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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A VELHA E A NOVA MÍDIA: NÃO TEM COMPARAÇÃO


Não é o programa do PT, é o Casal 20... da Globo


A primeira de uma série de reportagens sobre o crescimento do emprego no Brasil e seus números espetaculares mostrada pelo JN parecia excertos do Programa do PT e da então candidata Dilma Rousseff, no ano passado.
O estaleiro Atlântico Sul, a construção dos navios e a soldadora dekassegui.
Por pouco não vi o Lula e a Dilma de capacetes no alto do magestoso e imponente "João Cândido".
Mas isso já seria querer demais.
A Globo fala de crescimento do emprego, da construção civil e o financiamento de imóveis em 2010 como se tudo fosse obra e consequencia do ocaso.
Mas não é.
O Brasil que gerou emprego e renda como nunca antes, que tirou milhões da miséria e fez ascender outros tantos às classe "B'" e "C" nos últimos oito anos é o Brasil de Lula.
O Brasil que Lula passou à Dilma.
E que Dilma o fará continuar no rumo certo.

Por Emir Sader, na Carta Maior

Lula, Dilma e a velha mídia

O esporte preferido da mídia é fazer comparações da Dilma com o Lula. Sem coragem para reconhecer que se chocaram contra o país – que deu a Lula 87% de apoio e apenas 4%b de rejeição no final de um mandato que teve toda a velha mídia contra – essa mídia busca se recolocar, encontrar razões para não ser tão uniformemente opositora a tudo o que governo faz. O melhor atalho que encontraram é o de dizer que as coisas ruins, que criticavam, vinham do estilo do Lula, que Dilma deixaria de lado.

Juntam temas de política exterior, tratamento da imprensa, rigor nas finanças públicas, menos discurso e mais capacidade executiva, etc., etc. Como se fosse um outro governo, de outro bloco de forças, com linhas politica e econômica distinta. Quase como se a oposição tivesse ganho. Ao invés de reconhecer seus erros brutais, tratam de alegar que é a realidade que é outra.

Como se o modelo econômico e social – âmago do governo – fosse distinto. Como se a composição do governo fosse substancialmente outra, como partidos novos tivessem ingressado e outros saído do governo. Apelam para o refrão de que “o estllo é o homem” (ou a mulher), como se a crítica fundamental que faziam ao Lula fosse de estilo.

No essencial, a participação do Estado na economia está consolidada e, se diferença houver, é para estendê-la. Os ministérios econômicos e sociais são mais coerentes entre si, tendo sido trocados ministros de pastas importantes – como comunicação, saúde e desenvolvimento – para reafirmar a hegemonia do modelo de continuidade com o governo Lula.

A política externa de priorização das alianças regionais e dos processos de integração foi reiterada na primeira viagem da Dilma ao exterior, à Argentina, assim como no acento no fortalecimento dos processos latino-americanos, como a ênfase na aproximação com o novo governo colombiano e a contribuição ao novo processo de libertação de reféns comprova.

O acerto das contas publicas se faz na lógica do compromisso do governo da Dilma de estabelecimento de taxas de juros de 2% ao final do mandato, alinhadas com as taxas internacionais, golpeando frontalmente o eixo do principal problema econômica que temos: as taxas de juros reais mais altas do mundo, que atraem o capital especulativo. A negociação do salário mínimo se faz com o apoio do Lula. A intangibilidade dos investimentos do PAC já tinha sido reafirmada pelo Lula no final do ano passado.

Muda o estilo, ênfases, certamente. Mas nunca o Brasil teve um governo de tanta continuidade como este, desde que se realizam eleições minimamente democráticas. A velha mídia busca pretextos para falar mal de Lula, no elogio a Dilma, tentando além disso jogar um contra o outro. A mesma imprensa que não se cansou de dizer que ela era um poste, que não existiria sozinha na campanha sem o Lula, etc., etc., agora avança na direção oposta, buscando diferenças e antagonismos onde não existem.

terça-feira, 22 de junho de 2010

A GLOBO DISFARÇA, DISTORCE. MAS NÃO CONSEGUE ESCONDER A VERDADE DOS NÚMEROS

Mais um prato pro Serra engolir sem descascar


Deu no G1, o site de notícia da Globo:

Arrecadação soma R$ 61,1 bilhões e bate recorde para maio

Esse é o oitavo mês consecutivo com recorde na arrecadação federal.
De janeiro a maio, arrecadação soma R$ 318 bilhões, e sobe 13,2%.

A arrecadação federal – que inclui impostos, contribuições federais e demais receitas, como os royalties – somou R$ 61,1 bilhões em maio deste ano, informou nesta terça-feira (22) a Secretaria da Receita Federal.

Segundo o órgão, a arrecadação bateu recorde para meses de maio. A série histórica da Receita tem início em 1995. Em abril, a arrecadação federal somou R$ 70,9 bilhões, segundo números da Receita Federal.
Na comparação com o mesmo mês de 2009, o crescimento real da arrecadação (com valores já corrigidos pela inflação) foi de 16,55%, de acordo com o governo.

A Receita Federal confirmou que a arrecadação vem batendo recordes, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, desde outubro do ano passado. Deste modo, maio é o oitavo mês seguido de recorde.

Janeiro a maio

Nos cinco primeiros meses deste ano, a arrecadação de impostos, contribuições federais e demais receitas totalizou R$ 318 bilhões, com crescimento real de 13,27% frente ao mesmo período do ano passado.

Esse também foi o maior valor para os cinco primeiros meses de um ano de toda história, segundo números da Receita Federal.
Sobre igual período do ano passado, a arrecadação cresceu R$ 37,6 bilhões, em termos reais. Se os números não forem corrigidos pela inflação, o crescimento é maior ainda: de R$ 50,6 bilhões.

Crescimento econômico

A arrecadação vem crescendo neste ano por conta do forte crescimento da economia brasileira. Quando a economia cresce, aumenta a demanda por produtos e serviços, que têm impostos e contribuições embutidos em seus preços. No primeiro trimestre deste ano, contra igual período de 2009, a economia cresceu 9%.
Além disso, em 2009, com a economia fraca, em consequência das turbulências externas, o governo arrecadou menos - o que também baixou a base de comparação. No ano passado, o governo também diminuiu tributos para estimular o crescimento econômico, fator que também contribuiu para baixar a arrecadação.

Dados já mostram, porém, o reaquecimento da economia neste ano. A produção industrial, por exemplo, cresceu 18,2%, enquanto o volume geral de vendas subiu 16,09%.

Impacto nos impostos

Com o retorno de um ritmo mais acelerado de crescimento econômico neste ano, e com o fim das desonerações de tributos, a arrecadação voltou a ganhar fôlego em 2010.

Com o IPI de Automóveis, por exemplo, governo arrecadou 247% a mais de janeiro a maio. O imposto havia sido reduzido em 2009 para estimular a economia. No caso do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), o aumento real da arrecadação foi de 1,99% de janeiro a maio. Também subiu a arrecadação do IRRF-Rendimentos do Trabalho, que avançou 6,93% nos cinco primeiros meses deste ano.
Com a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), houve o crescimento real de 20% de janeiro a maio deste ano e, no caso do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), cuja alíquota para estrangeiros subiu 2% em outubro do ano passado, o aumento foi de 33,48% nos cinco primeiros meses de 2010.
Por Alexandro Martello,
de Brasília