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sexta-feira, 2 de julho de 2010

CACIQUE E SEU ÍNDIO: ESTRELAS APAGADAS EM EVENTO DA KÁTIA ABREU

A mediadora do "debate" da CNA
O DEMO arranjou um jeito de por em evidência e promover o seu candidato, o cacique Zé Pedágio, oferecendo-lhe um palanque.
Ele com seu vice, afilhado de Cesar Maia e metido goela abaixo do tucanato.
(Em se tratando de vice, Serra já teve sonhos mais alvissareiros...)

Aliás, palanque arranjado sob as mais estapafúrdias variações não deverá faltar para o candidato da direita.
Entrevistas, debates, sabatina, humorísticos...
Trata-se do esforço concentrado dos direitistas. Eles vão imaginando o que fazer para que Serra esteja sempre em evidência, sobretudo, na grande mídia.

Então, o Serra participa diariamente de um sem-número de eventos midiáticos que não lhe acrescentam nada, absolutamente.
O Serra não perde nem velório, desde que ele apareça na Globo.
A campanha presidencial se tornou um vale-tudo para o Serra e seus aliados.
Se ele não perde nem enterro, não poderia perder a sabatina organizada pela CNA da demoníaca Kátia Abreu, a dama da moto-serra.
Serra, por puro desespero e necessidade em não desaparecer, se sucumbe até aos constrangimentos do Pânico – e paga mico à Sabrina Sato – na TV.
Tavez não faz por merecer comentário o candidato ao mais alto cargo da República que se presta ao ridículo papel de entrevista do CQC.
Impossível levar a sério quem lança sua candidatura à Presidência no Brasil Urgente do Datena.

A mídia nativa leva.
A mídia, mais que representar a oposição, fala pela oposição.
E faz oposição ao governo.
É oposição.
Foi o que disse uma alta executiva da Folha. Que ainda insiste no crescimento do Serra.
A imprensa brasileira é um partido político oposicionista. E golpista.
O PIG
A candidata do Presidente Lula, Dilma Rousseff, não lê na cartilha da mídia nacional.
Por isso ela não sobe nos palanques arranjados para o Serra.
Aí, o Serra desfere um rosário bestial de críticas contra Dilma dizendo que ela foge dos debates.
Dos debates organizados pelo PIG.
Serra quer debater o quê?

Que idéias ele tem?

Quem formula as perguntas, organiza e media os debates?

O PIG!
Os debates e as sabatinas das quais o Serra participa são um embuste. Como o Serra.
Não passam de pegadinhas. Como o Serra.

Dilma não foi e não deverá participar de nada que tenha no nome as iniciais da oposição e do PIG.
Muito menos de uma sabatina, que se deu numa quinta feira, organizada pela Kátia Abreu do DEM.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

CÍNICO, O SERRA? IMPOSSÍVEL!

Terra para todos... da Cutrale



CartaMaior: Serra distribuirá as terras griladas de Kátia Abreu?

Prova maior do cinismo de Serra é que sua candidata a vice poderá ser a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), atual presidente da CNA. Se ele quisesse, de fato, realizar a “reforma agrária pra valer”, ele poderia começar propondo a desapropriação das terras griladas pela musa da extrema-direita.

Altamiro Borges

Em recente entrevista ao Jornal do SBT, o demotucano José Serra falou mais duas besteiras. No figurino “Serrinha paz e amor”, ele prometeu: “Eu quero a reforma agrária pra valer, com gente produzindo melhor, cada vez mais e com terra”. Na sequência, tirando a máscara e assumindo o seu estilo brucutu, ele rosnou: “O MST vive de dinheiro governamental. Eu acho que a reforma agrária para o MST é pretexto. Trata-se de um movimento político, com finalidades políticas”.

Quanto à “reforma agrária pra valer”, o seu cinismo é de arrepiar. Afinal, o ex-governador nunca fez nada para distribuir terras em São Paulo. Pelo contrário: sempre apoiou os latifundiários e os grileiros, como o ricaço Sr. Cutrale que surrupiou terras públicas no interior paulista. A marca do seu lamentável reinado foi a da pura repressão aos movimentos que lutam pela reforma agrária. Tanto que ele é o presidenciável dos sonhos dos barões do agronegócio e das entidades ruralistas.

Rodeado de direitistas fanáticos
Além disso, José Serra se cercou de renomados direitistas, que negam a importância da reforma agrária e odeiam os movimentos sociais do campo. O coordenador de programa da sua campanha presidencial será Xico Graziano, que foi assessor do ex-presidente FHC e presidiu o Incra. Ele ficou famoso por afirmar, em alto e bom som, que “a reforma agrária é um atraso”, e por atacar sem piedade o MST. Para Graziano, as lideranças deste movimento praticam “banditismo rural”, “botam medo no Estado” e são “justiceiros, que invocam cânones divinos e arrebentam cercas”.

