quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

SANTA MARIA DO PARÁ – UM NOVO TEMPO



Ao culminar a primeira década do século XXI, Santa Maria se volta para o começo de uma década.
E flameja em teu seio a esperança no advento de um novo ano que virá.
Os sonhos, os planos e os desejos de crescimento e progresso social florescem e se esparramam como relva no coração de cada pessoa que labuta na busca do bem, do amor e da paz.

É com esta perspectiva, e ainda contagiada pela magia e encantos que o Natal propicia que Santa Maria, na condição de aniversariante, se eleva um degrau a mais na sua escalada emancipatória.

Ao perfazer 49 anos de idade, Santa Maria do Pará – a nossa Cidade Trevo – registra no livro de sua história a chegada de um novo tempo.
O tempo de um governo que faz acontecer.
Governo que promove a cidadania das pessoas.
E se confraterniza com o bem estar delas.

Santa Maria saúda o tempo dos salários pagos regiamente em dia.
O tempo do respeito ao servidor.
Das pontes de cimento e concreto que deixaram para trás o tempo das velhas pontes de madeira.

É tempo de ver com orgulho uma frota de máquinas e veículos que compõem a Patrulha Mecanizada, trabalhando diariamente pelos quatro cantos do município.
Como é bom sentir o tempo do asfalto nas ruas.
E das ruas urbanizadas, saneadas com obra para tudo quanto é lado.

Com o tempo, Santa Maria viu nascer novas praças.
E a gratidão estampar-se na cara do seu povo.

Santa Maria aplaude de pé um novo tempo no qual as vicinais recebem atenção constante e regular.
E os agricultores escoam sua produção seguindo, como nunca antes, por estradas que os conduzem rumo à esperança de dias cada vez melhores.
Porque experimentamos o tempo do apoio intransigente às atividades agrícolas como agricultura, apicultura.

Santa Maria comemora o ensejamento de um tempo auspicioso para sua Educação.
Para a reforma e ampliação de escolas.
A construção de Quadras de Esporte
E para a melhoria cristalina da qualidade do ensino.
Do rendimento dos professores e o desempenho do alunado.

Santa Maria se regozija com o tempo de transporte escolar efetivo e seguro.
Com o tempo da Biblioteca Pública.
O apoio aos eventos culturais e religiosos, como o Círio da Padroeira e a realização do tradicional Forró Municipal.
Além do insubstituível e relevante incentivo ao esporte em todas as modalidades.

Quarenta e nove anos se passaram para Santa Maria, no transcurso do tempo, obter os frutos plantados nas áreas da Saúde e da Assistência Social.

O tempo revelou uma Santa Maria cujo Governo gosta de gente.
Cuida das pessoas.
E as trata como cidadãs.

Parabéns para Santa Maria e a sua gente!
Uma gente que tem o trabalho como vocação e a amizade por princípio.
E para quem o amor, a fraternidade e a paz constituem um apostolado.

Parabéns, Santa Maria do Pará, pela passagem do 49º ano de sua emancipação política – tempo no qual alvorece um novo tempo: um tempo que configura grande e historicamente o momento por ti vivido.

29/12/2010

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

MILAGRE DE NATAL

Isso é que é Natal


Quanto mais alguém possa insistir em negar a existência de Deus, tanto mais eu persisto em me convencer do contrário.
Mais: que, de alguma forma, Ele opera milagres em nós.
E por nós.
No nosso meio.
Por meio de nós.
Ele não nos desampara.

Aquela criança nascida em Belém, na noite de Natal é a prova inconteste e irrefutável da existência de um Deus.
E de seu poder transcendente.
Deus fez um milagre naquela noite belenense.

Não me refiro à Belém da Judéia, onde há dois mil anos atrás nascia uma criança enrolada em palhas num berço arranjado às pressa em meio a um estábulo.
Falo da Belém, a Casa do Pão – capital do Pará – e do Norte.

Foi outra vez em Belém aonde o milagre do Natal se refez.
E a criança ali nascida não teve, sequer, a companhia dos animais.

Não havia manjedoura.
Maria não era sua mãe.
E seu pai não se chamava José.

Aquele bebê veio ao mundo e foi envolto em um saco plástico.
Difícil explicar que uma criaturinha tão frágil e indefesa tenha sobrevivido ao sereno de uma noite amazônica.
E que, justo o plástico que a princípio lhe sufocaria, impediu a perda de sangue pelo cordão umbilical.

