sábado, 11 de fevereiro de 2012

O SAC VIROU UM SACO

O SAC enchendo o nosso saco.

A lei que obriga as empresas prestadoras de serviço a manterem um serviço de atendimento aos clientes entrou em vigor em 2008.
É a lei que regulamenta a disponibilização do SAC.

SAC vem a ser Serviço de Atendimento ao Consumidor.
Tal lei determina a criação de um protocolo.

Nesse protocolo deveria ficar registrado, logo na primeira ligação, o problema relatado pelo cliente.

Para que este não tivesse que repetí-lo mais de uma vez.
Isto quer dizer que o problema do cliente deveria ser registrado e resolvido imediatamente dispensando-o do aborrecimento de sucessivas ligações.

Simples assim.
Mas...
O SAC virou um saco.

Ter que ficar ouvindo aquela musiquinha irritante enquanto aguarda atendimento, não basta.
O cidadão é obrigado a relatar o mesmo bea-a-bá à cada atendente até – num trágico efeito dominó – ser por ele dispensado e empurrado para outro que o empurra para outro.

Um massacre.
Um abuso.
Um absurdo.

Pesquisa feita e divulgada pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, do Ministério da Justiça - DPDC, dá conta de que a maior queixa dos clientes é ter que repetir várias vezes o mesmo problema ocorrido a cada ligação feita.

Num período de quinze meses, o DPDC recebeu em torno de 20 mil reclamações.
Esse tipo de problema é relatdado por 87,3% dos queixosos que acessaram o seu site.
E o segmento campeão de reclamações por conta do jogo de empurra é o de telefonia móvel.

O nosso ineficinete e inexplicavelmente adorado celular.

Ele (o serviço de telefonia móvel) responde pela metade praticamente das queixas, com 48,9%.

Ocupando a segunda colocação das reclamações com 27,5% aparece o serviço de telefonia fixa.
De acordo com as leis herméticas, todo efeito tem uma causa.

Ou vice-versa...

Isso é princípio de sabedoria.

No caso das empresas de telefonia, sobretudo de celular, o efeito das reclamações reside na má qualidade dos serviços prestados – a causa.
Não haveria reclamações – ao menos em tais proporções – caso o produto oferecido atendesse satisfatoriamente às necessidades dos usuários.

A TIM ocupa o lugar mais alto do pódio das empresa mais reclamadas entre as operadoras de celular.
Dos clientes que acessaram o Ministério da Justiça, ao menos 29,2% falaram mal da TIM.
A Vivo aparece em segundo lugar, com 23,7%, e a Claro e a Oi empatadas em terceiro, com 22,8% cada das reclamações.

Na telefonia fixa, a mais reclamada é a Oi, com 53,5% das queixas.

O consumidor não quer apenas um canal de acesso à empresa para efetuar sua queixa relativa ao serviço.
Ele busca também qualidade nesse atendimento.
O consumidor quer rapidez e efetividade. Ele quer solução para sua reclamação.

Há mais de 240 milhões de linhas entre fixa e móvel no País.

Ante tamanha demanda, há que considerar-se previsível, a existência de problemas.
Mas nunca haverá de ser normal sua manutenção.

Problemas existem para serem resolvidos, sobretudo quando se fala em eficiência e na qualidade de um produto vendido caro ao consumidor, como o da telefonia.
Diante das informações colhidas na pesquisa, o DPDC pretende cobrar das empresa melhorias no atendimento aos seus clientes.

O Ministério da Justiça recomenda que o consumidor, caso se sinta mal atendido nos SAC, exija a gravação da conversa.
As companhias são obrigadas a fornecer cópia dessa gravação.

Imagina!

Elas mal fornecem o número do protocolo...

O segundo passo seria formalizar reclamação junto ao Procon, para que esse tome as medidas cabíveis.
Caso nada seja resolvido – como na maioria das vezes – a diretora do Programa de Defesa do Consumidor, Juliana Pereira, dá uma dica:

“Mude de empresa, pois ela não merece você como cliente”.

Falando em mudança, mudar pra onde?
Um serviço assim tão ruim quanto o da telofonia, quem merece?

