sábado, 21 de agosto de 2010

O Serra em queda livre
Josias de Souza, no seu blog: Disparada de Dilma atesta o êxito dos planos de Lula

Conforme já noticiado aqui, a estratégia de campanha de José Serra deu 100% errado. Na outra ponta, os planos de Lula revelaram-se corretos nos detalhes. Materializado em todas as pesquisas, o êxito de Lula é tonificado nas dobras da última sondagem do Datafolha, divulgada neste sábado (21).

Decorridos escassos três dias de propaganda eleitoral, Dilma Rousseff se descolou de Serra. Ela foi a 47%. Ele ostenta 30%. A diferença saltou de oito para 17 pontos. Contabilizados apenas os votos válidos, a pupila de Lula vai a 54%. Significa dizer que, se a eleição fosse hoje, Dilma liquidaria a fatura no primeiro turno.
Movido a intuição, Lula assentara sua tática eleitoral em oito estacas. Por ora, permanecem todas em pé. Vai abaixo um inventário do sucesso:

1. A antecipação: No Brasil, são três as evidências que permitem a um presidente detectar a chegada da síndrome do fim do mandato. Súbito, começa a beber cafezinho frio. Os aliados ensaiam o desembarque. E irrompe à sua volta um irrefreável burburinho acerca da sucessão presidencial.
Sob Lula, tudo aconteceu às avessas. Aquecido pelos índices de popularidade, o cafezinho queimava-lhe a língua. Legendas como o PMDB o bajulavam. A sucessão? Foi antecipada em dois anos pelo próprio presidente. Levou Dilma à vitrine em 2008.

2. O bloqueio: Ao impor Dilma ao PT, Lula interditou um debate interno que levaria sua legenda à disputa fratricida. Cristã nova no petismo, a ex-pedetê Dilma não era a preferida de ninguém. O próprio Lula cogitara outros nomes.

Antonio Palocci, o primeiro da fila, fora apeado do pedestal pelo caseiro Francenildo. Antes dele, a alternativa José Dirceu perdera-se nos desvãos do mensalão. Num instante em que petistas como Patrus ‘Bolsa Família’ Ananias e Tarso ‘Justiça’ Genro esboçavam os primeiros movimentos no tabuleiro, Lula deu-lhes o xeque-mate.
No início de 2008, o jogo no PT estava jogado. Dilma foi às pesquisas com um percentuais mixurucas –2% a 3%. Em maio daquele ano, roçava os 10%. No final do ano, FHC dizia, em privado, que a presença de Dilma no segundo turno de 2010 era fava contada. Previa que ela não teria menos do que 30% dos votos.

3. Ciro Gomes: Lula decidira que seu governo seria representado na campanha por um único nome. Nos subterrâneos, pôs-se a tramar contra Ciro Gomes. Empurrou-o para a a disputa paulista. Ao perceber que Ciro resistia à idéia a despeito de ter transferido seu domicílio eleitoral para São Paulo, Lula sufocou-o.
Por baixo, tirou dele todas as perspectivas de alianças com legendas governistas. Pelo alto, acertou-se com o governador pernambucano Eduardo Campos, presidente do PSB. Minado por sua própria legenda, Ciro ruiu como candidato de si mesmo.

4. O plebiscito: Lula pressentira que 2010 repetiria um embate que, desde 1994, submete as disputas presidencias brasileiras a um bipartidarismo de fato. De um lado, o PT. Do outro, o PSDB. Guiando-se pelas pesquisas que atestatam a impopularidade da era tucana, Lula decidiu levar FHC à roda. “Seremos nós contra eles”, decretou.
Num jantar realizado no Alvorada em dezembro de 2009, Ciro dissera a Lula que sua estratégia estava errada. Arriscava-se a converter Dilma em candidata mais cotada para fazer de Serra o próximo presidente da República. Lula deu de ombros. Dizia, já nessa época, que a eleição seria definida num turno. A seu favor.

