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segunda-feira, 26 de julho de 2010

BASE ALIADA DE DILMA SERÁ MAIOR NO SENADO

Ele lidera o grupo que tem nojo de pobre



É apavorante: Datafolha aponta perda de vagas da oposição no Senado
A oposição corre o risco de minguar à metade.
Pesquisa Datafolha – a do empate técnico que jogou no lixo os oito pontos da Vox Populi que separa Dilma do Serra – mostrou que em sete Estados (SP, MG, RJ, PE, BA, RS e PR) e no Distrito Federal, as bancadas de PSDB e DEM teriam uma redução de 50%, (caindo de seis para três senadores) se a eleição fosse hoje.
O ex-presidente Itamar Franco, por Minas Gerais, salvaria o PPS da humilhação que seria para o partido não eleger um único senador.
Por outro lado, a bancada do PT dobraria, de dois para quatro senadores.
Eleita, o apoio à Dilma nesses colégios eleitorais subiria de oito para dez em relação à base governista atual.
A oposição cairia de seis para quatro.
Entre essas 16 vagas em disputa (duas para cada colégio), haverá renovação de, no mínimo, 62% e a eleição de ao menos nove novatos.
O chefão do Serra e eterno discípulo de Fernando Henrique Cardoso, Aloysio Nunes Ferreira revela-se o maior mico eleitoral e amarga um ínfimo sétimo lugar, com apenas 4%, e tecnicamente empatado com Ana Luiza, do PSTU, em São Paulo.
Os tucanos só teriam o que comemorar em Minas, onde o ex-governador – que elogia Lula e esquece o Serra – Aécio Neves, está com 62%.
Fernando Pimentel (PT) tem 23% e ocupa a 3ª colocação.
Registre-se que 16% dos mineiros afirmaram que anulariam o voto ou votariam em branco e nada menos do que 40% ainda não sabem em quem votarão para senador.
Na Bahia o estrago na ceara da oposição que a TV Globo e a Folha tentam disfarçar é uma catástrofe. O senador Cesar Borges (PR) lidera, com 34%.
Os dois candidatos do DEM juntos somam pífios 13%.
No Rio, Marcelo Crivella (PRB) tem 42%, e mentor do desastrado vice do Serra, o ex-prefeito Cesar Maia (DEM), salva os anti-Lula com 31%.
O tucano e herói das CPI’s natimortas – eles se multiplicam na Câmara e no Senado! – Gustavo Fruet é outro fiasco oposicionista no Paraná.
Amarga seus minguados 16%.
No Distrito Federal, o tucanato sofre com a sua Abadia. Ela tem 23% - mais que o dobro do delegado e truculento Alberto Fraga do PFL.
O aliado dos tucanos, o PFL suspira um pouco em Pernambuco, com Marco Maciel e no RJ, com Cesar Maia.
A oposição gaúcha há muito entregou os pontos. No Rio Grande do Sul tucano é uma espécie quase extinta.
Quem dão as cartas pelos pampas é Germano Rigotto e o Senador Paim.
Os serristas fazem a festa da candidata do PT, Dilma Rousseff, em São Paulo. Na terra (des)governada pelos tucanos há dezesseis anos, Marta Suplicy (PT) lidera, com 32% das intenções de voto e Romeu Tuma pode ser reeleito. Ele teria 22% dos votos, se a eleição fosse hoje.
A eleição será em outubro.
Uma festa.

