sexta-feira, 30 de abril de 2010

ELEITOR DE CIRO VOTA EM DILMA

Dilma ganha dele no 1º turno
Do vermelho, 0 site do glorioso PCdoB: "Votos de Ciro Gomes tendem a favorecer Dilma, diz especialista"

A retirada da pré-candidatura do Deputado Ciro Gomes à Presidência da República consolida uma pergunta que já rondava o debate sobre a sucessão presidencial: para onde escoarão os votos do eleitor de Ciro? Para Serra ou para Dilma?

Na terça-feira 27, o PSB defenestrou Ciro Gomes. A Executiva do partido decidiu, por 11 votos contra 2, que os socialistas não teriam candidatura própria à Presidência da República. Mas, além desse fator, sem a presença de Ciro Gomes na competição, cresce a possibilidade de a eleição de outubro ser definida no primeiro turno. Um resultado possível em eleição polarizada, entre petistas e tucanos, e ainda com forte viés plebiscitário como será a de outubro.

Nesse ambiente inteiramente polarizado,a oposição e a imprensa que a vocaliza reagiram à decisão do PSB de retirar o nome de Ciro do páreo e, principalmente, contra a decisão de consolidar o apoio à candidata governista.

O que será dos votos de Ciro? O cientista político Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus, responde à pergunta assim: “os votos de Ciro Gomes vão mais para Dilma Rousseff do que para José Serra. Em dados gerais, pelos nossos cruzamentos, 50% vão para a candidata do PT e 30% para o candidato do PSDB.”

Para ele, os 20% restantes seriam redistribuídos igualmente entre Marina Silva, do PV, e os indecisos.

“Se considerarmos as proporções para Dilma e para Serra, temos 65% dos votos indo para ela e 35% para ele”, diz Guedes.

A lógica do raciocínio de Ricardo Guedes baseia-se no princípio do que ele considera “pacto do tipo social-democrata europeu”, que teria se formado no Brasil. Ou seja, “a esquerda passa a ser institucionalizada, e a direita cede para programas sociais”.

Os votos de Ciro Gomes favoreceriam, assim, Dilma Rousseff por estar na posição de centro-esquerda do especto político.

Guedes lembra que o eleitor de Marina Silva, o terceiro nome da disputa com potencial de voto pequeno, mas possivelmente decisivo, pode vir a fazer voto útil em Dilma, na reta final das eleições. Isso ocorreu com a ex-senadora Heloísa Helena, do PSOL, nas eleições presidenciais de 2006. Ela chegou a ter 15% das intenções de voto (um número muito próximo ao porcentual máximo atingido por Ciro nas pesquisas de 2009) e terminou com 5%.

Guedes afirma que o voto dela “fluiu para Lula”.

O nome de Plínio de Arruda Sampaio, recentemente definido como pré-candidato do PSOL, ainda não foi incluído nas pesquisas.

Ricardo Guedes engrossa o coro daqueles que acham possível (como já falou João Francisco Meira, do Vox Populi), a eleição ser decidida pela via rápida, em apenas um turno. A favor da candidata do PT.

As condições econômicas e sociais favorecem a candidatura de Dilma Rousseff, que expressa o voto na continuidade, estando a oposição com dificuldades de formular um projeto alternativo para o País. Com a tendência de maior conhecimento de Dilma, as intenções de voto permanecerão equilibradas até o início do período eleitoral, com os programas eleitorais nos meios de comunicação e os debates”.

Ao contrário do que se esperava, a questão ambiental não tomou conta dos debates. Isso projeta dificuldades para Marina manter um porcentual de votos acima de um dígito. A pesquisa Ibope, mais recente, indicou que 10% dos eleitores votariam nela se a eleição fosse hoje.

Os debates, segundo Guedes, serão fundamentais para a alteração, ou não, dessas tendências. Ele acredita que, como ocorreu com a candidatura de Heloísa Helena nas eleições passadas, parte do eleitorado de Marina Silva pode vir a fazer o voto útil.

Enviado pelo amigo Amorim de São Paulo.

Fonte: Carta Capital / Coluna Rosa dos Ventos – Maurício Dias

O PRÊMIO MERECIDO DE SERRA



Do Bllog do Celso Jardim: O "OSCAR RASCOS" vai para quem passou anos........
arrochando salários do funcionalismo público de São Paulo,
desprezando os moradores das periferias,
criando a maior rede de praças de pedágios do país,
desmerecendo os nordestinos,
privatizando estatais quase de graça,
menosprezando o povo mineiro,
desviando recursos do SUS para o mercado financeiro,
imprimindo livro escolar com pornografia,
evitando diálogo com as classes de trabalhadores,
matando gente na irresponsável cratera do metrô,
distribuindo ambulâncias superfaturadas,
agindo com truculência com os professores,
inviabilizando em São Paulo o programa "Minha Casa, Minha Vida,
confundindo espirro de porquinho com vírus A (H1N1),
fechando comportas dos rios e inundado a periferia,
ignorando os movimentos sociais,
inaugurando maquetes de obras que não saíram do papel,
pagando o 2º pior salário do país para as policias, civil e militar,
terceirizando a saúde do estado em prejuízo ao SUS,
plagiando ações de outros, como o genéricos e o programa de AIDS,
e ainda enganado a população com o famoso trololó.
Quem disse que José Serra não ganha prêmios internacionais?

quinta-feira, 29 de abril de 2010

FICHA LIMPA VAI SER VOTADO


Saiu no vermelho: Temer defende votação do projeto Ficha Limpa na próxima terça

O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), afirmou que na próxima terça (4) será votado no plenário um requerimento de urgência na tramitação do projeto da Ficha Limpa. Caso seja aprovado, a perspectiva é que a matéria entre em pauta e seja votada no mesmo dia em sessão extraordinária. Temer disse que pedirá aos líderes que convençam suas bancadas da necessidade de aprovar a urgência.

Pelo projeto, são proibidas as candidaturas de pessoas que respondam a processo na Justiça por crimes graves e contra o erário, mesmo em primeira instância. Ainda não poderão disputar eleição por oito anos os condenados.

O PCdoB foi o primeiro partido na Câmara a divulgar nota em apoio ao projeto e defendeu a entrada em pauta da matéria na terça, como deseja o presidente da Casa.

“Desde o início da tramitação do Ficha Limpa nossa bancada tem participado ativamente em construir as condições de sua aprovação. No grupo de trabalho que examinou a matéria, o deputado Flávio Dino teve grande protagonismo na confecção do texto que chegou ao plenário, enquanto o deputado Daniel Almeida, como Líder do Bloco PSB-PCdoB-PMN-PRB, foi signatário do requerimento de sua tramitação em urgência urgentíssima”, disse a líder do partido Vanessa Grazziotin (AM).

Os deputados favoráveis ao projeto conseguiram coletar as assinaturas suficientes para a apresentação do requerimento de urgência, após o adiamento da votação do substitutivo do deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) às emendas ao projeto Ficha Limpa, na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

De Brasília com informações da Agência Câmara

CÍNICO, O SERRA? IMPOSSÍVEL!

Terra para todos... da Cutrale



CartaMaior: Serra distribuirá as terras griladas de Kátia Abreu?

Prova maior do cinismo de Serra é que sua candidata a vice poderá ser a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), atual presidente da CNA. Se ele quisesse, de fato, realizar a “reforma agrária pra valer”, ele poderia começar propondo a desapropriação das terras griladas pela musa da extrema-direita.

Altamiro Borges

Em recente entrevista ao Jornal do SBT, o demotucano José Serra falou mais duas besteiras. No figurino “Serrinha paz e amor”, ele prometeu: “Eu quero a reforma agrária pra valer, com gente produzindo melhor, cada vez mais e com terra”. Na sequência, tirando a máscara e assumindo o seu estilo brucutu, ele rosnou: “O MST vive de dinheiro governamental. Eu acho que a reforma agrária para o MST é pretexto. Trata-se de um movimento político, com finalidades políticas”.

