sexta-feira, 13 de maio de 2011

SIM! A GLOBO IMITA A RECORD

Globo, a gente desliga você!

A despeito dos desinformados, retrógados, mal amados e despeitados leitores da Folha para quem a Rede Record é "recópia", numa simulação de que a primeira copia a segunda, ninguém mais, ninguém menos que o todo-poderoso e arrogante diretor-geral da emissora carioca, Octavio Florisbal, para mostrar o contrário.
Para não cair do pedestal onde sempre esteve e de onde jamais imaginaria sair, a Globo é que passa a imitar a TV da Universal.
Leia a postagem abaixo e saiba como e por quê. Ainda que você ainda leia a Folha e veja a Globo.

Do Vermelho, o melhor site da esquerda brasileira: mais um pouco e a Globo vira Record.

Em entrevista a Mauricio Stycer, crítico de TV do UOL, o diretor-geral da Globo, Octavio Florisbal, assume, com aquele jeitão autossuficiente, que a emissora vai ter que correr atrás do prejuízo. E da Record, quem diria!
 
Por Marco Antonio Araujo, no Blog do Provocador.

Até que enfim o governo Lula começou para a Rede Globo. Como sempre, com décadas de atraso, a Velha Senhora percebe que o Brasil mudou. Mais um pouco e vai ter que aceitar que vivemos em uma democracia.
Observem o que diz o texto, logo no início:

“No embalo do crescimento econômico recente do país e das projeções otimistas para os próximos anos, a Rede Globo aprofundou um processo de modificações em sua programação para atender a uma nova clientela: a emergente classe C. As mudanças afetam as áreas de novelas, os programas de humor e o jornalismo. E objetivam deixar a programação mais popular. A nova classe C, na visão da emissora, quer se ver retratada nas telas.”

Eureka!

Então, quer dizer, finalmente, que a “popularização” que a Record pratica há anos, sempre sob o olhar arrogante e presunçoso dos oráculos globais, estava certa? Mais um pouco e a Globo renegará as elites deste país, a quem tão bem serviu.

Jornalismo popular a Record sempre fez, com a clara intenção de se comunicar com as classes C, D e E, que, para o executivo (vejam só), “têm uma vida própria, com características próprias. Nós precisamos atendê-los”. Incrível. Visionário, não é mesmo?

Telejornais conversados, reportagens com plano sequência, inteligíveis para todos, e com temas pertinentes à vida de qualquer cidadão comum fazem parte do noticiário da Record há anos. Por algum milagre, deixarão de ser apelidados de “sensacionalistas” e “apelativos”.

Percebam o quanto um homem pode se regenerar, nas sábias palavras de Florisbal: “Eles têm que ver a sua realidade retratada nos telejornais. Eles querem ter uma linguagem mais simples, para entender melhor.” Eles quem? A classe média “emergente”.

Mais um pouco e a Globo admitirá que existem pobres neste país! E é capaz até de colocá-los em sua programação, sempre tão elitista, repleta de milionários em seus jatinhos, nas novelas em que os ricos e canalhas sempre se dão bem.

Na Record, favela é cenário desde Vidas Opostas, novela de 2006. Repito: 2006. Pela entrevista, somos advertidos que a próxima novela de Aguinaldo Silva vai se passar na “periferia”. Uau. Que revolução.

Capaz de vermos gente humilde vestida com roupas humildes na tela da Globo. Como farão com os merchandisings? Fiquei curiosíssimo.

Florisbal, mediúnico como ele só, percebeu que houve em nosso país uma forte “mobilidade social ocorrida em função do crescimento da renda e do emprego”.

Talvez isso explique a crise por que passam o PSDB e o DEM (não, não mudei de assunto). Mais um pouco, uma década talvez, e a Globo vai perceber que o governo Lula acabou. Entrou uma mulher no lugar. É o que dizem por aí.

A Fantástica Máquina de Calcular

Já que a entrevista está sendo publicada em capítulos, volto a dar meus pitacos nessa novela, cujo nome bem poderia ser “Dissimulação”. Neste episódio, o diretor-geral da Globo vem a público falar sobre futebol e Olimpíadas.

E aqui cabe uma obviedade: quando um homem desses vem a público, é porque ele quer mandar recados. Ele é um profissional, não veio ao mundo para gentilezas. Nas entrelinhas e, principalmente, nos grifos da matéria, a intenção parece clara: justificar o injustificável.

Em vez de assumir que fugiu de uma licitação transparente pelo Campeonato Brasileiro, com regras oficialmente criadas por um órgão federal (o Cade), preferindo a tática de aliciamento dos clubes e de terra arrasada no Clube dos 13, Florisbal fica desfiando números como uma Velha Senhora fazendo tricô.

