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terça-feira, 1 de junho de 2010

GLOBO E CBN: “COMO TRATAR DA MISSA SEM FALAR DO PADRE”

Falar desse padre pode ser um pecado mortal
Leio no Conversa Afiada que o Globo conseguiu a façanha de tratar da missa sem falar do padre.
E identificou uma “grave crise” na pré-campanha da ex-ministra Dilma Rousseff.
O Globo ressuscitou os “aloprados” do PT.
Mas não se referiu – porque não lhe convém - ao que os aloprados buscavam.
O Paulo Henrique Amorim trata de dá uma mãozinha ao esquecido Globo e reavivar sua memória com a compra superfaturada das ambulâncias pelo Ministério da Saúde quando Serra, o ético, e seu discípulo Barjas Negri foram ministros.

Magistral.

E o Heródoto Barbeiro, dissimulada e provocativamente, não se conforma com o fato de que em uma campanha presidencial fique se discutindo dossiês, ao invés de programas de governo.

É o máximo da boa ética jornalística.
Aí, alguém entrou no ar e cunhou o alopradíssimo termo “patrulha da lama”.
Esta neo-definição tinha como objetivo simplesmente dizer que o PT, por ser por grupos de esquerda (eu juro que não sabia!) se especializou em “jogar lama nos outros”.
O PT joga lama no próprio PT.

(A lama que o PT joga no Serra volta contra o próprio PT).
Que desastre!
Porque o PT é de esquerda. E a esquerda só se une na cadeia.

Você que me acompanha já deve está acusando o cinéfilo Jabor de coisa tão grotesca.
Pois saiba que o Arnaldo Jabor é anjinho nessa história.
Coube à sapiente e direitista cientista política Lúcia Hippoito, na CBN tão feliz e sutil assertiva.
A esquerda só se une na cadeia...
É na cadeia – e não no governo – que essa esquerda enlameada devia está.
Sobretudo este metalúrgico e sindicalista chamado Lula. O pai da esquerda, segundo as implícitas palavras da Lúcia Hipollito.
Para ela, “o que tá havendo, no momento, foi uma coisa que foi abortada rapidamente na campanha de Dilma Rousseff que se não ia dar um escândalo de grandes proporções.”
“Parece” que grupos radicais estão disputando o poder dentro da campanha...

A Hippolito, pelo que parece, tem PhD nessa coisa chamada Língua Portuguesa.
“Parece”, continua ela, que estavam organizando dossiês contra a filho do ex-governador José Serra.

Ah!

Nesse quesito, me parece que, outra vez, o Conversa Afiada sabe explicar muitíssimo bem a charada do Globo e da CBN.
Para a objetiva e “independente” Lúcia Hippolito o fato de alguém no PT ter conhecimento a respeito da associação, ou melhor, sociedade entre a filha de Serra, Verônica e sua xará, Verônica Dantas (não é necessário dizer de quem ela é filha) implica em altos riscos para Dilma Rousseff.

Nada mais do que uma maneira de despistar do assunto, tirar o foco da sua e da nossa atenção.
O que está posto é que algo liga duas filhas aos seus pais.
E aos seus interesses. Que não interessa aos marinho dizer.
Mas o Globo e a CBN fingem que criaram uma cortina de fumaça.
Eles não vão blindar – outra vez – o Serra, como em 2006.
Se há alguém que perde alguma coisa com isso, esse alguém não é Dilma Rousseff.

Não importa tratar da missa.
Quero saber o nome do padre que a celebrou.
Clique aqui para ir ao site do Globo e aqui para ver o Conversa Afiada.











quinta-feira, 20 de maio de 2010

SE A IMPRENSA É PROSTITUTA A GLOBO O QUE SERÁ?

Padrão global de uma imprensa prostituta


Imperdível, sensacional e impactante.

A entrevista abaixo foi feita com o Padre Júlio Lancellotti, da Pastoral da Rua de São Paulo.

