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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O BRASIL ABORTOU O SERRA

Foi por pouco.
Por um triz só, e a calhordice de um candidato que tinha na baixaria insana o seu combustível não tira dos trilhos a locomotiva Brasil.
O triunfo nas urnas obtido por Dilma Rousseff, mais do que uma conquista do ponto de vista político e eleitoral, foi uma vitória que transcende os princípios da justiça.

Reflete a capacidade discernidora do eleitor brasileiro e sua argúcia em separar o joio do trigo – aquele traduz a verdade e este, a mentira, o verdadeiro e o falso.

O Serra não encontra parâmetro em se tratando de reacionarismo, de fascismo, de casuísmo, de populismo, de autoritarismo e de conservadorismo.
A inclusão do aborto como tema de campanha revelou em letras garrafais o lado calhorda de José Serra.

O aborto só não venceu a eleição no lugar do Serra em virtude da sua ausência de virtudes e pela sua avassaladora mediocridade.
O Serra é um medíocre de quatro costados, um farsante emplumado, dissimuladamente escondido sob sua velha penugem tucana.
Um tucano de asas amputadas que só voa para baixo.
O chamado “vôo de galinha”.
Expressão por ele usada no último debate da Globo para desqualificar o crescimento do Brasil nesses oito anos de Governo Lula.

O bom é que o sábio povo brasileiro percebeu o blefe.
O bom é que o aborto trazido pelo Serra para o debate político trouxe consigo a questão da moral de uma Igreja visivelmente desgastada e desmoralizada.
E teve a importância de reavivar a mente do eleitorado nacional.

A Igreja condena o aborto enquanto protege e acoberta debaixo do manto maculado da hipocrisia seus padres pedófilos.
Eles estão por aí, aos borbotões.
Há mais padres pedófilos no mundo do que cabelo na cabeça do Serra.
Todos escondidos por suas fétidas batinas.

A Igreja que se aliou a José Serra para derrotar Dilma Rousseff excomungou a mãe pernambucana que autorizou o aborto da filhinha de nove anos monstruosamente estuprada.
A Igreja que, tal qual o Serra foi moralmente derrotada nesta eleição, excomungou também o médico que fez o aborto daquela criança de Pernambuco, mas esqueceu de excomungar o estuprador.

O falso moralismo da Igreja a impede de ver o cisco no seu próprio olho. Ela só tem olhares para os olhos dos outros.

Os panfletos contra Dilma Rousseff com o timbre da CNBB que foram distribuídos nas igrejas Brasil afora não denotam o mau-caratismo apenas, revelam a face mesquinha, reacionária e preconceituosa de uma entidade sumamente desacreditada que perde seguidores na mesma proporção que o PSDB perde eleição para a Presidência.
A Igreja abdicou da humildade pela arrogância.
Trocou a diplomacia e a caridade – uma de suas virtudes teologais - pela truculência e o populismo.

Deixou de surfar na onda do Cristo para se ver ou ser vista na crista da onda.
Uma onda que logo, logo quebraria na praia.
E faltando dois dias para acabar, pôs o Papa no olho da campanha do Serra.
O Papa ou foi maldosamente usado ou usou de maldade e falta de ética ao recomendar, ainda que indiretamente, o voto dos brasileiros no candidato da direita, José Serra.

Porque o Serra é contra o aborto.
Mas a Mônica, mulher do Serra, foi quem abortou.
A questão do aborto foi regulamentada pelo Serra quando ele era Ministro da Saúde.

O Papa podia não saber disto, mas não os padres e os bispos brasileiros.
Ainda bem que o povo sabia.
E o resultado foi mais um aborto.

O Brasil abortou a mentira.
O Brasil abortou o Serra.
Viva o Brasil!
Viva Dilma Rousseff!


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

SERRA: DE TRAIDOR A PERDEDOR

Como José Serra traiu Aécio Neves e o PSDB

Na primeira metade de 2009, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso selou um acordo entre José Serra e o então governador de Minas Gerais, Aécio Neves. Garantidos alguns compromissos, o mineiro seria vice de Serra, que governava São Paulo naquela época.

Por Kennedy Alencar, na Folha.com

Fiador dos compromissos, FHC testemunhou Serra rompê-los. O primeiro deles: Serra não quis participar de reuniões prévias pelo país, nas quais o PSDB ouviria seus dois pré-candidatos e depois decidiria quem disputaria o Palácio do Planalto.
 
Líder disparado nas pesquisas, Serra julgava a ideia uma forma de miná-lo politicamente. Mas Aécio queria uma saída para dizer ao eleitorado de Minas por que aceitaria ser vice do governador paulista.
Outro compromisso era afirmar com todas as letras que, se eleito, Serra patrocinaria novas mudanças constitucionais para que Aécio fosse o próximo da fila. Pelo acordo, Serra articularia a aprovação de projetos no Congresso para acabar com a reeleição e reinstituir o mandato de cinco anos.

Aécio sempre demonstrou pouca crença na capacidade de, sentado no Planalto, Serra abrir mão da possibilidade de se reeleger. Mas FHC dizia a Serra que era importante que ele se comprometesse com essas alterações a fim de tranquilizar Aécio e Minas. O final dessa história é sabido.
 