5. A megacoligação: No início de 2010, enquanto o tucanato se consumia em dúvidas –José Serra ou Aécio Neves?— Lula cuidava de reproduzir ao redor de Dilma o consórcio partidário que lhe dá suporte no Congresso. Mirava o tempo de TV. Dizia que Dilma, por desconhecida, precisava de uma vitrine televisiva ampla.
Simultaneamente, num movimento iniciado em 2008, Lula exibia sua escolhida em pa©mícios. Arrancava-a do gabinete, batizava-a de “mãe do PAC”. Dava musculatura política a uma técnica jamais submetida ao teste das urnas. Manuseando o prestígio pessoal e afrontando a lei eleitoral, acomodou ao lado de Dilma uma megacoligação de 11 legendas.

6. O PMDB: Na costura da aliança, Lula deu prioridade ao PMDB. Ordenou ao PT que reduzisse a ambição de eleger muitos governadores. Deixou claro que o palanque nacional se sobrepunha aos estaduais.
Enquanto Serra adiava sua candidatura, retardando a formação dos palanques regionais da oposição, Lula empurrava o PMDB goela abaixo do PT. No último lance, impôs, em Minas, o pemedebê Hélio Costa aos petês Fernando Pimentel e Patrus Ananias.

7. O vice: Lula demorou a digerir Michel Temer. Informado de que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, alimentava pretensões políticas, desaconselhou a filiação dele ao PP de Goiás. Mostrou a Meirelles a porta do PMDB. Tramara fazer dele o vice de Dilma. Em movimento simultâneo, Temer costurou algo que parecia impossível.

Temer uniu o PMDB da Câmara, que traz no embornal, ao PMDB do Senado, comandado por José Sarney e Renan Calheiros. Virou pólo de concórdia de uma legenda tisnada pela discórdia. Depois, Temer puxou suas fichas. Pragmático, Lula intuiu que não valia a pena pagar pra ver. Em troca da flexibilização da traquéia entregou a Dilma um PMDB unido como nunca antes na história desse país.

8. A despedida: No estágio atual da campanha, Lula dá o último ponto no tricô que deu um nó na cabeça da oposição. Converte a emoção da despedida do presidente superpopular em arma eleitoral. Já verteu lágrimas num ato de 1º de Maio, num comício em Curitiba e numa entrevista de televisão. Virou o paizão que transfere o povo aos cuidados da grande “mãe”. Uma ex-poste que ameaça converter José Serra no mais preparado ex-futuro presidente que o Brasil já teve.

DILMA AFOGA O TUCANO: 47 X 30.

A preocupação da guerrilheira com seu autorítário
Essa gente da direita perdeu o rumo de vez.
A mídia serrista caiu no ridículo ao insistir que o Presidente Lula é um desqualificado. Ele não teve nem uma partcipação no crscimento meteórico de Dilma Rousseff.
O homem tem só 80% de aprovação e Dilma é a sua candidata e isso não diz nada?
Imagina...
O Datafolha contradiz as projeções do Datafolha.
O até então festejado horário da propaganda eleitoral gratuita seria a válvula de escape para evitar a derrocada tucana.
A exposição de Serra na TV serviria para alavancar sua malfadada candidatura.
Não foi, não esá sendo, nem será.
A propaganda eleitoral teve o efeito inverso.
E inesperado. Pra eles.
Vejam só: 34% dos entrevistado pelo Datafolha disseram ter visto o horário eleitoral alguma vez desde que começou, na terça-feira. Entre os que assistiram a propaganda, Dilma tem 53% e Serra, 29%.
Que assim seja e continue sendo... sempre.
A mídia tenta justificar a disparada de Dilma com a sua exposição na TV.
Se em apenas três dias de propaganda ela cresceu nessas proporções e o Serra fez o contrário, então a derrota pigotucana será algo inimaginável.
A não ser que o Serra se exponha em algum programa de TV...
"Na primeira pesquisa Datafolha depois do início da propaganda eleitoral no rádio e na TV, a candidata a presidente Dilma Rousseff (PT) dobrou sua vantagem sobre seu principal adversário, José Serra (PSDB), e seria eleita no primeiro turno se a eleição fosse hoje".
Segundo o Datafolha, Dilma tem 47%, contra 30% de Serra.
A diferença de 8 pontos na pesquisa anterior subiu para 17 pontos.

