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segunda-feira, 7 de março de 2011

MULHER É ESSENCIAL

O homem não seria sem ela

Fui tentado a fazer esta crônica dos fragmentos de texto de um e-mail que recebi.
Não se trata de um texto qualquer, mas algo de proeminente beleza e valor.

Refiro-me ao conteúdo da correspondência eletrônica, evidentemente.
Um poema de exaltação que venera a sublime figura da maior invenção de Deus.

A mulher.

Esse ser incomparavelmente maravilhoso, majestosamente divinal.

Não há na literatura, assim como na história das culturas humanas através do tempo, um só homem que dimensionasse com efetiva precisão o papel transcendente da mulher.
Ninguém jamais traduziu ainda, que com o máximo de palavras, o mínimo que fosse da mulher em sua essência.
Algo que suponho impossível e cuja possibilidade poderia ser atribuída somente a quem a criou.

Porém, penso que até o próprio Deus prefere a contemplação às palavras.
Um olhar silencioso e afetuosamente dado pode ser tão revelador de ternura e exprimir tantas verdades quanto uma poesia declamada.
Deus não teria muito a acrescentar se fosse necessário adjetivar a sua mais bela criação.

Seria uma sessão de auto-elogio.
Um Deus atribuindo qualidades a uma Deusa.
E se reconhecendo nela.
A se identificar nas virtudes dela.

Deus sabe que se não tivesse criado a mulher o mundo não teria tido futuro.
Porque a mulher é o elemento que impulsiona o homem a querer ser (ele) o que não é.

A conquistar riquezas e realizar desejos.

O homem vive para impressionar a mulher.
Trabalha para obter prestígio e poder de influência do ponto de vista econômico, sobretudo.

Mas nem todo dinheiro lhe basta... se não tiver uma mulher o homem será sempre um sujeito carente.
O homem não sua incondicional rudeza é parte incompleta sem a delicadeza da mulher.

A mulher inteligente e forte tem a maravilhosa missão de cooperadora do homem mesmo quando a recíproca não é verdadeira.
É quase sempre a mulher quem decide na hora da compra da casa ou do apartamento.
Quem escolhe a cor do carro é a mulher.
O filme a ser visto e o roteiro das férias da família não cabe ao homem decidir.

Na verdade, o homem de verdade e que foca no bem estar familiar, não toma decisões.
A mulher decide e ele concorda com a decisão dela.
Isso não diminui em nada o papel de macho do homem.
Antes, o dignifica porque ele exalta a força e admirável capacidade da mulher.

A mulher exala a suave fragrância do amor e a paixão de seus sentimentos em cada medida tomada.
Todo gesto e toda atitude feminina resvalam à perfeição.

Permitam-me reproduzir alguns motivos pelos quais o homem gosta tanto das mulheres.
E por que não consegue sobreviver sem elas:

- O cheirinho delas é sempre gostoso, mesmo que seja só shampoo.
- O jeitinho que elas têm de sempre encontrar o lugarzinho certo em nosso ombro, nosso peito.
- A facilidade com a qual cabem em nossos braços.
- O jeito que tem de nos beijar e, de repente, fazer o mundo ficar perfeito.
- Como são encantadoras quando comem.
- Elas levam horas para se vestir, mas no final vale a pena.
- Porque estão sempre quentinhas, mesmo que esteja fazendo trinta graus abaixo de zero lá fora.
- Como sempre ficam bonitas, mesmo de jeans com camiseta e rabo-de-cavalo.
- Aquele jeitinho sutil de pedir um elogio.
- O modo que tem de sempre encontrar a nossa mão.
- O brilho nos olhos quando sorriem.
- O jeito que tem de dizer 'Não vamos brigar mais, não'.
- A ternura com que nos beijam quando lhes fazemos uma delicadeza.
- O modo de nos beijarem quando dizemos 'eu te amo'.
- Pensando bem, só o modo de nos beijarem já basta.
- O modo que têm de se atirar em nossos braços quando choram.
 - O fato de nos darem um tapa achando que vai doer.
- O jeitinho de dizerem 'estou com saudades'.
- As saudades que sentimos delas.
- A maneira que suas lágrimas tem de nos fazer querer mudar o mundo para que mais nada lhes cause dor.

Finalizo esta pretensiosa homenagem com a sensação de que não falei o suficiente.

Porque, como bem disse o poeta, “não me bastam os cinco sentidos para perceber-lhes toda a beleza.
Não me bastam os cinco sentidos para viver com totalidade o mistério profundo que elas trazem consigo.
Eu tenho é que tocá-las, cheirá-las, acariciá-las, penetrar-lhes o sorriso, sentir o seu perfume, beijar-lhes o céu da boca, ouvir suas histórias, transformá-las em deusas.

