domingo, 23 de maio de 2010

FALTA UM PROGRAMA AO SERRA: O DE GOVERNO

Na foto, Serra, o candidato que só tem o PiG


Conversa Afiada: Serra é o novo Silvio Santos. Um programa de tevê resolve tudo
O Conversa Afiada considera que há vários espécimes de jornalistas do PiG (*).

( O Mino Carta acha que pior que os patrões são os jornalistas do PiG.)

Por exemplo, há os colonistas (**) do PiG (*).
Há os “patrólatras”.
Há os “analistas de tabela”, os jornalistas, especialmente da Globo, que analisam o “Brasileirinho” a partir do próximo jogo.

(Dos 23 do Dunga, 3 jogam no Brasileirinho da Globo.)

E há os “pesquiseiros”.
Os “pesquiseiros” são os que analisam ao Data-da-Folha e o Globope – e se levam a sério.
Agora, com a notícia de que o Data-da-Folha captou um movimento sísmico extraordinário – a queda vertiginosa do Serra e a ascensão vertiginosa da Dilma – os “pesquiseiros” do PiG (*) construíram uma teoria.
Que a Dilma só empatou com o Serra porque o Data-da-Folha captou um programa de tevê do PT, com o Lula.

(Clique aqui para ler sobre os vícios da pesquisa do Data-da-Folha )

Quando captar o próximo programa de tevê do Serra, volta tudo à estaca zero, e o Data-da-Folha consagrará Serra em maio, como Presidente do Brasil, desde 2002.
Se programa de tevê ganhasse eleição, a Ana Maria Braga teria eleito o Louro José presidente do Partido Verde.

Se programa de tevê ganhasse eleição, o Datena seria Secretário de Segurança de São Paulo.
Se programa de tevê ganhasse eleição, o Galvão Bueno seria o técnico da seleção.
Se programa de tevê ganhasse eleição, a Xuxa seria presidente da UNICEF.
Se programa de tevê ganhasse eleição, a Miriam Leitão seria Ministro da Fazenda.
Se programa de tevê ganhasse eleição o Jô Soares seria Prêmio Nobel da Literatura.
Se programa de tevê ganhasse eleição, o Fernando Henrique seria Secretário-Geral da ONU.
Se programa de tevê ganhasse eleição o Serra teria sido eleito em 2002.
Se programa de tevê ganhasse eleição, o Alckmin teria sido eleito em 2006.
Se programa de tevê ganhasse eleição, o Silvio Santos teria sido eleito presidente do Brasil, como queria o DEMO de Jorge Bornhausen.

Serra é o neo-Silvio.
Ele só tem a mídia.

Como disse aquele governador do PMDB: o Serra só tem a mídia – o PiG (*) – para ser presidente do Brasil.
Ele (o Serra) é um gênio ! (***)

Paulo Henrique Amorim

(*)Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (*) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(***) O Serra acusou o PT de “patrimonialismo”. A acusação teve profundo impacto lá em Cascadura, onde me criei – com muito orgulho. Como se sabe, em Cascadura há inúmeros centros de estudos da obra de Max Weber e de Raymundo Faoro. Weber e Faoro entendem de “patrimonialismo”, tanto quanto qualquer morador do nobre subúrbio carioca de Cascadura. A acusação é gravísssima ! “patrimonialismo” ! Onde já se viu coisa igual ? Ele é um gênio !

