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sábado, 22 de maio de 2010

PARA NÃO PERDER DE FEIO, SERRA TEM “PLANO B”. COM "B" DE BAIXARIA, SÓ PODE SER

É bom atentar para o "Plano B" do Serra





É gritante o desespero do PIG pró-tucano após a divulgação de cada nova pesquisa presidencial dado o vertinoso e indisfarçável crescimento da ex-ministra Dilma Rousseff em detrimento da vertiginosa queda de seu candidato, José Serra.
Colunistas, articulistas, blogueiros e repórteres do PIG fazem às vezes de “célula pensante da direita”.
Seu papel tem sido o de interpretar pesquisas, ler as entrelinhas dos fatos para desvirtuá-los, distorcê-los e corromper a notícia.
Sempre tendo em vista a desconstrução da imagem do Presidente Lula e de sua candidata Dilma Rousseff.
A postura agressiva e virulenta do PIG contra o Governo há muito deixou de revelar-se apenas uma tendência preferencial em favor do ex-governador paulista.
Passou a ser uma opção política e ideológica velada e partidarizada.
Um arremedo de imprensa livre e independente.
Semana que passou um blogueiro da Folha se esforçava para tornar menos traumáticos os inevitáveis solavancos que a Pesquisa Sensus causaria no ninho demotucano um dia antes de sua divulgação e que acabaram se confirmando.
Dizia ele que somente 20% do levantamento da Sensus seriam concluídos após a inserção do programa de Rádio e TV do Partido dos Trabalhadores.
E que pelas suas conjecturas o programa petista não interferiria num improvável crescimento de Dilma.
O programa foi um sucesso, o PIG e os demotucanos se estrebucharam, como sempre, acusando Lula, Dilma, o PT e o Papa de fazerem a tão surrada “campanha antecipada”, provocando o TSE a uma reação sob pena de ficar a Justiça “desmoralizada”.
Agora, vem a pesquisa Databolha.
E entra em campo – se é que saiu em algum momento de ação – o PIG e seus “agentes” interpretativos.
O Estadão escalou seu colaborador, José Roberto de Toledo, com a missão de revelar “as idéias por trás dos números” da Databolha.
E que idéias.
Toledo sugere que Dilma e Serra se espelham pelo que as pesquisas mostram graficamente.
Só os gráficos do Estadão se parecem. Já os números, esses dispensam comentário.
Toledo “descobriu” que Marina Silva se mantendo na casa dos 10% e levando em conta os números dos pequenos candidatos somente não haveria um segundo turno – ele ignora que Dilma ganha logo no Primeiro – se a candidata petista ou o tucademo “roubassem” de 6 a 7 pontos percentuais um do outro.
É mais que evidente a possibilidade de Dilma levar a fatura logo no 1º tempo de jogo. Ela vem tirando de 5 a 6 pontos, em média por pesquisa.
Para o Estadão, o Databolha serviu para acender a luz amarela para Serra.
Serra e o PIG estão acuados pelos números.
Sem ter o que dizer – Serra já disse tudo, até que era o “pós-Lula” – nem o que fazer, o Estadão recomenda partir para execução do “Plano B”.
Com “B” só pode ser BAIXARIA.
Sem saída “em uma situação assim, a campanha de Serra ficará tentada a investir na desconstrução da imagem de Dilma para impedir que ela abra vantagem.
Como se isso fosse algo novo e razoável.
O PIG acha que “a campanha ainda não começou oficialmente, o que limita as possibilidades de ataque”.
O PIG é inescrupuloso, mas finge como poucos ter algum escrúpulo.
Para o PIG os programas e inserções do PSDB e DEM servirão de bússola que apontará o caminho e estratégia de Serra para tentar reverter o crescimento de Dilma e uma derrota acachapante de seu candidato predileto.
O “Plano B”