Para o Datafolha Dilma associou sua imagem com a de Lula nos primeiros programas.
Já o Serra... Bom, falta uma garupa para o Serra.
Serra é uma catástrofe.
Ele agora perde até entre o grupo dos mais ricos.
A elite serrista representa apenas 5% do eleitorado. Um contigente tão numeroso que não decide nem eleição no Corinthians.

Dilma já lidera entre as mulheres, aquelas dos enxovais de bebê e exames de mama do Serra.
O Serra supunha que a mulheres eram suas fãs e acreditavam em cada bobagem dita por ele.
A petista abriu 12 pontos de frente nesse grupo: 43% contra 31% de Serra.
A liderança de Dilma no eleitorado masculino é maior do que entre o feminino: tem 52%contra 30% de Serra.

O último reduto onde Serra vencia era o Sul. Agora ele caiu 5 pontos e está tecnicamnte empatado com a presidenciável do PT.
Serra não lidera de forma isolada em nenhuma região, diz o Datafolha.
Isso para não dizer que ele ainda tem a vantagem de dois pontos apenas e unicamente no Sul.
No Sudeste, perde de 42% a 33%. No Norte/Centro-Oeste, Dilma tem 50%, e ele, 27%.
É de dar dó.
No Nordeste a petista teve uma alta de 11 pontos e foi a 60% contra 22% do tucano.
Que humilhante!

O Datafolha fala em distanciamento entre Dilma e Serra num eventual segundo turno.
Se a eleição fosse hoje, ela teria 53% contra 39% de Serra. Há uma semana, ela tinha 49% e ele, 41%.
Vai-se chegar à conclusão de que o Serra é muito pior do que o Alckmin e que para subir nas pesquisas só se botar a prancheta de cabeça para baixo.
Ele não sobe nem em pé de melancia, esse fenomenal e encantador Zé Pedágio.
O homem é bem pior do que o Geraldo Alckmin.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O SERRA VAI PERDER PORQUE O BRASIL GANHOU COM LULA

Na cabine, eleitor votando no Serra
Republico post do Paulo Henrique Amorim no seu excepcional Conversa Afiada: Por que Serra vai perder. Ele não leu o balanço do BB

Saiu no Estadão, pág. B4:

“BB lucra R$ 2,3 bilhões no 2º. trimestre”, o que é 13% maior do que em 2009.
Por que o BB, o maior banco do país, cresceu tanto ?
Porque aumentou a carteira de crédito, do crédito à pessoa física e, no crédito à pessoa física, especialmente o empréstimo consignado.

É o empréstimo barato, aos idosos e trabalhadores, com desconto em folha, uma criação do Luis Marinho, quando era líder sindical (hoje prefeito de São Bernardo).
Por que o BB cresceu tanto ?
“… porque nos últimos anos foram incorporados ao sistema financeiro 30 milhões de pessoas que passaram a tomar crédito e usar serviços bancários”.

Houve uma “banqueirização” da Classe C.
Quem mais toma cartão de crédito no Brasil, hoje, é a Classe C.
É a Classe C que forma a maioria dos correntistas do Bradesco.
É a Classe C que compra imóvel.

Clique aqui para ler o que me disse a Marlene, da Coelho da Fonseca: “Imóvel vende feito pão”.
É o Brasilzão que o Governo Lula incorporou ao sistema econômico.