Entre setembro de 2009 e fevereiro de 2010, a folga sobre Dilma nas pesquisas deu a Serra a ilusão de que poderia ignorar os apelos para assumir a candidatura e fazer concessões a Aécio. Ele não aceitou as cobranças do PSDB e do DEM para admitir que era candidato e montou uma estrutura de campanha centralizada e distante dos aliados.
 
Esticou a corda até junho para tentar obter a companhia de Aécio em sua chapa, mas estava tão fraco que não teve como enfrentar a resistência dos democratas à escolha do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) para vice. Ao explicar as razões de aceitar o pouco conhecido deputado federal Indio da Costa (DEM-RJ) como companheiro de chapa, Serra admitiu que a questão estava encaminhada em outro sentido, mas não havia dado certo.
 
A biografia respeitável, a tenacidade com a qual se jogou na disputa e a assimilação de um discurso conservador que destoa de suas próprias ideias não foram suficientes para levar o tucano à vitória. Serra quis ganhar sozinho. Colheu o que plantou.
 

sábado, 16 de outubro de 2010

QUEBRAR O SILÊNCIO E SAIR DA INÉRCIA PARA A LUTA

VERMELHO: 'Se nos calarmos, até as pedras gritarão', dizem religiosos pró-Dilma

A exemplo de Dilma - que divulgou ontem uma carta para encerrar ‘a campanha de calúnias’ contra ela -, um grupo de 168 pessoas, na maioria religiosos, além de professores, intelectuais e artistas, também divulgou nesta sexta-feira (15) manifesto contra boatos, pela verdade e a favor da candidatura da petista.

No documento o grupo afirma: “Não aceitamos que se use da fé para condenar alguma candidatura. Por isso, fazemos esta declaração como cristãos, ligando nossa fé à vida concreta, a partir de uma análise social e política da realidade e não apenas por motivos religiosos ou doutrinais. Em nome do nosso compromisso com o povo brasileiro, declaramos publicamente o nosso voto em Dilma Rousseff e as razões que nos levam a tomar esta atitude”.

O texto também afirma que uma vitória de Serra significaria “recuar em várias conquistas populares e efetivos ganhos sócio-culturais e econômicos que se destacam na melhoria de vida da população brasileira”. Diz ainda que as “gestões tucanas têm se caracterizado sempre pela arrogância do seu apego às políticas neoliberais e pela insensibilidade com as grandes questões sociais do povo mais empobrecido”.

Sete bispos encabeçam a lista dos que assinam o documento: dom Thomas Balduino, bispo emérito de Goiás Velho (GO); dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Felix do Araguaia (MT); dom Demetrio Valentini, bispo de Jales (SP); dom Luiz Eccel, bispo de Caçador (SC); dom Antonio Possamai, bispo emérito de Rondônia; dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Viana (MA); e dom Xavier Gilles, bispo emérito de Viana (MA). Leia abaixo:

“Se nos calarmos, até as pedras gritarão!”

Manifesto de Cristãos e cristãs evangélicos/as e católicos/as em favor da vida e da Vida em Abundância!

Somos homens e mulheres, ministros, ministras, agentes de pastoral, teólogos/as, padres, pastores e pastoras, intelectuais e militantes sociais, membros de diferentes Igrejas cristãs, movidos/as pela fidelidade à verdade, vimos a público declarar:

1. Nestes dias, circulam pela internet, pela imprensa e dentro de algumas de nossas igrejas, manifestações de líderes cristãos que, em nome da fé, pedem ao povo que não vote em Dilma Rousseff sob o pretexto de que ela seria favorável ao aborto, ao casamento gay e a outras medidas tidas como “contrárias à moral”.

A própria candidata negou a veracidade destas afirmações e, ao contrário, se reuniu com lideranças das Igrejas em um diálogo positivo e aberto. Apesar disso, estes boatos e mentiras continuam sendo espalhados. Diante destas posturas autoritárias e mentirosas, disfarçadas sob o uso da boa moral e da fé, nos sentimos obrigados a atualizar a palavra de Jesus, afirmando, agora, diante de todo o Brasil: “se nos calarmos, até as pedras gritarão!” (Lc 19, 40).

2. Não aceitamos que se use da fé para condenar alguma candidatura. Por isso, fazemos esta declaração como cristãos, ligando nossa fé à vida concreta, a partir de uma análise social e política da realidade e não apenas por motivos religiosos ou doutrinais. Em nome do nosso compromisso com o povo brasileiro, declaramos publicamente o nosso voto em Dilma Rousseff e as razões que nos levam a tomar esta atitude:

3. Consideramos que, para o projeto de um Brasil justo e igualitário, a eleição de Dilma para presidente da República representará um passo maior do que a eventualidade de uma vitória do Serra, que, segundo nossa análise, nos levaria a recuar em várias conquistas populares e efetivos ganhos sócio-culturais e econômicos que se destacam na melhoria de vida da população brasileira.