Mas o cachecol que agasalha seus argumentos ficou meio apertado. Ao justificar a perda do direito de transmissão em TV aberta dos Jogos Olímpicos de 2012 para a Record, ele diz:

“Nós tínhamos uma visão de que os Jogos Olímpicos de 2012 deviam valer, para o Brasil, entre US$ 25 milhões e US$ 30 milhões... E foi essa oferta que fizemos, dentro da realidade de mercado... Se passar daqui, vai dar prejuízo. A oferta vencedora foi o dobro disso.”

Ah, é? Mas o que li é que foram cerca de U$ 25 milhões o que a SporTV — canal a cabo das Organizações Globo — pagou pelo direito de transmissão. Repito: a cabo, em que os valores são bem menores. Por que a mesma Globo que Florisbal comanda aceitou pagar um valor tão alto no cabo? Caridade? Erro de estratégia? Desespero?

Mal informado o Florisbal não é. Vai ver esqueceu esse detalhe ou fecharam o negócio sem avisá-lo.
 
E quanto ao valor oferecido pela Globo para as Olimpíadas de 2016? O chefão da emissora não deve ler jornais. Se lesse, saberia o que é de domínio público: a Globo ofereceu R$ 160 milhões pelas Olimpíadas de 2016, sem exigir exclusividade. E detalhes: antes mesmo de saber que o Rio seria a cidade-sede.
 
Duvido que alguém em um cargo tão importante desconheça essas informações. Vai ver, mentiu mesmo. Ou se emaranhou na lã de seu casaquinho de tricô.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

MEC DÁ UM "NÃO" AO RAIO-X DO PIG


Raio-X da verdade: a Globo não manda aqui.


Publico aqui a excelente entrevista que o Ministro da Educação, Fernando Haddad concedeu ao G1 da Globo, onde disse tudo, sobretudo o que a Globo não queria ouvir nem saber a respeito dos dedectores de metais nas escolas públicas e do Enem 2011.

Raio-X nas escolas não é solução para diminuir violência, segundo Haddad
Data do Enem deste ano sai em breve, de acordo com o ministro da Educação.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira (13) em entrevista exclusiva ao G1 que é contra a instalação de raio-X nas escolas como tentativa para diminuir a violência. "Não considero que esse seja o caminho", afirmou. Segundo o ministro, a segurança das escolas só vai aumentar quando estiver aberta à comunidade.

Ministro Fernando Haddad concede entrevista após audiência pública sobre o Plano Nacional de Educação na Assembleia Legislativa de São Paulo (Foto: Fernanda Nogueira/G1)Na Câmara, o deputado federal Sandro Mabel (PR-GO) apresentou neste ano um projeto que prevê a instalação de detectores de metal e aparelhos de raio-X na porta das escolas públicas e privadas como alternativa para evitar casos de violência como a morte de 12 alunos da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio.

Recursos terão de subir se Congresso elevar metas do PNE, diz Haddad Haddad afirmou que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) deve anunciar "brevemente" a data do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano. Questionado sobre os problemas dos últimos dos anos, afirmou que os processos estão sendo aperfeiçoados. "Então, eu entendo que o de 2011 será melhor que o de 2010", disse.

O anúncio do Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica (Pronatec), previsto para março, depende agora de análises da área econômica e da Casa Civil. "Nossa expectativa é que no regresso da presidenta da China nós possamos fechar o texto final para encaminhar ao Congresso", disse. Pelo programa, serão oferecidas bolsas de estudo e financiamento estudantil.

Haddad afirmou ainda que constituiu um grupo de trabalho para estudar o uso de tablets nas escolas. "Nós constituímos um grupo de trabalho, que deve estar às vésperas de me entregar um estudo sobre a utilização de tablets em escolas."

Durante entrevista coletiva após audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo, o ministro disse que estuda parceria com a Secretaria da Educação de São Paulo para oferecer bolsa de iniciação à docência para bolsistas do Programa Universidade para Todos (ProUni). Eles atuariam como uma espécie de estagiários nas escolas públicas do estado. A secretaria, por meio da assessoria de imprensa, disse que o projeto está em fase de estudo de viabilidade. Se for considerado viável, poderá entrar em vigor ainda neste ano.

Confira a entrevista ao G1:

Após o ataque à escola do Rio, como a segurança das escolas pode ser aumentada?