O SAC nos enche mesmo é a paciência...

E o saco.
























































terça-feira, 10 de janeiro de 2012

MINHA TERRA TEM PALMEIRAS, LOMBADAS, DUNAS E LAGOAS



Uma vez o poeta escreveu que o Maranhão é a terra que tem palmeiras.
Não há dúvida quanto a isso.
Presumo, todavia, ter havido ao menos um lapso.

Um pequeno esquecimento foi cometido.

Ficaram de fora do belo poema umas criaturinhas cativantes e tocantes a quem chamamos de jegues.
É. Sem os seus jumentinhos o Maranhão não é o Maranhão.

O mesmo se diria das lombadas.
Gonçalves Dias não haveria de poder de contá-las.

Nem eu tampouco.

No Maranhão deve haver uma lombada para cada grupo de dez maranhenses.
Elas estão por todos os lugares – como os jegues à margem – no meio das estradas e rodovias.

Como as gloriosas palmeiras o Maranhão é também a terra das dunas e lagoas.
A terra dos brancos e encantadores Lençóis tecidos de (e pela) areia.

Tão majestosos quanto românticos.
Quase sensuais.
E sedutores.

Há um que de charme e poesia nas coisas do Maranhão.
No seu artesanato rico e pulsante.
Na sua culinária sortida.
No seu turismo vibrante.

Os Lençóis maranhenses são um poema escrito pela engenhosidade da natureza.
São 270 quilômetros quadrados de dunas, lagoas pluviais e manguezais.

Ali, às margens do calmo, lento e despreocupado Rio Preguiças, a natureza corajosamente trabalhou milhões de anos para formar algo que nos prende ao primeiro minuto do olhar.

Um espetáculo que deslumbra, inspira e encanta a alma.
O Parque dos Lençóis consta de um pólo ecológico de rara e intrigante beleza.
O Maranhão tem do que se orgulhar do que tem.

E o Brasil tem que se orgulhar por ter o Maranhão.
Os lençóis são uma riqueza, um patrimônio maranhense e brasileiro.
O Maranhão tem São Luís, Patrimônio da Humanidade.

O Mundo e a Humanidade se encontram em Barreirinhas, nos Lençóis, no Maranhão, no Brasil.
No Brasil, cujo maior patrimônio e riqueza são a sua gente.
O povo brasileiro.

Viva o Maranhão!
Viva o Brasil!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

DO JEITO QUE VAI, O PIG VAI DEMITIR A DILMA



Todo os prognósticos apontam para isso.
Jamais se viu antes um governo tão refém de uma mídia fétida e corrosiva como o da Presidenta Dilma.
Ela superou em muito seu antecessor.
E se supera em matéria de mediocridade e covardia a cada nova capa de "Veja" ou reporcagem do Jornal Nacional.
Dilma vai apenas carimbar a demissão do Lupi.
Porque quem o demitiu foi o PIG.
A Dilma não demite ninguém.
E, se não reagir, vai acabar sendo demitida.
Pelo Pig.
Quando - e se o - PIG assim o desejar.

Do imbatível Paulo Henrique Amorim, no insuperável Conversa Afiada.

Por que o PT não defendeu Lupi ?
Porque tem medo do PiG
Se depender dele, coitada ...

Que o senador Cristovão Buarque, do partido de Lupi, tenha feito o jogo do PiG, não surpreende: Buarque foi o primeiro traíra da era Lula.
Demitido do Ministério da Educação, mudou-se para a pseudo oposição e atrapalhou a re-eleição de Lula em 2006.

Ajudou a levar a eleição para o segundo turno, com a decisiva ajuda do jornal nacional do Ali Kamel – clique aqui para ler “O primeiro golpe já houve – falta o segundo”.

Buarque abriu a porta para Bláblárina Silva, que, demitida, aderiu ao Cerra, com a roupagem do Verde (que mais tarde abandonou, também).

Também não surpreende que Eduardo Suplicy tenha feito o jogo do PiG, e tentar levar Lupi ao cadafalso: Suplicy é um tucano tipicamente paulista, ainda que filiado ao PT.

