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quinta-feira, 10 de junho de 2010

A ÚNICA OPÇÃO DA OPOSIÇÃO É BAIXAR O NÍVEL DA CAMPANHA AO SEU NÍVEL

Em apuros, sob efeito raivoso da inveja





Lula orienta oposição a evitar campanha raivosa e de baixo nível


Saiu no Vermelho - a esquerda bem informada: Em entrevista nesta quinta (10) à Rádio FM Sergipe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu às críticas feitas pela oposição que acusa o governo de ser lento na execução das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
A oposição sem rumo, sem discurso e sem razão, critica Lula pelo que ela não fez quando esteve no poder.
O último momento em que o Brasil investiu em infraestrutura foi durante o governo militar de Ernesto Geisel, em 1975, afirmou o Presidente.
Aí, surge Lula que faz surgir Dilma e criam o PAC.
O PAC revolucionou o Brasil e deixou mentalmente estrábica a oposição.
O PSDB e o DEMO disseram que apenas 46,1% das obras do PAC foram concluídas. Os dados oficiais indicam que 70,7% dos investimentos foram executados.

“Eu acho que a oposição está em uma situação difícil e eu acho normal que a oposição saía: falta fazer isso, falta fazer aquilo, falta... É o papel dela. Agora a verdade é a seguinte: contra os números não se discute. Nós temos números para debater com qualquer candidato, com qualquer governo”, disse o presidente.

O PAC está sendo feito em todos os estados.
Não há discriminação política.
“Enquanto no passado, recebiam um prefeito com policiais e cachorros pastores-alemães, eu, nos meus oito anos de governo, todo ano, eu participei da abertura da Marcha dos Prefeitos", afirmou Lula.

E provocou: “Eu dei para São Paulo dez vezes mais recursos, para o Serra e para o Alckmin, do que o Fernando Henrique Cardoso deu para o Mário Covas, e dei sabe por quê? Porque eu acho que a gente não faz a relação entre governo, a relação é entre povo. O povo de São Paulo merece, então, nós temos que dar”.

E disse mais: “Então, eu acho que isso está criando um certo embaraço para a oposição, está criando uma certa dificuldade... Eu espero que eles não façam uma campanha raivosa, eu espero que eles não façam uma campanha daquelas de baixo nível, fazendo aquele jogo rasteiro... Vamos fazer a campanha em um nível alto, vamos debater economia, vamos debater desenvolvimento, vamos debater inovação tecnológica, vamos debater educação, porque eu acho que o povo vai ficar muito mais satisfeito.”

Fora FMI

Lula lembrou que os investimentos em infraestrutura na época de Geisel só foram possíveis porque o dólar estava barato, o que levou o governo a tomar empréstimo para realizar obras.

“Em 1980 nós começamos a pagar o preço disso. Por quê? Porque aí a economia americana entrou em crise – um déficit fiscal muito sério –, o presidente do Banco Central americano, para resolver o problema do déficit fiscal americano, aumentou a taxa de juros, em dólar, que chegou a 21%”, explicou.

O Brasil havia tomado empréstimo a 3% e começou a pagar 21% de juros que resultaram “numa dívida externa impagável”.
Daí que nenhum presidente brasileiro conseguiu investir em obras.
Excepcionalmente Fernando Henrique Cardoso nos seus nebulosos oito anos de mandato.

Lula chamou o presidente do FMI"para por fim as negociações".
O Brasil quitou a estrondosa dívida externa e ainda colocou em caixa US$ 250 bilhões.
O mais espetacular estava por vir: de tomador, o Brasil passou a credor e emprestou ao Fundo US$ 14 bilhões.
“Hoje não é uma missão do FMI que vem aqui. É uma missão nossa que vai lá fiscalizar o FMI”, brincou.
Sensacional esse operário!

Circulo virtuoso

Com os dinheiro no cofre, Lula fazer o PAC. “Nós assumimos a responsabilidade de comprometer uma parte do orçamento do governo com obras. Tomamos a decisão, e nada, não há nada que faça a gente tirar um centavo do PAC para fazer contingenciamento.”
A parti daí, segundo o presidente, o Brasil passou a apresentar números positivos com o crescimento do salário mínimo, emprego, o respeito do país no exterior e o último dado do IBGE que registrou um crescimento de 9% no PIB entre janeiro e março.

