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sábado, 26 de junho de 2010

VICE "PORCINA"

Álvaro Dias tem medo, muito medo de demo
Vermelho: Como a escolha do vice faz a campanha de Serra desandar
Os tucanos tiveram mais de seis meses para achar um vice na chapa de José Serra. Desde que Aécio Neves jogou o boné e tirou o time da disputa presidencial, no final do ano passado, e descartou qualquer possibilidade de ser o vice de Serra, esta novela frequentou o noticiário político.

Por Ricardo Kotscho, no Balaio do Kotscho

Dezenas de nomes foram cogitados, até o de uma vereadora que é presidente do Flamengo, mas o candidato não se fixou em nenhum deles, deixando a decisão para a última hora.

A quatro dias do prazo fatal para indicar o nome do vice, o país ficou sabendo da indicação do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) pelo Twitter do aliado petebista Roberto Jefferson, bem na hora do jogo do Brasil contra Portugal. Nem os roteiristas do Zorra Total ou do Renato Aragão, nem mesmo os marqueteiros dos adversários seriam capazes de montar tamanha sequência de trapalhadas.

A escolha do nome de Álvaro Dias se deu por eliminação, na noite de quinta-feira, numa reunião de José Serra com Sergio Guerra e Jutahy Magalhães, fiéis escudeiros do candidato. Consultados, os aliados PPS e PTB logo aprovaram a indicação, mas se esqueceram de combinar com o DEM, o principal partido da coligação, que só ficou sabendo da novidade pelo Twitter de Jefferson. Seus principais líderes botaram a boca no mundo e, a partir daí, a coisa desandou de vez.

Dava um filme, uma comédia de pastelão político. A seleção brasileira já estava em campo, quando Jefferson parou sua moto para abastecer no interior de Minas, a caminho de Tiradentes, onde iria participar de um encontro de motoqueiros, quando foi informado pelo celular por Guerra, e imediatamente jogou a notícia no ar.

Em Bragança Paulista, onde assistiria ao jogo do Brasil ao lado de Alckmin e Quércia, a cadeira reservada para Serra ficou vazia até os 12 minutos do segundo tempo, quando o candidato apareceu. Ao final, fez comentários sobre o jogo, mas nada falou sobre a escolha do vice. Jogou o abacaxi para Sergio Guerra.

Depois do jogo, cada um foi para um lado. Serra seguiu de helicóptero para Campinas e, de lá, voou para Parintins, nos confins da Amazonia. Sergio Guerra foi ao Rio para pegar Rodrigo Maia, o indignado presidente do PFL, e seguir com ele para Sergipe, onde iriam tentar resolver mais um problema de palanque estadual. No caminho, procurariam acertar os ponteiros. Pelo jeito, não acertaram.

Aliança abalada

O indicado Álvaro Dias voou para Cuiabá, onde participaria de uma convenção do PSDB. Ao ser informado sobre o imbroglio com o principal aliado, foi logo avisando: “Se o DEM tiver que sair, antes saio eu”.

No final da noite, sem conseguir acalmar os demos, que só aceitavam Aécio Neves numa chapa puro-sangue, colaboradores de Serra já admitiam a hipótese de um recuo, segundo o noticiário da Folha. Na coluna Painel, a novela virou motivo de chacota: Álvaro já estaria sendo chamado de “vice Porcina”, o que foi sem nunca ter sido.

O estrago causado na campanha de Serra pela escolha de Álvaro Dias e a forma como seu nome foi anunciado na hora do jogo do Brasil, sem que o DEM fosse consultado, ainda levará alguns dias para ser avaliado, mas uma coisa já é certa: a aliança, que já não ia bem das pernas, foi seriamente abalada.

Por que a escolha recaiu exatamente sobre Álvaro Dias, que colocou ele mesmo seu nome na mesa das discussões, quando a questão do vice já caminhava para um impasse?