Não se tem notícia de nenhum ato de Suplicy, em sua longa carreira política, que despertasse apreensão na elite paulista.

Agora, amigo navegante, por que o PT não foi ao Senado defender enfaticamente o Ministro Lupi, do Governo Dilma ?

Porque o PT tem medo do PiG.
Especialmente da Globo.
E, de todas as crises de ministros da Presidenta, em nenhuma ficou tão claro que se tratava de uma batalha entre o Ministro e o PiG.

Inicialmente a Veja, esse detrito de maré baixa, e, depois, todo o PiG e seus colonistas.
O PiG queria a cabeça do Lupi.
E, pouco a pouco, se aproximar da cabeça presidencial.
O “crime” do Lupi é uma irrelevância.
Não caracteriza um “malfeito”.

É, sim, uma demonstração de que o Ministro é um mau administrador e se deixou enredar num episódio condenável.
O Ministro achou que podia enfrentar o Golpe do PiG com meia duzia de bravatas.
E não se preparou para enfrentar a grave crise em que meteu o Governo.
Mas, e dai?

Nada disso justifica a demissão, nas circunstâncias em que o PiG determinasse.
E por que o PT se omitiu ?
Porque o Ministro Bernardo é do PT !
Porque, diante da batalha PiG x Lupi, o PT do Bernardo piscou e fugiu.

Coragem teve o senador Inácio Arruda, que convidou o Lupi para integrar o movimento do Congresso pela Ley de Medios.
O PT enfiou a Ley de Medios no programa do Partido.

Mas, na hora de entrar na jaula, com a Globo … bem, aí, prevalece a oratória de Cícero: a do senador Suplicy.
É o que de melhor tem o PT para enfrentar o Golpe.
Se depender do PT-Suplicy, o PiG derruba a Dilma fácil, fácil.


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O BRASIL ESTÁ CANSADO DO CANSEI

Quantos segundos o jn deu para a multidinha?

Do Conversa Afiada, do incansável Paulo Henrique Amorim - PHA

Mais uma vez Kotscho desmascara o Cansei

O Conversa Afiada reproduz post do Balaio do Kotscho:

Por que os protestos fracassam em todo o país?
O que houve? Ou melhor, por que não houve?
Apareceram apenas 150 “protestantes” na Cinelândia, Rio de Janeiro, na manifestação anticorrupção organizada por cinco entidades em redes sociais.
Em São Paulo, na avenida Paulista, outros cinco movimentos (Nas Ruas, Mudança Já, Pátria Minha, Marcha Pela Ética e Lojas Maçônicas) juntaram apenas 200 pessoas. Na Boca Maldita, em Curitiba, o grupo Anonymous reuniu 80 pessoas.

A maior concentração de manifestantes contra a corrupção foi registrada na praça da Liberdade, em Belo Horizonte, calculada em 1.500 pessoas, segundo a Polícia Militar. E, a menor, ocorreu em Brasília, onde 30 gatos pingados se reuniram na Esplanada dos Ministérios.

Será que a corrupção é maior em Minas do que em Brasília? Juntando tudo, não daria para encher a Praça da Matriz da minha querida Porangaba, cidade pequena porém decente.

Desta vez, nem houve divergências sobre o número de manifestantes. Eram tão poucos no feriadão de 15 de novembro que dava para contar as cabeças sem ser nenhum gênio em matemática.

Até os blogueiros mais raivosos que, na véspera, anunciaram “protestos em 37 cidades de todo o país”, com horário e local das manifestações, parecem ter abandonado o barco. Não se tocou mais no assunto.
Parece que a sortida fauna que organiza protestos “contra tudo o que está aí” desde o feriadão de 7 de setembro já se cansou.

Os organizadores colocaram a culpa na chuva, mas não conseguem explicar como, no mesmo dia, sob a mesma chuva, 400 mil pessoas foram às compras na rua 25 de Março e 40 mil fiéis se reuniram a céu aberto no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, numa celebração evangélica.
Nem se pode alegar falta de assunto, já que a velha mídia não se cansa de dar manchetes todos os dias sobre os “malfeitos” do governo, com destaque no momento para o Ministério do Trabalho do impoluto Carlos Lupi.

