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domingo, 12 de setembro de 2010

PARA NÃO AFOGAR AÉCIO O GLOBO RECUA E JN NÃO MUDA PAUTA

O ALMANAQUE da crônica republica postagem do também excelente blog Os Amigos da Presidente Dilma: "O Globo joga a bóia para Aécio no escândalo da quebra de sigilo".

A "reporcagem" da revista Veja, feita a toque de caixa, recheada de erros e com falta de apuração, não foi por acaso.
Se o factóide do sigilo fiscal estivesse rendendo votos para Serra, o "petista" Atella seria o assunto da capa da Veja.
O problema é que o escândalo do sigilo fiscal virou-se perigosamente contra a filha de Serra, com a revista Carta Capital que chegou às bancas na sexta-feira (a tempo da Veja ler, antes de soltar sua edição). A Carta Capital resgatou a sociedade na firma Decidir.com, da filha de Serra com a irmã de Daniel Dantas, presa na operação Satiagraha. A empresa vazou dados do cadastro de cheques sem fundo do Banco Central, e encontrou facilidades para ter acesso a informações de órgãos governamentais, na época em que o papai José Serra era o todo poderoso homem forte do governo FHC e escolhido para sucessor.

Por isso a revista Veja empenhou-se em mudar a pauta de factóides e escândalos no PIG, (Partido da Imprensa Golpista demo-tucana).

Além disso, o tucanato mineiro tornou-se alvo da "bala de prata" do vazamento dos sigilos fiscais, podendo abater Anastasia (PSDB/MG) e ferir Aécio Neves (PSDB/MG).
Por isso o Jornal Nacional não mudou a pauta de assuntos, mas tratou o vazamento de sigilo como questão policial esvaziando o viés político, mostrando pessoas comuns que também tiveram seus sigilos vazados. Para tirar Aécio da linha de fogo.

É sintomático a capa do Jornal O Globo deste domingo, "milagrosamente" defendendo a Receita Federal, mostrando que o órgão já demitiu diversos funcionários por delito semelhante, e que há centenas de processos administrativos semelhantes. Ou seja, o jornal também tirou o viés político do assunto, retirou as críticas à atuação da Receita Federal, que até pedia a cabeça do chefe do órgão.
Ficou óbvio que é para tirar Aécio da linha de fogo, porque se fosse só para mudar a pauta, simplesmente não tocaria no assunto.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

DILMA NÃO É ROSEANA. DILMA NÃO É LUNUS. DILMA É LULA

Não deu mais para ler
Saiu na Folha: Receita apura se dinheiro "no colchão" de candidatos tem origem lícita

Segundo afirma Ciro Gomes, José Serra numa campanha é certeza de baixaria.
Se for preciso, Serra passa com um trator por cima da própria mãe, diz Ciro.
Na eleição de 2002 Serra tirou de seu caminho a então candidata à Presidência da República e governadora do Maranhão pelo PFL, Roseana Sarney.
Roseana era líder disparada nas pesquisas de opinião.
O episódio ficou conhecido como o Caso Lunus, onde grampos telefônicos ilegais, um dossiê armado e uso político da Polícia Federal levaram Roseana a renunciar sua candidatura.
Sem querer, José Serra deu a maior contribuição ao candidato pelo PT, Luís Inácio Lula da Silva.
Com a campanha polarizada entre petistas e tucanos Lula aplicou uma estrondosa surra em Serra, fato improvável se Roseana estivesse no páreo.
Nesta quarta feira, eu disse aqui no Almanaque da crônica que está em curso na mídia conservadora outra campanha: a de levantar fatos e factóides que incriminem a candidata petista Dilma Rousseff.
Publicações independentes dão como certa que a ordem a chafurdar a vida passada de Dilma, sobretudo sua atuação no período da ditadura militar.
Vinculadas no Jornal Nacional nos sábados, as notícias fomentariam os jornais do domingo e repercutiriam no Congresso Nacional ao longo da semana.
No mesmo e surrado script de sempre.