A Providência assim o quis.

Imagino que Deus optou por enviar para protegê-la os mesmos anjos que assistiram ao Seu Filho nascido em forma de homem no regaço materno da boa Maria.
Do ponto de vista científico não há justificativas plausíveis para o fato de aquele bebê não ter sofrido uma hipotermia.
A não ser que se acredite que alguma luz – mais que iluminá-la – o aqueceu por longas doze horas.

Já escrevi que anjos existem e milagres acontecem.

Anjos, todos sabem, são mensageiros.
Criaturas enviadas.
Anjo é encargo.
Encarregado de praticar o bem ao nosso favor.
Eles nos socorrem.
Eis porque socorreram aquele recém-nascido em Belém.

Belém do Pará.
Como em Belém de Judá.

Os anjos nos ajudam, “nos ungem de calma e serenidade”.
Os anjos sempre estão a serviço de Deus.
São nossos companheiros por toda a vida.

Quem confia nos anjos estará, também, confiando em Deus.
Os anjos do Natal cuidaram do pequeno bebê nascido e jogado por cima do muro pela mãe, em Belém.

Belém é, mesmo, o berço da vida.
O milagre do Natal se deu – de novo – em Belém.

Bem-vindo entre nós o nenê cuja vida foi confiada aos anjos de Deus na Noite de Natal.
Sem dúvida, milagre acontece.

Eu creio!













terça-feira, 28 de dezembro de 2010

VEJA QUE COISA BOA!

A Veja no seu devido lugar


Republico postagem do Blog do Planalto na qual o ministro da Controladoria-Geral da União esmaga a revista Veja.

Veja: má vontade e preconceito conduzem à cegueira

Não é todo dia que se encontra alguém com coragem para dar à revista Veja uma resposta contundente e colocá-la no seu devido lugar: a vala comum do lixo jornalístico pernóstico por ela praticado.

Resposta do ministro Jorge Hage a editorial de balanço da revista Veja:

Brasília, 27 de dezembro de 2010.

Sr. Editor,

Apesar de não surpreender a ninguém que haja acompanhado as edições da sua revista nos últimos anos, o número 52 do ano de 2010, dito de “Balanço dos 8 anos de Lula”, conseguiu superar-se como confirmação final da cegueira a que a má vontade e o preconceito acabam por conduzir.

Qualquer leitor que não tenha desembarcado diretamente de Marte na noite anterior haverá de perguntar-se “de que país a Veja está falando?”. E, se o leitor for um brasileiro e não integrar aquela ínfima minoria de 4% que avalia o Governo Lula como ruim ou péssimo, haverá de enxergar-se um completo idiota, pois pensava que o Governo Lula fora ótimo, bom ou regular. Se isso se aplica a todas as “matérias” e artigos da dita retrospectiva, quero deter-me especialmente às páginas não-numeradas e não-assinadas, sob o título “Fecham-se as cortinas, termina o espetáculo”. Ali, dentre outras raivosas

adjetivações (e sem apontar quaisquer fatos, registre-se), o Governo Lula é apontado como “o mais corrupto da República”.

Será ele o mais corrupto porque foi o primeiro Governo da República que colocou a Polícia Federal no encalço dos corruptos, a ponto de ter suas operações criticadas por expor aquelas pessoas à execração pública? Ou por ser o primeiro que levou até governadores à cadeia, um deles, aliás, objeto de matéria nesta mesma edição de Veja, à página 81? Ou será por ser este o primeiro Governo que fortaleceu a Controladoria-Geral da União e deu-lhe liberdade para investigar as fraudes que ocorriam desde sempre, desbaratando esquemas mafiosos que operavam desde os anos 90, (como as Sanguessugas, os Vampiros, os Gafanhotos, os Gabirus e tantos mais), e, em parceria com a PF e o Ministério Público, propiciar os inquéritos e as ações judiciais que hoje já se contam pelos milhares? Ou por ter indicado para dirigir o Ministério Público Federal o nome escolhido em primeiro lugar pelos membros da categoria, de modo a dispor da mais ampla autonomia de atuação, inclusive contra o próprio Governo, quando fosse o caso? Ou já foram esquecidos os tempos do “Engavetador-Geral da República”?