Tenho que dar-lhes o amor que o meu corpo conduz e sustenta-me a alma.
O belo amor natural de todos os corpos e almas e coisas do mundo.
Como espelho de paixões em labareda, tenho que sentir nos seus olhos um raro brilho diamante”.

Os cinco sentidos, por não serem precisos, ainda não bastam, e eu preciso mais do que isso para compreendê-las.

Mas basta somente um coração para amá-las...




 
















segunda-feira, 18 de outubro de 2010

SERRA É UM EGÓLATRA. ELE SÓ NÃO CONTAVA COM O ABORTO DA MULHER

O ex-governador do Pará, Almir Gabriel é um dos fundadores do PSDB.
Almir foi vice na chapa de Mário Covas quando este concorreu à Presidência da República.
Vem de Almir Gabriel uma das definições mais sofisticadas - e assertivas até agora - atribuída a José Serra.

Serra é um ególatra.
Aquele sujeito que se autocultua.
Que imagina existir um deus dentro dele.
E o deus-serra se julga maior que tudo e o melhor de todos.
José Serra é a representação do “euteísmo”: ele é o próprio Deus.
O deus sou eu.

A campanha presidencial de 2010 caminha para se consolidar como a mais rasteira e emporcalhada de todos os tempos.
No leito dessa vala pútrefa corre o ácido chorume que Serra hipócrita e criminosamente deixou derramar.
Num atentado aos valores morais, aos bons costumes e à democracia.
Tudo acortadamente pelos interesses de uma imprensa que lhe dá guarida e dissimuladamente prega o golpe contra o Governo Lula.

Serra introduziu um tema da mais alta complexidade como o aborto à campanha e, com a ajuda da Mônica e da Marina, trouxe a eleição para o segundo turno.
Somente para o Brasil saber que a mulher dele fez um aborto.
Depois que a Mônica Allende disse que Dilma era a favor do aborto e da morte de criancinhas, a cortina de fumaça do Serra caiu.
E, juntamente com ela, a máscara da Igreja Católica.
Voltamos aos tempos da Inquisição.

Dilma Rousseff foi inquirida, ultrajada e julgada no coliseu midiático que se formou para jogá-la às feras e roubar-lhe uma eleição praticamente ganha por um crime que jamais cometeu.

Se alguém deveria passar por tudo que Dilma passou esse alguém seria a mulher do Serra.
Mônica Serra foi quem abortou.
Dilma, não.

Agora, que os atores tucanos se viram nus e desmascarados no palco da hipocrisia, o Fernando Henrique Cardoso vem dizer que o aborto não deve ser tratado como tema eleitoral.
Talvez seja este também o que pensa a CNBB.

A CNBB se vestiu com um manto amarelo e azul.
E se revestiu, pelo silêncio e parcialidade, de um cinismo vil e afrontoso ao recomendar o voto em quem defende a vida.
Serra seria, até aqui, o candidato a cujos valores eram atribuídos - aos olhos da santa e imaculada igreja.

Já que o bispo de Guarulhos não se manifesta, o mínimo que a CNBB deveria fazer era dizer de uma vez por todas que tem predileção pelo marido que escondeu o aborto da mulher.
E não vale a desculpa de que ela abortou porque estava no Chile.
Quem aborta no Chile aborta no Brasil e até na China.
Por que será que a Igreja não se manifesta a respeito do aborto da mulher do Serra?
Ou explica quem pagou a conta dos panfletos apreendidos pelo Polícia Federal contra Dilma, impressos em uma gráfica cuja dona é filiada ao PSDB?

A água que passa debaixo da ponte do Serra toldou.
O rio do Serra vai virar pântano.
Com o aborto da Mônica e o Caixa 2 do Paulo Preto o caldo do Serra entornou.
O povo não é bobo.
O Serra não engana mais ninguém.
E a Dilma encontrou o nó que aperta a goela do Serra.

O deus do Serra ególatra não é tão portentoso assim.
Ele falhou.
E falhou feio, diga-se de passagem.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

LEONARDO: UM ANO DE SAUDADE... E LIBERDADE

Quero crer que a saudade não é um sentimento egoísta, nem tampouco mesquinho.
Saudade é ausência suave, é solidão contida a refletir o amor que devotamos a alguém.
Saudade é um substantivo abstrato, mas a que sentimos de ti é concreta.
Saudade é a lapidar tradução da falta que faz a tua presença.

Da lembrança que vivamente trazemos do teu sorriso cativante.

