segunda-feira, 7 de março de 2011
MULHER É ESSENCIAL
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
SERRA É UM EGÓLATRA. ELE SÓ NÃO CONTAVA COM O ABORTO DA MULHER
Almir foi vice na chapa de Mário Covas quando este concorreu à Presidência da República.
Vem de Almir Gabriel uma das definições mais sofisticadas - e assertivas até agora - atribuída a José Serra.
Serra é um ególatra.
Aquele sujeito que se autocultua.
Que imagina existir um deus dentro dele.
E o deus-serra se julga maior que tudo e o melhor de todos.
José Serra é a representação do “euteísmo”: ele é o próprio Deus.
O deus sou eu.
A campanha presidencial de 2010 caminha para se consolidar como a mais rasteira e emporcalhada de todos os tempos.
No leito dessa vala pútrefa corre o ácido chorume que Serra hipócrita e criminosamente deixou derramar.
Num atentado aos valores morais, aos bons costumes e à democracia.
Tudo acortadamente pelos interesses de uma imprensa que lhe dá guarida e dissimuladamente prega o golpe contra o Governo Lula.
Serra introduziu um tema da mais alta complexidade como o aborto à campanha e, com a ajuda da Mônica e da Marina, trouxe a eleição para o segundo turno.
Somente para o Brasil saber que a mulher dele fez um aborto.
Depois que a Mônica Allende disse que Dilma era a favor do aborto e da morte de criancinhas, a cortina de fumaça do Serra caiu.
E, juntamente com ela, a máscara da Igreja Católica.
Voltamos aos tempos da Inquisição.
Dilma Rousseff foi inquirida, ultrajada e julgada no coliseu midiático que se formou para jogá-la às feras e roubar-lhe uma eleição praticamente ganha por um crime que jamais cometeu.
Se alguém deveria passar por tudo que Dilma passou esse alguém seria a mulher do Serra.
Mônica Serra foi quem abortou.
Dilma, não.
Agora, que os atores tucanos se viram nus e desmascarados no palco da hipocrisia, o Fernando Henrique Cardoso vem dizer que o aborto não deve ser tratado como tema eleitoral.
Talvez seja este também o que pensa a CNBB.
A CNBB se vestiu com um manto amarelo e azul.
E se revestiu, pelo silêncio e parcialidade, de um cinismo vil e afrontoso ao recomendar o voto em quem defende a vida.
Serra seria, até aqui, o candidato a cujos valores eram atribuídos - aos olhos da santa e imaculada igreja.
Já que o bispo de Guarulhos não se manifesta, o mínimo que a CNBB deveria fazer era dizer de uma vez por todas que tem predileção pelo marido que escondeu o aborto da mulher.
E não vale a desculpa de que ela abortou porque estava no Chile.
Quem aborta no Chile aborta no Brasil e até na China.
Por que será que a Igreja não se manifesta a respeito do aborto da mulher do Serra?
Ou explica quem pagou a conta dos panfletos apreendidos pelo Polícia Federal contra Dilma, impressos em uma gráfica cuja dona é filiada ao PSDB?
A água que passa debaixo da ponte do Serra toldou.
O rio do Serra vai virar pântano.
Com o aborto da Mônica e o Caixa 2 do Paulo Preto o caldo do Serra entornou.
O povo não é bobo.
O Serra não engana mais ninguém.
E a Dilma encontrou o nó que aperta a goela do Serra.
O deus do Serra ególatra não é tão portentoso assim.
Ele falhou.
E falhou feio, diga-se de passagem.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
LEONARDO: UM ANO DE SAUDADE... E LIBERDADE
domingo, 8 de agosto de 2010
HAVIA UM HOMEM (DEUS DÁ UM JEITO)
Um homem cuja fé que devotava removia todas as minhas montanhas.
Não havia obstáculos na vida que aquele grande homem não me ensinasse a superá-los.
Ele carregou até enquanto pode o meu fardo.
E caminho ao meu lado até o fim na viagem que fizemos juntos.
Na sua e na nossa passagem por um mundo que já não lhe pertence.
Com ele eu transpus barreiras e escalei as íngremes ladeiras da vida. E subi degrau após degrau até ver o Sol se abrindo no meu horizonte.
Havia um homem que me ensinou a viver.
Havia um homem que me mostrou a vida.
Um homem que me deu a vida.
Um homem que viveu em mim e por mim.
Lúcido e forte e invencível.
Objetivo e capaz e imbatível.
Como um herói.
Um verdadeiro herói.
Havia um homem que refletia luz no olhar e nele e por ele eu podia enxergar o caminho.
Havia um homem cuja voz me dizia lições.