Na minha modesta opinião, o fracasso destas manifestações inspiradas na Primavera Árabe e nos protestos contra o capitalismo selvagem nas capitais européias e nos Estados Unidos, reside na falta de objetivos e de sinceridade dos diferentes movimentos que se apresentam como “apartidários” e “apolíticos”, como se isto fosse possível.

Pelo jeito, o povo brasileiro está feliz com o país em que vive _ e, por isso, só vai às ruas por um bom motivo, não a convite dos antigos “formadores de opinião”.

Afinal, todos somos contra a corrupção _ até os corruptos, para combater a concorrência, certamente _, mas esta turma é mesmo contra o governo. Basta ver quem são seus arautos na imprensa, que hoje abriga o que sobrou da oposição depois das últimas eleições presidenciais.

Dilma pode demitir todos os ministros e fazer uma faxina geral na máquina do governo que eles ainda vão querer mais, e continuarão “convocando o povo” nas redes sociais. Valentes de internet, não estão habituados a enfrentar o sol e a chuva da vida real.

Ao contrário do que acontece em outros países, estes eventos no Brasil são mais um fenômeno de mídia do que de massas _ a mesma grande mídia que apoiou o golpe de 1964 e escondeu até onde pode a Campanha das Diretas Já, em 1984 (com a honrosa exceção da “Folha de S. Paulo”, onde eu trabalhava na época).

Eles não enganam mais ninguém. O povo não é bobo faz tempo.

domingo, 13 de novembro de 2011

NINGUÉM PODE DIVIDIR UMA ESTRELA

Diga "não" ao latifúndio

Nas tabelas aritméticas ou nos teoremas que fundamentam as teorias numéricas, verifica-se a existência da indivisibilidade de um número.

O primo.

Tal qual um número primo, uma estrela também é indivisível.
Quem tentar decompô-la, o mínimo que conseguirá será apagar seu brilho e incandescência.
Uma estrela até poderá queimar todo seu hidrogênio, mas levará bilhões de anos para se condensar e se transformar em anã branca.
Mesmo que insistam em dividi-la, ela ainda continuará emitindo luz e sendo vista por muito tempo.

Assim são as estrelas.
Assim é o Pará – a maior estrela da Bandeira Nacional.
A maior e mais resplandecente.
A mais incandescente.
A mais linda e fulgurante da nossa “galáxia azul ”.

Há quem afirme que as estrelas são feitas de gás e poeira cósmica.
E que a energia gravitacional transformou tudo quimicamente em matéria de calor e luz.
De certa forma – asseguram – nós somos formados das e pelas estrelas.
Partículas de suas partículas, matérias de suas matérias.

O que sei é que a Estrela chamada Pará é formada de gente.
Do trabalho, do suor e do sangue que a une.
O sangue que lhe corre nas veias está no vermelho da sua majestosa bandeira.
Ali temos a vida, a honra e a glória de sermos um povo indivisível.

No Pará o que se divide são o sorriso e a solidariedade dos paraenses.
A fartura da chuva que se divide ao cair em gotas para irrigar os teus açaizeiros e açaizais - fonte de energia que alimenta.

O Pará divide com o mundo o aroma e o inigualável sabor do seu cupuaçu – o divino manjar dos deuses que se espalha pelas suas feiras.
No Pará o Sol sedutoramente divide seus raios para aquecer nossos equatoriais e contínuos invernos.
O Pará é a unidade-mãe gentil de sete milhões de filhos entre naturais e “adotivos” - berço acolhedor daqueles que para aqui migram em busca de riqueza e felicidade.

O Pará é uma nação onde cabem duas Franças.
Uma nação apaixonada pelo Pará.

Integralmente.
Literalmente.

Somos um povo guerreiro e defensor até o instante derradeiro da integralidade de nosso Estado.