Entendo que o que ocorreu ali foi um ato de uma pessoa doente, psicótica e que teve acesso a um armamento pesado e que a segurança de uma escola dificilmente conseguiria evitar. Isso não nos impede de refletir sobre essa questão da segurança. Mesmo chegando à conclusão de que talvez aquele ato praticado por um ex-aluno, que fez um requerimento de um histórico escolar, ao retornar para buscar esse histórico, de maneira organizada, comete aquele crime, isso não pode nos impedir de fazer uma reflexão sobre a segurança. Sob o ponto de vista do Ministério da Educação, a escola mais protegida é a escola mais aberta à comunidade. Quanto mais apropriada a escola for pela comunidade, mais a escola se tornar pública e não estatal, menos municipal, menos estadual e mais pública. Inclusive em alguns países do mundo não se trata a escola pelo seu mantenedor. Não se fala escola municipal, escola estadual, sempre escola pública. Justamente porque essa percepção de que ela é da comunidade é muito forte nesses países. Essa é a orientação do ministério, que temos que reforçar essa perspectiva, de uma escola que é apropriada pela comunidade, é aberta nos finais de semana, que é integral se possível, tem atividades no segundo turno para as crianças.

O que acha do projeto de lei que prevê a instalação de raio-X nas escolas?

Não considero que esse seja o caminho. A cada trauma deste, nós vamos dobrar a aposta nesses mecanismos e esses mecanismos não são a solução. Eu sou francamente a favor do desarmamento da população. Acho que esse é um caminho muito mais promissor do que qualquer outro. A quantidade de armas em circulação é uma coisa inaceitável. A quantidade de crimes cometidos com armas de fogo deveria fazer o país refletir mais uma vez sobre a questão do desarmamento. Já houve debate no passado recente, mas à luz dos acontecimentos, do aumento da criminalidade, é o caso de recolocar esse assunto na ordem do dia. É por aí que nós vamos construir uma sociedade de paz e não nos armando, tentando nos proteger com meios tecnológicos que são ineficazes.

Muitos profissionais da educação falam da necessidade da presença de orientadores educacionais, assistentes sociais e psicólogos nas escolas. Como o MEC pode contribuir para que isso ocorra?

Na verdade, o MEC forma cada vez mais profissionais nas universidades. Todas as matrículas em todos os cursos no país estão em expansão, inclusive desses profissionais. Depende muito mais da organização da rede do que propriamente do Ministério da Educação, em ter serviços de acompanhamento deste tipo.

O senhor estuda o uso de tablets nas escolas?

Nós constituímos um grupo de trabalho, que deve estar às vésperas de me entregar um estudo sobre a utilização de tablets em escolas. Essas coisas são tão dinâmicas que a gente tem que ser até um pouco parcimonioso nas ações e tomar os cuidados devidos. Talvez se nós tivéssemos universalizado o (programa) “Um computador por aluno”, nós estivéssemos arrependidos hoje, porque a dinâmica da mudança tecnológica implica que você tem que testar as metodologias e não se agarrar a um modelo único de solução. A cada ano surgem novidades que precisam ser consideradas do ponto de vista pedagógico.

De que forma o tablet pode ajudar na escola?

Hoje, há escolas que já adotam o tablet. Não posso te responder antes de receber esse estudo, porque ele é abrangente sobre o potencial desta utilização. Há debate público ocorrendo sobre o futuro do livro impresso, em papel, o futuro do caderno, se haverá modificação importante dos instrumentos de trabalho. Enfim, temos que contar com a opinião especializada para irmos testando modelos e colocando à disposição das redes essas novas ferramentas. Não cabe ao MEC, na minha opinião, engessar o sistema e definir um modelo de uso de tecnologia. O laboratório de informática, que é uma coisa que tem mais de dez anos, ainda se mostra muito útil. Nos laboratórios do ProInfo, nós adquirimos mais de 80 mil laboratórios nos últimos anos e hoje já temos 55 mil escolas públicas conectadas no programa “Banda Larga na Escola”. Então hoje, uma tecnologia que tem mais de dez anos ainda se mostra eficaz, mas essas novas ferramentas de uso individual, nós temos que testar todas as possibilidades e colocar à disposição dos sistemas com acompanhamento pedagógico.

Quantos computadores do programa “Um computador por aluno” foram distribuídos?

Foram 150 mil pelo governo federal e está aberta a adesão por pregão nacional, inclusive com financiamento do BNDES.

O uso dos tablets seria nas escolas públicas?

Sim, nas públicas.

A ideia seria distribuir os tablets aos alunos?

Primeiro, fazer o que fizemos com o “Um computador por aluno”. Antes de uma compra em larga escala, fizemos com o acompanhamento da USP, das universidades. Fizemos um acompanhamento pedagógico. Você pega um grupo de controle, testa a ferramenta, a metodologia, antes de fazer uma compra de maior escala. Até para que não haja desperdício de recursos.

