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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

OPOSIÇÃO VAI PARA O LIMBO POR TEMPO INDETERMINADO

Republico postagem de Marcos Coimbra, na Carta Capital: "Oposição já deve se preocupar com o dia seguinte"

Como o 3 de outubro torna-se mais e mais previsível, é hora de começar a especular sobre como será o dia 4. Ele chega logo e é bom estar preparado para entendê-lo. É fácil imaginar a alegria de Dilma Rousseff, Lula, o PT, seus aliados e o governo. Não custa sublinhar o caráter histórico da vitória que deverão comemorar. E as oposições? Como viverão esse dia?

A primeira coisa a dizer é que sua provável derrota pode ser tudo, menos surpreendente. Se houve algo inesperado nestas eleições presidenciais foi seu empenho em colocar a cabeça no cadafalso. Nem se tivessem fixado a meta de fazer tudo errado teriam ido tão longe.

Parte da responsabilidade pelos seus erros pode ser debitada às pesquisas de opinião. Não a elas (coitadinhas), que nada são além de instrumentos. Mas à leitura superficial do que diziam.

Tudo o que estamos vivendo e que, parece, será confirmado no dia 3 se definiu entre setembro e outubro de 2009. Foi quando a vantagem de José Serra nas pesquisas levou a duas consequências.

Para o conjunto das oposições, seja no meio político, seja na imprensa e na sociedade, produziu a impressão de que Serra era invencível contra a candidata “artificial” que Lula tinha inventado. Para o próprio Serra, ela limitou drasticamente as opções. Se, do alto daqueles números, decidisse permanecer em São Paulo, seria como abdicar em definitivo de qualquer projeto presidencial. Até seus aliados na mídia deixaram claro que não aceitariam que fizesse outra coisa. Se recuasse, nunca mais o apoiariam.

Naqueles meses, quem leu alguns de nossos colunistas mais conhecidos ficou com a impressão de que o problema de Serra era Aécio Neves. Na hora que o mineiro aceitasse a “candidatura natural” e cerrasse fileiras, assumindo o lugar de vice, não haveria mais obstáculos entre Serra e o Planalto. Lula, o governo, e Dilma não seriam problema: as pesquisas (sempre elas) mostravam que a candidata de Lula “não decolava”.

A vantagem de Serra levou as oposições a outro equívoco grave. Como nenhum nome aparecia com pontuação relevante, elas se convenceram de que não precisavam de outros. Bastava Serra, com seus 45%. Mais candidatos, de outros partidos, seriam apenas um diversionismo. Elas se achavam tão fortes (em razão das pesquisas) que queriam ir logo para o confronto com Lula e Dilma.

Uma leitura estática e limitada das pesquisas conduziu as oposições àquilo que Lula tinha antecipado que fariam: viriam com Serra e apenas com Serra. O plebiscito que tinha imaginado como condição de sucesso para quem o representasse estava pronto. Seria Serra contra sua candidata.

Lula nunca fez a leitura ingênua que seus adversários fizeram das pesquisas. Para ele, era totalmente irrelevante saber de quantos pontos Dilma partia. Só o interessava o cálculo de onde ela poderia chegar. Enquanto o PSDB e alguns jornalistas versados em pesquisas faziam as contas de “quantos pontos Serra tem”, ele olhava para a frente.

Quando, em dezembro de 2009, Aécio resolveu sair da disputa pela vaga tucana, a crônica de 2010 começou a ser escrita. Mês a mês, semana a semana, dia a dia, tudo o que aconteceu de lá para cá pôde ser antecipado.

É pouco provável que o resultado da eleição fosse diferente se Dilma enfrentasse Aécio. Mas é certo que as oposições sairiam da eleição mais bem situadas para o futuro.

Confirmado o resultado esperado, será a morte política de uma geração de lideranças oposicionistas, que terá ido embora sem preparar novos quadros para as eleições de 2014 (e as seguintes).

