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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

LULA, O MENOS IGUAL DOS POLÍTICOS

Isso depois de apenas 8 anos de governo


Dou uma passada no melhor site da esquerda brasileira - o Vermelho - e me deparo com uma das melhores, mais brilhante e irretocável postagens publicadas do dia 1º do ano até aqui.
É a descrição fiel e comovente de um emocionado agradecimento da população ao seu Presidente - o retirante de Caités.
Um texto lapidar e histórico.
Como o mandato de Lula.
Lula, o cara, o que fez a diferença.
O menos igual entre os milhares de políticos iguais.
Vá logo ao antológico texto do João Peres.

"Valeu, Lula"

Poucas dores são tão dilacerantes quanto a da despedida. Poucos arrepios são tão imediatos e intensos quanto o do contato com o ídolo. O segundo sistema nervoso, aquele que a rua cria em alguns dos humanos, dá vazão rápida às emoções.

por João Peres, para a Rede Brasil Atual

A mão de Lula parece ter ligação direta com o cérebro alheio e, uma a uma, abrem-se as bocas, inundam-se de lágrimas os rostos apoiados na grade em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, para a despedida do presidente. São roubados quatro ou cinco minutos da posse de Dilma Rousseff, tão históricos quanto todas as horas que as antecederam e as que vão suceder este momento.

Lula, mais uma vez, rompe protocolos e coloca em xeque o lugar comum de que não há espaço para ídolos na política brasileira. Se todos os políticos são iguais, Lula é menos igual que os outros. Faz menos de uma hora que deixou a Presidência da República e já é o ex-presidente mais querido do Brasil dos últimos 50 anos – colocá-lo acima ou abaixo de Getúlio Vargas seria temerário e o melhor é deixar que a história faça esse ranking, se é que se faz necessário.

Sua última cena no Planalto é, também, uma das grandes cenas de sua vida. Não há notícia de um presidente que tenha chegado e saído do poder nos braços do povo. Quando Lula desceu a rampa do Palácio, deveria ter entrado no carro e ido direto ao aeroporto, de onde embarcaria para o patinoso terreno da vida de ex-chefe de Estado. Mas o chamado do povo, o mesmo feito há pouco mais de três décadas, foi mais forte e seria impossível ignorar a existência de uma massa clamorosa por seu líder.

As estatísticas mostram que Lula foi o presidente mais popular, tendo deixado o poder com apenas 3% de rejeição. O que estatística alguma será capaz de dimensionar é a adoração a este homem. A cena da capital federal deste 1º de ano será mais fiel aos fatos que qualquer medição.

O leitor que não teve como visualizar poderia imaginar o seguinte: Roberto Carlos colado na grade do Maracanã abraçando os fãs na antiga Geral. Troque-se o cantor por Lula e o mítico estádio por Brasília e se terá uma visão daquilo a que parte do país assistiu nesse sábado. Não se pode saber se o rosto de Lula está molhado por suor, lágrimas ou a chuva desta tarde quente. Nos olhos, guarda mistério, entre a tristeza, a ternura e o agradecimento.

O povo

Quiseram as regras que o dia consagrado mundialmente à ressaca fosse também a celebração da vontade de um povo – o congraçamento, usando as palavras da nova presidente. Não se pode dizer que essas milhares de pessoas vieram a Brasília simplesmente pela posse: quem apoia Dilma é, via de regra, um apoiador de Lula. Tampouco seria justo afirmar que tenham vindo apenas por Lula: quem o admirou ao longo de oito anos assumiu o pacto de transferir a admiração a Dilma.

Quis a política que essa data fosse, ao mesmo tempo, a assunção da primeira mulher a comandar o país e a saída do presidente mais popular de sua história. Brasília, oito anos depois, é tomada pelo povo, repleta de bandeiras vermelhas e verde-amarelas.

Diz a regra jornalística que os personagens apresentados em uma reportagem devem ser identificados pelo nome e, se necessário, por idade e profissão. Mas, na grade do Planalto, cada pergunta era respondida coletivamente, a fala de um era a fala dos outros, todas dadas ao mesmo tempo, neste mosaico de cabeças e neste jogral de vozes ansiosas por demonstrar fraternidade. Aqueles que têm voz nesta matéria, portanto, serão apresentados sob uma denominação genérica, escolhida ao acaso, como, por exemplo, o povo.

– De onde você veio?

– Macapá. Amazonas. Mato Grosso. Viajei quarenta e duas horas de ônibus. Paraná. Bahia. São Paulo. Foram dois dias na estrada. Sou daqui de Brasília. Fortaleza. Maranhão.

– E o que Lula representa para você?

– Lula, a gente não vai esquecer nunca. É o cara. É o guerreiro. É saúde, é comida, é Bolsa Família. É o símbolo da nossa democracia. Diziam que ele não sabia ler, que não ia conseguir governar, e agora fez até a sucessora.

– E do governo Dilma, o que você espera?

– Vai ser melhor porque ela já sabe tudo o que fizeram de errado com ele. Agora é pensar em segurança e educação. A Dilma já pegou a cama arrumada, é mais fácil. Complicado foi o Lula que pegou a cama toda quebrada.

O ex-presidente, conhecido pelo calor dos discursos, desta vez prefere falar pela boca do povo. Quando abre a sua, acompanhada pelos olhos marejados, fita pela última vez para a equipe que o acompanhou ao longo de oito anos e consegue emitir apenas uma palavra: “obrigado.”

Que nada. O povo é que diz: "Valeu, Lula."

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O RIO DE JANEIRO PRECISA DA SOLIDARIEDADE DO BRASIL

O Rio é uma das mais lindas cidades do mundo.
De lá, o Cristo Redentor, de braços abertos, abençoa o Brasil e acolhe quem o visita.
Os olhos do mundo se voltam esta semana para a cidade maravilhosa não para contemplar suas maravilhas, mas estarrecidos pela violência que lhe assola.

O que ocorre no Rio já ocorreu há dois anos em São Paulo quando o PCC assumiu o lugar do Estado e tirou do cidadão o que este tem de mais sagrado: a paz e a liberdade.

O Rio está sendo vítima do mal que insiste em se sobrepor ao bem.
O errado querendo prevalecer sobre o certo.
Dos bandidos tentando expulsar os mocinhos.
É a guerra do tráfico e suas milícias comandadas de dentro dos presídios, alguns chamados de segurança máxima.
Onde a entrada do celular deveria ser proibida, todavia, toda preparação e ordem de comando para os ataques são feitas, em 98% dos casos, via telefone.

Uma guerra que começou ninguém sabe bem ao certo, assim como não sabemos precisar quando e como acabará.
O certo é que o crime organizado no Rio sofreu sérios revezes e teve que recuar, a despeito de afrontar o estado de direito, causar prejuízos ao País, além de levar a perda de vidas humanas, desestruturando e destruindo os sonhos de centenas de famílias .

Quem assistiu na TV ao choro desesperado dos pais daquela jovem morta dentro da própria casa por uma bala perdida se emocionou e sofreu com eles e por eles.

Não quero indenização, quero minha filha de volta, lamentou o pai da garota.
Ela se chamava Rosângela Alves, tinha somente 14 anos de idade e toda uma vida pela frente.

Não há como não ser solidário com a dor sofrida por nossos irmãos numa tragédia como esta.

O povo carioca não merece passar por isso.
O Brasil não precisa viver tantas experiências marcadas pelo horror e a covardia de criminosos sem alma nem sentimento.

Numa assombrosa estatística numérica da violência a polícia carioca contabiliza a apreensão de duas toneladas de drogas em uma única região da cidade, somados a mais 800 quilos de cocaína encontrados em uma destilaria.

A polícia apreendeu também 44 armas – incluindo 8 granadas, 200 motos roubadas e até localizou um hospital do tráfico que oferecia tratamento aos traficantes feridos.

Os governos estadual e federal se unem numa ofensiva impressionante.

Um total de 20 mil policiais, inclusive das Forças Armadas, polícias rodoviária e federal, formam um contingente jamais visto no Brasil para combater esse câncer da droga que se alastrou no Rio de Janeiro.

É o dobro dos homens que compunham a força de paz para pacificar o Haiti.

Pelos menos 100 carros foram incendiados.
194 pessoas foram presas e 45 morreram.
Do total de mortos, 4 são moradores, pessoas de bem e trabalhadoras, o que é profundamente lamentável.