Quanto à “reforma agrária pra valer”, o seu cinismo é de arrepiar. Afinal, o ex-governador nunca fez nada para distribuir terras em São Paulo. Pelo contrário: sempre apoiou os latifundiários e os grileiros, como o ricaço Sr. Cutrale que surrupiou terras públicas no interior paulista. A marca do seu lamentável reinado foi a da pura repressão aos movimentos que lutam pela reforma agrária. Tanto que ele é o presidenciável dos sonhos dos barões do agronegócio e das entidades ruralistas.

Rodeado de direitistas fanáticos
Além disso, José Serra se cercou de renomados direitistas, que negam a importância da reforma agrária e odeiam os movimentos sociais do campo. O coordenador de programa da sua campanha presidencial será Xico Graziano, que foi assessor do ex-presidente FHC e presidiu o Incra. Ele ficou famoso por afirmar, em alto e bom som, que “a reforma agrária é um atraso”, e por atacar sem piedade o MST. Para Graziano, as lideranças deste movimento praticam “banditismo rural”, “botam medo no Estado” e são “justiceiros, que invocam cânones divinos e arrebentam cercas”.

Outro reacionário convicto que terá papel de destaque na campanha presidencial do demotucano é Marcelo Garcia. Ele é um quadro do DEM e deixou sua agência de publicidade para cuidar da imagem do tucano. “Estou deslocado pelos Democratas para trabalhar no programa de governo do candidato José Serra”, informou. Antes de sair, o publicitário ajudou a criar uma campanha na internet da ONG fascista “Vamos tirar o Brasil do Vermelho”, em parceria com a Confederação Nacional da Agricultura (CNA). O sítio ainda não foi ao ar, talvez para evitar constrangimentos.

A grileira como vice-presidente
Prova maior do cinismo de José Serra, porém, é que sua candidata a vice-presidente poderá ser a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), atual presidente da CNA. Se o demotucano quisesse, de fato, realizar a “reforma agrária pra valer”, ele poderia começar propondo a desapropriação das terras griladas pela “musa da extrema-direita”. Segundo reportagem da CartaCapital, ela teria integrado a quadrilha que tomou 105 mil hectares de terras de 80 famílias de camponeses no município de Campos Lindos (TO). Ela e o irmão grilaram 2,4 mil hectares, desembolsando R$ 8 por hectare.

Ainda segundo a denúncia, as suas duas fazendas são improdutivas. Kátia Abreu também é alvo de ação civil do Ministério Público na Justiça de Tocantins por descumprir o Código Florestal e desrespeitar os povos indígenas. Ela ainda é acusada de desviar R$ 650 mil dos cofres da CNA para financiar a sua campanha ao Senado – o que é ilegal. Por estes e outros crimes, nada mais justo do que José Serra propor a desapropriação de suas terras. Será que o candidato demotucano está disposto a cumprir a sua promessa de fazer a “reforma agrária pra valer?”.

Criminalização dos movimentos sociais
Já no que se refere aos ataques ao MST, José Serra revelou mais uma vez a sua brutal conversão direitista. Até hoje a Justiça não comprovou o uso de “dinheiro governamental” pelo movimento. O candidato deveria ficar mais preocupado com as apurações sobre desvio de recursos públicos da CNA, que podem demolir sua sondada candidata à vice. Quanto ao MST ser um “movimento político”, qual o problema? Vai acionar a repressão? Ou só a CNA e outras entidades de direita podem fazer política? Na prática, o presidenciável tucano revela a sua aversão à democracia.

Para Gilmar Mauro, membro da direção nacional do MST, a entrevista de José Serra ao Jornal do SBT só revelou todo o seu reacionarismo. “Como é que um governador que perseguiu e mandou a polícia bater nos professores, que se recusou a recebê-los para negociar, pode se considerar um democrata?”. Ele lembra que durante sua gestão, Serra sempre agiu com violência contra o MST. “O que ele fez foi fechar escolas em assentamentos. Esse é o tratamento que o democrata Serra destinou à questão agrária e à educação das crianças, dos filhos dos trabalhadores rurais”.

Ainda segundo o líder do MST, o ex-governador também não tem moral para falar em reforma agrária. “Antes de falar, Serra deveria fazer. Enquanto esteve à frente do governo de São Paulo, ele não realizou um único assentamento. E olhe que o estado tem mais de um milhão de hectares de terras que poderiam ser destinadas a este fim”. Para Gilmar Mauro, o candidato demotucano é a expressão maior do autoritarismo, que visa criminalizar os movimentos sociais do campo para defender os interesses dos barões do agronegócio.

Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e organizador do livro “Para entender e combater a Alca” (Editora Anita Garibaldi, 2002).

LULA NA TIME. A LUA-DE-MEL CONTINUA

Cadê o FHC e sua inflência?
O G1 se apressou logo em dizer que o Presidente Lula é um dos líderes mais influentes do mundo, de acordo com lista divulgada pela “Time”.
Diz ainda o site da Globo, que a lista da revista americana não é ranqueada.
E que Lula foi colocado no topo da lista por meras “razões editoriais”.
A lista não está em ordem alfabética, diz o G1 para justificar a posição de Lula.
Nem precisava dizer.
Colocada em ordem alfabética, obviamente, Lula aparece na 13ª colocação.
A lista está em ordem numérica.
Por isso Lula é o 1º.
É perfeitamente compreensível que seja tão horripilante e custoso para a Globo o fato de admitir que o “verdadeiro filho da classe trabalhadora da América Latina”, seja o "número um” numa lista que relaciona os 25 personagens mais influentes do planeta.
E que não consta desta lista o nome daquele que descobriu a pólvora, mas sabe como eleger seu apêndice político: FHC.
Que desastre!
Não é de hoje que Lula honra os brasileiros de bem.
Em 2009, foi escolhido pelo jornal britânico "Financial Times" como uma das 50 personalidades que moldaram a última década.
E ele, FHC. Foi escolhido o quê? Ele não moldou nem sua dicção.
Também foi eleito o "homem do ano 2009" pelo jornal francês 'Le Monde', na primeira vez que o veículo decide conferir a honraria a uma personalidade. No mesmo ano, o jornal espanhol 'El País' escolheu Lula o personagem do ano. Na ocasião, Zapatero redigiu o artigo de apresentação do brasileiro e disse que Lula 'surpreende' o mundo.
O mundo e o PIG.
E vai continuar surpreendendo até que chegue outubro quando botará uma mulher na posição que ele hoje ocupa - o 1º lugar - no ranque dos mais votados.
A lua-de-mel de Lula com a comunidade internacional continua, a despeito da vontade do PIG.
Ele queria – e insinuava – um rompimento na relação.
Não vai ser fácil, mas o PIG vai ter de engolir mais essa do operário.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

TUCANO DO BICO ÔCO, GRAVITA ENTRE A MENTIRA E A BAIXARIA

Ele é a fraude
O ALMANAQUE da Crônica publica denúncia do Tijolaço - blog do Deputado Brizola Neto. Diversos blogs estão fazendo o mesmo por se tratar de mais uma baixaria arquitetada pelo vampiro Zé Serra, o inaugurador de maquete e de obras inacabadas para atacar a pré-candidata à Presidência da República do Partido dos Trabalhadores, Dilma Rousseff.