O estudo sobre o uso dos tablets nas escolas tem a ver com os incentivos (mudar classificação do tablet para computador) para produção no Brasil?

Não, na verdade, o estudo foi encaminhado antes de essa discussão vir à tona.

Tem data marcada o Enem deste ano?

O Inep deve estar para divulgar brevemente.

Vai haver dois Enems no ano que vem?

A presidente do Inep é que está coordenado os trabalhos com todos os parceiros envolvidos. Ela depende de tanta gente. Depende de Cespe, Cesgranrio, Correios, gráfica, policiais militares. Depende de uma organização grande para poder.

O que será feito neste ano para que não ocorram problemas como os dos últimos dois anos?

Continuar aperfeiçoando o processo. O processo, inclusive, comprometendo mais os parceiros privados com a importância do exame. Nós tivemos problemas com uma gráfica por falta de segurança. Tivemos problema com a outra gráfica por falha na impressão de um lote de provas. Então, o próprio setor privado vai ganhando consciência da importância desse empreendimento e vai zelando pelos processos internos também.

Dá para dizer que neste ano não haverá problemas graves como os dos últimos anos?

Eu, sinceramente, acho que o processo de 2010 foi muito melhor que o de 2009. Então, eu entendo que o de 2011 será melhor que o de 2010.

Quando sai o Pronatec (Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica)?

O Pronatec não está mais no MEC, vamos dizer assim. Já está tramitando nos ministérios pertinentes, área econômica, Casa Civil. Já estamos todos debruçados sobre a minuta que o MEC apresentou, com o aval, evidente, da presidenta. Nossa expectativa é que no regresso da presidenta da China nós possamos fechar o texto final para encaminhar ao Congresso.

O que se estuda para ajudar as universidades públicas do Brasil a subir nos rankings mundiais?

Penso que o debate está entrando nos eixos. Na verdade, esses rankings são muito contestáveis. Se você abrir a caixa preta desses rankings, você vai verificar que esses indicadores mudam de instituição para instituição e nem sempre dialogam com aquilo que mais interessa à sociedade. Por exemplo, a qualidade de ensino dessas instituições. Eu entendo que o Brasil tem instituições de excelência e de padrão internacional. Algumas universidades estaduais, algumas universidades federais tem padrão de ensino e produção científica de reputação internacional. Essa é a minha compreensão. Agora, depende de como você constrói o indicador, você exclui ou inclui. No momento, de dar o peso. Pode distorcer muito esses indicadores. Mas entendo que pela avaliação nacional, temos algumas instituições de padrão internacional. Como negar que a Universidade de São Paulo tem importância internacional?

De que forma ajudar?

O secretário Luiz Claudio Costa está trabalhando esta matéria, inclusive com as universidades. Repensando arranjos, repensando, inclusive, sobre uma forma de incidir sobre o que de fato é importante para as nossas instituições.

segunda-feira, 28 de março de 2011

CONSELHO DE SEGURANÇA NA PAUTA DO BRASIL

Conselho de Segurança e investimentos são pauta de Dilma na China


Conselho de Segurança - a menina dos olhos de Dilma



Na sua primeira visita à China, a presidenta Dilma Rousseff vai tratar de temas políticos, sociais, econômicos e comerciais. De 11 a 15 de abril, Dilma passará por pelo menos três cidades chinesas. Nas conversas, ela cobrará o apoio para as reformas do Conselho de Segurança das Nações Unidas e do Fundo Monetário Internacional (FMI), assim como a diversificação dos investimentos no Brasil.

Dilma tem reuniões com o presidente chinês, Hu Jintao, e o primeiro-ministro, Wen jiabao, e várias autoridades. O objetivo é intensificar as relações políticas e econômicas que se consolidaram como a mais fértil parceria do Brasil. A expectativa, segundo assessores que preparam a visita, é os chineses sinalizem em favor do Brasil em vários campos no cenário internacional.

Depois da posição favorável do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, à reforma do Conselho de Segurança, Dilma pretende abordar o assunto com Hu Jintao e Oishan. Criado em 1945, o conselho é formado por cinco países que ocupam assentos permanentes e dez que assumem as cadeiras de forma rotativa - por dois anos.

Pela atual estrutura ocupam vagas permanentes no conselho Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido. São integrantes provisórios Brasil, Turquia, Bósnia Herzegovina, Gabão, Nigéria, Áustria, Japão, México, Líbano e Uganda. Há uma série de propostas para a reforma do conselho. O governo brasileiro é favorável a aumentar de 15 para 25 vagas no órgão, sendo seis permanentes.

