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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

PEDRO SIMON DIZ QUE A JUSTIÇA ESTÁ ONDE O SENADO SE ENCONTRA: NA UTI

Pedro Simon não é nem um modelo de ética.
E é.
De duas.
Uma ética na qual para ele deve se pautar o Governo Lula.
Outra ética que caracteriza o desastroso Governo Yeda Crusius/RS.
Que ele apoia. Cega e ideologicamente.
Todavia, vez por outra, ele descobre uma verdade que ao povo não constitui novidade alguma.
Portanto, tardiamente.
Dizer que a Justiça está na UTI é tão verdadeiro quanto o fato de que ela - a Justiça - por muito pouco não houvera ficado sem leito quando de sua internação.
Ocorre que ao chegar na UTI, a Justiça lá já encontrou ninguém menos que o próprio Senado Federal...
Com Simon dentro dele.
Mas, convenhamos, guardadas as bravatas e os arroubos demagógicos de quem joga para a platéia, Pedro Simon foi menos infeliz do que o habitual em seu pronunciamento ao anailisar e defender ações da Polícia Federal, mais presisamente da Satiagraha.
Passo a publicar então, integralmente, pronunciamento do senador gaúcho:

"Em discurso nesta quarta-feira (17), o senador Pedro Simon (PMDB-RS) fez uma análise da atuação do Judiciário brasileiro em relação a operações da Polícia Federal. Para ele, decisões de tribunais superiores entraram em choque com decisões de primeira instância tanto na Operação Satiagraha quanto na Operação Castelo de Areia.
Simon leu o artigo “A Justiça na UTI”, de autoria da procuradora Janice Ascari, publicado pelo jornal Folha de S.Paulo em 24 de dezembro do ano passado, onde ela examina os desdobramentos jurídicos da Operação Satiagraha. Para a procuradora, “após sucessivas intervenções jurídicas incomuns” as investigações sobre “um dos mais escabrosos casos de corrupção” do Brasil foram prejudicadas. Na opinião dela, leu Simon, a Satiagraha surpreendeu o país devido às “manifestações de autoridades e de instituições públicas e privadas em defesa dos investigados”.
- Dos casos sob a responsabilidade do juiz Fausto De Sanctis, o mais conhecido, sem dúvida, é a Operação Satiagraha. Mas há outros dois casos igualmente intrincados e que envolvem pessoas poderosas. A Operação Satiagraha tem como principal acusado o senhor Daniel Dantas, badalado banqueiro, nacionalmente famoso depois que obteve do Supremo dois habeas corpus quase simultâneos que o livraram da cadeia, onde se encontrava por ordem do magistrado acima citado – acrescentou Simon.
“Nunca se viu tamanho massacre contra os responsáveis pela investigação e julgamento do caso. Em vez do apoio à rigorosa apuração e punição, buscou-se desacreditar e desqualificar a investigação criminal colocando em xeque, com ataques vis e informações orquestradas e falaciosas, o sério trabalho conjunto do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, bem como a atuação da Justiça Federal”, afirma a procuradora Janice Ascari no artigo, lido por Simon.
O senador também lembrou que liminares do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), lançadas no fim do ano passado, “podem invalidar as investigações da Satiagraha”, pois suspenderam ações e invalidaram provas da operação.
Outro caso também a cargo do juiz Fausto De Sanctis, acrescentou Simon, foi proveniente da Operação Castelo de Areia da Polícia Federal, que investigou doações da Camargo Corrêa a políticos de diversos partidos.
- No processo da operação Castelo de Areia a investigação do juiz De Sanctis foi suspensa em pleno recesso da Justiça, agora em janeiro, pelo Superior Tribunal de Justiça que aceitou as alegações dos advogados da empresa no sentido de que a investigação teria sido iniciada ilegalmente por quebra de sigilo telefônico em decorrência de denúncia anônima – disse Simon.
O senador voltou a comentar a Operação Satiagraha ao lembrar que o juiz De Sanctis determinou a prisão de Daniel Dantas duas vezes e, nas duas oportunidades, o banqueiro foi beneficiado por decisão do presidente do STF.
- Ali eu me perguntei: será que em outros países é assim, será que na França, nos Estados Unidos, um ministro da Corte Suprema revoga a decisão de um juiz e dá em seguida declarações bombásticas quanto a esse mesmo magistrado? O problema, em poucas palavras, é o seguinte: estarão as decisões dos Tribunais Superiores brasileiros travando investigações contra poderosos, ao mesmo tempo em que desprestigiam policiais competentes, humilham magistrados inflexíveis? – questionou Simon.
Em aparte, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) elogiou e apoiou o pronunciamento do colega gaúcho."
Da Agência Senado.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O PERIGO DE QUEM ACUSA VIRAR ACUSADO RESIDE NOS DEDOS DA MÃO

Não existe nada mais simples e tão fácil para nós do que apontar o erro alheio.
Geralmente temos por hábito a acusação seguida do julgamento impetuoso de acordo com o nosso conceito de justiça e conveniências, como se fôssemos juízes e senhores da razão e da verdade absoluta.
Apontar as falhas, denunciar atitudes e desvios de conduta e de caráter.
Criticar, esnobar e execrar publicamente a vida e a honra de terceiros são ações que, não raro, configuram mais que desejo, um apostolado para considerável número de pessoas.
A despeito de terem diante de si um meio ou instrumento que lhes possibilitam o acesso às massas, como o uso de uma concessão caracterizada no serviço de um jornal ou revista, um canal de televisão ou uma emissora de rádio.
De todos os veículos de comunicação o rádio é o mais popular e eficiente no que se refere ao seu poder de alcance.
Dados estatísticos mostram que de todos os veículos do Brasil, 83% possuem um aparelho de rádio.
A audiência do rádio cresceu, em média, 44% nos últimos cinco anos.
Nesse mesmo período o mercado de publicidade via rádio, teve um crescimento de 25%.
Ao menos 73% da população brasileira escuta uma programação radiofônica diariamente, o equivalente a 138 milhões de ouvintes sintonizados todos os dias numa estação de rádio.
Para quem se acostumou a falar mal dos outros sem reparar nas suas próprias imperfeições, o rádio é um prato feito.
E o rádio está tomado de tipos assim.
Pessoas para quem a irresponsabilidade é o limite.
E gravitam entre o ceú e o inferno.Imaginam-se ungidos e beatificados pelo povo.
E fazem de suas denúncias um gesto revestido da mais pura demagogia e apelação com claro objetivo de promoção pessoal.
É o inescrupuloso falando da falta de escrúpulos.
Apontando os erros dos outros e esquecendo de corrigir os seus.
Esquecendo-se de que o Maior Juiz nos advertiu para que não julgássemos afim de de que não fôssemos também julgados.
Tem ainda, a questão de te incomodares com o argueiro no olho alheio... enquanto não tiras a trave do teu...
Pior que ser julgado por alguém é descobrir que se é julgado pelos próprios erros e pecados.
A mão que sustenta o dedo com que acusas o outro, é composta, também, por mais três (dedos) que apontam diretamente para ti. Na tua direção. Para os teus olhos e o teu coração.
O ideal e o recomendável é que sejamos sensatos e não usemos nem do rádio, nem da TV nem de qualquer outro veículo de comunicação como um instrumento para disseminar meias verdades ou mentiras mesquinhas e maquiavélicas até.
A inteligência, a coerência, e a justiça nos mandam que sejamos inteligentes o suficiente para sermos coerente e justos.
Justos para com os outros.
Justos conosco mesmo.