Ou talvez tenha sido por haver criado um Sistema de Corregedorias que já expulsou do serviço público mais de 2.800 agentes públicos de todos os níveis, incluindo altos funcionários como procuradores federais e auditores fiscais, além de diretores e superintendentes de estatais (como os Correios e a Infraero). Ou talvez este seja o governo mais corrupto por haver aberto as contas públicas a toda a população, no Portal da Transparência, que exibe hoje as despesas realizadas até a noite de ontem, em tal nível de abertura que se tornou referência mundial reconhecida pela ONU, OCDE e demais organismos internacionais.

Poderia estender-me aqui indefinidamente, enumerando os avanços concretos verificados no enfrentamento da corrupção, que é tão antiga no Brasil quanto no resto do mundo, sendo que a diferença que marcou este governo foi o haver passado a investigá-la e revelá-la, ao invés de varrê-la para debaixo do tapete, como sempre se fez por aqui.

Peço a publicação.

Jorge Hage Sobrinho

Ministro-Chefe da Controladoria-Geral da União

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

QUÉRCIA MORREU PARA ALOYSIO NUNES VIVER

O que eles tem ou tinham em comum?



Deu na Folha On-line: Ex-governador Orestes Quércia morre aos 72 anos em São Paulo

A Folha só não disse que o Quércia elegeu o Aloysio Nunes Ferreira.
Porque não precisava dizer.
Não fosse o câncer do Quércia, e os senadores por São Paulo seriam a Marta Suplicy e o Netinho.
A morte do Quércia para o Aloysio Nunes tem o condão de fazer valer a máxima de que é preciso um morrer para o outro viver.
A Folha foi mais rápida do que os tucanos no reconhecimento.
Morte é coisa séria.
Mas, jamais uma morte foi tão salvadora para alguém quanto a de Orestes Quércia foi para Aloysio Nunes.
O cara mesmo sentindo os odores da morte, ainda assim, pedia votos para seu aliado tucano.
E a Folha, profundamente grata, lhe rende terna e eterna homenagem por isso.

O ex-governador de São Paulo Orestes Quércia (PMDB) morreu aos 72 anos vítima de um câncer na próstata. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde o dia 18 de novembro.

Quércia desistiu de concorrer ao Senado nas eleições de outubro por causa da doença. Durante o período eleitoral, passou 36 dias internado. Teve alta no dia 6 de outubro, um mês após renunciar à candidatura para senador.

Ao desistir de concorrer a senador, Quércia beneficiou Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), tucano que começou mal nas pesquisas e acabou sendo eleito para a primeira vaga paulista --a segunda ficou com Marta Suplicy (PT).

Com o peemedebista fora da disputa, Aloysio viu seu espaço na TV crescer para 5min29s --disparado o maior entre os candidatos.

Em nota divulgada à imprensa, logo após a desistência, Quércia pediu votos ao tucano. Sua filha Andreia apareceu diversas vezes no horário eleitoral para declarar o apoio da família ao aliado.

Em pesquisa Datafolha do começo de setembro, Quércia tinha 26% nas intenções de voto para o Senado, tecnicamente empatado no segundo lugar com Netinho (PC do B).

Aloysio, na ocasião, estava em quinto lugar, com 12%.

Ex-radialista, Quércia já foi vereador e prefeito de Campinas, senador, deputado estadual, vice-governador e governador de São Paulo de 1987 a 1991.
Ele foi um dos fundadores do PMDB e presidente do diretório paulista do partido.

Desde que saiu do governo, Quércia não venceu nenhuma eleição. Disputou a corrida presidencial em 1994, o governo estadual em 1998 e 2006 e o Senado em 2002.


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

ASSANGE É O HOMEM DO ANO DO MUNDO


Ele deu uma sonora goleada no Obama



Folha Uol: Jornal francês "Le Monde" elege criador do WikiLeaks como "homem do ano"