segunda-feira, 5 de abril de 2010

DILMA CITA LULA. SERRA NÃO CITA FHC. E O GLOBO NÃO SABE POR QUÊ

Ele sabe da ligação Serra/FHC . O PIG, não
O Globo teve de recorrer aos seus “especialistas” para saber obviedades.
O Globo chega a ser excêntrico.
Não sabe, por exemplo, por que José Serra citou apenas quatro vezes FHC em seus discursos.
Mas tende a afirmar que Dilma cita Lula porque ela depende dele e não tem vida própria.
(O Globo repete seu “brilhantemente” articulista para quem Dilma não é líder, ela é iluminada: apenas recebe luz de Lula. Lula é líder. Ela, não.)
Enquanto a ausência do nome de Fernando Henrique nos discursos de Serra, expressa o perfil autônomo do Zé Alagão.
O Globo só pode está de gozação.
Não, não é com seus leitores.
O Globo goza dele mesmo!
E faz piada do seu candidato, o inaugurador de maquete.
A “especialista” da FGV, Marly Silva da Motta, discursa para os marinho.
É o que parece.
Ela esbanja “sapiência” e “imparcialidade” ao dizer que “ele” (Serra) “nunca esteve colado no Fernando Henrique.”
Serra foi ministro do FHC duas vezes e nunca esteve colado ao FHC. É mesmo?
Para o jornalista Paulo Henrique Amorim Lula vai pendurar FHC no pescoço do Serra.
Acontece que FHC, na visão de Ciro Gomes, é uma espécie de âncora que leva para o fundo quem a ele se agarrar.
E O Globo sabe disso.
O Serra... esse nem se fala.

Correr às léguas de distância de FHC. Esse tem sido o maior desafio de Serra e dos tucanos.
Isso é de um ineditismo tacanho.
Um ex-presidente que não é sequer citado pelo seu ex-ministro.
Sob pena de afundar de vez.
Porque FHC afundou o país três vezes.
E Serra ajudou nesse afundamento.
Serra foi ministro da Saúde e do Planejamento de FHC.
O que esse senhor planejou?

Citar Fernando Henrique quatro vezes numa infinidade de discursos é muito pouco e equivale a uma carga de medo que expõe claramente a fragilidade da tucanagem.
Quem descortinou – não se sabe se involuntariamente – O Globo no seu intento de mostrar uma Dilma dependente de Lula foi Marcelo Simas, da FGV Opinião.
Para ele “o Serra devia falar do Fernando Henrique o tempo todo. Serra e o PSDB tem medo de deixar claro que são ligados a FH. É como se isso fosse ruim”.
E devia mesmo.

Mas não precisa que nem o Serra nem o PSDB deixem claro que ambos são ligados a FHC.
Isso até o hamster do meu filho sabe.
Mas a grande mídia (O Globo) finge que não sabe.
Serra citar FHC só não é ruim para a Dilma.
Chegará o momento em que Dilma fará essa ligação e citará FHC para Serra.
Reside aí o desespero que chafurda o espírito sombrio de Serra, a certeza de que cedo ou tarde Dilma o desmascarará.

(Sem máscara, Serra deve ser ainda muito mais feio, já que a feiúra é o que melhor o caracteriza).

O Globo fez e continua fazendo, juntamente com a Veja, Folha e Estadão, a campanha de José Serra.
A tática é repetir o discurso com nuances de coerência de Serra quando ele afirma que não faz campanha antes do prazo e critica a corrupção no Governo Lula.
O desespero é tanto que O Globo recorre até à psicanálise para desqualificar Dilma Rousseff por esta citar Lula em seus discursos.
O Globo se deu ao trabalho de contar as vezes em que Lula e Dilma citaram o nome um do outro quando discursaram.

Lula citou Dilma 69 vezes, ela o citou 96.
O Globo faz mesmo piada: até inverter números ele inverteu.
O Globo pertence ao mesmo grupo de uma certa rádio que troca notícia.
Ele não só troca. O Globo inverte e inventa notícia.
Só não dá para inventar a vitória do Serra.
Nem O Globo consegue desligar o Serra do FHC.
Tradução: Dilma ganha no 1º Turno.