sábado, 3 de julho de 2010

DIREITO À FELICIDADE NÃO É QUESTÃO DE ESTADO

Homem à procura da felicidade, na imaginação de Cristovam
É bíblico.
Quase um dogma.
O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus para a felicidade.
Deus ficou feliz após criar todas as coisas e ver que tudo era muito bom.
Mas consta que a maior alegria que Ele experimentou foi quando criou o Homem.
O homem constitui a maior e mais bela obra da criação divina.
A mais bem acabada e perfeita invenção de Deus.
O homem é uma obra de arte.
E seu autor, o mais brilhante e genial dos artistas: o próprio Deus.
Se no princípio a Terra era o Jardim de Deus, o Mundo não passava de um quase celestial espaço habitado pela felicidade.
Viver aqui implicava ser feliz em plenitude.
Ocorre que o mundo mudou e evoluiu.
O homem conheceu o pecado, a inveja e as ambições.
O rancor e o ódio lhe assaltaram alma e coração.
E surgiram as divisões, os conflitos e as guerras.
E, de repente, na contagem tangencial do tempo, o homem se descobriu à procura da felicidade com a qual fora agraciado.
Como que para botar reparo nas coisas e dar uma forcinha ao Criador, o notável senador Cristovam Buarque – estrela exponencial da intelectualidade brasiliana – esboçou um projeto revolucionário.
Ele quer transformar em lei o direito à busca da felicidade.
A felicidade passará a ser um preceito legal, garantido na Constituição Federal do Brasil.
A felicidade será um preceito constitucional.
A felicidade para Cristovam Buarque é uma questão de Estado.
E não leva em conta sua subjetividade.
Isso é algo mais que inusitado.
Um delírio inconteste.
Uma coisa bizarra e um fruto à mais da fértil imaginação de Cristovam Buarque.
Não há nem vagamente a possibilidade de fazer que alguém seja feliz por força de lei.
A hipocrisia do senador pedetista é um despropósito e tem cores e cheiro de quase heresia.
Populista, vazia e eleitoreira tal proposta tem como única relevância a possibilidade de revelar a mente desocupada de quem poderia pensar algo mais prático e objetivo para o País.
Um Senador da República não tem o direito de, sequer, pensar um projeto de natureza tão exótica como este.
A não ser que ele se chame Cristovam Buarque que, diga-se, é presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado.
Ninguém precisa do Estado para ser feliz.
Nenhuma autoridade constituída proporcionará felicidade a um cidadão com base em um artigo legal.
Das duas uma: ou Deus está muitíssimo agradecido ao Senador Cristovam pelo seu gesto de extrema boa vontade em ajudá-lo em fazer o homem a se reencontrar com a felicidade ou está tremendamente preocupado com seus devaneios.
Que Deus o inspire nos seus projetos e nas suas idéias.
E o ajude a tirar esta da cabeça.
Claro está que Cristovam não sabe o que é felicidade.
Tomara que Deus sugira este poema ao nosso cômico senador:

Felicidade é...
SE TUDO É RELATIVO / RELATIVO É TAMBÉM A IDEIA QUE CADA UM FAZ DA FELICIDADE.
PARA UNS, FELICIDADE É DINHEIRO NO BOLSO; CERVEJA NA GELADEIRA, ROUPA NOVA NO ARMÁRIO.
PARA OUTROS, A FELICIDADE REPRESENTA O SUCESSO, A CARREIRA BRILHANTE. / O SIMPLES FATO DE SE ACHAR IMPORTANTE (AINDA QUE NA VERDADE AS COISAS NÃO SEJAM BEM ASSIM)
PARA OUTROS TANTOS, SER FELIZ É CONHECER O MUNDO / TER UM CONHECIMENTO PROFUNDO DAS COISAS DA TERRA E DO AR.
MAS PARA MIM, SER FELIZ É DIFERENTE. / SER FELIZ É SER GENTE / É TER VIDA / QUE COMO DIZIA O POETA: “É BONITA, É BONITA E É BONITA...”
FELICIDADE É A FAMÍLIA REUNIDA / É VIVER SEM CHEGADA, SEM PARTIDA. / É SONHAR, É CHORAR, É SORRIR.
FELICIDADE É VIVER CERCADO DE AMOR / É PLANTAR AMIZADE, É O CALOR... / DO ABRAÇO DAQUELE(A) AMIGO(A) / QUE MESMO DISTANTE, LEMBROU DE DIZER: “ALÔ”.
SER FELIZ É ACORDAR ÀS CINCO DA MATINA, DEPOIS DE TER IDO DORMIR ÀS TRÊS DA MADRUGADA, / COM SONO E PRA LÁ DE CANSADO SÓ PRA DAR UMA PONTINHA DA CAMA PRO FILHO (OU PRO CACHORRO DORMIR).
SER FELIZ É VIVER TODO DIA UM SORRISO DE CRIANÇA. / É MÚSICA, É DANÇA. É A PAZ, É O PRAZER DE DESCOBRIR A CADA DIA QUE A VIDA SE INICIA A CADA AMANHECER.
SER FELIZ É TER VIOLETA NA JANELA / É CHÁ DE MAÇÃ COM CANELA. / É PIPOCA NA PANELA. E UM CD BEM MELA-MELA PRA ESQUENTAR O CORAÇÃO.
SER FELIZ É CURTIR SOL RADIANTE, FRIO ACONCHEGANTE / CHUVINHA OU TEMPORAL. / SER FELIZ É ENXERGAR O OUTRO (E SABE LÁ QUANTOS OUTROS QUE CRUZAM NOSSA ESTRADA).
SER FELIZ É FAZER DA VIDA UMA GRANDE AVENTURA, / A MAIOR LOUCURA, / UM ENORME PRAZER.
SER FELIZ É SER AMIGO(A) / MAS, ANTES DE TUDO: SER FELIZ É TER AMIGOS(AS) MARAVILHOSOS(AS) / ASSIM COMO VOCÊS.
(Autor desconhecido).