sábado, 22 de maio de 2010

PARA NÃO PERDER DE FEIO, SERRA TEM “PLANO B”. COM "B" DE BAIXARIA, SÓ PODE SER

É bom atentar para o "Plano B" do Serra





É gritante o desespero do PIG pró-tucano após a divulgação de cada nova pesquisa presidencial dado o vertinoso e indisfarçável crescimento da ex-ministra Dilma Rousseff em detrimento da vertiginosa queda de seu candidato, José Serra.
Colunistas, articulistas, blogueiros e repórteres do PIG fazem às vezes de “célula pensante da direita”.
Seu papel tem sido o de interpretar pesquisas, ler as entrelinhas dos fatos para desvirtuá-los, distorcê-los e corromper a notícia.
Sempre tendo em vista a desconstrução da imagem do Presidente Lula e de sua candidata Dilma Rousseff.
A postura agressiva e virulenta do PIG contra o Governo há muito deixou de revelar-se apenas uma tendência preferencial em favor do ex-governador paulista.
Passou a ser uma opção política e ideológica velada e partidarizada.
Um arremedo de imprensa livre e independente.
Semana que passou um blogueiro da Folha se esforçava para tornar menos traumáticos os inevitáveis solavancos que a Pesquisa Sensus causaria no ninho demotucano um dia antes de sua divulgação e que acabaram se confirmando.
Dizia ele que somente 20% do levantamento da Sensus seriam concluídos após a inserção do programa de Rádio e TV do Partido dos Trabalhadores.
E que pelas suas conjecturas o programa petista não interferiria num improvável crescimento de Dilma.
O programa foi um sucesso, o PIG e os demotucanos se estrebucharam, como sempre, acusando Lula, Dilma, o PT e o Papa de fazerem a tão surrada “campanha antecipada”, provocando o TSE a uma reação sob pena de ficar a Justiça “desmoralizada”.
Agora, vem a pesquisa Databolha.
E entra em campo – se é que saiu em algum momento de ação – o PIG e seus “agentes” interpretativos.
O Estadão escalou seu colaborador, José Roberto de Toledo, com a missão de revelar “as idéias por trás dos números” da Databolha.
E que idéias.
Toledo sugere que Dilma e Serra se espelham pelo que as pesquisas mostram graficamente.
Só os gráficos do Estadão se parecem. Já os números, esses dispensam comentário.
Toledo “descobriu” que Marina Silva se mantendo na casa dos 10% e levando em conta os números dos pequenos candidatos somente não haveria um segundo turno – ele ignora que Dilma ganha logo no Primeiro – se a candidata petista ou o tucademo “roubassem” de 6 a 7 pontos percentuais um do outro.
É mais que evidente a possibilidade de Dilma levar a fatura logo no 1º tempo de jogo. Ela vem tirando de 5 a 6 pontos, em média por pesquisa.
Para o Estadão, o Databolha serviu para acender a luz amarela para Serra.
Serra e o PIG estão acuados pelos números.
Sem ter o que dizer – Serra já disse tudo, até que era o “pós-Lula” – nem o que fazer, o Estadão recomenda partir para execução do “Plano B”.
Com “B” só pode ser BAIXARIA.
Sem saída “em uma situação assim, a campanha de Serra ficará tentada a investir na desconstrução da imagem de Dilma para impedir que ela abra vantagem.
Como se isso fosse algo novo e razoável.
O PIG acha que “a campanha ainda não começou oficialmente, o que limita as possibilidades de ataque”.
O PIG é inescrupuloso, mas finge como poucos ter algum escrúpulo.
Para o PIG os programas e inserções do PSDB e DEM servirão de bússola que apontará o caminho e estratégia de Serra para tentar reverter o crescimento de Dilma e uma derrota acachapante de seu candidato predileto.
O “Plano B”

A CIÊNCIA BRINCA DE DEUS?

Essa bricadeira pode virar coisa séria




Célula sintética: passo gigante para a ciência e a humanidade

Cientistas lograram criar vida artificial num tubo de ensaio, um feito que promete revolucionar a biotecnologia. A pesquisa abre a via para criar novas formas de vida, geneticamente programáveis para inúmeras funções, como produzir combustível, ou vacinas, ou novas formas de alimento e água potável. Mas o estudo também gera preocupações éticas sobre a tecnologia cair em mãos erradas e, por exemplo, ser usada em armas biológicas, ou para cientistas "brincarem de Deus" com a vida.

A equipe de pesquisadores, liderada por Craig Venter, que antes dirigiu um dos coletivos que decodificaram o genoma humano, disse ter criado vida sintética, na forma de uma nova espécie de bactéria, operando sob inteiro controle de um código de instruções genéticas definidas pelo homem, originalmente armazenadas num computador.

"Esta é a primeira célula sintética"

Eles sintetizaram o genoma de uma célula de bactéria e o usaram para "reiniciar" a célula vazia como uma nova espécie de bactéria, que desde então se reproduz livremente, como se portasse o seu código próprio de instruções genéticas e não um fabricado em laboratório.

