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terça-feira, 12 de outubro de 2010

A CRIMINOSA HIPOCRISIA E OFENSIVA DA DIREITA

No mínimo causa estranheza o esforço da direita em manter aberta há duas semanas a mesma agenda.
O aborto continua na pauta do candidato da oposição e, evidentemente, da mídia que lhe ancora.

Numa junção do escândalo Berenice com o aborto, a direita operou todos os seus mecanismos para que o estrago na candidatura Dilma redundasse numa catástrofe.
Compete reconhecer, para ser franco, que tal objetivo só não foi efetivamente atingido graças tratar-se o seu candidato de uma inexorável carroça ruim de subida e que jamais ultrapassou a casa dos trinta pontos.

Os métodos espúrios e rasteiros da campanha de José Serra foi capaz de tirar os votos que dariam a vitória da candidata governista ainda no primeiro turno.
Ocorre que o eleitor que não votou em Dilma rejeitou também o Serra.
E optou pela Marina Silva.
Que agora é bajulada pelo Serra e paparicada pela mídia.
A Marina vai acabar caindo no colo do Serra.

Mas os 20 milhões dos votos dela, não.
Como um travesseiro de penas rasgado, eles se dispersarão pelo ar.
Poucas, pouquíssimas serão recuperadas.

A Marina nem ninguém no PV tem autoridade ou liderança para fazer com que seus filiados e eleitores votem quer em Serra, quer em Dilma.

Embora não encontre patamares, pelo menos no que se refere a interferência nos índices de pesquisas que lhe sejam favoráveis, a baixaria do Serra bateu no teto.
Isso até que outra desponte no sempre nebuloso e cinzento horizonte da campanha demotucana.

O blogueiro e colunista da Folha, Jozias de Sousa deu evidentes sinais de que a próxima bala (já não se sabe mais de quê) do Serra é acusar Dilma através de uma ação fraudulenta de ter tido uma amante com a qual viveu por quinze anos.
Na ação, a tal amante pediria certa quantia em dinheiro a título de idenização.

Uma monstruosidade, algo irracionalmente dito e irresponsavelmente jogado em uma campanha onde se cogita o mais alto cargo da República que só poderia encontrar ressonância numa cabeça doente como a de José Serra, que para chegar à Presidência venderoa até a alma.

O Serra não tem escrúpulos, mesmo.
Dá asco sua cara de gente do bem agora posando de vítima ante o que acusa ser um ataque a sua família.

Dilma se tornou a raivosa.
A descontrolada.
Já Serra, o controlado e sereno.

Até as pedras sabem que Serra não passa de um brucutu dissimulado que ataca nos bastidores, que envereda pelas valas fétidas e obscuras do submundo da baixaria mais torpe.
Seu bom-mocismo é uma ofensa aos padrões éticos e aos bons costumes.
Ah! mas a Dilma atacou a família dele.
E isso não é bom, segundo brilhantemente disse o Serra.
O que se conclui que a Dilma foi um desastre no debate da Band.

Tão desastrosa que não repetiu mais seus melhores momentos no programa desta terça.
Segundo a Folha, integrantes da campanha petista reconheceram o fracasso da estratégia de Dilma.
Defender-se dos ataques, das mentiras e baixarias do Serra foi um erro indesculpável para Dilma.
Lhe renderam apenas a perda de alguns milhares de votinhos.

Dilma teria que ter dito que a mulher do Serra tem razão: ela come mesmo criancinha, é o que a Folha tenta sugerir.

Para a Folha, integrantes da campanha de Dilma entendem que ela tem a obrigação que afirmar que é a favor do aborto.
Só o Serra – o santarrão da vez – é pela vida e pela moral.
Pelo visto, a Dilma vai acabar pedindo desculpas ao Serra.
Enquanto o Serra a estraçalha no submundo da internet.

Ou alguém o faz por ele nos púlpitos ultraconservadores e maculados das igrejas.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

SEM ESSA DE APONTAR CULPADOS POR UMA DERROTA QUE NÃO EXISTIU

A princípio, pensei em desferir meu arsenal de críticas contra quem nem mesmo eu saberia dizer.
Apontar culpados na campanha petista pelo segundo turno que as oposições forçaram – a despeito das injúrias, mentiras e baixarias via-mídia e de outros meios – seria como reconhecer uma derrota que não houve.

