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sexta-feira, 28 de maio de 2010

PROGRAMA PARTIDÁRIO DO DEMO NÃO FOI NADA ALÉM DE PROPAGANDA PARA SERRA

José Serra, dizendo o que sempre disse: nada.



O que os demos tem – ou teriam – a dizer em um programa político partidário no rádio e na tevê?
Que o ex-quase vice de Serra – aquele que violou o Painel do Senado e da Caixa de Pandora - só não discursou na noite desta quinta feira ao lado de quem inaugura até maquete, quanto mais obras inacabadas como o Robanel, porque foi descoberto “recebendo uns caraminguás” para comprar pão e distribuir aos pobres de Brasília?
A integral e acintosa ocupação do programa dos demos por José Serra só não o apequena ainda mais pelo simples motivo de que os demos são uma espécie de nanocorrupção na política cujo “átomo” degenerativo da ética é o “tijolo” microscópico e semicondutor da hipocrisia identificada no DNA do Agripino Maia.
Os demos são pequenos por natureza.
Baixos.
Rasos.
O programa dos demos foi um desperdício.
Uma ociosidade de tempo.
Dos demos só três representantes disseram nada.
De resto, só a reprise do discurso de Serra em Brasília, quando lançou sua pré-candidatura à Presidência da República, no dia 10 de abril.
Para dizer amenidades, coisas desconexas sem significado algum.
Aleivosias, mentiras, injúrias.
Serra, o inventor dos genéricos.
Que descobriu a cura da AIDS.
“Criador” o FAT.
O “patrono” dos pobres e “pai” dos velhinhos e aposentados. Ou dos vagabundos, na linguagem do seu cabo eleitoral-mor, FHC.
Porque o Serra não disse que ele criou o maior lago putrefecado de São Paulo, localizado no Jardim Romano?
Não. O Serra prefere dizer que ama o trabalhador.
Mas foge dele no 1º de Maio.
Que ele vê em cada trabalhador a imagem do seu pai.
Mas massacra o trabalhador em SP.
Decerto, massacraria o pai.
Pagando-lhe o pior salário do Brasil.
Um salário que Serra paga a um delegado de Polícia é menor que o pago para um policial do Piauí.
Que cinismo!
Que falta de escrúpulo e pudores!
Usar o pai por alguns minguados votos!
E que não o impedirá de uma nova surra.
Bem que o Ciro Gomes diz a seu respeito que “se for preciso ele passa por cima da mãe”.
Por cima do pai ele já passou.
Ao escorraçar os trabalhadores da Educação e das Polícias Civil e Militar.
Os demos e o Serra novamente fugiram de FHC como o diabo da cruz.
O Zé Agripino tem mais prestígio do que o príncipe da sociologia.
O programa dos demos não acrescentará nada à campanha de José Serra.
Tudo não passou de um festival de bestialidades e campanha antecipada do PSDB em favor de seu candidato.
Resta saber o que fará o TSE com o Serra.
Certamente, nada.
Simplesmente porque ele pode mais.
Inclusive perder de novo.
E perderá.

terça-feira, 23 de março de 2010

UM VICE. DESESPERADAMENTE PROCURA-SE

Do blog do PCdoB, o vermelho

Em busca de um vice, Serra esbarra em muitas encrencas

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), demorou meses para revelar seu segredo de polichinelo e confirmar que seria candidato à Presidência da República. Agora, corre contra o tempo para tentar arranjar um candidato a vice que sustente suas pretensões. Nesta busca, Serra tem enroscado em muitas encrencas e pode acabar tendo que engolir um companheiro ou companheira de chapa com potencial para tirar mais votos do que agregar.


Charge de Alves para. A Charge Online

Antes de explodir o escândalo político no Distrito Federal, Serra namorava a idéia de convidar o então único governador do Democratas, José Roberto Arruda, para ser seu vice. Mas agora Arruda está preso e, de quebra, arrastou para o buraco a credibilidade do seu antigo partido, o DEM, causando um tremendo mal estar para a aliança demo-tucana.

Com o DEM enfraquecido, fortaleceu-se entre os tucanos a proposta de formar uma chapa puro sangue, com um vice do próprio PSDB. O nome para ocupar tal posto era incontestavelmente o do governador mineiro Aécio Neves, tido e havido nas rodas oposicionistas como a verdadeira salvação da lavoura. Acontece que o neto de Tancredo só foi cogitado para a vaga de vice pois suas pretensões eleitorais de ser o cabeça da chapa foram simplesmente tratoradas pelo tucanato paulista, que impôs Serra como candidato à sucessão de Lula. Analistas que desfrutam de alguma intimidade com Aécio dizem que a forma como o governador mineiro foi preterido na escolha provocou uma mágoa difícil de ser superada.