Um homem que me ensinou a não perder a esperança.
A acreditar sempre na Vida e em Deus - seu autor.
Nem mesmo nas horas extremas aquele homem perdia a calma dos que tem fé.
E quando eu imaginava que não havia uma saída.
E que a curva da estrada se fechara em seu final.
Ele me fazia avistar um mundo verdejante entrecortado de caminhos que levavam ao futuro.
Havia um homem que me dizia coisas simples e nem por isso menos bonitas e verdadeiras.
Havia um homem que passou a vida me ensinando que “Deus não dorme”.
- Para me dizer que Ele vê, dia e noite, as minhas dificuldades.
Um homem que afirmava que “Deus dá o frio conforme a roupa”.
- Para que eu soubesse que Ele sabe das minhas limitações humanas físicas e espirituais.
Havia um homem que me ensinou isso tudo e que me deu mais do que eu merecia. Formou-me, me informou e me fez gente.
Até que um dia ele se foi.
Foi para perto do seu Pai... lá aonde oscila o brilho das estrelas e as nuvens passeiam tangidas pelas correntes de vento.
Lá aonde a paz se faz silêncio sob o soar dos hinos em vozes angelicais.
Até hoje – e, sobretudo no dia de hoje – eu sinto a sua falta.
Vejo o seu olhar e escuto a sua voz.
Porém, me conforta saber que ele estará comigo, sempre.
Por isso haverei de dizer convictamente que receberá sorrindo esta homenagem.
E é nesse misto de alegria e de saudade que lhe digo:
O motivo de eu sobrevir a sua ausência e superar a lancinante dor da separação... é porque, como você me falou tantas e tantas vezes, “DEUS DÁ UM JEITO.”
É do meu jeito, e graças ao jeito que Deus foi me dando que eu vou vivendo aqui sem você.
Porque é inarredável a certeza de que haveremos de nos encontrar novamente – e, para isto, Deus dará um jeito.
Feliz Dia dos Pais!
Te amarei para sempre!
sábado, 3 de julho de 2010
DIREITO À FELICIDADE NÃO É QUESTÃO DE ESTADO
Homem à procura da felicidade, na imaginação de CristovamQuase um dogma.
O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus para a felicidade.
Deus ficou feliz após criar todas as coisas e ver que tudo era muito bom.
Mas consta que a maior alegria que Ele experimentou foi quando criou o Homem.
O homem constitui a maior e mais bela obra da criação divina.
A mais bem acabada e perfeita invenção de Deus.
O homem é uma obra de arte.
E seu autor, o mais brilhante e genial dos artistas: o próprio Deus.
Se no princípio a Terra era o Jardim de Deus, o Mundo não passava de um quase celestial espaço habitado pela felicidade.
Viver aqui implicava ser feliz em plenitude.
Ocorre que o mundo mudou e evoluiu.
O homem conheceu o pecado, a inveja e as ambições.
O rancor e o ódio lhe assaltaram alma e coração.
E surgiram as divisões, os conflitos e as guerras.
E, de repente, na contagem tangencial do tempo, o homem se descobriu à procura da felicidade com a qual fora agraciado.
Como que para botar reparo nas coisas e dar uma forcinha ao Criador, o notável senador Cristovam Buarque – estrela exponencial da intelectualidade brasiliana – esboçou um projeto revolucionário.
Ele quer transformar em lei o direito à busca da felicidade.
A felicidade passará a ser um preceito legal, garantido na Constituição Federal do Brasil.
A felicidade será um preceito constitucional.
A felicidade para Cristovam Buarque é uma questão de Estado.
E não leva em conta sua subjetividade.
Isso é algo mais que inusitado.
Um delírio inconteste.
Uma coisa bizarra e um fruto à mais da fértil imaginação de Cristovam Buarque.
Não há nem vagamente a possibilidade de fazer que alguém seja feliz por força de lei.
A hipocrisia do senador pedetista é um despropósito e tem cores e cheiro de quase heresia.
Populista, vazia e eleitoreira tal proposta tem como única relevância a possibilidade de revelar a mente desocupada de quem poderia pensar algo mais prático e objetivo para o País.
Um Senador da República não tem o direito de, sequer, pensar um projeto de natureza tão exótica como este.
A não ser que ele se chame Cristovam Buarque que, diga-se, é presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado.
Ninguém precisa do Estado para ser feliz.
Nenhuma autoridade constituída proporcionará felicidade a um cidadão com base em um artigo legal.
Das duas uma: ou Deus está muitíssimo agradecido ao Senador Cristovam pelo seu gesto de extrema boa vontade em ajudá-lo em fazer o homem a se reencontrar com a felicidade ou está tremendamente preocupado com seus devaneios.