Ao longo de quase dois anos fui projetando no meu cérebro a opção praticamente única e obrigatória de vitória logo em primeiro turno da ministra Dilma.
Não desejo ser redundante, tampouco repetitivo, mas faz sentido lembrar o fato de que Lula ganhou duas eleições consecutivas.
E nem uma delas no primeiro turno.

Na de 2006 temos até hoje a nítida constatação de que nem mesmo o caseiro Francenildo tiraria de Lula a reeleição no primeiro turno.

Seria necessária uma hecatombe política de proporções ainda mais destrutivas ou a ocorrência de algum desastre que pudesse ser ligado ao Governo.

Aí a Globo descobriu os aloprados petistas com suas malas e cuecas abarrotadas de dinehiro e levou uma eleição dada como certa para o segundo turno.
Em 2010, nem o sigilo do EJ nem a Erenice surtiram o efeito esperado.
O efeito atende pelo nome de Marina Silva.
Falsa, traíra, usada ou não.
Ela fez a difeença

Haverá nova votação no dia 30 de outubro.
E Dilma terá que vencer o candidato tucano José Serra.
Não tem outra escolha.

Se erros existiram, não foram dos eleitores que votaram em Dilma Rousseff.
Culpar Marina Silva pelos vinte milhões de votos por ela obtidos é negar a democracia.
Méritos dela e para ela.

Marina fez o que deveria ser feito, pouco importando se foi ou não um joguete usado pela direita.
Sem apelar para a baixaria.
E, se disse algo que tirou votos de sua concorrente e esta não os reconquistou, paciência.

Que trate de fazê-lo agora enquanto há tempo.
Não é criticando Marina Silva que o PT conseguirá fazer a sucessão de Lula.

Dilma teve nesse primeiro turno a mesma média dos votos que Lula obteve nas duas últimas eleições ganhas por ele no segundo.
Dá perfeitamente para repetir, com acréscimo, a vitória de 3 de outubro.

Dilma Rousseff não perdeu.
O grande perdedor foi a oposição.
Essa, sim, saiu desmilinguida e massacrada nacionalmente.
O brasileiro foi impiedoso e eliminou da política o que de pior havia no Congresso.
Mandar ao ostracismo um Arthur Virgílio da vida e o raivoso Tarso Jereissate somado-se gente do quilate do Mão Santa, Heráclito e Companhia é um fato digno de entrar para os anais da história.

Dilma terá uma base de apoio no Congresso sólida e aprovará folgadamente, todas as emendas constitucionais pondo em prática as mudanças que se fizerem necessárias.
E isso é o que contará.
Sua vitória foi apenas adiada pela vontade soberana dos brasileiros até 30 de outubro.

Faz parte.







sábado, 2 de outubro de 2010

SERRA DO B - MARINA, A SANTINHA DO$ MI

Republico postagem do Conversa Afiada: Quem paga o jatinho de US$ 50 milhões da Marina ?

O Conversa Afiada reproduz post do site Sejaditaverdade.

O que o amigo navegante acha mais apropriado para referir-se à Bláblárina:
- Traíra
- Eco-capitalista
- A candidata de duas caras
- Voz de despertador de segunda feira (segundo o Zé Simão)
- Serra do B
Isso dá uma enquete …

Escândalo: Marina faz a campanha presidencial mais cara!

Como os auditores, policiais ou contadores sabem quando alguém lava dinheiro? Fácil, a pessoa começa a ter um padrão de vida bem superior aos seus rendimentos. Em outras palavras, o suspeito tem um carro que está muito além do seu salário, vive em uma casa com tamanho luxo e não há o que explique a origem dos recursos para a compra da tal casa.
 Na campanha presidencial deste ano, uma candidata desponta como aquela que leva um padrão bem acima daquilo que é declarado: é a verde Marina Silva.
Em setembro deste ano, as doações da campanha da candidata superavam a marca de 13 milhões de reais, tornando a campanha de Marina mais cara que a de Lula em 2006.