“Civilidade” do PSDB e de Serra é uma fraude

Imagine se o PT, o PDT ou outro partido que apóia Dilma tivesse no seu site oficial um link para outro site – também registrado em nome do partido – intitulado “Gente que Mente” , dedicado exclusivamente a atacar o tucanato, o que aconteceria. Folha, Globo, Estadão, todos eles estariam caindo em cima: “Dilma monta site para atacar adversários”, não seria um título plausível para este caso?

E se sucederiam notas e artigos protestando contra a baixaria… Alguns dirigentes gaguejariam, diriam não concordar com isso, que a campanha teria de ser de “alto nível”, com propostas, não com ataques pessoais…Logo iam pedir – e levar – a cabeça do “interneteiro” responsável, que teria seu rosto exposto nas páginas e, isolado, ia acabar dizendo, sob a incredulidade geral, que a direção do partido e a candidata não sabiam de nada. Ninguém iria acreditar, e com razão…

Pois bem. Desafio publicamente a direção do PSDB, o senhor José Serra e a grande imprensa brasileira a dizerem se não é exatamente isso que o PSDB – sob as ordens diretas do Sr. Eduardo Graeff, ex-secretário de FHC, coordenador da campanha serrista e membro da Direção Nacional do PSDB – está fazendo. Faz e faz com a cumplicidade geral.

Reproduzi a página do site oficial do PSDB (www.psdb.org.br), tomada às 22:30 de hoje. Ali há um banner rotativo (onde os links se sucedem) apontando para o site www.gentequemente.org.br , dedicado a publicar acusações e chamar de mentirosos Lula e Dilma. O mesmo nome, só que com a terminação com.br, está registrado no mesmo nome da empresa que faz o site www.amigosdoserra.com.br, a DDM.

Este site não é de terceiros. Pertence ao PSDB, à direção nacional do partido, conforme você pode verificar com a página de registro no Comitê Gestor da Internet no Brasil.

O candidato José Serra age fraudulentamente quando elogia o governo Lula e diz que vai fazer uma campanha civilizada e de propostas, enquanto estimula que, sob a responsabilidade direta de seu partido, a guerra suja se espalhe na rede.

Não é um militante pró-serra que faz o site. Não é um parlamentar pró-serra. É o partido, é a instituição.

Eu ofereço os documentos, as provas. Mais que isso não posso fazer. Não posso ir à Justiça Eleitoral e à Cível em nome de Lula ou de Dilma, muito menos do PT. Posso ir à tribuna, nos poucos segundos de que um parlamentar dispõe nas sessões da Câmara. Posso publicar aqui. Posso combater sozinho, se não houver quem tenha a coragem de enfrentar as armações.

Mas, sozinho, posso pouco. Que aqueles que podem muito assumam suas responsabilidades.
Ou vamos ficar quietinhos, enquanto o jogo sujo – e milionário – campeia na rede?

FALSIDADE, ESSA "CIDADÃ" DO MUNDO

Recomendações à família, adorável senhora
Deu na BBC Brasil: Microfone flagra Gordon Brown chamando eleitora de 'intolerante'
O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown foi pego por um microfone aberto na Inglaterra, como o Boris Casoy aqui no Brasil foi descoberto falando de seu insepulto respeito e inominável admiração pelos garis, no final do ano passado.
O que dizem é que a gafe do premiê foi um 'desastre' na sua campanha. Ele busca a reeleição.
Já não se pode dizer o mesmo a respeito de Boris Casoy. Ele continua destilando seu preconceito e ódio virulento contra tudo que diga respeito ao governo do qual é opositor e, sobretudo, os pobres e trabalhadores do alto da sua bancada dos telejornais da Band.
Gordon Brown foi flagrado chamando uma eleitora, com quem ele tinha acabado de conversar, de "mulher intolerante".
Brown estava em campanha para as eleições de 6 de maio conversando com eleitores nas ruas de Rochdale quando foi interpelado por Gillian Duffy, de 65 anos, sobre temas como imigração, criminalidade e economia.
No final da conversa com Duffy, Brown cumprimentou a eleitora e mandou lembranças à sua família.
Fidalguia de um verdadeiro Lorde inglês?
Que nada. Demagogia mesmo. E pura falta de respeito com os outros.
Ou desvio de caráter, melhor dizendo.
Alguma semelhança tem que haver entre tal episódio e aquele em que Rubens Ricupero – então Ministro da Fazenda de Fernando Henrique Cardoso – foi pego no que ficou conhecido como o “Escândalo da Parabólica”.
Numa entrevista concedida ao jornalista Carlos Monfort, no Jornal da Globo, Ricupero, pensando que estava fora do ar, disse “Eu não tenho escrúpulos, o que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde”.
A parabólica captou a conversa de Ricupero com Monfort e acabou revelando algo ruim: o ministro escondia o que Boris não consegue esconder de ninguém – sua falta de caráter.
O encontro de Brown com Gillian estava sendo gravado pelo canal de TV Sky News, e o microfone da emissora que o premiê levava na lapela acabou gravando a conversa que ele teve no carro, com um assessor.
"Aquilo foi um desastre, eles nunca deveriam ter me colocado com aquela mulher. De quem foi esta ideia? Foi ridículo...", diz o premiê na gravação.
Quando o assistente pergunta o que a eleitora tinha falado, Brown respondeu: "Tudo, ela era tipo uma mulher intolerante que disse que costumava (votar para) os Trabalhistas. Quer dizer, foi ridículo".
Mais tarde, o premiê foi pedir desculpas pessoalmente à eleitora, na casa dela. Brown conversou com ela por 45 minutos a portas fechadas.
O que uma eleição não faz... lá na Inglaterra.
Por aqui, o iluminado cabo eleitoral de José Serra – Fernando Henrique Cardoso – chamou, com todas as letras, os aposentados de vagabundos. E jamais teve a humildade (ainda que entendida como demagogia à moda Brown) de pedir desculpas.
Antes, o premiê tinha ouvido a gravação em uma entrevista à BBC e pedido desculpas pelo seu comportamento.
"Claro que peço desculpas se falei algo que tenha sido ofensivo", afirmou o primeiro-ministro britânico na entrevista.
"Eu me culpo pelo que foi feito... Estas coisas podem acontecer", acrescentou Brown.
Quando esses impolutos personagens se arvoram em pedidos “formais” de desculpas a quem ofendem o que se evidencia é muito mais o desejo de que o caso seja logo encerrado uma vez que seus gestos carregados de superficialidade e desnudo de verdade nada e a ninguém convencem.
O comentário de Brown gerou reação entre os conservadores, principais adversários políticos de Brown.
"É isto que acontece em (época de) eleições gerais, elas revelam a verdade sobre as pessoas", disse o porta-voz da oposição para assuntos de economia, George Osborne.
Para o editor de política da BBC Nick Robinson, o incidente foi um "desastre" para Brown porque expôs a lacuna entre a face pública e a face privada do premiê.
No Brasil o preconceito, o insulto, a humilhação e o deboche de Boris Casoy expôs também uma lacuna entre a face pública e a face privada do PIG – Partido da Imprensa Golpista – que, como partido oposicionista tem em José Serra o seu candidato.
"Para os que conhecem Brown há vários anos, o caso não foi nenhuma grande surpresa. Ele tem melhorado bastante no jeito como se comporta em público, mas constantemente perde as estribeiras e expressa suas frustrações na esfera privada", disse Robinson.
Certamente não seria improvável afirmar que a frase acima se aplica como uma luva ao apresentador da Rede Bandeirantes extensiva aos interesses de seus patrões se levarmos em conta o fato de que “o homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração.” Lucas 6:45.