“Então, o Brasil está entrando num círculo virtuoso, tem uma carteira de obras. Tem uma carteira de obra em saneamento básico, tem uma carteira de obra em habitação, tem uma carteira de obra em estrada, tem uma carteira de obra em drenagem, tem uma carteira de obra em saneamento básico”, disse.
Até o final do ano quando termina o seu mandato e tem início o de Dilma Rousseff serão criados aproximadamente 14,5 milhões de empregos com carteira assinada.
“Enquanto os Estados Unidos perderam 8 milhões de empregos, enquanto a Europa perdeu quase 9 milhões de empregos, nós, no ano da pior crise do mundo, nós criamos 905 mil novos empregos”, fulminou, quer dizer, finalizou.

Acesse o site do Vermelho para ver na íntegra a reportagem de Iram Alfaia

terça-feira, 18 de maio de 2010

TODOS CONTRA A EXPLORAÇÃO SEXUAL INFANTIL


Empresas devem aderir à luta contra exploração sexual infantil

O enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes deve ganhar nos próximos dias mais um importante aliado. É a Declaração de Compromisso, a ser firmada por empresas responsáveis por grandes obras no país. Uma articulação está sendo feita para que esse instrumento seja assinado e anunciado até o fim do mês, segundo informou a coordenadora do Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, da Secretaria de Direitos Humanos, Leila Paiva.

Estudos comprovam que a existência de grandes obras, como as do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e mesmo da Copa do Mundo, em áreas urbanas agrava a exploração sexual – principalmente de crianças e adolescentes. “Onde há um grande contingente masculino, migra uma série de redes de exploração que acabam tornando alvo crianças e adolescentes, porque são também alvos mais fáceis”, diz Leila Paiva

As obras podem ter os impactos negativos reduzidos com a implementação de ações a serem desenvolvidas junto com a Comissão Especial de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. A Declaração de compromisso, que também vem sendo chamada de Código de Ética, é a primeira delas.

A coordenadora espera que as empresas assinem o documento, a exemplo do que ocorreu na área de turismo. Em um segundo momento serão realizadas campanhas voltadas especificamente para os trabalhadores das obras, sensibilizando, mas também mostrando a legislação e quais são os mecanismos de repressão e penalidades que existem para reduzir o problema.

A psicóloga Valéria Brahim, gerente de Programas sociais da Associação Brasileira Terra dos Homens, com sede no Rio de Janeiro, instituição parceira no projeto da Secretaria de Direitos Humanos, acredita que a exploração sexual é um tema invisível que precisa ser debatido com a sociedade.

Para ela, as empresas estão cada vez mais voltadas para a responsabilidade social. “Se nós inserirmos esse tema na pauta das empresas, trabalhando em conjunto com a sociedade civil organizada e o governo o que está
acontecendo dentro desse projeto, temos como solucionar ou pelo menos minimizar os efeitos dessa situação”, ressalta.

A exploração sexual de crianças e adolescentes é considerado um problema ainda maior no Norte do país, nas chamadas fronteiras secas, e também no Sul, na região de Foz do Iguaçu, na tríplice fronteira – revela uma pesquisa feita pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Para denunciar a exploração sexual de crianças e adolescentes, a população tem o serviço Disque 100 ou os conselhos tutelares da região. É possível contar ainda com a força policial.

O dia 18 de maio foi instituído pela Lei Federal 9970/00 como Dia Nacional de Luta Contra o Abuso e a Exploração Sexual. A data foi escolhida para lembrar a morte, em 1973, em Vitória (ES), da menina Araceli, de apenas oito anos. Ela foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada. Os responsáveis, jovens de classe média alta, ficaram impunes.