4. Consideramos que o direito à Vida seja a mais profunda e bela das manifestações das pessoas que acreditam em Deus, pois somos à sua Imagem e Semelhança. Portanto, defender a vida é oferecer condições de saúde, educação, moradia, terra, trabalho, lazer, cultura e dignidade para todas as pessoas, particularmente as que mais precisam. Por isso, um governo justo oferece sua opção preferencial às pessoas empobrecidas, injustiçadas, perseguidas e caluniadas, conforme a proclamação de Jesus na montanha (Cf. Mt 5, 1- 12).

5. Acreditamos que o projeto divino para este mundo foi anunciado através das palavras e ações de Jesus Cristo. Este projeto não se esgota em nenhum regime de governo e não se reduz apenas a uma melhor organização social e política da sociedade. Entretanto, quando oramos “venha o teu reino”, cremos que ele virá, não apenas de forma espiritualista e restrito aos corações, mas, principalmente na transformação das estruturas sociais e políticas deste mundo.

6. Sabemos que as grandes transformações da sociedade se darão principalmente através das conquistas sociais, políticas e ecológicas, feitas pelo povo organizado e não apenas pelo beneplácito de um governante mais aberto/a ou mais sensível ao povo. Temos críticas a alguns aspectos e algumas políticas do governo atual que Dilma promete continuar. Motivo do voto alternativo de muitos companheiros e companheiras.

Entretanto, por experiência, constatamos: não é a mesma coisa ter no governo uma pessoa que respeite os movimentos populares e dialogue com os segmentos mais pobres da sociedade, ou ter alguém que, diante de uma manifestação popular, mande a polícia reprimir. Neste sentido, tanto no governo federal, como nos estados, as gestões tucanas têm se caracterizado sempre pela arrogância do seu apego às políticas neoliberais e pela insensibilidade para com as grandes questões sociais do povo mais empobrecido.

7. Sabemos de pessoas que se dizem religiosas, e que cometem atrocidades contra crianças, por isso, ter um candidato religioso não é necessariamente parâmetro para se ter um governante justo, por isso, não nos interessa se tal candidato/a é religioso ou não. Como Jesus, cremos que o importante não é tanto dizer “Senhor, Senhor”, mas realizar a vontade de Deus, ou seja, o projeto divino.

Esperamos que Dilma continue a feliz política externa do presidente Lula, principalmente no projeto da nossa fundamental integração com os países irmãos da América Latina e na solidariedade aos países africanos, com os quais o Brasil tem uma grande dívida moral e uma longa história em comum.

A integração com os movimentos populares emergentes em vários países do continente nos levará a caminharmos para novos e decisivos passos de justiça, igualdade social e cuidado com a natureza, em todas as suas dimensões. Entendemos que um país com sustentabilidade e desenvolvimento humano – como Marina Silva defende – só pode ser construído resgatando já a enorme dívida social com o seu povo mais empobrecido. No momento atual, Dilma Rousseff representa este projeto que, mesmo com obstáculos, foi iniciado nos oito anos de mandato do presidente Lula. É isto que está em jogo neste segundo turno das eleições de 2010.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A CRIMINOSA HIPOCRISIA E OFENSIVA DA DIREITA

No mínimo causa estranheza o esforço da direita em manter aberta há duas semanas a mesma agenda.
O aborto continua na pauta do candidato da oposição e, evidentemente, da mídia que lhe ancora.

Numa junção do escândalo Berenice com o aborto, a direita operou todos os seus mecanismos para que o estrago na candidatura Dilma redundasse numa catástrofe.
Compete reconhecer, para ser franco, que tal objetivo só não foi efetivamente atingido graças tratar-se o seu candidato de uma inexorável carroça ruim de subida e que jamais ultrapassou a casa dos trinta pontos.

Os métodos espúrios e rasteiros da campanha de José Serra foi capaz de tirar os votos que dariam a vitória da candidata governista ainda no primeiro turno.
Ocorre que o eleitor que não votou em Dilma rejeitou também o Serra.
E optou pela Marina Silva.
Que agora é bajulada pelo Serra e paparicada pela mídia.
A Marina vai acabar caindo no colo do Serra.

Mas os 20 milhões dos votos dela, não.
Como um travesseiro de penas rasgado, eles se dispersarão pelo ar.
Poucas, pouquíssimas serão recuperadas.

A Marina nem ninguém no PV tem autoridade ou liderança para fazer com que seus filiados e eleitores votem quer em Serra, quer em Dilma.

Embora não encontre patamares, pelo menos no que se refere a interferência nos índices de pesquisas que lhe sejam favoráveis, a baixaria do Serra bateu no teto.
Isso até que outra desponte no sempre nebuloso e cinzento horizonte da campanha demotucana.

O blogueiro e colunista da Folha, Jozias de Sousa deu evidentes sinais de que a próxima bala (já não se sabe mais de quê) do Serra é acusar Dilma através de uma ação fraudulenta de ter tido uma amante com a qual viveu por quinze anos.
Na ação, a tal amante pediria certa quantia em dinheiro a título de idenização.

Uma monstruosidade, algo irracionalmente dito e irresponsavelmente jogado em uma campanha onde se cogita o mais alto cargo da República que só poderia encontrar ressonância numa cabeça doente como a de José Serra, que para chegar à Presidência venderoa até a alma.

