domingo, 9 de maio de 2010

O GLOBO TENTA DESQUALIFICAR LULA. DE NOVO.

Não bastasse o PIG daqui, para o El País também ele é um injustiçado




Não comete crime algum quem critica a ONU pela sua pouca representatividade.
Ao contrário, quem o faz, merece os aplausos do Mundo por falar uma verdade que muitos preferem esconder.
É o que tem feito sistematicamente o Presidente Lula.
E repete seu gesto em entrevista concedida ao jornal espanhol El País, publicada hoje.
A referida entrevista merece espaço destacado de O Globo, o falido jornal dos marinhos.
Não pensem que O Globo está interessado no que Lula declarou.
O Globo montou todos os estratagemas para desqualificar o Presidente tendo como pretexto as colocações opinativas do repórter espanhol.
Não importa que Lula tenha dito que a ONU, do jeito que está, representa muito pouco dos interesses globais, levando em conta que o Brasil bem como outros países da África ou da Índia não é membro do Conselho de Segurança.
A ONU defende única e exclusivamente aos interesses das chamadas grandes potências econômicas das quais nada mais é do que uma vaquinha de presépio.
Sobretudos em se tratando dos Estados Unidos.
Mas o Globo, ardilmente, prefere dizer que Lula critica a ONU devido às sanções impostas ao Irã.
Lula mente por acaso?
Lula critica a ONU. E daí?
O Globo dramatiza o fato de o El País considerar 'provavelmente injustas' as críticas de Lula a FHC.
Como se tivesse importância o fato de o El País considerar “provavelmente injusta” alguma coisa que diga respeito ao que Lula tenha dito ou feito.
Muito menos quando Lula se refere a FHC como sendo aquele que lhe antecedeu no governo.
Lula diz que quando assumiu o Governo o Brasil tinha crédito, mas não tinha capital de giro. “Se o país não tem nada, não há nada para distribuir e os empregadores precisam saber que você tem que pagar salários um pouco maior para que as pessoas possam comprar os produtos que fabricam” disse Lula.
Mas isso O Globo suprimiu.
O Globo só não se esqueceu de dar evidência aos parciais contrapontos da reportagem.
Por isso, o amigo que me segue não vai encontrar a maior e mais extraordinária revelação do Presidente Lula no moribundo jornal dos filhos do Roberto Marinho:
"Hoje, o Banco do Brasil tem mais crédito do que de todo o país quando eu cheguei ao poder.”
Vejam bem, em 2010, somente o Banco do Brasil tem mais crédito do que tinha o País governado pelos tucanos sob a liderança do grande sociólogo até 2002.
Quando Lula deixar a presidência, em dezembro, o Brasil terá criado mais de quatorze milhões de empregos em oito anos.
Com exceção da China e da Índia, a criação de empregos pelo Governo Lula não encontra precedentes no mundo.
A entrevista de Lula ao El País pode não ser a melhor entre as entrevistas que o Presidente já concedeu.
Sobretudo porque há uma espécie de “contestação” e “questionamentos” implícitos ao longo da matéria do jornal europeu quando Lula se refere a Fernando Henrique e o PSDB.
Depois que se descobriu a compra – sem licitação – feita pelo Governo Serra em que o favorecido é um jornal da Espanha, não por acaso chamado EL PAÍS para as escolas estaduais de São Paulo, o comportamento incomum dos espanhóis em relação a Lula pode ser tudo, mas não estranho.
Como estranho não é a atitude do PIG e, por extensão, de O Globo.
Não perca tempo com meias verdades lendo notícias desvirtuadas e distorcidas.
Ainda que não o agrade, vá á origem da fonte e leia a entrevista na sua íntegra.

