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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O BRASIL ABORTOU O SERRA

Foi por pouco.
Por um triz só, e a calhordice de um candidato que tinha na baixaria insana o seu combustível não tira dos trilhos a locomotiva Brasil.
O triunfo nas urnas obtido por Dilma Rousseff, mais do que uma conquista do ponto de vista político e eleitoral, foi uma vitória que transcende os princípios da justiça.

Reflete a capacidade discernidora do eleitor brasileiro e sua argúcia em separar o joio do trigo – aquele traduz a verdade e este, a mentira, o verdadeiro e o falso.

O Serra não encontra parâmetro em se tratando de reacionarismo, de fascismo, de casuísmo, de populismo, de autoritarismo e de conservadorismo.
A inclusão do aborto como tema de campanha revelou em letras garrafais o lado calhorda de José Serra.

O aborto só não venceu a eleição no lugar do Serra em virtude da sua ausência de virtudes e pela sua avassaladora mediocridade.
O Serra é um medíocre de quatro costados, um farsante emplumado, dissimuladamente escondido sob sua velha penugem tucana.
Um tucano de asas amputadas que só voa para baixo.
O chamado “vôo de galinha”.
Expressão por ele usada no último debate da Globo para desqualificar o crescimento do Brasil nesses oito anos de Governo Lula.

O bom é que o sábio povo brasileiro percebeu o blefe.
O bom é que o aborto trazido pelo Serra para o debate político trouxe consigo a questão da moral de uma Igreja visivelmente desgastada e desmoralizada.
E teve a importância de reavivar a mente do eleitorado nacional.

A Igreja condena o aborto enquanto protege e acoberta debaixo do manto maculado da hipocrisia seus padres pedófilos.
Eles estão por aí, aos borbotões.
Há mais padres pedófilos no mundo do que cabelo na cabeça do Serra.
Todos escondidos por suas fétidas batinas.

A Igreja que se aliou a José Serra para derrotar Dilma Rousseff excomungou a mãe pernambucana que autorizou o aborto da filhinha de nove anos monstruosamente estuprada.
A Igreja que, tal qual o Serra foi moralmente derrotada nesta eleição, excomungou também o médico que fez o aborto daquela criança de Pernambuco, mas esqueceu de excomungar o estuprador.

O falso moralismo da Igreja a impede de ver o cisco no seu próprio olho. Ela só tem olhares para os olhos dos outros.

Os panfletos contra Dilma Rousseff com o timbre da CNBB que foram distribuídos nas igrejas Brasil afora não denotam o mau-caratismo apenas, revelam a face mesquinha, reacionária e preconceituosa de uma entidade sumamente desacreditada que perde seguidores na mesma proporção que o PSDB perde eleição para a Presidência.
A Igreja abdicou da humildade pela arrogância.
Trocou a diplomacia e a caridade – uma de suas virtudes teologais - pela truculência e o populismo.

Deixou de surfar na onda do Cristo para se ver ou ser vista na crista da onda.
Uma onda que logo, logo quebraria na praia.
E faltando dois dias para acabar, pôs o Papa no olho da campanha do Serra.
O Papa ou foi maldosamente usado ou usou de maldade e falta de ética ao recomendar, ainda que indiretamente, o voto dos brasileiros no candidato da direita, José Serra.

Porque o Serra é contra o aborto.
Mas a Mônica, mulher do Serra, foi quem abortou.
A questão do aborto foi regulamentada pelo Serra quando ele era Ministro da Saúde.

O Papa podia não saber disto, mas não os padres e os bispos brasileiros.
Ainda bem que o povo sabia.
E o resultado foi mais um aborto.

O Brasil abortou a mentira.
O Brasil abortou o Serra.
Viva o Brasil!
Viva Dilma Rousseff!


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

SERRA É UM EGÓLATRA. ELE SÓ NÃO CONTAVA COM O ABORTO DA MULHER

O ex-governador do Pará, Almir Gabriel é um dos fundadores do PSDB.
Almir foi vice na chapa de Mário Covas quando este concorreu à Presidência da República.
Vem de Almir Gabriel uma das definições mais sofisticadas - e assertivas até agora - atribuída a José Serra.

Serra é um ególatra.
Aquele sujeito que se autocultua.
Que imagina existir um deus dentro dele.
E o deus-serra se julga maior que tudo e o melhor de todos.
José Serra é a representação do “euteísmo”: ele é o próprio Deus.
O deus sou eu.