Que Deus o inspire nos seus projetos e nas suas idéias.
E o ajude a tirar esta da cabeça.
Claro está que Cristovam não sabe o que é felicidade.
Tomara que Deus sugira este poema ao nosso cômico senador:
Felicidade é...
SE TUDO É RELATIVO / RELATIVO É TAMBÉM A IDEIA QUE CADA UM FAZ DA FELICIDADE.
PARA UNS, FELICIDADE É DINHEIRO NO BOLSO; CERVEJA NA GELADEIRA, ROUPA NOVA NO ARMÁRIO.
PARA OUTROS, A FELICIDADE REPRESENTA O SUCESSO, A CARREIRA BRILHANTE. / O SIMPLES FATO DE SE ACHAR IMPORTANTE (AINDA QUE NA VERDADE AS COISAS NÃO SEJAM BEM ASSIM)
PARA OUTROS TANTOS, SER FELIZ É CONHECER O MUNDO / TER UM CONHECIMENTO PROFUNDO DAS COISAS DA TERRA E DO AR.
MAS PARA MIM, SER FELIZ É DIFERENTE. / SER FELIZ É SER GENTE / É TER VIDA / QUE COMO DIZIA O POETA: “É BONITA, É BONITA E É BONITA...”
FELICIDADE É A FAMÍLIA REUNIDA / É VIVER SEM CHEGADA, SEM PARTIDA. / É SONHAR, É CHORAR, É SORRIR.
FELICIDADE É VIVER CERCADO DE AMOR / É PLANTAR AMIZADE, É O CALOR... / DO ABRAÇO DAQUELE(A) AMIGO(A) / QUE MESMO DISTANTE, LEMBROU DE DIZER: “ALÔ”.
SER FELIZ É ACORDAR ÀS CINCO DA MATINA, DEPOIS DE TER IDO DORMIR ÀS TRÊS DA MADRUGADA, / COM SONO E PRA LÁ DE CANSADO SÓ PRA DAR UMA PONTINHA DA CAMA PRO FILHO (OU PRO CACHORRO DORMIR).
SER FELIZ É VIVER TODO DIA UM SORRISO DE CRIANÇA. / É MÚSICA, É DANÇA. É A PAZ, É O PRAZER DE DESCOBRIR A CADA DIA QUE A VIDA SE INICIA A CADA AMANHECER.
SER FELIZ É TER VIOLETA NA JANELA / É CHÁ DE MAÇÃ COM CANELA. / É PIPOCA NA PANELA. E UM CD BEM MELA-MELA PRA ESQUENTAR O CORAÇÃO.
SER FELIZ É CURTIR SOL RADIANTE, FRIO ACONCHEGANTE / CHUVINHA OU TEMPORAL. / SER FELIZ É ENXERGAR O OUTRO (E SABE LÁ QUANTOS OUTROS QUE CRUZAM NOSSA ESTRADA).
SER FELIZ É FAZER DA VIDA UMA GRANDE AVENTURA, / A MAIOR LOUCURA, / UM ENORME PRAZER.
SER FELIZ É SER AMIGO(A) / MAS, ANTES DE TUDO: SER FELIZ É TER AMIGOS(AS) MARAVILHOSOS(AS) / ASSIM COMO VOCÊS.
domingo, 14 de março de 2010
A VIDA NÃO PODE SER DEFINIDA EM UM CONCEITO
Mas ninguém jamais conseguiu definir o que é a Vida.
Há quem diga que Vida é um conceito muito amplo e admite diversas definições. Pode-se referir ao processo em curso do qual os seres vivos são uma parte.
Assim, partindo desse conceito, o Planeta Terra é a “mãe” da vida, o caule do qual extraímos – todos os seres vivios – a seiva da vida.
Esta crônica não se propõe confrontar conceitos nem filosóficos, nem cientistas nem teológicos.
Almeja tão-somente fazer a reflexão mais objetiva e serena possível a respeito das definições dessa inominável riqueza que obtivemos gratuitamente – a Vida.
Viver constitui viajar.
E viajar implica em conhecer caminhos e paisagens.
A transpor ou não barreiras. A ficar pelo caminho.
A nos perder nos encontros.
A vida nos leva ao cume do progresso, nos permite iventar máquinas que nos tornam obsoletos, nos substituem e desempregam.
A vida nos leva a enxergar o rio e a ver a ponte.
Mas muitas vezes atrevessamos essa ponte e deixamos insensivelmente sozinho à margem quem necessita da nossa ajuda e da nossa companhia na travessia.