Quanto aos 41 restantes, ou são bandidos e membros do tráfico ou suspeitos de trabalharem para os criminosos.

E sinto muito em dizer que não tenho certeza se devo lamentar as suas perdas.

Diante do quadro brutal e desumano que estarrece a população carioca e o país, resta, no final desta desimportante e desnecessária crônica, refletir a respeito dos valores éticos e morais de presença tão indispensável às famílias na formação do caráter de seus membros.
Pensar na ação de um Estado cada vez mais comprometido com a educação do seu povo, capaz de propiciar bem estar, emprego e renda, equilíbrio e segurança à sociedade.
Uma sociedade onde o cidadão seja protagonista da sua liberdade e experimente, com incontida alegria, o doce e indescritível sabor da paz.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O TELEFONE, ESSE INCRÍVEL OBJETO QUE FALA

Em outubro passado o Brasil viveu um momento histórico.
Não estou falando da eleição da primeira mulher para a Presidência da República.
Muito embora a vitória de Dilma Rousseff seja bem mais importante e representativa para o nosso país, sob vários aspectos.
Me refiro ao total de aparelhos celulares que ultrapassou ao número de habitantes.
Ou seja, há mais telefones do que gente no Brasil.

Por essa nem o escorcês Alexander Graham Bell esperava.

Graham Bell é o inventor do telefone.
Ele criou um aparelho rudimentar através do qual transmitiu pela primeira vez uma mensagem, em 1876.
E, acreditem, ninguém – com o perdão do trocadilho - nem ligou para ele, isto é, para o telefone de Graham Bell.
E imaginar que tudo aconteceu nos Estados Unidos!

Foi preciso o imperador brasileiro, D. Pedro II, visitar uma feira cultural na Filadélfia, para ver, experimentar e se encantar com o tal invento.
D. Pedro ficou tão maravilhado com o fato de ouvir a voz de quem estava na outra ponta de um fio que gritou: Meu Deus, isto fala!

E como fala!

No caminho dos grandes inventores encontramos sempre um brasileiro genial.
Se na aviação temos o magnífico Santos Dumont e o seu memorável 14 Bis, na telefonia surgiu um certo Pe. Landell de Moura.
Pe. Ladell, além de rezar missa era chegado a uma boa conversa entre duas pessoas através de uma linha elotromagnética.
Aí ele resolveu dar uma forcinha a Graham Bel e aperfeiçoar o uso do telefone.

A sacada do brasileiro foi registrar no Serviço de Patentes dos Estados Unidos três inventos originais, entre eles, o telefone sem fio.
Estava sendo fecundado ali o aparelho celular que temos hoje.
Do celular que, como praga, se alastra pelo país.

O IBGE informou que somos 185,7 milhões de um povo que tem entre si a absurda quantidade de 194,4 milhões de celulares.
Isto quer dizer que se cada brasileiro resolvesse dar um passeio com um celular na mão (ou no ouvido) praticamente 10 milhões de aparelhos ficariam em casa aguardando a próxima oportunidade para dar uma saidinha.
Desse total de celulares, 82,19% são pré-pagos, sendo que o restante paga a conta depois que usa o serviço.

Somente em outubro deste ano foram 3 milhões de linhas móveis e nos últimos 12 meses 26,4 milhões de novos aparelhos foram adquiridos.
Somente de janeiro a outubro de 2010 nada menos do que 20,4 milhões de celulares foram ativados.

Daí que a vitória da Dilma ser a vitória de um país cujo povo pode ter acesso a bens de consumo e de mercado.
Um povo que, com renda, ganha crédito e faz a roda da economia girar.

O Brasil superou proporcionalmente países como EUA, França, Alemanha e Canadá, e só perde para a Rússia.
Lá tem mais telefones sobrando entre os russos do que aqui.

E, para terminar: Brasília é a cidade brasileira que se destaca por oferecer os melhores salários pelos menores esforços.
Pois vem da Capital Federal também a notável descoberta: lá existe não apenas um, mais a proporção de dois celulares para cada habitante.
Deve ser porque Brasília é o cérebro pensante do país.

Quem pensa, logo fala.
Quem fala, o faz a um telefone.
E quem fala demais, usa os telefones...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

PSEUDO-FORMADORES DE OPINIÃO NÃO IMPEDIRÃO VITÓRIA DE DILMA

A Folha publicou, ruminou mas, para o azar dela, a imaginar pelo título da matéria, não digeriu: Lula ataca 'pseudo-formadores de opinião pública' no Brasil


Durante discurso em Contagem (MG), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacou o que chamou de "pseudo-formadores de opinião pública" no Brasil e disse que o país está melhorando porque o povo passou a votar sem levá-los em consideração.

"A minha alegria é imensa de saber que eu cheguei a presidente da República porque um dia vocês tiveram consciência política e não tiveram medo de votar em mim. Porque um dia vocês acreditaram em vocês mesmos. Eu acho que essa é a grande coisa que eu vou deixar quando eu sair da Presidência: que o povo trabalhador desse país, a classe média e os pobres aprenderam a pensar pela sua cabeça, a andar com suas pernas, a enxergar pelos seus olhos e a votarem pela sua consciência, e não pelos pseudo-formadores de opinião pública desse país. E é por isso que o Brasil tá melhorando."

Em Minas, Lula participa de entrega de casas do PAC em agenda casada com Dilma

Lula diz que EUA respeitam o Brasil assim como elefante 'se borra' ao ver rato. 

Lula foi a Minas em mais uma agenda casada, em que cumpre compromissos institucionais como presidente e em seguida participa da campanha de Dilma.

O comício, marcado para as 19h em Betim (MG), foi apresentado na agenda oficial da Presidência como compromisso privado.

Lula está acompanhado de quatro ministros: Márcio Fortes (Cidades), Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Franklin Martins (Comunicação Social) e Luiz Dulci (Secretaria Geral).

Mais cedo, ele cumpriu agenda em Uberlândia (MG) e participou de almoço reservado na Base Aérea de Belo Horizonte.

Na inauguração de um armazém de grãos da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), em Uberlândia, o presidente disse que os EUA e a União Europeia aprenderam a respeitar o Brasil depois de disputas comerciais travadas na OMC (Organização Mundial do Comércio) assim como um elefante "tem medo e se borra" de um rato.

De acordo com Lula, no seu governo o Brasil passou a "brigar" contra nações mais desenvolvidas e influentes, contrariando pensamento de seus antecessores que diziam que o país não poderia enfrentar economias como a dos EUA por que "são muito grandes."

"Um elefante é daquele tamanhão, a tromba dele vale uns dez ratos, mas coloca um ratinho perto de um elefante para ver como o bicho tem medo e se borra", disse Lula, depois de relatar as disputas travadas pelo Brasil na OMC envolvendo temas como açúcar e algodão.

terça-feira, 22 de junho de 2010

GLOBO DESCONSTROI LULA. ELA PREFERE O CAMERON. A GLOBO ACREDITA EM AVATAR

Rio Xingu, no Pará. Como bem avisou Cameron: aqui jaz Altamira



O Presidente Lula esteve no Pará, nesta segunda feira.
Em Altamira e Marabá.
Em discurso, Lula assegurou que a Usina Hidrelétrica Belo Monte será construída sem que se cometa os erros do passado.
Os de Tucuruí, por exemplo.
O Presidente participou de ato em favor da construção da usina.
Belo Monte é garantia de desenvolvimento da região do Xingu.
Um grupo de jovens protestou contra Belo Monte.
Lula levou na esportiva.
E disse que quando jovem também foi contra a Hidrelétrica de Itaipu.
Dizia-se que o lago inundaria toda a Argentina.

Vocês já devem ter reparado que sempre há um estrangeiro dando palpite sobre o que o Brasil faz ou deixa de fazer.
São os “gringos” que se acham importantes e nos consideram de segunda classe, uma tribo subdesenvolvida em todos os aspectos.
Lula criticou esses ‘gringos' que protestam contra a usina de Belo Monte
'Precisamos mostrar que sabemos cuidar da nossa floresta', disse.
Lula tem sido permissivo a passar da conta com esse tipo de gente.