sábado, 8 de maio de 2010

QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ

O gordo, o magro e a Globo. Tudo a ver




Ficou para trás o tempo em que o esquerdista e intelectual Caetano Veloso exercia alguma influência sobre vasto público por força de seus pronunciamentos.
Caetano é hoje uma figura isoladamente paparicada pelo PIG em função de seu posicionamento político recentemente (por ele) assumido e manifestado.
Sobretudo por sua colocação ao comparar as figuras do Presidente Lula e da pré-candidata do PV à presidência e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
Depois que Caetano disse preferir Marina à Lula por este ser analfabeto, grosseiro e cafona, ele subiu um degrau na escala de prestígio junto ao PIG, o Partido da Imprensa Golpista
Mas é possível que não tenha se apercebido que despencara estarrecedoramente no índice de aprovação popular por pura falta de tempo.
Porque o PIG agiu no sentido de compensar o desgaste sofrido por Caetano e ao mesmo tempo, retardar o seu asfixiante fim, oferecendo-lhe um “cargozinho” de colunista em um de seus “diretórios regionais”.
No caso, na redação de O Globo.
A partir deste domingo 9, Caetano Veloso passa a escrever uma coluna cultural no Segundo Caderno do jornal dos marinhos.
Vai chover trololó.
(É nisso que dá, como bem colocou o Líder do Governo da Bahia, deputado Valdenor Pereira, PT, tentar chamar a atenção da opinião pública às custas do presidente, que é um dos homens mais queridos da história recente deste País).
É uma drástica medida que aponta para o desespero do PIG, resultado da acentuadíssima redução na venda de jornais escritos, onde O Globo é o campeão no índice de quedas.
O Globo ocupa o 15º lugar na venda avulsa de jornais de um total de 97 publicações nacionais editadas pelo IVC – Instituto Verificador de Circulação.
O Globo de Caetano não vende nem vinte mil jornais por dia.
Um desastre editorial.
Juntos, os que formam o DNA do PIG – Folha, Estadão e O Globo – venderam a pífia soma, numa média diária, de 96 mil jornais em 2009.
Isso equivale somente a 4,45% dos 2.153.891 de jornais vendidos diariamente em bancas de todo o país de janeiro a setembro do ano passado.
Uma verdadeira hecatombe!
Quem lê O Globo?
Caetano Veloso – evidentemente! –, Sérgio Guerra, José Agripino Maia e Arthur Virgílio figuram entre os maiores leitores desse fracassado e tendencioso pasquim de páginas amareladas.
Personagens desse espectro figuram nas classes sociais – A e B – que ainda sustentam, na qualidade de leitores, as malfadadas e falidas edições de O Globo.
Leitores que, repita-se não chegam à casa dos 20 mil por dia.
Que glória!
É a essa classe que Caetano agora se dirige.
É a ela que ele serve e procura agradar.
Quem te viu, Caetano...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

VONTADE TAMBÉM CONSOLA

Sorte dela é que os mortos não falam



A última de Lucia Hippolito: O PMDB não vai de Dilma?

A jornalista Lucia Hippolito, do Grupo Globo, confundiu nesta sexta-feira (7) a realidade com o seu desejo, ardente, mas desejo: disse que "o PMDB histórico está se reunindo em torno de Serra" e o deputado Michel Temer (SP), presidente da sigla, "fala por uma pequena parte do partido". A suposição tem data marcada para pifar: em 12 de junho, a Convenção Nacional do PMDB deve votar a permanência no campo de Lula e indicar Temer para vice na chapa da petista Dilma Rousseff.

Por Bernardo Joffily, site do PCdoB

Lucia Hippolito admite que Temer será o vice de Dilma. Mas escamoteia que isso só acontecerá porque os "muitos PMDBs", como ela diz, assim deliberarão. E garimpa os seus exemplos para fazer os ouvintes menos avisados da CBN acharem que a minoria é maioria.