"Esta é a primeira célula sintética que já foi feita, e podemos chamá-la sintética porque a célula é inteiramente derivada de um cromossomo sintético, feita com quatro frascos de produtos e um sintetizador químico, a partir da informação de um computador", disse Venter."Partimos de uma célula viva, mas o cromossomo sintético transforma integralmente essa célula viva em uma nova célula, sintética", agregou ele.

"Passo de criança" e "passo de gigante"Venter já sonhava em criar vida artificial 15 anos atrás, quando conduziu um estudo que produziu o primeiro genoma decodificado de um micróbio. Depois de anos tentando estabelecer o patamar mínimo de genes necessários à vida, e muitos outros anos tratando de suplantar as dificuldades técnicas de construir um genoma inteiramente artificial, ele finalmente teve êxito em sua visão.
Leia a matéria na íntegra, clicando aqui.

SANTA MARIA NO MAPA DO PARÁ

Elas estão trilhando o caminho da parceria





Na sexta feira da semana passada, dia 14 do corrente mês, ocorreu um fato que serviu para desmistificar uma lenda.
Uma história segundo a qual Santa Maria não existe no mapa.
Aquele episódio foi a senha para descortinar essa mentira.
Uma mentira que, de tanto ser repetida, já parecia verdade.
Pois duas excepcionais mulheres honraram Santa Maria e o santamariense.
Ana Júlia Carepa, Governadora do Pará.
E Marifrança do Socorro Oliveira, Prefeita do nosso Município.
Castanhal foi o local da cerimônia de entrega das máquinas e caminhões pelo Governo do Estado aos gestores municipais.
Santa Maria teve o privilégio de receber o Kit Faz Estrada, do Programa Caminhos da Parceria, composto de uma patrol, um trator, uma enchedeira e uma caçamba.
Uma doação de aproximadamente dois milhões de reais.
Quatro equipamentos denominados de patrulha mecanizada.
Uma inovação. Um feito inédito no âmbito político moderno.

Na última vez que Santa Maria ganhou algo do Estado a televisão ainda transmitia em preto e branco.

A importância desses equipamentos para Santa Maria só encontra precedente no simbolismo do gesto da Governadora e da Prefeita.
Uma parceria cujo resultado só tem um ganhador: a população.
O povo é o grande beneficiado.
Sem apego às ideologias e cores partidárias e conscientes de que o diálogo está além das disputas eleitorais, as gestoras exemplificam que os palanques políticos devem ser desarmados após cada eleição.

É comum em Santa Maria os palanques continuarem armados. Sobretudo os daqueles que não obtiveram êxito no pleito eletivo.
Tem também a permanência do palanque de quem, mesmo sendo eleito, não contou com o voto de quem fez outra opção eleitoral.
Uma mentalidade arcaica que só contribui para o atraso.
Felizmente Ana Júlia e Marifrança divergem desse tipo de pensamento.
Quem projeta seus ideais tendo em vista o bem estar do povo estabelece parcerias nesse sentido.

O principal objetivo dos governos estadual e municipal é a melhoria da qualidade de vida da população, sobretudo dos colonos que, com a chegada do verão, terão suas estradas recuperadas.
As máquinas já estão aí. À espera do Sol.

Santa Maria está, sim, no mapa do Pará e rumo ao desenvolvimento.
Está, também, de parabéns.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

SE A IMPRENSA É PROSTITUTA A GLOBO O QUE SERÁ?

Padrão global de uma imprensa prostituta


Imperdível, sensacional e impactante.

A entrevista abaixo foi feita com o Padre Júlio Lancellotti, da Pastoral da Rua de São Paulo.

É a segunda parte de um total de três das entrevistas concedidas por Lancellotti ao Portal Vermelho como parte integrante da série especial “Povos da Rua — A ‘Faxina Social’ de Serra e Kassab”, a política de "limpeza social" posta em prática na capital paulista com a chegada dos tuca-demos ao poder - a posse de José Serra e Kassab como vice - a partir de 2005.

Ousado, arrojado, impetuoso, corajoso e coerente o coordenador da Pastoral da Rua fala dos ataques "violentos e virulentos" dos quais foi vítima patrocinados pelo subprefeito da Sé à época, Andrea Matarazzo, em conluio com a grande imprensa.