PSB QUER SOMAR E AVANÇAR UNIDO À DILMA

Saiu no vermelho: PSB decide apoiar Dilma para "somar, unir e avançar"

O PSB oficializou nesta terça-feira (27) que Ciro Gomes não será candidato à Presidência da República. Após reunião da Executiva, o partido decidiu não indicar candidato próprio para a disputa. A legenda avaliou que se enfraqueceria nos Estados caso mantivesse a candidatura de Ciro Gomes. A tendência é que o PSB declare apoio à candidatura de Dilma Rousseff, do PT. Durante o anúncio, foi lida uma nota afirmando que Ciro é um "administrador vitorioso" que "engrandeceu o debate republicano".
"Foi quase uma escolha de Sofia. Ou levar à degola vários candidatos ao governo e ao Senado ou ter a candidatura própria", afirmou Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente do PSB, para quem o apoio a Dilma é o caminho natural da legenda.

Em nota distribuída à imprensa, o partido afirma que "a Comissão Executiva Nacional avalia como correta e consequente a participação do PSB no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É dever das forças populares contribuir para a continuidade desse projeto, a partir do qual o Brasil retomou o caminho do desenvolvimento soberano", diz o documento.

Eduardo Campos afirmou que ele e o vice-presidente do partido, Roberto Amaral, se reunirão com Ciro ainda nesta terça-feira ou amanhã no Rio de Janeiro, onde ele está, para discutir o futuro político do deputado. O presidente da legenda afirmou que falou com Ciro assim que a Executiva tomou a decisão e que o deputado recebeu a notícia com tranquilidade. O presidente do PSB disse ter certeza de que Ciro seguirá a orientação do partido.

Entre os diretórios regionais do PSB, apenas sete queriam que o partido apresentasse candidato próprio. Na reunião de hoje, apenas dois membros da Executiva votaram a favor de lançar um candidato.

Nos últimos dias, Ciro deu várias declarações polêmicas que refletem seu estilo pessoal mas que ao ganharem ampla repercussão contribuíram para sepultar suas chances de disputar o Palácio do Planalto pela terceira vez. Ciro já havia se candidatado à Presidência em 1998 e 2002, quando ainda era filiado ao PPS.

Tratamento igualitário

Eduardo Campos afirmou que o partido se reunirá na próxima terça-feira (4) com o PT para tratar do apoio da legenda à pré-candidata petista Dilma Rousseff. Campos marcou a reunião com presidente do PT após a decisão da Executiva.

Na internet, corre a versão de que o PSB irá cobrar uma "fatura alta" do PT em troca da desistência de disputar a Presidência. Mas o presidente do PSB negou que a decisão de não ter candidatura própria esteja vinculada a qualquer contrapartida do PT dentro dos Estados. Segundo Campos não há nenhum acordo sobre as disputas regionais. Campos afirmou que a única exigência será a não discriminação de candidatos do partido. "Não estamos condicionando a decisão daqui a qualquer acordo com relação aos candidatos a governador [...]. O que não vamos aceitar é tratamento com discriminação com os candidatos do PSB. O que valer para o candidato do PT vai valer para os candidatos do PSB", disse Campos.

O PSB quer o apoio do PT em quatro Estados, especialmente no Piauí, onde terá como candidato ao governo Wilson Martins, no Espírito Santo, onde Renato Casagrande será o candidato do partido ao governo, na Paraíba, onde a legenda lançará Ricardo Coutinho, e no Amapá, onde a disputa terá Camilo Capiberibe. O PSB também terá candidatos próprios ao governo em pelo menos outros seis Estados: Ceará (Cid Gomes), Rio Grande do Norte (Iberê Ferreira), Pernambuco (Eduardo Campos), Rio Grande do Sul (Beto Albuquerque), Mato Grosso (Mauro Mendes) e em São Paulo, com Paulo Skaf. Neste último, o PT ainda tenta atrair o apoio dos socialistas para a candidatura do senador Aloizio Mercadante ao governo estadual, oferecendo a vaga de vice a Paulo Skaf. Mas o PSB paulista tem dito que as chances de Skaf ser vice de Mercadante são, hoje, as mesmas de Mercadante ser vice de Skaf.

Dilma diz querer Ciro de volta e mais perto

Mais cedo, antes do PSB tomar a decisão de não ter candidatura própria, a pré-candidata Dilma Rousseff disse querer uma reaproximação com Ciro Gomes. Nos últimos dias, Ciro deu declarações que a imprensa repercutiu como sendo críticas à pré-candidata petista. "Não vou responder ao deputado Ciro Gomes. O deputado Ciro Gomes sempre esteve ao nosso lado, espero que ele volte a estar de uma forma mais próxima agora", disse Dilma a jornalistas antes de participar de um evento promovido pelo sindicato dos caminhoneiros. "Para mim, o Ciro sempre foi um apoio", resumiu.

O chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, seguiu na mesma linha e afirmou que Ciro foi um homem 'leal' ao presidente, por isso suas palavras não foram mal interpretadas pelo Palácio do Planalto. "Tudo o que ele falar não vai diminuir o nosso respeito e carinho por ele. Não há nenhum palanque que vai diminuir o carinho que temos por ele. Consideramos o Ciro muito mais aliado do que muitos que elogiam o governo apenas", disse.

A adesão do PSB à pré-candidatura de Dilma Rousseff é uma grande reforço para a campanha da ex-ministra da Casa Civil. Além de aumentar ainda mais seu tempo de propaganda no rádio e na TV, o PSB oferecerá boa estrutura nos estados e colocará sua militância e dirigentes para pedirem votos para a candidata petista.

A saída de Ciro Gomes da corrida presidencial também reforça o caráter plebiscitário da disputa, tal como deseja o presidente Lula. Ainda que Marina Silva (PV) tente se apresentar como uma alternativa intermediária, a campanha deve mesmo se concentrar na comparação dos 8 anos de Fernando Henrique Cardoso no Planalto com os 8 anos do governo Lula.

terça-feira, 27 de abril de 2010

CIRO: SE ELE NÃO ATRAPALHAR JÁ É UMA GRANDE AJUDA

O ALMANAQUE da crônica publica entrevista concedida pelo professor Carlos Ranufo da UFMG à Carta Capital
Ciro Gomes fora do jogo

Celso Marcondes
Professor da UFMG fala sobre a saída de Ciro Gomes da disputa eleitoral e diz que polarização não é problema

O professor Carlos Ranulfo, do departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG, é autor de tese de doutorado que analisa causas e consequências da constante troca de partido pelos parlamentares brasileiros. Ele comentou para CartaCapital a saída do deputado Ciro Gomes da disputa presidencial. Para o professor, a polarização entre dois campos nas eleições presidenciais não é um problema e o PSB tem suas razões para desistir da candidatura própria.

CartaCapital: Pressionado pelo seu partido, o deputado Ciro Gomes retira sua pré-candidatura à presidência da República. O senhor acha que do ponto de vista do PSB o partido de fato ganha sem apresentar candidato próprio?
Professor Carlos Ranulfo: A candidatura de Ciro Gomes interessa mais a ele do que ao partido. Para a eleição deste ano, o objetivo do PSB é aumentar a bancada federal e manter ou conquistar alguns governos estaduais. Para alcançá-lo o partido não precisa do lançamento da candidatura de Ciro: bons candidatos nos estados e uma aliança com Dilma resolvem. Neste sentido, a candidatura de Ciro “atrapalha” – por um lado, obrigaria o partido a jogar recursos financeiros na empreitada; por outro, poderia criar problemas políticos em alguns estados.