Saudade é recordação dos momentos que partilhamos juntos, como as festas de fim de ano.

Inesquecíveis.
Memoráveis.

Saudade é o que sentimos da pessoa, do amigo, do filho, do irmão e do tio que um dia, mesmo sabendo ser impossível, ousamos querer reviver e rever.

Alguém definiu a saudade como a “dor de quem encontrou e nunca mais encontrará, de quem sentiu e nunca mais voltará a sentir”.
Todavia, tão concreta quanto a certeza de que haveremos de nos encontrar é a saudade que, de certa forma, jamais deixou de nos unir.

Na sua insondável sabedoria Deus designou esta data para o que se tornou o teu encontro com Ele.
Os teus planos, como os nossos, não eram os planos d’Ele.

Tu! que tanto ansiavas por ser livre.
Tu! que buscavas a “independência” material.
Algo que, erroneamente imaginamos, o dinheiro propicie.
Tu! que, como o colibri procurava em cada flor o néctar da felicidade.
Tu só vivias para ser livre e feliz.
Então, quando em nosso País comemora sua emancipação política, Deus acolhe na Pátria Celeste um majestoso anjo de luz.
Independente, livre e feliz: o teu espírito.
E nós contemplamos essa acolhida com a resignação dos que confiam nos desígnios divinos.
Com a certeza de que da tua dimensão estás em paz.

Dizem que a saudade se combina com outros sentimentos e procria-se.
E que a soma da saudade com a solidão é igual a Dor.
Se somarmos o resultado da saudade com a Esperança teremos a Motivação.

Talvez todo esse embaralhado de palavras faça algum sentido e acabemos por concluir que a esperança no reencontro é o combustível que nos sustenta.
Que mantém acesa a chama da nossa fé.
Um ano sem a tua presença parece um dia.
Por isso estás tão vivo em nossos corações.

Saudades imorredouras dos seus amigos e familiares.
Estamos bem.
Esteja em paz, Leonardo!

domingo, 8 de agosto de 2010

HAVIA UM HOMEM (DEUS DÁ UM JEITO)

Pai é tudo
Havia um homem que para mim era o maior e mais importante entre todos os homens.
Um homem cuja fé que devotava removia todas as minhas montanhas.
Não havia obstáculos na vida que aquele grande homem não me ensinasse a superá-los.
Ele carregou até enquanto pode o meu fardo.
E caminho ao meu lado até o fim na viagem que fizemos juntos.
Na sua e na nossa passagem por um mundo que já não lhe pertence.
Com ele eu transpus barreiras e escalei as íngremes ladeiras da vida. E subi degrau após degrau até ver o Sol se abrindo no meu horizonte.
Havia um homem que me ensinou a viver.
Havia um homem que me mostrou a vida.
Um homem que me deu a vida.
Um homem que viveu em mim e por mim.
Lúcido e forte e invencível.
Objetivo e capaz e imbatível.
Como um herói.
Um verdadeiro herói.
Havia um homem que refletia luz no olhar e nele e por ele eu podia enxergar o caminho.
Havia um homem cuja voz me dizia lições.
Um homem que me ensinou a não perder a esperança.
A acreditar sempre na Vida e em Deus - seu autor.
Nem mesmo nas horas extremas aquele homem perdia a calma dos que tem fé.
E quando eu imaginava que não havia uma saída.
E que a curva da estrada se fechara em seu final.
Ele me fazia avistar um mundo verdejante entrecortado de caminhos que levavam ao futuro.
Havia um homem que me dizia coisas simples e nem por isso menos bonitas e verdadeiras.
Havia um homem que passou a vida me ensinando que “Deus não dorme”.
- Para me dizer que Ele vê, dia e noite, as minhas dificuldades.
Um homem que afirmava que “Deus dá o frio conforme a roupa”.
- Para que eu soubesse que Ele sabe das minhas limitações humanas físicas e espirituais.
Havia um homem que me ensinou isso tudo e que me deu mais do que eu merecia. Formou-me, me informou e me fez gente.
Até que um dia ele se foi.
Foi para perto do seu Pai... lá aonde oscila o brilho das estrelas e as nuvens passeiam tangidas pelas correntes de vento.
Lá aonde a paz se faz silêncio sob o soar dos hinos em vozes angelicais.
Até hoje – e, sobretudo no dia de hoje – eu sinto a sua falta.
Vejo o seu olhar e escuto a sua voz.
Porém, me conforta saber que ele estará comigo, sempre.
Por isso haverei de dizer convictamente que receberá sorrindo esta homenagem.
E é nesse misto de alegria e de saudade que lhe digo:
O motivo de eu sobrevir a sua ausência e superar a lancinante dor da separação... é porque, como você me falou tantas e tantas vezes, “DEUS DÁ UM JEITO.”
É do meu jeito, e graças ao jeito que Deus foi me dando que eu vou vivendo aqui sem você.
Porque é inarredável a certeza de que haveremos de nos encontrar novamente – e, para isto, Deus dará um jeito.
Feliz Dia dos Pais!
Te amarei para sempre!



