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segunda-feira, 28 de junho de 2010

TOALHA JOGADA

O Serra é um caso perdido
Carta Maior: CESAR MAIA DÁ A ELEIÇÃO COMO PERDIDA

Na reunião de cúpula dos DEMOS, realizada domingo, no Rio, para discutir a crise aberta com a decisão de Serra de impor uma chapa puro-sangue à coalizão demotucana, Cesar Maia jogou a toalha e admitiu a derrota como favas contadas.
O desalento do ex-governador do Rio não é um caso isolado e já transpira até nas colunas de aguerridos colunistas tucanos. Na avaliação de Cesar Maia, segundo o jornal O Globo, a eleição foi perdida no momento em que o candidato escolhido foi Serra, e não o ex-governador mineiro Aécio Neves.
Os DEMOS têm uma reunião com Serra nesta 2º feira, naquela que seria a última tentativa de reverter a escolha de Alvaro Dias para vice na chapa de oposição a Lula e Dilma. A intenção é dar um ultimato: ou o cargo será ocupado por um representante do partido, ou a agremiação romperá a aliança.
Dois minutos e 90 segundos de propaganda eleitoral estão em jogo. Ainda que a ruptura não ocorra oficialmente fica difícil imaginar uma adesão mais que formal de lideranças ressentidas, como é o caso de Cesar Maia, à campanha de Serra, que desfruta igual empenho entre as fileiras tucanas de MG, após o passa-moleque aplicado em Aécio Neves.
O agora indisfarçável mal-estar entre DEMOS e PSDB reavivou uma tese curiosa.
Há tempos, circula nos meios acadêmicos, sobretudo em franjas que ainda enxergam em Serra um ‘desenvolvimentista’ (‘de boca’, retrucaria Maria da Conceição Tavares) um mito eleitoral: Serra teria como plano concorrer à presidência com o apoio da direita e da extrema-direita acantonadas nos DEMOS para --se vencer o pleito-- dar um golpe, alijando os apoiadores incômodos de qualquer influencia em um hipotético governo.
O tratamento dispensado ao ex-PFL na questão da vice reforçaria essa tese, segundo alguns amigos do ex-governador de SP.
O raciocínio generoso dos academicos esbarra, porém, num pequeno detalhe: desde quando Alvaro Dias é sinônimo de ruptura progressista?

domingo, 9 de maio de 2010

O GLOBO TENTA DESQUALIFICAR LULA. DE NOVO.

Não bastasse o PIG daqui, para o El País também ele é um injustiçado




Não comete crime algum quem critica a ONU pela sua pouca representatividade.
Ao contrário, quem o faz, merece os aplausos do Mundo por falar uma verdade que muitos preferem esconder.
É o que tem feito sistematicamente o Presidente Lula.
E repete seu gesto em entrevista concedida ao jornal espanhol El País, publicada hoje.
A referida entrevista merece espaço destacado de O Globo, o falido jornal dos marinhos.
Não pensem que O Globo está interessado no que Lula declarou.
O Globo montou todos os estratagemas para desqualificar o Presidente tendo como pretexto as colocações opinativas do repórter espanhol.
Não importa que Lula tenha dito que a ONU, do jeito que está, representa muito pouco dos interesses globais, levando em conta que o Brasil bem como outros países da África ou da Índia não é membro do Conselho de Segurança.
A ONU defende única e exclusivamente aos interesses das chamadas grandes potências econômicas das quais nada mais é do que uma vaquinha de presépio.
Sobretudos em se tratando dos Estados Unidos.
Mas o Globo, ardilmente, prefere dizer que Lula critica a ONU devido às sanções impostas ao Irã.
Lula mente por acaso?
Lula critica a ONU. E daí?
O Globo dramatiza o fato de o El País considerar 'provavelmente injustas' as críticas de Lula a FHC.
Como se tivesse importância o fato de o El País considerar “provavelmente injusta” alguma coisa que diga respeito ao que Lula tenha dito ou feito.
Muito menos quando Lula se refere a FHC como sendo aquele que lhe antecedeu no governo.
Lula diz que quando assumiu o Governo o Brasil tinha crédito, mas não tinha capital de giro. “Se o país não tem nada, não há nada para distribuir e os empregadores precisam saber que você tem que pagar salários um pouco maior para que as pessoas possam comprar os produtos que fabricam” disse Lula.
Mas isso O Globo suprimiu.
O Globo só não se esqueceu de dar evidência aos parciais contrapontos da reportagem.
Por isso, o amigo que me segue não vai encontrar a maior e mais extraordinária revelação do Presidente Lula no moribundo jornal dos filhos do Roberto Marinho:
"Hoje, o Banco do Brasil tem mais crédito do que de todo o país quando eu cheguei ao poder.”
Vejam bem, em 2010, somente o Banco do Brasil tem mais crédito do que tinha o País governado pelos tucanos sob a liderança do grande sociólogo até 2002.
Quando Lula deixar a presidência, em dezembro, o Brasil terá criado mais de quatorze milhões de empregos em oito anos.
Com exceção da China e da Índia, a criação de empregos pelo Governo Lula não encontra precedentes no mundo.
A entrevista de Lula ao El País pode não ser a melhor entre as entrevistas que o Presidente já concedeu.
Sobretudo porque há uma espécie de “contestação” e “questionamentos” implícitos ao longo da matéria do jornal europeu quando Lula se refere a Fernando Henrique e o PSDB.
Depois que se descobriu a compra – sem licitação – feita pelo Governo Serra em que o favorecido é um jornal da Espanha, não por acaso chamado EL PAÍS para as escolas estaduais de São Paulo, o comportamento incomum dos espanhóis em relação a Lula pode ser tudo, mas não estranho.
Como estranho não é a atitude do PIG e, por extensão, de O Globo.
Não perca tempo com meias verdades lendo notícias desvirtuadas e distorcidas.
Ainda que não o agrade, vá á origem da fonte e leia a entrevista na sua íntegra.

