Mostrando postagens com marcador pecado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pecado. Mostrar todas as postagens

sábado, 3 de julho de 2010

DIREITO À FELICIDADE NÃO É QUESTÃO DE ESTADO

Homem à procura da felicidade, na imaginação de Cristovam
É bíblico.
Quase um dogma.
O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus para a felicidade.
Deus ficou feliz após criar todas as coisas e ver que tudo era muito bom.
Mas consta que a maior alegria que Ele experimentou foi quando criou o Homem.
O homem constitui a maior e mais bela obra da criação divina.
A mais bem acabada e perfeita invenção de Deus.
O homem é uma obra de arte.
E seu autor, o mais brilhante e genial dos artistas: o próprio Deus.
Se no princípio a Terra era o Jardim de Deus, o Mundo não passava de um quase celestial espaço habitado pela felicidade.
Viver aqui implicava ser feliz em plenitude.
Ocorre que o mundo mudou e evoluiu.
O homem conheceu o pecado, a inveja e as ambições.
O rancor e o ódio lhe assaltaram alma e coração.
E surgiram as divisões, os conflitos e as guerras.
E, de repente, na contagem tangencial do tempo, o homem se descobriu à procura da felicidade com a qual fora agraciado.
Como que para botar reparo nas coisas e dar uma forcinha ao Criador, o notável senador Cristovam Buarque – estrela exponencial da intelectualidade brasiliana – esboçou um projeto revolucionário.
Ele quer transformar em lei o direito à busca da felicidade.
A felicidade passará a ser um preceito legal, garantido na Constituição Federal do Brasil.
A felicidade será um preceito constitucional.
A felicidade para Cristovam Buarque é uma questão de Estado.
E não leva em conta sua subjetividade.
Isso é algo mais que inusitado.
Um delírio inconteste.
Uma coisa bizarra e um fruto à mais da fértil imaginação de Cristovam Buarque.
Não há nem vagamente a possibilidade de fazer que alguém seja feliz por força de lei.
A hipocrisia do senador pedetista é um despropósito e tem cores e cheiro de quase heresia.
Populista, vazia e eleitoreira tal proposta tem como única relevância a possibilidade de revelar a mente desocupada de quem poderia pensar algo mais prático e objetivo para o País.
Um Senador da República não tem o direito de, sequer, pensar um projeto de natureza tão exótica como este.
A não ser que ele se chame Cristovam Buarque que, diga-se, é presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado.
Ninguém precisa do Estado para ser feliz.
Nenhuma autoridade constituída proporcionará felicidade a um cidadão com base em um artigo legal.
Das duas uma: ou Deus está muitíssimo agradecido ao Senador Cristovam pelo seu gesto de extrema boa vontade em ajudá-lo em fazer o homem a se reencontrar com a felicidade ou está tremendamente preocupado com seus devaneios.
Que Deus o inspire nos seus projetos e nas suas idéias.
E o ajude a tirar esta da cabeça.
Claro está que Cristovam não sabe o que é felicidade.
Tomara que Deus sugira este poema ao nosso cômico senador:

Felicidade é...
SE TUDO É RELATIVO / RELATIVO É TAMBÉM A IDEIA QUE CADA UM FAZ DA FELICIDADE.
PARA UNS, FELICIDADE É DINHEIRO NO BOLSO; CERVEJA NA GELADEIRA, ROUPA NOVA NO ARMÁRIO.
PARA OUTROS, A FELICIDADE REPRESENTA O SUCESSO, A CARREIRA BRILHANTE. / O SIMPLES FATO DE SE ACHAR IMPORTANTE (AINDA QUE NA VERDADE AS COISAS NÃO SEJAM BEM ASSIM)
PARA OUTROS TANTOS, SER FELIZ É CONHECER O MUNDO / TER UM CONHECIMENTO PROFUNDO DAS COISAS DA TERRA E DO AR.
MAS PARA MIM, SER FELIZ É DIFERENTE. / SER FELIZ É SER GENTE / É TER VIDA / QUE COMO DIZIA O POETA: “É BONITA, É BONITA E É BONITA...”
FELICIDADE É A FAMÍLIA REUNIDA / É VIVER SEM CHEGADA, SEM PARTIDA. / É SONHAR, É CHORAR, É SORRIR.
FELICIDADE É VIVER CERCADO DE AMOR / É PLANTAR AMIZADE, É O CALOR... / DO ABRAÇO DAQUELE(A) AMIGO(A) / QUE MESMO DISTANTE, LEMBROU DE DIZER: “ALÔ”.
SER FELIZ É ACORDAR ÀS CINCO DA MATINA, DEPOIS DE TER IDO DORMIR ÀS TRÊS DA MADRUGADA, / COM SONO E PRA LÁ DE CANSADO SÓ PRA DAR UMA PONTINHA DA CAMA PRO FILHO (OU PRO CACHORRO DORMIR).
SER FELIZ É VIVER TODO DIA UM SORRISO DE CRIANÇA. / É MÚSICA, É DANÇA. É A PAZ, É O PRAZER DE DESCOBRIR A CADA DIA QUE A VIDA SE INICIA A CADA AMANHECER.
SER FELIZ É TER VIOLETA NA JANELA / É CHÁ DE MAÇÃ COM CANELA. / É PIPOCA NA PANELA. E UM CD BEM MELA-MELA PRA ESQUENTAR O CORAÇÃO.
SER FELIZ É CURTIR SOL RADIANTE, FRIO ACONCHEGANTE / CHUVINHA OU TEMPORAL. / SER FELIZ É ENXERGAR O OUTRO (E SABE LÁ QUANTOS OUTROS QUE CRUZAM NOSSA ESTRADA).
SER FELIZ É FAZER DA VIDA UMA GRANDE AVENTURA, / A MAIOR LOUCURA, / UM ENORME PRAZER.
SER FELIZ É SER AMIGO(A) / MAS, ANTES DE TUDO: SER FELIZ É TER AMIGOS(AS) MARAVILHOSOS(AS) / ASSIM COMO VOCÊS.
(Autor desconhecido).