Os tucanos ainda tentam convencer Aécio a aceitar o papel secundário de vice de Serra. Mas o governador mineiro já deu todos os sinais de que não vai embarcar nesta canoa. Assim, Serra não apenas perde o seu “vice ideal” como também abre espaço para que parte do eleitorado mineiro dê o troco em outubro, preferindo votar em outra mineira, a pré-candidata petista Dilma Rousseff. Além disso, com Aécio fora da disputa presidencial, o DEM sentiu-se encorajado a reivindicar novamente a vaga de vice.

Demos à disposição
E aí novas encrencas surgem no já nebuloso horizonte eleitoral do tucano. Os nomes cogitados pelo DEM oscilam entre o indesejável e o insosso. Até o momento, a imprensa apresentou três pretensas indicações: a senadora Kátia Abreu (TO), o ex-governador da Bahia Paulo Souto e o senador Agripino Maia (RN).

Destes três nomes cogitados pelo DEM, a senadora Kátia Abreu pode parecer, à primeira vista, ser a melhor opção: é mulher (ajudaria numa disputa em que a principal adversária de Serra também é uma mulher), é de um estado da região Norte-Nordeste do país (onde Serra precisa de mais votos) e preside a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), representando um setor importante do país, o dos produtores rurais. Porém --e este é um grande porém—os interesses que Kátia Abreu defende estão identificados com o que há de mais atrasado na política brasileira. Líder da bancada ruralista, a senadora não se envergonha de defender pessoas, empresas e projetos que flertam com o trabalho escravo, o trabalho infantil, o desmatamento, a poluição, a violência no campo, a grilagem, a concentração de terras e várias outras mazelas praticadas pelo latifúndio. Não bastasse isso, ela também é acusada de desviar verbas da CNA para irrigar suas próprias campanhas eleitorais. Não é à toa que entre os três nomes cogitados pelo DEM, o da senadora é o que José Serra menos gostaria de ter como companheira de chapa, ainda mais numa disputa em que os temas ambientais estarão em evidência.Indiferente à opinião do governador paulista, o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), outro arauto dos interesses do latifúndio, defende a senadora. Questionado sobre a resistência de Serra ao nome de Kátia Abreu, ele despista: “Não sei fazer essa análise. Não posso dizer o que o PSDB pensa”.

Segundo Caiado, não é hora de colocar a questão do vice em primeiro plano. “É preciso fazer esse debate como menos paixão e mais racionalidade. O partido tem quadros, vai discutir, não pode ter uma posição 100% rígida. Tem que buscar uma somatória [à candidatura Serra], temos que construir uma chapa vencedora”, disse o deputado em entrevista ao site Terra Magazine.
Apesar do apelo de Caiado por um debate com menos afobamento, dois outros nomes já começam a ser ventilados entre os demos: o do ex-governador baiano Paulo Souto e o do líder do DEM no Senado, Agripino Maia (RN).
Souto insiste na tese de que será candidato ao governo da Bahia, com a missão de ressuscitar o carlismo naquele estado. A escolha de seu nome seria conveniente para Serra por dois motivos: ele é de um estado nordestino e sua saída da disputa pelo governo baiano poderia ampliar o apoio a Serra no estado. “A indicação de Souto poderia ganhar força caso abrisse canal de negociação com o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) na Bahia. O PSDB poderia apoiar Geddel no Estado, se o acordo tirar o PMDB do palanque de Dilma”, especula a Folha de S. Paulo em matéria publicada nesta terça (23). Mas tal especulação parece muito mais a expressão do desejo do tucanato de ter um palanque ampliado na Bahia do que propriamente a intenção dos candidatos ao Palácio de Ondina.

Restaria então o nome de Agripino Maia. O senador potiguar, apesar de também ser do Nordeste, vem de um estado com um eleitorado relativamente pequeno (pouco mais de 2 milhões de eleitores) e seu perfil de coronel conservador não agregaria muita coisa à campanha de Serra. Seria a última opção do DEM.

Nova versão de chapa puro sangue.