Há um divisor de águas entre as informações do site oficial da Presidência da República e a manipulação do G1 na cobertura da viagem de Lula ao Pará.
O site da Globo, vergonhosamente, dá especial ênfase à interferência de um gringo (James Cameron) sobre as questões do Estado brasileiro e de nossa soberania.
Com sua jabulani murcha – e o mundo todo mandando calar a boca – na Copa da África do Sul onde perdeu definitivamente o controle sobre a Seleção Brasileira e o poder de dar pitacos até no cardápio dos jogadores, da mesma forma que vê fraquejar sua interferência na agenda política brasileira, a Globo tenta dar voz e importância a um gringo para o qual Belo Monte “não é um problema só do Brasil”.
Ele afirmou que iria pedir apoio dos congressistas norte-americanos na luta contra o projeto.
E rosnou: “Vou para Washington para conversar com senadores”, disse.
Talvez tenha tentado dizer que iria à Brasília.
Mas o G1 achou isso o máximo.
É de dar dó.

Lula disse que esses “gringos” metem o nariz onde não chamados e que os problemas do Brasil serão resolvidos pelos brasileiros.
Lula ressaltou que foram destinados R$ 4 bilhões no projeto da hidrelétrica para preservação ambiental na região do Rio Xingu e compensações à população ribeirinha.
O G1 tem a figura de um tucano sob a sua logomarca.
E trabalha para eleger Serra no Brasil e o senador Simão Jatene no Pará.
Para isto, o G1 não pensa duas vezes para ridicularizar o Estado governado por uma mulher do PT que busca a reeleição.
A governadora Ana Júlia Carepa.
O G1 só ouviu o Presidente reclamar do calor e do desconforto sob uma tenda de lona, pior da dos sem-terra.
“Nem eu estou aguentando isso aqui”, teria dito Lula.
“Os lagos da represa da hidrelétrica vão inundar 30 terras indígenas legais e afetarão um terço do município de Altamira”
Será o apocalipse.
Só mesmo os senadores de Washington, a requerimento do grande “avatar” James Cameron, salvarão o Xingu.
O G1 acredita nisso.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

MAIS UM ABACAXI PARA O ZÉ DESCARCAR

Pelo visto, o Lula vai fazer o Serra engolir com casca e tudo



Brasil gera 298 mil vagas formais em maio, recorde para o mês


Saiu na Folha Uol

A economia brasileira criou 298.041 postos de trabalho com carteira assinada em maio, novo recorde para o mês, informou o Ministério do Trabalho e Emprego nesta segunda-feira. O número também representa o quarto maior volume de empregos gerados em um único mês, de acordo com o ministro Carlos Lupi.

No acumulado do ano, o número de vagas criadas é de 1.260.368, também o melhor resultado da série histórica, iniciada em 1992, para o período. O número é resultado de cinco recordes seguidos registrados desde o início do ano.

No final de abril, Lupi elevou para 2,5 milhões a previsão de novos empregos formais a serem gerados neste ano. A projeção oficial anterior era de 2 milhões, mas o ministro já vinha afirmando que esse número seria revisado para cima diante do resultado dos primeiros meses de 2010.

Se a previsão do governo se concretizar, 2010 entrará para história com número recorde de geração de empregos formais. O ano de 2007 ainda guarda a maior marca: 1,617 milhão de vagas com carteira.

Em entrevista coletiva, Lupi afirmou que não há bolha de crescimento no Brasil e que o emprego formal continuará em expansão nos próximos meses. Segundo ele, a Copa do Mundo e as eleições, associadas ao bom desempenho da economia, garantirão ritmo acelerado nas contratações.

Para o ministro, o avanço do emprego com carteira assinada e o aquecimento da economia não trazem riscos para a inflação. "Não vejo riscos. A discussão é se a inflação vai ficar 0,25 ponto percentual a mais ou a menos. O que gera inflação é falta de produção e isso não está ocorrendo. A indústria ainda trabalha com a capacidade igual a de 2007 e temos de lembrar que o Brasil não é só indústria. Foram os setores de comércio, serviços e construção civil que apresentaram bom desempenho na crise", declarou.

Todos os 25 setores da economia apresentaram resultado positivo na criação de vagas em maio.

Regiões

Dois Estados registraram resultado negativo em maio. Amapá teve o pior saldo do mês, com perda de 160 vagas, seguido de Roraima, com -117.

As 98,624 vagas geradas em São Paulo fizeram o Estado liderar na criação de empregos formais. Minas Gerais teve o segundo melhor saldo de postos de trabalho, com criação de 60.873 vagas.

colaborou Julianna Sofia, de Brasília

quarta-feira, 16 de junho de 2010

LULA NÃO PRECISA DE UM “CONTINUADOR”, ASSIM COMO DILMA NÃO PRECISA DA FOLHA

Não confudir as folhas. Dessa a gente precisa. Ela faz a fotossíntese.
A senadora e candidata pelo PV, Marina Silva, disse nesta quarta feira em sabatina promovida pela Folha que Lula não precisa de um “continuador”, mas de um “sucessor”.
É menos constrangedor e faz mais sentido precisar da um “continuador” do que da Folha.
Marina precisa da Folha para continuar falando.
Dilma Rousseff não precisa das “sabatinas” inquisitivas nem da Folha nem do PIG para ser a sucessora de Lula.
A Ministra Dilma irá suceder Lula e dará continuidade aos avanços promovidos por seu governo.
Sem a Folha.
E isso incomoda muita gente.
À Marina, inclusive.
Esse jogo pouco explicável de palavras usado pela professora acreana só pode ter como fonte de inspiração o “genial” Caetano Veloso.
Além de cantar, não há quem saiba o que ele anda dizendo e fazendo.
E só quem leva o Caetano à sério é o Globo do qual é “brilhante” colunista.
Ninguém merece.
No entender da Marina “Lula aprendeu a dor e a delícia de ser o que é”.
De onde ela tirou isso?
Uma pérola.
O que uma frase como essa revela?
O que ela ensina.
Qual o contexto disso?
“Aprendeu a dor e a delícia”.
Na minha terra a gente aprende a tocar um instrumento musical, uma canção. Aprende a andar e falar.
Mas, para dizer algo, talvez parafraseando seu grande mito ela diz que por Lula não ter superado - não se sabe ao certo o quê - precisa de um “sucessor”.
Isso é de uma grandeza e de uma clareclarevidência amazônicas.
Marina se imagina “o novo” na política nacional. Porque se desfiliou do PT.
Talvez não saiba que seu PV é aliado de primeira hora dos demotucanos no Rio e no Congresso Nacional.
E que sua tendência seria apoiar o velho Serra num eventual segundo turno.
Se houvesse segundo turno.
Porque Dilma vence logo no primeiro.
"A gente olha para os palanques e vê 500 anos de política velha no Brasil", reclama.
Inclusive no palanque do PV.
Sarney Filho representa a política nova no Brasil na visão marinista.
Ele é apenas o filho do Sarney.
Ah! Bom.
Pelo visto e pelo dito, a sabatina da Folha foi impactante para Marina Silva.
Essa sabatina é de um significado tal que fará Dilma Rousseff voltar atrás na sua decisão de não se prestar aos caprichos e armadilhas da Folha.
Dilma prefere os encontros com chefes de estados e lideranças da Europa à Folha.
E isso não a tornará menos sucessora e continuadora do Governo Lula e de sua obra magistral.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

ÁFRICA, BERÇO DA ALEGRIA E SEDE DA COPA DO MUNDO


A cara e a felidiade da África


Não é o Brasil nem são os argentinos.
Italianos, franceses e alemães.
Nada e nem ninguém é maior e mais importante nesta Copa do Mundo de Futebol do que a África do Sul e o seu povo.
Os africanos são anfitriões e hóspedes ao mesmo tempo.
Hospedam em seus corações a alegria que comove e envolve.
A bondade que cativa.
Que salta aos olhos num sorriso.
E pelo sorriso.

O sorriso de Mandela.

Que nos faz sorrir.
A África, fraternalmente, partilha com o mundo uma felicidade que é toda sua de direito. Quase um patrimônio imaterial.
Uma felicidade que se eterniza e se exterioriza em cada gesto de seus filhos, por todos os lugares, cidades, vilas e aldeias... Por todos os cantos do mundo.
Nós, brasileiros estamos orgulhosos de nossos irmãos africanos.
O mundo exulta e os povos vibram, incontidamente, com a história da África.
Uma história que agora é reescrita.
A história da superação.