Ainda sim, Marina e Guilherme Leal, seu vice bilionário e cuja empresa é acusada de biopirataria e tem mais de R$ 1,5 bilhão em multas da Receita Federal, afirmam fazer uma campanha modesta frente aos candidatos José Serra e Dilma Rousseff.

Aos moldes da campanha vitoriosa de Barack Obama nos Estados Unidos, Marina foi a primeira a pedir doações na internet. O objetivo, segundo a candidata, era garantir que as doações fossem transparentes (aqui). As doações são pífias, não tendo passado de pouco mais de R$ 160 mil até a semana passada.
Não foi o que aconteceu. No começo do pleito, Marina viajava o país todo dentro de um jatinho Legacy, propriedade da Natura, empresa do vice do PV.

Há alguns dias, em imagem exibida no Jornal Nacional, percebe-se que o avião agora é outro: um luxuoso e exclusivo jato Falcon 2000 Easy, no valor de mais de 50 milhões de dólares.  

Os custos deste avião são tão caros que havia apenas dois modelos no Brasil. Agora temos um terceiro, o de Marina. Na imagem do Jornal Nacional, podemos observar no canto esquerdo da tela a logomarca da Colt Aviation, conhecida por administrar e alugar jatos de potentados, banqueiros e grandes empresas nacionais e internacionais, além dos altos valores que cobra por seus serviços.
Agora , nesta reta final de campanha, surgem dúvidas pertinentes aos eleitores:

Por que Marina trocou de avião?

Por que Dilma voa em um Citation e Serra em um Learjet, aviões bastante inferiores aos da falsa humilde ex-Marina, e ela gasta milhões em seu raid aéreo por todo o Brasil?

Por que a candidata do PV prega vida simples e sustentável aos outros, mas para si ostenta o luxo e polui o meio-ambiente voando numa máquina de US$ 50 milhões?

E a pergunta mais importante de todas: QUEM PAGA POR ESTE AVIÃO E QUE INTERESSES TÊM NISSO?

Marina Silva tem que vir a público para explicar estas questões. A sua máscara de boazinha já caiu faz tempo. Caiu com um super jato, com comissária de bordo, navegação e telefonia por satélite, interior luxuosíssimo, cama de casal, bar, escritório e um custo aproximado de US$ 10 mil por hora de vôo?

Barack Obama voou em sua campanha num jato Legacy, da JetBlue Airlines, fabricado no Brasil. Marina silva voa num avião que custo o dobro. Chique, não?

Sejaditaverdade

Conheça os detalhes do escândalo que envolve Marina Silva e a utilização de jato de US$ 50 milhões em sua campanha. http://migre.me/1sfWC

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

JOGUE O DATAFOLHA NO LIXO

Ibope e Sensus: Dilma mantém vantagem e venceria no primeiro turno

Esta é para as olheiras do Serra atingirem de uma vez por todas o contorno de sua horrenda bocarra.

CNI/Ibope: com 50%, Dilma venceria no primeiro turno


Pesquisa do Instituto Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada nesta quarta-feira (29) liderança da candidata petista à presidência da República, Dilma Rousseff, com 50%. O tucano José Serra aparece na segunda colocação, com 27%, seguido da senadora verde Marina Silva, que tem 13% das intenções de voto.

Com esse cenário, se as eleições fossem hoje, a ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, estaria eleita no primeiro turno. A margem de erro da pesquisa CNI/Ibope é de dois pontos percentuais. 

PS do Viomundo: Em relação à pesquisa anterior do Ibope (neste caso, encomendada pelo Estadão), do dia 24, Dilma manteve os 50%, Serra caiu um (tinha 28%) e Marina subiu um (tinha 12%).

Vejam também que, embora Serra invista no antipetismo, a pesquisa diz que o PT é o partido preferido dos brasileiros, com 27%, contra 5% do PSDB.
CNT/Sensus: Dilma tem 54,7% dos votos válidos e Serra, 29,5%

29 de setembro de 2010 • 10h46 • atualizado às 10h54


A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, lidera a corrida pelo Palácio do Planalto com 54,7% dos votos válidos, segundo pesquisa do instituto Sensus encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT)e divulgada nesta quarta-feira (29). O tucano José Serra aparece na segunda colocação, com 29,5%%, seguido da senadora verde Marina Silva, que tem 13,3%% das intenções de voto. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos e, com este cenário, a petista seria eleita ainda no primeiro turno.