Isso é amor pelo Pará.
Dividi-lo é falta de amor, é mero interesse político, aliado à ganância econômica.
Dividir o Pará não é apenas torná-lo menor, mas enfraquecê-lo em todos os níveis e sentidos.
É colocá-lo à vexatória condição de um dos menores e mais pobres estados da federação.

Alagoas, Piauí e Maranhão ganharão, em uma eventual divisão do Pará, um novo e pobre “irmão”.

Estudos do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA) apontam que os dois novos estados seriam economicamente inviáveis.
Ambos se comparariam à crianças famintas de bocas abertas esperando que lhes dessem de comer.
A União teria que repassar a cada um algo em torno de R$ 3 bi por ano.
E somados, os dois gerariam um déficit que andaria pela casa dos 7,5 bi.

Pra se ter uma idéia, em 2008 o Pará gastou 16% do seu PIB com a manutenção da máquina.
O estado do Tapajós, se criado, gastaria para manter a máquina funcionando, 51% do seu PIB, e o do Carajás, 23%.
A média nacional é de 12,72%.

Isso sem falar nos gastos com a eleição plebiscitária que importará em mais de R$ 12 mi.

No dia 11 de dezembro os paraenses decidirão através do voto se querem um “Pará-mirim” e esquartejado.
Para dizer NÃO ao esfacelamento do Pará que o deixaria pobre e minguado é preciso que todos votem.
A abstenção pode ser a arma dos que interessam a divisão do nosso Estado.

Da nossa estrela azul.
Da estrela indivisível que brilha no ponto mais alto da Bandeira Brasileira.

Vote não.

Vote pela indivisibilidade do Pará.
Porque ninguém pode dividir uma estrela.
















sexta-feira, 4 de novembro de 2011

BANCO DO BRASIL: LUCROS E A QUALIDADE DE SEUS SERVIÇOS



Há vinte e três meses – mais precisamente em janeiro de 2010 – eu falava numa crônica do quanto salutar é a concorrência de mercado.

Não importa o produto ofertado.

Refletia ali os malefícios antagônicos que se sobrepõem ao cliente ou consumidor quando uma empresa monopoliza o bem ou serviço que oferece.

O monopólio se caracteriza na e pela falta de concorrência.

E obriga as pessoas ao uso daquilo que lhe é oferecido pela simples falta de opção na escolha de algo que lhe satisfaça.

A agência do Banco do Brasil de Santa Maria era o mote daquela crônica.

Passados quase dois anos, constata-se a gritante escassez de mudanças no Banco do Brasil.

A não ser a sucessão de suas gerências – três, salvo engano – que na prática pouco benefício trouxe ao cliente.

A qualidade dos serviços prestados pelo Banco do Brasil em nossa cidade não condiz com a lucratividade obtida pela instituição no último trimestre deste ano.

O lucro líquido do Banco do Brasil de R$ 2,89 bilhões entre julho e setembro.

Pode parecer utópico, irresponsável e até irônico.

Mas tamanha lucratividade não é o suficiente para o Banco cuidar de suas agências e valorizar sua clientela.

A ocupante da cadeira de gerente em 2010, deixou a sua memorável marca: ela tirou as cadeiras da agência e deixou os idosos e aposentados em pé.

Na fila de espera de atendimento que no Banco do Brasil nunca é inferior a uma hora de tempo.

Ela também mandou retirar o cafezinho...

Hoje as cadeiras voltaram.

O cafezinho também.
Todavia, a espera é a mesma.

O auto-atendimento não passa de aporrinhação.

Com três bilhões de reais em caixa, o Banco do Brasil não compra uma turbina de papel para a impressão de recibos bancários.

Três bilhões não dá para o Banco do Brasil adquirir um caixa de auto-atendimento que funcione.

De cada dez terminais do Banco do Brasil, ao menos sete apresentam um problema.

E deixam o cliente na mão.

A agência de Santa Maria é um horror!

Está há três semanas às escuras.

Quem precisar fazer uma operação bancária após as dezoito horas recomendo levar uma vela.

Um candeeiro, ou uma caixa de fósforo.

A central de ar é barulhenta, mas nada faz além de barulho.