A imprensa internacional - ao contrário da nossa tupiniquim - se rendeu,  ao homem perseguido e preso a mando da maior democracia do mundo.
Aquele a quem Lula defendeu ao questionar o silêncio dos meios de comunicação sempre tão vorazes na defesa da liberdade de expressão.
A mídia brasileira que criou o "golpe democrático" em Honduras para justificar seu apoio à derrubada de Manoel Zelaya é a mesma que agora se revela a favor do cerceamento da liberdade de informação, da prisão de Assange e do fechamento do seu site.
O correspondente da Globo em Londres, mediocramente cunhou a expressão "excesso de informação" para acusar o dono do WikiLeaks de violar a lei por ter divulgado e-mails da diploacia americana, como se a publicação de fatos e verdades de interesse público fosse uma violação ao estado democrático de direito.
A mídia brasileira só não esperava levar pela cara o tapa que Lula lhe deu ao cobrar o mesmo rigor na defesa intrasigente da liberdade de expressão por esta suscitada ao longo da campanha eleitoral.
A eleição de Assange como "homem do ano" por um dos maiores jornais do mundo, não pode deixar de conferir honras ao Presidente Lula pela sua clareza e coragem ao defender Assange e desmascarar a hipocrisia de uma mídia combalida e parcial que usa dois pesos e duas medidas, de acordo com seus interesses e conveniências.
Julian Assange foi escolhido o "homem do ano" pela redação do prestigiado jornal francês "Le Monde", que dedicará a capa e um artigo biográfico ao fundador do site WikiLeaks em seu suplemento semanal a ser publicado nesta sexta-feira (24).

O diário é uma das publicações de grande circulação que se associou com o WikiLeaks para publicar milhares de documentos secretos da diplomacia americana.

Assange, que passou nove dias em uma prisão britânica no início de dezembro, encontra-se atualmente em liberdade condicional com a ameaça de ser extraditado à Suécia, país que o acusa por supostos crimes de agressões sexuais contra duas mulheres, que o processam por ter supostamente imposto a prática de relações sexuais sem preservativo.

Os internautas do "Le Monde" também elegeram Assange como "homem do ano", com 56,2% dos votos, na frente do Prêmio Nobel da Paz Liu Xiaobo (22,3%) e do americano Mark Zuckerberg (6,9%), fundador do Facebook.

REVISTA "TIME"

A revista americana "Time" nomeou na última semana Mark Zuckerberg como "homem do ano", apesar dos leitores da publicação terem escolhido Assange.

Assange bateu personalidades como Lady Gaga, o presidente americano, Barack Obama, e os 33 mineiros resgatados no Chile.

Segundo a "Time", Assange recebeu 382.024 dos 1.249.425 votos, em um primeiro lugar folgado. O segundo lugar ficou com o premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, com 233.639 votos.

MAIS UMA VEZ É NATAL

Feliz Natal


Mais uma vez é Natal!
É tempo de olhar pelo retrovisor da vida...
E agradecer pelas vitórias e conquistas obtidas ao longo do ano que agora termina.
É tempo de dar um toque na vida com as cores da esperança...
E preparar nossos corações para as inevitáveis surpresas que nos esperam no Novo Ano.

Mais uma vez é Natal!
É tempo de falar de paz e de amor.
E repaginar nossos espíritos para receber as sublimes lições da Sagrada Família de Nazaré
É tempo de olhar para o céu...
E no horizonte dos nossos sonhos contemplar a estrela que guiou os magos do oriente.

Mais uma vez é Natal!
É tempo abençoado onde todo adulto se faz criança...
E no seu peregrinar procura, no semblante do outro, encontrar o seu Deus-Menino.
É tempo de colher, ouvir, acolher e transmitir a mensagem dos Anjos de Deus...
E fazer com que o milagre do amor ressoe como toque musical nos ouvidos dos homens de boa vontade.

Mais uma vez é Natal!
É tempo de acalentar sonhos de harmonia e paz...
E de empreendermos nossos melhores esforços para tornarmos a Terra um pouco mais parecida com o Céu.
É tempo acariciar em oração o Menino Jesus e Sua Mãe...
E descobrir que Deus nasce a cada dia no silêncio orante do coração que a Ele se eleva.

Mais uma vez é Natal!
É tempo de agradecer as manifestações de Deus em nossas vidas...
E deixarmo-nos extasiar por essa criança pobre e frágil nascida de Maria.
É tempo de suavizar os gestos e palavras, moderar as atitudes e se voltar para o bem...
E deixar que a nossa fé seja iluminada pelo Sol nascente que nos veio visitar.

Mais uma vez é Natal!
É tempo de darmos júbilo e cantarmos regozijados um canto de gratidão e amor...
E em gestos práticos de ternura e solidariedade entrar em sintonia com Deus ao dar de nós o que falta ao irmão próximo e distante.
É tempo de descobrir que Natal se resume na palavra amor...
E que sem amor não haveria Natal.