CartaCapital: Ciro sempre defendeu que seria melhor para o governo federal ter dois candidatos da base governista. Sua tese agora aparece como derrotada e fica reforçada a idéia de uma eleição plebiscitária. O senhor acha que a tese de Ciro foi sufocada ou sempre esteve equivocada?
Professor Carlos Ranulfo: Ciro não apenas dizia que o governo se sairia melhor com duas candidaturas. O discurso de fundo, na verdade, sempre foi o de que “o país precisa escapar da polarização PT/PSDB”. A questão é porque precisa? Em um país onde as referências partidárias são raras, não há nenhum problema quando dois partidos se firmam na disputa. Em política, precisamos de referências. Quanto à questão das duas candidaturas da base, o argumento foi esvaziado pela queda de Ciro nas pesquisas: do jeito que as coisas estavam indo, Ciro ameaçava terminar com muito pouco voto e sua candidatura teria pouco impacto na ocorrência ou não de um segundo turno.

CartaCapital: Afastado da disputa, o PSB vai requerer a ajuda do deputado nas eleições regionais. O senhor avalia que ele vai topar esta tarefa? Como acha que se comportará no futuro próximo?
Professor Carlos Ranulfo: Esta é uma pergunta difícil de responder. Ele pode ter um papel importante no Nordeste, seja para o PSB, seja para a campanha de Dilma. Mas creio que o seu envolvimento na campanha será pequeno.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

PARA OS TUCANOS PÉS DESCALÇOS

Na foto, um diplomata tucano, sem sapato na Casa Branca




Vermelho: Mídia iraniana valoriza presença de Celso Amorim em Teerã

Com a manchete "Sanções não são a melhor solução para avançar", a Press TV, emissora pública iraniana, destacou nesta segunda-feira (26) a visita do ministro de Relações Externas do Brasil ao Irã.
"O ministro de Relações Externas do Brasil, Celso Amorim, afirma que impor sanções contra o Irã por causa do seu programa nuclear não é a melhor solução para se avançar"

O chanceler está em viagem preparatória para a ida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país, programada para o dia 16 de maio.Segundo noticiou a agência iraniana Isna, o ministro também considerou injustas as imposição de sanções contra a nação persa.
Durante a recepção a Amorim, o ministro de Relações Externas do Irã, Ali Larijani, afirmou que a "editar resoluções e impor sanções não fazem parte da melhor linguagem para estabelecer um diálogo e uma interação com o Irã.

"O pré-fabricado clamor e a propaganda que tenta apresentar uma imagem distorcida das atividades nucleares do Irã não diminuirão a resolução da nação em obter acesso à energia nuclear para fins pacíficos", agregou.
Ainda nesta segunda-feira, em uma reunião com Said Jalili, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Amorim expressou apoio ao programa pacífico de energia nuclear do país.

Com informações da Press TV

IBGE: A INFORMALIDADE ESTÁ EM BAIXA

De Norte a Sul, os desempregados do Lula



Do site do PT: Metade dos trabalhadores das metrópoles já têm carteira assinada, aponta IBGE


Décimo terceiro salário, férias remuneradas, fundo de garantia e aposentadoria não são mais privilégios de uma minoria de brasileiros. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que, pela primeira vez em 16 anos, metade dos trabalhadores das metrópoles do País tem a carteira assinada pelas empresas do setor privado.A fatia de contratados em regime de CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) atingiu 50,3% do total de ocupados em janeiro e 50,7% em fevereiro, conforme o IBGE. A informalidade nas metrópoles está em um de seus níveis mais baixos: 36,7% dos ocupados (18,1% trabalham sem carteira assinada e 18,6% por conta própria). Em fevereiro, os empresários respondiam por 4,5% do total, militares e funcionários públicos por 7,5%.É a primeira vez que o setor privado emprega com registro metade dos trabalhadores das grandes cidades desde março de 1994, quando a abertura da economia, o câmbio valorizado, e a expansão dos serviços fechavam vagas nas indústrias. Em números absolutos, significa 11 milhões de pessoas com carteira assinada nas grandes cidades.O resultado de março será divulgado na quinta-feira (29). Para analistas, a previsão é de alta comparado aos 49,3% de vagas formais de março de 2009. A tendência de avanço da fatia de trabalhadores com carteira é consistente. Em março de 2004, respondia por 43,9% dos ocupados, saltou para 45,7% em março de 2006, 48,3% em março de 2008.
"A formalização do trabalho e a recuperação dos salários demonstram como o Brasil saiu rápido da crise", disse o secretário-geral da Confederação Única de Trabalhadores (CUT), Quintino Severo. Para o economista da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, "é um círculo virtuoso, porque a expansão da economia gera mais formalização, que volta a alimentar o crescimento."Segundo especialistas, vários motivos explicam a disposição das empresas em assinar a carteira do trabalhador, apesar do peso dos impostos. O principal é o crescimento da economia, mas também influenciam inflação controlada (que traz previsibilidade), expansão do crédito (os investidores exigem o cumprimento das leis antes de colocar dinheiro em uma empresa) e maior fiscalização.Na realidade, a informalidade do trabalho no Brasil vem caindo desde 2004, como resultado positivo da política economica e de emprego do governo Lula. Em mais uma comparação inevitável com o governo tucano de Fernando Henrique Cardoso, é importante lembrar que ele assumiu o governo justamente em 1995 e colocou em prática uma política neoliberal no país que, entre outros males, restringiu o trabalho e a renda para o povo.
Com informações do jornal Estado de S. Paulo

DILMA VAI GANHAR NO VOTO. NO TAPETÃO SÓ DÁ SERRA

O ex-quase vice dele perdeu no tapetão. Mas ele foi exceção
Saiu no G1: Ministro do TSE arquiva representação do PT contra Serra

Henrique Neves avaliou que denúncia não comprovou envolvimento.PT pode recorrer da decisão e caso poderá ser levado ao plenário do TSE.

Não adianta o PT espernear contra o PSDB diante do TSE. Lá, como no Datafolha, Serra vai ganhar todas.
O Diretório petista de São Bernardo do Campo acusa José de Serra de fazer campanha antecipada ao inaugurar trecho (sul) do robanel, terça feira, 27.
Foram espalhados “diversos outdoors com a imagem de Serra e do deputado estadual Orlando Morando com os dizeres: ‘Seu presente chegou! Rodoanel - O nosso trabalho você vê! - José Serra governador - Orlando Morando deputado estadual’, sustenta o PT na sua representação.
Por pouco não escreveram: “José Presidente”.
Ainda que tivessem escrito, acho pouco provável que o PT obtivesse resultado algum em seu intento.
Primeiro, porque o PT não entendeu que está lidando com cachorro grande e faz as coisas pela metade, o suficiente para o ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Henrique Neves da Silva recomendar o arquivamento da ação.
Segundo, porque Serra não é Lula. Lula tem apenas 80% de aprovação popular e é meio dado a uma geração de emprego e renda.
“Como relatado, trata-se de representação por propaganda eleitoral antecipada ajuizada por diretório municipal de partido político. Entendo que a representação do partido político perante o Tribunal Superior Eleitoral, no âmbito da eleição presidencial, só pode ser realizada por intermédio do Diretório Nacional das agremiações,” escreveu o ministro em seu despacho.
Nem o presidente da Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores sabia da representação do diretório de São Bernardo.
O PT entrou com uma segunda representação junto ao TSE contra os tucanos paulistas que ainda não foi analisada.
Segundo o diretório de São Bernardo no último dia 30 de março, Serra fazia campanha eleitoral “por meio do uso de caminhão de som (trio elétrico) com sua imagem e distribuição de panfletos durante a inauguração do trecho sul do Rodoanel paulistano,”.
Vai dar em nada outra vez. À exemplo da primeira.
Um juiz do TRE/SP já havia negado liminar ao PT “para impedir o uso de trio elétrico com supostas imagens de Serra e do deputado Orlando Morando, além da distribuição de panfletos favoráveis à dupla”.
Não adianta.
No tapetão o PT não ganha uma.
No tapetão o PSDB e o Serra levam todas.

