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terça-feira, 22 de junho de 2010

GLOBO DESCONSTROI LULA. ELA PREFERE O CAMERON. A GLOBO ACREDITA EM AVATAR

Rio Xingu, no Pará. Como bem avisou Cameron: aqui jaz Altamira



O Presidente Lula esteve no Pará, nesta segunda feira.
Em Altamira e Marabá.
Em discurso, Lula assegurou que a Usina Hidrelétrica Belo Monte será construída sem que se cometa os erros do passado.
Os de Tucuruí, por exemplo.
O Presidente participou de ato em favor da construção da usina.
Belo Monte é garantia de desenvolvimento da região do Xingu.
Um grupo de jovens protestou contra Belo Monte.
Lula levou na esportiva.
E disse que quando jovem também foi contra a Hidrelétrica de Itaipu.
Dizia-se que o lago inundaria toda a Argentina.

Vocês já devem ter reparado que sempre há um estrangeiro dando palpite sobre o que o Brasil faz ou deixa de fazer.
São os “gringos” que se acham importantes e nos consideram de segunda classe, uma tribo subdesenvolvida em todos os aspectos.
Lula criticou esses ‘gringos' que protestam contra a usina de Belo Monte
'Precisamos mostrar que sabemos cuidar da nossa floresta', disse.
Lula tem sido permissivo a passar da conta com esse tipo de gente.

Há um divisor de águas entre as informações do site oficial da Presidência da República e a manipulação do G1 na cobertura da viagem de Lula ao Pará.
O site da Globo, vergonhosamente, dá especial ênfase à interferência de um gringo (James Cameron) sobre as questões do Estado brasileiro e de nossa soberania.
Com sua jabulani murcha – e o mundo todo mandando calar a boca – na Copa da África do Sul onde perdeu definitivamente o controle sobre a Seleção Brasileira e o poder de dar pitacos até no cardápio dos jogadores, da mesma forma que vê fraquejar sua interferência na agenda política brasileira, a Globo tenta dar voz e importância a um gringo para o qual Belo Monte “não é um problema só do Brasil”.
Ele afirmou que iria pedir apoio dos congressistas norte-americanos na luta contra o projeto.
E rosnou: “Vou para Washington para conversar com senadores”, disse.
Talvez tenha tentado dizer que iria à Brasília.
Mas o G1 achou isso o máximo.
É de dar dó.

Lula disse que esses “gringos” metem o nariz onde não chamados e que os problemas do Brasil serão resolvidos pelos brasileiros.
Lula ressaltou que foram destinados R$ 4 bilhões no projeto da hidrelétrica para preservação ambiental na região do Rio Xingu e compensações à população ribeirinha.
O G1 tem a figura de um tucano sob a sua logomarca.
E trabalha para eleger Serra no Brasil e o senador Simão Jatene no Pará.
Para isto, o G1 não pensa duas vezes para ridicularizar o Estado governado por uma mulher do PT que busca a reeleição.
A governadora Ana Júlia Carepa.
O G1 só ouviu o Presidente reclamar do calor e do desconforto sob uma tenda de lona, pior da dos sem-terra.
“Nem eu estou aguentando isso aqui”, teria dito Lula.
“Os lagos da represa da hidrelétrica vão inundar 30 terras indígenas legais e afetarão um terço do município de Altamira”
Será o apocalipse.
Só mesmo os senadores de Washington, a requerimento do grande “avatar” James Cameron, salvarão o Xingu.
O G1 acredita nisso.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

FAZER OU NÃO BELO MONTE É QUESTÃO DE SOBERANIA DO ESTADO BRASILEIRO


Você que me acompanha responda rápida e sinceramente.
Na sua casa são normalmente aceitos palpites e intromissões daqueles “vizinhos” que costumam se meter em tudo o que você faz?
O amigo leitor já reparou se esse vizinho “intrometido”, digamos, cumpre o dever de casa antes de se preocupar com a sua?
Porque, via de regra, é sempre assim que funciona.
Quem não deveria ter nada a ver com a nossa vida é dado a questioná-la e por sob suspeita os nossos atos e ações.
Tipo um certo James Cameron. Ele vem a ser o autor e diretor dos filmes Titanic e Avatar.
E só.
Cameron andou ouvindo índios pela Amazônia e lendo relatórios das Ong’s radicalmente opositoras à construção de Belo Monte.
Foi então que resolveu ir à Brasília. Assemelhando-se a um sidicalista, de microfone em punho, incitou a população a radicalizar os protestos contra a Usina.
Bem na porta do Alvorada.
Um estrageiro. Um estranho. Um gringo. Descredenciado e, portanto, desautorizado, intrometendo-se em questões soberanas do Estado Brasileiro.
Fosse um brasileiro a
Washington e fizesse o mesmo em frente à Casa Branca...
Como se não bastasse tamanha petulância e arrogância, o cineasta tentou entregar uma carta dos índios ao Presidente Lula.
Não foi recebido.
Nem tampouco a carta.
Cameron então vai à ONU contar sobre o que Lula está prestes a fazer com a natureza brasileira.
E diz que entregará a mesma carta a Obama.
(Os EUA são aqueles da resistência ao Protocolo de Kioto e Copenhague responsável por emitirem sozinhos, 69% de gases poluentes na atmosfera, com uma média de 16.770 mil toneladas de CO2 (Dióxido de carbono) lançado por ano).
Que absurdo!
Obama tem o dever moral de cuidar do quintal da casa dele. É lá que está a “matriz” poluente do planeta.
Que Obama cuide da sua casa. Que traga de volta os soldados norte-americanos antes que todos sejam mortos no Iraque.
Obama deve respeitar as leis e a soberania de todo e qualquer país, inclusive do Afeganistão, de Cuba e, em especial, a nossa.
Falar que o povo brasileiro não conhece nada sobre Belo Monte porque o projeto não foi discutido é uma sandice.
Belo Monte começou a ser debatida há 30 anos.
O projeto sofreu inumeráveis modificações sempre visando atender demandas ecológicas e ambientais.
O lago formado pela represa do Xingu teve sua área reduzida em 60% do que fora previso e foram realizadas 4 audiências públicas envolvendo aproximadamente dez mil pessoas, dentre as quais, representantes das comunidades, lideranças políticas, MP, OAB e igrejas.
Só para expedir a licença ambiental o Ibama levou cinco anos.
Mas James Cameron quer para si as luzes dos holofotes. E deita falação.
Ele sabe que falar de danos ecológigo dá tanta projeção quanto gera lucros um navio bater de frente com um iceberg.
O canadense tem a informação que a produção inicial de Belo Monte em torno de 11 mil megawattes cairá para 3 mil e ainda, que os índios irão perder o domínio sobre suas terras porque o rio vai desaparecer e eles não poderão mais pescar, comer e viver.
Resumo da hecatombe na visão ficitícia (ele é bom nisso) de Cameron: os índios desaparecerão com o surgimento de Belo Monte.
Se é assim, só mesmo Barack Obama para intervir.
E evitar tão alarmante e descomunal catástrofe.
Temo que James vá também ao Vaticano.
Tenha dó!
E mais respeito com o Brasil.