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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

COISAS QUE SÓ A POLÍTICA EXPLICA

Em situações inversas, mas parecidas, as eleições do dia 3 de outubro para o governo do Pará e presidencial foram generosas em apresentar surpresas.
Se no plano nacional a prorrogação da eleição em um segundo turno foi comemorada pelos tucanos e aliados, no Pará estes, a contragosto, ruminaram, mas tiveram que engolir o resultado obtido pela candidata do PT, a governadora Ana Júlia Carepa.

Ela ressurgiu de um cenário obscurecido pelo que parecia ser uma derrota inadiável logo no primeiro tempo da partida para o que está sendo considerada uma nova eleição.
A vitória de seu adversário Simão Jatene teve gosto de derrota.
Para ele.
A linha tênue que o separa de Ana Júlia é de algo em torno de 450 mil votos.

Quase nada.

Se levarmos em conta as alianças que Ana Júlia poderá fazer.
Sobretudo com o PMDB de Jader Barbalho, cujo candidato a Governador, Domingos Juvenil, teve 10,79% dos votos válidos.
O Psol conquistou 3% do eleitorado paraense.

É evidente que o PSDB também tem o direito de tentar atrair o apoio de Jader à candidatura de Jatene para a disputa de 31 de outubro.

Mesmo porque até o próprio senador tucano eleito, Flexa Ribeiro, fez dobradinha com o cacique peemedebista.
E, igualmente Ana Júlia, pedia votos para Jader.

Jader, um ficha suja!

Hoje com sua candidatura cassada.
Nessa o Flexa foi astuto, argucioso. Enquanto o Jader...

Coisas que só a política explica.
Nada disso, todavia, quer dizer que os acordos possam estar definidos.
Seria precipitado afirmar que Jader penderá para a candidata que tem o apoio do Presidente Lula ou ficará com quem lhe faz oposição.
Cabe lembrar que Michel Temer é vice na chapa de Dilma Rousseff.
Dilma saiu na frente de Serra com 48% dos votos no Pará.

Temer é do PMDB – partido que fez a segunda bancada na Câmara – amigo e companheiro de Jader.
O que não significa que o fisiologismo do PMDB não possa nos deixar na mão.
E Jader vá de mala e cuia se aninhar com Simão Jatene.
Mas essa é uma possibilidade um tanto quanto improvável.

Não acredito que isso decidiria a eleição em favor da governadora assim como a decisão de Marina Silva não seria fator determinante na eleição para o Planalto – mas convém lembrar que Jader não é Marina e o PMBB não é o PV.
Jader ainda mantém enorme poder de liderança e prestígio sobre os peemedebistas.

O PMDB no Pará - queiram ou não, tem a cara e a voz de Jader.
Jader é o PMDB.
O PMDB é o Jader.

Tudo o que for dito não será nada além de meras especulações.
Como o resultado da votação de 3 de outubro, as eleições para o segundo turno ainda trarão muitas surpresas.
Como uma nova eleição para Senador.

Sem Jader e Paulo Rocha, evidentemente.
Uma janela salavadora que se abriria para o deputado derrotado Gerson Peres.















segunda-feira, 6 de setembro de 2010

POR QUE ANA JÚLIA VAI GANHAR A REELEIÇÃO

As pesquisas de opinião que dão a apoteótica vantagem da candidata do PT à Presidência sobre o seu principal concorrente mais do que um afago é uma incontida carícia no ego de quem por ela tem preferência.

Quem ousar negar esse sentimento de prazer é porque está faltando com a verdade.

Até o mais discreto dos discretos dos eleitores de Dilma Rousseff já não se contém em demonstrar sua convicção na vitória logo no dia 3 de outubro.

Muitos são os que dizem que pesquisa não ganha eleição.

Antes de adentrar a barca das pesquisas o bom senso recomenda que se analisem as tendências.

São as tendências que confirmam e homologam a lógica das pesquisas indicando a inclinação do eleitor.
No caso da eleição presidencial pesquisas e tendências apontam uma hecatombe: a vitória irreversível de Dilma Rousseff logo no primeiro tempo de jogo.

No Pará a única pesquisa Ibope/TV Liberal mostra o tucano Simão Jatene à frente da governadora Ana Júlia.
Trata-se tal levantamento de um retrato momentâneo da eleição no Estado e seria querer demais que o resultado fosse diferente.
A tendência é que o quadro mude de configuração para o segundo turno.

E mudará.
Em favor de Ana Júlia.
Sem dúvida.