Outro reacionário convicto que terá papel de destaque na campanha presidencial do demotucano é Marcelo Garcia. Ele é um quadro do DEM e deixou sua agência de publicidade para cuidar da imagem do tucano. “Estou deslocado pelos Democratas para trabalhar no programa de governo do candidato José Serra”, informou. Antes de sair, o publicitário ajudou a criar uma campanha na internet da ONG fascista “Vamos tirar o Brasil do Vermelho”, em parceria com a Confederação Nacional da Agricultura (CNA). O sítio ainda não foi ao ar, talvez para evitar constrangimentos.

A grileira como vice-presidente
Prova maior do cinismo de José Serra, porém, é que sua candidata a vice-presidente poderá ser a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), atual presidente da CNA. Se o demotucano quisesse, de fato, realizar a “reforma agrária pra valer”, ele poderia começar propondo a desapropriação das terras griladas pela “musa da extrema-direita”. Segundo reportagem da CartaCapital, ela teria integrado a quadrilha que tomou 105 mil hectares de terras de 80 famílias de camponeses no município de Campos Lindos (TO). Ela e o irmão grilaram 2,4 mil hectares, desembolsando R$ 8 por hectare.

Ainda segundo a denúncia, as suas duas fazendas são improdutivas. Kátia Abreu também é alvo de ação civil do Ministério Público na Justiça de Tocantins por descumprir o Código Florestal e desrespeitar os povos indígenas. Ela ainda é acusada de desviar R$ 650 mil dos cofres da CNA para financiar a sua campanha ao Senado – o que é ilegal. Por estes e outros crimes, nada mais justo do que José Serra propor a desapropriação de suas terras. Será que o candidato demotucano está disposto a cumprir a sua promessa de fazer a “reforma agrária pra valer?”.

Criminalização dos movimentos sociais
Já no que se refere aos ataques ao MST, José Serra revelou mais uma vez a sua brutal conversão direitista. Até hoje a Justiça não comprovou o uso de “dinheiro governamental” pelo movimento. O candidato deveria ficar mais preocupado com as apurações sobre desvio de recursos públicos da CNA, que podem demolir sua sondada candidata à vice. Quanto ao MST ser um “movimento político”, qual o problema? Vai acionar a repressão? Ou só a CNA e outras entidades de direita podem fazer política? Na prática, o presidenciável tucano revela a sua aversão à democracia.

Para Gilmar Mauro, membro da direção nacional do MST, a entrevista de José Serra ao Jornal do SBT só revelou todo o seu reacionarismo. “Como é que um governador que perseguiu e mandou a polícia bater nos professores, que se recusou a recebê-los para negociar, pode se considerar um democrata?”. Ele lembra que durante sua gestão, Serra sempre agiu com violência contra o MST. “O que ele fez foi fechar escolas em assentamentos. Esse é o tratamento que o democrata Serra destinou à questão agrária e à educação das crianças, dos filhos dos trabalhadores rurais”.

Ainda segundo o líder do MST, o ex-governador também não tem moral para falar em reforma agrária. “Antes de falar, Serra deveria fazer. Enquanto esteve à frente do governo de São Paulo, ele não realizou um único assentamento. E olhe que o estado tem mais de um milhão de hectares de terras que poderiam ser destinadas a este fim”. Para Gilmar Mauro, o candidato demotucano é a expressão maior do autoritarismo, que visa criminalizar os movimentos sociais do campo para defender os interesses dos barões do agronegócio.

Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e organizador do livro “Para entender e combater a Alca” (Editora Anita Garibaldi, 2002).

terça-feira, 23 de março de 2010

UM VICE. DESESPERADAMENTE PROCURA-SE

Do blog do PCdoB, o vermelho

Em busca de um vice, Serra esbarra em muitas encrencas

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), demorou meses para revelar seu segredo de polichinelo e confirmar que seria candidato à Presidência da República. Agora, corre contra o tempo para tentar arranjar um candidato a vice que sustente suas pretensões. Nesta busca, Serra tem enroscado em muitas encrencas e pode acabar tendo que engolir um companheiro ou companheira de chapa com potencial para tirar mais votos do que agregar.


Charge de Alves para. A Charge Online

Antes de explodir o escândalo político no Distrito Federal, Serra namorava a idéia de convidar o então único governador do Democratas, José Roberto Arruda, para ser seu vice. Mas agora Arruda está preso e, de quebra, arrastou para o buraco a credibilidade do seu antigo partido, o DEM, causando um tremendo mal estar para a aliança demo-tucana.