Que descreve a vitória da verdade sobre a mentira, o mito e preconceito que apavora.
A África não é uma grande caverna de fósseis com restos de vestígios biológicos como a grande imprensa insiste em apresentá-la.
A África não é um sítio arqueológico a ser descoberto a cada dia pelas civilizações americanas e européias.
A África não é o berço da fome nem da morte.
A África é o berço da humanidade no qual embalou a vida e a civilização no seu surgimento há alguns milhares de anos.
A oficina onde se “embrionou” as primeiras tecnologias que possibilitaram a sobrevivência e o desenvolvimento da espécie humana nos seus primórdios.
A descoberta do fogo, os materiais de corte como o machado, os artefatos de pedra, osso e madeira.

As embarcações, a exploração do solo e a extração de seus minérios.
A África esteve na vanguarda do desenvolvimento da humanidade não só no seu início como também durante um longo tempo do período chamado de civilização que dura até hoje.
Mas muitos resistem em admitir que a humanidade teve seu começo e desenvolvimento no continente africano.
Que foi ali que onde as grandes transformações - que geraram o ser humano atual - se fizeram pela primeira vez.
E preferem mostrar uma África tribal e exótica responsável pela sua auto-extinção.
A África que brinda o Mundo com a Copa é a África que há dezesseis anos era dividida pelo apartheid.
Um regime que segregava os africanos em função da cor.
E que ainda separa socialmente as pessoas na África, no Brasil e no Mundo.

A Copa do Mundo na África do Sul a recoloca na história das nações livres e independentes.
E nos faz sentir orgulho da liberdade alcançada pela Pátria-mãe.
Porque somos todos filhos descendentes de Lucy, aquela que, mais que um fóssil descoberto pela Ciência, teria sido a” mãe” da África, a mulher que confirmaria a existência dos primeiros seres humanos naquele magnífico continente.
Sejamos, pois, gratos à África pela vida civilizada e humana, por isso, civilizadamente, vibremos, nos emocionemos e torçamos pelos nossos irmãos africanos.
Pelo menos até que eles se encontrem com o Brasil.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

FHC FOI TEMPO PERDIDO

Deu no Vermelho: Para Lula, governo de FHC foi 'década perdida' da economia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou o período do governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) como parte das décadas perdidas na economia. Lula afirmou em discurso na abertura do Michelin Challenge Bibendum, no Riocentro, no Rio de janeiro, que o país agora tomou gosto pelo crescimento.
"Qualquer um de vocês pode checar que poucas vezes investimos tanto em infraestrutura no país como agora. Tivemos algo próximo disso em 1975, mas na época o governo tomou dinheiro emprestado a 6% e, logo depois, os juros subiram 21%. Sabemos o que se passou com isso. Passamos duas décadas perdidas, entre 1980 e 2000", afirmou Lula.

Em seu discurso, Lula criticou ainda os países ricos dizendo que o Brasil mostrou ao mundo, "humildemente", como se faz política econômica com seriedade. "O Brasil aprendeu que o que acontece no mundo hoje é de uma irresponsabilidade muito grande. O mercado não é Deus e o estado não é o diabo. Aprendemos que se os dois funcionarem bem juntos é um tanto melhor", disse. "No Brasil, não vacilamos", disse.

"Acabamos também com essa história de PIB potencial, que era uma bobagem de alguns economistas que diziam que o Brasil não podia crescer mais de 3% que a casa caía. Agora, vimos que é gostoso crescer 4%, 5%, 6%. Também não queremos crescer demais porque não queremos ser uma sanfona, que vai a 10%, volta a 2%, que vai a 10% e volta a 2%. Queremos crescer de forma sustentável", completou Lula.

Tragédia ambiental

No evento, Lula também comentou as ações de combate ao vazamento de petróleo no Golfo do México e afirmou que problema semelhante no Brasil seria motivo para um escândalo internacional. "Os grandes não sabem parar o vazamento. "Acho engraçado, se fosse a Petrobrás, na Baía de Guanabara, seria um escândalo o que o mundo desenvolvido faria contra nós", disse. A declaração de Lula sobre o desastre ambiental foi motivo de aplausos da plateia que participa da abertura do Michelin Challenge Bibendum.

O presidente ainda defendeu o biodiesel como importante matriz energética do país e disse que vai incentivar a produção de combustível a partir da palma do dendê. "Além de fornecer combustível, vai dar para recuperar uma área degradada de mais de 30 milhões de hectares no Pará", disse.

Renovação da frota

O evento do qual o presidente participou apresenta uma série de soluções para mobilidade rodoviária sustentável como veículos que usam energia limpa. O presidente defendeu a renovação da frota brasileira. Lula chegou ao pavilhão da abertura da feira em um ônibus movido a hidrogênio desenvolvido pelo Laboratório de Hidrogênio da Coppe/UFRJ, apontado como oção de transporte sustentável para o Rio na Copa de 2014 e nas Olimpíadas de 2016.

Segundo Lula, há algum tempo o Brasil tomou consciência de que era preciso renovar sua frota de automóveis, que segundo ele, tinha a idade média avançada. Ele destacou que essa renovação ocorrida nos últimos anos aumentou o nível de emprego e ajudou na redução da emissão de gases do efeito estufa. "Hoje, praticamente 100% dos carros produzidos no país são flex fuel, sendo que 60% da preferência dos motoristas desses carros é pelo etanol na hora de encher o tanque. Isso reafirma o etanol como importante matriz energética brasileira", disse.
O presidente afirmou ainda que houve renovação da frota de caminhões e tratores. Ele lembrou que foram realizados avanços no programa de financiamento para prefeituras para que tenham possibilidade de renovar sua frota de ônibus. "Temos ônibus com mais de 20 anos de uso rodando, ou seja, não só poluindo, mas colocando a vida das pessoas em risco. Vamos aumentar a produção para atender não só o Brasil mas a América do Sul, a América Latina e o continente africano", disse.

Com agências

sábado, 29 de maio de 2010

A CULTURA DA VIOLÊNCIA E A JUVENTUDE

Na imagem, a vida efêmera da juventude
Esta crônica tem como objetivo falar da juventude.
E da violência da qual a juventude é acometida.
Ou dos tipos de violência que a juventude tem cometido.
O dado mesmo é que a violência e suas conseqüências tem nos revelado uma juventude efêmera.
A juventude não é um curso d’água, mas muitos jovens tiveram passagem tão transitória, curta e fugaz por nós e entre nós como se fossem uma flor pendente.
Uma vida não pode ser passageira a ponto de durar tão pouco tempo.
Como se pessoas fossem borboletas.
Choca-nos a todos a perda de uma vida em pleno começo, sobretudo quando a causa desta perda está na violência.
Esta nossa indesejável companheira.
A cultura da violência acabou por socializar-se em nosso meio.
E se tornou algo banal, um lugar-comum para analistas de programas noticiosos.
Para todos e cada um de nós.
A violência faz parte, há tempos, da vida e do nosso dia a dia.
E a juventude se encontra no meio desses acontecimentos – quase sempre trágicos – e cada vida ceifada se transforma em mais um número das estatísticas oficiais.
O jovem é a maior vítima da violência sob várias formas e aspectos.
A globalização das tecnologias e da informação cada vez mais alienam e, ao mesmo tempo, menos contribuem para formar cidadãos conscientes.
Em plena era da comunicação digital, os valores de referência éticos, morais e religiosos são atropelados e esquecidos.
Temos uma juventude massificada e individualizada sem ideologia alguma, despolitizada, desprotegida, desorientada e agressiva.
A juventude que temos hoje será a estrutura da sociedade amanhã.
E que mundo teremos se os rumos e os caminhos da juventude não mudarem de direção?
A sociedade tende a sucumbir juntamente com a sua juventude.
Os números são quem o dizem.
Para se ter ideia, jovens com idade entre 15 e 24 anos, negros e pobres são as maiores vítimas de violência no Brasil, segundo levantamento do
Instituto Sangari.
Em mais de 92% dos casos de homicídio no Brasil as vítimas são homens.
Em 2007, morreram 3.772 mulheres e 43.886 homens.
Para cada mulher vítima de homicídio no país, morreram 12 homens.
Só no ano de 2007 mais de 17,4 mil jovens foram assassinados no Brasil, o que representou 36,6% do total ocorrido no país.
Ao longo das duas últimas décadas do século XX, a quantidade de mortes por causas externas, (acidente de trânsito, suicídio, homicídio, entre outras) cresceu rapidamente nesta faixa etária. Na última década do séc. XX 112 mil jovens morreram assassinados.
De cada 10 detentos ou presidiários no Brasil, sete são jovens. Jovens pobres. E negros.
As maiores vítimas de violência no país também são os negros. Morrem proporcionalmente duas vezes mais negros do que brancos no Brasil. Enquanto o número de vítimas brancas caiu de 18.852 para 14.308 entre os anos de 2002 e 2007, o de negros cresceu de 26.915 para 30.193.
O jovem, na euforia de sentir-se demasiado liberto só não perdeu o significado do respeito porque jamais o encontrou.
As exceções são mínimas, uma efemeridade.
Na sua esmagadora totalidade, o jovem de hoje desconhece os valores morais e se rebela contra quem ousa censurá-lo por seus exageros e irresponsabilidades.
Na família e, de modo espantosamente ridículo e vergonhoso, na escola.
Para ser “feliz” e facilitar sua integração grupal e, sobretudo, para não ser rotulada de antiquada, a maioria dos jovens na faixa dos 16 anos, adentra no mundo da bebida.
E passa a ser um dependente psicofisiológico do álcool.
O álcool é a estrada que se abre para um acidente de trânsito que leva à morte e a porta que fecha uma vida.
De cada 10
acidentes de trânsito (envolvendo carros ou motocicleta) sete ocorrem em conseqüência do uso de bebida alcoólica por um dos envolvidos.
Para cada 15 mortes registradas no trânsito causadas pelo consumo de álcool, 10 são jovens de até 24 anos.
A juventude necessita o quanto antes marcar um encontro com a sua própria identidade.
Amar-se para se fazer amada.
E respeitar-se para se fazer respeitar.
Assim, terá vida longa e transitada e não uma passagem curta e transitória.
Porque jovem é gente.
E gente nasceu para viver, não para morrer.
Como moscas, cujo ciclo de vida dura em média 30 dias somente.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