Ao mesmo tempo, o Valor de hoje, na pág. A3, trata da prévia do Censo, que mostra uma queda do número de habitantes por domicílio.
Segundo Eduardo Nunes, presidente do IBGE, a população envelhece, cresce vegetativamente e surgiram novos arranjos familiares: lares com um só chefe de família e, cada vez mais, mulheres como chefe de família.

A sociedade brasileira se modifica rapidamente e adquire características de sociedades mais ricas, mais complexas.
Subir na vida, comprar e garantir o futuro são aspirações que se realizam com mais rapidez.

Isso pode ter efeitos sinistros, mais adiante, como antecipa o meu cunhado: “Classe C vota na Dilma, mas depois pode ser no Piñera, no Berlusconi, se não houver uma Ley de Medios”.

Os tucanos estão ancorados em 2002.
O Farol de Alexandria só pensa em lustrar seu verbete.
E o Serra não tem uma idéia que preste na cabeça.

Como diria o Pedro Malan das idéias do Serra: o que é bom não é novo; o que é novo não é bom.
Clique aqui para ler o que a Laura Capriglione diz do “educador” José Serra: um desastre.

Paulo Henrique Amorim

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

SE CORRER O BICHO PEGA, SE FICAR...

O Serra não sobe nem com vara curta




Tanto faz pular como saltar.
Essa é a conclusão a que chegou o candidato pigotucano, José Serra, ante o último levantamento Datafolha.
Ele não mudará de estratégia que, diga-se de passagem, desde sempre tem sido um desastre – para ele.
Serra é aquele moribundo para o qual a mudança de medicação já não lhe garante nenhum efeito significativo, exceto o de prolongar vegetativamente sua vida por mais alguns sofríveis dias.
Cada dia a quantidade de água que entra na barca tucana só faz aumentar.
Ela afunda lenta e melancolicamente tangida pelo vento das pesquisas.
Sem que haja nada que seus comandantes possam fazer.
O que Serra e aliados disseram contra Dilma e o PT tudo não passou de desperdício.
Foram palavras sopradas ao vento que se perderam no espaço.
Agora os tucanos, a despeito do que afirma seu presidenciável, tentam desesperadamente reagir para, levar a eleição pelo menos para o segundo turno.
Missão impossível.
A cúpula tucana entende que é hora de “botar fermento onde há massa”.
Tentando traduzir, se é que isto seja possível: o único estado onde Serra ainda está à frente de Dilma é São Paulo.
Ele já foi ultrapassado em Minas e no Rio Grande do Sul e está atrás na Bahia e Rio de Janeiro.
Sensacional.
A tendência é que Serra ganhe de Dilma somente em São Paulo que representa 22% do eleitorado brasileiro.
Registre-se, porém, que lá Dilma está apenas seis pontos de Serra.
Isso é nada.
Nem mesmo no Estado que os tuganos comandam há dezesseis anos Serra obtém vantagem absoluta e perde votos a cada pesquisa.
Pois bem, é nesse cenário sombrio que a tucanagem atua como quem percorre um beco escuro à procura de saídas.
A possibilidade de Serra recuperar o fôlego em seu próprio Estado, além de Minas e Rio poderia ser levada em conta, não fosse o fato de que Serra perdeu votos justamente nos estados que mais visitou e, por conseguinte, falou suas bobagens.
O problema da fala do Serra é que nem coceira. Quando mais coça mais a coceira aumenta.
Quanto mais o Serra fala mais ele despenca nas pesquisas.
A estratégia de marketing pela qual Serra se define como um homem de origens simples continuará a ser usada por ele.
Ainda bem.
O filho de imigrante italiano, o menino que vendia laranja na feira e estudou em escola pública nunca rendeu um voto ao candidato da elite.
Esse é o marketing do Serra há oito anos – e faz parte do palavrório que ele repete desde 2002 – o qual anda longe de torná-lo um vencedor.

domingo, 15 de agosto de 2010

JOSIAS: O SERRA NÃO GANHA UMA

Se deu mal. Nada mau.
Do blog do Joasias de Souza, na Folha Oline: Estratégia de campanha de Serra deu ‘100%’ errado

