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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A GUERRA FUNDAMENTALISTA E REACIONÁRIA DE JOSÉ SERRA

Qualquer elemento relativamente desavisado a respeito do que se passa no Brasil, diria, ao ver a cobertura insidiosa da mídia e o horário gratuito do candidato à Presidência do PSDB que vivemos a preparação de uma guerra.

Na verdade a guerra já foi deflagrada.
Ela está em pleno curso.

Quem teve a doce ilusão de que a posição ultra-defensiva adotada por Dilma Rousseff ante aos ataques injuriosos de seus adversários no 1º turno da eleição presidencial a beneficiaria teve que provar do amargo cálice da decepção.
Não tivesse lhe faltado ousadia para contrapor-seàos movimentos ignomínios de seus aadversários, possivelmente a batalha teria tido um final em 3 de outubro.

Numa batalha nem o recuo como também a defesa estática não são estratégias suficientes para conter a fúria do adversário e salvar a tropa.

Time que joga no seu campo à espera do contra-ataque corre o risco de um revés sem que possa esboçar reação antes da paralisação final do cronômetro.

Assusta-me perceber que Dilma é esse time que parou para ver o adversário jogar.
E achou que, no decorrer da partida, num lance magistral faria o gol da vitória.
Não foi o que se viu.
Porque o jogo jogado não foi uma partida de futebol.
Antes, foi uma batalha.
Uma batalha onde a baixaria, a injúria e a infâmia campearam, galoparam.

Tivemos nas últimas semanas do primeiro turno uma guerra suja, reacionária e fratricida contra a mulher, o ser humano Dilma Rousseff e sua candidatura.
Algo inimaginável e despropositadamente levado a cabo por interesses que não são os de um Brasil livre e democrático.

É certo que o Serra é dissimulado e demagógico em demasia.
Um sujeito rasteiro sem nem um escrúpulo, de índole e caráter altamente duvidosos e alevadamente perigoso quando se trata de trucidar adversários.
Mas ele foi além dos limites do ódio.
Ele se superou.

O Serra mocinho, o “Serrado do bem” que sugere ser no horário eleitoral nem de longe é o “Serra do mau” que personifica o ódio que emana em avassaladoras doses de denuncismos constantes de panfletos apócrifos jorradas do comitê tucano que invadem as páginas virtuais e se derramam na mídia aliada e parceira.

José Serra é o odioso e notório patrocinador dos mais vergonhosos e injustificáveis crimes que já se praticaram contra um candidato na história política-eleitoral nesse País desde a República.

Toda mentira saída de sua boca ganha contornos de incontestável verdade e merece relevância na grande imprensa.

Imprensa que agride a ética jornalística e atropela olimpicamente o princípio da democracia e o sentimento de liberdade e imparcialidade na divulgação da notícia.

Porque ela despudoradamente se quer aumenta, mas inventa a notícia.
Para prejudicar Dilma, a mídia nociva não se contém em distorcer e, quando lhe é conveniente, sonega, suprime e nega ao cidadão o direito à informação.
O fundamentalismo religioso pautado no que deveria ser uma questão de Estado e levado a sério como a bioética vulgarizou-se como mote de campanha preconceituosa numa afronta à moral que desvirtua perigosamente o sentido da vida, banalizando-a.

Para a deputada distrital eleita pelo PT de Brasília, campanha que abusa do sentimento religioso não é campanha, é cruzada.

Dilma foi posta nesta guerra suja e covarde, onde sequer sua fé no nome de Cristo foi preservada.
Dilma se vê hoje numa encruzilhada.

Ou reage indo para o ataque ou seus adversários lhe tomarão as armas e lhe farão refém da história.

Uma história marcada por uma guerra que poderá vir a ser perdida por quem fez da trincheira uma eterna retaguarda.
Se não partir para o ataque Dilma estará entrando na tática sórdida de Serra.

Ela não tem do que ter medo.























segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A FOLHA - COMO O JORNALISMO BRASILEIRO - CHEGOU AO FUNDO DA POÇA

A expressão “chegou ao fundo do poço” nos remete a chegada de alguém no ponto final da caminhada.
O “fundo do poço” é o “podium” dos que sucumbiram à derrota, é o “sub-altar” onde são sacrificados os parciais que faltaram à isenção e à verdade.
Chegar ao “fundo do poço” é ver fechadas todas as saídas, é olhar para os lados e dá de cara com as paredes do fosso.
Quem chega ao “fundo do poço” perde contato com a realidade e a noção do tempo porque só vislumbra o crepúsculo.

