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sábado, 26 de junho de 2010

UM VICE SEM VOTO E ODIADO PELOS PROFESSORES. QUE ASSIM SEJA!


Serra e Álvaro Dias "convocando" um demo para vice
Vermelho: Constrangido pelo DEM, vice de Serra já admite desistir da chapa
Horas depois de ser indicado pela cúpula tucana para ser o vice na chapa presidencial de José Serra, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) já rateou. Prevendo resistências do DEM a seu nome, Dias declarou nesta sexta-feira (25), em Cuiabá (MT), que não aceitará o posto caso as turbulências permaneçam.

Segundo o tucano, caso os “demos” se mantenha irredutível quanto à indicação do seu nome, ele cederá para preservar a aliança. "Se o DEM tiver que sair, saio eu", reforçou. “É normal que o DEM aspire à posição. É legítimo, mas sempre vai prevalecer a vontade da maioria. Até onde eu sei há um aval positivo dos nossos aliados. O DEM é um partido da base e imprescindível ao nosso projeto".

Em meio à crise aberta com o DEM – que não aceita a chapa puro-sangue tucana –, o presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra (PE), divulgou uma nota oficial extremamente sintética para explicar a escolha do partido. "O PSDB sugeriu hoje o nome do senador Alvaro Dias como candidato à vice presidente na chapa de José Serra. Alvaro é um senador de grande coerência e capacidade. Ele ajuda a dignificar o Parlamento brasileiro. Sua indicação está sendo apreciada por líderes e presidentes dos partidos coligados", diz a nota.

O fator Paraná

Ainda na sexta, poucas horas depois da indicação de Alvaro Dias, o presidente do DEM, Rodrigo Maia, disse que o seu partido não aceitará nenhuma indicação do PSDB para a vaga de vice. Segundo Maia, a única opção que o DEM aceita no PSDB é o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves. Fora ele, o nome deve sair do DEM.

Maia aconselhou o PSDB a resolver o problema da aliança no Paraná, que seria contornado com a indicação de Dias para a vice de Serra, indicando o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), para disputar o Senado e dando a vaga de candidato ao governo do Paraná para Osmar Dias (PDT).

"Eles podem resolver o problema do Paraná entre eles. Não controlaram o Beto e agora querem usar a aliança nacional para resolver? O problema do Serra está no Sudeste e no Nordeste. Saíram duas pesquisas. Será que eles não entenderam isso?", perguntou Maia. "Se eles querem abrir mão, que abram no Paraná com o braço deles, e não com o meu."

A indicação de Dias para vice de Serra faria, em tese, com que Osmar Dias (PDT), seu irmão, desistisse da disputa ao governo e saísse ao Senado na chapa de Richa. Dessa forma, ficaria inviabilizado o palanque da petista Dilma Rousseff no Paraná, que hoje teria Osmar Dias como candidato ao governo.

Fim da coligação

Pelo Twitter, o vice-presidente democrata, deputado Ronaldo Caiado (GO), disse que defenderá o cancelamento da aliança entre PSDB e DEM. "Com um aliado desse, o Democratas não precisa de inimigo", disse. Caiado classificou a escolha de Dias – “senador sem voto e odiado pelos professores" – como "golpe" e disse que o DEM soube da notícia apenas pelo Twitter. "Tudo que os adversários queriam era isso, essa atitude inconsequente de tirar a vice do Democratas."

A cúpula do PSDB bem que tentou, ao longo do dia, minimizar a revolta do aliado DEM e com a forma pela qual a notícia veio à tona – via Twitter do presidente do PTB, Roberto Jefferson. Mas o dano causado foi muito além do que o comando da campanha poderia supor.

À noite, o entorno de Serra já discutia seriamente a possibilidade de rever a escolha. Em meio à chuva de declarações iradas dos "demos", chamou a atenção o silêncio do deputado José Carlos Aleluia – justamente o nome do partido mais bem colocado na lista de possíveis vices de Serra. Já o presidente do PPS, Roberto Freire, ironizou: "Só o PSDB, com seu tino de marketing, para indicar vice em dia jogo do Brasil".

Da Redação, com agências

sexta-feira, 25 de junho de 2010

"CONVOCADO", PAI DAS CPI's NATIMORTAS É O VICE DE SERRA

Como fica a CPI do Ibope?
Saiu no G1: Álvaro Dias diz que foi 'convocado' e que aceita ser vice de Serra
Senador tucano afirmou, no entanto, que isso depende de partidos aliados.
Segundo ele, PPS e PTB já foram consultados; falta confirmação do DEM.

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) disse nesta sexta-feira (25) que foi "convocado" para ser o candidato a vice do tucano José Serra na chapa para a Presidência da República.

“Há uma convocação. Foi dessa forma que o fato me foi transmitido hoje de manhã em São Paulo. Eu, para contribuir, não vou de forma nenhuma fugir a essa responsabilidade. Aceito sim. É uma honra, inclusive, ser vice do Serra pelo seu talento, pela sua competência política, capacidade administrativa”, afirmou, ao desembarcar em Mato Grosso, onde participará da convenção estadual do PSDB no sábado (26). Segundo ele, a convocação é "irrecusável".

Dias afirmou, no entanto, que a confirmação de seu nome na chapa depende de conversas com os partidos aliados. Ele afirmou que, quando saiu de São Paulo, já haviam sido feitas consultas ao PPS e ao PTB e que o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), havia ficado encarregado de conversar com o Democratas, partido aliado dos tucanos que reivindica a vaga de vice.

Questionado sobre a possibilidade de os democratas não aceitarem ceder o posto e romperem a aliança com o PSDB, o senador disse que esse risco não existe e acrescentou: “Se o DEM tiver que sair, saio eu”.