O Serra não tem escrúpulos, mesmo.
Dá asco sua cara de gente do bem agora posando de vítima ante o que acusa ser um ataque a sua família.

Dilma se tornou a raivosa.
A descontrolada.
Já Serra, o controlado e sereno.

Até as pedras sabem que Serra não passa de um brucutu dissimulado que ataca nos bastidores, que envereda pelas valas fétidas e obscuras do submundo da baixaria mais torpe.
Seu bom-mocismo é uma ofensa aos padrões éticos e aos bons costumes.
Ah! mas a Dilma atacou a família dele.
E isso não é bom, segundo brilhantemente disse o Serra.
O que se conclui que a Dilma foi um desastre no debate da Band.

Tão desastrosa que não repetiu mais seus melhores momentos no programa desta terça.
Segundo a Folha, integrantes da campanha petista reconheceram o fracasso da estratégia de Dilma.
Defender-se dos ataques, das mentiras e baixarias do Serra foi um erro indesculpável para Dilma.
Lhe renderam apenas a perda de alguns milhares de votinhos.

Dilma teria que ter dito que a mulher do Serra tem razão: ela come mesmo criancinha, é o que a Folha tenta sugerir.

Para a Folha, integrantes da campanha de Dilma entendem que ela tem a obrigação que afirmar que é a favor do aborto.
Só o Serra – o santarrão da vez – é pela vida e pela moral.
Pelo visto, a Dilma vai acabar pedindo desculpas ao Serra.
Enquanto o Serra a estraçalha no submundo da internet.

Ou alguém o faz por ele nos púlpitos ultraconservadores e maculados das igrejas.

domingo, 10 de outubro de 2010

JOSIAS DE SOUZA: SERRA SUCUMBE AO ATRASO BEATO

Aborto: Serra silencia sobre ato que baixou na Saúde

Na propaganda eleitoral, o presidenciável José Serra é apresentado como “o melhor ministro da Saúde” que o Brasil já teve.

Entre os feitos de Serra, são realçados: o programa de combate à Aids e a conversão dos remédios genéricos em realiadade.

A campanha tucana esquiva-se de mencionar, porém, uma outra realização do ministro Serra.

Em 1998, sob Fernando Henrique Cardoso, Serra assinou portaria disciplinando o socorro, no SUS, a mulheres vítimas de agressões sexuais.

No item de número seis, a portaria trata do “atendimento à mulher com gravidez decorrente de estupro”. Anota o texto:

“Esse atendimento deverá ser dado a mulheres que foram estupradas, engravidaram e solicitam a interrupção da gravidez aos serviços públicos de saúde”.

Ou seja, como ministro da Saúde, Serra ditou as normas para a realização de abortos nos hospitais do SUS. A providência foi necessária.

O Código Penal brasileiro autoriza o aborto em dois casos: quando a gravidez decorre de estupro ou quando há risco de morte da gestante.

Na prática, porém, as mulheres tinham dificuldade para fazer valer o seu direito.

Apenas oito cidades dispunham de serviço hospitalar público voltado à interrupção da gravidez nos casos previstos em lei. Daí a necessidade da portaria.

Serra deveria orgulhar-se do ato que editou. Mas a conveniência eleitoral o inibe de propagandeá-lo.

Na pele de candidato, Serra prefere apresentar-se como alguém "que sempre condenou o aborto e defendeu a vida".

"Eu quero ser um presidente com postura, equilíbrio e que defenda os valores da família brasileira”, disse, no reinício da propaganda de TV, nesta sexta (8).

Decidido a fustigar a rival Dilma Rousseff, associada à defesa da legalização do aborto, Serra vincula-se mais ao obscurantismo religioso do que ao passado de ministro.

Em 1998, a portaria de Serra gerou uma enorme grita de católicos e evangélicos. O Serra de então deu de ombros.

Severino 'Mensalinho' Cavalcanti (PP-PE), à época deputado federal, tentou barrar a portaria de Serra na Câmara.

Enfrentou a resistência da bancada feminina, liderada pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), hoje fervorosa aliada de Dilma.

Em essência, o tema do aborto mais aproxima do que separa Serra e Dilma. Ambos consideram –ou consideravam— que a encrenca é caso de saúde pública.

Mais: a dupla acha –ou achava— que não cabe à Igreja ditar o comportamento do Estado nessa matéria.

Rendido à (i)lógica eleitoral, Serra como que sucumbe ao atraso beato. Chega a equivar-se de enaltecer uma iniciativa da qual deveria se orgulhar.


Josias de Souza

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

AS TENDÊNCIAS DO DATAFOLHA

Coimbra: nenhuma pesquisa apontou as tendências do Datafolha

Marcos Coimbra, do Vox Populi, não conseguiu identificar as tendências que o Instituto Datafolha diz ter percebido no eleitorado. O Vox Populi tem uma enorme quantidade de tracking (pesquisas rápidas diárias) e pesquisas em diversos estados.

Para o iG/Band, sua pesquisa buscar 500 novos pesquisados diariamente. Para partidos políticos, 3 mil. Faz tracking em Minas, São Paulo, Paraná, Santa Catarina.