Votos brancos e nulos somam 3,6% e 9,5% dos entrevistados disseram estar indecisos. Desta forma, na pesquisa estimulada Dilma tem 47,5%, Serra 25,6% e Marina 11,6%.

O levantamento, realizado entre os dias 26 e 28 de setembro em 24 estados, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 33103/2010.

Do Viomundo.




sábado, 25 de setembro de 2010

BALA VERDE

Portal Carta Maior: FALTAM OITO DIAS


A BALA DE PRATA ERA VERDE


A direita brasileira raspou o fundo do tacho e chegou à seguinte conclusão: Marina é o último cartucho de Serra. Todas as pesquisas divulgadas até a 6ª feira convergem para um ponto de equilíbrio sedimentado: Dilma tem 50% das intenções de votos (oscilou apenas um ponto depois de toda fuzilaria das últimas duas semanas).
 
Serra patina em torno de 25%. Parece difícil ir além por suas próprias 'qualidades'. Depois de tudo o que tentou, a boa vontade estatística, leia-se, o versátil Ibope do transformista Carlos Montenegro, lhe deu uma oscilação de amigo do peito de 3 mais pontos.
 
Anima a militância da página 2 da Folha, mas é insuficiente. Para levar a eleição ao 2º turno, resta ao conservadorismo nativo pintar-se de verde e bombar Marina Silva pelo ar, por terra e por mar, 24 horas por dia nos próximos oito dias.
 
O mutirão já começou.
Faz parte desse tour de force, por exemplo, a retardatária adesão do neoecologista Pedro Simon à candidatura do PV, nesta 6ª feira.
 
O movimento ambientalista brasileiro encontra-se diante de uma encruzilhada histórica: tem oito dias para decidir se integra o campo de forças que lutam pela transformação do Brasil numa sociedade mais justa e sustentável, ou, ao contrário, como lamentavelmente sugere o comportamento de alguns de seus porta-vozes e lideranças lambuzadas com a atenção da mídia, se assume a condição subserviente de pé-de-palanque da direita e da extrema direita unidas no interior da coalizão demotucana.
 
Chico Mendes por certo não hesitaria em escolher seu lado se na reta final de uma disputa política, como agora, tivesse objetivamente duas opções de poder: um governo amarrado em torno dos compromissos históricos de Dilma e Lula ou um Brasil submetido ao comando da alarmante dupla Serra e Índio da Costa. Resta saber qual será a escolha de Marina Silva.
A ver.
 
(Carta Maior, 25-09).

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

MARINA CAI NO COLO DA DIREITA

No Forum Social Mundial de Belém, em janeiro de 2009, Marina propagava que ela seria o Obama da Dilma. Já dava a impressão que as ilusões midiáticas tinham lhe subido à cabeça e que passava a estar sujeita a inúmeros riscos.

De militante ecologista seguidora de Chico Mendes, fez carreira parlamentar, até chegar a Ministra do Meio Ambiente do governo Lula, onde aparecia como contraponto de formas de desenvolvimentismo que não respeitariam o meio ambiente. Nunca apresentou alternativas, assumiu posições perdedoras, porque passou ao preservacionismo, forma conservadora da ecologia, de naturalismo regressivo. Só poderia isolar-se e perder.

Saiu e incutiram na sua cabeça que teria condições de fazer carreira sozinha, com a bandeira supostamente transversal da ecologia. Saiu supostamente com criticas de esquerda ao governo, mas não se deu conta – pela visão despolitizada da realidade que tem – da forte e incontornável polarização entre o bloco dirigido por Lula e pelo PT e o bloco de centro direita, dirigido pelos tucanos. Caiu na mesma esparrela oportunista de Heloisa Helena de querer aparecer como “terceira via”, eqüidistante entre os dois blocos, ao invés de variante no bloco de esquerda.