Três maus exemplos duramente garimpados

"Em Pernambuco, o senador Jarbas Vasconcelos vai ser candidato ao governo. E nós sabemos que vai abrir o palanque para Serra", comemora a funcionária dos Marinho.
Jarbas de fato se lançou, nesta quinta-feira (6), depois de muita hesitação, como única alternativa para garantir a Serra uma cabeça-de-ponte no sétimo maior colégio eleitoral brasileiro (no Rio de Janeiro, segundo maior colégio, o presidenciável tucano continua sem palanque). Não é novidade. Jarbas é, há duas décadas, talvez o mais tucanófilo dos peemedebistas. Contei essa história no ano passado (veja Jarbas na Veja: crepúsculo de um vira-casaca).

A novidade pernambucana é que Jarbas anunciou a candidatura sem conseguir a condição que colocara para se lançar: que o senador Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, entrasse na chapa majoritária como candidato à reeleição. No mesmo dia em que o peemedebista se lançava, Guerra amarelou oficialmente: confirmou para a imprensa que desistiu do Senado e vai disputar uma vaga na Câmara.

A segunda novidade é que nesta eleição todas as pesquisas eleitorais em Pernambuco, com ou sem Jarbas, apontam a reeleição do governador Eduardo Campos, do PSB. O Leão do Norte é o estado onde Lula alcança os maiores índices de popularidade e apoio.
O segundo exemplo de Lucia Pippolito já é uma suposição: no Rio Grande do Sul, diz ela, o peemedebista José Fogaça "também parece que vai apoiar José Serra".

"Parece"? O pré-candidato tucano esteve nesta semana no Rio Grande do Sul. Tentou marcar uma reunião com Fogaça, mas só conseguiu um encontro no aeroporto que o prefeito de Porto Alegre garante ter sido casual. Marcou também uma reunião com os deputados estaduais peemedebistas, mas compareceram dois, dos quais um (Alberto Oliveira) não disputará esta eleição.
O PMDB gaúcho tem toda uma tradição de enfrentamentos com o PT (o próximo será em outubro, com o ex-ministro Tarso Genro, que aparece em primeiro nas pesquisas). Mas em 2010 está bebendo água de canudinho, sem se comprometer, de olho nas pesquisas e na correlação de forças dentro do partido.

Já o terceiro exemplo obrigou Lucia Hippolito a começar com um "curiosamente": "Curiosamente, em São Paulo, o MDB, que era Orestes Quércia, hoje Orestes Quércia volta a se reunir com José Serra e vai apoiar".
É, de fato, curiosíssimo ouvir Lucia Hippolito na CBN enaltecendo Orestes Quércia. Mais curioso só mesmo Quércia e Serra de braços dados, esquecidos das divergências que estão no DNA tucano.

Prazo de validade: 36 dias

Porém a intrépida jornalista não teme brigar com a notícia e conclui: "Aquele PMDB Ulyssista está com Serra. O PMDB histórico, aquele ligado ao doutor Ulysses (Guimarães que presidiu o MDB-PMDB entre 1970 e 1992), eles estão se reunindo em torno de José Serra".

"Temer não fala pelo partido todo, fala por uma parte pequena do partido, que é o PMDB congressual, aquele que fica reunido lá em Brasília. O PMDB dos estados é outra realidade. E o deputado Michel Temer não fala por eles", assevera Lucia Hippolito.
O doutor Ulysses não pode se pronunciar. Morreu há 18 anos, num acidente de helicóptero em Angra dos Reis, e sequer seu corpo foi achado – sepultado nas águas do mar que fizera a fama de seu xará grego. Mas sua maior obra, o PMDB, falará por ele em 12 de junho – quando o "PMDB dos estados" se reunirá nacionalmente e se encerrará o prazo de validade da cascata de Lucia Hippolito.

Um exemplo político clássico

O itinerário recente do grande partido de centro merece a atenção de quem deseje entender o conteúdo da luta política no Brasil. Em 2002, apoiou os tucanos e forneceu a vice de José Serra na disputa presidencial, Rita Camata (ES); em 2006 ficou em cima do muro. E agora vai de Dilma Rousseff, no campo de Lula. Comentei recentemente essa trajetória (veja em 2002, 2006, 2010: a correlação de forças presidencial mudou).

