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terça-feira, 20 de julho de 2010

SERRA, SEUS PROBLEMAS ACABARAM DE COMEÇAR

Vem aí, uma República da Casseta
Serra precisa de amigos
Por Leandro Fortes, em seu site Brasília eu ví.

Ao acusar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter transformado o Brasil em uma “república sindicalista”, José Serra optou por agregar a seu modelito eleitoral, definitivamente, o discurso udenista de origem, de forma literal, da maneira como foi concebido pelas elites brasileiras antes do golpe militar de 1964. Não deixa de ser curioso ouvir essa expressão, “república sindicalista”, vinda da boca de quem, naquele mesmo ano do golpe, colocava-se ao lado do presidente João Goulart contra os golpistas que se aninhavam nos quartéis com o mesmíssimo pretexto, levantado agora pelo candidato do PSDB, para amedrontar a classe média. Jango, dizia a UDN, macaqueavam os generais, havia feito do Brasil uma “república sindicalista”. Ao se encarcerar nesse conceito político arcaico, preconceituoso e, sobretudo, falacioso, Serra completou o longo arco de aproximação com a extrema-direita brasileira, iniciado ao lado de Fernando Henrique Cardoso, nos anos 1990. Um casamento celebrado sob as cinzas de seu passado e de sua história, um funeral político que começou a ser conduzido sob a nebulosa aliança de interesses privatistas e conveniências fisiológicas pelo PFL de Antonio Carlos Magalhães, hoje, DEM, de figuras menores, minúsculas, como o vice que lhe enfiaram goela abaixo, o deputado Índio “multa-esmolé” da Costa.

Pior que o conceito, só a audiência especialmente convidada, talvez os amigos que lhe restaram, artistas e intelectuais arrebanhados às pressas para ouvir de Serra seus planos para a cultura brasileira: Carlos Vereza, Rosa Maria Murtinho, Maitê Proença, Zelito Viana, Ferreira Gullar e Marcelo Madureira – este último, raro exemplar de humorista de direita, palestrante eventual do Instituto Millennium, a sociedade acadêmica da neo UDN. Faltou Regina Duarte, a apavoradinha do Brasil, ausente, talvez, por se sentir bem representada. Diante de tão seleta platéia, talvez porque lhe faltem idéias para o setor, Serra destilou fel puro contra as ações culturais do governo Lula, sobretudo aquelas levadas a cabo pela Petrobras, a mesma empresa que os tucanos um dia pretenderam privatizar com o nome de Petrobrax. Animado com o discurso de Serra, o humorista Madureira saiu-se com essa: “Quero que o Estado não se meta na cultura e no meu trabalho, como está acontecendo”. Madureira trabalha na TV Globo, no “Casseta & Planeta Urgente”. Como o Estado está se metendo no trabalho dele, ainda é um mistério para todos nós. Mas, a julgar pela falta de graça absoluta do programa em questão, eu imagino que deva ser uma ação do Ministério da Defesa.

O que José Serra não confessou a seus amigos artistas é que a “república sindicalista” saiu-lhe da boca por despeito e vingança, depois que as maiores centrais sindicais do país (CUT, CGT, CTB, CGTB, Força Sindical e Nova Central) divulgaram um manifesto conjunto no qual acusam o candidato tucano de mentiroso por tentar se apropriar da criação do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e por “tirar do papel”, seja lá o que isso signifique, o Seguro-Desemprego. “Serra não fez nenhuma coisa, nem outra”, esclareceram as centrais. O manifesto também lembra que, na Assembléia Nacional Constituinte (1987-1988), o então deputado federal José Serra boicotou inúmeros avanços para os trabalhadores e o sindicalismo. Serra votou contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, a garantia de aumento real do salário mínimo, a estabilidade do dirigente sindical, o direito à greve, entre outras medidas.

Desmascarado, Serra partiu para a tese da “república sindicalista” e, apoiado em apenas uma central que lhe deu acolhida, a União Geral dos Trabalhadores (UGT), chamou todas as outras de “pelegas” e as acusou de receber dinheiro do governo federal para fazer campanha para a candidata Dilma Rousseff, do PT. Baseado nesse marketing primário, ditado unicamente pelo desespero, Serra mal tem conseguido manter firmes seus badalados nervos de aço, que logo viram frangalhos quando defrontados por repórteres dispostos a fazer perguntas que lhe são politicamente inconvenientes, sejam os pedágios de São Paulo, seja sua falta de popularidade no Nordeste.

Sem amigos e, ao que parece, sem assessores, Serra continua recorrendo ao tolo expediente de bater boca com os jornalistas. Continua, incrivelmente, a fugir das perguntas com outras perguntas, a construir na internet, nos blogs, no youtube e nas redes sociais virtuais uma imagem permanente de candidato à deriva, protagonista de vídeos muitíssimo mais divertidos que, por exemplo, as piadas insossas que seu companheiro de artes cômicas, Marcelo Madureira, insiste em contar na televisão.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