Charles Shaplim uma vez disse que o caminho da Vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.Para ele, a cobiça envenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria, ainda que nem tanto assim.Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
O que, lamentavelmente não posso afirmar que não seja verdadeira sua afirmação. Chaplim termina dizendo que, mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
A vida não pode ser apenas esse conjunto vazio e quase supérfluo de valores que chegam até a desvalorizá-la.
O romantismo poético, mas também
Sem romantismos poéticos, resta-me a impressão de que o divino anda de mãos dadas ao poeta romântico e descubro que a vida se dá... em cada ser, criatura ou entidade.
Não sou adepto da casualidade.
Ao contrrário, creio que nada existe por acaso.
"A história não é fruto de um destino cego ou de uma casualidade, como pode parecer” – disse certa vez João Paulo II. Na sua visão, há uma interveção espiritual na história humana qual se estabelece um diálogo do Homem com Deus.
Na vida a menor, porém não menos bela das flores e na abelha que lhe suga o néctar, ali iirradia e habita a vida.
Na montanha que se atira ao infinito e na planície que busca o horizonte, no mar que encontra o céu. Na criança que brinca na praça e no ancião que senta no esquecimento do banquinho ao canto.
No corre-corre dos dias que não dá tempo ao tempo... que não permite ver e sentir a dificuldade do outro... a dor do enfermo, as tragédias humanas nas quais estamos inseridos e mergulhados, porque fazemos parte delas.
Mas o que é, afinal a vida? Vivemos para quê e como encontrar o sentido de nossas existências? Que compreesão temos da vida?
De uma coisa tenho certeza: todos nascemos para a felicidade, mas ninguém consegue ser feliz isoladamente.
A Felicidade é a mais importante busca já feita pelo homem desde o início de sua existência:
“Não há perfeita compreensão da vida / sem a perfeita compreensão do outro...Deus não nos deu o direito de bem viver / senão pelo caminho da compreensãode que no outro o nosso ser aperfeiçoa / o que nunca poderia aperfeiçoar em si.Não há perfeita sensação de paz / sem plena sensação de que participamosde outras felicidades que não a nossa, / de outros sonhos que não os que temos.De modo que, penso eu, o maior inimigo / não pode ser outro senão o egoísmo,não pode ser outra senão essa alienação / que se perpetua nas pessoas que conhecemapenas o eu e nada mais que esse eu... / Assim, quanto mais ganho, mais perco;quanto mais subo, mais desço; / quanto mais me imponho, mais me deprecio,na contra-mão de que quanto mais compreendo o que é viver menos vazios encontro em minha alma, / e mais plenitude encontro no coração..." (do Blog Companhia da Poesia).
A vida é a sacarose do açúcar, a cereja do bolo, o doce da cocada, a clorofila da folha.
A vida é a maior e mais espetacular invenção de um ser perdidamente romântico, poético e desesperadamente louco por suas criaturas.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
A MARAVILHOSA CAPACIDADE INVENTIVA DO HOMEM
O homem é, entre os animais do seu reino, o mais inteligente.quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
OS SONHOS NÃO DEVEM MORRER
O ser humano vive a base de sonhos.
O ser humano é movido a sonhos.
Os sonhos são a bateria que alimenta a alma e faz funcionar a máquina da nossa esperança.
Não há ninguém que seja capaz de viver sem sonhar.
Sonhar significa esperar sempre algo.
Acreditar que se vai conseguir conquistar a vitória almejada, chegar do outro lado da margem, transpor um obstáculo, ultrapssar os limites, galgar um degrau além na escalada da vida.
2009 foi para cada um de nós como uma estrada palmilhada.
Uns trafegaram por trechos pavimentados, asfaltados e caminharam a favor do vento.
Outros seguiram por perímetros esburacados, tomados pela lama e pelo mato.
Um verdadeiro trajeto de difícil acesso e de não menos fácil locomoção.
O ano de 2009, todavia, nasceu, como todos os demias anos, sob o signo da esperança para todos nós.
Porque todos somos seres indissoluvelmente ligados a esse sentimento de fé chamado esperança.
Todos nós preferimos acreditar na realização dos nossos projetos de vida.
Projetos que se caracterizam pela construção da casa própria, pela compra aquisição do carro novo, pelo pagamento daquela dívida, pela compra de um presente para o filho.
Projetos arquitetados, pensados e imaginados, às vezes, com carinho especial.
Eles nos levam à realização da nossa felicidade.
A felicidade é uma busca constante da sociedade e pela sociedade.
Foi simplesmente para ser feliz que o homem foi criado. Tanto isto é verdade que, ao criá-lo, Deus lhe deu como presente o Jardim do Édem, ou seja o Paraíso da Felicidade na Terra.