É um exemplo clássico: desde a Revolução Francesa, quando surgiram as noções de esquerda, direita e centro, este último é alvo da acirrada disputa das duas primeiras. Ambas buscam atraí-lo ou pelo menos neutralizá-lo para isolar sua antípoda.
Sob este ângulo, o ex-governador José Serra, em suas muitas noites insones, deve sentir saudades de 2002, quando tinha o PMDB em sua chapa. É verdade que isso não impediu sua derrota. Mas será duro ver o maior partido do país, com seu precioso tempo no horário eleitoral de TV, mais unificado do que nunca desde o fim da ditadura militar, em torno da continuidade do projeto de Lula.

Em 12 de junho, aposto, Lucia Hippolito não se dará por achada. Nem irá à CBN dizer que estava errada quando assegurou que Temer "fala por uma pequena parte do partido". Terá outra tese ardorosa para servir ao seu candidato, até que o próximo prazo de validade se esgote.

MÃE, UMA DINVIDADE DE AMOR

Esse ser tão divino chamado Mãe



A crônica que ora inicio tem por objetivo prestar uma homenagem a todas as mães pelo seu dia.
Se não conseguir, dada à minha extremada limitação intelectual diante de tão grandioso e sublime ser, ficará pelo menos o registro, a ideia e a humilde intenção.
E, sobretudo, a inexorável certeza de que tentei falar dessas mulheres excepcionalmente concebidas.
Para tanto, se faz necessário uma volta aos primórdios do tempo.
E não há tempo sem passado nem passado que não nos levem de encontro à Grécia Antiga.
Uma civilização que surgiu por volta de 2000 a.C.

Foi lá, na Grécia Antiga, onde tudo teve início.
Estou me referindo à festa do Dia das Mães.

Os gregos, que eram politeístas, cultuavam uma divindade, a deusa Reia.
Reia, na mitologia grega, era uma titã. Ou seja, uma guerreira.
Todos os anos, na entrada da primavera, os gregos rendiam homenagens à deusa Reia, a quem consideravam mãe de todos os deuses.
A primavera é a estação do ano que fica entre o fim do inverno e o começo do verão.
A primavera é associada ao reflorescimento da flora e da fauna terrestres.
É a estação das flores.

Passado algum tempo, ou milênios, os ingleses tentavam reviver aqueles costumes dos gregos ao escolher um dia no qual poderiam ficar com suas mães e oferecer-lhes um bolo de presente.
Já era o século XVII. E o dia escolhido era o quarto domingo da Quaresma.
As homenagens eram prestadas somente às mães das operárias inglesas.

Porém, o tão badalado, esperado e explorado Dia das Mães tal qual como é hoje, soma apenas um século.
Foi em 1907, segundo alguns relatos, que a americana Ana Jarvis, iniciou uma campanha para instituir o Dia das Mães. Ela havia perdido a mãe.
Para perpetuar a sua memória, quis que a homenagem prestada a sua fosse estendida a todas às mães, vivas ou mortas.
A campanha deu tão certa que em 1914, sua data foi oficializada: o segundo domingo de maio é o Dia das Mães nos Estados Unidos.

Não é de hoje que somos bons imitadores dos americanos.
Esse fato levou a Associação Cristã de Moços (ACM), em maio de 1918, a introduzir o Dia das Mães no Brasil.

Em 1932 Getúlio Vargas assinou decreto estabelecendo que o Dia das Mães passaria a ser celebrado no segundo domingo de maio.

A critério de uma informação adicional:
Em 1949, comerciantes ou lojistas de São Paulo, lançaram uma grande campanha publicitária cujo objetivo era incentivar a compra de presentes para as mães.
Foi a gota d’água para o início da exploração comercial de uma data. E o hábito de presentear as mães ganhou impulso.
E que impulso.
Somente as vendas pela internet devem ter um aumento de 40% neste ano por ocasião do Dia das Mães.
O comércio varejista terá um crescimento em torno de 15%.
Espera-se, que cada filho dê um presente para sua mãe que custe, em média, 60 reais.
A maioria intenciona dar um mimo àquela que lhe deu a vida, no valor de 100 reais.
É o que dizem as pesquisas do setor.

