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domingo, 10 de outubro de 2010

JOSIAS DE SOUZA: SERRA SUCUMBE AO ATRASO BEATO

Aborto: Serra silencia sobre ato que baixou na Saúde

Na propaganda eleitoral, o presidenciável José Serra é apresentado como “o melhor ministro da Saúde” que o Brasil já teve.

Entre os feitos de Serra, são realçados: o programa de combate à Aids e a conversão dos remédios genéricos em realiadade.

A campanha tucana esquiva-se de mencionar, porém, uma outra realização do ministro Serra.

Em 1998, sob Fernando Henrique Cardoso, Serra assinou portaria disciplinando o socorro, no SUS, a mulheres vítimas de agressões sexuais.

No item de número seis, a portaria trata do “atendimento à mulher com gravidez decorrente de estupro”. Anota o texto:

“Esse atendimento deverá ser dado a mulheres que foram estupradas, engravidaram e solicitam a interrupção da gravidez aos serviços públicos de saúde”.

Ou seja, como ministro da Saúde, Serra ditou as normas para a realização de abortos nos hospitais do SUS. A providência foi necessária.

O Código Penal brasileiro autoriza o aborto em dois casos: quando a gravidez decorre de estupro ou quando há risco de morte da gestante.

Na prática, porém, as mulheres tinham dificuldade para fazer valer o seu direito.

Apenas oito cidades dispunham de serviço hospitalar público voltado à interrupção da gravidez nos casos previstos em lei. Daí a necessidade da portaria.

Serra deveria orgulhar-se do ato que editou. Mas a conveniência eleitoral o inibe de propagandeá-lo.

Na pele de candidato, Serra prefere apresentar-se como alguém "que sempre condenou o aborto e defendeu a vida".

"Eu quero ser um presidente com postura, equilíbrio e que defenda os valores da família brasileira”, disse, no reinício da propaganda de TV, nesta sexta (8).

Decidido a fustigar a rival Dilma Rousseff, associada à defesa da legalização do aborto, Serra vincula-se mais ao obscurantismo religioso do que ao passado de ministro.

Em 1998, a portaria de Serra gerou uma enorme grita de católicos e evangélicos. O Serra de então deu de ombros.

Severino 'Mensalinho' Cavalcanti (PP-PE), à época deputado federal, tentou barrar a portaria de Serra na Câmara.

Enfrentou a resistência da bancada feminina, liderada pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), hoje fervorosa aliada de Dilma.

Em essência, o tema do aborto mais aproxima do que separa Serra e Dilma. Ambos consideram –ou consideravam— que a encrenca é caso de saúde pública.

Mais: a dupla acha –ou achava— que não cabe à Igreja ditar o comportamento do Estado nessa matéria.

Rendido à (i)lógica eleitoral, Serra como que sucumbe ao atraso beato. Chega a equivar-se de enaltecer uma iniciativa da qual deveria se orgulhar.


Josias de Souza

sexta-feira, 30 de abril de 2010

O PRÊMIO MERECIDO DE SERRA



Do Bllog do Celso Jardim: O "OSCAR RASCOS" vai para quem passou anos........
arrochando salários do funcionalismo público de São Paulo,
desprezando os moradores das periferias,
criando a maior rede de praças de pedágios do país,
desmerecendo os nordestinos,
privatizando estatais quase de graça,
menosprezando o povo mineiro,
desviando recursos do SUS para o mercado financeiro,
imprimindo livro escolar com pornografia,
evitando diálogo com as classes de trabalhadores,
matando gente na irresponsável cratera do metrô,
distribuindo ambulâncias superfaturadas,
agindo com truculência com os professores,
inviabilizando em São Paulo o programa "Minha Casa, Minha Vida,
confundindo espirro de porquinho com vírus A (H1N1),
fechando comportas dos rios e inundado a periferia,
ignorando os movimentos sociais,
inaugurando maquetes de obras que não saíram do papel,
pagando o 2º pior salário do país para as policias, civil e militar,
terceirizando a saúde do estado em prejuízo ao SUS,
plagiando ações de outros, como o genéricos e o programa de AIDS,
e ainda enganado a população com o famoso trololó.
Quem disse que José Serra não ganha prêmios internacionais?