Porque a governadora paraense é a candidata de Lula e “filha” da virtualmente eleita Presidente, Dilma Rousseff, a Mãe do PAC... e dos brasileiros.
Esse fator deve ser levado em conta a partir de 4 de outubro e quem não o fizer se esborrachará.

Ana Júlia tenderá a crescer deixando Jatene para trás. Na lona.
Explica-se: O tamanho da surra de Dilma no Serra é de 52% a 31% e ainda tem 9% dos votos da candidata verde, Marina Silva que deve voltar para o anonimato em Rio Branco.

A vantagem de 10% do tucano Simão Jatene não dá nem pra saída no segundo turno.
Ana Júlia vai colar de vez em Dilma e Lula.
E olhem que esses 10% do Ibope são absolutamente questionáveis.

É tão possível quanto provável que Jatene não tenha nem 5%.
Assim como tudo indica que Dilma Rousseff esteja na casa dos 60%.

Como se nada disso bastasse, temos ainda o candidato do PMDB, Domingos Juvenil.
Pelo menos 6% dos eleitores declaram que votarão nele para governador.
Importa lembrar que Juvenil é do partido do vice na chapa de Dilma, o Deputado Michel Temer.

E não se falou nem de Jader Barbalho ainda.
Jader terá uma votação estrondosa para o Senado.
Se será eleito e se eleito tomará posse, isso depende do STF.
Nada mudará a vontade do eleitor jardista de votar em Ana Júlia.
Ou vocês acham que Jader vai pregar o voto no Jatene, contra o Vice Presidente eleito e seu próprio Partido?

Jamais.

Simão Jatene não resiste a um comício de Ana Júlia com Dilma e Lula.

Fico a imaginar o Serra, com seus humilhantes 18% - é o quanto ele terá em 3 de outubro – pedindo votos para algum candidato, quanto menos pro Simão Jatene.

O que ele teria a dizer?
A batalha está apenas nas preliminares.
A onda vermelha ainda nem começou no Pará.



























domingo, 11 de julho de 2010

LEI DA PROPORCIONALIDADE DE GÊNERO NOCAUTEIA COLIGAÇÃO TUCANA NO PARÁ

Ele foi pescar... e deu no que deu.



Deu no O Liberal: "Ação pode derrubar coligação utcana"

A coligação 'Juntos pelo Pará (PSDB, PPS, PMN, PRP, PSDC e PRTB)' que dá sustentação e palanque ao presidenciável José Serra no Pará pode vir à nocaute antes mesmo do início do primeiro round da luta, propriamente dito.
Tudo por desobediência à proporcionalidade das cotas eleitorais para homens e mulheres.
E perderá, de um só golpe, nada menos do que 36 candidatos.
De uma lista de 42 concorrentes que lutariam por uma vaga na Assembleia Legislativa, 22 sairão do ringue.
De modo semelhante, dos 28 postulantes a uma cadeira na Câmara Federal, 14 serão alijados por antecipação.
Os tucanos foram com muita sede ao pote.
E não observaram o exposto na Lei Eleitoral 9.504, sobretudo no que diz seu artigo 10, parágrafo terceiro.
Cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% (trinta por cento) e o máximo de 70% (setenta por cento) para candidaturas de cada sexo'.
De 2009, os tucanos, alegam que não conseguiram interpretar fielmente o texto.
Que pena!
Se a 'Juntos pelo Pará' lançou seis mulheres como candidatas à Assembleia Legislativa, só poderia lançar um número equivalente a 70% deste total feminino, que é 14 candidatos do sexo masculino.
Ao invés disso, lançou 22.
Vai ter que excluir o excedente.
Para a Câmara os tucanos teriam que lançar oito mulheres.
Lançaram apenas quatro.
O advogado Inocêncio Mártires, da coligação "Frente Popular Acelera Pará", liderada pela Governadora Ana Júlia, protocolou no TRE-PA, uma ação de impugnação de registro de coligação por violação à Lei Eleitoral 9.504, com base nos fundamentos da proporcionalidade de gênero, que pode mudar o cenário político das eleições deste ano.
Vai custar caro aos tucanos, o “descuido”.
A dissolução da coligação é dada como certa assim como o indeferimento dos registros dos candidatos nas chapa proporcionais.
Todas as candidaturas serão perdidas.
Os novos registros serão feitos individualmente.
Não haverá mais coligação.
Foi para o espaço a chapa tucana.