ESSA GENTE PODE MAIS

Você não vê, mas ele está sem os sapatos
Vermelho: Foi FHC quem pediu para Obama não visitar o Brasil?
Em artigo na edição desta quarta-feira (26) no Jornal do Brasil, o sempre bem informado colunista Mauro Santayana revela que começou a circular – e foi acolhido por um jornal de São Paulo – a informação de que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso estaria por trás da suposta recusa da chancelaria norte-americana em promover uma visita do presidente Barack Obama ao Brasil nos próximos meses. Veja abaixo a íntegra do artigo:
Só ajuda quem não atrapalha

Por Mauro Santayana
,
É natural que o presidente Barack Obama concorde em postergar a visita que faria ao Brasil ainda durante o governo do presidente Lula. O governo norte-americano tinha interesse na visita de Obama ainda no ano passado, mas as dificuldades da agenda impediram a viagem. A visita foi adiada para este primeiro semestre. O governo brasileiro ponderou que, se ela se fizesse depois disso, poderia “contaminar” o processo eleitoral. Novamente a pressão dos fatos políticos, internos e externos, com a exigência da ação presidencial junto ao Congresso norte-americano, em decisões cruciais para o país, impediu Obama de vir nesta primeira metade do ano. Não há nada, portanto, que se possa considerar desaire para o presidente Lula e o Brasil.

Mas as razões de Estado, que a diplomacia conhece, não as conhecem a inveja nem a esperteza política. Começou a circular – e foi acolhido por um jornal de São Paulo – a informação de que, por detrás dos fatos, houve manobra vitoriosa de contre-diplomatie, praticada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Senhor da intimidade do ex-presidente Bill Clinton, com quem participa de um clube de ex-presidentes (para o qual nunca foi convidado Itamar Franco), o autoproclamado líder da oposição teria persuadido Clinton e sua mulher a dissuadirem Obama de realizar a viagem. Há, nesse boato, que os partidários do ex-presidente se encarregam de espalhar, a intenção deliberada de ofuscar os grandes êxitos da diplomacia brasileira no atual governo – sobretudo quando obtivemos, juntamente com a Turquia, acordo alentador com o governo de Ahmadinejad.

Se houve realmente essa intervenção de Fernando Henrique, tratou-se de chover no molhado, porque, ainda que Obama o quisesse, não lhe teria sido possível vir, e coube ao próprio governo brasileiro desaconselhar a visita no segundo semestre.

Há que se considerar que a vinda de Obama tanto poderia ser favorável à candidata do PT quanto prejudicial. Tudo dependeria das circunstâncias, e as circunstâncias não têm agenda prévia, nem obedecem aos protocolos diplomáticos.

De qualquer forma, coube a Obama seguir a prudência de nosso governo. Ele terá que esperar o próximo governante brasileiro para uma visita, que será importante para os dois países. Por mais o presidente se informe, mediante os canais diplomáticos e a imprensa, do que é o Brasil, a presença pessoal é decisiva para que ele “sinta” o nosso país, para que conheça o nosso povo, com o qual ele se disse identificado, quando ganhou as eleições de 2008. Há uma observação de Ortega y Gasset – e, provavelmente de outros, pela sua forte obviedade – de que qualquer um pode ler dez anos seguintes sobre Paris e não a conhecerá mais do que aquele que nela estiver e a sentir por dez minutos. Por isso mesmo alguns espertalhões enlatavam o ar de Paris e o vendiam aos turistas encantados.

Obama, se tiver a oportunidade de sobrevoar algumas cidades brasileiras, visitar uma universidade pública e conversar com alguns integrantes da verdadeira intelligentsia nacional, na certa entenderá que não somos, como pensam muitos, entre eles certos brasileiros, apenas uma banana republic mais extensa e mais populosa. Entenderá que os Estados Unidos nos devem ter como interlocutores sérios, e não dóceis vassalos. Uma associação livre, honrada, de plena igualdade, entre os nossos dois povos, seria conveniente ao Hemisfério e ao mundo, nestas horas de grande incerteza. Mas, até hoje, a diplomacia norte-americana se tem pautado pela arrogante divisa – atribuída, entre outros, a Summer Welles, e repetida depois por Henry Kissinger – de que “os Estados Unidos não têm amigos; têm interesses”. Esses interesses os fazem aproximar-se de nosso povo, como ocorreu para o esforço comum contra o nazifascismo, e os fazem cooptar os seus deslumbrados admiradores brasileiros, para golpear as nossas instituições, como fizeram em 1954, contra Vargas, e em 1964, contra Jango.

Não faria mal o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso desmentir – se é que ainda não o fez – a aleivosia que lhe atribuem. Ela só pode prejudicar a candidatura de José Serra, como a prejudicaram outras trapalhadas de que tem sido protagonista o ex-presidente.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

ENQUANTO O MUNDO “RASGA” ELOGIOS A LULA, LULA RASGA A GOELA DOS QUE TEM DE ENGOLÍ-LO

Difícl nada. Tá é fácil DILMAis




Com o título 'Le Monde' rasga elogios a Lula, o jornal O GLOBO se contorcia nesta terça feira 25 para dizer que o Brasil se tornou porta-voz dos países emergentes e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se apoia apenas em seu carisma para falar alto e forte, mas encarna um Brasil em plena forma, que se aproxima de China e Índia em termos de crescimento e que aspira um assento no Conselho de Segurança da ONU.
A goela da elite brasileira é parecida com a de uma serpente: sua elasticidade é descomunal e não tem limites de abertura.

Só esse fato explica o fenômeno de tantas vezes ela (a elite) ter tido que engolir esse extraordinário e inigualável torneiro mecânico.
Agora quem se derrama pelo nosso Presidente o jornal "Le Monde" em seu editorial publicado na segunda-feira.
O Le Monde parece se reportar aos jornalecos da terra de Lula que tanto o depreciam e ignoram sua liderança e o destacado papel de nossa diplomacia no Mundo.
E crava o espetacular e nocauteante título “O Brasil de Lula em todos os fronts".
Para o jornal francês o Brasil é brilhantemente representado pelo chanceler Celso Amorim, ministro que trabalha mais ativamente para a conclusão da rodada de Doha.
Só o PIG com seus editorias desconexos e desconstrutivos endereçados aos seus adestrados seguidores ridicularizam a intermediação brasileira em favor da paz no impasse sobre o Irã e seu nuclear.
O Le Monde não.
O Le Monde cita o apoio dado pelo Brasil aos Argentinos em relação às Ilhas Malvinas e as reprimendas que Lula deu à Alemanha por suas reticências em salvar a Grécia da crise econômica.
Para o azar do O Globo, o texto conclui que o mundo ainda não ouviu tudo o que tinha para ouvir do "antigo metalúrgico, amigo das favelas e dos investidores".
Aja goela para engolir o pernambucano.