O calor é sufocante e infernal.

Não gela!

O cliente que entra no Banco do Brasil é que acaba entrando numa gelada.

O Banco do Brasil continua precisando de uma coisa chamada concorrência.

Sozinho, o Banco do Brasil faz o que bem entende com seus clientes.

Atende pessimamente mal e fica tudo por isso.

Como se não bastasse, o Banco do Brasil se isola ainda mais no papel monopolista que exerce em Santa Maria.

Ele ganhou a concorrência de banco postal e substituirá o Bradesco no serviço que este oferecia junto aos Correios.

Por outro lado, a mini-agência do Bradesco não está à altura da demanda.

O Bradesco chegou pequeno em Santa Maria e optou por não crescer.

Continua pequeno, frágil e ineficiente.

O Bradesco acabou por tornar fácil o monopólio do Banco do Brasil.

O Banco do Brasil tem um caixa abarrotado de dinheiro.

Ele pode ser o maior banco da América Latina e um dos maiores do mundo.

Mas o Banco do Brasil continua a não ter uma coisa bem básica para quem opera no mercado.

Algo que seria essencial para quem vive a partir do lucro e do seu desempenho na relação com o consumidor – razão maior de sua existência.

O Banco do Brasil não tem o menor respeito por seus clientes.

domingo, 30 de outubro de 2011

OPERADORES DE MÁQUINAS


Esta crônica tem a pretensão de fazer uma homenagem a todos que exercem um cargo ou função em favor da sociedade.
Independente da classe ou da hierarquia e da área de atuação.
Em qualquer esfera de governo.

Falo do servidor público.
Ou do agente público, como queiram.

28 de outubro é o Dia do Funcionário Público.
A data foi instituída pelo então Presidente Getúlio Vargas, em 1939.
Pelo Decreto 1.713, o Governo Vargas instituía o estatuto dos funcionários públicos.
Antes, em 1937, na mesma data, Getúlio já havia fundado o Conselho Federal do Serviço Público Civil.
E em 1938, foi criado o Departamento do Serviço Público do Brasil.
É o servidor público o que há de mais fundamental, a peça insubstituível na engrenagem da máquina estatal.

Sem ele esta máquina não anda.
A sociedade - à qual sua principal atribuição é bem servi-la – pára.
O estado – cuja gestão sem a eficiente e dedicada ação do servidor público – não funciona.
Não se pode falar de gestão pública sem que se pense no servidor público.
Ele é a razão da coisa pública.
A Nação muito deve ao servidor público e, por seu lado, é à Nação, a sociedade brasileira, a razão maior e imprescindível do existir do servidor público.
O servidor público faz a diferença na reconstrução de um país com desenvolvimento e justiça social.

Para tanto, porém, é necessário que lhe sejam assegurados o valor e respeito merecidos.
E que este, por sua vez, se faça valorizar e respeitar.
Outubro – e não apenas o dia 15 – é o Mês do Professor.
Como maio é mês das mães e das noivas...

Que me desculpe os demais.
Mas o Professor é o maior dos servidores.
O primeiro.
O mestre de todos.

Se o servidor público fosse uma flor, o professor seria o seu néctar.
A sua seiva.
A essência.

Não há como fugir dessa lógica inequívoca e inegável.
Nunca houve, nem haverá jamais um profissional que não tenha passado e que não passará pelas mãos laboriosas do professor.

Do médico ao engenheiro.
Do Guarda de Segurança ao ocupante do mais alto posto no escalão administrativo do Estado.
Todos levam consigo, na sua mente e no mais íntimo do esconderijo de suas memórias intelectivas as insignes lições assinaladas por um professor.

Um ensinamento, um aprendizado de vida, na vida e para vida.
Uma marca.
Uma saudade.
Uma lembrança.

Por isso, a minha insipiente, modesta e inexpressiva homenagem ao Professor pelo seu dia.
Nele e por ele, estende-se esta deferência, a todos os servidores públicos brasileiros e paraenses e, de modo (muito) particularíssimo, aos da nossa querida Santa Maria do Pará.