A razão apresentada pelos tucanos não poderia ser mais frágil e singela: o objetivo principal seria atrair seu irmão, o senador Osmar Dias (PDT-PR), que há semanas balança entre ser candidato à reeleição em aliança com o PSDB ou se candidatar a governsador com o apoio do PT e do PMDB. Estariam em jogo 2 milhões de votos.

Na escolha do vice, sempre pesam três fatores: buscar um nome em região onde o candidato a presidente está mais fraco, atender a um partido aliado e somar mais votos para a chapa. No caso de Dias, nenhum dos três foi atendido, já que se partiu para uma chapa puro-sangue, com algúem de uma região (Sul) onde Serra já lidera as pesquisas e de um estado (Paraná) com colégio eleitoral limitado.

A ficha do vice

Na nota de apenas três linhas em que oficializou o nome de Álvaro Dias, já no final do dia, em Sergipe, Sergio Guerra o apresentou como “um senador de grande coerência e capacidade”. Já em Partintins, José Serra nada disse: “Estou fora do ar desde que embarquei”.

Antes disso, porém, o noticiário da internet já tinha dado a ficha de Álvaro Dias: expulso do PSDB em 2001, por defender a criação de uma CPI para investigar denúncias de corrupção no governo FHC, no ano seguinte ele foi candidato a governador do Paraná pelo PDT e apoiou Lula no segundo turno.

Em 2003, no começo do governo Lula, reivindicou uma embaixada na Europa e, como não foi atendido, tornou-se um dos mais ferozes opositores no Senado, com grande visibilidade no Jornal Nacional, onde aparece quase todo dia com sua voz de locutor de FM. Mas, se este fosse um critério, o da visibilidade na TV, a chapa William Bonner-Fátima Bernardes seria imbatível…

Assim como Dilma Rousseff teve problemas na largada da campanha, apontados aqui no Balaio, José Serra chega ao meio da corrida eleitoral em seu pior momento: em queda nas pesquisas (o último Ibope deu 40 a 35 para Dilma, com a rejeição já tendo batido nos 30%), os palanques estaduais ruindo e, agora, com a trapalhada da escolha do vice ameaçando a unidade da coligação que o apóia.

Pior do que tudo isso, foi a baixaria da vereadora tucana Mara Gabrilli, que perguntou esta semana em seu Twitter: “Você confiaria seus filhos para Dilma de babá?”. Se estas forem as novas armas empregadas na campanha eleitoral para desqualificar a candidata de Lula, é sinal de que já bateu o desespero no QG tucano.

Esta tática de amedrontar os eleitores, tentando fazer de Dilma uma bruxa malvada, tem tudo para dar errado, como já vimos com Regina Duarte na campanha de 2002.

O “espetáculo” de Dilma

Na mesma hora em que tucanos e demos se estranhavam sobre a indicação do vice, na tarde de sexta-feira, Dilma Rousseff era recebida na casa do megaempresário Abílio Diniz para um encontro com 38 mulheres representantes da chamada “elite branca” de Cláudio Lembo. Ninguém saiu de lá assustado.

Ao contrário: “Foi um espetáculo”, limitaram-se a dizer duas loiras de meia-idade que saíam apressadas em seus carros, segundo a Folha.

Ainda faltam três meses para os brasileiros irem às urnas. Claro que o candidato da oposição ainda pode reverter o quadro que, no momento, lhe é bastante desfavorável. A campanha na televisão ainda nem começou. Resta saber o que José Serra terá a apresentar como novidade, além de Álvaro Dias, tendo no outro programa Lula ao lado de Dilma.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

OPERAÇÃO DO DETRAN VIRA ATRAÇÃO E VERGONHA

Eles acabam de chegar em Santa Maria. Os agentes do DETRAN.