sábado, 3 de julho de 2010

DIREITO À FELICIDADE NÃO É QUESTÃO DE ESTADO

Homem à procura da felicidade, na imaginação de Cristovam
É bíblico.
Quase um dogma.
O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus para a felicidade.
Deus ficou feliz após criar todas as coisas e ver que tudo era muito bom.
Mas consta que a maior alegria que Ele experimentou foi quando criou o Homem.
O homem constitui a maior e mais bela obra da criação divina.
A mais bem acabada e perfeita invenção de Deus.
O homem é uma obra de arte.
E seu autor, o mais brilhante e genial dos artistas: o próprio Deus.
Se no princípio a Terra era o Jardim de Deus, o Mundo não passava de um quase celestial espaço habitado pela felicidade.
Viver aqui implicava ser feliz em plenitude.
Ocorre que o mundo mudou e evoluiu.
O homem conheceu o pecado, a inveja e as ambições.
O rancor e o ódio lhe assaltaram alma e coração.
E surgiram as divisões, os conflitos e as guerras.
E, de repente, na contagem tangencial do tempo, o homem se descobriu à procura da felicidade com a qual fora agraciado.
Como que para botar reparo nas coisas e dar uma forcinha ao Criador, o notável senador Cristovam Buarque – estrela exponencial da intelectualidade brasiliana – esboçou um projeto revolucionário.
Ele quer transformar em lei o direito à busca da felicidade.
A felicidade passará a ser um preceito legal, garantido na Constituição Federal do Brasil.
A felicidade será um preceito constitucional.
A felicidade para Cristovam Buarque é uma questão de Estado.
E não leva em conta sua subjetividade.
Isso é algo mais que inusitado.
Um delírio inconteste.
Uma coisa bizarra e um fruto à mais da fértil imaginação de Cristovam Buarque.
Não há nem vagamente a possibilidade de fazer que alguém seja feliz por força de lei.
A hipocrisia do senador pedetista é um despropósito e tem cores e cheiro de quase heresia.
Populista, vazia e eleitoreira tal proposta tem como única relevância a possibilidade de revelar a mente desocupada de quem poderia pensar algo mais prático e objetivo para o País.
Um Senador da República não tem o direito de, sequer, pensar um projeto de natureza tão exótica como este.
A não ser que ele se chame Cristovam Buarque que, diga-se, é presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado.
Ninguém precisa do Estado para ser feliz.
Nenhuma autoridade constituída proporcionará felicidade a um cidadão com base em um artigo legal.
Das duas uma: ou Deus está muitíssimo agradecido ao Senador Cristovam pelo seu gesto de extrema boa vontade em ajudá-lo em fazer o homem a se reencontrar com a felicidade ou está tremendamente preocupado com seus devaneios.
Que Deus o inspire nos seus projetos e nas suas idéias.
E o ajude a tirar esta da cabeça.
Claro está que Cristovam não sabe o que é felicidade.
Tomara que Deus sugira este poema ao nosso cômico senador:

Felicidade é...
SE TUDO É RELATIVO / RELATIVO É TAMBÉM A IDEIA QUE CADA UM FAZ DA FELICIDADE.
PARA UNS, FELICIDADE É DINHEIRO NO BOLSO; CERVEJA NA GELADEIRA, ROUPA NOVA NO ARMÁRIO.
PARA OUTROS, A FELICIDADE REPRESENTA O SUCESSO, A CARREIRA BRILHANTE. / O SIMPLES FATO DE SE ACHAR IMPORTANTE (AINDA QUE NA VERDADE AS COISAS NÃO SEJAM BEM ASSIM)
PARA OUTROS TANTOS, SER FELIZ É CONHECER O MUNDO / TER UM CONHECIMENTO PROFUNDO DAS COISAS DA TERRA E DO AR.
MAS PARA MIM, SER FELIZ É DIFERENTE. / SER FELIZ É SER GENTE / É TER VIDA / QUE COMO DIZIA O POETA: “É BONITA, É BONITA E É BONITA...”
FELICIDADE É A FAMÍLIA REUNIDA / É VIVER SEM CHEGADA, SEM PARTIDA. / É SONHAR, É CHORAR, É SORRIR.
FELICIDADE É VIVER CERCADO DE AMOR / É PLANTAR AMIZADE, É O CALOR... / DO ABRAÇO DAQUELE(A) AMIGO(A) / QUE MESMO DISTANTE, LEMBROU DE DIZER: “ALÔ”.
SER FELIZ É ACORDAR ÀS CINCO DA MATINA, DEPOIS DE TER IDO DORMIR ÀS TRÊS DA MADRUGADA, / COM SONO E PRA LÁ DE CANSADO SÓ PRA DAR UMA PONTINHA DA CAMA PRO FILHO (OU PRO CACHORRO DORMIR).
SER FELIZ É VIVER TODO DIA UM SORRISO DE CRIANÇA. / É MÚSICA, É DANÇA. É A PAZ, É O PRAZER DE DESCOBRIR A CADA DIA QUE A VIDA SE INICIA A CADA AMANHECER.
SER FELIZ É TER VIOLETA NA JANELA / É CHÁ DE MAÇÃ COM CANELA. / É PIPOCA NA PANELA. E UM CD BEM MELA-MELA PRA ESQUENTAR O CORAÇÃO.
SER FELIZ É CURTIR SOL RADIANTE, FRIO ACONCHEGANTE / CHUVINHA OU TEMPORAL. / SER FELIZ É ENXERGAR O OUTRO (E SABE LÁ QUANTOS OUTROS QUE CRUZAM NOSSA ESTRADA).
SER FELIZ É FAZER DA VIDA UMA GRANDE AVENTURA, / A MAIOR LOUCURA, / UM ENORME PRAZER.
SER FELIZ É SER AMIGO(A) / MAS, ANTES DE TUDO: SER FELIZ É TER AMIGOS(AS) MARAVILHOSOS(AS) / ASSIM COMO VOCÊS.
(Autor desconhecido).

domingo, 14 de março de 2010

A VIDA NÃO PODE SER DEFINIDA EM UM CONCEITO

Pensadores, filósofos, poetas e cientistas muito já tentaram...
Mas ninguém jamais conseguiu definir o que é a Vida.
Há quem diga que Vida é um conceito muito amplo e admite diversas definições. Pode-se referir ao processo em curso do qual os seres vivos são uma parte.
Assim, partindo desse conceito, o Planeta Terra é a “mãe” da vida, o caule do qual extraímos – todos os seres vivios – a seiva da vida.


Esta crônica não se propõe confrontar conceitos nem filosóficos, nem cientistas nem teológicos.
Almeja tão-somente fazer a reflexão mais objetiva e serena possível a respeito das definições dessa inominável riqueza que obtivemos gratuitamente – a Vida.
Viver constitui viajar.
E viajar implica em conhecer caminhos e paisagens.
A transpor ou não barreiras. A ficar pelo caminho.
A nos perder nos encontros.
A vida nos leva ao cume do progresso, nos permite iventar máquinas que nos tornam obsoletos, nos substituem e desempregam.
A vida nos leva a enxergar o rio e a ver a ponte.
Mas muitas vezes atrevessamos essa ponte e deixamos insensivelmente sozinho à margem quem necessita da nossa ajuda e da nossa companhia na travessia.

Charles Shaplim uma vez disse que o caminho da Vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.Para ele, a cobiça envenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria, ainda que nem tanto assim.Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
O que, lamentavelmente não posso afirmar que não seja verdadeira sua afirmação. Chaplim termina dizendo que, mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

A vida não pode ser apenas esse conjunto vazio e quase supérfluo de valores que chegam até a desvalorizá-la.
O romantismo poético, mas também
Sem romantismos poéticos, resta-me a impressão de que o divino anda de mãos dadas ao poeta romântico e descubro que a vida se dá... em cada ser, criatura ou entidade.

Não sou adepto da casualidade.
Ao contrrário, creio que nada existe por acaso.
"A história não é fruto de um destino cego ou de uma casualidade, como pode parecer” – disse certa vez João Paulo II. Na sua visão, há uma interveção espiritual na história humana qual se estabelece um diálogo do Homem com Deus.
Na vida a menor, porém não menos bela das flores e na abelha que lhe suga o néctar, ali iirradia e habita a vida.
Na montanha que se atira ao infinito e na planície que busca o horizonte, no mar que encontra o céu. Na criança que brinca na praça e no ancião que senta no esquecimento do banquinho ao canto.