Lancellotti: "Burguesa é elogio. A nossa imprensa é prostituta"

Na segunda parte de sua entrevista ao Vermelho, o padre Júlio Lancellotti, da Pastoral da Rua, ataca corajosamente a atuação tendenciosa da grande mídia. “Hoje não tem nada mais indecente do que nossa imprensa. É elogio dizer que nossa imprensa é burguesa, não qualifica precisamente. A nossa imprensa é prostituta”, diz.

Confira a íntegra da entrevista de André Cintra e Renato Torelli

Vermelho: Durante os confrontos entre a Prefeitura e a Pastoral da Rua, de onde partiram os piores ataques contra você?

Júlio Lancellotti: O que foi mais violento e virulento foi o Andrea Matarazzo com a rede que ele montou e que passa pela imprensa

Vermelho: Foi uma campanha orquestrada?

JL: Sim, sim. Eles agiram pesadamente. O Andrea Matarazzo é muito ligado com muitos jornalistas, com a imprensa, como aquele José Nêumanne Pinto (colunista do O Estado de S. Paulo e da rádio Jovem Pan), o Diogo Mainardi (Veja), o Arnaldo Jabor (TV Globo). Depois você descobre que o Arnaldo Jabor fez um jantar na casa dele com a Mirian Leitão, o Sardenberg (Carlos Alberto Sardenberg, da Globo). Fizeram uma reunião com toda essa gente dele para eleger o Serra.

É engraçado que, hoje, a manchete do Estadão diz que o programa do PT vai ser questionado porque fez propaganda política. Mas eles queriam que o programa do PT fizesse o quê? Uma novena? Não se chama horário político? Queriam que exibissem o quê? Vão lá e dizem que (o programa) comparou o pobre do humilde, simpático, simplório e popular Fernando Henrique Cardoso com o ignorante do Lula. Porque o Fernando Henrique Cardoso é um príncipe, não é? É um dos sábios da Grécia, o Oráculo de Delfos.

Quando começaram essas práticas higienistas em São Paulo, eles foram procurar apoio científico para dizer se essa pessoa de rua tem poder de decisão ou se o Estado pode decidir sobre ela. Aí vieram os discursos científicos, de catedráticos, para dizer: “Cessou a liberdade de escolha dessa pessoa, que precisa ser recolhida compulsoriamente”. Eles fizeram grandes discussões na USP, outras com psiquiatra — tudo para justificar isso.

Vermelho: Até o meio acadêmico “tucanou” (risos)?

JL: É porque nada é neutro — a única que se acha neutra no Brasil é a imprensa. Eles deviam assumir de uma vez. Devia aparecer lá no logo do Estadão, na Folha de S.Paulo um “apoiamos o Serra”, como o pessoal faz no Twitter. Devia aparecer lá no Jornal Nacional “nós apoiamos o Serra” — e pronto. Fica claro quem é quem, quem apoia quem. Não precisa ficar no “somos neutros, demos tanto tempo de espaço para este, tanto tempo de espaço para aquele”.

Os leitores do jornal percebem. Minha mãe tem 87 anos e diz: “Eu sei quem escreve cartas para o Estadão. São sempre os mesmos. Tem uma turma de mulheres aqui que toda semana tem carta publicada, e sempre a gente sabe o que é a carta dela”. Sei o que passei na mão da imprensa — então eu sei muito bem que raça é essa.

Vermelho: Você acredita que, nesta década em especial, a mídia perdeu pudores de vez?

JL: Perdeu, mas diz que não perdeu. É aquela que perdeu a virgindade na maior suruba, mas depois fica apregoando e vive escrevendo poesia sobre sua própria virgindade. Hoje não tem nada mais indecente do que nossa imprensa. É elogio dizer que nossa imprensa é burguesa, não qualifica precisamente. A nossa imprensa é prostituta.

Vermelho: A mídia é o que existe de mais conservador na sociedade?
JL: O problema é que é um conservadorismo prostituído. Tem hora que, ouvindo a rádio CBN, eu preciso desligar, porque começa a me dar nervoso. Está muito escancarado, muito escrachado. Mas eles têm todo aquele discurso de neutralidade.

Sabe o que me irrita muito? Ver no Estadão: “O Estado de S. Paulo está sob censura há 288 dias”. O Estadão devia então pôr um outro placar dizendo que ele está censurando os outros — e há quanto tempo? Porque ele é zeloso de cuidar de quem lhe censura. E ele censura há quanto? Nesse sentido, eu acho que a imprensa é realmente uma indecência.