Os exponencialmente prejudicados são José Serra e o candidato a governador pelo PSDB, Simão Jatene.
(Esse último, um exímeo pescador).

Mas a lista é amazônica.
A derrota, um vexame.
Digna de uma história de...
Pescador!
Tudo porque, como diz o advogado Inocêncio Mártires, o clube do Bolinha preteriu as “Luluzinhas” tucanas e aliadas.
Nada há fazer.
Quem mandou ir pescar?!
Para ler a matéria no site de O Liberal, clique aqui.

terça-feira, 22 de junho de 2010

GLOBO DESCONSTROI LULA. ELA PREFERE O CAMERON. A GLOBO ACREDITA EM AVATAR

Rio Xingu, no Pará. Como bem avisou Cameron: aqui jaz Altamira



O Presidente Lula esteve no Pará, nesta segunda feira.
Em Altamira e Marabá.
Em discurso, Lula assegurou que a Usina Hidrelétrica Belo Monte será construída sem que se cometa os erros do passado.
Os de Tucuruí, por exemplo.
O Presidente participou de ato em favor da construção da usina.
Belo Monte é garantia de desenvolvimento da região do Xingu.
Um grupo de jovens protestou contra Belo Monte.
Lula levou na esportiva.
E disse que quando jovem também foi contra a Hidrelétrica de Itaipu.
Dizia-se que o lago inundaria toda a Argentina.

Vocês já devem ter reparado que sempre há um estrangeiro dando palpite sobre o que o Brasil faz ou deixa de fazer.
São os “gringos” que se acham importantes e nos consideram de segunda classe, uma tribo subdesenvolvida em todos os aspectos.
Lula criticou esses ‘gringos' que protestam contra a usina de Belo Monte
'Precisamos mostrar que sabemos cuidar da nossa floresta', disse.
Lula tem sido permissivo a passar da conta com esse tipo de gente.

Há um divisor de águas entre as informações do site oficial da Presidência da República e a manipulação do G1 na cobertura da viagem de Lula ao Pará.
O site da Globo, vergonhosamente, dá especial ênfase à interferência de um gringo (James Cameron) sobre as questões do Estado brasileiro e de nossa soberania.
Com sua jabulani murcha – e o mundo todo mandando calar a boca – na Copa da África do Sul onde perdeu definitivamente o controle sobre a Seleção Brasileira e o poder de dar pitacos até no cardápio dos jogadores, da mesma forma que vê fraquejar sua interferência na agenda política brasileira, a Globo tenta dar voz e importância a um gringo para o qual Belo Monte “não é um problema só do Brasil”.
Ele afirmou que iria pedir apoio dos congressistas norte-americanos na luta contra o projeto.
E rosnou: “Vou para Washington para conversar com senadores”, disse.
Talvez tenha tentado dizer que iria à Brasília.
Mas o G1 achou isso o máximo.
É de dar dó.

Lula disse que esses “gringos” metem o nariz onde não chamados e que os problemas do Brasil serão resolvidos pelos brasileiros.
Lula ressaltou que foram destinados R$ 4 bilhões no projeto da hidrelétrica para preservação ambiental na região do Rio Xingu e compensações à população ribeirinha.
O G1 tem a figura de um tucano sob a sua logomarca.
E trabalha para eleger Serra no Brasil e o senador Simão Jatene no Pará.
Para isto, o G1 não pensa duas vezes para ridicularizar o Estado governado por uma mulher do PT que busca a reeleição.
A governadora Ana Júlia Carepa.
O G1 só ouviu o Presidente reclamar do calor e do desconforto sob uma tenda de lona, pior da dos sem-terra.
“Nem eu estou aguentando isso aqui”, teria dito Lula.
“Os lagos da represa da hidrelétrica vão inundar 30 terras indígenas legais e afetarão um terço do município de Altamira”
Será o apocalipse.
Só mesmo os senadores de Washington, a requerimento do grande “avatar” James Cameron, salvarão o Xingu.
O G1 acredita nisso.

terça-feira, 15 de junho de 2010

CANDIDATURA DE SERRA SE ESFACELA

CONFIRMA


Insatisfeito com Serra, DEM começa a se desgrudar de tucanos

A provável adesão do DEM à reeleição da governadora Ana Júlia Carepa (PT) no Pará, e o apoio declarado do líder do partido na Câmara paulistana, vereador Carlos Apolinário (DEM) ao candidato a governador de São Paulo, senador Aloizio Mercadante (PT e aliados) evidenciam o crescimento da crise vivida pelos demos e pelas candidaturas tucanas de José Serra-presidente / Geraldo Alckmin-governador.
A dissidência do DEM só se amplia em São Paulo desde que há duas semanas Mercadante tomou café da manhã com 13 vereadores paulistanos, entre os quais outros integrantes de legendas que oficialmente apoiam Serra-Alckmin mas seus vereadores aderiram ao candidato a governador pelo PT.