De acordo com o jornal, com eixo do mundo se deslocando ao Sul (vejam bem: se deslocando para o Sul!), o Brasil poderia reclamar com propriedade que os países emergentes sejam mais bem representados nas instâncias internacionais, "a começar pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional", e "sem esquecer do Conselho de Segurança da ONU, onde o Brasil aspira um assento permanente".

Não é difícil supor o quão inconveniente foi par O Globo ver o "Le Monde" – um jornal cuja superioridade técnica está a anos-luzes a sua frente – reconhecer a capacidade de Lula a ponto de achar justo que o Presidente brasileiro apresente sua candidatura em 2012 para o secretariado-geral da ONU e afirma que Lula deveria lutar para melhorar o G-20 e seu raio de influência.

O Le Monde arremata afirmando que empresas como Petrobras, Vale e Embraer “são apenas o carro-chefe de uma economia industrial de primeira ordem”.
Enquanto o Le Monde “rasga” elogios a Lula, o PIG se rasga de inveja do maior Presidente que este País já teve.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O PIG NÃO É DA PAZ. A GUERRA DELE É CONTRA O BRASIL

Ele é a favor da paz
Há tempos eu não sabia o que era sentir medo.
Até que terça à noite fui abatido por um medo revoltante.
O Jornal da Globo me fez medo. Não do medo do medo da Regina.
Fiquei com medo da compleição horrenda e inescrutável esvaziada de sentido, a não ser definida por um ódio injusficável e indisfarçável traduzido pela voz embargada e por seus trejeitos abomináveis do Wilian Wack.

Tive medo - muito medo - dos olhos esbugalhados e do destempero misturado ao escárnio e ao deboche do Arnaldo Jabor.
Esses dois bizarros senhores devem ter noites terríveis de pesadelo.
O que eles disseram do Brasil e do Presidente Lula é uma vergonha acachapante e denota um desserviço à informação,
Denigre e macula o bom jornalismo porque afronta os princípio da ética e da moral.

Tudo a penas e tão-somente porque o Brasil interviu no acordo em favor da paz ao intermediar as negociações que evitariam novas sações ao Irã pelos EUA.

"Lula pensou que era Deus!"
"Ah! Eu sou o cara, eu posso tudo", debochou o el loco Jabor.

"O Brasil não passa de um ingênuo querendo se envolver em coisa de gente grande".
"Hilary Clinton botou o Brasil no seu devido lugar."
"As cinco grandes potências ignoraram e atropelaram o Brasil".
"Foi como se nada tivesse sido feito".
"O Brasil irritou as grandes potências".
"O Brasil está isoloado. E agora?"

O PIG pensa assim. Assim o PIG vê o Brasil.
O PIG torce contra o Brasil.
O PIG é pró guerra.

Mas, um grande brasileiro pensa diferente. Seu nome é José Alencar.
Ele é mineiro e Vice-Presidente da República.

Enquanto Alencar diz que o "nome do Brasil cresce após acordo com Irã", o PIG vai na contramão dos fatos e da História.

"José Alencar, disse nesta quarta-feira em São Paulo que o nome do Brasil cresceu com o acordo firmado com o Irã. "O Brasil fez muito bem. O nome do nosso País cresceu mais uma vez, mostrou que é um país a favor da paz, que tem tradição de paz. Nossa independência foi feita com paz, nossa proclamação da Reública foi com paz", afirmou o vice-presidente.

"Apesar da declaração, Alencar disse que ainda é cedo para dizer que o Brasil está isolado na posição de defender o acordo sobre enriquecimento de urânio estabelecido com o Irã, apesar de os Estados Unidos terem anunciado que tem o apoio de outros países para que o Conselho de Segurança das Nações Unidas aplique novas sanções ao país.

"Acho que é muito cedo para considerar que o Brasil esteja em uma posição isolada e mesmo que estivesse, estaria isolado ao lado de alguma coisa importante que é o diálogo e a paz", disse Alencar após cerimônia de comemoração dos 23 anos do Hospital da Força Aérea de Brasília.

"Alencar foi de Brasília ao Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para realizar procedimentos de rotina, relativos ao tratamento de um câncer no aparelho digestivo. Ele afirmou que seu estado de saúde é "bom".

"Questionado sobre o ceticismo americano no acordo firmando com o Irã, Alencar disse que esse é um direito dos Estados Unidos, mas que o Irã também deve ter o direito à credibilidade e defendeu os esforços pelo diálogo estabelecidos pelo Brasil.

"Alencar definiu o país do Oriente Médio como "de responsabilidade" e disse que há boa vontade do presidente Mahmoud Ahmadinejad na condução do programa nuclear: "Nós acreditamos que o Irã, com todas as tradições de berço da civilização oriental, tem direito a uma credibilidade. O que o Brasil está tentando é continuar um diálogo, ou melhorar o diálogo para que se verifique se de fato o que o Irã deseja é o que ele se compromete no tratado que assinou com o Brasil", afirmou".

Do Portal Vermelho.
Fonte: Terra

sábado, 15 de maio de 2010

EUA PRECISAM SABER QUE NINGUÉM É DONO DO MUNDO. NEM ELES, INCLUSIVE

Lula, amado e respeitado pelo mundo
Portal Vermelho: Lula critica EUA e diz que quer Irã igual ao Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez críticas indiretas à forma como os Estados Unidos negociaram até aqui uma solução para o impasse em torno do programa nuclear do Irã.
Questionado sobre a declaração da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, que afirmara não esperar uma resposta séria do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad após o diálogo com o Brasil, Lula reprovou o envio de "funcionários de terceiro escalão" para discussões diplomáticas tratadas pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).


As críticas foram feitas em Doha, minutos após o encontro oficial com o emir do Catar, Hamad Bin Khalifa Al Thani. Em rápida entrevista a jornalistas brasileiros, Lula voltou a se manifestar sobre sua visita ao Irã, cuja agenda oficial começa hoje. Dizendo-se tranquilo sobre o papel do Brasil - que intermedeia um diálogo, ao lado da Turquia - o presidente disse que se criou "uma expectativa exagerada sobre o assunto". "O Brasil é um país que não tem armas nucleares, não é membro do Conselho de Segurança da ONU. O Brasil pode é contribuir. Não é uma negociação entre o Brasil e o Irã", afirmou, definindo a missão brasileira como "tranquila e de responsabilidade".

"Vou conversar com muita franqueza com o presidente iraniano, com a franqueza que uma conversa dessas precisa ter, lamentando que os outros presidentes não tenham conversado com o presidente do Irã", argumentou, em uma primeira crítica aos chefes de Estado e de governo dos Estados Unidos, da França e do Reino Unido, países-membros do Conselho de Segurança da ONU e que pregam sanções ao Irã em decorrência de seu programa nuclear.

Indagado sobre a expectativa negativa de Hillary Clinton sobre o encontro entre Lula e Ahmadinejad, o presidente retrucou: "Eu não sei com base no que as pessoas falam". "A política existe exatamente para você exercitá-la na sua plenitude, para tentar conversar, convencer", afirmou. "Política não é uma coisa de que se pode fazer transferência, terceirizando. Eu mando um funcionário de terceiro escalão do governo para negociar uma coisa grave que o Conselho de Segurança está decidindo."

O presidente disse ainda que não sabe se o encontro com Ahmadinejad é de fato a última chance de o governo do Irã evitar sanções econômicas contra o país, como afirmaram nos últimos dias Hillary Clinton e o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev. "Não sei. Não queria ser tão fatalista."

Lula lembrou que a constituição brasileira impede o país de ter armas nucleares e, falando sobre seus propósitos em Teerã, foi claro, repetindo o que tem afirmado sobre o direito de o país ter acesso à energia nuclear para fins pacíficos. "O que eu quero é que o Irã faça o mesmo que o Brasil faz. É isso."

Em sua primeira visita oficial a Doha - uma primeira, em 2009, não tinha esse caráter -, o presidente participou pela manhã do Seminário Empresarial Brasil-Catar.