Foi se aproximando do bloco de direita, seguindo as trilhas do Gabeira – que tinha aderido ao neoliberalismo tucano, ao se embasbacar com as privatizações, para ele símbolo da modernidade – e foi sendo recebido de braços abertos pela mídia, conforme a Dilma crescia e o fantasma da sua vitória no primeiro turno aumentava.

As alianças da Marina foram consolidando essa trajetória na direção do centro e da direita, não apenas com empresários supostamente ecologistas – parece que o critério do bom empresário é esse e não o tratamento dos seus trabalhadores, a exploração da força de trabalho – e autores de auto-ajuda do tipo Gianetti da Fonseca, ao mesmo tempo que recebia o apoio envergonhado de ecologistas históricos.

O episódio da tentativa golpista da mídia e do Serra é definidor. Qualquer um com um mínimo de discernimento político se dá conta do caráter golpista da tentativa de impugnação da candidatura da Dilma – diante da derrota iminente no primeiro turno – com acusações de responsabilidade da direção da campanha, sem nenhum fundamento. Ficava claro o objetivo, típico do golpismo histórico – que vinha da UDN, de Carlos Lacerda, da imprensa de direita e que hoje está encarnado no bloco tucano-demista, dirigido ideológica e política pela velha mídia.

Marina, ao invés de denunciar o golpismo, se somou a ele, tentando, de maneira oportunista, tirar vantagens eleitorais, dizendo coisas como “se a Dilma (sic) faz isso agora, vai saber o que faria no governo”. Afirmações que definitivamente a fazem cair no colo da direita e cancelam qualquer traço progressista que sua candidatura poderia ter até agora. Quem estiver ainda com ela, está fazendo o jogo da direita golpista, não há mais mal entendidos possíveis.

Termina assim a carreira política da Marina, que causa danos gravíssimos à causa ecológica, de que se vale para tentar carreira oportunista. Quando não se distingue onde está a direita, se termina fazendo o jogo dela contra a esquerda.


Emir Sader, no Portal Carta Maior 

quarta-feira, 21 de julho de 2010

PATERNIDADE GENÉTICA

Até tu, marinas?
Deu no Vermelho, o Portal da esquerda bem informada: Marina Silva reivindica autoria dos genéricos para o PV
A paternidade dos medicamentos genéricos parecia já ter provocado polêmica suficiente entre os candidatos à presidência nesta semana. Na segunda, Dilma Rousseff (PT) atribuiu o projeto ao ex-ministro da Saúde petista Jamil Haddad. Na terça, José Serra (PSDB) disse que a adversária estava mal informada e ressaltou ser ele o responsável pela criação dos remédios de custo reduzido. Mas agora foi a vez de Marina Silva (PV) entrar na briga.
Por meio de seu blog oficial, a candidata garante que Eduardo Jorge (PV), secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo e colaborador da campanha de Marina, é o real autor da ideia. “A discussão começou em 1991, quando Eduardo Jorge, então deputado federal, propôs um projeto de lei sobre o assunto que teve o também deputado Fábio Feldmann (hoje candidato ao governo paulista pelo PV) como relator”, informa o site.

De acordo com o texto, o ex-ministro Jamil Haddad de fato colaborou com o projeto quando baixou um decreto em 1993 abrindo caminho para o assunto. O site da candidata também reconhece a participação de Serra na aprovação do projeto que criou os genéricos, mas destaca que Eduardo Jorge foi o idealizador.

Pelo Twitter, Marina Silva comentou: “Não gosto de fulanizar leis, mas com @joseserra_ e @dilmabr brigando pelo DNA dos genéricos, precisamos esclarecer. Eduardo Jorge, então deputado federal, foi o autor da Lei dos Genéricos”

Jamil Haddad

Na última segunda-feira, durante um evento com o PSB em Brasília, a ex-ministra afirmou que Serra não pode dizer que é o único responsável pela criação dos remédios genéricos no Brasil. “Certos processos começam e vão se desenvolvendo. Na verdade, tem várias pessoas que participam dessa trajetória. Cada um dá a sua contribuição. O que não é possível é alguém chegar e dizer ‘foi só eu que fiz’. Não foi, na verdade”, afirmou a petista.