sábado, 8 de maio de 2010

QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ

O gordo, o magro e a Globo. Tudo a ver




Ficou para trás o tempo em que o esquerdista e intelectual Caetano Veloso exercia alguma influência sobre vasto público por força de seus pronunciamentos.
Caetano é hoje uma figura isoladamente paparicada pelo PIG em função de seu posicionamento político recentemente (por ele) assumido e manifestado.
Sobretudo por sua colocação ao comparar as figuras do Presidente Lula e da pré-candidata do PV à presidência e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
Depois que Caetano disse preferir Marina à Lula por este ser analfabeto, grosseiro e cafona, ele subiu um degrau na escala de prestígio junto ao PIG, o Partido da Imprensa Golpista
Mas é possível que não tenha se apercebido que despencara estarrecedoramente no índice de aprovação popular por pura falta de tempo.
Porque o PIG agiu no sentido de compensar o desgaste sofrido por Caetano e ao mesmo tempo, retardar o seu asfixiante fim, oferecendo-lhe um “cargozinho” de colunista em um de seus “diretórios regionais”.
No caso, na redação de O Globo.
A partir deste domingo 9, Caetano Veloso passa a escrever uma coluna cultural no Segundo Caderno do jornal dos marinhos.
Vai chover trololó.
(É nisso que dá, como bem colocou o Líder do Governo da Bahia, deputado Valdenor Pereira, PT, tentar chamar a atenção da opinião pública às custas do presidente, que é um dos homens mais queridos da história recente deste País).
É uma drástica medida que aponta para o desespero do PIG, resultado da acentuadíssima redução na venda de jornais escritos, onde O Globo é o campeão no índice de quedas.
O Globo ocupa o 15º lugar na venda avulsa de jornais de um total de 97 publicações nacionais editadas pelo IVC – Instituto Verificador de Circulação.
O Globo de Caetano não vende nem vinte mil jornais por dia.
Um desastre editorial.
Juntos, os que formam o DNA do PIG – Folha, Estadão e O Globo – venderam a pífia soma, numa média diária, de 96 mil jornais em 2009.
Isso equivale somente a 4,45% dos 2.153.891 de jornais vendidos diariamente em bancas de todo o país de janeiro a setembro do ano passado.
Uma verdadeira hecatombe!
Quem lê O Globo?
Caetano Veloso – evidentemente! –, Sérgio Guerra, José Agripino Maia e Arthur Virgílio figuram entre os maiores leitores desse fracassado e tendencioso pasquim de páginas amareladas.
Personagens desse espectro figuram nas classes sociais – A e B – que ainda sustentam, na qualidade de leitores, as malfadadas e falidas edições de O Globo.
Leitores que, repita-se não chegam à casa dos 20 mil por dia.
Que glória!
É a essa classe que Caetano agora se dirige.
É a ela que ele serve e procura agradar.
Quem te viu, Caetano...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