Os itens do vestuário, calçados e acessórios e perfumaria serão os mais os mais vendidos com a data.
Com maior destaque para perfumes e cosméticos, chegando a 15% somente no mês de maio.
Poucos são os que resistem a um aparelho celular celulares com duo chip, aquele no qual é possível utilizar duas linhas ou um televisor de tela fina.
Seja em LCD ou de LED, o fino da ponta da tecnologia de ponta. Ou de última geração.
Os aparelhos da linha branca – como fogões e geladeiras - a previsão de alta nas vendas chega a 15%. Mas a saída maior será de micro-ondas, lava-louças e máquina de lavar.
O Dia das Mães gerará a abertura de 65 mil novos postos de trabalho.
O Dia das Mães é assim.
Transformou-se quase que meramente numa data no calendário comercial mundial.
Só perde para o Natal.
Um termômetro econômico.
O verdadeiro sentido e a simbologia do Natal ficam em plano efetivamente secundário oportunizando a lucratividade e o aumento das vendas.
É uma pena.
Mas nem tanto.
Não fossem os natais e os dias dos dias de tudo, de todos e de tantos, aí não haveria vendas, e não havendo vendas, não existiria o consumidor nem tampouco a indústria para gerar emprego que gera renda...
Em suma, sem o Dia das Mães, muitas delas não receberiam um frasco de perfume ou um televisor de presente.
Que venha e que tenha o Dia das Mães.
Ele é útil e bom sob todos os aspectos.
Sobretudo porque não são poucos os filhos que só lembram-se de suas mães no segundo domingo de maio.
E acorrem ao comércio para comprar-lhe, quando possível, um presente material.
Às vezes extravagante até.
Neste domingo, Dia das Mães, o maior e mais valioso dos presentes desejados por estas guerreiras da paz e do amor é o abraço e o carinho do seu filho.

Que a deusa Reia e a Mãe de todas as Mães abençoem você, MAMÃE!

ELE É DA MESMA NINHADA

O filhote de FHC
Do Conversa Afiada, por Emir Sader, no seu blog: O anti-Lula de Serra: sua verdadeira política econômica
Ele pensa que esconde que saiu do ovo do FHC

Serra ficou furioso. Sua equipe econômica deu entrevista à agência Reuters e abriu o jogo, revelando o plano econômico real que, caso ganhasse o tucano, colocaria em prática, confirmando os principais neoliberais de Serra – os mesmos que orientaram seu governo em São Paulo. Serra esbravejou, esperneou, distribuiu broncas, ordenou que ninguém repercutisse nos partidos da imprensa. Mas já era tarde.

A primeira medida econômica de Serra seria um duro ajuste fiscal – como é típico dos governos neoliberais. Segundo revelado por dois membros da equipe econômica tucana, se promoveria a renegociação de contratos e o corte de despesas públicas – conforme o modelo do FMI. Esse seria o começo do “choque de gestão”, típico das gestões tucanas.

“Ele vai entrar com medidas fiscais e até renegociação de alguns contratos”, disse a fonte tucana.” As despesas da máquina pública estão sob um controle muito frouxo…”
Critica-se o aumento das despesas públicas, uma suposta queda na arrecadação e as desonerações feitas para resistir aos efeitos da crise mundial. Anuncia que estão vigilantes sobre a cotação do real frente ao dólar. O papel dos bancos públicos seria “relativizado”, de forma coerente com a privatização do Banespa, vendido ao banco espanhol Santander, assim como a colocação à venda da Nossa Caixa que, felizmente, foi resgatada pelo Banco do Brasil. Assim, São Paulo, o estado mais rico do país, não tem mais nenhum banco público, o candidato tucano preferiu liquidar o patrimônio para fazer estradas, que aparecem muito mais do que financiamentos subsidiados para casa própria, por exemplo, como faz o governo federal. “Relativizado” significa baixo perfil, Estado mínimo, conforme o receituário neoliberal, para que os bancos privados possam ser absolutizados, possam ocupar mais espaço ainda.