SERÁ CHEGADO O DIA EM QUE A MÁSCARA VAI CAIR. A MÁSCARA DO SERRA

Foi ele quem criou o genérico, a penicilina, pólvora, a roda, o FAT...
A probabilidade de que sua mentira seja de uma hora para outra desmascarada o persegue como sombra e deixa em estado de permanente instabilidade moral e emocional o mentiroso.
Não há mentira perfeita.
Por mais bem arquitetada que seja um dia a mentira sofrerá o processo corrosivo causado pelo tempo.
Desgastar-se-á e será descoberta.
A máscara do mentiroso que ficava por trás dela cairá.
O candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, tenta manter a farsa de ser ele o idealizador dos maiores projetos ou programas sociais realizados no Brasil nos últimos 500 anos.
Já o ouvi se denominar criador dos genéricos e do programa da Aids.
Repetindo esse mesmo “índice” de criações, Serra levou uma surra inimaginável há exatos oito anos.
O tempo, ao que parece, não foi suficiente para fazer Serra perceber que as pessoas já perceberam que ele mente.
O País descobriu que, ao contrário do que diz Serra, os genéricos foram criados pelo Ministro da Saúde, Jamil Addad.
Ninguém tem mais dúvida de que quem fez o programa contra a Aids, de novo, não foi o Serra, mas o Ministro da Saúde Adib Jatene.
A última cartada – e também já desmascarada – do Serra foi dizer que ele criou o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).
Como se até as pedras não soubessem da aversão que o Serra tem por quem trabalha.
Ele e seu cabo eleitoral, FHC.
Que chamou os aposentados de vagabundos.
A bem da verdade sôa mal aos ouvidos a frase que relacione qualquer ação de Serra com algum benefício extensivo aos trabalhadores.
A última mentira – a da criação do FAT – foi espetacularmente desmentida pelo site “Amigos da Dilma” e pelo Paulo Henrique Amorim, no seu blog.
O autor do Projeto na Câmara que cria o FAT é do então Deputado Federal pelo PMDB gaúcho, Jorge Uequed.
Serra, o mais notável entre os caras de pau da política brasileira contemporânea, aprontou mais esta.
Mentiu de novo.
Por que ele não contou essa mentira logo em 2002?
Seria ela uma espécie de “carta na manga” ou a última cartada?
Seja o que for, não colou.
As mentiras do Serra “descobriram” ser verdadeiro o adágio que diz que a mentira tem pernas curtas.
As mentiras do Serra já não vão tão longe e não o levarão a lugar nenhum.
Como diz um leitor do Conversa Afiada, Serra é um estelionatário.
Ele comete estelionato eleitoral ao mentir e mente quando diz que criou o que foi criado pelos outros.
Os outros, aliás, são as maiores vítimas das mentiras do Serra.
Como não fez nada ele se apropria das idéias... dos outros.
Dilma acabará de desmascará-lo quando chegar a hora.
Nos debates.









sexta-feira, 28 de maio de 2010

PROGRAMA PARTIDÁRIO DO DEMO NÃO FOI NADA ALÉM DE PROPAGANDA PARA SERRA

José Serra, dizendo o que sempre disse: nada.



O que os demos tem – ou teriam – a dizer em um programa político partidário no rádio e na tevê?
Que o ex-quase vice de Serra – aquele que violou o Painel do Senado e da Caixa de Pandora - só não discursou na noite desta quinta feira ao lado de quem inaugura até maquete, quanto mais obras inacabadas como o Robanel, porque foi descoberto “recebendo uns caraminguás” para comprar pão e distribuir aos pobres de Brasília?
A integral e acintosa ocupação do programa dos demos por José Serra só não o apequena ainda mais pelo simples motivo de que os demos são uma espécie de nanocorrupção na política cujo “átomo” degenerativo da ética é o “tijolo” microscópico e semicondutor da hipocrisia identificada no DNA do Agripino Maia.
Os demos são pequenos por natureza.
Baixos.
Rasos.
O programa dos demos foi um desperdício.
Uma ociosidade de tempo.
Dos demos só três representantes disseram nada.
De resto, só a reprise do discurso de Serra em Brasília, quando lançou sua pré-candidatura à Presidência da República, no dia 10 de abril.
Para dizer amenidades, coisas desconexas sem significado algum.
Aleivosias, mentiras, injúrias.
Serra, o inventor dos genéricos.
Que descobriu a cura da AIDS.
“Criador” o FAT.
O “patrono” dos pobres e “pai” dos velhinhos e aposentados. Ou dos vagabundos, na linguagem do seu cabo eleitoral-mor, FHC.
Porque o Serra não disse que ele criou o maior lago putrefecado de São Paulo, localizado no Jardim Romano?
Não. O Serra prefere dizer que ama o trabalhador.
Mas foge dele no 1º de Maio.
Que ele vê em cada trabalhador a imagem do seu pai.
Mas massacra o trabalhador em SP.
Decerto, massacraria o pai.
Pagando-lhe o pior salário do Brasil.
Um salário que Serra paga a um delegado de Polícia é menor que o pago para um policial do Piauí.
Que cinismo!
Que falta de escrúpulo e pudores!
Usar o pai por alguns minguados votos!
E que não o impedirá de uma nova surra.
Bem que o Ciro Gomes diz a seu respeito que “se for preciso ele passa por cima da mãe”.
Por cima do pai ele já passou.
Ao escorraçar os trabalhadores da Educação e das Polícias Civil e Militar.
Os demos e o Serra novamente fugiram de FHC como o diabo da cruz.
O Zé Agripino tem mais prestígio do que o príncipe da sociologia.
O programa dos demos não acrescentará nada à campanha de José Serra.
Tudo não passou de um festival de bestialidades e campanha antecipada do PSDB em favor de seu candidato.
Resta saber o que fará o TSE com o Serra.
Certamente, nada.
Simplesmente porque ele pode mais.
Inclusive perder de novo.
E perderá.