É a segunda parte de um total de três das entrevistas concedidas por Lancellotti ao Portal Vermelho como parte integrante da série especial “Povos da Rua — A ‘Faxina Social’ de Serra e Kassab”, a política de "limpeza social" posta em prática na capital paulista com a chegada dos tuca-demos ao poder - a posse de José Serra e Kassab como vice - a partir de 2005.

Ousado, arrojado, impetuoso, corajoso e coerente o coordenador da Pastoral da Rua fala dos ataques "violentos e virulentos" dos quais foi vítima patrocinados pelo subprefeito da Sé à época, Andrea Matarazzo, em conluio com a grande imprensa.

Lancellotti: "Burguesa é elogio. A nossa imprensa é prostituta"

Na segunda parte de sua entrevista ao Vermelho, o padre Júlio Lancellotti, da Pastoral da Rua, ataca corajosamente a atuação tendenciosa da grande mídia. “Hoje não tem nada mais indecente do que nossa imprensa. É elogio dizer que nossa imprensa é burguesa, não qualifica precisamente. A nossa imprensa é prostituta”, diz.

Confira a íntegra da entrevista de André Cintra e Renato Torelli

Vermelho: Durante os confrontos entre a Prefeitura e a Pastoral da Rua, de onde partiram os piores ataques contra você?

Júlio Lancellotti: O que foi mais violento e virulento foi o Andrea Matarazzo com a rede que ele montou e que passa pela imprensa

Vermelho: Foi uma campanha orquestrada?

JL: Sim, sim. Eles agiram pesadamente. O Andrea Matarazzo é muito ligado com muitos jornalistas, com a imprensa, como aquele José Nêumanne Pinto (colunista do O Estado de S. Paulo e da rádio Jovem Pan), o Diogo Mainardi (Veja), o Arnaldo Jabor (TV Globo). Depois você descobre que o Arnaldo Jabor fez um jantar na casa dele com a Mirian Leitão, o Sardenberg (Carlos Alberto Sardenberg, da Globo). Fizeram uma reunião com toda essa gente dele para eleger o Serra.

É engraçado que, hoje, a manchete do Estadão diz que o programa do PT vai ser questionado porque fez propaganda política. Mas eles queriam que o programa do PT fizesse o quê? Uma novena? Não se chama horário político? Queriam que exibissem o quê? Vão lá e dizem que (o programa) comparou o pobre do humilde, simpático, simplório e popular Fernando Henrique Cardoso com o ignorante do Lula. Porque o Fernando Henrique Cardoso é um príncipe, não é? É um dos sábios da Grécia, o Oráculo de Delfos.

Quando começaram essas práticas higienistas em São Paulo, eles foram procurar apoio científico para dizer se essa pessoa de rua tem poder de decisão ou se o Estado pode decidir sobre ela. Aí vieram os discursos científicos, de catedráticos, para dizer: “Cessou a liberdade de escolha dessa pessoa, que precisa ser recolhida compulsoriamente”. Eles fizeram grandes discussões na USP, outras com psiquiatra — tudo para justificar isso.

Vermelho: Até o meio acadêmico “tucanou” (risos)?

JL: É porque nada é neutro — a única que se acha neutra no Brasil é a imprensa. Eles deviam assumir de uma vez. Devia aparecer lá no logo do Estadão, na Folha de S.Paulo um “apoiamos o Serra”, como o pessoal faz no Twitter. Devia aparecer lá no Jornal Nacional “nós apoiamos o Serra” — e pronto. Fica claro quem é quem, quem apoia quem. Não precisa ficar no “somos neutros, demos tanto tempo de espaço para este, tanto tempo de espaço para aquele”.

Os leitores do jornal percebem. Minha mãe tem 87 anos e diz: “Eu sei quem escreve cartas para o Estadão. São sempre os mesmos. Tem uma turma de mulheres aqui que toda semana tem carta publicada, e sempre a gente sabe o que é a carta dela”. Sei o que passei na mão da imprensa — então eu sei muito bem que raça é essa.

Vermelho: Você acredita que, nesta década em especial, a mídia perdeu pudores de vez?