Diz o tucano, na entrevista a Reuters, que o fortalecimento dos bancos públicos contribuiria para “aumentar a pressão inflacionária, ao aquecer em demasia a atividade” (sic), preocupação prioritária dos neoliberais, que não aprendem com o governo Lula que se pode – e se deve – aumentar os salários e diminuir as taxas de juros que, em um marco de crescimento com distribuição de renda, não apresentam riscos inflacionários. “Não acho que os bancos públicos precisam ter uma política tão protagonista (sic) neste pós-crise”, afirma a fonte, de forma coerente.

“Uma atuação menos arrojada, inclusive, poderia ser um dos caminhos para evitar a alta das taxas de juros a fim de controlar a inflação e as expectativas de preços”, comenta Reuters, a partir da conversa com membros da equipe econômica tucana.
A equipe serrista considera exagerados os estímulos fiscais dados pelo governo Lula durante a crise. “Não precisava dar para toda a linha branca e depois para móveis…” Parece que seguem acreditando que o próprio mercado tem mecanismos próprios de reativação econômica.

Apostam pouco na concretização de reformas como a tributária, em que o interesse seria apenas o de desonerar investimentos e folha de pagamento, sem nada que apontasse para uma estrutura tributária em que “quem ganha mais, paga mais”, como seria socialmente justo.

Então, a surpresa que Serra esconde é similar à de Carlos Menem e à de Carlos Andrés Perez: um grande pacote de ajuste, escondido sob o disfarce de um “choque de gestão”, tão a gosto do neoliberalismo tucano.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O PARÁ É ONDE COMEÇA O FUTURO DO BRASIL


Vermelho: Lula admite 2 palanques pró-Dilma e volta a defender Belo Monte

Após lançar um programa de incentivo à produção de óleo de palma e entregar títulos de licenciamento ambiental para 3,7 mil agricultores em Tomé-Açu (PA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta (6) aos jornalistas que a unidade da base aliada era o ideal, mas se não for possível haverá dois palanques nos estados a favor da candidatura Dilma. Lula também voltou a defender a construção da Usina Hidrelétrica (UHT) de Belo Monte.

O presidente primeiro negou que havia afirmado que dois palanques nos estados seriam prejudicial à candidatura Dilma. “Isso é o contrário de tudo que eu venho dizendo, desde que nós estamos construindo a nossa candidatura”, alegou.
Segundo ele, o ideal era a unidade da base em torno de um candidato à Presidência e outro no Estado. “Se isso não for possível, nós vamos ter de encontrar um jeito de que as pessoas possam ter um palanque, possam ter dois palanques”, afirmou.

No caso do Pará, onde a governadora Ana Júlia Carepa (PT) pode enfrentar o deputado Jader Barbalho (PMDB) no seu projeto de reeleição, o presidente disse que ainda é cedo para apostar na divisão da base.

“Nós temos até junho para resolver isso. Eu acredito muito na capacidade de discernimento das pessoas, como eu acredito muito na capacidade de articulação política da direção do meu partido, da governadora Ana Júlia. Estou convencido de que a gente pode construir alianças aqui no estado do Pará.”
Sobre a verticalização das alianças no país com o PMDB, Lula afirmou que essa condição não se aplicaria aos peemedebistas. “Eu não diria verticalizar, porque tem estado em que o PMDB é radicalmente contra o governo, como o estado de Pernambuco, por exemplo. Eu não espero nada em Pernambuco. Eu espero que a maioria e que a direção do partido esteja na posição melhor, que é a posição da aliança política”, argumentou.