A campanha presidencial de 2010 caminha para se consolidar como a mais rasteira e emporcalhada de todos os tempos.
No leito dessa vala pútrefa corre o ácido chorume que Serra hipócrita e criminosamente deixou derramar.
Num atentado aos valores morais, aos bons costumes e à democracia.
Tudo acortadamente pelos interesses de uma imprensa que lhe dá guarida e dissimuladamente prega o golpe contra o Governo Lula.

Serra introduziu um tema da mais alta complexidade como o aborto à campanha e, com a ajuda da Mônica e da Marina, trouxe a eleição para o segundo turno.
Somente para o Brasil saber que a mulher dele fez um aborto.
Depois que a Mônica Allende disse que Dilma era a favor do aborto e da morte de criancinhas, a cortina de fumaça do Serra caiu.
E, juntamente com ela, a máscara da Igreja Católica.
Voltamos aos tempos da Inquisição.

Dilma Rousseff foi inquirida, ultrajada e julgada no coliseu midiático que se formou para jogá-la às feras e roubar-lhe uma eleição praticamente ganha por um crime que jamais cometeu.

Se alguém deveria passar por tudo que Dilma passou esse alguém seria a mulher do Serra.
Mônica Serra foi quem abortou.
Dilma, não.

Agora, que os atores tucanos se viram nus e desmascarados no palco da hipocrisia, o Fernando Henrique Cardoso vem dizer que o aborto não deve ser tratado como tema eleitoral.
Talvez seja este também o que pensa a CNBB.

A CNBB se vestiu com um manto amarelo e azul.
E se revestiu, pelo silêncio e parcialidade, de um cinismo vil e afrontoso ao recomendar o voto em quem defende a vida.
Serra seria, até aqui, o candidato a cujos valores eram atribuídos - aos olhos da santa e imaculada igreja.

Já que o bispo de Guarulhos não se manifesta, o mínimo que a CNBB deveria fazer era dizer de uma vez por todas que tem predileção pelo marido que escondeu o aborto da mulher.
E não vale a desculpa de que ela abortou porque estava no Chile.
Quem aborta no Chile aborta no Brasil e até na China.
Por que será que a Igreja não se manifesta a respeito do aborto da mulher do Serra?
Ou explica quem pagou a conta dos panfletos apreendidos pelo Polícia Federal contra Dilma, impressos em uma gráfica cuja dona é filiada ao PSDB?

A água que passa debaixo da ponte do Serra toldou.
O rio do Serra vai virar pântano.
Com o aborto da Mônica e o Caixa 2 do Paulo Preto o caldo do Serra entornou.
O povo não é bobo.
O Serra não engana mais ninguém.
E a Dilma encontrou o nó que aperta a goela do Serra.

O deus do Serra ególatra não é tão portentoso assim.
Ele falhou.
E falhou feio, diga-se de passagem.

domingo, 10 de outubro de 2010

JOSIAS DE SOUZA: SERRA SUCUMBE AO ATRASO BEATO

Aborto: Serra silencia sobre ato que baixou na Saúde

Na propaganda eleitoral, o presidenciável José Serra é apresentado como “o melhor ministro da Saúde” que o Brasil já teve.

Entre os feitos de Serra, são realçados: o programa de combate à Aids e a conversão dos remédios genéricos em realiadade.

A campanha tucana esquiva-se de mencionar, porém, uma outra realização do ministro Serra.

Em 1998, sob Fernando Henrique Cardoso, Serra assinou portaria disciplinando o socorro, no SUS, a mulheres vítimas de agressões sexuais.

No item de número seis, a portaria trata do “atendimento à mulher com gravidez decorrente de estupro”. Anota o texto:

“Esse atendimento deverá ser dado a mulheres que foram estupradas, engravidaram e solicitam a interrupção da gravidez aos serviços públicos de saúde”.

Ou seja, como ministro da Saúde, Serra ditou as normas para a realização de abortos nos hospitais do SUS. A providência foi necessária.

O Código Penal brasileiro autoriza o aborto em dois casos: quando a gravidez decorre de estupro ou quando há risco de morte da gestante.

Na prática, porém, as mulheres tinham dificuldade para fazer valer o seu direito.

Apenas oito cidades dispunham de serviço hospitalar público voltado à interrupção da gravidez nos casos previstos em lei. Daí a necessidade da portaria.

Serra deveria orgulhar-se do ato que editou. Mas a conveniência eleitoral o inibe de propagandeá-lo.

