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sexta-feira, 14 de maio de 2010

LULA NOCAUTEOU A DIREITA

Lula, o demolidor de direita


É cristalino e indisfarçável o interesse da direita brasileira – partidos e grande imprensa – em incriminar, nem que seja à força, o Presidente Lula, sua candidata à Presidência e o PT.
Para tanto, a direita, num sistêmico e descontrolado roteiro de ações, ventilam e fazem repercutir toda e qualquer frase dita por Lula, ainda que descontextualizada de seu real sentido.
O objetivo não é outro senão o de propagar a ideia de que Lula afronta a lei. Logo ele, a mais alta autoridade do País.
Que Lula “esbofeteia os juízes do TSE” ao elogiar sua ex-ministra.
Estranho, inesperado e inaceitável seria que o Presidente a criticasse e a desqualificasse.
(Aos débeis, vale lembrar que o programa desta quinta feira 13, era do PT e não do PSDB/DEMO/PPS).
Os que estavam ao lado dos ditadores e torturadores do regime militar agora dizem que Lula é um fora da lei.
Que pavor. Que coisa horripilante.
Lula é despropositado e sua atitude de comparar Dilma a Nelson Mandela é um despropósito total.
Porque Dilma, assim como Mandela foi para o confronto. Desafiou seus algozes e acabou na prisão.
Eles – Dilma e Mandela – não foram fazer faculdade no Chile.
Mas Lula diminuiu a história política de Nelson Mandela ao fazer comparações entre sua vida à de Dilma Rousseff.
“É um escárnio".
A direita está em completo desespero.
Faz ilações que objetivam provocar a Justiça Eleitoral para que esta atente, perceba e puna com a rapidez que lhe é (da direita) conveniente Lula e Dilma por seus “crimes” e “afrontas” à Lei.
Até pouco tempo o que se percebia era a grande imprensa – O PIG – abastecendo casuisticamente o noticiário com matérias inverossímeis contra o Governo as quais repercutiam no Senado através de Álvaro Dias, Zé Agripino Maia & Cia.
Agora, em vias da vitória de Dilma e consumação de seu final, o PIG abastece diretamente o TSE com seu denuncismo fecal.
Ele tem pressa e a Justiça, além de cega, é lenta pata o desenfreado interesse do PIG.
"Pela quantidade das transgressões, infrações, é um ritmo lento. A Justiça poderia ter se pronunciado de forma mais célere e rápida”, esturrou o presidente do PFL.
A direita (PIG/PSDB/DEMO/PPS) tentaram até o último instante a suspensão do programa do PT.
Mas a Justiça só se pronunciou após o programa ter ido ao ar.
E aplicou duas multas. Uma contra Dilma e outra contra o PT pelo programa.
O programa de dezembro de 2009.
O TSE puniu ainda o PT com a suspensão de todos os seus programas do primeiro semestre.
De 2011.
Para quem não sabe: Dilma será eleita Presidente em outubro.
No primeiro dia do 1º semestre de 2011 ela toma posse.
Nada fará mais sentido até junho.
O PIG estará calado, em busca do que dizer.
A demotucanada ainda não terá de recuperado da 3ª surra nacional, agora dada por uma “intrépida” mulher – um misto de mineira com gaúcha.

Se o amigo que me acompanha não se nausear facilmente,
clique aqui e veja a matéria na íntegra.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

FOLHA NÃO SABE QUE LULA É DE ESQUERDA. PIÑERA SABE

Do blog do Nassiff:

Entrevista de Piñera a Folha
Da Folha
“Lula vem da esquerda, mas entende o mundo global”
Presidente chileno revela simpatia por Serra, mas evita “se meter” na sucessão

Mandatário de centro-direita relata quais foram suas preocupações e como reagiu ao terremoto que atingiu o Chile em fevereiro

SILVANA ARANTES

EM SÃO PAULO

A três dias de completar seu primeiro mês como presidente do Chile, Sebastián Piñera desembarcou ontem no Brasil, destino de sua primeira visita de Estado. Antes, fez uma escala “de trabalho” na Argentina. Em São Paulo, ele se encontrou com o candidato à Presidência José Serra e visitou a Fiesp. Piñera estima que seu governo licitará em torno de US$ 10 bilhões em obras de reconstrução de casas, hospitais, estradas, aeroportos e escolas destruídos pelo terremoto seguido de maremoto que atingiu o Chile em 27 de fevereiro.

Hoje, o mandatário chileno se encontra em Brasília com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com a pré-candidata petista Dilma Rousseff.

FOLHA – Como interpretou o fato de Lula não ter ido à sua posse?

SEBASTIÁN PIÑERA – Quando visitei Lula em setembro do ano passado, disse: “Presidente, tenho certeza de que vou ganhar a eleição e quero convidá-lo pessoal e antecipadamente”. Ele me disse: “Presidente Piñera, conte comigo. Estarei em sua posse”. Estou certo de que essa era a intenção dele e que forças alheias à sua vontade o impediram de estar no Chile.

FOLHA – Acredita na versão de que a diferença ideológica o desanimou?