No corre-corre dos dias que não dá tempo ao tempo... que não permite ver e sentir a dificuldade do outro... a dor do enfermo, as tragédias humanas nas quais estamos inseridos e mergulhados, porque fazemos parte delas.
Mas o que é, afinal a vida? Vivemos para quê e como encontrar o sentido de nossas existências? Que compreesão temos da vida?
De uma coisa tenho certeza: todos nascemos para a felicidade, mas ninguém consegue ser feliz isoladamente.
A Felicidade é a mais importante busca já feita pelo homem desde o início de sua existência:
“Não há perfeita compreensão da vida / sem a perfeita compreensão do outro...Deus não nos deu o direito de bem viver / senão pelo caminho da compreensãode que no outro o nosso ser aperfeiçoa / o que nunca poderia aperfeiçoar em si.Não há perfeita sensação de paz / sem plena sensação de que participamosde outras felicidades que não a nossa, / de outros sonhos que não os que temos.De modo que, penso eu, o maior inimigo / não pode ser outro senão o egoísmo,não pode ser outra senão essa alienação / que se perpetua nas pessoas que conhecemapenas o eu e nada mais que esse eu... / Assim, quanto mais ganho, mais perco;quanto mais subo, mais desço; / quanto mais me imponho, mais me deprecio,na contra-mão de que quanto mais compreendo o que é viver menos vazios encontro em minha alma, / e mais plenitude encontro no coração..." (do Blog Companhia da Poesia).

A vida é a sacarose do açúcar, a cereja do bolo, o doce da cocada, a clorofila da folha.
A vida é a maior e mais espetacular invenção de um ser perdidamente romântico, poético e desesperadamente louco por suas criaturas.


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A MARAVILHOSA CAPACIDADE INVENTIVA DO HOMEM

O homem é, entre os animais do seu reino, o mais inteligente.
A maior prova disso consiste no fato de que o homem não levou muito tempo para perceber que era possível andar sob dois pés somente.
E deixou de ser quadrúpede.
Para se tornar um bípede.
Os demais animais como ele continuam, até hoje, usando as quatro patas para se locomoverem.

Que pena!
Ou que privilégio para a raça humana.
Tomemos como exemplo o cavalo.

Se levarmos em conta que, se o cavalo também andasse em pé, o desenvolvimento e o progresso histórico, econômico e social vivido por nossos antepassados teria tido dificuldade em ser alcançado.
Porque o cavalo participou de todas as grandes conquistas da humanidade.Reis e reinados caíram sob a força de uma cavalaria de guerra.

O cavalo precedeu o navio e o trem.
E mesmo depois continuou fazendo o que o trem e o navio não podiam fazer.
Sem o cavalo, nem a Ferrari existiria, pois o símbolo da grande marca italiana é o cavalo.
E sem aquele cavalinho uma Ferrari não é uma Ferrari.

Sem querer de forma alguma desmerecer quem, por falta de cabeça, usa pés e mãos para andar, em especial o nosso eterno servidor, o cavalo, o homem se “descobriu” um ser pensante, racional e inteligente capaz de criar, inventar e reinventar.

A capacidade inventiva do homem é extraordinariamente rica e inominável.
Maravilhosa, exuberante e imensurável.
O homem supera o homem a cada instante.
E surpreende pelo que descobre, aperfeiçoa e cria.
Coisas, máquinas e equipamentos os mais diversos.Nas mais distintas áreas da ciência, da tecnologia e das artes.
Desde que inventou a roda, descobriu a pólvora e fez a máquina a vapor o homem não para de criar.

O homem cria a guerra e busca a paz pelo fim desta.
A guerra tem seu final pela morte do inimigo.
Nessas horas, sou mais o cavalo.
Ele não pratica a violência...
O homem às vezes é muito burro!

Todavia, quando usou sua inspiração, isto é, quando foi soprado por Deus, ele criou essa maravilha cahamada avião, o motor à gasolina e o transistor que tornou possível as primeiras comunicações.

Me encanta pensar na importância do telefone, da TV e da internet.
E fico a imaginar que tudo é resultado da criatividade humana.
O homem faz realmente coisas fantásticas e encantadoras.
Até mesmo aquela música cuja melodia é como bálsamo sonoro para alma e ouvidos!
De tão perfeitamente bela, a gente chega a pensar: “ninguém jamais fará uma música igual a esta”.
Não demora, e surge outra ainda mais linda.
Um verso, um poema, uma pintura...
Um conto, uma lenda... uma estória...
O homem é um artista quase por natureza.

Um fazedor de coisas bonitas e insuperáveis.
Não há, em nem um outro reino, exceto no divinal, nada que se compare ao homem.
Quem o criou o fez livre para crescer, se desenvolver, sonhar e criar.

