sábado, 16 de julho de 2011
FELICIDADE
sábado, 3 de julho de 2010
DIREITO À FELICIDADE NÃO É QUESTÃO DE ESTADO
Homem à procura da felicidade, na imaginação de CristovamQuase um dogma.
O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus para a felicidade.
Deus ficou feliz após criar todas as coisas e ver que tudo era muito bom.
Mas consta que a maior alegria que Ele experimentou foi quando criou o Homem.
O homem constitui a maior e mais bela obra da criação divina.
A mais bem acabada e perfeita invenção de Deus.
O homem é uma obra de arte.
E seu autor, o mais brilhante e genial dos artistas: o próprio Deus.
Se no princípio a Terra era o Jardim de Deus, o Mundo não passava de um quase celestial espaço habitado pela felicidade.
Viver aqui implicava ser feliz em plenitude.
Ocorre que o mundo mudou e evoluiu.
O homem conheceu o pecado, a inveja e as ambições.
O rancor e o ódio lhe assaltaram alma e coração.
E surgiram as divisões, os conflitos e as guerras.
E, de repente, na contagem tangencial do tempo, o homem se descobriu à procura da felicidade com a qual fora agraciado.
Como que para botar reparo nas coisas e dar uma forcinha ao Criador, o notável senador Cristovam Buarque – estrela exponencial da intelectualidade brasiliana – esboçou um projeto revolucionário.
Ele quer transformar em lei o direito à busca da felicidade.
A felicidade passará a ser um preceito legal, garantido na Constituição Federal do Brasil.
A felicidade será um preceito constitucional.
A felicidade para Cristovam Buarque é uma questão de Estado.
E não leva em conta sua subjetividade.
Isso é algo mais que inusitado.
Um delírio inconteste.
Uma coisa bizarra e um fruto à mais da fértil imaginação de Cristovam Buarque.
Não há nem vagamente a possibilidade de fazer que alguém seja feliz por força de lei.
A hipocrisia do senador pedetista é um despropósito e tem cores e cheiro de quase heresia.
Populista, vazia e eleitoreira tal proposta tem como única relevância a possibilidade de revelar a mente desocupada de quem poderia pensar algo mais prático e objetivo para o País.
Um Senador da República não tem o direito de, sequer, pensar um projeto de natureza tão exótica como este.
A não ser que ele se chame Cristovam Buarque que, diga-se, é presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado.
Ninguém precisa do Estado para ser feliz.
Nenhuma autoridade constituída proporcionará felicidade a um cidadão com base em um artigo legal.
Das duas uma: ou Deus está muitíssimo agradecido ao Senador Cristovam pelo seu gesto de extrema boa vontade em ajudá-lo em fazer o homem a se reencontrar com a felicidade ou está tremendamente preocupado com seus devaneios.
Que Deus o inspire nos seus projetos e nas suas idéias.
E o ajude a tirar esta da cabeça.
Claro está que Cristovam não sabe o que é felicidade.
Tomara que Deus sugira este poema ao nosso cômico senador:
Felicidade é...
SE TUDO É RELATIVO / RELATIVO É TAMBÉM A IDEIA QUE CADA UM FAZ DA FELICIDADE.
PARA UNS, FELICIDADE É DINHEIRO NO BOLSO; CERVEJA NA GELADEIRA, ROUPA NOVA NO ARMÁRIO.
PARA OUTROS, A FELICIDADE REPRESENTA O SUCESSO, A CARREIRA BRILHANTE. / O SIMPLES FATO DE SE ACHAR IMPORTANTE (AINDA QUE NA VERDADE AS COISAS NÃO SEJAM BEM ASSIM)
PARA OUTROS TANTOS, SER FELIZ É CONHECER O MUNDO / TER UM CONHECIMENTO PROFUNDO DAS COISAS DA TERRA E DO AR.
MAS PARA MIM, SER FELIZ É DIFERENTE. / SER FELIZ É SER GENTE / É TER VIDA / QUE COMO DIZIA O POETA: “É BONITA, É BONITA E É BONITA...”