Serra vê assim desmilinguir-se seu principal aliado, o DEM, num momento em que está cercado de crises por todos os lados: permanece em queda contínua nas pesquisas eleitorais há um ano e meio; Alckmin, principal candidato a governador por seu partido no maior colégio eleitoral do país tem sido acusado de fazer corpo mole e se negar a entrar em sua campanha; além do fato de que até agora não tem vice e o DEM não aceita abrir mão da vaga para um tucano ou tucana.

As candidaturas Serra-Alckmin tem problemas ainda mais acentuados em São Paulo onde enfrentam: divisões dentro do PSDB; apoio apenas formal do prefeito paulistano Gilberto Kassab (DEM) a Alckmin; e crise com o PTB pela exclusão de Romeu Tuma da chapa para o Senado e da coligação que apoia Alckmin.

Indefinição amplia encrenca

A falta de um nome para ser o vice na chapa do PSDB e a relutância em escolher alguém do DEM para o posto estão tornando o atual momentoi da candidatura Serra bastante difícil, bem ao contrário do que previam os analistas que, no mês passado, profetizaram que se maio tinha sido o mês bom de Dilma, junho seria o mês bom de Serra.

Serra teria comentado com pessoas de seu círculo mais próximo que não vê nos quadros do DEM nenhum nome que possa somar com a sua candidatura. Setores do partido de direita, no entanto, cobram do aliado paulista o cumprimento do acordo que lhe assegurou a parcela de 40% do tempo de TV para os programas da campanha eleitoral.

O único nome passível de aceitação por parte do DEM, segundo interlocutores de ambas as legendas, seria o do ex-governador Aécio Neves, que já declinou do convite, sugerindo que o senador Tasso Jeireissati ocupasse a vaga. Tasso, por sua vez, também não aceitou a missão por considerar que não tem "o perfil do Marco Maciel (vice-presidente no mandato José Sarney)", em referência ao seu temperamento difícil e conturbado. À exceção de Aécio, qualquer outro nome poderá significar o rompimento do acordo com os democratas, segundo dirigentes da legenda ouvidos pelo site Correio do Brasil.

Serra tem sido taxado, dentro do próprio partido, como centralizador e dono de um humor irascível, fato que o levou a desmentir a versão de mau humorado em seu discurso de lançamento da campanha eleitoral, durante o qual pediu a confirmação ao senador Jereissati, ex-desafeto político nas últimas eleições presidenciais, há quatro anos, e considerado ainda mais irritadiço. Também o acusam de se manter longe da máquina partidária e a decidir a agenda de viagens sem consultar as bases da legenda.

Não têm sido poucas as reclamações, em público, de integrantes do DEM contra a indecisão tucana. Um dos dirigentes do partido aliado aos tucanos disse a um jornalista, na segunda-feira, que já teria "mandado o Serra para os infernos" se o partido tivesse a menor chance de lançar um candidato ao cargo majoritário do Executivo. Setores da direção partidária do DEM, no entanto, ainda tentam negociar as condições para que a legenda se mantenha ao lado dos tucanos, em condições menos desvantajosas do que aquelas apresentadas, até agora, pela direção da campanha serrista.

Um dos bombeiros tem sido o senador José Agripino Maia, líder do DEM no Senado. Ele defende a idéia de que um vice tucano para José Serra não seria um mau negócio, desde que ficassem acordadas as vantagens do partido no caso de vitória da coligação, nas urnas, em outubro. Já o presidente da legenda, Rodrigo Maia, e o senador ultraconservador Jorge Bornhausen, no entanto, têm buscado nomes para indicar ao posto, que querem ver ocupados por alguém do partido, o quanto antes. Filho de César Maia, ex-prefeito do Rio e líder da extrema-direita brasileira, Rodrigo não nutre a admiração que Serra desejaria de um aliado. Ele era cabo eleitoral de Aécio para o posto hoje ocupado pelo tucano paulista.