O melhor que teriam feito era admitir que ninguém derrotaria Lula neste ano, e mirar nas próximas. Era hora de lançar rostos para o futuro: um candidato a presidente que não estivesse, irremediavelmente, preso ao passado e um vice que não fosse motivo de chacota.

Cometendo os erros que cometeram em 2010, as oposições adiaram seus projetos de retorno ao poder por tempo indeterminado. Bom para quem deseja que o PT chegue ao que os tucanos tanto almejaram (e não conseguiram por incompetência): permanecer no poder por 20 anos.


* Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

sábado, 28 de agosto de 2010

ERREI E PEÇO DESCULPAS. NA VIDA, ÀS VEZES, VOCÊ SE ENGANA

O "poste" dá adeus ao Serra


Você que me acompanha não se engane.
Não sou eu quem está lhe pedindo desculpas.
Quem lhe pede desculpas é o IBOPE.
O Estadão, as Organizações Globo e a elite brasileira fazem genuflexão para o eleitor brasileiro.

Quem lhe pede desculpas é o Sérgio Guerra pela sua bafejada truculência.
O Arthur Virgílio, o Tasso Jereissati e Agripino Maia (esse já até foi absolvido depois de ter sido massacrado por Dilma Rousseff no Senado).
Quem lhe pede desculpa pelo grasso erro, desses erros que de vem em quando qualquer um pode cometer é nada mais nada menos que Carlos Augusto Montenegro, o portentoso comandante do maior instituto de opinião do País, o IBOPE.

Ocorre que o erro do Montenegro não se justifica como se tivesse sido um engano banal desses que a vida, vez por outra, te dar o direito de cometer.
Há um ano, a arrogância e o preconceito se personificaram na pessoa do presidente do instituto aliado da Globo e de seu candidato ganhando voz e tornando público e extemporaneamente um pensamento político e ideológico que, pela posição que o cargo lhe faculta, jamais teria o direito de revelá-lo.

Faz um ano que o Carlos Augusto Montenegro profetizou: Lula não elegeria um “poste”.
O “poste” do IBOPE atende pelo nome de Dilma Rousseff e está hoje com 51% dos votos dado pelo... IBOPE.
Ela abriu 24% de vantagem sobre o candidato do IBOPE.
Montenegro volta à IstoÉ e faz a sua mea-culpa.
“Errei e peço desculpas” – humilhou-se.
“O Brasil já tem uma presidente. É Dilma Rousseff” – reconheceu.

Espetacular, isso!

Cá pra nós, eu juro que já sabia.
O ex-presidente do Botafogo deu a mão à palmatória. “Dilma é um animal político”, como Lula havia dito também à IstoÉ.

A lista dos pecados revelados na confissão do Montenegro é uma enormidade.

Saboreie-se:

O PSDB está perdido.
Cada vez mais a vitória de Dilma no primeiro turno fica cristalizada.
Essa eleição acabou.
Lula vai sair como o melhor presidente do Brasil. Um pouco acima até do patamar de Getúlio Vargas e de Juscelino Kubitschek.
Dilma está mostrando muito mais capacidade que os adversários e mostra que tem preparo para ser presidente.
Ela tem mostrado capacidade de gestão, equilíbrio, tranquilidade e firmeza.
A campanha do Serra está velha e antiga. Não tem novidade. O PSDB repete 2002 e 2006. Está transmitindo para o eleitor uma coisa envelhecida.
O Brasil nunca viveu um momento tão bom.
A virada de Dilma Rousseff na corrida para presidente da República se deu antes da TV.
A população está de bem com a vida. Quer continuar esse bom momento. O Brasil quer Dilma presidente.
Nunca vi vice ganhar eleição. Nem perder.

No JN desta noite sairão os números da pesquisa IBOPE que, para boa parte do Brasil não é mais novidade porque ela está na grande rede desde as dez da manhã.
Quero ver o Ali Kamel repercutir a entrevista do Montenegro.
E quero ver também o Álvaro Dias dizer que o IBOPE não merece ser levado a sério.