É fato que, de vez em quando, desperdiçamos as oportunidades que nos conduziriam a esse estado de espírito ao qual se atribui o nome de felicidade.
A bebida, os vícios, as inimizades, as amizades duvidosas, as brigas, o ciúme, a ignorância, a arrogância...
Tudo isso são barreiras que se põem no nosso caminho e dificultam a passagem.
São nuvens que dissipam a luz do Sol e tornam nublados os nossos dias.
Aí se perde a alegria e o brilho da vida desaparece.
Se 2009 não foi para você o ano que você esperava que fosse, não esmoreça.
Caminhe.
Ande.
Siga em frente.
Espere 2010 chegar.
Ele trará na frente a banda da esperança tocando a marcha da fé e do otimismo sob a luz ofuscante de um sol dourado para iluminar o seu espírito.
Deixe se contagiar pelos seus sonhos!
Não perca a fé nunca.
Acredite sempre!
Os sonhos não podem morrer, jamais.
Feliz e abençoado 2010 a todos!
Orlando.
sábado, 28 de novembro de 2009
FARRAPOS HUMANOS
Às vezes me causa espanto, indagações e divagações o que confere a um indivíduo a chamada Lei do Livre Arbítrio e suas consequências e implicâncias.domingo, 15 de novembro de 2009
BARBA PARA QUÊ?
Imagino que Deus – Ele já nos deu inomináveis demonstrações e incontáveis provas de seu amor e tolerância para conosco – não se aborrecerá com um devaneio a mais deste obscuro e inconformado espírito.
Quando na minha infância eu tinha um grande ídolo – meu único e verdadeiro herói – e, como seu fã incondicioal, admirava tudo o que ele dizia e, sempre que possível, o imitava no que fazia: meu bom, amigo e saudoso pai.
Um ser humano fantástico e inesquecível.
O meu pai era mesmo um cara excepcional, uma pessoa para sempre insubstituível.
Insubstituível pelo que tinha para me dar e dizer.
Mas sobretudo, meu pai era insubstituível para mim por tudo o que ele era e representava.
Até hoje ninguém jamais conseguiu me dizer as coisas que ele me falou ou fazer a milésima parte do que ele fez.
E, o principal de tudo. Nem um mortal haverá de representar o que meu pai representou para mim.
Tenho nitidamente guardada a imagem de papai fazendo a barba diante do espelho. Aquela cena se repetia a cada sábado.
E aquilo me enchia de inveja, de uma doce e inocente inveja. A ponto de o meu pai permitir que eu também “fizesse” a minha futura barba, uma vez que no meu rosto tudo o que existia não passava de uma pelugem fina e branca.
Somente hoje, depois de alguns anos e com uma barba que, teimosa e persistentemente insiste em crescer a cada dia ainda que todos os dias eu persista igualmente em dar cabo a ela, foi que caí na real e comecei a refletir e questionar a respeito da função e da necessidade desses cabelos espinhentos que “enfeitam” e enfeiam ainda mais a minha cara.
Foi aí que comecei a “encarar” e bater de frente com Deus.
Já que ninguém conseguia me dar uma explicação que justificasse a existência da barba no rosto masculino – isto a minha filha só bem recentemente me explicou, mas logicamente não me convenceu – tive a “magnífica” ideia de perguntar diretamente a quem criou o homem à sua imagem e semelhança se Ele, ao criá-lo, o fez, de imediato, com esses pelos indesejáveis na cara que tanto incomoda e nos tira o sossego.
Se a resposta divina for afirmativa quero saber o por quê.
Caso seja negativa, ousarei indagar o Pai do Céu por que motivo, então, permitiu sua “aparição” (da barba) nas nossas faces – inclusive na d’Ele própria!
Sobre o que a minha filha me explicou, aprendi – mas não necessariamente concordei – que a barba nasce e crese no homem em função da força hormonal da mulher. Ela, a barba, se desenvolve sempre à noite. É como se uma “energia feminina” interferisse biologicamente na formação da barba no homem.
Ah! o homem por sí só já contribui para o surgimento da indesejável barba. Ele produz mais testosterona do que a mulher, embora tenha mulher... deixa pra lá.
Bom, mas e a questão de a barba na minha e na cara de Deus? Já que Ele me criou à sua semelhança, exceto no pecado – esse somente eu o conduzo – acho que Nosso Senhor se deixou ser um barbado a penas para compartilhar comigo a fadiga e a penitência de tirá-la diariamente.
Mesmo por que Deus não tira a d’Ele nunca...
Certamente só por um ato de solidariedade e misericórdia paternas.
Eu mereço!