FAZER OU NÃO BELO MONTE É QUESTÃO DE SOBERANIA DO ESTADO BRASILEIRO


Você que me acompanha responda rápida e sinceramente.
Na sua casa são normalmente aceitos palpites e intromissões daqueles “vizinhos” que costumam se meter em tudo o que você faz?
O amigo leitor já reparou se esse vizinho “intrometido”, digamos, cumpre o dever de casa antes de se preocupar com a sua?
Porque, via de regra, é sempre assim que funciona.
Quem não deveria ter nada a ver com a nossa vida é dado a questioná-la e por sob suspeita os nossos atos e ações.
Tipo um certo James Cameron. Ele vem a ser o autor e diretor dos filmes Titanic e Avatar.
E só.
Cameron andou ouvindo índios pela Amazônia e lendo relatórios das Ong’s radicalmente opositoras à construção de Belo Monte.
Foi então que resolveu ir à Brasília. Assemelhando-se a um sidicalista, de microfone em punho, incitou a população a radicalizar os protestos contra a Usina.
Bem na porta do Alvorada.
Um estrageiro. Um estranho. Um gringo. Descredenciado e, portanto, desautorizado, intrometendo-se em questões soberanas do Estado Brasileiro.
Fosse um brasileiro a
Washington e fizesse o mesmo em frente à Casa Branca...
Como se não bastasse tamanha petulância e arrogância, o cineasta tentou entregar uma carta dos índios ao Presidente Lula.
Não foi recebido.
Nem tampouco a carta.
Cameron então vai à ONU contar sobre o que Lula está prestes a fazer com a natureza brasileira.
E diz que entregará a mesma carta a Obama.
(Os EUA são aqueles da resistência ao Protocolo de Kioto e Copenhague responsável por emitirem sozinhos, 69% de gases poluentes na atmosfera, com uma média de 16.770 mil toneladas de CO2 (Dióxido de carbono) lançado por ano).
Que absurdo!
Obama tem o dever moral de cuidar do quintal da casa dele. É lá que está a “matriz” poluente do planeta.
Que Obama cuide da sua casa. Que traga de volta os soldados norte-americanos antes que todos sejam mortos no Iraque.
Obama deve respeitar as leis e a soberania de todo e qualquer país, inclusive do Afeganistão, de Cuba e, em especial, a nossa.
Falar que o povo brasileiro não conhece nada sobre Belo Monte porque o projeto não foi discutido é uma sandice.
Belo Monte começou a ser debatida há 30 anos.
O projeto sofreu inumeráveis modificações sempre visando atender demandas ecológicas e ambientais.
O lago formado pela represa do Xingu teve sua área reduzida em 60% do que fora previso e foram realizadas 4 audiências públicas envolvendo aproximadamente dez mil pessoas, dentre as quais, representantes das comunidades, lideranças políticas, MP, OAB e igrejas.
Só para expedir a licença ambiental o Ibama levou cinco anos.
Mas James Cameron quer para si as luzes dos holofotes. E deita falação.
Ele sabe que falar de danos ecológigo dá tanta projeção quanto gera lucros um navio bater de frente com um iceberg.
O canadense tem a informação que a produção inicial de Belo Monte em torno de 11 mil megawattes cairá para 3 mil e ainda, que os índios irão perder o domínio sobre suas terras porque o rio vai desaparecer e eles não poderão mais pescar, comer e viver.
Resumo da hecatombe na visão ficitícia (ele é bom nisso) de Cameron: os índios desaparecerão com o surgimento de Belo Monte.
Se é assim, só mesmo Barack Obama para intervir.
E evitar tão alarmante e descomunal catástrofe.
Temo que James vá também ao Vaticano.
Tenha dó!
E mais respeito com o Brasil.





Trololo (All song)

domingo, 25 de abril de 2010

COMO FALA ESSE CIRO

Fala que o PIG que te escuta




Talvez para não dar munição aos adversários, percebo que pouco repercutiu na blogosfera esquerdista o que a grande mídia da direita publicou sobre o que Ciro Gomes andou dizendo ultimamente.
O certo é que não é fácil agüentar os melindres do paulista de Pindamonhangaba radicado no Ceará.
Ciro não está ficando, ele é muito chato.
Ranzinza mesmo.
O G1 – panfleto digital do PSDB – está na torcida para que o clima entre Ciro, Lula e Dilma azede o quanto possa.
Ciro sai por aí acusando sorrateiramente Lula de ter perdido a humildade.
Não é verdade.
(Quando Ciro foi candidato à Presidência em 2002 – obtendo a 4ª colocação – disse poucas e boas do Presidente Lula, bem ao seu estilo agressivo, como já o havia feito em 1998, quando ficou em 3º lugar).
Mesmo apoiando Lula contra Serra no segundo turno no pleito de 2002, ficou o ensinamento exemplar do elevado espírito de humildade do Presidente Lula que o convidou para o Ministério da Integração Nacional.
Ciro esperneia e diz ter a obrigação moral de ser candidato a Presidente.
Ninguém tem obrigação a ser candidato a nada.
Se dissesse que ser candidato é um direito que não lhe pode ser negado estaria correto.
No entanto, Ciro põe em prática um termo do qual faz uso de vez em quando.
Querer ser candidato nas atuais circunstâncias "é forçar notoriamente a barra".
Ciro deve ter em mente o fato de que ele não está filiado a um PCO.
E que nem tampouco ele é um Eymael (PSDC) da vida.
Seu partido, o PSB, compõe a base aliada e dá sustentação a um governo de grande coalizão política.
Ao apelar para seu rosário de bravatas e se referir a Lula como tendo este perdido a humildade Ciro dá demonstração de que ignora a inflação de seu próprio ego.
E de que o alcance de seus olhos não vai além de seu umbigo.
Ciro não pensa nem no País, nem no partido ao qual pertence. Em nada e em ninguém. Somente nele.
É uma questão pessoal dele. Uma questão moral que não o obriga, porém, a nada disso.
Para ser candidato Ciro tem de se submeter às normas estatutárias do seu Partido. A não ser que queira e possa imitar aquele de quem disse que “se for preciso passa com um trator por cima da mãe para conseguir o que quer” – José Serra.
O PSB não quer Ciro candidato à Presidência da República.
Ciro iria espinafrar Dilma Rousseff. Ele espinafra todo mundo. Há um só – um político somente – que Ciro jamais espinafrou e certamente o tem na conta do melhor e mais competente do mundo: ele próprio.
O partido de Ciro Gomes não quer pagar o mico de vê-lo falar mal de um governo ao qual serviu e dar sustentação política ao longo de toda campanha para depois bajular esse mesmo governo.
O falador – ou falastrão – Ciro Gomes não sabe falar contidamente. E fala aos opositores. aos seus opositores que são os mesmos que se opõem ao Governo.
A ex-ministra Dilma não tem culpa se ele não tem nenhuma chance. Nem de ser candidato, muito menos de ser eleito.
Isso, todavia, não é o que pensa Ciro Gomes.
E ele faz o ridículo discurso da oposição raivosa e sem discurso. O do despreparo de Dilma.
Tenha paciência, deputado.
Pelo que o PIG diz, e não conhecendo Ciro Gomes não é difícil imaginar que ele seja um tucano de alta plumagem. Ou um daqueles comentaristas do Jornal da Noite, ancorado pelo Boris Casoy.
Dizer que Lula está “navegando na maionese” e que acredita numa vitória de José Serra é fazer o jogo das elites representadas pela demotucanada que forçam a barra fazendo crer que acreditam nas pesquisas fraudulentas que mandam publicar porque continuam achando também que papai-noel existe ou que o Ronaldo Fenômeno vai emagrecer, ser convocado pelo Dunga e será o artilheiro da Copa.
É perder o controle do exercício moral e, indecentemente, cuspir no prato em que comeu.

sábado, 24 de abril de 2010

OS LOBOS DO LOBO

Um pesquisador em campo fazendo o "serviço" para ele
Vermelho: Os lobos das pesquisas eleitorais

Recebeu pouco destaque na semana passada uma inusitada polêmica sobre os resultados das pesquisas eleitorais para a Presidência da República. Digo inusitada porque não se esperava que tanto tempo antes do primeiro turno das eleições que um dos lados revelasse tamanha perda de isenção.