Aliás, falando em credibilidade, você não acha que a conversa do José Serra não virou uma massa envelhecida e bolorenta?
Essa eleição não acabou ainda.
Porque o Serra vai acabar na casa dos 24%.

Fala sério!

























quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A DIREITA OPOSICIONISTA ATIRA PARA TODOS OS LADOS

O Álvaro sempre erra o alvo



A oposição – no Congresso e na mídia – tenta a todo custo criar e emplacar novos factóides.
E requentar outros.
O bombardeio tem sido pesado.
Tanto que o “caosaério” está de volta.
Na mídia pró-serra.
O pai das CPI’s natimortas, o ex-vice de Serra e hospedeiro nato da arrogância, Álvaro Dias, delirou.
Ele quer que sejam ouvidos pelo Senado a servidora Antonia Aparecida Santos, da Receita Federal e um certo Demetrius Felinto, ex-servidor do Palácio do Planalto.
O último teria feito grave denúncia ainda a respeito da secular e invisível visita que a inlembrada ex-secretária da Receita, Lina Vieira, teria feito à Casa Civil.
O circuito de câmaras teria sido desligado para não flagrar a imagem de Lina.
Esforço absolutamente dispensável.
Câmeras de segurança não captam visões nem fantasmas.
Lina vieira pode ter estado apenas em sonho onde nunca esteve na vida real.
Factóide requentado assim seria um risco mortal à saúde, se fosse ingerido como alimento ou bebida.
Felizmente, não passam de leviandades frutos de cérebros e mentes deformadas com uma derrota que se desenha em curtíssimo prazo.
Mentiras que a sociedade não digere.
A segunda oitiva, de acordo com o hipócrita e preterido Álvaro Dias, seria da servidora afastada da Receita, Antonia Aparecida Rodrigues Santos.
Ela teria violado o sigilo fiscal do fenomenal Eduardo Jorge.
Uma figura sem nem um significado.
O líder do Governo no Senado, Romero Jucá, diz que Álvaro Dias está fazendo curtina de fumaça.
Prática corrente dele.
Os dois não são obrigados a comparecer e só o fariam se assim lhe conviessem.
Criar fatos, protagonizar factóides, fazer a agenda política e conduzir sua discussão.
A oposição no Congresso Nacional tem na mídia sua aliada.
A mídia serrista e direitista agora se rebola para mostrar ao mundo o Lula desinformado.
O Lula emotivo, fraco e abobalhado que se derrete diante de uma adúltera iraniana.
Um despreparado internacionalmente que mete os pés pelas mãos quando o assunto é adultério no Irã.
Lula – escancara a esgotada e irresponsável mídia a –atropela a chancelaria e desrespeita a cultura daquele país.
A mídia pateticamente se esforça em nos fazer crer que Lula quer mudar as leis persas.
Para livrar da morte uma tal Sakineh Mohammadi.
Que pecado, esse!
Quem lê nas entrelinhas e usa os dois “hemisférios” cerebrais, sabe da capacidade de Lula e de seu elevado espírito.
Mas Lula seria a penas um ingênuo que não sabe o que é o apedrejamento de uma mulher muito menos o Alcorão.
Os “especialistas” da CBN - e o PIG por extensão - tentam ridicularizar Lula pelo seu gesto.
A mídia pró-serra faz o papel de partido do Serra.
Já que o site do PSDB terá que ficar dez dias fazendo propaganda pro PT na sua página principal a mando da Justiça Eleitoral.
É o Direito de Resposta às asneiras ditas pelo aborígine do Serra que ligou o PT ao narcotráfico na página tucana.
Crimes que teve o apoio maciço e intransigente da mídia.
Os demotucanos são uns inconseqüentes e incorrigíveis.
Há precedentes.