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sexta-feira, 13 de maio de 2011

SIM! A GLOBO IMITA A RECORD

Globo, a gente desliga você!

A despeito dos desinformados, retrógados, mal amados e despeitados leitores da Folha para quem a Rede Record é "recópia", numa simulação de que a primeira copia a segunda, ninguém mais, ninguém menos que o todo-poderoso e arrogante diretor-geral da emissora carioca, Octavio Florisbal, para mostrar o contrário.
Para não cair do pedestal onde sempre esteve e de onde jamais imaginaria sair, a Globo é que passa a imitar a TV da Universal.
Leia a postagem abaixo e saiba como e por quê. Ainda que você ainda leia a Folha e veja a Globo.

Do Vermelho, o melhor site da esquerda brasileira: mais um pouco e a Globo vira Record.

Em entrevista a Mauricio Stycer, crítico de TV do UOL, o diretor-geral da Globo, Octavio Florisbal, assume, com aquele jeitão autossuficiente, que a emissora vai ter que correr atrás do prejuízo. E da Record, quem diria!
 
Por Marco Antonio Araujo, no Blog do Provocador.

Até que enfim o governo Lula começou para a Rede Globo. Como sempre, com décadas de atraso, a Velha Senhora percebe que o Brasil mudou. Mais um pouco e vai ter que aceitar que vivemos em uma democracia.
Observem o que diz o texto, logo no início:

“No embalo do crescimento econômico recente do país e das projeções otimistas para os próximos anos, a Rede Globo aprofundou um processo de modificações em sua programação para atender a uma nova clientela: a emergente classe C. As mudanças afetam as áreas de novelas, os programas de humor e o jornalismo. E objetivam deixar a programação mais popular. A nova classe C, na visão da emissora, quer se ver retratada nas telas.”

Eureka!

Então, quer dizer, finalmente, que a “popularização” que a Record pratica há anos, sempre sob o olhar arrogante e presunçoso dos oráculos globais, estava certa? Mais um pouco e a Globo renegará as elites deste país, a quem tão bem serviu.

Jornalismo popular a Record sempre fez, com a clara intenção de se comunicar com as classes C, D e E, que, para o executivo (vejam só), “têm uma vida própria, com características próprias. Nós precisamos atendê-los”. Incrível. Visionário, não é mesmo?

Telejornais conversados, reportagens com plano sequência, inteligíveis para todos, e com temas pertinentes à vida de qualquer cidadão comum fazem parte do noticiário da Record há anos. Por algum milagre, deixarão de ser apelidados de “sensacionalistas” e “apelativos”.

Percebam o quanto um homem pode se regenerar, nas sábias palavras de Florisbal: “Eles têm que ver a sua realidade retratada nos telejornais. Eles querem ter uma linguagem mais simples, para entender melhor.” Eles quem? A classe média “emergente”.

Mais um pouco e a Globo admitirá que existem pobres neste país! E é capaz até de colocá-los em sua programação, sempre tão elitista, repleta de milionários em seus jatinhos, nas novelas em que os ricos e canalhas sempre se dão bem.

Na Record, favela é cenário desde Vidas Opostas, novela de 2006. Repito: 2006. Pela entrevista, somos advertidos que a próxima novela de Aguinaldo Silva vai se passar na “periferia”. Uau. Que revolução.

Capaz de vermos gente humilde vestida com roupas humildes na tela da Globo. Como farão com os merchandisings? Fiquei curiosíssimo.

Florisbal, mediúnico como ele só, percebeu que houve em nosso país uma forte “mobilidade social ocorrida em função do crescimento da renda e do emprego”.

Talvez isso explique a crise por que passam o PSDB e o DEM (não, não mudei de assunto). Mais um pouco, uma década talvez, e a Globo vai perceber que o governo Lula acabou. Entrou uma mulher no lugar. É o que dizem por aí.

A Fantástica Máquina de Calcular

Já que a entrevista está sendo publicada em capítulos, volto a dar meus pitacos nessa novela, cujo nome bem poderia ser “Dissimulação”. Neste episódio, o diretor-geral da Globo vem a público falar sobre futebol e Olimpíadas.

E aqui cabe uma obviedade: quando um homem desses vem a público, é porque ele quer mandar recados. Ele é um profissional, não veio ao mundo para gentilezas. Nas entrelinhas e, principalmente, nos grifos da matéria, a intenção parece clara: justificar o injustificável.