Fonte: O Estado de S. Paulo

sexta-feira, 14 de maio de 2010

LULA, ESSE SONHADOR

Lula no seu sonho de paz
G1: Lula afirma ter 99% de chance de sucesso na mediação com o Irã
Declaração foi dada após encontro com presidente russo, Dimitri Medvedev.
Para o russo, talvez seja a 'última oportunidade' iraniana antes das sanções.

O PIG prefere as sanções.
As sanções da ONU, mais do que uma punição ao Irã, configura uma derrota para a diplomacia brasileira.
E uma humilhação para Lula.
Na avaliação do PIG e dos seus partidários.
Eles são do contra.

Torcem pelo insucesso de Lula, preferem a guerra e se opõem a um processo que garanta a paz no mundo.
São os golpistas de sempre. E de fato.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (14) estar confiante de que conseguirá convencer o Irã a fechar um acordo sobre seu programa nuclear.

Questionado sobre quais as chances de um acordo com o Irã durante sua visita ao país entre os dias 15 e 17 numa escala de zero a dez, Lula disparou: "Eu daria 9,9". A declaração foi dada em entrevista ao lado do presidente russo, Dimitri Medvedev.

Já Medvedev "apostou" que Lula tem 30% de chances de sucesso em sua visita ao Irã nesse fim de semana. "Eu dou 30%", disse Medvedev ao ser indagado por um repórter.

Leia aqui a matéria na íntegra.




quarta-feira, 5 de maio de 2010

A INEGÁVEL – E INVEJADA - INFLUÊNCIA DO BRASIL NO MUNDO HOJE

Há uma década o nome do Brasil só era ocasionalmente lembrado pela comunidade internacional quando nosso País se ajoelhava de pires na mão diante do FMI.
Somente Fernando Henrique Cardoso, que mesmo se confessando ateu mas é chegado a uma genuflexão, exerceu a mendicância três vezes.
Era esse o Brasil Real.
O Brasil que já fora dos descamisados e pés descalços se acostumara a tirar os sapatos em Washington, DC para não sujar o tapete deles.
Mas botava tapete vermelho para eles limpar os pés aqui.
O Brasil, grande devedor do FMI, pensava pequeno.
E se contentava com as “esmolas” e as imposições que nos eram impostas.
Hoje o Brasil é credor e exerce o papel de uma das maiores nações do mundo.
Temos identidade própria, ganhamos respeito internacional e falamos de igual para igual com os Estados Unidos.
O Brasil não mais pede emprestado, ele empresta.
O Brasil tem posição. Tem visão e opinião no campo político e diplomático.
O Brasil tem assento de destaque nas mesas de debate das grandes questões internacionais.
Um país que se pronuncia e sabe se posicionar.
Que usa diplomaticamente o nosso jeitinho para dar um jeito naquilo que ninguém foi capaz de resolver.
A platéia mundial assiste o “boom diplomático brasileiro”.
É o que diz a revista Monocle, editada na Grã-Bretanha, segundo a reportagem “Brasil é ‘jogador intrigante’ na diplomacia global” da BBC.
A edição é de abril.
O artigo que tem o sugestivo título “Um Ministério de Sol – Brasília” é do jornalista Andrew Tuck para quem “está claro que o Brasil se tornou um jogador intrigante no cenário diplomático mundial, flexionando seus joviais músculos e usando seus cotovelos para gentilmente cutucar as antigas potências, especialmente os Estados Unidos, para que saiam de seu caminho quando necessário”.
Basta lembrar as medidas adotadas pelo País contra o comércio americano na disputa envolvendo o algodão junto à OMC.
O Brasil vive conjunturalmente seu melhor momento no contexto global.
Com poder e liderança de lograr êxito até nas perigosas e melindrosas negociações que envolvem o Irã e o resto do mundo, diga-se, Estados Unidos.
O Irã, como o Brasil, EUA, Israel e qualquer outro país tem direito a fazer uso de seu material nuclear.
Os EUA acham o contrário.
O Brasil defende esse direito dos iranianos. É um gesto de absoluta independência, coragem e ousadia.
Segundo o G1, “as potências ocidentais e o Irã não chegaram a um acordo sobre a entrega do combustível nuclear que Teerã alega precisar para um reator experimental, em troca do urânio levemente enriquecido do Irã.
Pois hoje o presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad anunciou que aprova um plano do Brasil que pretende superar as divergências sobre uma proposta da ONU para que Teerã possa obter combustível nuclear para um reator experimental, segundo a agência semioficial de notícias iraniana Fars.
Antes, o Irã insistiu que os materiais deveriam ser trocados simultaneamente e dentro de suas fronteiras. Isso era rejeitado pelas chamadas “potências ocidentais” que acusavam Teerã de dissimular o uso de material radioativo para fins bélicos.
O Irã afirma que necessita do combustível nuclear para o funcionamento de um reator de pesquisas em Teerã, que fabrica isótopos para o tratamento do câncer.
Ainda que o Brasil oficialmente não tenha feito tal proposta ao Irã, o Brasil não se oporia se essa troca viesse ser feita em outro país.
O que o Brasil não quer são as sanções da ONU tutelada pelos EUA e as demais “potências” do Ocidente sobre o Irã.
Sanções, sobre todo e qualquer aspecto nada mais geram que não desconforto, insegurança e instabilidades de toda ordem.
O Brasil prefere o diálogo e paz com desenvolvimento.
É de dar inveja. O mundo se rende ao Brasil até no aspecto cultural. “Diferente dos debates econômicos, envolver o público com a cultura brasileira não é tarefa difícil – da música ao futebol, o mundo está aberto ao poder suave do Brasil”, diz o artigo da Monocle, porque o mundo gosta dos brasileiros e do que eles representam.
Lula, nem precisa dizer, está em alta. É um dos líderes mais influentes do mundo.
Seu estilo informal, para a revista britânica, pode ser visto como um trunfo. ela cita, como exemplo, o fato de Lula ter substituído os tradicionais jantares de Estado por almoços no esquema self-service, um esquema que teria sido aceito sem problemas pelos chefes de Estado.
O artigo conclui dizendo que a atitude inovadora de Lula “é uma metáfora adequada para a nova diplomacia do governo: talvez problemática para os tradicionalistas”, tipo os letrados de Sorbonne que, além de tirar os sapatos, levaram os pires e, por conseguinte o País, ao FMI, quebrando-os – pires e Brasil - há dez anos atrás.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

PARA OS TUCANOS PÉS DESCALÇOS

Na foto, um diplomata tucano, sem sapato na Casa Branca




Vermelho: Mídia iraniana valoriza presença de Celso Amorim em Teerã

Com a manchete "Sanções não são a melhor solução para avançar", a Press TV, emissora pública iraniana, destacou nesta segunda-feira (26) a visita do ministro de Relações Externas do Brasil ao Irã.
"O ministro de Relações Externas do Brasil, Celso Amorim, afirma que impor sanções contra o Irã por causa do seu programa nuclear não é a melhor solução para se avançar"

O chanceler está em viagem preparatória para a ida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país, programada para o dia 16 de maio.Segundo noticiou a agência iraniana Isna, o ministro também considerou injustas as imposição de sanções contra a nação persa.
Durante a recepção a Amorim, o ministro de Relações Externas do Irã, Ali Larijani, afirmou que a "editar resoluções e impor sanções não fazem parte da melhor linguagem para estabelecer um diálogo e uma interação com o Irã.

"O pré-fabricado clamor e a propaganda que tenta apresentar uma imagem distorcida das atividades nucleares do Irã não diminuirão a resolução da nação em obter acesso à energia nuclear para fins pacíficos", agregou.
Ainda nesta segunda-feira, em uma reunião com Said Jalili, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Amorim expressou apoio ao programa pacífico de energia nuclear do país.