Nenhuma de suas pesquisas apontou as tendências divulgadas pelo Datafolha.

Nele, há uma queda discreta de Dilma, Serra se estabilizando no patamar de 28% e Marina subindo.

Nas pesquisas do Vox, não se observou nenhuma tendência de queda de Dilma – que nunca fica abaixo de 49%. Em geral, oscila entre 49 ae 51%. Serra permanece na faixa de 20 a 25% - no momento está em 22%.

Se descontar os 12 a 14% de Marina, sobram de 10 a 12 pontos para Dilma vencer no primeiro turno.

A única tendência nova detectada é de um leve crescimento da Marina, mas restrito aos grandes centros do sudeste.

Coimbra explica que uma pesquisa apenas não pode se pretender identificar o todo. As análises precisam ser feitas em cima do conjunto de pesquisas de todos os institutos. Mas o Datafolha continua considerando seus dados os únicos capazes de refletir a realidade.

Coimbra lembra que nessas eleições, durante todo o tempo o Datafolha correu atrás dos demais institutos. Jamais conseguiu antecipar uma tendência sequer. Seria surpresa se conseguisse agora.


Do Vermelho, com fonte do Blog do Nassif

sábado, 25 de setembro de 2010

BALA VERDE

Portal Carta Maior: FALTAM OITO DIAS


A BALA DE PRATA ERA VERDE


A direita brasileira raspou o fundo do tacho e chegou à seguinte conclusão: Marina é o último cartucho de Serra. Todas as pesquisas divulgadas até a 6ª feira convergem para um ponto de equilíbrio sedimentado: Dilma tem 50% das intenções de votos (oscilou apenas um ponto depois de toda fuzilaria das últimas duas semanas).
 
Serra patina em torno de 25%. Parece difícil ir além por suas próprias 'qualidades'. Depois de tudo o que tentou, a boa vontade estatística, leia-se, o versátil Ibope do transformista Carlos Montenegro, lhe deu uma oscilação de amigo do peito de 3 mais pontos.
 
Anima a militância da página 2 da Folha, mas é insuficiente. Para levar a eleição ao 2º turno, resta ao conservadorismo nativo pintar-se de verde e bombar Marina Silva pelo ar, por terra e por mar, 24 horas por dia nos próximos oito dias.
 
O mutirão já começou.
Faz parte desse tour de force, por exemplo, a retardatária adesão do neoecologista Pedro Simon à candidatura do PV, nesta 6ª feira.
 
O movimento ambientalista brasileiro encontra-se diante de uma encruzilhada histórica: tem oito dias para decidir se integra o campo de forças que lutam pela transformação do Brasil numa sociedade mais justa e sustentável, ou, ao contrário, como lamentavelmente sugere o comportamento de alguns de seus porta-vozes e lideranças lambuzadas com a atenção da mídia, se assume a condição subserviente de pé-de-palanque da direita e da extrema direita unidas no interior da coalizão demotucana.
 
Chico Mendes por certo não hesitaria em escolher seu lado se na reta final de uma disputa política, como agora, tivesse objetivamente duas opções de poder: um governo amarrado em torno dos compromissos históricos de Dilma e Lula ou um Brasil submetido ao comando da alarmante dupla Serra e Índio da Costa. Resta saber qual será a escolha de Marina Silva.
A ver.
 
(Carta Maior, 25-09).

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O COMPROMISSO NÚMERO UM DE SERRA PÓS-DERROTA

A agenda de José Serra no dia seguinte à humilhante derrota em 3 de outubro começa a ser montada.

Seu primeiro compromisso pós-campanha aponta para um “encontro” na sede da Polícia Federal de SP.

Lá Serra terá que explicar e provar que o PT mandou quebrar o sigilo fiscal de sua filha, Verônica.

O promotor do Ministério Público Eleitoral de São Paulo, Silvio Hiroshi encaminhou à Justiça Eleitoral no estado pedido de abertura de inquérito policial para investigar se o candidato da Folha cometeu crime de calúnia contra o Partido dos Trabalhadores.

Serra acusa o PT e a campanha de Dilma Rousseff pela violação de sigilos de pessoas ligadas ao PSDB e da ex-sócia de Verônica Dantas, sua filha, Verônica Serra.

Aliás, cadê o sigilo da Verônica e do Eduardo Jorge?

Como todas as denúncias tucanas feitas contra Dilma, fez água.

Deu em nada.

O dossiê do EJ não rendeu um único voto ao Serra.

Ao contrário, foi um desastre retumbante.

E lhe subtraiu milhares.

A história dos sigilos não colou.

Depois da saída de Erenice Guerra da Casa Civil o episódio do tráfico de influência também perdeu importância e o interesse.

A direita caiu no vácuo.

No ridículo já havia caído faz tempo.

O Arthur Virgílio, vendo a chance de vitória da sua candidatura no Amazonas ir pro espaço juntamente com a do aliado Serra ainda apelou.

Virgílio jogou a última cartada.

Recorreu ao golpe baixo.

Coisa de desesperado.

Nas cordas, o papa-tucunaré “convidou” a Presidente Dilma para depor na CCJ do Senado.