Em vez de assumir que fugiu de uma licitação transparente pelo Campeonato Brasileiro, com regras oficialmente criadas por um órgão federal (o Cade), preferindo a tática de aliciamento dos clubes e de terra arrasada no Clube dos 13, Florisbal fica desfiando números como uma Velha Senhora fazendo tricô.

Mas o cachecol que agasalha seus argumentos ficou meio apertado. Ao justificar a perda do direito de transmissão em TV aberta dos Jogos Olímpicos de 2012 para a Record, ele diz:

“Nós tínhamos uma visão de que os Jogos Olímpicos de 2012 deviam valer, para o Brasil, entre US$ 25 milhões e US$ 30 milhões... E foi essa oferta que fizemos, dentro da realidade de mercado... Se passar daqui, vai dar prejuízo. A oferta vencedora foi o dobro disso.”

Ah, é? Mas o que li é que foram cerca de U$ 25 milhões o que a SporTV — canal a cabo das Organizações Globo — pagou pelo direito de transmissão. Repito: a cabo, em que os valores são bem menores. Por que a mesma Globo que Florisbal comanda aceitou pagar um valor tão alto no cabo? Caridade? Erro de estratégia? Desespero?

Mal informado o Florisbal não é. Vai ver esqueceu esse detalhe ou fecharam o negócio sem avisá-lo.
 
E quanto ao valor oferecido pela Globo para as Olimpíadas de 2016? O chefão da emissora não deve ler jornais. Se lesse, saberia o que é de domínio público: a Globo ofereceu R$ 160 milhões pelas Olimpíadas de 2016, sem exigir exclusividade. E detalhes: antes mesmo de saber que o Rio seria a cidade-sede.
 
Duvido que alguém em um cargo tão importante desconheça essas informações. Vai ver, mentiu mesmo. Ou se emaranhou na lã de seu casaquinho de tricô.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O SERRA VAI PERDER PORQUE O BRASIL GANHOU COM LULA

Na cabine, eleitor votando no Serra
Republico post do Paulo Henrique Amorim no seu excepcional Conversa Afiada: Por que Serra vai perder. Ele não leu o balanço do BB

Saiu no Estadão, pág. B4:

“BB lucra R$ 2,3 bilhões no 2º. trimestre”, o que é 13% maior do que em 2009.
Por que o BB, o maior banco do país, cresceu tanto ?
Porque aumentou a carteira de crédito, do crédito à pessoa física e, no crédito à pessoa física, especialmente o empréstimo consignado.

É o empréstimo barato, aos idosos e trabalhadores, com desconto em folha, uma criação do Luis Marinho, quando era líder sindical (hoje prefeito de São Bernardo).
Por que o BB cresceu tanto ?
“… porque nos últimos anos foram incorporados ao sistema financeiro 30 milhões de pessoas que passaram a tomar crédito e usar serviços bancários”.

Houve uma “banqueirização” da Classe C.
Quem mais toma cartão de crédito no Brasil, hoje, é a Classe C.
É a Classe C que forma a maioria dos correntistas do Bradesco.
É a Classe C que compra imóvel.

Clique aqui para ler o que me disse a Marlene, da Coelho da Fonseca: “Imóvel vende feito pão”.
É o Brasilzão que o Governo Lula incorporou ao sistema econômico.

Ao mesmo tempo, o Valor de hoje, na pág. A3, trata da prévia do Censo, que mostra uma queda do número de habitantes por domicílio.
Segundo Eduardo Nunes, presidente do IBGE, a população envelhece, cresce vegetativamente e surgiram novos arranjos familiares: lares com um só chefe de família e, cada vez mais, mulheres como chefe de família.

A sociedade brasileira se modifica rapidamente e adquire características de sociedades mais ricas, mais complexas.
Subir na vida, comprar e garantir o futuro são aspirações que se realizam com mais rapidez.

Isso pode ter efeitos sinistros, mais adiante, como antecipa o meu cunhado: “Classe C vota na Dilma, mas depois pode ser no Piñera, no Berlusconi, se não houver uma Ley de Medios”.

Os tucanos estão ancorados em 2002.
O Farol de Alexandria só pensa em lustrar seu verbete.
E o Serra não tem uma idéia que preste na cabeça.

Como diria o Pedro Malan das idéias do Serra: o que é bom não é novo; o que é novo não é bom.
Clique aqui para ler o que a Laura Capriglione diz do “educador” José Serra: um desastre.

Paulo Henrique Amorim