sexta-feira, 16 de abril de 2010

ESTERILIZAÇÃO É A PALAVRA E A DEMAGOGIA DA VEZ

Na foto, um estuprador em vias de extinção
Há pouco mais de um mês foi aprovado na CCJ do Senado Federal um Projeto de Lei interessante.
Se virar lei, no mínimo três fatos importantes ocorrerão.
O mais inquietante é que dentro de pouco tempo dezessete raças de cães serão extintas.
Sumirão do mapa.
O mais visado e ameaçado de todos é o pitbull.
Depois o Rottweiler, o Fila e o Pastor Alemão encabeçam a lista negra das raças mais perigosas candidatos ao desaparecimento.
Esses animais só poderão sair às ruas com os seus donos e usando coleira e focinheira.
Se alguém for atacado e, dependendo do grau de gravidade da vítima, o dono do cão poderá pegar até 20 anos de reclusão.
Isso em caso de morte da pessoa atacada.
Como todos sabem, de vez em quando, um deputado ou senador resolve trabalhar.
E o trabalho parlamentar tem como prerrogativa o uso da imaginação fértil e da criatividade inventiva para transformar em leis idéias sensacionais – ou sensacionalistas.
O autor do projeto idealizou o fim das dezessete raças caninas no prazo de, no máximo, vinte anos.
Ele quer que a esterilização desses cães se torne obrigatória.
Esterilizados eles não se reproduzem.
E sem reprodução nem uma raça sobrexiste.

Numa pesquisa feita na internet não encontrei uma única pessoa que fosse a favor da aprovação dessa lei.
Quando muito, os donos devem ser responsabilizados e responder civil e criminalmente.
Ninguém tem o direito de tirar a vida de um cachorro nem de qualquer outro animal em virtude da culpa ou irresponsabilidade de quem dele deveria cuidar.

Esta crônica nasceu, lamentavelmente, pela morte dos seis jovens desaparecidos em Luziânia, no estado de Goiás.
E não tinha a pretensão de tratar sobre cachorro, mas de seres humanos.
Da vida humana.
O caso dos jovens goianos e a forma como foram mortos abre um leque de questionamentos de caráter jurídico, ético, humano e moral.

Não é racional nem tampouco razoável que se esterilize quimicamente um animal enquanto pedófilos e estupradores estão a arruinar milhares de vidas de crianças e menores indefesos.
O matador dos seis jovens cumpria pena por assassinato e tinha prisão preventiva decretada pela polícia da Bahia.
Ainda assim foi colocado em liberdade pelas mãos de um juiz.
Para matar novamente. E matou seis jovens em trinta dias.
Um psicopata.

Decerto matar quem mata ou estupra está fora de qualquer cogitação.
A ninguém, muito menos ao Estado cabe esse direito.
A vida é um dom divino, uma dádiva de Deus e deve ser preservada.
Contudo, surge como o que seria solução para casos dessa natureza o uso de meios químicos que equivaleriam á castração ou esterilização desses indivíduos.

Mas o cumprimento de penas longas, de penas máximas, mantendo-os fora da sociedade certamente tornaria tais recursos dispensáveis.
Os senadores que aprovaram o projeto que visa à castração de cachorros “perigosos” poderiam forçar um pouco mais suas mentes privilegiadas na formulação de leis que protejam a natureza e a vida – pertença esta a um ser humano ou um animal.
Há uma demanda de projetos e de leis bem mais relevantes a serem pensadas e analisadas no Congresso Nacional além do despropósito de levar a extinção uma raça, ainda que de um cachorro.
Entretanto, junto ao termo esterilização, tão em voga atualmente, existe outro que a ele se junta e que sempre esteve em alta em Brasília: a demagogia.