Por José Dirceu* em seu blog

O ponto de discórdia foram os resultados destoantes que o Instituto de Pesquisas Datafolha apresentou na corrida presidencial, com o tucano José Serra à frente (36% de intenção de voto) e a ex-ministra Dilma Rousseff nove pontos percentuais atrás (27%). Os dados referem-se a um levantamento feito no final de março, mas foram praticamente repetidos em meados de abril pelo Datafolha (Serra com 38% e Dilma com 28%).

Os números dos dois levantamentos são altamente contraditórios com a tendência verificada por todos os institutos em pesquisas anteriores, inclusive pelo Datafolha, que apontara em fevereiro 32% para Serra e 28% para Dilma, resultados que consolidavam a aproximação constante e consistente de Dilma registrada desde março de 2009.

A situação foi reforçada pelo Vox Populi no final de março deste ano (Serra 34% e Dilma 31%), mas também pelo Sensus no início de abril (Serra 32,7% contra 32,3% de Dilma). Ambos traziam um cenário de empate técnico, algo esperado pelos analistas.

Diante da divergência numérica, a Folha de S.Paulo, jornal do grupo do Datafolha, adotou comportamento altamente questionável para justificar seus números destoantes: passou a jogar suspeitas sobre o trabalho realizado pelos dois institutos de pesquisa concorrentes.

Em matérias com grande espaço no jornal e em notas de colunas, o Vox Populi e o Sensus viraram alvos da Folha. O primeiro passou a ser, nas linhas do jornal, suspeito de usar uma ordem de perguntas que poderia, supostamente, direcionar as respostas dos entrevistados. O segundo passou a ser criticado por um erro no registro do contratante da pesquisa.

Mas notem que até aquele momento a metodologia do Vox Populi não havia sido alvo de questionamentos. E não poderia ser, pois os resultados eram semelhantes aos apresentados por outros institutos, fato que confirma a correção com que o Vox Populi realizou seu trabalho. Da mesma forma, é leviana a insinuação de que o Sensus comprometeu seus resultados porque errou o nome do contratante, quando o que importa é a metodologia aplicada.

Qualquer analista de pesquisa sério que observe os dados apresentados por todos os institutos do último ano ficará intrigado com os números trazidos pelo Datafolha. Simplesmente porque há uma máxima analítica que diz ser necessário olhar a trajetória dos candidatos, não o resultado em si.

Ora, a trajetória clara na disputa eleitoral é de estagnação e princípio de queda de Serra e crescimento de Dilma.

Ao contrário do que tentou propalar a Folha, as suspeitas recaem sobre o Datafolha, não sobre os seus concorrentes. É lógico que existe a possibilidade de o Datafolha ter indicado uma nova tendência, ainda não captada pelos demais institutos, mas é preciso que a mesma se confirme nos próximos dois meses.

Não nos esqueçamos, contudo, que a Folha fez questão de publicar em fevereiro que, embora a margem de erro fosse de dois pontos percentuais, os 32% de Serra contra os 28% de Dilma não era uma situação de empate técnico porque a chance de ambos com 30% era estatisticamente improvável. Ou seja, recorreu a instrumento estatístico inédito para justificar a opção por não levar à manchete o empate entre os candidatos.

Lembremos também que foi a Folha que publicou, em 1998, na semana das eleições e no dia da votação, pesquisa Datafolha para o Governo de São Paulo com o ex-governador Mário Covas bem à frente da candidata do PT, Marta Suplicy. Abertas as urnas, verificou-se que Marta quase foi para o segundo turno no lugar de Covas.

Esse conjunto de fatores provocou reação do Vox Populi e do Sensus, além de reparos também por parte da Abep (Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa). Afinal, o adequado seria um debate profundo de metodologias e de resultados, não a tática de jogar suspeita sobre os concorrentes.

Mas talvez o jornal soubesse que esse debate daria razão ao Vox Populi e ao Sensus.
Aos eleitores —e leitores—, vale o alerta do episódio: a campanha eleitoral será recheada de supostas controvérsias plantadas com o objetivo de evitar o real debate a ser feito no país, o das realizações no Governo e dos projetos para os próximos quatro anos.
Neste 2010, há mais lobos em peles de cordeiro do que podemos imaginar.


*José Dirceu, 64, é advogado e ex-ministro da Casa Civil

SERRA NÃO É AMNÉTICO. ELE É CÍNICO MESMO

Ela acha que sofre de amnésia. Eu não.
Vermelho: Visita de Serra ao RN foi brincadeira de mau gosto, diz deputada

A deputada Fátima Bezerra (PT-RN) classificou como "brincadeira de mau gosto" as declarações do pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, que durante visita nesta quinta-feira a Natal se proclamou como o "político que mais fez pelo Nordeste".
Fátima Bezerra disse que a afirmação de Serra era fruto do "delírio pré-eleitoral" e da "amnésia" do tucano sobre o "desastre de oito anos do governo do PSDB para o Rio Grande do Norte".

"O ex-ministro de FHC (ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB) tinha era que dar explicações sobre as obras paralisadas que [os tucanos] deixaram por aqui, como o viaduto de Parnamirim, a ponte de Jucurutu, a BR 405 e o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante", declarou a petista.

Durante sua rápida passagem por Natal, Serra tentou demonstrar afinidade com o Nordeste e, em todas as entrevistas, repetiu que, quando ocupou as pastas do Planejamento e da Saúde nas duas gestões de FHC, trouxe várias obras para a região e para o Rio Grande do Norte.

José Serra citou o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante como exemplo de obra "essencial" para o Estado, mas lamentou o fato da construção estar "se arrastando".
"É bom lembrar que Serra foi ministro do Planejamento e, durante sua gestão, não liberou nenhum tostão para as obras do aeroporto", retrucou Fátima Bezerra.

Segundo a deputada petista, Serra estaria tentando desviar a atenção da população norte-rio-grandense sobre as "realizações" do governo Lula no Estado. "O governo Lula tem motivos para se orgulhar do que vem fazendo pelo Rio Grande do Norte. É só ver a recuperação das estradas federais, a duplicação da BR 101, a ampliação do Porto-Ilha, o terminal-pesqueiro, a recuperação e ampliação da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), a criação da UFERSA (Universidade Federal Rural do Semi-Árido) , a expansão dos IFERNs (antigos CEFETs), que hoje estão espalhados em todas as regiões do Estado, o Bolsa Família e o Prouni. Temos ainda o apoio à agricultura familiar, a geração de empregos, o aumento do salário mín,imo, os investimentos em saneamento básico, a refinaria Clara Camarão, ampliação do porto de Natal e o programa Minha Casa Minha Vida", comentou, enumerando programas e obras do governo federal.

De acordo com Fátima Bezerra, a aprovação popular de quase 90% ao governo Lula, atestada pelas pesquisas de opinião, "não é por acaso". "Só não vê quem vem ao Rio Grande do Norte fazer piada. Espero que, da próxima vez, o ex-ministro de FHC venha ao estado falar sério. Talvez assim, seja levado a sério", ironizou.