Pior, porém não menos humilhante e sintomático que o fundo do poço é chegar ao fundo da poça.
Os fatores de diferenciação entre o poço e a poça são, respectivamente, ÁGUA e LAMA.
É certo que o poço até pode está seco ou entupido de lixo.
Mas sempre que pensarmos no poço nos lembraremos da água existente em suas profundezas.
Já não se pode dizer (nem pensar) o mesmo da poça de lama.
Quem chega ao fundo da poça de lama não apenas foi por esta infectado e tragado, mas nela metamorfosicamente se materializou e tomou sua forma nas suas substâncias e odores.
Não está somente no fundo, mas na superfície, no centro, nas margens e em todas as dimensões da poça: é a própria lama.

A Folha de São Paulo é exemplo típico e fétido de um jornal que chegou ao fundo da poça.
A matéria deste domingo da repórter Fernanda Odilla “Enviada Especia ao RS” é uma catástrofe do ponto de vista do jornalismo ético, apartidário, independente e imparcial.
E um hino de exaltação ao jornalismo pernóstico, de esgoto e da sarjeta.

É lama na sua real essência.

A Folha envia especialmente uma jornalista a Porto Alegre em mais um episódio da série “os desesperados” que objetiva “fuçar” a todo custo e em qualquer circunstância o passado e a vida da candidata à Presidência Dilma Rousseff.
O que denota despreparo e incompetência ou por outra que há um déficit de”bons” repórteres na capital gaúcha.
A pseuda matéria tem o patético título “Dilma já vendeu bugigangas e “Cavaleiros do Zodíacos” no RS”.
A Folha está à “reboque” do resultado das pesquisas – inclusive das de seu próprio instituto – que dão como favas contadas a surra de seu candidato, José Serra.
A Folha sabe – como sabe o Carlos Augusto Montenegro – que o Brasil já tem uma Presidente.

Que essa eleição acabou.
Já está no papo.
E que o Serra já era.
O Folha não faz nada diferente do que sempre fez.
A política do Serra e do PSDB.
A política da baixaria, da truculência, do preconceito, da arrogância e da infâmia.

Querer atribuir a alguém a pecha de incompetente por não ter obtido êxito empresarial associando isto ao plano político é de uma pobreza jornalística sádico e um ridículo contumaz.
É tentar diminuir o caráter e a integridade ética e moral dessa grande mulher, obscurecer o presente pelo seu passado.
A Folha se contorce e se retorce, faz malabarismos e rapa-pés para encontrar na lama onde fuça algo que ofusque a vida de Dilma Rousseff.

Até onde se sabe, vender artigos de brinquedos e tudo o que estiver no ramo comercial e dentro da lei não desabona a honra de ninguém.
Enquanto Dilma vendia brinquedos, Serra e FHC brincavam de vender a Petrobras e Vale.
Parece obvio o fato de Dilma não ter “quebrado” como empresário sob um governo que QUEBROU o Brasil três vezes e o botou de joelho aos pés do FMI.

É melhor vender brinquedos que simbolizam os sonhos e a alegria de uma criança do que vender mentiras e trair o sonho de uma Nação.

O material da Folha é de uma apelação tão vulgar quanto eticamente pobre e evidencia a bestial necessidade da repórter em associar o nome da empresa “Pão & Circo” à política romana de calar os insatisfeitos Roma Antiga.
A pujante economia do fenomenal Lula nos assegura afirmar que Dilma não precisaria fechar sua “Pão & Circo” se tivesse esperado para abri-la depois de 2002.
E estaria vendendo suas flores, perfumes, tapeçarias, livros, eletrônicos e bebidas feito água.
Não há paralelos na economia do Serra e de Lula.

A economia do Serra era a da falência, do pires na mão e do desemprego.
A de Lula é a economia do desenvolvimento sustentável, do crescimento para todos, da inserção de classes e de 14 milhões de emprego.

Fechar empresa não denigre a imagem de um empresário.
A aminética Folha não lembra o nome do Presidente da República em 1996.

É compreensível. Quem está no fundo da poça e chafurda na lama perdeu mesmo a noção do real, que dirá do passado.
E cai abobalhadamente e tão naturalmente assim no ridículo.







sábado, 22 de maio de 2010

A CIÊNCIA BRINCA DE DEUS?

Essa bricadeira pode virar coisa séria




Célula sintética: passo gigante para a ciência e a humanidade

Cientistas lograram criar vida artificial num tubo de ensaio, um feito que promete revolucionar a biotecnologia. A pesquisa abre a via para criar novas formas de vida, geneticamente programáveis para inúmeras funções, como produzir combustível, ou vacinas, ou novas formas de alimento e água potável. Mas o estudo também gera preocupações éticas sobre a tecnologia cair em mãos erradas e, por exemplo, ser usada em armas biológicas, ou para cientistas "brincarem de Deus" com a vida.