No início da semana Santa Maria se viu às voltas com um passado longínquo e histórico.
A operação do Departamento Estadual de Trânsito, o DETRAN, em nossa cidade nos fez regredir no tempo e aterrissamos no século XVI.
O DETRAN nos descobriu um povo sem cultura ou, no mínimo, uma espécie de gente aculturada.
O DETRAN em Santa Maria passou a ter a mesma curiosidade que o 14 Bis pilotado por Santos Dumont causaria a uma tribo indígena no interior da Amazônia, em 1906.
O medo gerado pelo DETRAN gera em Santa Maria só se compara ao pavor que o chupa-chupa causou à população paraense lá por volta de 1978.

Até parece que os guardas do DETRAN são ET’s vindo à bordo de Objetos Voadores Não Identificados (OI.
Um perigo e uma ameaça.
Não se trata nem de uma coisa nem outra coisa.
A cena causada por algumas pessoas arrancando uma motocicleta das mãos dos agentes do DETRAN é surreal.
Algo inimaginável e inexplicável.
Uma afronta à lei.
E uma truculência tal que envergonha nossa cidade.
Sem querer ofender os nossos índios, não é difícil julgar que nem os indígenas mais isolados e sem contato com a chamada civilização, agiria daquela maneira.
Aquilo é uma selvageria e denota total ausência de apego e respeito às normas constitucionais.
Aqueles agentes também são trabalhadores e estavam em pleno cumprimento do exercício legal de suas funções.
O que eles fazem nada mais é que uma obrigação de Estado e do Estado. É o Estado que eles representam e em nome do qual agem.
E acontece aqui, nos EUA, na Europa. Em qualquer lugar do Mundo.

Ocorre é que, em Santa Maria, com as devidas exceções – e elas são muitas – existem aqueles para os quais a lei não deveria existir.
Parece que nos desacostumamos com as regras de civilidade. Talvez porque nunca as tivemos. É uma questão de costume.
O absolutamente normal é que o cidadão de bem, sobretudo o íntegro e o ético se submeta às exigências da Lei.

A presença do DETRAN em uma determinada localidade simboliza um cuidado do Estado com o cidadão e um serviço de suma importância prestado à sociedade.
E objetiva fiscalizar motoristas e pilotos sem carteira de habilitação, sem uso do cinto ou capacete.
O DETRAN também fiscaliza a documentação para coibir o crescimento na escala de roubo a veículos cujos números são espantosamente altos.
As multas e apreensões são perfeitamente legais, coisa normal.

Anormal é infringir as regras de trânsito e sair por aí “sem lenço e sem documento” num veículo cuja procedência ninguém - nem mesmo o "proprietário" conhece, por vezes.
Anormal é andar com a cabeça ao vento, numa moto, sem capacete.
Santa Maria não pode ficar conhecida como terra sem lei e da anormalidade.
Nem entrar na lista das cidades do faroeste.
Somos brasileiros, paraenses e, acima de tudo, santamariesnes.
E a nossa maior característica é a paz.
Somos todos ordeiros e cultuamos a solidariedade em nossos gestos fraternos.
O enfrentamento à Lei e a ignorância em nada contribuem para que Santa Maria possa ser reconhecida pela grandeza e educação do seu povo – seu maior patrimônio.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

PARA A GLOBO A AMAZÔNIA AINDA NÃO FOI DESBOBERTA NEM CIVILIZADA

No Globo Repórter da semana passada foi mostrado como vive a população que habita a beira dos rios na Amazônia.
A Globo chama essa população de ribeirinha. Trata-se de um termo pejorativo e carregado de preconceito.
Ser um ribeirinho para a Globo é ser um caboclozinho matuto e analfabeto que vive ao Deus-dará, à mercê das estações do ano e do clima.
A Rede Globo de Televisão passa a imagem de que na Amazônia só existe água, cobra, jacaré e onça feroz.

Mas essa discriminação e esse tratamento diminutivo da Globo com a Amazônia não é de hoje. A programação da Globo está impregnada de desprezo e de desrespeito com a nossa Região.
Não faz muito tempo, eu vi, numa novela global no horário das oito, um personagem desejar que acontecesse todo tipo de mal a alguém, que na história, passara a odiar.
Ao invés de esperar que o avião com o seu inimigo caísse sobre o mar ou que ele descobrisse que tinha uma doença incurável, o personagem bradou: “Quero que ele desapareça do mapa, que ele vá para a Amazônia e sofra todos os tormentos!”