PORQUE PELO NATAL O AMOR SE MATERIALIZOU ENTRE NÓS!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

PEDOFILIA: UMA VERGONHA PARA O PAÍS E O PARÁ

Todos contra a pedofilia


Em 2009 publiquei aqui, no ALMANAQUE, pelo menos duas crônicas que abordavam o ultrajante tema da “pedofilia”.
A primeira, no dia 29 de junho – UMA VERGONHA CHAMADA PEDOFILIA – objetivava despertar a atenção para o crescimento assustador dos casos de pedofilia.
O país começava, de maneira efetiva, a conviver com o noticiário e denúncias desse que é, senão o pior, um dos mais covardes e brutais crimes cometidos contra a pessoa.
Porque a vítima de tal violência é sempre alguém frágil e indefesa do ponto de vista moral, social, cultural e financeiro.
Alguém psicologicamente afetada posta em absoluta desigualdade ante seu agressor e, por conseguinte, incapaz de enfrentá-lo.

A segunda publicação tratando do mesmo assunto se deu no dia 30 de agosto, um domingo.
Naquela data foi divulgado aquilo que viria ser o resultado da relatório da CPI da Pedofilia na Assembleia Legislativa do Pará, cujo encerramento se deu em setembro daquele ano.
O relator foi o Deputado Estadual, hoje eleito para Câmara Federal, Arnaldo Jordy.

Com o título “PEDOFILIA, A COVARDIA EM NÚMEROS”, aquela crônica era uma resenha do citado relatório.
Números grotescos, repulsivos e vergonhosos foram apresentados.
O Pará despontava como campeão nacional no nefasto ranking dos crimes por abuso de menores.
CPI’s ocorriam em diversos estados país afora, naquele período, além da do Senado Federal, em Brasília, cuja presidência foi do senador pelo Espírito Santo, Magno Malta, eleito governador daquele estado nas últimas eleições.

A relatoria coube ao Senador Demóstenes Torres, de Goiás. Ele foi reeleito.

Por que o Pará sustenta o triste troféu de campeão da pedofilia?
Porque somente nos últimos cinco anos, mais de 100 mil casos de abuso sexual contra menores foram identificados no Estado.
Isso dá uma média de 20 mil casos por ano.

Um vexame.

Pior: para cada denúncia de abuso sexual, quatro são omitidas.
Nessas proporções pelo menos 400 mil menores sofreram abuso sexual em todo o Pará.
As vítimas potenciais dos pedófilos tem de 0 a 5 anos e 81% dos casos ocorrem no ambiente familiar.

Mas existem também os estarrecedores registros de crimes cometidos dentro de tribunais, escritórios, igrejas e templos religiosos.
De juízes, passando por promotores, doutores, advogados, sacerdotes e pastores...
Tem pedófilo de todo tipo e matiz, origem, formação, raça e crença religiosa.
Gente da pior espécime, verdadeiros frutos apodrecidos em ramagem seca e desfolhada.

A CPI da Pedofilia no Pará, como disse, foi encerrada em setembro do ano passado.
Ninguém foi sentenciado por ser pedófilo.
Que bom é ser pedófilo no Brasil e no Pará!

Nesta quinta, 16 de dezembro, o relatório final da CPI da Pedofilia do Senado da República foi fechado.
A mídia deu destaque em demasia, o relator apresentou números e mudanças nas leis que, em tese, ficaram mais duras para combater esse tipo de violência.
No entanto, como no Pará, ninguém foi preso ou condenado, se quer indiciado no Brasil inteiro.

Viva o país que passa a mão na cabeça de seus bandidos!

A questão da pedofilia no Pará é “gravíssima” segundo o relatório da CPI do Senado.
De Belém a Ilha do Marajó e até em Santa Maria, o nosso até então recatado município, os pedófilos se fazem presentes, ainda que invisíveis.
Como uma doença cancerígena que se esconde por muito tempo e afeta a saúde do paciente, os pedófilos estão à solta por aí.

Traçando seus planos diabólicos e como serpentes que atraem suas vítimas para o laço, eles vagueiam disfarçadamente entre nós, convivem perigosamente no nosso meio, observam e miram nossos filhos, crianças e jovens menores.

Os pedófilos escondem sua monstruosidade, às vezes, sob um terno lustroso e gravata bem passada, ou uma túnica, ou ainda sob tortura da ameaça e da chantagem psicológica.
Diante do perigo que o pedófilo representa para a sociedade, corremos todos um risco iminente.

É lamentável que todos os acusados estejam em liberdade.
Presos ficamos nós, as pessoas de bem, no silêncio dos nossos medos e revoltas.

Um brinde à impunidade!