Todos os planos que José Serra traçara para sucessão de 2010 deram errado. Em consequência, o presidenciável tucano chega à fase do horário eleitoral gratuito, último estágio da campanha, em situação de absoluta desvantagem.
No pior cenário esboçado pelo tucanato, previa-se que Serra iria à propaganda de televisão empatado nas pesquisas com Dilma Rousseff. Deu-se algo mais dramático.
Todos os institutos acomodam Serra atrás de sua principal antagonista. No Datafolha, o fosso é de oito pontos. Vai abaixo um inventário dos equívocos que distanciaram a prancheta do comitê de Serra dos fatos:

1. Chapa puro-sangue: Serra estava convicto de que Aécio Neves aceitaria compor com ele uma chapa só de tucanos. Em privado, dizia que as negativas de Aécio não sobreviveriam a abril. Aceitaria a vice quando deixasse o governo de Minas. Erro.

2. PMDB: O tucanato tentou atrair o PMDB para a coligação de Serra. Nos subterrâneos, chegou-se a levar à mesa a posição de vice. Desde o início, a chance de acordo era vista como remota. Mas o PSDB fizera uma aposta: dividido, o PMDB não entregaria o seu tempo de TV a Dilma. Equívoco.

3. Ciro Gomes: O QG de Serra achava que Ciro levaria sua candidatura presidencial às últimas consequências. Numa fase em que Serra ainda frequentava as pesquisas com dianteira de cerca de 30 pontos, o tucanato idealizou um cenário de sonho.
Candidato, Ciro polarizaria com Dilma a disputa pelo segundo lugar, dividindo o eleitorado simpático ao governo. Mais um malogro.

4. Marina Silva: Serra empenhou-se para pôr de pé, no Rio, a aliança de seus apoiadores (PSDB, DEM e PPS) com o PV de Fernando Gabeira. Imaginou-se que, tonificado, Gabeira iria à disputa pelo governo fluminense com chances de êxito. E o palanque dele roubaria votos de Dilma para Serra e Marina.
Deu chabu. Empurrado por Lula, Cabral é, hoje, candidato a um triunfo de primeiro turno. A vantagem de Dilma cresce no Estado. E Marina subtrai votos de Serra.

5. Sul e Sudeste: O miolo da tática de Serra consistia em abrir boa frente sobre Dilma nessas duas regiões. Sob reserva, Luiz Gonzales, o marqueteiro de Serra, dizia: O Nordeste é importante, mas nossas cidadelas são o Sul e o Sudeste.
Acrescentava: Não podemos perder de muito Nordeste. E temos de ganhar muito bem no Sul e Sudeste. As duas premissas fizeram água. Ampliou-se a vantagem de Dilma no Nordeste. E ela já prevalece sobre Serra também no Sudeste.

Há 20 dias, Serra batia Dilma em São Paulo e era batido por ela no Rio. Em Minas, a situação era de equilíbrio. Hoje, informa o Datafolha, a vantagem de Dilma (41%) ampliou-se em dez pontos no Rio. Serra (25%) enxerga Marina (15%) no retrovisor.
Em Minas, Dilma saltou de 35% para 41%. E Serra deslizou de 38% para 34%. Em São Paulo, o tucano ainda lidera, mas sua vantagem sofreu uma erosão de sete pontos. Resta, por ora, a “cidadela” do Sul, insuficiente para compensar o Nordeste. Pior: Dilma fareja os calcanhares de Serra também nesse pedaço do mapa.

No Rio Grande do Sul, por exemplo, a vantagem de Serra caiu, em 20 dias, de 12 pontos para oito. No Paraná, encurtou-se de 15 pontos para sete.

6. Plebiscito: Lula urdira uma eleição baseada na comparação do governo dele com a era FHC. Serra e seu time de marketing deram de ombros. Como antídoto, decidiram promover um confronto de biografias: a de Serra contra a de Dilma.
Entre todos os equívocos, esse talvez tenha sido o mais crasso. Ignorou-se uma evidência. Do alto de sua popularidade lunar, Lula tornou-se o eixo da campanha. Tudo gira ao redor dele.