De forma semelhante, o Brasil e a China defendem mais espaço para os emergentes no FMI. Em dezembro de 2010, a União Europeia se comprometeu a ceder nove lugares para os emergentes. No total, são 24 assentos.

Confirmando a importância da viagem, Dilma deverá estar acompanhada por seis ministros e 300 empresários brasileiros de diversos setores. A presidenta encerrará o Fórum Empresarial Brasil-China na presença de cerca de 600 pessoas. Para os empresários brasileiros, o mercado chinês é fundamental, mas eles também cobram limites para as importações oriundas da China.

Segundo os empresários brasileiros, os baixos preços dos produtos chineses impedem a competição dos produtos nacionais. Paralelamente, os empresários brasileiros reivindicam mais espaço para ingressar no mercado da China principalmente na área de manufaturados de alto valor agregado, como as aeronaves e produtos de tecnologia avançada.

Para a equipe de Dilma, há espaço ainda para negociar acordos nas áreas de investimentos em energia, mineração e agricultura, além de ciência, tecnologia e inovação, assim como parcerias na área social. Alguns textos estão em fase de elaboração como os que envolvem parcerias na cooperação de defesa, nanotecnologia, recursos hídricos, ampliação na concessão de bolsas de estudo e turismo.

Líbia e Bric

A crise na Líbia agravada pelos ataques aéreos da coalizão ocidental também será tema de reunião. Na mesma ocasião, na cidade de Sanya, na Ilha de Hainã, na China, a África do Sul será formalmente incorporado ao bloco econômico que reúne Brasil, Rússia, Índia e China – o Bric.

Dilma e os presidentes da China, Hu Jintao, da Rússia, Dmitri Medvedev, da África do Sul, Jacob Zuma, e o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, pretendem sinalizar para a comunidade internacional quais são as metas para 2011 e as preocupações do grupo. Na lista de preocupações está a Líbia, assim como o Brasil, a China e a Índia são contrários à ação militar internacional na região.

Com um total de população que representa 40% do mundo, China, Índia, Brasil e Rússia, em conjunto, apelam para a definição de uma ordem mundial que não se concentre apenas nas regiões consideradas desenvolvidas, mas amplie esta visão.

No bloco, o Brasil ocupa a função de país exportador agropecuário com base na produção de soja e de carne bovina, além de cana-de-açúcar, combustíveis renováveis e ambientalmente sustentáveis - como o álcool e o biodiesel. A Rússia é o fornecedor de matérias-primas, como hidrocarbonetos. Mas também é o responsável pela exportação de mão de obra qualificada e de tecnologia, além de potência militar.

A Índia além de potência militar, também desempenha o papel de investidora em tecnologia e qualificação de mão de obra em serviços especializados. Pelas estimativas de especialistas, a China deve ser, em 2050, a maior economia mundial.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 23 de março de 2011

O DIA "D" DOS FICHAS SUJAS

Do Vermelho, o portal do PC do B:

 Ou tudo ou nada


STF deve dar veredicto hoje sobre Lei da Ficha Limpa

A definição sobre a validade da Lei da Ficha Limpa nas eleições de 2010 deve sair nesta quinta-feira (22), após quase um ano de incertezas vividas desde a edição da norma, em junho do ano passado. À tarde, o Supremo Tribunal Federal (STF) volta a analisar o assunto com o voto do ministro Luiz Fux. Ele será decisivo para desempatar o placar de 5 votos a 5 obtido em julgamento realizado no fim do ano passado.


O STF julgará o caso de Leonídio Bouças (PMDB), candidato a deputado estadual em Minas Gerais. Ele teve o registro negado pela Justiça Eleitoral por ter uma condenação por improbidade administrativa no Tribunal de Justiça de Minas em 2005. O relator do caso é o ministro Gilmar Mendes, um dos que mais defenderam que a norma deveria esperar um ano para entrar em vigor e que ela não poderia retroagir para prejudicar situações anteriores à edição da lei.

No ano passado, a Lei da Ficha Limpa foi analisada em duas ocasiões. Primeiro, no caso do candidato ao governo do Distrito Federal, Joaquim Roriz, que acabou desistindo da candidatura e invalidou o julgamento. O outro foi o de Jader Barbalho, que concorria ao Senado no Pará. Uma norma interna do STF foi usada em caráter emergencial para desempatar a votação e tornar Barbalho inelegível. Desde então, os ministros aguardavam a chegada do 11º integrante da Corte para resolver a questão.

A decisão de hoje pode ou não ser aplicada para todos os casos de políticos barrados pela Lei da Ficha Limpa que aguardam definição do STF, tudo depende do que for resolvido em plenário. Alguns ministros acreditam que a Corte precisará se posicionar sobre cada alínea da lei, outros defendem que a partir da primeira decisão do grupo, o despacho pode ser individual.