Recebeu de Dilma o tiro de misericórdia e foi à nocaute.

Convite do Arthur Virgílio Dilma não aceita nem para cafezinho.

E ele não teve moral nem autoridade nem para espernear.

Tomar cafezinho é o que Serra e Arthur Virgílio mais terão a fazer passada a elçeição.

O primeiro nas salas de espera da PF e dos tribunais onde responderá pelos inúmeros crimes de calúnia e difamação que cometeu contra Dilma Rousseff e seu partido nessa campanha.

(Arthur Virgílio será obrigado a se contentar com as caldeiradas de pescada, já que não terá mais o cartão do Senado para estourar o limite em Paris...).

Serra chamou a campanha petista de “quadrilha” e que Dilma cometeu um crime “contra a Constituição Federal”.

Como diante da CF que Serra levianamente usou para atingir a candidata do PT, acusar sem provas configura crime, Serra é quem responderá por calúnia.

Se há um criminoso à luz da Lei, este é José Serra e não o contrário.

Derrotado, José Serra poderá recorrer o seguro-desemprego e assim se beneficiar da obra de sua “criação”, já que entre as milhares de mentiras que desfila diariamente, o FAT é uma delas.

Para bancar os advogados de defesa outra alternativa atraente seria voltar a vender laranja na Mooca.

Serra é exímio vendedor, sua especialidade é a mentira travestida de verdade.

Ou, ainda, virar comentarista policial do Brasil Urgente.

Assim Serra terminaria onde começou sua morredenta campanha.

No José Luis Datena.

Mas, antes de tudo, que o Serra não esqueça: ele tem uma conversinha com a Justiça.














segunda-feira, 6 de setembro de 2010

POR QUE ANA JÚLIA VAI GANHAR A REELEIÇÃO

As pesquisas de opinião que dão a apoteótica vantagem da candidata do PT à Presidência sobre o seu principal concorrente mais do que um afago é uma incontida carícia no ego de quem por ela tem preferência.

Quem ousar negar esse sentimento de prazer é porque está faltando com a verdade.

Até o mais discreto dos discretos dos eleitores de Dilma Rousseff já não se contém em demonstrar sua convicção na vitória logo no dia 3 de outubro.

Muitos são os que dizem que pesquisa não ganha eleição.

Antes de adentrar a barca das pesquisas o bom senso recomenda que se analisem as tendências.

São as tendências que confirmam e homologam a lógica das pesquisas indicando a inclinação do eleitor.
No caso da eleição presidencial pesquisas e tendências apontam uma hecatombe: a vitória irreversível de Dilma Rousseff logo no primeiro tempo de jogo.

No Pará a única pesquisa Ibope/TV Liberal mostra o tucano Simão Jatene à frente da governadora Ana Júlia.
Trata-se tal levantamento de um retrato momentâneo da eleição no Estado e seria querer demais que o resultado fosse diferente.
A tendência é que o quadro mude de configuração para o segundo turno.

E mudará.
Em favor de Ana Júlia.
Sem dúvida.

Porque a governadora paraense é a candidata de Lula e “filha” da virtualmente eleita Presidente, Dilma Rousseff, a Mãe do PAC... e dos brasileiros.
Esse fator deve ser levado em conta a partir de 4 de outubro e quem não o fizer se esborrachará.

Ana Júlia tenderá a crescer deixando Jatene para trás. Na lona.
Explica-se: O tamanho da surra de Dilma no Serra é de 52% a 31% e ainda tem 9% dos votos da candidata verde, Marina Silva que deve voltar para o anonimato em Rio Branco.

A vantagem de 10% do tucano Simão Jatene não dá nem pra saída no segundo turno.
Ana Júlia vai colar de vez em Dilma e Lula.
E olhem que esses 10% do Ibope são absolutamente questionáveis.

É tão possível quanto provável que Jatene não tenha nem 5%.
Assim como tudo indica que Dilma Rousseff esteja na casa dos 60%.

Como se nada disso bastasse, temos ainda o candidato do PMDB, Domingos Juvenil.
Pelo menos 6% dos eleitores declaram que votarão nele para governador.
Importa lembrar que Juvenil é do partido do vice na chapa de Dilma, o Deputado Michel Temer.

E não se falou nem de Jader Barbalho ainda.
Jader terá uma votação estrondosa para o Senado.
Se será eleito e se eleito tomará posse, isso depende do STF.
Nada mudará a vontade do eleitor jardista de votar em Ana Júlia.
Ou vocês acham que Jader vai pregar o voto no Jatene, contra o Vice Presidente eleito e seu próprio Partido?

Jamais.

Simão Jatene não resiste a um comício de Ana Júlia com Dilma e Lula.

Fico a imaginar o Serra, com seus humilhantes 18% - é o quanto ele terá em 3 de outubro – pedindo votos para algum candidato, quanto menos pro Simão Jatene.

O que ele teria a dizer?
A batalha está apenas nas preliminares.
A onda vermelha ainda nem começou no Pará.



























O QUE UMA DERROTA É CAPAZ DE FAZER

Do Portal Vermelho, via blog Os Amigos do Presidente Lula: "Folha vira piada no Twitter - #DilmaFactsbyFolha"


Em sua busca desesperada para tentar derrubar a candidatura de Dilma Rousseff, o jornal Folha de São Paulo acabou dando um tiro no pé.