Isso é tudo.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

OS SONHOS NÃO DEVEM MORRER


O ser humano vive a base de sonhos.
O ser humano é movido a sonhos.
Os sonhos são a bateria que alimenta a alma e faz funcionar a máquina da nossa esperança.
Não há ninguém que seja capaz de viver sem sonhar.
Sonhar significa esperar sempre algo.
Acreditar que se vai conseguir conquistar a vitória almejada, chegar do outro lado da margem, transpor um obstáculo, ultrapssar os limites, galgar um degrau além na escalada da vida.
2009 foi para cada um de nós como uma estrada palmilhada.
Uns trafegaram por trechos pavimentados, asfaltados e caminharam a favor do vento.
Outros seguiram por perímetros esburacados, tomados pela lama e pelo mato.
Um verdadeiro trajeto de difícil acesso e de não menos fácil locomoção.
O ano de 2009, todavia, nasceu, como todos os demias anos, sob o signo da esperança para todos nós.
Porque todos somos seres indissoluvelmente ligados a esse sentimento de fé chamado esperança.
Todos nós preferimos acreditar na realização dos nossos projetos de vida.
Projetos que se caracterizam pela construção da casa própria, pela compra aquisição do carro novo, pelo pagamento daquela dívida, pela compra de um presente para o filho.
Projetos arquitetados, pensados e imaginados, às vezes, com carinho especial.
Eles nos levam à realização da nossa felicidade.
A felicidade é uma busca constante da sociedade e pela sociedade.
Foi simplesmente para ser feliz que o homem foi criado. Tanto isto é verdade que, ao criá-lo, Deus lhe deu como presente o Jardim do Édem, ou seja o Paraíso da Felicidade na Terra.
É fato que, de vez em quando, desperdiçamos as oportunidades que nos conduziriam a esse estado de espírito ao qual se atribui o nome de felicidade.
A bebida, os vícios, as inimizades, as amizades duvidosas, as brigas, o ciúme, a ignorância, a arrogância...
Tudo isso são barreiras que se põem no nosso caminho e dificultam a passagem.
São nuvens que dissipam a luz do Sol e tornam nublados os nossos dias.
Aí se perde a alegria e o brilho da vida desaparece.
Se 2009 não foi para você o ano que você esperava que fosse, não esmoreça.

Caminhe.
Ande.
Siga em frente.
Espere 2010 chegar.
Ele trará na frente a banda da esperança tocando a marcha da fé e do otimismo sob a luz ofuscante de um sol dourado para iluminar o seu espírito.
Deixe se contagiar pelos seus sonhos!
Não perca a fé nunca.
Acredite sempre!
Os sonhos não podem morrer, jamais.
Feliz e abençoado 2010 a todos!

Orlando.

sábado, 28 de novembro de 2009

FARRAPOS HUMANOS

Às vezes me causa espanto, indagações e divagações o que confere a um indivíduo a chamada Lei do Livre Arbítrio e suas consequências e implicâncias.
Livre Arbítrio é a crença ou doutrina filosófica que defende que a pessoa tem o poder de escolher suas ações.

O Lívre Arbítrio pode ter conotações distintas e implicações amplas e diversas como religiosas, marais, psicilógica e científicas.

Alguns defendem a ideia de que a realização de uma ação por um agente não é completamente condicionada por fatores antecedentes.

É como se não fosse verdadeiro afirmar-se que tal filho rouba porque o pai era ladrão, ideia que recebe reforço no conhecido adágio popular: “filho de peixe, peixinho é” ou por outro que vai na mesma direção:– “tal pai, tal filho”.

Outros imaginam que o a ação realizada por um agente originou-se na sua própria vontade.

Tal percepção é chamada algumas vezes de "experiência da liberdade".

Quer dizer, nós somos e fazemos o que bem queremos. E somos livres para isso.

Mas me reporto ao início desta crônica.

Diz a Bíblia que Deus criou o homem a sua imagem e semelhança e o criou para ser feliz. Tanto é que o botou para viver no Jardim do Éden, o Paraíso na Terra.

Ainda que tenha sido tentado, e por conseguinte cometido o ato de pecar, Deus não abandona o homem que d’Ele havia se afastado ao comer do fruto proibido.

E para redimi-lo dos pecados, envia o seu próprio Filho ao mundo. E Jesus carrega nas costas o pecado humano até a Cruz e nos purifica no seu Sangue.

É a maior prova de amor jamais dada no mundo por outra pessoa.

Porque então, tanto sofrimento, fome, pobreza, miséria, enchentes, secas, violência e abandono ao qual o homem é submitido e vitimado nas mais diferentes circunstâncias?