JL: Perdeu, mas diz que não perdeu. É aquela que perdeu a virgindade na maior suruba, mas depois fica apregoando e vive escrevendo poesia sobre sua própria virgindade. Hoje não tem nada mais indecente do que nossa imprensa. É elogio dizer que nossa imprensa é burguesa, não qualifica precisamente. A nossa imprensa é prostituta.

Vermelho: A mídia é o que existe de mais conservador na sociedade?
JL: O problema é que é um conservadorismo prostituído. Tem hora que, ouvindo a rádio CBN, eu preciso desligar, porque começa a me dar nervoso. Está muito escancarado, muito escrachado. Mas eles têm todo aquele discurso de neutralidade.

Sabe o que me irrita muito? Ver no Estadão: “O Estado de S. Paulo está sob censura há 288 dias”. O Estadão devia então pôr um outro placar dizendo que ele está censurando os outros — e há quanto tempo? Porque ele é zeloso de cuidar de quem lhe censura. E ele censura há quanto? Nesse sentido, eu acho que a imprensa é realmente uma indecência.

Aí os jornalistas dizem: “Ah, mas o sr. não pode dizer que é todo mundo assim”. Mas é quem comanda nos jornalões... É como diz o Fábio Konder Comparato: “Nos jornais, só leio agora a coluna necrológica para saber se algum amigo meu morreu” (risos).

Vermelho: O Luis Fernando Veríssimo diz que a única confiável no jornal é a data, mas vale a pena desconfiar...

JL: É, pode ter erro (risos). Mas às vezes a única verdade que um jornal fala é mesmo a data.

Vermelho: Você não acha que, no caso específico da TV Globo, essa postura mais ideologizada e tendenciosa atingiu até as novelas, os programas de auditório, a Ana Maria Braga?

JL: Mas a Ana Maria Braga só falta andar com a camiseta do Serra...

Vermelho: Ela já vestiu a do “Cansei” em 2007.

JL: É como diz o (teólogo) Leonardo Boff: “Todo ponto de vista é a vista a partir de um ponto”. As pessoas já deviam logo dizer a que vieram. A Hebe Camargo, por exemplo, já deixa bem claro. Agora até o médico dela teve de correr atrás, porque ela disse que estava curada, e ele disse que ela não ficou. É duro.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

VONTADE TAMBÉM CONSOLA

Sorte dela é que os mortos não falam



A última de Lucia Hippolito: O PMDB não vai de Dilma?

A jornalista Lucia Hippolito, do Grupo Globo, confundiu nesta sexta-feira (7) a realidade com o seu desejo, ardente, mas desejo: disse que "o PMDB histórico está se reunindo em torno de Serra" e o deputado Michel Temer (SP), presidente da sigla, "fala por uma pequena parte do partido". A suposição tem data marcada para pifar: em 12 de junho, a Convenção Nacional do PMDB deve votar a permanência no campo de Lula e indicar Temer para vice na chapa da petista Dilma Rousseff.

Por Bernardo Joffily, site do PCdoB

Lucia Hippolito admite que Temer será o vice de Dilma. Mas escamoteia que isso só acontecerá porque os "muitos PMDBs", como ela diz, assim deliberarão. E garimpa os seus exemplos para fazer os ouvintes menos avisados da CBN acharem que a minoria é maioria.

Três maus exemplos duramente garimpados

"Em Pernambuco, o senador Jarbas Vasconcelos vai ser candidato ao governo. E nós sabemos que vai abrir o palanque para Serra", comemora a funcionária dos Marinho.
Jarbas de fato se lançou, nesta quinta-feira (6), depois de muita hesitação, como única alternativa para garantir a Serra uma cabeça-de-ponte no sétimo maior colégio eleitoral brasileiro (no Rio de Janeiro, segundo maior colégio, o presidenciável tucano continua sem palanque). Não é novidade. Jarbas é, há duas décadas, talvez o mais tucanófilo dos peemedebistas. Contei essa história no ano passado (veja Jarbas na Veja: crepúsculo de um vira-casaca).