Faz tempo que a Folha menospreza a inteligência de seus leitores, mas ao estampar na sua edição deste domingo (5) uma manchete atacando Dilma a partir de uma acusação sem pé nem cabeça, provocou a "ira", ou melhor, o humor de milhares de internautas que ocuparam o twitter para ironizar o jornal e lançar "apostas" bem humoradas sobre qual será a próxima manchete da Folha.

As hachtag #DilmaFactsbyFolha foi usada pelos twitteiros para "sugerir" à Folha algumas manchetes.

A brincadeira alcançou rapidamente os Trending Topics (TTs) do Twitter entre os assuntos mais comentados do mundo.

Como é próprio dos jovens internautas, o humor dominou a brincadeira. Mas por trás do tom bem humorado, está uma crítica ao jornalismo irresponsável e partidarizado praticado por jornais como a Folha de S. Paulo.

A Folha manipulou informações para dar a entender que Dilma teria sido responsável por um prejuízo de R$ 1 bilhão nas despesas do governo com energia por supostamente ter demorado para mudar uma lei criada no último ano do governo Fernando Henrique. A campanha de Dilma respondeu à Folha e mostrou que desde 2003 o Ministério de Minas e Energia agiu em consonância com o TCU para corrigir o problema criado pela gestão tucana de FHC.

No Twitter, a "acusação" da Folha, de tão descabida e parcial, virou motivo de piada. Veja abaixo algumas outras "acusações" que os internautas sugerem que a Folha investigue:

Encontrada picareta que Dilma usou para derrubar viga do Rodoanel

Folha Ecologia - Dilma ameaça extinção dos TUCANOS

Folha Esportes : Foi Dilma quem mandou Felipe Massa deixar Fernando Alonso ultrapassar

Dilma pagou a Brahma c/dinheiro público p/pintar as latinhas de onda vermelha.

Folha: Nova investigação da Polícia Federal liga Dilma Rousseff à "década perdida" do Atlético Mineiro

Dilma planejou o ataque ao 11 de setembro

EXCLUSIVO: Dilma foi a responsável pela fórmula química do xampu usado por Serra

Folha: Dilma sequestrou Carbono.

"Além de petista, Dilma é filiada ao PT", acusa Serra

Folha: Encontrado documento que comprova filiação de Judas Iscariote ao PT de Cafarnaum

Folha de S. Paulo: Dilma vendia Marlboro para bebê fumante


OPOSIÇÃO VAI PARA O LIMBO POR TEMPO INDETERMINADO

Republico postagem de Marcos Coimbra, na Carta Capital: "Oposição já deve se preocupar com o dia seguinte"

Como o 3 de outubro torna-se mais e mais previsível, é hora de começar a especular sobre como será o dia 4. Ele chega logo e é bom estar preparado para entendê-lo. É fácil imaginar a alegria de Dilma Rousseff, Lula, o PT, seus aliados e o governo. Não custa sublinhar o caráter histórico da vitória que deverão comemorar. E as oposições? Como viverão esse dia?

A primeira coisa a dizer é que sua provável derrota pode ser tudo, menos surpreendente. Se houve algo inesperado nestas eleições presidenciais foi seu empenho em colocar a cabeça no cadafalso. Nem se tivessem fixado a meta de fazer tudo errado teriam ido tão longe.

Parte da responsabilidade pelos seus erros pode ser debitada às pesquisas de opinião. Não a elas (coitadinhas), que nada são além de instrumentos. Mas à leitura superficial do que diziam.

Tudo o que estamos vivendo e que, parece, será confirmado no dia 3 se definiu entre setembro e outubro de 2009. Foi quando a vantagem de José Serra nas pesquisas levou a duas consequências.

Para o conjunto das oposições, seja no meio político, seja na imprensa e na sociedade, produziu a impressão de que Serra era invencível contra a candidata “artificial” que Lula tinha inventado. Para o próprio Serra, ela limitou drasticamente as opções. Se, do alto daqueles números, decidisse permanecer em São Paulo, seria como abdicar em definitivo de qualquer projeto presidencial. Até seus aliados na mídia deixaram claro que não aceitariam que fizesse outra coisa. Se recuasse, nunca mais o apoiariam.

Naqueles meses, quem leu alguns de nossos colunistas mais conhecidos ficou com a impressão de que o problema de Serra era Aécio Neves. Na hora que o mineiro aceitasse a “candidatura natural” e cerrasse fileiras, assumindo o lugar de vice, não haveria mais obstáculos entre Serra e o Planalto. Lula, o governo, e Dilma não seriam problema: as pesquisas (sempre elas) mostravam que a candidata de Lula “não decolava”.

A vantagem de Serra levou as oposições a outro equívoco grave. Como nenhum nome aparecia com pontuação relevante, elas se convenceram de que não precisavam de outros. Bastava Serra, com seus 45%. Mais candidatos, de outros partidos, seriam apenas um diversionismo. Elas se achavam tão fortes (em razão das pesquisas) que queriam ir logo para o confronto com Lula e Dilma.