Para a Globo, aqui na amazônia é assim: o povo vive de tormentas, somos um bando de atormentados.
Viver no Pará, no Amazonas, no Acre ou em qualquer estado da região amazônica é um infortúnio. É falta de sorte.
Porque aqui se convive com os bichos e no meio dos bichos. O povo é quase bicho. Só come peixe e caça silvestre.
A Globo só falta dizer que somos um povo incivilizado. Que convive com cobra enrolada ao corpo, bicho preguiça na cabeça e arara no ombro.
Isso é o que a Globo pensa e mostra para o mundo.

O Globo Repórter mostrou ribeirinho criando porco e boi sobre giraus e crianças jogando bola dentro dágua.
A água, na visão discriminatória da Globo é o atrazo da Amazônia.

De uma família que tinha seis filhos, um morreu afogado. Noutra família, outro adoeceu e morreu de febre.
Porque vivem em casas invadidas pela água. Porque a mãe guarda água de chuva em garrafas pet’s.

Quando o Remo jogou e ganhou do Flamengo em pleno Maracanã – é verdade que faz tempo, porque isso foi quando o Remo existia – a torcida carioca, para humilhar os jogadores remistas, gritou durante todo o primeiro: “PAPA-AÇAÍ”.
Mas foi somente no primeiro tempo que terminou 1 X 1, porque logo aos quinze minutos do segundo, o Remo fez 2 X 1 e dominou o resto da partida.
Os cariocas, os paulistas, gaúchos e o resto do Brasil, pensam, porque a Globo diz, que no Pará as pessoas só comem açaí com mapará e gurijuba. E que açaí é o símbolo da pobreza na Amazônia.

Eles tanto falaram do açaí que hoje esse rico alimento está sumindo de nossas mesas e se tornando produto de exportação, sendo consumido, inclusive, pelos ricos que frequentam Copacabana.

A Globo deveria era deixar de esconder o governador paulista, José Serra, e mostrar que as chuvas na Amazônia não matam mais pessoas em um ano do que as enchentes em São Paulo durante um mês. Lá, 69 pessoas já morreram desde oito de dezembro quando São Paulo se transformou num pântano e vive submersa. O Serra – que quer ser presidente não faz nada.

Isso a Globo não diz. Ela prefere dizer que viver na Amazônia é viver sob todos os riscos, sobretudo o de morrer afogado.
Esse risco, quem corre de verdade, é quem mora em São Paulo.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

SANTA MARIA DO PARÁ: 48 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA

Cidadezinha ao lado nordeste paraense. Porta de entrada que leva à Belém, a magnifíca capital do Pará. Nesta segunda ela completou 48 anos de emancipação política. Em breve, o futuro a levará a emanicpar-se da pobreza que vive anexa á vida de seus bravos filhos. Eles anseiam por viverem sempre, como vivem: na certeza de que o progresso os descobrirá. Aí eles viverão a realidade e a experiência constituída no bem estar e na paz. Um direito de todos. De todos os santamarienses.
A esta encantadora e simpática cidade e a sua gentil e amável gente, esta homenagem.