“Uma decisão de plenário será aplicada a todos os casos. Se o STF decidir que o Artigo 16 [da Constituição] se aplica, os ministros poderão julgar monocraticamente [outros recursos semelhantes]”, afirma o ministro Ricardo Lewandowski, que é também presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A ansiedade pelo voto que decidirá a questão deve durar pouco, pois Fux é o primeiro a votar após o relator Gilmar Mendes. Dois motivos ainda podem adiar a definição sobre a Lei da Ficha Limpa: o excesso de duração do julgamento e um pedido de vista para melhor análise dos fatos. Em conversa com jornalistas no dia em que assumiu o cargo, no último dia 3 de março, Luiz Fux sinalizou que não pretende usar esse recurso.


Agência Brasil

sexta-feira, 11 de março de 2011

E A MAQUETE DO SERRA FOI --SE ÁGUAS ABAIXO

Alckmin manda maquete de Cerra para o lixo.

Obra-prima de Serra, fez água


Post extraído do site Amigos do Presidente Lula, via Conversa Afiada. Impagável.
Alckmin manda para o lixo maquete inaugurada por Serra durante campanha eleitoral.

O governador de São Paulo Geraldo Alckmin(PSDB), resolveu dar o troco no tucano, candidato derrotado á presidência, José Serra. O governador tucano está barrando os projetos eleitoreiros anunciado por José Serra durante a campanha eleitoral de 2010. Inauguração da maquete da ponte é uma delas. 

Da ponte Santos-Guarujá ao aluguel de blindados para a sua escolta, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, determinou a revisão de uma série de medidas herdadas do antecessor e também tucano José Serra.

Antes restrita a um íntimo grupo, a divergência com Serra ficou notória e foi oficializada nos dois primeiros meses do governo Alckmin.

O governador fixou prazo de um mês para que sua equipe apresente proposta alternativa para duas obras anunciadas por Serra: a ponte Santos-Guarujá e a implantação da linha de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) entre São Vicente e Santos.

Às vésperas de iniciar a corrida presidencial, Serra inaugurou a maquete da ponte que ligaria Santos a Guarujá. E foi ironizado pelo Presidente Lula.

No “Diário Oficial”, mais uma bicada entre tucanos: em fevereiro, saiu a rescisão do contrato de aluguel de carros blindados para transporte e escolta do governador e família.

Em outra decisão oposta à do antecessor, Alckmin decidiu vender o avião do Estado -jato que ele próprio tentara vender em 2006. Ao assumir, Serra cancelou o processo. No fim do mês, Alckmin reativará, na Assembleia Legislativa, projeto de criação da macrometrópole paulista, que Serra havia engavetado.

O governador tucano Geraldo Alckmin também identificou problemas técnicos em ações da gestão de José Serra. Trecho da linha 2 do Metrô, por exemplo, terá de ser redesenhado por questões ambientais. Foram identificadas 55 árvores nativas numa área reservada para a construção de um pátio.

Segundo aliados, a movimentação de Gilberto Kassab (DEM) precipitou a exposição dessas medidas. Contrariados com a disposição do prefeito de SP de concorrer ao governo em 2014, aliados de Alckmin reclamam da falta de empenho de Serra para deter seu afilhado político.

Kassab deve fundar um partido que servirá como trampolim legal para futura fusão com o PSB. Ele levará o vice de Alckmin, Afif Domingos. No Bandeirantes, há a certeza de que Afif atuará por Kassab caso ele concorra contra Alckmin em 2014. Sem um vice, Alckmin teria dificuldades, por exemplo, para disputar a Presidência.

José Serra mentiu… de novo

Durante a campanha eleitoral, o então governador José Serra (PSDB) convocou a imprensa com estardalhaço, apenas para inaugurar uma maquete de uma ponte Santos-Guarujá, mesmo sem ter sequer previsão para o início da construção, que dependia de licitação, que ainda não foi feita.José Serra disse que os motoristas “não devem pagar pedágio… o estado vai dar conta de todos os custos”.

Mas a realidade é outra. Durante a semana, o novo governador, também tucano, Geraldo Alckmin, anunciou que, a nova ponte prevê ainda pedágio na ponte, apesar de seus custos não serem bancados pelo Estado. A Ecovias se propõe a bancar a construção, com valor estimado hoje em R$ 1,2 bilhão. Em troca, obteria a prorrogação da concessão do Sistema Anchieta-Imigrantes em 15 anos, até 2033, conforme apurou o Estado. De acordo com a empresa, a obra poderá ser concluída em um prazo de dois a três anos.

segunda-feira, 7 de março de 2011

MULHER É ESSENCIAL

O homem não seria sem ela

Fui tentado a fazer esta crônica dos fragmentos de texto de um e-mail que recebi.
Não se trata de um texto qualquer, mas algo de proeminente beleza e valor.

