles, nada existia com a foto de Serra.

No último deles, só após pedido específico de algo com o candidato presidencial, foram entregues adesivos com o rosto de Serra --acompanhado apenas dos nomes dos tucanos mineiros.

Além do "Serra solitário", único material obtido com a imagem do candidato, foram pegos outros dez modelos diferentes da campanha de Anastasia. Apenas cinco deles tinham Serra, mas só o nome dele nos cantos e em tamanho reduzido.

Os materiais mais populares nas ruas de BH são os adesivos só com Anastasia, candidato à reeleição, ou dele acompanhado apenas de Aécio e Itamar Franco (PPS), candidatos ao Senado.

DILMA

A situação contrasta com a farta exposição de Dilma Rousseff (PT) no material de campanha de Hélio Costa (PMDB) ao governo mineiro.

No comitê do peemedebista, a reportagem obteve seis tipos de impressos, todos com referências a Dilma _quatro deles com a imagem da petista acompanhada de seus aliados mineiros. Há ainda distribuição de material produzido pela campanha nacional do PT.

Anteontem, em visita a BH, Serra disse não considerar "grave" sua menor exposição. "É uma coisa que se corrige com enorme facilidade", disse. Ele disse ver "pleno empenho" de Aécio em sua campanha presidencial.

A campanha de Aécio e Anastasia informou que produz até 20% do material sem Serra para atender aos partidos da coligação que não apoiam o tucano para presidente, como PR, PDT e PSB.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

TOALHA JOGADA

O Serra é um caso perdido
Carta Maior: CESAR MAIA DÁ A ELEIÇÃO COMO PERDIDA

Na reunião de cúpula dos DEMOS, realizada domingo, no Rio, para discutir a crise aberta com a decisão de Serra de impor uma chapa puro-sangue à coalizão demotucana, Cesar Maia jogou a toalha e admitiu a derrota como favas contadas.
O desalento do ex-governador do Rio não é um caso isolado e já transpira até nas colunas de aguerridos colunistas tucanos. Na avaliação de Cesar Maia, segundo o jornal O Globo, a eleição foi perdida no momento em que o candidato escolhido foi Serra, e não o ex-governador mineiro Aécio Neves.
Os DEMOS têm uma reunião com Serra nesta 2º feira, naquela que seria a última tentativa de reverter a escolha de Alvaro Dias para vice na chapa de oposição a Lula e Dilma. A intenção é dar um ultimato: ou o cargo será ocupado por um representante do partido, ou a agremiação romperá a aliança.
Dois minutos e 90 segundos de propaganda eleitoral estão em jogo. Ainda que a ruptura não ocorra oficialmente fica difícil imaginar uma adesão mais que formal de lideranças ressentidas, como é o caso de Cesar Maia, à campanha de Serra, que desfruta igual empenho entre as fileiras tucanas de MG, após o passa-moleque aplicado em Aécio Neves.
O agora indisfarçável mal-estar entre DEMOS e PSDB reavivou uma tese curiosa.
Há tempos, circula nos meios acadêmicos, sobretudo em franjas que ainda enxergam em Serra um ‘desenvolvimentista’ (‘de boca’, retrucaria Maria da Conceição Tavares) um mito eleitoral: Serra teria como plano concorrer à presidência com o apoio da direita e da extrema-direita acantonadas nos DEMOS para --se vencer o pleito-- dar um golpe, alijando os apoiadores incômodos de qualquer influencia em um hipotético governo.
O tratamento dispensado ao ex-PFL na questão da vice reforçaria essa tese, segundo alguns amigos do ex-governador de SP.
O raciocínio generoso dos academicos esbarra, porém, num pequeno detalhe: desde quando Alvaro Dias é sinônimo de ruptura progressista?