Aí os jornalistas dizem: “Ah, mas o sr. não pode dizer que é todo mundo assim”. Mas é quem comanda nos jornalões... É como diz o Fábio Konder Comparato: “Nos jornais, só leio agora a coluna necrológica para saber se algum amigo meu morreu” (risos).

Vermelho: O Luis Fernando Veríssimo diz que a única confiável no jornal é a data, mas vale a pena desconfiar...

JL: É, pode ter erro (risos). Mas às vezes a única verdade que um jornal fala é mesmo a data.

Vermelho: Você não acha que, no caso específico da TV Globo, essa postura mais ideologizada e tendenciosa atingiu até as novelas, os programas de auditório, a Ana Maria Braga?

JL: Mas a Ana Maria Braga só falta andar com a camiseta do Serra...

Vermelho: Ela já vestiu a do “Cansei” em 2007.

JL: É como diz o (teólogo) Leonardo Boff: “Todo ponto de vista é a vista a partir de um ponto”. As pessoas já deviam logo dizer a que vieram. A Hebe Camargo, por exemplo, já deixa bem claro. Agora até o médico dela teve de correr atrás, porque ela disse que estava curada, e ele disse que ela não ficou. É duro.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O PIG NÃO É DA PAZ. A GUERRA DELE É CONTRA O BRASIL

Ele é a favor da paz
Há tempos eu não sabia o que era sentir medo.
Até que terça à noite fui abatido por um medo revoltante.
O Jornal da Globo me fez medo. Não do medo do medo da Regina.
Fiquei com medo da compleição horrenda e inescrutável esvaziada de sentido, a não ser definida por um ódio injusficável e indisfarçável traduzido pela voz embargada e por seus trejeitos abomináveis do Wilian Wack.

Tive medo - muito medo - dos olhos esbugalhados e do destempero misturado ao escárnio e ao deboche do Arnaldo Jabor.
Esses dois bizarros senhores devem ter noites terríveis de pesadelo.
O que eles disseram do Brasil e do Presidente Lula é uma vergonha acachapante e denota um desserviço à informação,
Denigre e macula o bom jornalismo porque afronta os princípio da ética e da moral.

Tudo a penas e tão-somente porque o Brasil interviu no acordo em favor da paz ao intermediar as negociações que evitariam novas sações ao Irã pelos EUA.

"Lula pensou que era Deus!"
"Ah! Eu sou o cara, eu posso tudo", debochou o el loco Jabor.

"O Brasil não passa de um ingênuo querendo se envolver em coisa de gente grande".
"Hilary Clinton botou o Brasil no seu devido lugar."
"As cinco grandes potências ignoraram e atropelaram o Brasil".
"Foi como se nada tivesse sido feito".
"O Brasil irritou as grandes potências".
"O Brasil está isoloado. E agora?"

O PIG pensa assim. Assim o PIG vê o Brasil.
O PIG torce contra o Brasil.
O PIG é pró guerra.

Mas, um grande brasileiro pensa diferente. Seu nome é José Alencar.
Ele é mineiro e Vice-Presidente da República.

Enquanto Alencar diz que o "nome do Brasil cresce após acordo com Irã", o PIG vai na contramão dos fatos e da História.

"José Alencar, disse nesta quarta-feira em São Paulo que o nome do Brasil cresceu com o acordo firmado com o Irã. "O Brasil fez muito bem. O nome do nosso País cresceu mais uma vez, mostrou que é um país a favor da paz, que tem tradição de paz. Nossa independência foi feita com paz, nossa proclamação da Reública foi com paz", afirmou o vice-presidente.

"Apesar da declaração, Alencar disse que ainda é cedo para dizer que o Brasil está isolado na posição de defender o acordo sobre enriquecimento de urânio estabelecido com o Irã, apesar de os Estados Unidos terem anunciado que tem o apoio de outros países para que o Conselho de Segurança das Nações Unidas aplique novas sanções ao país.

"Acho que é muito cedo para considerar que o Brasil esteja em uma posição isolada e mesmo que estivesse, estaria isolado ao lado de alguma coisa importante que é o diálogo e a paz", disse Alencar após cerimônia de comemoração dos 23 anos do Hospital da Força Aérea de Brasília.