Haddad foi ministro da Saúde no governo de Itamar Franco (de 1992 a 1995). Sua gestão foi marcada pela luta pela universalização do serviço médico gratuito, pela implantação do SUS e pela criação dos medicamentos genéricos. O PSB trava uma disputa particular com Serra, a quem acusa de tentar retirar de Haddad a paternidade dos genéricos.

Com agências

quarta-feira, 16 de junho de 2010

LULA NÃO PRECISA DE UM “CONTINUADOR”, ASSIM COMO DILMA NÃO PRECISA DA FOLHA

Não confudir as folhas. Dessa a gente precisa. Ela faz a fotossíntese.
A senadora e candidata pelo PV, Marina Silva, disse nesta quarta feira em sabatina promovida pela Folha que Lula não precisa de um “continuador”, mas de um “sucessor”.
É menos constrangedor e faz mais sentido precisar da um “continuador” do que da Folha.
Marina precisa da Folha para continuar falando.
Dilma Rousseff não precisa das “sabatinas” inquisitivas nem da Folha nem do PIG para ser a sucessora de Lula.
A Ministra Dilma irá suceder Lula e dará continuidade aos avanços promovidos por seu governo.
Sem a Folha.
E isso incomoda muita gente.
À Marina, inclusive.
Esse jogo pouco explicável de palavras usado pela professora acreana só pode ter como fonte de inspiração o “genial” Caetano Veloso.
Além de cantar, não há quem saiba o que ele anda dizendo e fazendo.
E só quem leva o Caetano à sério é o Globo do qual é “brilhante” colunista.
Ninguém merece.
No entender da Marina “Lula aprendeu a dor e a delícia de ser o que é”.
De onde ela tirou isso?
Uma pérola.
O que uma frase como essa revela?
O que ela ensina.
Qual o contexto disso?
“Aprendeu a dor e a delícia”.
Na minha terra a gente aprende a tocar um instrumento musical, uma canção. Aprende a andar e falar.
Mas, para dizer algo, talvez parafraseando seu grande mito ela diz que por Lula não ter superado - não se sabe ao certo o quê - precisa de um “sucessor”.
Isso é de uma grandeza e de uma clareclarevidência amazônicas.
Marina se imagina “o novo” na política nacional. Porque se desfiliou do PT.
Talvez não saiba que seu PV é aliado de primeira hora dos demotucanos no Rio e no Congresso Nacional.
E que sua tendência seria apoiar o velho Serra num eventual segundo turno.
Se houvesse segundo turno.
Porque Dilma vence logo no primeiro.
"A gente olha para os palanques e vê 500 anos de política velha no Brasil", reclama.
Inclusive no palanque do PV.
Sarney Filho representa a política nova no Brasil na visão marinista.
Ele é apenas o filho do Sarney.
Ah! Bom.
Pelo visto e pelo dito, a sabatina da Folha foi impactante para Marina Silva.
Essa sabatina é de um significado tal que fará Dilma Rousseff voltar atrás na sua decisão de não se prestar aos caprichos e armadilhas da Folha.
Dilma prefere os encontros com chefes de estados e lideranças da Europa à Folha.
E isso não a tornará menos sucessora e continuadora do Governo Lula e de sua obra magistral.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

PSB QUER SOMAR E AVANÇAR UNIDO À DILMA

Saiu no vermelho: PSB decide apoiar Dilma para "somar, unir e avançar"

O PSB oficializou nesta terça-feira (27) que Ciro Gomes não será candidato à Presidência da República. Após reunião da Executiva, o partido decidiu não indicar candidato próprio para a disputa. A legenda avaliou que se enfraqueceria nos Estados caso mantivesse a candidatura de Ciro Gomes. A tendência é que o PSB declare apoio à candidatura de Dilma Rousseff, do PT. Durante o anúncio, foi lida uma nota afirmando que Ciro é um "administrador vitorioso" que "engrandeceu o debate republicano".
"Foi quase uma escolha de Sofia. Ou levar à degola vários candidatos ao governo e ao Senado ou ter a candidatura própria", afirmou Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente do PSB, para quem o apoio a Dilma é o caminho natural da legenda.