Dias se mostrou confiante de que os democratas aceitarão a escolha. "Se o governador José Serra fizer o apelo pela unidade em torno dessa fórmula, certamente os democratas apoiarão", respondeu, acrescentando que a maior responsabilidade do PSDB e dos aliados é "acomodar forças políticas" para tornar a candidatura tucana "viável eleitoralmente".

A notícia sobre a indicação do senador para compor a chapa de Serra foi dada no início da tarde desta sexta pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson. Ele disse, por meio do Twitter, que Dias havia sido escolhido como candidato a vice e apoiou a decisão. "Entendo que o Álvaro é um nomaço", escreveu. Jefferson disse ainda que Guerra iria viajar para se encontrar com o presidente do DEM, o deputado federal Rodrigo Maia (RJ).

quinta-feira, 24 de junho de 2010

BEM VINDO À REALIDADE

Procurando um fantasma que lhe seja camarada e que aceite um emprego
O PIG é hilário.
Ler o PIG após a divulgação de cada nova pesquisa passou a ser uma atividade lúdica.
Pelo menos na minha imaginação.
Não dá para pensar diferente a respeito de uma imprensa que faz seus os “questionamentos” do presidente do PSDB, Sérgio Guerra.
A grã-mídia, como os demotucanos, está atônita.
A elite, aturdida, perdeu o compasso da passada.
E caminha com extrema dificuldade rumo ao calabouço.
A ficha caiu.
O PSDB acordou para a realidade.
Bem vindo!
A direita demorou em descobrir que os “dociês” não agregam votos ao Serra.
Em 2006 os “dociês” já não emplacaram e a única façanha alcançada foi que o Alckimin teve menos votos no segundo que no primeiro turno.
Um feito inédito e jamais conseguido por nenhum outro candidato.
Pois vejam que o Guerra, o empregador de fantasmas, agora questiona o resultado do Ibope.
É a arrogância e a soberba mortalmente atingidas por uma verdade viral finalmente descortinada.
O Serra jamais esteve à frente de nada nem de ninguém.
O Serra está onde sempre esteve.
Na casa dos trinta por cento.
Ou seja, nem mais os institutos do Serra – Datafolha e Ibope – conseguem esconder nem disfarçar sua derrocada e mediocridade.
Já se fala até numa possível desistência, por "questões pessoais" do Serra.
O PSDB tentaria emplacar Aécio Neves.
E, se Lula voltar em 2014 para suceder Dilma Rousseff?
Nesse caso, adeus, Serra.
E, Aécio, quem sabe você consegue algo em 2018.
Mas, voltemos ao neo-questionador do Ibope – isso seria inimaginável se o resultado favorecesse o Zé – Sérgio Guerra.
Leitores do Estadão dão um show à parte em sarcásticos comentários feitos sobre o “questionamento” do desacreditado chefe da Família Adams e senador pernambucano.
Praticamente sem os rotineiros e odiosos contra-argumentos dos estrábicos e aloprados tucanos.
Os dilmistas deitaram e rolaram no Estadão.
O Estadão não sabe explicar o que aconteceu ao Serra.
Nem a Mirian Leitão se atreveu a comentar algo no Bom Dia dela. Da Globo.
O Renato Machado estava fantasmagoricamente acabrunhado na bancada.
A pesquisa Ibope foi uma das últimas notícias, algo sem importância. Para a Globo.
A Globo ficou a ver fantasmas.
Os fantasmas que o Sérgio Guerra empregou.
Será que a Globo também não acredita mais no Ibope?
O Sérgio Guerra debruçou o pessoal dele sobre os resultados.
A Dilma começou com míseros 2% e jamais alguém questionou o resultado dos números.
Nem de um nem de outro lado.
Sobretudo alguém próximo à candidata petista.
Até enquanto conseguiram segurar a máscara.
Depois que esta caiu, eles não acreditam no instituto deles, cujo presidente dizia que Serra ganharia de Dilma sem a necessidade de um 2º turno.
Montenegro dissera que Dilma não chegaria aos 20%.
Ela checou ao dobro disso. E corre, sim, para ser eleita em 1º turno.
E quando isso acontecer, será que eles acreditarão?
Quem sabe com essa qustionável pesquisa o Álvaro Dias crie a CPI do Ibope.
Depois criará a da Folha, da Sensus, do Vox...
Ele é pai das CPI’s natimortas.
Os leitores do Estadão sugerem um gesto de solidariedade aos que coordenam a campanha do Serra.
Ao invés de torrar 100 milhões com uma eleição que já foi pro espaço seria de bom alvitre que os tucanos transformassem essa quinquilharia em doações aos nordestinos atingidos pelas enchentes.
Ainda daria tempo de fazê-lo, antes que o Amaury Ribeiro Jr. lance o seu "Nos Portões da Privataria" e a Dilma ultrapasse a barreira dos 50%.
A tendência será o Datafolha mostrar um dado semelhante, com algum “crescimento” do tucano.
No entanto, é provável que o Vox Populi e o Sensus restabeleçam a verdade dos fatos: Dilma estará em torno de dez a quinze pontos à frente do Zé.
O PSDB não quis jamais se dar conta que as derrotas também tem seus ensinamentos.
Tanto não quis que sequer aprendeu a ser oposição.
O PSDB que, se dormia o fazia muito mal, atiçado pelo fraco desempenho de seu candidato, acordou de um pesadelo para viver outro.
E viu que a impossibilidade de voltar ao Planalto se transformou numa realidade cada vez mais distante.
De qualquer forma, a pesquisa Ibope trouxe de volta o Serra ao lugar em que sempre foi dele.
E o recolocou nos seus 30%.
Bem vindo à realidade.