Refiro-me ao conteúdo da correspondência eletrônica, evidentemente.
Um poema de exaltação que venera a sublime figura da maior invenção de Deus.

A mulher.

Esse ser incomparavelmente maravilhoso, majestosamente divinal.

Não há na literatura, assim como na história das culturas humanas através do tempo, um só homem que dimensionasse com efetiva precisão o papel transcendente da mulher.
Ninguém jamais traduziu ainda, que com o máximo de palavras, o mínimo que fosse da mulher em sua essência.
Algo que suponho impossível e cuja possibilidade poderia ser atribuída somente a quem a criou.

Porém, penso que até o próprio Deus prefere a contemplação às palavras.
Um olhar silencioso e afetuosamente dado pode ser tão revelador de ternura e exprimir tantas verdades quanto uma poesia declamada.
Deus não teria muito a acrescentar se fosse necessário adjetivar a sua mais bela criação.

Seria uma sessão de auto-elogio.
Um Deus atribuindo qualidades a uma Deusa.
E se reconhecendo nela.
A se identificar nas virtudes dela.

Deus sabe que se não tivesse criado a mulher o mundo não teria tido futuro.
Porque a mulher é o elemento que impulsiona o homem a querer ser (ele) o que não é.

A conquistar riquezas e realizar desejos.

O homem vive para impressionar a mulher.
Trabalha para obter prestígio e poder de influência do ponto de vista econômico, sobretudo.

Mas nem todo dinheiro lhe basta... se não tiver uma mulher o homem será sempre um sujeito carente.
O homem não sua incondicional rudeza é parte incompleta sem a delicadeza da mulher.

A mulher inteligente e forte tem a maravilhosa missão de cooperadora do homem mesmo quando a recíproca não é verdadeira.
É quase sempre a mulher quem decide na hora da compra da casa ou do apartamento.
Quem escolhe a cor do carro é a mulher.
O filme a ser visto e o roteiro das férias da família não cabe ao homem decidir.

Na verdade, o homem de verdade e que foca no bem estar familiar, não toma decisões.
A mulher decide e ele concorda com a decisão dela.
Isso não diminui em nada o papel de macho do homem.
Antes, o dignifica porque ele exalta a força e admirável capacidade da mulher.

A mulher exala a suave fragrância do amor e a paixão de seus sentimentos em cada medida tomada.
Todo gesto e toda atitude feminina resvalam à perfeição.

Permitam-me reproduzir alguns motivos pelos quais o homem gosta tanto das mulheres.
E por que não consegue sobreviver sem elas:

- O cheirinho delas é sempre gostoso, mesmo que seja só shampoo.
- O jeitinho que elas têm de sempre encontrar o lugarzinho certo em nosso ombro, nosso peito.
- A facilidade com a qual cabem em nossos braços.
- O jeito que tem de nos beijar e, de repente, fazer o mundo ficar perfeito.
- Como são encantadoras quando comem.
- Elas levam horas para se vestir, mas no final vale a pena.
- Porque estão sempre quentinhas, mesmo que esteja fazendo trinta graus abaixo de zero lá fora.
- Como sempre ficam bonitas, mesmo de jeans com camiseta e rabo-de-cavalo.
- Aquele jeitinho sutil de pedir um elogio.
- O modo que tem de sempre encontrar a nossa mão.
- O brilho nos olhos quando sorriem.
- O jeito que tem de dizer 'Não vamos brigar mais, não'.
- A ternura com que nos beijam quando lhes fazemos uma delicadeza.
- O modo de nos beijarem quando dizemos 'eu te amo'.
- Pensando bem, só o modo de nos beijarem já basta.
- O modo que têm de se atirar em nossos braços quando choram.
 - O fato de nos darem um tapa achando que vai doer.
- O jeitinho de dizerem 'estou com saudades'.
- As saudades que sentimos delas.
- A maneira que suas lágrimas tem de nos fazer querer mudar o mundo para que mais nada lhes cause dor.

Finalizo esta pretensiosa homenagem com a sensação de que não falei o suficiente.

Porque, como bem disse o poeta, “não me bastam os cinco sentidos para perceber-lhes toda a beleza.
Não me bastam os cinco sentidos para viver com totalidade o mistério profundo que elas trazem consigo.
Eu tenho é que tocá-las, cheirá-las, acariciá-las, penetrar-lhes o sorriso, sentir o seu perfume, beijar-lhes o céu da boca, ouvir suas histórias, transformá-las em deusas.