Com o DEM enfraquecido, fortaleceu-se entre os tucanos a proposta de formar uma chapa puro sangue, com um vice do próprio PSDB. O nome para ocupar tal posto era incontestavelmente o do governador mineiro Aécio Neves, tido e havido nas rodas oposicionistas como a verdadeira salvação da lavoura. Acontece que o neto de Tancredo só foi cogitado para a vaga de vice pois suas pretensões eleitorais de ser o cabeça da chapa foram simplesmente tratoradas pelo tucanato paulista, que impôs Serra como candidato à sucessão de Lula. Analistas que desfrutam de alguma intimidade com Aécio dizem que a forma como o governador mineiro foi preterido na escolha provocou uma mágoa difícil de ser superada.

Os tucanos ainda tentam convencer Aécio a aceitar o papel secundário de vice de Serra. Mas o governador mineiro já deu todos os sinais de que não vai embarcar nesta canoa. Assim, Serra não apenas perde o seu “vice ideal” como também abre espaço para que parte do eleitorado mineiro dê o troco em outubro, preferindo votar em outra mineira, a pré-candidata petista Dilma Rousseff. Além disso, com Aécio fora da disputa presidencial, o DEM sentiu-se encorajado a reivindicar novamente a vaga de vice.

Demos à disposição
E aí novas encrencas surgem no já nebuloso horizonte eleitoral do tucano. Os nomes cogitados pelo DEM oscilam entre o indesejável e o insosso. Até o momento, a imprensa apresentou três pretensas indicações: a senadora Kátia Abreu (TO), o ex-governador da Bahia Paulo Souto e o senador Agripino Maia (RN).

Destes três nomes cogitados pelo DEM, a senadora Kátia Abreu pode parecer, à primeira vista, ser a melhor opção: é mulher (ajudaria numa disputa em que a principal adversária de Serra também é uma mulher), é de um estado da região Norte-Nordeste do país (onde Serra precisa de mais votos) e preside a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), representando um setor importante do país, o dos produtores rurais. Porém --e este é um grande porém—os interesses que Kátia Abreu defende estão identificados com o que há de mais atrasado na política brasileira. Líder da bancada ruralista, a senadora não se envergonha de defender pessoas, empresas e projetos que flertam com o trabalho escravo, o trabalho infantil, o desmatamento, a poluição, a violência no campo, a grilagem, a concentração de terras e várias outras mazelas praticadas pelo latifúndio. Não bastasse isso, ela também é acusada de desviar verbas da CNA para irrigar suas próprias campanhas eleitorais. Não é à toa que entre os três nomes cogitados pelo DEM, o da senadora é o que José Serra menos gostaria de ter como companheira de chapa, ainda mais numa disputa em que os temas ambientais estarão em evidência.Indiferente à opinião do governador paulista, o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), outro arauto dos interesses do latifúndio, defende a senadora. Questionado sobre a resistência de Serra ao nome de Kátia Abreu, ele despista: “Não sei fazer essa análise. Não posso dizer o que o PSDB pensa”.

Segundo Caiado, não é hora de colocar a questão do vice em primeiro plano. “É preciso fazer esse debate como menos paixão e mais racionalidade. O partido tem quadros, vai discutir, não pode ter uma posição 100% rígida. Tem que buscar uma somatória [à candidatura Serra], temos que construir uma chapa vencedora”, disse o deputado em entrevista ao site Terra Magazine.
Apesar do apelo de Caiado por um debate com menos afobamento, dois outros nomes já começam a ser ventilados entre os demos: o do ex-governador baiano Paulo Souto e o do líder do DEM no Senado, Agripino Maia (RN).
Souto insiste na tese de que será candidato ao governo da Bahia, com a missão de ressuscitar o carlismo naquele estado. A escolha de seu nome seria conveniente para Serra por dois motivos: ele é de um estado nordestino e sua saída da disputa pelo governo baiano poderia ampliar o apoio a Serra no estado. “A indicação de Souto poderia ganhar força caso abrisse canal de negociação com o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) na Bahia. O PSDB poderia apoiar Geddel no Estado, se o acordo tirar o PMDB do palanque de Dilma”, especula a Folha de S. Paulo em matéria publicada nesta terça (23). Mas tal especulação parece muito mais a expressão do desejo do tucanato de ter um palanque ampliado na Bahia do que propriamente a intenção dos candidatos ao Palácio de Ondina.