Diante de opções pouco entusiásticas, aliados de Serra, especialmente na mídia, começam a ventilar a hipótese de uma nova versão de chapa puro sangue tucana, mas com o prefeito de Curitiba, Beto Richa, na vice. Richa é pré-candidato ao governo do Paraná. Lidera todas as pesquisas até o momento e nada indica que está disposto a trocar uma quase certa eleição ao Palácio Iguaçu (sede do governo paranaense) por uma quase certa derrota ao Palácio do Jaburu (residência oficial do vice-presidente).

Além disso, várias lideranças do DEM continuam defendendo que só se justifica uma chapa puramente tucana se Aécio for o vice. Se não for, o vice teria que ser de outro partido, ou seja, teria que ser do DEM, já que o PPS, que deve compor a coligação que dará suporte à candidatura Serra, não tem sido nem sequer cogitado para indicar um vice na chapa presidencial. E também não tem lideranças à altura do posto para oferecer.

Todas estas incertezas que cercam a escolha de um vice para José Serra revelam que o consórcio oposicionista ainda está sem rumo e se não encontrá-lo em breve poderá tornar ainda mais tormentosa uma campanha que já se desenha bastante difícil para a direita.


Da redação,
Cláudio Gonzalez

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

AS IMAGENS FALAM, SIM

Ainda acho que o Presidente Lula poderia ter ficado calado e não emitir opinião a respeito do mensalão dos demos de Brasília.


Infeliz ao se pronunciar, findou por fazer, em parte, a felicidade do PIG que, propositadamente, não contextualizou sua frase dentro da entrevista.
O PIG vem amargando a obrigação de ter que dar ênfase ao que se protagoniza decisivamente como a derrocada final da direita no âmbito da eleição presidencial.

Lula – não se sabe ao certo por quê – diz que as imagens não falam por si.
Senhor Presidente! Uma imagem vale por mil palavras! Isso o meu tetravô já ouvia seu bisavô dizer. E as imagens dos mensaleiros do Arruda escondendo dinheiro na cueca e dentro das meias falam por elas tanto quanto as dos aloprados petistas.

O que Lula talvez tenha tentado dizer é que somente as imagens não sejam suficentes para fazer um juízo final de valor e que ele, como Presidente da República, não tem o direito de ficar dando opinião a respeito de um caso do qual a PF e a justiça estão cuidando. Bem ao seu estilo.

E disse.

E, além de dizer, ao mesmo tempo emitiu seu juízo ao avaliar que aquelas imagens não falavam por si.

Agora o PIG fica usando a frase descontextualizada do Presidente com duas mesquinhas intenções: uma, seria ofuscar a imagem de Lula, já que ele goza de invejável prestígio internacional ensejando relacioná-lo à figuras corruptas e inescrupulosas.

Para o PIG, ao dizer que as imagens não falam por si, Lula disse que elas não revelam nada demais.
Outra intenão do PIG ao explorar a fala de Lula é a de tentar tirar o foco do episódio dando ao mesmo um caráter de desimportância, pois importante seria se nele estivesse envolvido algum membro do PT ou da base aliada do Governo Federal, assim... tipo uns “sarneys” ou “rennans” da vida.
Se Arruda for expulso do PFLDemo e perder o cargo de Governador em virtude da pressão popular, o PIG vai findar ajudando a por fogo na fogueira onde ele arderá para não deixar transparecer à opinião pública que estava do lado de quem sempre esteve de fato, tal qual o fez no que se refere à ditadura dos militares.

Não sem antes deixar de lembrar da bobagem dita por Lula sobre as imagens.
Lula foi bem mais duro com seus companheiros, a ponto de chamá-los de aloprados quando da descoberta das malas de dinheiro em um quarto de hotel.
E dizia que era preciso apurar tudo e que quem tivesse de pagar que pagasse pelos erros cometidos.
Só não disse que as imagens não falavam por elas.
Porque falavam.Como falam por si as imagens dos mensaleiros dos demos.
Que aliás, não são somente dos demos, mas dos tucanos e dos liderados de Roberto Freire - as vestais do PPS – também.
Por falar em Roberto Freire, reparem que o PIG está blindando o pernambucano inventor da ética.
O PIG não está mostrando o bisonho Arthur Virgílio Cardoso, nem os anacrônicos e bizarros Heráclito Fortes, Agripino Maia, além do Gabeira – que são os âncoras” do JN no Congresso para opinarem sobre tudo quando o assunto é o governo Lula – para não expô-los ao ridículo...

Quem sabe, agora eles falem após o Presidente Lula descobrir que as imagens não falam por si.