PIÑERA – Não acredito nisso. Estive com Lula em várias oportunidades. Uma vez foi em Londres, na inauguração do estádio de Wembley. Sempre tivemos uma relação franca, direta e fraterna. Em Brasília, conversamos por mais de uma hora. Tenho certeza de que nenhuma diferença [entre nós] está por trás de sua ausência [à posse]. Além do mais, eu acredito na liberdade e aprecio as diferenças.

FOLHA – Acha que Lula fez um governo de esquerda?

PIÑERA – Lula é um presidente que tem uma origem de esquerda, no PT, mas que compreendeu muito bem as chaves do mundo moderno e globalizado. Tendo origem de esquerda, governou muito bem o Brasil.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

DIREITA CHILENA MANDA UM AVISO À AMÉRICA LATINA

Após a vitória da direita no Chile fui conferir a análise do resultado da eleição presidencial chilena no maior site da esquerda brasileira, o Vermelho.
A questão que se levanta, ainda que indisfarçadamente, é: até que ponto a vitória da oposição no Chile nos serve de alerta para uma possível vitória de um candiato na eleição para presidente em outubro que não seja a da ministra Dilma Rousseff.
Vejam a opinião do Vermelho e tirem suas conclusões. Eu há muito já tirei as minhas. Piñera venceu com algo em torno de 1,3% de vantagem, num 2º turno em que mais de 25% do eleitorado não copareceu às urnas.
Aqui, Dilma será eleita logo no 1º turno com, pelo menos, 62% dos votos do povo brasileiro.
Vermelho.org: Piñera, no Chile, vence o 2º turno e é eleito novo presidente do país. Após 50 anos, a direita vence a eleição presidencial. A Concertación, no poder há 20 anos, cansou os chilenos que, há algum tempo, já vinham votando em renovação. Ominami, candidato independente, foi a grande novidade desta eleição no 1º turno, alcançando 20% dos votos. Nem seu apoio ao candidato da Concertación no 2º turno levou Frei — o candidato de Bachelet — à vitória.
Por Walter Sorrentino, em seu blog
O resultado parece compor a vontade de mudança de padrões políticos no comando do Estado, com a continuidade de rumos do país. Em suma, um embate despolitizado, só modificado na reta final quando Concertación encosta na direita nas pesquisas. Piñera percebeu isso e explorou um discurso centrista, pragmático, sem entretanto romper com sua base. Boa parte do povo está cansada da política. Inscrição eleitoral no Chile não é obrigatória, de modo que quase metade da população não votou. Da metade que votou, 51% e algo deram a vitória a Piñera. Portanto, 25% da população em condições de votar deram um novo presidente da República.
Nas comemorações, cartazes de Pinochet nas ruas, o assassino de seu povo. Aos cem anos do massacre de Iquique, imortalizado na cantata de Quilapayun nos anos 1970, o Chile está na via da direita. Mau resultado, sobretudo se se levar em conta o equilíbrio de forças no ciclo progressista vivido na América do Sul.
Embora, no caso do Chile, o país estivesse relativamente independente desse processo, e tendo definido de certo modo consensual seu modo de inserção particular na economia mundial.
Enquanto isso, impressiona o estratagema conservador em todo lugar do continente, incluído o Brasil. Fala-se abertamente de ameaça comunista, de tentativa de implantação de ditadura do proletariado, de ameaça à liberdade de imprensa, de manipulação dos direitos humanos como bandeira para o autoritarismo. O próprio FHC conclamou contra o “populismo autoritário” no Brasil.
As conferências democráticas que elaboram políticas públicas no país, com ampla discussão desde a base, são tratadas como sectarismos esquerdizantes. A direita não se peja em fazer pregação anacrônica, manipulando os meios de comunicação monopolizados que detêm, para criar ambiente de suposta ameaça democrática, bolchevização do país. A falta de escrúpulos choca.
Não é um enfrentamento fácil o que está em curso na América Latina. Na dúvida, há a IV Frota para atemorizar, os acordos militares que permitem aos Estados Unidos sete bases na Colômbia. Enquanto isso, sob os auspícios dos Estados Unidos, em Honduras os golpistas não foram sancionados; no Haiti, a ajuda humanitária se transforma em demonstração de hegemonia norte-americana.
Há um grande paradoxo nisso tudo. Ao lado do ciclo progressista e desenvolvimentista em curso em vários países, suprimindo o paradigma do Consenso de Washington e mobilizando os Estados nacionais a impulsionarem o crescimento econômico, feito em bases democráticas em muitos casos jamais vividas, as sociedades vivem uma despolitização. Incorporando maiorias sociais ao processo político (como na Bolívia, Equador, Venezuela e mesmo Brasil), há uma espécie de diluição geral, onde a política e os partidos políticos cansam a maioria da população.
A política se mercantilizou, vergada sob a evidência de que poderes reais da sociedade (finanças e comunicações, particularmente) escapam às suas determinações, têm outro timing e outras consequências, mais tangíveis no plano da vida imediata da população. Não por acaso esses são exatamente os setores de ponta na contraofensiva que pretendem neste momento, e que não querem admitir nenhum tipo de controle social sobre seu papel.
Em 2010 e 2011 se define o destino do ciclo progressista no subcontinente, e a eleição brasileira de outubro terá forte centralidade. A julgar pelo andar da carruagem, a direita esconde suas verdadeiras bandeiras, mas está ativíssima em retomar as rédeas do poder.