"Alencar foi de Brasília ao Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para realizar procedimentos de rotina, relativos ao tratamento de um câncer no aparelho digestivo. Ele afirmou que seu estado de saúde é "bom".

"Questionado sobre o ceticismo americano no acordo firmando com o Irã, Alencar disse que esse é um direito dos Estados Unidos, mas que o Irã também deve ter o direito à credibilidade e defendeu os esforços pelo diálogo estabelecidos pelo Brasil.

"Alencar definiu o país do Oriente Médio como "de responsabilidade" e disse que há boa vontade do presidente Mahmoud Ahmadinejad na condução do programa nuclear: "Nós acreditamos que o Irã, com todas as tradições de berço da civilização oriental, tem direito a uma credibilidade. O que o Brasil está tentando é continuar um diálogo, ou melhorar o diálogo para que se verifique se de fato o que o Irã deseja é o que ele se compromete no tratado que assinou com o Brasil", afirmou".

Do Portal Vermelho.
Fonte: Terra

terça-feira, 18 de maio de 2010

A PURA INVEJA DE UMA MÍDIA ANCIÃ E DECADENTE

O PIG não sabe, mas ele é o cara



Leandro explica por que o PiG sofre tanto com o Irã

Deu no blog do Leandro Fortes:

Não verás Lula nenhum

Do impecável Paulo Henrique Amorim, no afiadísimo
Conversa Afiada.

Em linhas gerais, Luís Fernando Veríssimo disse, em artigo recente, que as gerações futuras de historiadores terão enorme dificuldade para compreender a razão de, no presente que se apresenta, um presidente da República tão popular como Luiz Inácio Lula da Silva ser alvo de uma campanha permanente de oposição e desconstrução por parte da mídia brasileira. Em suma, Veríssimo colocou em perspectiva histórica uma questão que, distante no tempo, contará com a vantagem de poder ser discutida a frio, mas nem por isso deixará de ser, talvez, o ponto de análise mais intrigante da vida política do Brasil da primeira década do século XXI.

A reação da velha mídia nativa ao acordo nuclear do Irã, costurado pelas diplomacias brasileira e turca chega a ser cômica, mas revela, antes de tudo, o despreparo da classe dirigente brasileira em interpretar o força histórica do momento e suas conseqüências para a consolidação daquilo que se anuncia, finalmente, como civilização brasileira. O claro ressentimento da velha guarda midiática com o sucesso de Lula e do ministro Celso Amorim, das Relações Exteriores, deixou de ser um fenômeno de ocasião, até então norteado por opções ideológicas, para descambar na inveja pura, quando não naquilo que sempre foi: um ódio de classe cada vez menos disfarçado, fruto de uma incompreensão histórica que só pode ser justificada pelo distanciamento dos donos da mídia em relação ao mundo real, e da disponib ilidade quase infinita de seus jornalistas para fazer, literalmente, qualquer trabalho que lhe mandarem os chefes e patrões, na vã esperança de um dia ser igual a eles.

Assim, enquanto a imprensa mundial se dedica a decodificar as engrenagens e circunstâncias que fizeram de Lula o mais importante líder mundial desse final de década, a imprensa brasileira se debate em como destituí-lo de toda glória, de reduzí-lo a um analfabeto funcional premiado pela sorte, a um manipulador de massas movido por programas de bolsas e incentivos, a um demagogo de fala mansa que esconde pretensões autoritárias disfarçadas, aqui e ali, de boas intenções populares. Tenta, portanto, converter a verdade atual em mentiras de registro, como se fosse possível enganar o futuro com notícias de jornal.

Destituídos de poder e credibilidade, os barões dessa mídia decadente e anciã se lançaram nessa missão suicida quando poderiam, simplesmente, ter se dedicado a fazer bom jornalismo, crítico e construtivo. Têm dinheiro e pessoal qualificado para tal. Ao invés disso, dedicaram-se a escrever para si mesmos, a se retroalimentar de preconceitos e maledicências, a pintarem o mundo a partir da imagem projetada pela classe média brasileira, uma gente quase que integralmente iletrada e apavorada, um exército de reginas duartes prestes a ter um ataque de nervos toda vez que um negro é admitido na universidade por meio de uma cota racial.

Ainda assim, paradoxalmente, uma massa beneficiada pelo crescimento econômico, mas escrava da própria indigência intelectual.