DILMA CITA LULA. SERRA NÃO CITA FHC. E O GLOBO NÃO SABE POR QUÊ

Ele sabe da ligação Serra/FHC . O PIG, não
O Globo teve de recorrer aos seus “especialistas” para saber obviedades.
O Globo chega a ser excêntrico.
Não sabe, por exemplo, por que José Serra citou apenas quatro vezes FHC em seus discursos.
Mas tende a afirmar que Dilma cita Lula porque ela depende dele e não tem vida própria.
(O Globo repete seu “brilhantemente” articulista para quem Dilma não é líder, ela é iluminada: apenas recebe luz de Lula. Lula é líder. Ela, não.)
Enquanto a ausência do nome de Fernando Henrique nos discursos de Serra, expressa o perfil autônomo do Zé Alagão.
O Globo só pode está de gozação.
Não, não é com seus leitores.
O Globo goza dele mesmo!
E faz piada do seu candidato, o inaugurador de maquete.
A “especialista” da FGV, Marly Silva da Motta, discursa para os marinho.
É o que parece.
Ela esbanja “sapiência” e “imparcialidade” ao dizer que “ele” (Serra) “nunca esteve colado no Fernando Henrique.”
Serra foi ministro do FHC duas vezes e nunca esteve colado ao FHC. É mesmo?
Para o jornalista Paulo Henrique Amorim Lula vai pendurar FHC no pescoço do Serra.
Acontece que FHC, na visão de Ciro Gomes, é uma espécie de âncora que leva para o fundo quem a ele se agarrar.
E O Globo sabe disso.
O Serra... esse nem se fala.

Correr às léguas de distância de FHC. Esse tem sido o maior desafio de Serra e dos tucanos.
Isso é de um ineditismo tacanho.
Um ex-presidente que não é sequer citado pelo seu ex-ministro.
Sob pena de afundar de vez.
Porque FHC afundou o país três vezes.
E Serra ajudou nesse afundamento.
Serra foi ministro da Saúde e do Planejamento de FHC.
O que esse senhor planejou?

Citar Fernando Henrique quatro vezes numa infinidade de discursos é muito pouco e equivale a uma carga de medo que expõe claramente a fragilidade da tucanagem.
Quem descortinou – não se sabe se involuntariamente – O Globo no seu intento de mostrar uma Dilma dependente de Lula foi Marcelo Simas, da FGV Opinião.
Para ele “o Serra devia falar do Fernando Henrique o tempo todo. Serra e o PSDB tem medo de deixar claro que são ligados a FH. É como se isso fosse ruim”.
E devia mesmo.

Mas não precisa que nem o Serra nem o PSDB deixem claro que ambos são ligados a FHC.
Isso até o hamster do meu filho sabe.
Mas a grande mídia (O Globo) finge que não sabe.
Serra citar FHC só não é ruim para a Dilma.
Chegará o momento em que Dilma fará essa ligação e citará FHC para Serra.
Reside aí o desespero que chafurda o espírito sombrio de Serra, a certeza de que cedo ou tarde Dilma o desmascarará.

(Sem máscara, Serra deve ser ainda muito mais feio, já que a feiúra é o que melhor o caracteriza).

O Globo fez e continua fazendo, juntamente com a Veja, Folha e Estadão, a campanha de José Serra.
A tática é repetir o discurso com nuances de coerência de Serra quando ele afirma que não faz campanha antes do prazo e critica a corrupção no Governo Lula.
O desespero é tanto que O Globo recorre até à psicanálise para desqualificar Dilma Rousseff por esta citar Lula em seus discursos.
O Globo se deu ao trabalho de contar as vezes em que Lula e Dilma citaram o nome um do outro quando discursaram.

Lula citou Dilma 69 vezes, ela o citou 96.
O Globo faz mesmo piada: até inverter números ele inverteu.
O Globo pertence ao mesmo grupo de uma certa rádio que troca notícia.
Ele não só troca. O Globo inverte e inventa notícia.
Só não dá para inventar a vitória do Serra.
Nem O Globo consegue desligar o Serra do FHC.
Tradução: Dilma ganha no 1º Turno.