Na pele de candidato, Serra prefere apresentar-se como alguém "que sempre condenou o aborto e defendeu a vida".

"Eu quero ser um presidente com postura, equilíbrio e que defenda os valores da família brasileira”, disse, no reinício da propaganda de TV, nesta sexta (8).

Decidido a fustigar a rival Dilma Rousseff, associada à defesa da legalização do aborto, Serra vincula-se mais ao obscurantismo religioso do que ao passado de ministro.

Em 1998, a portaria de Serra gerou uma enorme grita de católicos e evangélicos. O Serra de então deu de ombros.

Severino 'Mensalinho' Cavalcanti (PP-PE), à época deputado federal, tentou barrar a portaria de Serra na Câmara.

Enfrentou a resistência da bancada feminina, liderada pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), hoje fervorosa aliada de Dilma.

Em essência, o tema do aborto mais aproxima do que separa Serra e Dilma. Ambos consideram –ou consideravam— que a encrenca é caso de saúde pública.

Mais: a dupla acha –ou achava— que não cabe à Igreja ditar o comportamento do Estado nessa matéria.

Rendido à (i)lógica eleitoral, Serra como que sucumbe ao atraso beato. Chega a equivar-se de enaltecer uma iniciativa da qual deveria se orgulhar.


Josias de Souza

sexta-feira, 23 de julho de 2010

PIG PERSISTE COM SUAS MENTIRAS

PIG: irresponsável, mentiroso e hipócrita


G1: Assessor de Lula busca aproximar Dilma de católicos
Bispo recomendou voto contra Dilma por posição do PT favorável ao aborto.
Gilberto Carvalho vai promover encontros reservados com clero.

O PIG se revira na ância de encontrar qualquer elo de conflito entre a candidata do PT, Dilma Rousseff e a sociedade.
Finda por criar factóides absolutamente insusbstanciais do ponto de vista político e incapazes de comprometer a credibilidade e abalar o crescimento popular da ex-Ministra da Casa Civil.
Enquanto a Folha divulga a Ficha Falsa da Dilma, o Estadão se encarrega de espalhar que o PT teve acesso aos dados fiscais de um obscuro tucano.

Por fim, O Globo e o G1 não fazem outra coisa senão induzir o povo a acreditar que Dilma é a favor do aborto.
O G1 até encontrou um bispo de São Paulo que recomenda o voto contrário em Dilma.
A CNBB, porém, revela que o bispo é livre para expor sua opinião, que no caso, não reflete a da entidade.
Quem lê o PIG é levado a imaginar que Dilma está perdida, sem o apoio dos católicos e envolvida com narcotraficantes.
Lula, o maior transferidor de votos para Dilma Rousseff, foi sereno ao comentar os insultos de José Serra e seu vice: "É muita irresponsabilidade tratar o PT como tendo qualquer ligação com as Farc, é não conhecer nada da história política do Brasil".

Lula sabe o que diz e o que faz.
Deixa os tucademos espernear.
Quanto ao PIG, Lula sabe, esse não ganha eleição.

Da Agência Estado

Bispo de Guarulhos orienta padres a pregar nas missas voto contra Dilma

Preocupado com a disseminação de rumores que têm criado mal-estar entre religiosos e a candidata do PT, Dilma Rousseff, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva escalou seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, um ex-seminarista, para aproximar a petista da Igreja Católica. Lula quer evitar que Dilma seja carimbada como defensora do aborto e ganhe a antipatia de bispos e padres. Carvalho já tem acompanhado a ex-ministra da Casa Civil em visitas a igrejas, mas vai reforçar o trabalho, promovendo encontros reservados para ela.

Em duas entrevistas concedidas na quinta-feira (22), Dilma destacou que nunca pregou o aborto. Foi uma resposta ao bispo de Guarulhos (SP), dom Luiz Gonzaga Bergonzini, que em artigo no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), intitulado "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus", defendeu o boicote à candidatura de Dilma por considerar que o PT é a favor da interrupção da gravidez.

Dilma disse admitir o aborto nos casos previstos em lei, como em gravidez resultante de estupro. Destacou, no entanto, que o Estado não pode deixar mulheres com menor poder aquisitivo utilizarem métodos medievais para pôr fim à gestação. "O aborto é uma violência contra o corpo da mulher. Agora, tanto eu como o presidente Lula reconhecemos que é uma questão de saúde pública."