Restaria então o nome de Agripino Maia. O senador potiguar, apesar de também ser do Nordeste, vem de um estado com um eleitorado relativamente pequeno (pouco mais de 2 milhões de eleitores) e seu perfil de coronel conservador não agregaria muita coisa à campanha de Serra. Seria a última opção do DEM.

Nova versão de chapa puro sangue.

Diante de opções pouco entusiásticas, aliados de Serra, especialmente na mídia, começam a ventilar a hipótese de uma nova versão de chapa puro sangue tucana, mas com o prefeito de Curitiba, Beto Richa, na vice. Richa é pré-candidato ao governo do Paraná. Lidera todas as pesquisas até o momento e nada indica que está disposto a trocar uma quase certa eleição ao Palácio Iguaçu (sede do governo paranaense) por uma quase certa derrota ao Palácio do Jaburu (residência oficial do vice-presidente).

Além disso, várias lideranças do DEM continuam defendendo que só se justifica uma chapa puramente tucana se Aécio for o vice. Se não for, o vice teria que ser de outro partido, ou seja, teria que ser do DEM, já que o PPS, que deve compor a coligação que dará suporte à candidatura Serra, não tem sido nem sequer cogitado para indicar um vice na chapa presidencial. E também não tem lideranças à altura do posto para oferecer.

Todas estas incertezas que cercam a escolha de um vice para José Serra revelam que o consórcio oposicionista ainda está sem rumo e se não encontrá-lo em breve poderá tornar ainda mais tormentosa uma campanha que já se desenha bastante difícil para a direita.


Da redação,
Cláudio Gonzalez

domingo, 21 de março de 2010

SERRA E KÁTIA ABREU. ELES FARÃO A ALEGRIA DOS DILMISTAS EM OUTUBRO

Qual o(a) vice do Serra? É ele? É ela? Este aqui? Esta?
À véspera do Dia da Mulher publiquei aqui, no Almanaque da Crônica (SERRA FAZ RIR) que a senadora Kátia Abreu pelo DEMO seria o que restaria a Serra como alternativa para compor sua chapa na corrida ao Planalto.
Rejeitado pelo seu próprio partido que preferia Aécio, e sem opções de escolha, só restou ao PSDB “ungir” o Serra sob pena de não haver outro nome para ser indicado.
Pressionado por FHC e pela a arrogância em forma de gente que atende pelo nome de Tasso Jerreissati, o senhor dos jatinhos, o (des)governador paulista anunciaria sua candidatura em oito de março.
Não o fez pelo simples motivo de não ter sequer a perspectiva da companhia de um (ou uma) vice.
Porque depois da cara-torta que lhe deu o governador de Minas, supunha-se não existisse um louco que aceitasse tão catastrófico desafio com o prenúncio de inequívoca e cristalina derrota.
É. Era de se supor.

Só que o PIG foi ouvir os rejeitados pelo rejeitado-mor.
Traduzindo: Os DEMOS, que ficaram à margem do processo de seleção, enquanto Zé Alagão fazia rapa-pé diante dos mineiros e não lhe dava a mínima importância, aceitariam (e como aceitariam!) a indicação da grileira Kátia Abreu como vice do candiato das diarréias.

O jornalista Paulo Henrique Amorim postou neste domingo informação do Estadão segunda a qual Serra e Kátia, finalmente, comporão a indefectível dupla que fará a nossa alegria em outubro.
Confesso jamais ter imaginado a possibilidade de ganhar tão facilmente uma eleição.
O Conversa Afiada diz que o Demo quer Kátia Abreu como vice de Serra. O Paulo Henrique, obviamente, também quer.

Estou descobrindo o prazer que o Brasil está sentido de conjugar o verbo “querer” na primeira pessoa do plural:

Nós QUEREMOS a Kátia...

Mas não fazemos objeção ao Arthur Virgílio nem ao Heráclito Forte – êta!
Queremos o Serra, venha ele como e com quem vier. Ele trará sempre consigo, e sob qualquer forma, as digitais de FHC – seu maior cabo eleitoral – e isso é o que importa.

Como diz PHA, Lula pendurou o Fernando Henrique Cardoso no pescoço do Serra, por isso Serra quer fazer o impossível: dissossiar a figura de Dilma Rousseff da do Presidente Lula.
Serra tenta fugir das comparações.
Inevitável.
Como inevitável é sua derrota.
Sobretudo com a vice dos DEMOS.
Ela tem profícuo apreço pela gente do campo.

E, como o Serra, um distinguível respeito pelos pobres – esse povo que tanto despreza o Presidente Lula que o deixou à míngua.
Que situação desesperadora esse Lula criou para o Brasil!

Não sei por que todo mundo quer ser vice na chapa da Ministra Dilma.