FELICIDADE É A FAMÍLIA REUNIDA / É VIVER SEM CHEGADA, SEM PARTIDA. / É SONHAR, É CHORAR, É SORRIR.
FELICIDADE É VIVER CERCADO DE AMOR / É PLANTAR AMIZADE, É O CALOR... / DO ABRAÇO DAQUELE(A) AMIGO(A) / QUE MESMO DISTANTE, LEMBROU DE DIZER: “ALÔ”.
SER FELIZ É ACORDAR ÀS CINCO DA MATINA, DEPOIS DE TER IDO DORMIR ÀS TRÊS DA MADRUGADA, / COM SONO E PRA LÁ DE CANSADO SÓ PRA DAR UMA PONTINHA DA CAMA PRO FILHO (OU PRO CACHORRO DORMIR).
SER FELIZ É VIVER TODO DIA UM SORRISO DE CRIANÇA. / É MÚSICA, É DANÇA. É A PAZ, É O PRAZER DE DESCOBRIR A CADA DIA QUE A VIDA SE INICIA A CADA AMANHECER.
SER FELIZ É TER VIOLETA NA JANELA / É CHÁ DE MAÇÃ COM CANELA. / É PIPOCA NA PANELA. E UM CD BEM MELA-MELA PRA ESQUENTAR O CORAÇÃO.
SER FELIZ É CURTIR SOL RADIANTE, FRIO ACONCHEGANTE / CHUVINHA OU TEMPORAL. / SER FELIZ É ENXERGAR O OUTRO (E SABE LÁ QUANTOS OUTROS QUE CRUZAM NOSSA ESTRADA).
SER FELIZ É FAZER DA VIDA UMA GRANDE AVENTURA, / A MAIOR LOUCURA, / UM ENORME PRAZER.
SER FELIZ É SER AMIGO(A) / MAS, ANTES DE TUDO: SER FELIZ É TER AMIGOS(AS) MARAVILHOSOS(AS) / ASSIM COMO VOCÊS.
domingo, 14 de março de 2010
A VIDA NÃO PODE SER DEFINIDA EM UM CONCEITO
Mas ninguém jamais conseguiu definir o que é a Vida.
Há quem diga que Vida é um conceito muito amplo e admite diversas definições. Pode-se referir ao processo em curso do qual os seres vivos são uma parte.
Assim, partindo desse conceito, o Planeta Terra é a “mãe” da vida, o caule do qual extraímos – todos os seres vivios – a seiva da vida.
Esta crônica não se propõe confrontar conceitos nem filosóficos, nem cientistas nem teológicos.
Almeja tão-somente fazer a reflexão mais objetiva e serena possível a respeito das definições dessa inominável riqueza que obtivemos gratuitamente – a Vida.
Viver constitui viajar.
E viajar implica em conhecer caminhos e paisagens.
A transpor ou não barreiras. A ficar pelo caminho.
A nos perder nos encontros.
A vida nos leva ao cume do progresso, nos permite iventar máquinas que nos tornam obsoletos, nos substituem e desempregam.
A vida nos leva a enxergar o rio e a ver a ponte.
Mas muitas vezes atrevessamos essa ponte e deixamos insensivelmente sozinho à margem quem necessita da nossa ajuda e da nossa companhia na travessia.
Charles Shaplim uma vez disse que o caminho da Vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.Para ele, a cobiça envenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria, ainda que nem tanto assim.Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
O que, lamentavelmente não posso afirmar que não seja verdadeira sua afirmação. Chaplim termina dizendo que, mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
A vida não pode ser apenas esse conjunto vazio e quase supérfluo de valores que chegam até a desvalorizá-la.
O romantismo poético, mas também
Sem romantismos poéticos, resta-me a impressão de que o divino anda de mãos dadas ao poeta romântico e descubro que a vida se dá... em cada ser, criatura ou entidade.
Não sou adepto da casualidade.
Ao contrrário, creio que nada existe por acaso.
"A história não é fruto de um destino cego ou de uma casualidade, como pode parecer” – disse certa vez João Paulo II. Na sua visão, há uma interveção espiritual na história humana qual se estabelece um diálogo do Homem com Deus.