Defesa de Belo Monte

O presidente também voltou a defender a construção da usina de Belo Monte. Afirmou que as pessoas precisam lembrar que o reservatório atual do lago no projeto “é menos da metade do que era o projeto original” e que o governo tem R$ 3,5 bilhões para serem gastos nas mitigações ambientais e na área social.

“Eu acho que o Pará tem que fazer uma briga nacional. O meu objetivo com a Vale do Rio Doce é de tentar industrializar o Pará. É por isso que nós estamos trazendo a Petrobras para produzir biodiesel aqui, porque nós queremos fazer com que aqui tenha indústria, não apenas levar madeira ou levar minério de ferro, ou levar bauxita, alumínio. Então, eu penso que as pessoas precisam compreender o que pode acontecer com uma hidrelétrica”, disse.

Referindo-se a questão ambiental, o presidente disse que o governo aprendeu a não repetir as mazelas do que foi feito na década de 60 e 70 quando as pessoas eram “simplesmente expropriadas das suas terras e ficavam ao deus-dará”.

“Não! Nós queremos cuidar com carinho, nós fizemos todas as audiências públicas. Mas eu estou convencido de que a maioria do povo do Pará quer a hidrelétrica e quer outras coisas que têm que vir pra cá.”

De Brasília,
Iram Alfaia

quarta-feira, 5 de maio de 2010

POR FALTA DO QUE DIZER SERRA REPETE MECANICAMENTE O QUE SEMPRE DIZ

Serra esteve no Rio Grande do Sul, nesta quarta.
Não custa crer que tenha ido felicitar sua maior cabo eleitoral no Estado e modelo de honestidade tucana, a governadora Yeda Crusius.
A entrevista que o presidenciável, no finíssimo tratamento a ele dado pelo Estadão, é um gêiser de relevantes e contundentes revelações.
Uma avalanche de idéias lhe brotam. Aos borbotões.
Serra fala e não diz nada.
De novo.
É o mesmo besteirol de sempre.
Para Serra é até bom que o presidente venezuelano manifeste apoio à ministra Dilma.
O porquê, nem ele sabe.
Isso não lhe foi perguntado, e meso que alguém lhe perguntasse, não responderia.
Quando muito, devolveria, grosseiramente, bem ao seu estilo, a pergunta ao seu interlocutor.
Se fosse – se fosse, porque não será – ele não receberia Mahmoud Ahmadinejad no Brasil.
Porque “devemos sempre ser contra a bomba”
A Rússia pode ter a bomba. Os EUA também.
Os iranianos não. Isso é proliferação das armas. E “pode dificultar o controle”.
Às vezes fico imaginando o que seria desse pobre e mesquinho mundo se Deus não tivesse criado uma mente tão fértil e genial como José Serra.
Sabiamente, Serra afirmou que vai reduzir a máquina pública.
Porque tem muita gordura bovina européia para cortar.
Que esplendorosa idéia! Que discurso pomposo, inventivo e convincente.
Que tom professoral!
Agora, se existe um tema o qual Serra domina de forma impecável, é a corrupção no PSDB e no DEM.
Mesmo porque não existiu mensalão em Minas Gerais. Ele não sabe o que é isso. Sua afirmativa é uma interrogação.
Sua genialidade o leva a absolver Eduardo Azeredo, o pai dos mensaleiros com a fosfloruecente frase: “Erro é erro”.
Algo jamais dito.
Serra não admite nem a existência do mensalão do seu quase ex-vice, José Roberto Arruda.
O do DEM (mensalão) foi diferente do do PT.
Aí, para não responder à pergunta, ele vira o repórter.
Quem agiu mais corretamente, o DEM ou o PT?
E parte – pela primeiríssima vez na vida – para a ignorância e truculência: "Você não está respondendo à minha pergunta, está se comportando meio partidariamente."
A cara de pau do Serra só não é maior do que a sua feiúra.
E da sua falta de caráter.