Uma leitura estática e limitada das pesquisas conduziu as oposições àquilo que Lula tinha antecipado que fariam: viriam com Serra e apenas com Serra. O plebiscito que tinha imaginado como condição de sucesso para quem o representasse estava pronto. Seria Serra contra sua candidata.

Lula nunca fez a leitura ingênua que seus adversários fizeram das pesquisas. Para ele, era totalmente irrelevante saber de quantos pontos Dilma partia. Só o interessava o cálculo de onde ela poderia chegar. Enquanto o PSDB e alguns jornalistas versados em pesquisas faziam as contas de “quantos pontos Serra tem”, ele olhava para a frente.

Quando, em dezembro de 2009, Aécio resolveu sair da disputa pela vaga tucana, a crônica de 2010 começou a ser escrita. Mês a mês, semana a semana, dia a dia, tudo o que aconteceu de lá para cá pôde ser antecipado.

É pouco provável que o resultado da eleição fosse diferente se Dilma enfrentasse Aécio. Mas é certo que as oposições sairiam da eleição mais bem situadas para o futuro.

Confirmado o resultado esperado, será a morte política de uma geração de lideranças oposicionistas, que terá ido embora sem preparar novos quadros para as eleições de 2014 (e as seguintes).

O melhor que teriam feito era admitir que ninguém derrotaria Lula neste ano, e mirar nas próximas. Era hora de lançar rostos para o futuro: um candidato a presidente que não estivesse, irremediavelmente, preso ao passado e um vice que não fosse motivo de chacota.

Cometendo os erros que cometeram em 2010, as oposições adiaram seus projetos de retorno ao poder por tempo indeterminado. Bom para quem deseja que o PT chegue ao que os tucanos tanto almejaram (e não conseguiram por incompetência): permanecer no poder por 20 anos.


* Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

sábado, 4 de setembro de 2010

AS ÚLTIMAS MANOBRAS DE UMA ABATIDA DIREITA

O desespero não bateu na direita.
O desespero abateu a direita.
A direita foi encurralada pelas evidências dos fatos e ruiu ante suas próprias mentiras.
A direita foi massacrada pelo Lula.
E o eleitor não levou para casa as vinditas da direita.
O eleitor sentiu o cheiro de carne estragada.
A armação dos dossiês não colou.
A farsa da quebra dos sigilos dos amigos do Serra e de sua filha, Verônica, idem.
O brasileiro já fez uma descoberta relevante: não acredita numa palavra saída do bico tucano.
E não leva a sério uma linha escrita pelo partido aliado do Serra: a mídia, quer dizer, o PIG.
Isso equivale dizer que o eleitorado brasileiro está cônscio da escolha feita.
Ele vai de Dilma em 3 de outubro.

81% dos entrevistados pelo Datafolha afirmam que não alterarão sua escolha nos últimos 30 dias que restam para a eleição.
Mesmo que mudassem de opinião, apenas 18% o fariam.
E mesmo que fossem somados aos que desejam votar em Serra, ainda assim, Dilma levaria vantagem.
Dentre os 100% dos eleitores que tem convicção do seu voto 85% afirmam que votarão na candidata do Presidente Lula.

É de dar dó.

O número dos que acham que Dilma Rousseff dará uma surra em Serra aumentou nos últimos dias passando de 63% para 69%.
Com dossiês, violações de sigilo e tudo mais.
Nada disso está valendo para pelos menos 85% dos brasileiros.
Digo assim pelo fato de que (somente) 15% acham que Serra será o vencedor enquanto 1% aposta em Marina Silva.

A direita insiste em esconder o Presidente Lula do noticiário.
E não divulga mais em suas pesquisas o índice de aprovação do metalúrgico que orgulha qualquer operário.
Lula só aparece no PIG quando contestado pelo candidato da direita e sob a condição de omisso, incompetente e responsável pelos aloprados nas quebras de sigilos dos tucanos e seus comparsas.
Prova disto foi a tentativa frustrada de Serra de responsabilizar Lula pela quebra do sigilo de sua filha, alegando que alertou o Presidente ainda em janeiro deste ano.
Foi desmentido e arrasado por Lula.
O que Lula disse a Serra foi quase um insulto.
Uma humilhação.

O desespero da direita tem se configurado um tiro no pé tucano.
Enquanto a campanha de Serra agride e bate em Dilma, ainda mais ela sobe e, o pior, Serra cai.
A linha de Serra nos gráficos das pesquisas só aponta para um lado: o debaixo.
Serra é o candidato da curva descendente.
Do caminho sem volta.
Do soterramento eleitoral.
Serra é o candidato que ficará para a história política brasileira como o que perde por antecipação.
Nas urnas e no tapetão.

A suposta violação do sigilo fiscal da filha de Serra e sócia da irmã do banqueiro Daniel Dantas somada ao desesperado pedido de cessação da candidatura de Dilma Rousseff foram os últimos tiros da metralhadora giratória dos tucanos.
Eles estão à esmo atirando no escuro e em qualquer direção.
Sem sentido.
Que nem sua campanha.
E como o discurso de seu candidato.

Orlando