A equipe de pesquisadores, liderada por Craig Venter, que antes dirigiu um dos coletivos que decodificaram o genoma humano, disse ter criado vida sintética, na forma de uma nova espécie de bactéria, operando sob inteiro controle de um código de instruções genéticas definidas pelo homem, originalmente armazenadas num computador.

"Esta é a primeira célula sintética"

Eles sintetizaram o genoma de uma célula de bactéria e o usaram para "reiniciar" a célula vazia como uma nova espécie de bactéria, que desde então se reproduz livremente, como se portasse o seu código próprio de instruções genéticas e não um fabricado em laboratório.

"Esta é a primeira célula sintética que já foi feita, e podemos chamá-la sintética porque a célula é inteiramente derivada de um cromossomo sintético, feita com quatro frascos de produtos e um sintetizador químico, a partir da informação de um computador", disse Venter."Partimos de uma célula viva, mas o cromossomo sintético transforma integralmente essa célula viva em uma nova célula, sintética", agregou ele.

"Passo de criança" e "passo de gigante"Venter já sonhava em criar vida artificial 15 anos atrás, quando conduziu um estudo que produziu o primeiro genoma decodificado de um micróbio. Depois de anos tentando estabelecer o patamar mínimo de genes necessários à vida, e muitos outros anos tratando de suplantar as dificuldades técnicas de construir um genoma inteiramente artificial, ele finalmente teve êxito em sua visão.
Leia a matéria na íntegra, clicando aqui.

terça-feira, 18 de maio de 2010

TODOS CONTRA A EXPLORAÇÃO SEXUAL INFANTIL


Empresas devem aderir à luta contra exploração sexual infantil

O enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes deve ganhar nos próximos dias mais um importante aliado. É a Declaração de Compromisso, a ser firmada por empresas responsáveis por grandes obras no país. Uma articulação está sendo feita para que esse instrumento seja assinado e anunciado até o fim do mês, segundo informou a coordenadora do Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, da Secretaria de Direitos Humanos, Leila Paiva.

Estudos comprovam que a existência de grandes obras, como as do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e mesmo da Copa do Mundo, em áreas urbanas agrava a exploração sexual – principalmente de crianças e adolescentes. “Onde há um grande contingente masculino, migra uma série de redes de exploração que acabam tornando alvo crianças e adolescentes, porque são também alvos mais fáceis”, diz Leila Paiva

As obras podem ter os impactos negativos reduzidos com a implementação de ações a serem desenvolvidas junto com a Comissão Especial de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. A Declaração de compromisso, que também vem sendo chamada de Código de Ética, é a primeira delas.

A coordenadora espera que as empresas assinem o documento, a exemplo do que ocorreu na área de turismo. Em um segundo momento serão realizadas campanhas voltadas especificamente para os trabalhadores das obras, sensibilizando, mas também mostrando a legislação e quais são os mecanismos de repressão e penalidades que existem para reduzir o problema.

A psicóloga Valéria Brahim, gerente de Programas sociais da Associação Brasileira Terra dos Homens, com sede no Rio de Janeiro, instituição parceira no projeto da Secretaria de Direitos Humanos, acredita que a exploração sexual é um tema invisível que precisa ser debatido com a sociedade.

Para ela, as empresas estão cada vez mais voltadas para a responsabilidade social. “Se nós inserirmos esse tema na pauta das empresas, trabalhando em conjunto com a sociedade civil organizada e o governo o que está
acontecendo dentro desse projeto, temos como solucionar ou pelo menos minimizar os efeitos dessa situação”, ressalta.

A exploração sexual de crianças e adolescentes é considerado um problema ainda maior no Norte do país, nas chamadas fronteiras secas, e também no Sul, na região de Foz do Iguaçu, na tríplice fronteira – revela uma pesquisa feita pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Para denunciar a exploração sexual de crianças e adolescentes, a população tem o serviço Disque 100 ou os conselhos tutelares da região. É possível contar ainda com a força policial.

O dia 18 de maio foi instituído pela Lei Federal 9970/00 como Dia Nacional de Luta Contra o Abuso e a Exploração Sexual. A data foi escolhida para lembrar a morte, em 1973, em Vitória (ES), da menina Araceli, de apenas oito anos. Ela foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada. Os responsáveis, jovens de classe média alta, ficaram impunes.

Agência Brasil