Enquanto isso, o tempo para Serra decidir quem será o seu vice se afunila. A convenção nacional do DEM está marcada para o próximo dia 27. No edital de convocação está a aprovação da aliança com o PSDB e a homologação do candidato a vice-presidente na chapa que concorrerá à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se não houver a escolha deste nome, os convencionais do DEM não terão o que votar, assegurou um dos dirigentes do partido. Sem votação não há aliança e, sem aliança, a direita terá registrado o maior golpe desde as eleições diretas para o cargo que, hoje, vêem ficando cada vez mais distante.

Do Vermelho, com informações do Correio do Brasil

sábado, 22 de maio de 2010

SANTA MARIA NO MAPA DO PARÁ

Elas estão trilhando o caminho da parceria





Na sexta feira da semana passada, dia 14 do corrente mês, ocorreu um fato que serviu para desmistificar uma lenda.
Uma história segundo a qual Santa Maria não existe no mapa.
Aquele episódio foi a senha para descortinar essa mentira.
Uma mentira que, de tanto ser repetida, já parecia verdade.
Pois duas excepcionais mulheres honraram Santa Maria e o santamariense.
Ana Júlia Carepa, Governadora do Pará.
E Marifrança do Socorro Oliveira, Prefeita do nosso Município.
Castanhal foi o local da cerimônia de entrega das máquinas e caminhões pelo Governo do Estado aos gestores municipais.
Santa Maria teve o privilégio de receber o Kit Faz Estrada, do Programa Caminhos da Parceria, composto de uma patrol, um trator, uma enchedeira e uma caçamba.
Uma doação de aproximadamente dois milhões de reais.
Quatro equipamentos denominados de patrulha mecanizada.
Uma inovação. Um feito inédito no âmbito político moderno.

Na última vez que Santa Maria ganhou algo do Estado a televisão ainda transmitia em preto e branco.

A importância desses equipamentos para Santa Maria só encontra precedente no simbolismo do gesto da Governadora e da Prefeita.
Uma parceria cujo resultado só tem um ganhador: a população.
O povo é o grande beneficiado.
Sem apego às ideologias e cores partidárias e conscientes de que o diálogo está além das disputas eleitorais, as gestoras exemplificam que os palanques políticos devem ser desarmados após cada eleição.

É comum em Santa Maria os palanques continuarem armados. Sobretudo os daqueles que não obtiveram êxito no pleito eletivo.
Tem também a permanência do palanque de quem, mesmo sendo eleito, não contou com o voto de quem fez outra opção eleitoral.
Uma mentalidade arcaica que só contribui para o atraso.
Felizmente Ana Júlia e Marifrança divergem desse tipo de pensamento.
Quem projeta seus ideais tendo em vista o bem estar do povo estabelece parcerias nesse sentido.

O principal objetivo dos governos estadual e municipal é a melhoria da qualidade de vida da população, sobretudo dos colonos que, com a chegada do verão, terão suas estradas recuperadas.
As máquinas já estão aí. À espera do Sol.

Santa Maria está, sim, no mapa do Pará e rumo ao desenvolvimento.
Está, também, de parabéns.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O PARÁ É ONDE COMEÇA O FUTURO DO BRASIL


Vermelho: Lula admite 2 palanques pró-Dilma e volta a defender Belo Monte

Após lançar um programa de incentivo à produção de óleo de palma e entregar títulos de licenciamento ambiental para 3,7 mil agricultores em Tomé-Açu (PA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta (6) aos jornalistas que a unidade da base aliada era o ideal, mas se não for possível haverá dois palanques nos estados a favor da candidatura Dilma. Lula também voltou a defender a construção da Usina Hidrelétrica (UHT) de Belo Monte.

O presidente primeiro negou que havia afirmado que dois palanques nos estados seriam prejudicial à candidatura Dilma. “Isso é o contrário de tudo que eu venho dizendo, desde que nós estamos construindo a nossa candidatura”, alegou.
Segundo ele, o ideal era a unidade da base em torno de um candidato à Presidência e outro no Estado. “Se isso não for possível, nós vamos ter de encontrar um jeito de que as pessoas possam ter um palanque, possam ter dois palanques”, afirmou.

No caso do Pará, onde a governadora Ana Júlia Carepa (PT) pode enfrentar o deputado Jader Barbalho (PMDB) no seu projeto de reeleição, o presidente disse que ainda é cedo para apostar na divisão da base.