Agência Brasil

sexta-feira, 16 de abril de 2010

DILMA FALA AO ZERO À ESQUERDA, DIGO, AO ZERO HORA DA DIREITA

Um jornal cujo valor é zero
O ALMANAQUE da crônica tem o prazer de publicar post do excelente Briguilino, do notável Joel dos Santos Neto.

Entrevista da Dilma

Abaixo trechos da entrevista, cuja íntegra pode ser lida aqui e aqui.

–Circula na web dossiê que lhe atribui assaltos a bancos e atos de terrorismo no regime militar. Sente-se preparada para a campanha eleitoral?

Ninguém participa de governo sem aprender a conviver com críticas, deturpações e difamações. Há uma campanha insidiosa porque as pessoas pouco lembram daquela época. [...] Não tive nenhuma ação armada. Se tivesse ação armada, não teria recebido condenação de dois anos. Cumpri três anos de cadeia, mas fui condenada a dois.

–Quem estaria por trás dessa campanha?

Acho que as reações são de setores inconformados com a abertura democrática e que acham que uma pessoa que esteve presa [...], durante todo o período da ditadura, não pode ser hoje vitoriosa.

–Adversários levantam dúvidas sobre o que seria o seu governo em matéria de liberdade de expressão. Qual é o seu compromisso?

Adversário só não fala que a gente é bonita, o resto tudo fala. Eu sei o que é viver na ditadura, e sei a pior parte dela. Não acho que faz bem para nenhuma geração o que a minha passou...

–Como a senhora pretende reverter no RS os índices desfavoráveis?

Nós Começamos agora. Pesquisa retrata o momento. [...] Todo mundo que sentou na cadeira antes se danou.

–Acha possível subir nos palanques de Tarso Genro e José Fogaça?

Não vou trabalhar hipótese, até porque não é prudente. Quando a gente tiver feito aliança nacional [PT-PMDB], eu posso responder isso...
a não causar problema.

–Trabalha com a possibilidade de ter o PMDB gaúcho todo a seu lado?

[...] Acredito que a grande maioria do PMDB fica conosco.
–Já consegue fazer com naturalidade o que o presidente faz, como entrar na casa dos eleitores? Perfeitamente, sou uma boa aluna. Nessa relação com ele, tenho anos de praia. Ando pelo Brasil afora com ele há sete anos e meio...

– O presidente tem dado conselhos sobre a campanha?

Graças a Deus, dá. O presidente é uma pessoa experiente. Temos uma longa caminhada juntos, a nossa relação é de quem priva da intimidade...

– Sente falta da preseença de Lula nas viagens?

Sempre falo que tenho muita saudade dele. O que me consola é que acho que ele também tem muita saudade minha. Porque convivíamos o dia inteiro.

– Acha que o eleitorado sente diferença com a ausência do presidente?

Andei por esse país afora sozinha quantas vezes? O pessoal está inventando. Ser governo e decidir todo dia é muito difícil. Eu cuidei do PAC, de R$ 636 bilhões, da execução, tinha de discutir isso do Oiapoque ao Chuí. O presidente ia para um lado e eu, para o outro.

– Até que ponto a popularidade de Lula pode resultar em votos?

Se pode resultar em votos para alguém, imagino que seja para mim. Por quê? Porque entrei no Ministério de Minas e Energia, depois fui para Casa Civil, participei de cada um desses programas. Eles têm meu esforço pessoal. [...] Então posso reivindicar a continuidade do governo Lula. O povo não acredita em promessa, acredita que quem faz pode fazer mais. Podemos fazer mais, porque fizemos. [...] Tem meu trabalho nisso, eu me sinto absolutamente legitimada para achar que nesses 76% [de aprovação de Lula] tem uma parte que eu contribuí.

– O PMDB se encaminha pra indicar Michel Temer para vice. Qual é a sua relação com o deputado?