Ao ver por diversas ocasiões um andarilho com aspectos acentuados de descontrole mental que perambula à margem da estrada entre Santa Maria e Castanhal, fico a me perguntar sobre o seu passado, já que o imagino sem presente e igualmente sem futuro algum.

O que fez aquele resto de pessoa humana para merecer uma vida tão indigna e degradante?Aquele rosto desfigurado de um homem que teve um passado qualquer, com uma barba suja e desgranhada me faz pensar na insignificância humana do ponto de vista material.

Ultrajado moralmente e despojado de trages decentes, ele representa todos os esfarrapados, os farrapos humanos a perambular pelas estradas mundanas.

Talvez seja a Lei do Livre Arbítrio que esteja determinando os seus dias e o faça carregar a sua cruz de dor e abandono.

Ou talvez seja o nosso egoísmo, a mesquinharia de uma sociedade que já se acostumou à indiferença - porque indiferente - que o determina a seguir triste e só na sua busca pelo nada aparente... e por ninguém.

domingo, 15 de novembro de 2009

BARBA PARA QUÊ?

Não tenho a pretenção de questionar a infalível inventividade de Deus, mesmo por que isso demandaria um pecado a mais para a minha já tão maculada alma, não que seja ele uma blasfêmea, mas acho que tenho o “direito filial” de fazer a esse Super Pai ao menos uma inquientante – e talvez inconsequente – observação mas que a considero pertinente.
Imagino que Deus – Ele já nos deu inomináveis demonstrações e incontáveis provas de seu amor e tolerância para conosco – não se aborrecerá com um devaneio a mais deste obscuro e inconformado espírito.


Quando na minha infância eu tinha um grande ídolo – meu único e verdadeiro herói – e, como seu fã incondicioal, admirava tudo o que ele dizia e, sempre que possível, o imitava no que fazia: meu bom, amigo e saudoso pai.
Um ser humano fantástico e inesquecível.
O meu pai era mesmo um cara excepcional, uma pessoa para sempre insubstituível.
Insubstituível pelo que tinha para me dar e dizer.
Mas sobretudo, meu pai era insubstituível para mim por tudo o que ele era e representava.
Até hoje ninguém jamais conseguiu me dizer as coisas que ele me falou ou fazer a milésima parte do que ele fez.
E, o principal de tudo. Nem um mortal haverá de representar o que meu pai representou para mim.


Tenho nitidamente guardada a imagem de papai fazendo a barba diante do espelho. Aquela cena se repetia a cada sábado.
E aquilo me enchia de inveja, de uma doce e inocente inveja. A ponto de o meu pai permitir que eu também “fizesse” a minha futura barba, uma vez que no meu rosto tudo o que existia não passava de uma pelugem fina e branca.
Somente hoje, depois de alguns anos e com uma barba que, teimosa e persistentemente insiste em crescer a cada dia ainda que todos os dias eu persista igualmente em dar cabo a ela, foi que caí na real e comecei a refletir e questionar a respeito da função e da necessidade desses cabelos espinhentos que “enfeitam” e enfeiam ainda mais a minha cara.
Foi aí que comecei a “encarar” e bater de frente com Deus.


Já que ninguém conseguia me dar uma explicação que justificasse a existência da barba no rosto masculino – isto a minha filha só bem recentemente me explicou, mas logicamente não me convenceu – tive a “magnífica” ideia de perguntar diretamente a quem criou o homem à sua imagem e semelhança se Ele, ao criá-lo, o fez, de imediato, com esses pelos indesejáveis na cara que tanto incomoda e nos tira o sossego.
Se a resposta divina for afirmativa quero saber o por quê.
Caso seja negativa, ousarei indagar o Pai do Céu por que motivo, então, permitiu sua “aparição” (da barba) nas nossas faces – inclusive na d’Ele própria!
Sobre o que a minha filha me explicou, aprendi – mas não necessariamente concordei – que a barba nasce e crese no homem em função da força hormonal da mulher. Ela, a barba, se desenvolve sempre à noite. É como se uma “energia feminina” interferisse biologicamente na formação da barba no homem.


Ah! o homem por sí só já contribui para o surgimento da indesejável barba. Ele produz mais testosterona do que a mulher, embora tenha mulher... deixa pra lá.
Bom, mas e a questão de a barba na minha e na cara de Deus? Já que Ele me criou à sua semelhança, exceto no pecado – esse somente eu o conduzo – acho que Nosso Senhor se deixou ser um barbado a penas para compartilhar comigo a fadiga e a penitência de tirá-la diariamente.
Mesmo por que Deus não tira a d’Ele nunca...
Certamente só por um ato de solidariedade e misericórdia paternas.
Eu mereço!