Tenho que dar-lhes o amor que o meu corpo conduz e sustenta-me a alma.
O belo amor natural de todos os corpos e almas e coisas do mundo.
Como espelho de paixões em labareda, tenho que sentir nos seus olhos um raro brilho diamante”.

Os cinco sentidos, por não serem precisos, ainda não bastam, e eu preciso mais do que isso para compreendê-las.

Mas basta somente um coração para amá-las...




 
















quinta-feira, 3 de março de 2011

CLASSE C VAI PARA B. LOGO, LOGO

O PIG só fala nos 200 mil



Em palesta na LG, Lula diz: pelo que conheço da companheira Dilma, … a classe C logo vai para a classe B

Do site Os Amigos do Presidente Lula

Na palestra para a LG, Lula foi apresentado por um executivo da empresa afirmando que o bom momento da empresa devia-se ao resultado da política econômica conduzida por Lula em oito anos.
A palestra teve 15 minutos iniciais aberto à imprensa, quando Lula leu alguns números da empresa. Uma das exigências de Lula foi que os jornalistas não ficassem até o final sob o argumento de que só voltará aos holofotes depois do carnaval. Após a saída dos jornalistas, o presidente incluiu improvisos em sua palestra.

Ele recebeu um valor estimado de R$ 200 mil pela palesta (ninguém divulgou o valor exato).

Segue alguns trechos da fala de Lula:

Apoio e confiança em Dilma

“Esse é o país que nós queremos continuar construindo… Confio plenamente na integridade, no compromisso, na ideologia da companheira Dilma… E tenho certeza, pelo que conheço da companheira Dilma, esse país vai permitir que a classe C logo vá para a classe B.” – disse Lula.

Marolinha

“As pessoas diziam nos jornais: ‘Quero ver se o Lula agora vai conseguir governar com a crise’. O mundo até então estava crescendo, eles diziam que era sorte. Quando [então] veio a crise, eu disse que era uma marolinha. Por conta da marolinha, eu fui achincalhado, diziam que eu estava menosprezando a crise”, afirmou Lula.

Lula disse ainda que foi um ato de “coragem” ter feito em rede pública de televisão o que chamou de “apologia do consumo”. “Eu fiz uma coisa que poucos políticos tiveram coragem de fazer. Quando começou essa história de que o povo estava com medo de comprar, eu chamei o Franklin (Martins, ex-ministro da Comunicação Social), e disse: ‘Se prepara que eu vou à TV fazer pronunciamento fazendo apologia do consumo’.”

Ele disse então que foi criticado dentro do próprio governo. “Tinha gente que não queria que eu fosse porque era arriscado. Mas eu acho que ajudou a resolver.”

Para Lula, a política de “diminuição da desigualdade e distribuição de renda foram importantes para reduzir os impactos [da crise]. (…) Não foi por força de qualquer mágica que superamos a crise.”

História de bastidores da crise provoca risos na platéia

Lula relatou um momento durante a crise que arrancou risos da plateia. “Quando vi que as montadoras estavam entrando em crise, chamei o Banco do Brasil e disse: ‘Preciso que o banco financie carro’. Me disseram: ‘Mas o BB não tem expertise’. Falei: ‘Mas quanto tempo precisa para que a gente forme essa tal expertise?’. E me responderam que em uns dois anos. Eu falei: ‘Então vamos comprar essa tal expertise. E compramos o Votorantim.”

Acesso ao consumo de eletro-eletrônicos

Lula destacou a importância do crescimento econômico do país, a criação de 15 milhões de empregos com carteira assinada, os 20 milhões de pessoas saíram da pobreza, os 36 milhões entraram para a classe média, o Luz para todos, como indutores para a indústria eletrônica.

“É mais gente trabalhando e consumindo”, disse, para defender o acesso de todos aos eletro-eletrônicos, como os da LG. “Não basta a gente ter um terço da população com acesso à tecnologia, é preciso que a gente tenha toda a população brasileira”, afirmou.

Fim da submissão colonial demo-tucana

Lula disse também como era antes de seu governo (no governo FHC): “O Brasil sempre teve problema de autoestima. Havia quem dissesse que tinha complexo de inferioridade. Nelson Rodrigues dizia que tinha complexo de vira-lata… Como diz Chico Buarque, a gente não fala grosso com a Bolívia, mas também não fala com os Estados Unidos como os outros faziam. A gente fala manso e respeitosamente com todos”, completou.

Antes de encerrar, usou o slogan muito usado durante seu governo: “sou brasileiro e não desisto nunca”. (Com informações do Ig, G1, Ag. Estado)