Em nota distribuída à imprensa, o partido afirma que "a Comissão Executiva Nacional avalia como correta e consequente a participação do PSB no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É dever das forças populares contribuir para a continuidade desse projeto, a partir do qual o Brasil retomou o caminho do desenvolvimento soberano", diz o documento.

Eduardo Campos afirmou que ele e o vice-presidente do partido, Roberto Amaral, se reunirão com Ciro ainda nesta terça-feira ou amanhã no Rio de Janeiro, onde ele está, para discutir o futuro político do deputado. O presidente da legenda afirmou que falou com Ciro assim que a Executiva tomou a decisão e que o deputado recebeu a notícia com tranquilidade. O presidente do PSB disse ter certeza de que Ciro seguirá a orientação do partido.

Entre os diretórios regionais do PSB, apenas sete queriam que o partido apresentasse candidato próprio. Na reunião de hoje, apenas dois membros da Executiva votaram a favor de lançar um candidato.

Nos últimos dias, Ciro deu várias declarações polêmicas que refletem seu estilo pessoal mas que ao ganharem ampla repercussão contribuíram para sepultar suas chances de disputar o Palácio do Planalto pela terceira vez. Ciro já havia se candidatado à Presidência em 1998 e 2002, quando ainda era filiado ao PPS.

Tratamento igualitário

Eduardo Campos afirmou que o partido se reunirá na próxima terça-feira (4) com o PT para tratar do apoio da legenda à pré-candidata petista Dilma Rousseff. Campos marcou a reunião com presidente do PT após a decisão da Executiva.

Na internet, corre a versão de que o PSB irá cobrar uma "fatura alta" do PT em troca da desistência de disputar a Presidência. Mas o presidente do PSB negou que a decisão de não ter candidatura própria esteja vinculada a qualquer contrapartida do PT dentro dos Estados. Segundo Campos não há nenhum acordo sobre as disputas regionais. Campos afirmou que a única exigência será a não discriminação de candidatos do partido. "Não estamos condicionando a decisão daqui a qualquer acordo com relação aos candidatos a governador [...]. O que não vamos aceitar é tratamento com discriminação com os candidatos do PSB. O que valer para o candidato do PT vai valer para os candidatos do PSB", disse Campos.

O PSB quer o apoio do PT em quatro Estados, especialmente no Piauí, onde terá como candidato ao governo Wilson Martins, no Espírito Santo, onde Renato Casagrande será o candidato do partido ao governo, na Paraíba, onde a legenda lançará Ricardo Coutinho, e no Amapá, onde a disputa terá Camilo Capiberibe. O PSB também terá candidatos próprios ao governo em pelo menos outros seis Estados: Ceará (Cid Gomes), Rio Grande do Norte (Iberê Ferreira), Pernambuco (Eduardo Campos), Rio Grande do Sul (Beto Albuquerque), Mato Grosso (Mauro Mendes) e em São Paulo, com Paulo Skaf. Neste último, o PT ainda tenta atrair o apoio dos socialistas para a candidatura do senador Aloizio Mercadante ao governo estadual, oferecendo a vaga de vice a Paulo Skaf. Mas o PSB paulista tem dito que as chances de Skaf ser vice de Mercadante são, hoje, as mesmas de Mercadante ser vice de Skaf.

Dilma diz querer Ciro de volta e mais perto

Mais cedo, antes do PSB tomar a decisão de não ter candidatura própria, a pré-candidata Dilma Rousseff disse querer uma reaproximação com Ciro Gomes. Nos últimos dias, Ciro deu declarações que a imprensa repercutiu como sendo críticas à pré-candidata petista. "Não vou responder ao deputado Ciro Gomes. O deputado Ciro Gomes sempre esteve ao nosso lado, espero que ele volte a estar de uma forma mais próxima agora", disse Dilma a jornalistas antes de participar de um evento promovido pelo sindicato dos caminhoneiros. "Para mim, o Ciro sempre foi um apoio", resumiu.

O chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, seguiu na mesma linha e afirmou que Ciro foi um homem 'leal' ao presidente, por isso suas palavras não foram mal interpretadas pelo Palácio do Planalto. "Tudo o que ele falar não vai diminuir o nosso respeito e carinho por ele. Não há nenhum palanque que vai diminuir o carinho que temos por ele. Consideramos o Ciro muito mais aliado do que muitos que elogiam o governo apenas", disse.

A adesão do PSB à pré-candidatura de Dilma Rousseff é uma grande reforço para a campanha da ex-ministra da Casa Civil. Além de aumentar ainda mais seu tempo de propaganda no rádio e na TV, o PSB oferecerá boa estrutura nos estados e colocará sua militância e dirigentes para pedirem votos para a candidata petista.

A saída de Ciro Gomes da corrida presidencial também reforça o caráter plebiscitário da disputa, tal como deseja o presidente Lula. Ainda que Marina Silva (PV) tente se apresentar como uma alternativa intermediária, a campanha deve mesmo se concentrar na comparação dos 8 anos de Fernando Henrique Cardoso no Planalto com os 8 anos do governo Lula.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

NUNCA ANTES NA HISTÓRIA... O BRASILEIRO COMPROU TANTO CARRO ZERO

Os pobres acabaram com os estoques




O desconforto e a inquietação da elite dominante com a ascensão ao mercado de consumo pelas classes C e D é flagrante. Quase uma decepção, para dizer o mínimo.
Houve tempo – e nem faz tanto tempo assim – em que pobre cozinhava a metade do mês com gás e a outra metade no velho fogão à carvão.
Isso quando lhe era permitido ter um fogãozinho quatro bocas à gás.
O brasileiro passou a comprar bens duráveis, como fogões, geladeira, refrigedores, carros e motos numa escala jamais vista nos últimos sete anos.

A redução do IPI impulsionou as vendas, facilitou o crédito e propiciou a melhoria da qualidade de vida de milhares de pessoas.
Que hoje podem comer, beber e viver melhor.
E ainda por cima, andar de carro novo.
Algo impensável e inaceitável para as elites.
Pobre “foi feito” para andar a pé.
Esse negócio de gente saindo da pobreza é só pode ser coisa de um pobre torneiro mecânico.
Porque ele é um iletrado.
Que nunca pode comprar um carro antes na vida.

A venda de veículos novos batem recorde e chega á marca de 750.500 unidades, se somados carros, motos, ônibus e caminhões no trimestre.
A burguesia que lê o PIG acha isso um escândalo.
Pra quê pobre trocar de carro se o usado (VELHO) fazia a mesma coisa que o novo?
Os pobres compram carro com financiamentos a longo prazo e depois não podem pagar.
Não seria mais conveniente ter ficado com a sua gerigonça?
É assim que pensam – e dizem – os leitores amestrados do PIG.
Porque é o que o PIG diz.
Ele se regozija quando diz que aumentou o número de inadiplentes e a devolução de cheques sem fundo.
Vender para pobre dá nisso.

O governo devia era investir e melhorar o transporte público e coletivo.
Pobre tem é de andar esprimido como sardinha em lata nos ônibus, trens e metrôs.
Mas não!

Os pobres fizeram – por culpa desse desastrado Lula – com que a indústria chegasse ao histórico número de aproximadamente 400 mil veículos vendidos somente em março.
Para o PIG isso é um fator negativo.
Porque quanto mais carro vendido, mais poluição e mais complicado fica o trânsito das cidades.
Antes, não.
Só eles – os elitisados – tinham carro.
Mas agora com essa gente toda da ralé queimando petróleo é mais dióxido de carbono!!!

Talvez o Serra e a Marina tenham como meta de governo a médio prazo, fazer com que pobre volte a ocupar seu antigo lugar de pedestre.
Ou, quem sabe, a restrinção do crédito, só concedendo-o a quem provar que não fora pobre antes.
É isso que sugere um piguista ao propor a limitação de dez anos de vida útil da frota brasileira.
Assim a vida deixaria de ser o “inferno” no qual se transformou com a tal inclusão de classes promovida por um aprendiz de ditador.