Tenho uma ótima relação com Michel Temer, respeito bastante o deputado, acho ele uma pessoa talentosa, bom articulador político, excelente presidente da Câmara, uma pessoa tranquila, não aposta no conflito, trabalha no acordo e no consenso. [...] Considero o Michel Temer uma pessoa de qualidades excepcionais.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

CENÁRIOS

As metáforas sempre fizeram parte do discurso presidencial de Luis Inácio LULA da Silva.
Nunca antes na história desse País elas foram tão magistralmente utilizadas.
E incomodado a tantos e descontrolado a outros.
As metáforas de Lula são como os elefantes.
Uma incomoda muita gente.
Duas metáforas incomodam milhares.
A tucanos e demos.
À classe média e ao PIG.
Uma gente que não resiste a uma metáfora lulista.
Porque já não resiste ao seu ator. Aliás, nunca resistiu.
Lula tem a inteligência e a perspicácia à flor da alma.
E sabe como poucos atingir a sensibilidade das pessoas e tocar-lhes a essência do espírito.

Com sutileza e malícia transforma em eloquente o discurso morno, em ato motivador e contagiante o mais simples evento, em qualquer circunstância.
Um desespero para a oposição.
Um furor para o PIG.
E haja papel para extravasar tanto descontrole.
E tentar reverter mentiras em verdades.

Ao falar por metáforas às multidões Lula, mais que desenhar, nos mostra os múltiplos cenários – físicos e virtuais – políticos que indicam com indubitável clareza que o povo brasileiro deseja dar seguimento às demandas de seu governo.
O povo diz que não quer o fim do PAC. Nem a privatização do patrimônio nacional.
O povo quer a Petrobras com “S” e não com “X” e um País com liberdade para ir e vir – e não “alagado” por praças de pedágios em todos os sentidos.

Lula contagia e apaixona.
E o faz com malícia, mas não por maldade.
Foi isso que Lula fez ao inaugurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no Bairro Santa Luzia, em Juiz de Fora/MG.

O prefeito da cidade é tucano. Que nem o Aécio – o ex-pré-candidato a presidente. E possível vice de José Serra, o Zé Alagão que alagou duplamente São Paulo: com água e pedágios.
Lula foi ovacionado. Dilma “aclamada”.
O prefeito, Custódio Mattos, muito vaiado.
As vaias se inflamavam quando o nome de Aécio Neves era citado.
Ele mandou a penas o Secretário de Saúde para receber por ele as vaias.
Lula até fora complacente e solidário com os tucanos torturados pelos apulpos, sem contudo, perder sua infalível perspicácia ao defendê-los:

“Obviamente, sei que muitos de vocês estavam esperando há meses a oportunidade para vaiar o Custódio. Queria dizer aos meus companheiros que não é correto esperar a vinda do presidente da República para inaugurar uma obra para fazer isso."

E, para fazer delirar as 1.500 pessoas que o esperavam falar, disse se dirigindo à futura Presidente:

"Dilma Rousseff, eu queria dizer a você que tenho uma história de gratidão com esse povo de Juiz de Fora. Em todas as eleições que eu participei para presidente da República, se dependesse de Juiz de Fora, eu teria sido presidente em todas."

Como se não bastasse, sabendo que poderia falar diretamente de política para não motivar novas ações do PSDB, Lula tascou aquela que certamente se transformará numa das mais brilhantes metáforas ditas por ele, pela sua clareza, por preencher todos os conornos comparativos, por aguçar o imaginário e responder a todos os questinamentos.

Falando sobre o Brasil sob FHC e comparando-o com o País da criação do emprego e da geração de renda – o Brasil da Era Lula, o nordestino de quatro dedos foi eloquas:

"Tem época na vida da gente que tudo dá errado. Os filhos não vão bem na escola, a mulher e o marido têm desentendimento até por causa da novela, o salário nunca dá para atender às necessidades da família... E o Brasil passou muitas décadas vivendo essa fase. Foram mais de 20 anos, porque praticamente uma geração toda não teve notícia de geração de emprego, de aumento de vagas nas universidades ..."

Lula disse que a situação mudou a partir de 2003.O Brasil mudou.

Mudaram os cenários, Presidente. O senhor os mudou.

Eles virtualmente indicam a vitória de uma dama...
Dama, que o País começa a amá-la. A filha do Lula, a Mãe do PAC:

Dilma Rousseff.