domingo, 15 de novembro de 2009

BARBA PARA QUÊ?

Não tenho a pretenção de questionar a infalível inventividade de Deus, mesmo por que isso demandaria um pecado a mais para a minha já tão maculada alma, não que seja ele uma blasfêmea, mas acho que tenho o “direito filial” de fazer a esse Super Pai ao menos uma inquientante – e talvez inconsequente – observação mas que a considero pertinente.
Imagino que Deus – Ele já nos deu inomináveis demonstrações e incontáveis provas de seu amor e tolerância para conosco – não se aborrecerá com um devaneio a mais deste obscuro e inconformado espírito.


Quando na minha infância eu tinha um grande ídolo – meu único e verdadeiro herói – e, como seu fã incondicioal, admirava tudo o que ele dizia e, sempre que possível, o imitava no que fazia: meu bom, amigo e saudoso pai.
Um ser humano fantástico e inesquecível.
O meu pai era mesmo um cara excepcional, uma pessoa para sempre insubstituível.
Insubstituível pelo que tinha para me dar e dizer.
Mas sobretudo, meu pai era insubstituível para mim por tudo o que ele era e representava.
Até hoje ninguém jamais conseguiu me dizer as coisas que ele me falou ou fazer a milésima parte do que ele fez.
E, o principal de tudo. Nem um mortal haverá de representar o que meu pai representou para mim.


Tenho nitidamente guardada a imagem de papai fazendo a barba diante do espelho. Aquela cena se repetia a cada sábado.
E aquilo me enchia de inveja, de uma doce e inocente inveja. A ponto de o meu pai permitir que eu também “fizesse” a minha futura barba, uma vez que no meu rosto tudo o que existia não passava de uma pelugem fina e branca.
Somente hoje, depois de alguns anos e com uma barba que, teimosa e persistentemente insiste em crescer a cada dia ainda que todos os dias eu persista igualmente em dar cabo a ela, foi que caí na real e comecei a refletir e questionar a respeito da função e da necessidade desses cabelos espinhentos que “enfeitam” e enfeiam ainda mais a minha cara.
Foi aí que comecei a “encarar” e bater de frente com Deus.


Já que ninguém conseguia me dar uma explicação que justificasse a existência da barba no rosto masculino – isto a minha filha só bem recentemente me explicou, mas logicamente não me convenceu – tive a “magnífica” ideia de perguntar diretamente a quem criou o homem à sua imagem e semelhança se Ele, ao criá-lo, o fez, de imediato, com esses pelos indesejáveis na cara que tanto incomoda e nos tira o sossego.
Se a resposta divina for afirmativa quero saber o por quê.
Caso seja negativa, ousarei indagar o Pai do Céu por que motivo, então, permitiu sua “aparição” (da barba) nas nossas faces – inclusive na d’Ele própria!
Sobre o que a minha filha me explicou, aprendi – mas não necessariamente concordei – que a barba nasce e crese no homem em função da força hormonal da mulher. Ela, a barba, se desenvolve sempre à noite. É como se uma “energia feminina” interferisse biologicamente na formação da barba no homem.


Ah! o homem por sí só já contribui para o surgimento da indesejável barba. Ele produz mais testosterona do que a mulher, embora tenha mulher... deixa pra lá.
Bom, mas e a questão de a barba na minha e na cara de Deus? Já que Ele me criou à sua semelhança, exceto no pecado – esse somente eu o conduzo – acho que Nosso Senhor se deixou ser um barbado a penas para compartilhar comigo a fadiga e a penitência de tirá-la diariamente.
Mesmo por que Deus não tira a d’Ele nunca...
Certamente só por um ato de solidariedade e misericórdia paternas.
Eu mereço!