“Nós temos até junho para resolver isso. Eu acredito muito na capacidade de discernimento das pessoas, como eu acredito muito na capacidade de articulação política da direção do meu partido, da governadora Ana Júlia. Estou convencido de que a gente pode construir alianças aqui no estado do Pará.”
Sobre a verticalização das alianças no país com o PMDB, Lula afirmou que essa condição não se aplicaria aos peemedebistas. “Eu não diria verticalizar, porque tem estado em que o PMDB é radicalmente contra o governo, como o estado de Pernambuco, por exemplo. Eu não espero nada em Pernambuco. Eu espero que a maioria e que a direção do partido esteja na posição melhor, que é a posição da aliança política”, argumentou.

Defesa de Belo Monte

O presidente também voltou a defender a construção da usina de Belo Monte. Afirmou que as pessoas precisam lembrar que o reservatório atual do lago no projeto “é menos da metade do que era o projeto original” e que o governo tem R$ 3,5 bilhões para serem gastos nas mitigações ambientais e na área social.

“Eu acho que o Pará tem que fazer uma briga nacional. O meu objetivo com a Vale do Rio Doce é de tentar industrializar o Pará. É por isso que nós estamos trazendo a Petrobras para produzir biodiesel aqui, porque nós queremos fazer com que aqui tenha indústria, não apenas levar madeira ou levar minério de ferro, ou levar bauxita, alumínio. Então, eu penso que as pessoas precisam compreender o que pode acontecer com uma hidrelétrica”, disse.

Referindo-se a questão ambiental, o presidente disse que o governo aprendeu a não repetir as mazelas do que foi feito na década de 60 e 70 quando as pessoas eram “simplesmente expropriadas das suas terras e ficavam ao deus-dará”.

“Não! Nós queremos cuidar com carinho, nós fizemos todas as audiências públicas. Mas eu estou convencido de que a maioria do povo do Pará quer a hidrelétrica e quer outras coisas que têm que vir pra cá.”

De Brasília,
Iram Alfaia

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

DEZEMBRO QUENTE NA POLÍTICA DO PARÁ

Não é somente o Sol que incide no Equador nem tampouco o fenômeno El Niño quem aquecem o Pará em dezembro.
A política também pega fogo, decisões inesperadas são tomadas e a saída de políticos ilustres dos bastidores, anunciadas.
Tudo às vésperas da chegada do Bom Velinho.
Papai Noel não encontrará outro velinho nas hostes tucanas paraenses.
O ex-governador Almir Gabriel anunciou sua desfiliação do PSDB.
Ele abandonou o partido em 14 de dezembro.
Almir foi um dos fundadores da sigla e seu primeiro governador tendo administrado o Estado de 1995 a 2002.
Simão Jatene o sucedeu em 2003 e em 2007 foi derrotado pela atual governadora, Ana Júlia Carepa.
O reinado tucano no Pará durou 12 anos.
E em 2010 eles planejam fazer novo ninho no Palácio do Governo.
Mas já começaram a tarefa divididos.
Almir Gabriel se sentiu preterido e discriminado em função da idade.
Ele tem 71 anos e queria ser o candidato apontado pelo partido.
Mas o PSDB preferiu lançar o nome de Jatene.
Aí, Almir não resistiu.
O PSDB também não resistirá.
Dezembro estava só começando. Ainda estava na fase dos aquecimentos quando uma bomba explodiu na capital Belém.
A justiça cassara o prefeito da cidade.
Juntamente com o seu vice.
Duciomar Costa e Anivaldo Vale foram acusados de abuso de poder e propaganda irregular quando de sua reeleição, em 2008.
Era 04 de dezembro.
Depois e, como sempre, a Justiça concedeu liminar mantendo prefeito e vice nos respectivos cargos até o julgamento do recurso da defeza.
A decisão sai somente em 2010.
Quem cassou Duciomar e Anivaldo foi o juiz Sérgio Andrade Lima.
E quem os mateve no cargo foi o juiz José Maria Trindade do Rosário.
O segundo colocado nas leições que elegeram o prefeito cassado e autor da ação que pede seu afastamento é José Priante, do PMDB.
Duciomar é filiado ao PTB e seu vice pertence ao Partido da República (PR).
Dezembro está sendo tão quente na política paraense o quanto deverá ser em 2010 quando Ana Júlia, que é do PT, tentará permanecer à frente do Estado.
Ela terá a imprescindível ajuda do Presidente Lula.
O tucanos esfriarão o “clima” trazendo de São Paulo para apoiá-los o Senhor das Águas, o Zé Alagão.
Isso, porém, se ele não seguir os passos de Almir Gabriel.