A novidade pernambucana é que Jarbas anunciou a candidatura sem conseguir a condição que colocara para se lançar: que o senador Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, entrasse na chapa majoritária como candidato à reeleição. No mesmo dia em que o peemedebista se lançava, Guerra amarelou oficialmente: confirmou para a imprensa que desistiu do Senado e vai disputar uma vaga na Câmara.

A segunda novidade é que nesta eleição todas as pesquisas eleitorais em Pernambuco, com ou sem Jarbas, apontam a reeleição do governador Eduardo Campos, do PSB. O Leão do Norte é o estado onde Lula alcança os maiores índices de popularidade e apoio.
O segundo exemplo de Lucia Pippolito já é uma suposição: no Rio Grande do Sul, diz ela, o peemedebista José Fogaça "também parece que vai apoiar José Serra".

"Parece"? O pré-candidato tucano esteve nesta semana no Rio Grande do Sul. Tentou marcar uma reunião com Fogaça, mas só conseguiu um encontro no aeroporto que o prefeito de Porto Alegre garante ter sido casual. Marcou também uma reunião com os deputados estaduais peemedebistas, mas compareceram dois, dos quais um (Alberto Oliveira) não disputará esta eleição.
O PMDB gaúcho tem toda uma tradição de enfrentamentos com o PT (o próximo será em outubro, com o ex-ministro Tarso Genro, que aparece em primeiro nas pesquisas). Mas em 2010 está bebendo água de canudinho, sem se comprometer, de olho nas pesquisas e na correlação de forças dentro do partido.

Já o terceiro exemplo obrigou Lucia Hippolito a começar com um "curiosamente": "Curiosamente, em São Paulo, o MDB, que era Orestes Quércia, hoje Orestes Quércia volta a se reunir com José Serra e vai apoiar".
É, de fato, curiosíssimo ouvir Lucia Hippolito na CBN enaltecendo Orestes Quércia. Mais curioso só mesmo Quércia e Serra de braços dados, esquecidos das divergências que estão no DNA tucano.

Prazo de validade: 36 dias

Porém a intrépida jornalista não teme brigar com a notícia e conclui: "Aquele PMDB Ulyssista está com Serra. O PMDB histórico, aquele ligado ao doutor Ulysses (Guimarães que presidiu o MDB-PMDB entre 1970 e 1992), eles estão se reunindo em torno de José Serra".

"Temer não fala pelo partido todo, fala por uma parte pequena do partido, que é o PMDB congressual, aquele que fica reunido lá em Brasília. O PMDB dos estados é outra realidade. E o deputado Michel Temer não fala por eles", assevera Lucia Hippolito.
O doutor Ulysses não pode se pronunciar. Morreu há 18 anos, num acidente de helicóptero em Angra dos Reis, e sequer seu corpo foi achado – sepultado nas águas do mar que fizera a fama de seu xará grego. Mas sua maior obra, o PMDB, falará por ele em 12 de junho – quando o "PMDB dos estados" se reunirá nacionalmente e se encerrará o prazo de validade da cascata de Lucia Hippolito.

Um exemplo político clássico

O itinerário recente do grande partido de centro merece a atenção de quem deseje entender o conteúdo da luta política no Brasil. Em 2002, apoiou os tucanos e forneceu a vice de José Serra na disputa presidencial, Rita Camata (ES); em 2006 ficou em cima do muro. E agora vai de Dilma Rousseff, no campo de Lula. Comentei recentemente essa trajetória (veja em 2002, 2006, 2010: a correlação de forças presidencial mudou).

É um exemplo clássico: desde a Revolução Francesa, quando surgiram as noções de esquerda, direita e centro, este último é alvo da acirrada disputa das duas primeiras. Ambas buscam atraí-lo ou pelo menos neutralizá-lo para isolar sua antípoda.
Sob este ângulo, o ex-governador José Serra, em suas muitas noites insones, deve sentir saudades de 2002, quando tinha o PMDB em sua chapa. É verdade que isso não impediu sua derrota. Mas será duro ver o maior partido do país, com seu precioso tempo no horário eleitoral de TV, mais unificado do que nunca desde o fim da ditadura militar, em torno da continuidade do projeto de Lula.