Com informações da Press TV

FAZER OU NÃO BELO MONTE É QUESTÃO DE SOBERANIA DO ESTADO BRASILEIRO


Você que me acompanha responda rápida e sinceramente.
Na sua casa são normalmente aceitos palpites e intromissões daqueles “vizinhos” que costumam se meter em tudo o que você faz?
O amigo leitor já reparou se esse vizinho “intrometido”, digamos, cumpre o dever de casa antes de se preocupar com a sua?
Porque, via de regra, é sempre assim que funciona.
Quem não deveria ter nada a ver com a nossa vida é dado a questioná-la e por sob suspeita os nossos atos e ações.
Tipo um certo James Cameron. Ele vem a ser o autor e diretor dos filmes Titanic e Avatar.
E só.
Cameron andou ouvindo índios pela Amazônia e lendo relatórios das Ong’s radicalmente opositoras à construção de Belo Monte.
Foi então que resolveu ir à Brasília. Assemelhando-se a um sidicalista, de microfone em punho, incitou a população a radicalizar os protestos contra a Usina.
Bem na porta do Alvorada.
Um estrageiro. Um estranho. Um gringo. Descredenciado e, portanto, desautorizado, intrometendo-se em questões soberanas do Estado Brasileiro.
Fosse um brasileiro a
Washington e fizesse o mesmo em frente à Casa Branca...
Como se não bastasse tamanha petulância e arrogância, o cineasta tentou entregar uma carta dos índios ao Presidente Lula.
Não foi recebido.
Nem tampouco a carta.
Cameron então vai à ONU contar sobre o que Lula está prestes a fazer com a natureza brasileira.
E diz que entregará a mesma carta a Obama.
(Os EUA são aqueles da resistência ao Protocolo de Kioto e Copenhague responsável por emitirem sozinhos, 69% de gases poluentes na atmosfera, com uma média de 16.770 mil toneladas de CO2 (Dióxido de carbono) lançado por ano).
Que absurdo!
Obama tem o dever moral de cuidar do quintal da casa dele. É lá que está a “matriz” poluente do planeta.
Que Obama cuide da sua casa. Que traga de volta os soldados norte-americanos antes que todos sejam mortos no Iraque.
Obama deve respeitar as leis e a soberania de todo e qualquer país, inclusive do Afeganistão, de Cuba e, em especial, a nossa.
Falar que o povo brasileiro não conhece nada sobre Belo Monte porque o projeto não foi discutido é uma sandice.
Belo Monte começou a ser debatida há 30 anos.
O projeto sofreu inumeráveis modificações sempre visando atender demandas ecológicas e ambientais.
O lago formado pela represa do Xingu teve sua área reduzida em 60% do que fora previso e foram realizadas 4 audiências públicas envolvendo aproximadamente dez mil pessoas, dentre as quais, representantes das comunidades, lideranças políticas, MP, OAB e igrejas.
Só para expedir a licença ambiental o Ibama levou cinco anos.
Mas James Cameron quer para si as luzes dos holofotes. E deita falação.
Ele sabe que falar de danos ecológigo dá tanta projeção quanto gera lucros um navio bater de frente com um iceberg.
O canadense tem a informação que a produção inicial de Belo Monte em torno de 11 mil megawattes cairá para 3 mil e ainda, que os índios irão perder o domínio sobre suas terras porque o rio vai desaparecer e eles não poderão mais pescar, comer e viver.
Resumo da hecatombe na visão ficitícia (ele é bom nisso) de Cameron: os índios desaparecerão com o surgimento de Belo Monte.
Se é assim, só mesmo Barack Obama para intervir.
E evitar tão alarmante e descomunal catástrofe.
Temo que James vá também ao Vaticano.
Tenha dó!
E mais respeito com o Brasil.





segunda-feira, 19 de abril de 2010

SERRA VAI À MINAS EM BUSCA DE SEU VICE E PARA TENTAR JUNTAR OS CACOS

Depois da quele beijo...
O Serra está muito bem.
No Datafolha.
Porque, como ficou visto, o Datafolha fez Serra um vencedor.
Em São Paulo.
A manipulação da pesquisa regional Databranda foi descoberta. Só o PT não percebeu.
Por isso Serra vai à Minas Gerais nesta segunda, 19.
Porque 65% dos mineiros preferiram Lula em 2002 e 2006.
Depois da truculência com que tratou Aécio Neves para tirá-lo do seu caminho e se tornar o pré-candidato tucano à Presidência, Serra tenta convencer a mineirada a lhe dar um voto de confiança.
Não acho que Serra impeça novo tropeço e outro vexame em outubro na terra de Aécio.
Porém, algo me recomenda não crer piamente na reticência demonstrada pelo neto de Tancredo.
Eu não apostaria um centavo nessa insatisfação de Aécio Neves com Serra.
E acho que ele aceitará ser o vice do Zé Inacabado.
Que aceite. Mesmo perdendo o Senado e ficando sem mandato durante algum tempo, seu prejuízo será consideravelmente menor do que o de seu colega (e cabeça de chapa).
O tucanato insiste em fingir que tem alguma certeza de vitória com Serra.
Porque não tem. E sabe disso.
O PSDB teve um sonho e nesse sonho uma voz dizia que se Aécio fosse o vice de Serra, este ganharia da Dilma em Minas.
E se ganhasse em Minas, ganharia no Brasil.
Porque o Brasil começa em São Paulo e termina em Minas.
Para o PSDB.
Em linhas gerais é isso.
Simples assim.
Serra + Aécio = vitória no primeiro turno.
Só falta combinar com 51% do eleitorado.
De Minas.
É que dos municípios que concentram os maiores colégios eleitorais de Minas, 22 prefeitos apoiarão Dilma Rousseff.
Apenas 13 dizem apoiar José Serra, dois trabalharão para Marina Silva e outros treze ainda não definiram seu candidato.
O que chama a atenção mesmo é o fato de Serra não ter sequer o apoio nem dos prefeitos da base de sustentação ao Governo Mineiro. Pelo menos quatro prefeitos, sendo um do PSDB, dois do PPS e um do DEM estão indecisos entre apoiar Serra ou Dilma.
As informações são do Vermelho.



domingo, 21 de março de 2010

O BRASIL TRATADO COM RESPEITO JAMAIS VISTO

Trocar a notícia é com o PIG mesmo!
Para os adestrados do e pelo PIG recomendo que leiam o post publicado no blog do planalto referente à visita de Lula ao Oriente Médio que, na versão estadunidense da mídia conservadora e golpista o Brasil semeou mais joio que trigo.
Teve até quem dissesse que boicotaram o Presidente brasileiro. Por muito pouco não noticiaram a expulsão de Lula pelo governo de Israel.

Brasil nunca foi tratado com tanto respeito em Israel, diz correspondente da BBC

Do front em Tel Aviv, onde trabalha como correspondente da BBC Brasil em Israel e territórios palestinos desde 1997, Guila Flint conversou com o Heródoto Barbeiro, âncora da CBN, na manhã desta terça-feira (17/3), onde faz uma avaliação da visita oficial do presidente Lula ao Oriente Médio (Israel, Palestina e Jordânia). “Depois de viver muito anos aqui, nunca vi o Brasil ser tratado com tanto respeito”, disse.

O comentário foi feito de um ponto de checagem no momento em que Lula terminava a visita a Israel. Guila trata também da repercussão da presença do presidente brasileiro no Oriente Médio publicada pela mídia: “A repercussão está sendo bastante grande tanto na mídia eletrônica quanto na mídia impressa. Várias reportagens, sendo a maior parte delas favorável ao presidente Lula”, destacou. Ela acrescentou que “o balanço foi muito bom. O presidente brasileiro foi bem recebido em Israel”.
A correspondente assinalou, num outro comentário ontem (16/3), o fato de Lula ser o primeiro presidente da República do Brasil a visitar a região, observado com bons olhos pelos israelenses e palestinos que ela conversou nas últimas horas. Ela destaca comentário do presidente de Israel, Shimon Peres, que alegou que “a contribuição do Brasil será muito bem-vinda” ao processo de paz naquela região. Guila destacou também que “os palestinos consideram o Brasil um moderador honesto” e, por este motivo, ficariam muito satisfeitos “se o Brasil tivesse um papel ativo no processo de paz”.

O site da BBC Brasil diz que Guila Flint começou a trabalhar em jornalismo em 1991, escrevendo para o diário israelense Davar sobre o Brasil. Cobre o Oriente Médio para a imprensa brasileira desde 1995 e trabalhou com o Jornal da Tarde, O Estado de S. Paulo e o Correio Braziliense. Foi correspondente da Globo News de 1997 a 2002 e também colaborou com a revista Carta Capital e com a revista Visão, de Portugal. Seu livro, “Israel terra em transe – democracia ou teocracia?”, em co-autoria com Bila Sorj, foi publicado pela Editora Civilização Brasileira em 2000. Guila é correspondente da BBC Brasil em Israel e nos territorios palestinos desde 1997.