O mundo ainda vive os incontáveis mistérios do Natal e respira os ares da esperança trazidos até nós há 2.000 anos pelo memorável acontecimento que mudou o rumo da História Humana.
Quatro dias após vivermos a simbologia do nascimento daquele que nos emacipou do pecado, comemoramos a nossa emacipação política, ocorrida há exatos 48 anos.
Santa Maria tem o privilégio de ser a Porta de Entrada para Belém, berço fecundo do amor que se irradia.
Belém, biblicamente denominada de a Casa do Pão. O pão da Vida. Da Vida que está em Deus – o seu Autor.
Não se chega a Belém sem antes passar por Santa Maria, Cidade Trevo, estrategicamente entrecortada por dois caminhos.
Santa Maria nos leva ao futuro e ao progresso, ela que é o começo desta tão vasta, bela e rica Amazônia.
Aqui vive um povo hospitaleiro que se harmonisa no trabalho diário que o dignifica e enobrece.
Santa Maria tem uma aura de paz que a circunda, inerente aos 23.000 filhos que a habitam.
É a esta sua gente a quem se confere todo os júbilos e parabéns.
Uma gente a qual, mais que pedir, tem muito a agradecer.
Pela paz e pela fraternidade que indelével e cotidianamente se fazem presentes.
Pelo liberdade e pela democracia que assegura direito a seus direitos.
Pela fé inominável nos credos e nas religiões que cada um livremente professa e a irmana.
Pelo crença na paz como dogma e motivação de vida.
Quando daqui a 48 horas o novo ano triunfalmente despontar no horizonte, que traga consigo a renovação das nossas frágeis esperanças para que o presente se transforme num futuro promissor sob a égide da felicidade.
Que as sementes hoje carinhosa esmeramente plantadas, venham a ser os frutos que alimentarão os nossos anseios contínuos, dando sentido às utopias e tornando em realidades duradouras os nossos sonhos de bem estar social e comum.
Saibamos render graças ao Deus da Vida pelo o agora vivido.
E trabalhemos para que, com a sua ajuda e com a sua graça, renasçamos todos os dias para construirmos juntos a Santa Maria cada vez mais de todos e para todos, sob os auspícios da paz. Sempre.
Paraéns, Santa Maria do Pará!
Parabéns, povo santamariense!
FELIZ ANO NOVO A TODOS!

domingo, 20 de dezembro de 2009

INCÊNDIO NA ÁGUA É FOGO


Moro no coração da Amazônia.Belém é chamada a “Metrópole da Amazônia”.
Eu não moro em Belém.
Moro no “Portal de Belém”.
Numa cidade distante apenas 100 quilômetros da capital paraense.
No meu estado e em toda a Amazônia estamos no período das grandes estiagens.
Com poucos ou baixíssimos índices pluviométricos.
A chuva raramente cai nessa estação do ano, chamada verão, na região Norte do Brasil.
Aí explodem e se disseminam as queimadas.
Os incêndios se dão natural e criminosamente.
Os fazendeiros derrubam a floresta e a queimam para o plantio de pastagem.
Os pequenos agricultores fazem o mesmo, para o cultivo de culturas de subsistência.
Traduzindo: está a todo vapor a “cultura do extermínio” das florestas amazônicas.
E assim os incêndios são vistos por todos os lados, em todos os lugares.
A toda hora.
Na Ilha do Marajó, o maior arquipélago do Mundo, com o maior rebanho de búfalos do País a “seca” já dizimou mais de 300 mil cabeças de gado.
O chão rachou, a vegetação desapareceu... e a vida não resiste sem água.
E a pobreza, com sede, só faz crescer e aumentar quantitativamente o número dos empobrecidos sedentos por dignidade.

É a Amazônia, o maior reservatório de água do Planeta pegando fogo.

Mas isso tem todoa uma explicação.
A vegetação ressecada, por sí já consiste em um excelente “combustível” para a propagação dos incêndios.
Só que eu estou falando da Amazônia.
A região dos contrastes naturais, econômicos e sociais.
Ver a Amzônia submersa pelas águas numa determinada estação do ano e percebê-la depois imersa pelo fogo, noutra, é uma coisa.
Outra coisa para a qual não se tem explicação é ver São Paulo dividido por zonas, ser tomado pelas “enchentes”, umas e, sistematicamente consumidas pelas chamas, outras.
Com um fator intrigante e uma coincidência alarmante: são da mesma classe e se inserem na categoria de pobres e/ou nordestinos, os que perdem suas casas, dignidade e a vida nos “alagões” e nas “queimadas” na maior cidade brasileira.