Em 12 de junho, aposto, Lucia Hippolito não se dará por achada. Nem irá à CBN dizer que estava errada quando assegurou que Temer "fala por uma pequena parte do partido". Terá outra tese ardorosa para servir ao seu candidato, até que o próximo prazo de validade se esgote.

quarta-feira, 24 de março de 2010

ORGULHO E VERGONHA

Tenho profundo orgulho por ser um dos milhares dos eleitores brasileiros que votaram no Presidente Lula.
Depois de Brizola, votei em Lula todas as vezes.
Sempre.
Não é somente pelo que vejo nele.
Mas sobretudo pelo que Lula é.
Pelo que ele representa para mim e para a grande maioria do povo.


Lula é o símbolo vivo e punjante de um projeto de mudanças para o País.
Lula é Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida.
É PAC I e II. Emprego e geração de renda.
Lula é comida na mesa dos que antes se privavam de uma refeição digna e decente.
Lula é inserção das classes desassistidas no mundo do ter e do ser, o delta das águas onde se dá o encontro da pessoa com sua cidadania.

Com Lula é parâmetro que indica o início do fim dos privilégios privados dos elitistas e elitizados que tem horror a quem trabalha.
Dos grupos oligopolistas que presunçoamente imaginam-se donos das mentes dos cidadãos.
Mais especificamente da imprensa ulta-conservadora e golpista nacional.
O Conversa Afiada do Paulo Henrique Amorim, publica interessante post no qual fica evidente que Lula já não resistirá apanhar calado do PIG.
Lula foi sempre atacado, insultado, discriminado e agredido sistemática e diariamente, desde seu primeiro momento como candidato à Presidência.
Pelo simples fato de ser um retirante. Um torneiro mecânico.
Por não ser “um letrado”.

Lula não poderia mesmo acovardar-se diante da covardia de uma imprensa que chafurda seu nome e o de seu governo na lama de um jornalismo torpe e partidarizado.
Um imprensa opositora com inquestionável viés golpista que tem seus agentes distribuídos nos Poderes Judiciário e Legislativos – este destacado pelo Senado Federal.
As palavras de Lula hoje, reavivaram esse escancarado orgulho que nutro por ele.
Lula desmacara e parte pra cima do PIG.

Expressões como “tablóide” e “mentira” são o mais acabado resumo do que é a imprensa brasileira em sua esmagadora maioria.
Lula lamenta que daqui a 30 anos, ao pesquisar notícias de seu governo hoje, um estudante só possa se deparar com mentiras.
Porque o PIG distorce, mente e manipula ao seu modo as informações.
Criam fatos e factóides.
São tablóides sensacionalistas.
Uma aberração de imprensa, a que temos.
Preconceituosa, racista, desrespeitosa e de má-fé. Criminosa.
Do contra. Que é contra o Governo e a favor da tucanalha privatista.

Motivo de vergonha e repulsa para os que ela não conseguiu e jamais conseguirá amestrar.
Meu orgulho de eleitor do Presidente Lula chegaria á estratosfera e cresceria vertiginosamente – como a Dilma nas pesquisas – se Lula tivesse a saudável ousadia de tirar do PIG a publicidade que lhe dá, para este, sem a menor compostura, atacá-lo em suas programações.

É inadmissível ver a Caixa Econômica e o Banco do Brasil sustentando financeiramente com verbas astronômicas a CBN para que seres arrogantes e despresíveis como um Arnaldo Jabor, Mirian Leitão e uma Lucia Hippolito da vida o desanque.
A Petrobras contribui também, sobremaneira, para abarrotar os cofres piguistas.

O Brasil não quebraria sem a propaganda publicitária do Governo vinculada pelo PIG.
Por conseguinte, este não sobreviveria sem as verbas governamentais.
Sem o governo, o PIG morre de inanição.