Na vida a menor, porém não menos bela das flores e na abelha que lhe suga o néctar, ali iirradia e habita a vida.
Na montanha que se atira ao infinito e na planície que busca o horizonte, no mar que encontra o céu. Na criança que brinca na praça e no ancião que senta no esquecimento do banquinho ao canto.
No corre-corre dos dias que não dá tempo ao tempo... que não permite ver e sentir a dificuldade do outro... a dor do enfermo, as tragédias humanas nas quais estamos inseridos e mergulhados, porque fazemos parte delas.
Mas o que é, afinal a vida? Vivemos para quê e como encontrar o sentido de nossas existências? Que compreesão temos da vida?
De uma coisa tenho certeza: todos nascemos para a felicidade, mas ninguém consegue ser feliz isoladamente.
A Felicidade é a mais importante busca já feita pelo homem desde o início de sua existência:
“Não há perfeita compreensão da vida / sem a perfeita compreensão do outro...Deus não nos deu o direito de bem viver / senão pelo caminho da compreensãode que no outro o nosso ser aperfeiçoa / o que nunca poderia aperfeiçoar em si.Não há perfeita sensação de paz / sem plena sensação de que participamosde outras felicidades que não a nossa, / de outros sonhos que não os que temos.De modo que, penso eu, o maior inimigo / não pode ser outro senão o egoísmo,não pode ser outra senão essa alienação / que se perpetua nas pessoas que conhecemapenas o eu e nada mais que esse eu... / Assim, quanto mais ganho, mais perco;quanto mais subo, mais desço; / quanto mais me imponho, mais me deprecio,na contra-mão de que quanto mais compreendo o que é viver menos vazios encontro em minha alma, / e mais plenitude encontro no coração..." (do Blog Companhia da Poesia).
A vida é a sacarose do açúcar, a cereja do bolo, o doce da cocada, a clorofila da folha.
A vida é a maior e mais espetacular invenção de um ser perdidamente romântico, poético e desesperadamente louco por suas criaturas.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
OS SONHOS NÃO DEVEM MORRER
O ser humano vive a base de sonhos.
O ser humano é movido a sonhos.
Os sonhos são a bateria que alimenta a alma e faz funcionar a máquina da nossa esperança.
Não há ninguém que seja capaz de viver sem sonhar.
Sonhar significa esperar sempre algo.
Acreditar que se vai conseguir conquistar a vitória almejada, chegar do outro lado da margem, transpor um obstáculo, ultrapssar os limites, galgar um degrau além na escalada da vida.
2009 foi para cada um de nós como uma estrada palmilhada.
Uns trafegaram por trechos pavimentados, asfaltados e caminharam a favor do vento.
Outros seguiram por perímetros esburacados, tomados pela lama e pelo mato.
Um verdadeiro trajeto de difícil acesso e de não menos fácil locomoção.
O ano de 2009, todavia, nasceu, como todos os demias anos, sob o signo da esperança para todos nós.
Porque todos somos seres indissoluvelmente ligados a esse sentimento de fé chamado esperança.
Todos nós preferimos acreditar na realização dos nossos projetos de vida.
Projetos que se caracterizam pela construção da casa própria, pela compra aquisição do carro novo, pelo pagamento daquela dívida, pela compra de um presente para o filho.
Projetos arquitetados, pensados e imaginados, às vezes, com carinho especial.
Eles nos levam à realização da nossa felicidade.
A felicidade é uma busca constante da sociedade e pela sociedade.
Foi simplesmente para ser feliz que o homem foi criado. Tanto isto é verdade que, ao criá-lo, Deus lhe deu como presente o Jardim do Édem, ou seja o Paraíso da Felicidade na Terra.
É fato que, de vez em quando, desperdiçamos as oportunidades que nos conduziriam a esse estado de espírito ao qual se atribui o nome de felicidade.
A bebida, os vícios, as inimizades, as amizades duvidosas, as brigas, o ciúme, a ignorância, a arrogância...
Tudo isso são barreiras que se põem no nosso caminho e dificultam a passagem.
São nuvens que dissipam a luz do Sol e tornam nublados os nossos dias.
Aí se perde a alegria e o brilho da vida desaparece.