Lula transferiu votos para Dilma em proporção nunca antes vista na história desse país.

7. Debates e entrevistas: Em sua penúltima aposta, o grão-tucanato previra que Serra, por experiente, daria um baile em Dilma nos confrontos diretos. Não deu.

Reza a cartilha dos marqueteiros que, nesse tipo de embate, o candidato que vai bem não ganha votos. Porém, o contendor que dá vexame sujeita-se à perda de eleitores. Para o PSDB, o vexame de Dilma era certo como o nascer do Sol a cada manhã.

No primeiro debate, promovido pela TV Bandeirantes, o escorregão não veio. Na entrevista ao “Jornal Nacional”, também não. Serra houve-se bem nos dois eventos. Porém, ao esquivar-se do desastre, Dilma como que ombrou-se com ele.

8. Propaganda eletrônica: Começa nesta terça (17) a publicidade eleitoral no rádio e na TV. O comitê tucano vai à sua última aposta. No vídeo, insistir na exposição da biografia do candidato. Serra será vendido como gestor experiente.

Vai-se esgrimir a tese de que Serra –ex-secretário de Estado, ex-deputado, ex-senador, ministros duas vezes, ex-prefeito e ex-governador— está mais apto do que Dilma para continuar o que Lula fez de bom e avançar no que resta por fazer.

Até aqui, o discurso não colou. Na propaganda adversária, o próprio Lula se encarregará de dizer que a herdeira dele é Dilma, não Serra. A julgar pelas pesquisas, o eleitor parece mais propenso a dar crédito ao dono do testamento.

sábado, 14 de agosto de 2010

UM ALÔ PARA SANTA MARIA

De 4 em 4 anos ele é o "heroi" do povão



Desde 06 de julho a campanha eleitoral está nas ruas do Norte ao Sul do País.
O povo brasileiro irá eleger o novo Presidente da República, 26 governadores nos estados e no Distrito Federal, 54 senadores e 513 deputados federais nas eleições deste ano.
No Pará, os eleitores votarão nos Deputados Estaduais que formam a Assembleia Legislativa do Estado composta de 41 parlamentares.
Os paraenses – ou quem vota no nosso Estado – escolherão 02 Senadores e 17 Deputados Federais.
Nos estados onde nenhum dos candidatos ao Governo atingir 50% dos votos mais 01, haverá nova eleição.
O segundo turno ocorrerá 28 dias após o primeiro, em 31 de outubro.
O segundo turno ocorre apenas para os cargos de Governador e Presidente da República.
Numa democracia o eleitor é o principal protagonista das mudanças de perfil dos poderes eletivos.
Daí que a decantada decepção popular no que diz respeito a atuação dos nossos representantes políticos, especificamente ao Governo Federal, tem sido muito mais uma retórica patrocinada pela grande mídia.
Basta avaliar os níveis de satisfação e de decepção do povo brasileiro com o Governo Lula e compará-los com a avaliação das pesquisas de opinião.
Até o Datafolha dá 77% de aprovação para Lula e seu Governo.
Apenas 3% o consideram ruim ou péssimo.
Isto é uma avassaladora decepção. Para os contratantes de pesquisas desse tipo e caráter.
A gente se decepciona com alguém quando este frustra as nossas expectativas positivas.
E deixa de fazer o que esperávamos que fizesse ou quando faz o que não deveria ser feito.
Decepção rima com frustração para algumas centenas de pessoas.
E até gera arrependimentos noutras milhares delas.
Em todos os aspectos socais.
Na política não poucas tem sido as vezes que nos deparamos com os que criticam e malham os políticos simplesmente porque criticar e malhar políticos está na moda.
Pessoas que diminuem a imagem pública de outras pessoas gratuitamente.
Gratuito e irresponsavelmente.
Sem conhecimento de causa.
E atribuem a todo político a pecha de ladrão, desonesto e corrupto.
É tão verdadeiro dizer que não é preciso ser político para ser ladrão quanto não é inverdade nem injusto afirmar que a esmagadora maioria dos ladrões não são políticos.
Imprescindível se faz que o Brasil continue avançando e amadurecendo no nível de conscientização política dos seus eleitores e cidadão.
Cabe a todos ajudar, através do voto, a construir e consolidar a democracia brasileira.
Temos que lamentar os casos em que essa consicência, essa revolta e decepção com a classe política se dissolvem repentinamente como sal jogado na água.
O período eleitoral é pródigo em revelar histórias com enredos que levam a esse final.
Onde um candidato qualquer cai de pára-quedas no meio das massas e promete, inclusive, o que ele jamais fará para ganhar a simpatia – e o voto do povão.
São os demagogos que usam linguagem fácil e chula. São em geral, arrogantes, porém populistas, paternalistas e dados a valentões.
Tudo em nome e defesa do povo.
Não é necessário que o político picareta assim faça mesmo nada pelo povo.
Sobretudo quando este descobre que falar mal da administração municipal lhe rende ibope e o transforma ídolo e herói do povão.
Nem que depois vire as costas para quem o ajudou a eleger-se e só volte quatro anos depois.
A eleição de outubro é muito importante para o Brasil e os brasileiros.
Para o povo santamariense também.
A população escolherá quem irá representá-la nos parlamentos e nos Poderes Executivos, em quem formularão e executarão as leis que objetivem a nossa melhoria de vida.
Devemos dizer não ao candidato que descaradamente explora o nosso voto, as nossas consciências e depois nos mandam às favas.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