Presidente Lula, faça-me sentir mais orgulho ainda de ser seu eleitor.
Imprima toda sua força - a força que deve ter um torneiro mecânico - e, com todas as poucas letras das quais faz domínio um iletrado, dê uma paulada nessa imprensa.
Uma paulada que vai doer na parte mais sensível dela: o bolso.
O bolso do PIG.

O PIG insiste em colonizar os brasileiros.
O PIG é a minha maior vergonha.





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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

PROGRAMA TUCANO: NEM TUDO QUE PARECE É

Acho que vocês assistiram ao programa dos tuganos na televisão nesta quinta feira.
Parecia uma sequência do JN com Serra e Aércio se revezando num esforço mútuo e ingênuo para enconbrirem as desavenças internas que os separa.
Para os desinformados que ligassem a tv naquele horário, havia a possibilidade de pensar que aquilo tinha alguma relação com a realidade.
Mas isso somente os desinformados pensariam.
Porque os desinformados ou não sabem quem é Zé Gengiva ou acham que tudo o que ele diz é verdade.
Por pura falta de informação.
O programão começou bem mais cedo na “Crônica do Planalto” da CBN (aquela que um blogueiro diz ser a rádio que troca notícia), mais precisamente ao meio dia.
A jornalista, Roseann Kennedy, que fala ao vivo de Brasília, sem o menor escrúpulo, passou uma espécie de roteiro geral com o scripit final da atuação de cada um dos três participantes (Sérgio Guerra, José Serra e Aércio Neves), além de interpretar ao seu modo e de acordo com os interesses sempre torpes da Globo e do PSDB as ideias tucanas nele ocultadas.
Todos sabem que tem tucano atolado até a ponta do bico na “Caixa de Pandora” em Brasília.
A Roseann se vangloriava pelo fato de o programa tucano aparentemente ter sido gravado antes da distribuição dos Panetones do Arruda.
Ninguém com o mínimo de informação é capaz de crer nisso.
O horário político destinado aos tucanos se eximia de maiores ataques e críticas ao Governo, se destacando por ser propositivo, segundo a CBN.
Os tucanos sorrateiramente fugiram da crise do mensalão dos demos porque estão envolvidos nele e com ele em proporções semelhantes a todo e qualquer membro ou aliado do Governo do DF.
O PSDB comanda “a penas” três secretarias do governo que mais distribui panetones aos pobres.
Então, a tucanada, para não correr maiores riscos, optou por fazer de conta que aquele programa fora gravado em um país onde só quem esconde dinheiro na cueca é gente ligada ao PT, e por conseguinte, ao Presidente Lula.
Serra, aquele para quem Deus foi excepcionalmente generoso ao lhe atribuir elevada grandeza... de olheiras e orelhas, gengiva e uma cara de pau enorme tão enorme que só encontra porporções no período de tempo de construção da sua maior e inacabável obra: o roubanel.
E olha que ele ainda ousa falar dessa obra como a maior do País. Mas se esqueceu de dizer que ela é maior em desvio de recursos e em superfaturamentos de preços e contratos.
No mais, a dupla falou de amenidades, dos genéricos, do Bolsa Escola, a construção de hospitais...
Pela 1010ª vez, Serra disse que ele criou tudo isso. Que se não fosse por ele e pelos tucanos o Brasil não existiria mais.
Que os tucanos redescobriram o Brasil.
Suponho que o Serra suponha que o povo supõe ser ele o inventor da pólvora e da roda.
A propósito: aonde os tucanos esconderam – e por quê – os seus mais ilustres quadros, figuras do naipe de Fernando Henrique Cardoso e Arthur Virgílio Cardoso?
Talvez os dois estivessem em Paris.
O primeiro, tratando da documentação de reonheccimento do filho que ele teve com a repórter da Globo, dezoito anos atrás.
O segundo, acompanhando a sogra em algum tratamento dentário...
Sem falar do Eduardo Azeredo, o neo-reu tucano do Brasil, desaparecido sob a densidade de sua plumagem.