Se 2009 não foi para você o ano que você esperava que fosse, não esmoreça.
Caminhe.
Ande.
Siga em frente.
Espere 2010 chegar.
Ele trará na frente a banda da esperança tocando a marcha da fé e do otimismo sob a luz ofuscante de um sol dourado para iluminar o seu espírito.
Deixe se contagiar pelos seus sonhos!
Não perca a fé nunca.
Acredite sempre!
Os sonhos não podem morrer, jamais.
Feliz e abençoado 2010 a todos!
Orlando.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
SE O NATAL NÃO FOSSE UM DIA
A indústria, o empresário, o comércio. O comerciário.
O paciente, o doente. O detento. O presidiário.
O trabalhador. O assalariado.
Quem vende, quem compra. Quem faz compras.
Quem dá e quem recebe. E quem espera receber.
A família.
O filho, a filha... de todas as idades.
Uns alimentam o sonho do aumenta das vendas e do lucro.
Outros aguardam incontidos a visita, a alta, a liberdade, o cartão, o embrulho colorido, o presente, a "felicidade".
Dia 24 caminhei pelas ruas da minha cidade.
E por onde andei percebi que não havia Natal.
Árvores com luzes que não piscavam porque nunca foram acesas... porque não existiam nem árvores nem luzes para acender.
Na autoestrada vi a Mitsubishi ainda sem placas, vindo da loja direto para fazer a alegria do felizardo que o recebeu como o presente prometido.
Na periferia, o contraste da riqueza e opulência.
Pessoas humildes e suas casas humildes. A roupa simples e a bicicleta simples.
E nada que demonstrasse ali o espírito materialista do Natal.
Foi quando imaginei que a simbologia do Natal pode estar além da atitude de dar e receber presente.
O bêbado que nos pediu “dois contos, prá interar uma cerveja”, me fez sentir que o Natal não faz sentido.
A criança descalça e olhar perdido de quem só não perdeu a esperança porque não se perde o que nunca se teve, deixou-me um pouco mais triste.
Eu, que já não tinha tantos motivos para me alegrar...
Foi quando deparei-me com histórias que se configuram simples, mas comeventes exemplos de vida e nos fazem repensar o verdadeiro sentido do Natal.
E descubri-me um ser inútil. Aquele tipo que se emociona com uma notícia, uma imagem e... é só.
Que não é chegado a dar nada e egoisticamente se isola no casulo de sua tristeza e nem ao menos a reparte...
Enquanto isso, alguém o espera no leito de um hospital.
Bastaria um sorriso, uma história, um gesto de carinho. Uma visita.
Que poderia ser feita também à delegacia. Ou à Casa de Idosos.
Quantas crianças órfãs da alegria, da esperança e acolhidas pela tragédia: do alcoolismo dos pais ou de sua separação, da doença, da falta de escola... da falta de sorte e atenção da sociedade, do governo. Da minha atenção.
Porque eu não fiz e – NÃO FAÇO – a minha parte...
Ainda bem que existem aos milhares as redes de solidariedade espalhadas por aí que fazem.
Elas são compostas de pessoas para as quais todo dia é Natal.
Pessoas que semeiam amor, dão carinho, distribuem sorrisos, emanam solidariedade, espalham felicidade.
Todos os dias, repito.
Para pessoas assim, o Natal não é somente uma data, é a sequência de uma vida aonde falta luz, bolas coloridas, presentes, amor, saúde, liberdade, dignidade – VIDA.
Todavia, algo deixa escapar que uma aura de luz e de paz abarca o mundo, que a solidariedade de alguma forma e em diversos formatos se manifesta através das atitudes humanas quando chega o Natal.
Mas somente quando é Natal.
Ah! se o Natal não fosse um dia e se um dia a gente descobrisse isso.
Que vocês que me acompanharam, vocês que gostam muito ou pouco, ou até que não gostam de mim e do que escrevo.
Que vocês tenham um Natal de Paz e em paz na companhia de quem vocês gostam.
Que 2010 traga com ele a possibilidade de realizar os sonhos que impediram a felicidade completa de vocês em 2009.
Saúde e Paz a todos.
Orlando