Bastou a ex-ministra da Casa Civil declarar que mantem 113 mil reais em espécie para a Folha sensacionalisticamente brandir: Receita apura se dinheiro no “colchão” é crime.
Um ensaio de acusação, um arremedo de denúncia sem pé nem cabeça.
A Folha tenta dar a entender que Dilma está sendo investigada pela Receita.
Que Dilma comete um crime ao manter em casa “elevada soma em espécie”.
Crime cometeu a Folha.
Ao publicar uma ficha falsa de Dilma Rousseff.
Ao transportar agentes torturadores em seus carros de reportagem.
Ao dizer que o regime de exceção não passou de uma “ditabranda”.
Tem o DNA da baixaria de campanhas do Serra nisso aí.

A baixaria do Serra está a penas começando.
Só falta lembrar ao Serra e à Folha que Dilma não é Roseana.
A Dilma não é Lunus.
Dilma é Lula.

Clique aqui para ler a matéria na íntegra.


terça-feira, 22 de junho de 2010

A GLOBO DISFARÇA, DISTORCE. MAS NÃO CONSEGUE ESCONDER A VERDADE DOS NÚMEROS

Mais um prato pro Serra engolir sem descascar


Deu no G1, o site de notícia da Globo:

Arrecadação soma R$ 61,1 bilhões e bate recorde para maio

Esse é o oitavo mês consecutivo com recorde na arrecadação federal.
De janeiro a maio, arrecadação soma R$ 318 bilhões, e sobe 13,2%.

A arrecadação federal – que inclui impostos, contribuições federais e demais receitas, como os royalties – somou R$ 61,1 bilhões em maio deste ano, informou nesta terça-feira (22) a Secretaria da Receita Federal.

Segundo o órgão, a arrecadação bateu recorde para meses de maio. A série histórica da Receita tem início em 1995. Em abril, a arrecadação federal somou R$ 70,9 bilhões, segundo números da Receita Federal.
Na comparação com o mesmo mês de 2009, o crescimento real da arrecadação (com valores já corrigidos pela inflação) foi de 16,55%, de acordo com o governo.

A Receita Federal confirmou que a arrecadação vem batendo recordes, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, desde outubro do ano passado. Deste modo, maio é o oitavo mês seguido de recorde.

Janeiro a maio

Nos cinco primeiros meses deste ano, a arrecadação de impostos, contribuições federais e demais receitas totalizou R$ 318 bilhões, com crescimento real de 13,27% frente ao mesmo período do ano passado.

Esse também foi o maior valor para os cinco primeiros meses de um ano de toda história, segundo números da Receita Federal.
Sobre igual período do ano passado, a arrecadação cresceu R$ 37,6 bilhões, em termos reais. Se os números não forem corrigidos pela inflação, o crescimento é maior ainda: de R$ 50,6 bilhões.

Crescimento econômico

A arrecadação vem crescendo neste ano por conta do forte crescimento da economia brasileira. Quando a economia cresce, aumenta a demanda por produtos e serviços, que têm impostos e contribuições embutidos em seus preços. No primeiro trimestre deste ano, contra igual período de 2009, a economia cresceu 9%.
Além disso, em 2009, com a economia fraca, em consequência das turbulências externas, o governo arrecadou menos - o que também baixou a base de comparação. No ano passado, o governo também diminuiu tributos para estimular o crescimento econômico, fator que também contribuiu para baixar a arrecadação.

Dados já mostram, porém, o reaquecimento da economia neste ano. A produção industrial, por exemplo, cresceu 18,2%, enquanto o volume geral de vendas subiu 16,09%.

Impacto nos impostos

Com o retorno de um ritmo mais acelerado de crescimento econômico neste ano, e com o fim das desonerações de tributos, a arrecadação voltou a ganhar fôlego em 2010.

Com o IPI de Automóveis, por exemplo, governo arrecadou 247% a mais de janeiro a maio. O imposto havia sido reduzido em 2009 para estimular a economia. No caso do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), o aumento real da arrecadação foi de 1,99% de janeiro a maio. Também subiu a arrecadação do IRRF-Rendimentos do Trabalho, que avançou 6,93% nos cinco primeiros meses deste ano.
Com a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), houve o crescimento real de 20% de janeiro a maio deste ano e, no caso do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), cuja alíquota para estrangeiros subiu 2% em outubro do ano passado, o aumento foi de 33,48% nos cinco primeiros meses de 2010.
Por Alexandro Martello,
de Brasília