SERRA CRESCE NO DATAFOLHA – EM REJEIÇÃO – E PARA BAIXO

A garupa que falta ao Serra e o crescimento que lhe sobra


A pá de cal sobre a candidatura Serra foi jogada numa sexta feira 13.
Justo pelo Datafolha.
A pesquisa Datafolha desta sexta confirma o adágio: é impossível tapar o sol com a peneira.
Nem o Datafolha, o Ibope e, muito menos o Ali Kemel juntamente com o Bonner salvam o Serra do retumbante desastre (para eles) que será a sua derrota antecipada em 3 de outubro.
O debate da Band e as entrevistas no JN foram pro espaço.
Para o ralo.
E não ajudaram o Serra.
Não como supunham – ele e seus asseclas.
Para os direitistas, Serra deslancharia nos debates.
Ele massacraria a despreparada, o poste de Lula, Dilma Rousseff.
E agora?
A pesquisa Datafolha já contempla os efeitos do debate e das malfadadas entrevistas.
E foram devastadores.
Serra cresceu no Datafolha.
Em rejeição.
É de dar dó.
Serra é imbatível.
Em rejeição.
Não tenho a menor dúvida: Dilma já está na casa dos 50%.
Aliás, o Datafolha não esconde: Dilma está a 3 pontos de vencer no 1º Turno.
Basta excluir os votos brancos e nulos.
As brechas da peneira do Datafolha ficam maiores a cada dia.
E não conseguem esconder a fulgurante luz do sol dilmista.
Dilma irradia, senteia e baila no Datafolha.
Dilma cresceu 5 pontos em relação ao último levantamento.
Serra caiu 4 pomposos pontos.
(A Folha prefere dizer que ele oscilou negativamente).
Tanto faz.
Desde que oscilar negativamente seja o mesmo que cair, perder e regredir, pouco importa como a Folha traduz o vexame de seu candidato.
Serra é um fenômeno.
Pior que rabo de cavalo (ele não tem uma garupa para montar) Serra cresce impiedosamente para baixo.
Para o Serra o chão é o limite.
Serra recebeu de presente uma "generosa" pá de cal... numa sexta feira. 13.