Fonte: www.ptnacamara.org.br

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O PARÁ É UM AQUÍFERO DE RIQUEZAS

O Brasil está entre os maiores produtores de bens minerais do mundo.
E isso graças ao Pará.
O Pará tem reservas minerais de escala internacional.
Ferro, bauxita, ouro, manganês e caulim são os principais minérios extraídos do rico solo paraense.

Segundo o jornalista Lúcio Flávio Pinto, “o setor mineral investirá 40 bilhões de dólares (quase 70 bilhões de reais) no Pará” até 2014.
O equivalente a US$ 8 bilhões ao ano.
É provável que, no máximo em 2018, o Pará assuma a liderança da economia mineral brasileira.
Empresas de mineração que operam no Pará programam investimentos da ordem de US$ 40 bilhões no setor.
Tanto investimento incrementará ainda mais a especialização do Pará como Estado exportador.
Em 2014 calcula-se que o Pará venha a ser o 4º ou 3º maior exportador brasileiro.
De tudo o que é exportado pelo Pará 85% são minérios e derivados.
E essas exportações sofrer uma expansão ainda maior, chegando à casa dos 90%.
O Pará é uma fonte perene de riqueza.
A maior delas foi descoberta por geólogos da Universidade Federal do Pará – UFPa.
E não se trata de uma mina de ouro nem de ferro.
Mas da maior reserva natural de água potável do planeta.
O Aquífero Alter do Chão.
Aqüífero é uma formação geológica que pode armazenar águas subterrâneas.
São rochas porosoas e permeáveis, capaz de reter água e de cedê-la.
O Aquífero Alter do Chão descoberto tem um volume em torno de 86 mil Km3 de água doce.
Daria para abastecer toda a população mundial em torno de cem vezes.
Ele ocupa os estados do Pará, Amazonas e Amapá, sendo genuinamente uma reserva brasileira.
E pode ser ainda maior do que o calculado pelos cientistas.
Até então, o maior aqüífero em volume d’água era o Guarani que passa, além do Brasil, pela Argentina, Paraguai e Uruguai.
O Aquífero Alter do Chão localiza-se no subsolo de Alter do Chão, em Santarém.
A descoberta de um manancial subterrâneo desse tipo e tamanho pode nos dá a impressão de que a água é um elemento inesgotável. Mas não é.
Do total da água presente no mundo, apenas 0,63% é água doce, e grande parte dela é imprópria para consumo
As águas ocupam 71% da superfície do planeta.
Porém, o potencial hídrico subterrâneo é 100 vezes maior que o potencial das águas superficiais.
A água subterrânea é a mais pura que existe e representa uma reserva permanente, mas pode ser contaminada pelo homem.
A parte de água doce do planeta que é viável para aproveitamento pelo ser humano, é de 14 mil Km3/ano. Caso se mantenha a taxa de crescimento da população mundial, em 1,6% ao ano, e o consumo per capita se mantiver, o planeta terá 50 anos garantidos e a partir daí a procura será maior que a demanda.
(A população mundial atingirá o patamar de 7 bilhões de pessoas em 2012, segundo as projeções de uma pesquisa oficial dos Estados Unidos).
Quer dizer, mesmo que pareça mentira, chegará o dia em que faltará água para todos.
Pelo menos água própria para o consumo humano.
A água já é o bem mais valioso que existe.
Valioso, insubstituível e vital.
O sangue humano é constituído de 40% de células sanguíneas e 60% de plasma, que tem a água como importante componente.
60% do peso do nosso organismo é constituído por água.
Nós perdemos em média, diariamente, através da urina, fezes, suor e respiração cerca de 2.5 litros d’água sendo que é estimado um consumo mínimo de 2 litros diários.
Mas o desperdício de água é alarmante.
Numa chuveirada se gasta entre 100 a 180 litros. Quem costuma escovar os dentes com a torneira aberta desperdiça até 25 litros de água.
É comum se notar torneiras abertas desnecessariamente. Ali estão sendo mandados para a sarjeta de 12 a 20 litros de água por minuto. Se deixar pingando, são desperdiçados 46 litros de água por dia.
E ainda temos o carro para lavar com a mangueira: 260 litros d’água que vão para o ralo em meia hora.
Assim, o bem natural mais precioso pode até não acabar de vez, mas chegará o momento em que não se poderá abusar do desperdício como hoje.
Mesmo que se descubra um Aquífero Alter do Chão a cada ano, é recomendável usar racionalmente a água.
Porque tê-la em nossas casas pronta para usá-la custa caro.
Dados indicam que logo neste início de século o Banco Mundial necessitará de investimentos na ordem de US$ 800 bilhões em todo o planeta para que ela não falte.
O certo é que o Pará continuará sendo um celeiro de riquezas naturais. Do ouro ao ferro, do caulim à água, esta a maior de todas elas.

PETROBRAS É UMA DAS MAIORES COMPANHIAS DO MUNDO. QUE DESASTRE!

Esse desastrado!
A informação é da Agência Estado: Petrobras é a 18ª maior empresa do mundo no ranking da revista norte-americana Forbes.
A revista lista as 2.000 maiores companhias do planeta.
Ano passado a Petrobras ocupava a 25ª colocação.
Subiu 7 posições.
A Petrobras é um desastre.
Juntamente com o Bradesco, o Banco do Brasil – que ocupa a 52ª posição – a Vale e Itaúsa, a Petrobras figura entre as cem maiores do mundo .
O Bradesco saltou do 78º para o 51º lugar.
A Vale perdeu seis posições no ranking e aparece agora no 80º lugar.
Segundo a AE o topo do ranking é ocupado pelo o JPMorgan Chase. Ele assumiu este ano a primeira posição.
A segunda agora é da General Electric, líder no ano passado.
Depois da GE aparece o Bank of America, seguido por ExxonMobil, Banco de Indústria e Comércio da China, Santander, Wells Fargo, HSBC, Royal Dutch Shell e British Petroleum.
O Brasil sob Lula é um vexame. Porque Lula é um iletrado.
Imagine!
Entre as 2.000 maiores empresas do mundo, 31 eram sediadas no Brasil em 2009.
Agora são33, de acordo com a lista da Forbes.
Essa Petrobras vai acabar ajudando a Dilma.
Já o Serra, ele prefere mesmo é a Petrobrax.

A lista completa pode ser encontrada na internet no site www.forbes.com/lists/2010/18/global-2000-10_The-Global-2000_Rank.html

A GUERRA SUJA E ORQUESTRADA DA MÍDIA SERRISTA

Do vermelho: Globo, Veja e Folha: o partido político da mídia vai à guerra

Quando aponta-se que há um partido político da mídia que organiza a oposição ao governo Lula, alguns colegas jornalistas ficam indignados por não se acharem partícipes de qualquer movimento. Julgam-se independentes e acusam aqueles que criticam os veículos como governistas e chapas-brancas.

Por Renato Rovai, em seu blog

A ação deste fim de semana que envolveu a Veja (com a capa do Serra de mãozinha no queixo), o jingle da Globo fazendo campanha pelo “Brasil pode mais” em nome dos seus 45 anos (sendo que o número 45 da Globo é igualzinho ao 45 do PSDB) e a pesquisa Datafolha que apresenta números contraditórios com a tendência de outros institutos, é mais uma demonstração de como a mídia comercial é o verdadeiro partido político da oposição demo-tucana.

Sem esses veículos de comunicação, Serra e sua turma teriam chance zero nas próximas eleições. Eles sabem que para que o candidato tucano tenha alguma possibilidade de vitória terão de jogar todas as fichas nele.

Parecem estar dispostos a isso.

A ação da Globo, Veja e Folha não se deu ao mesmo tempo por coincidência. É algo articulado e para testar força. Quase como um ensaio de golpe. Algo muito comum quando os militares buscavam articular a derrubada de um governo democrático na América Latina. Hoje, pesquisas devem estar sendo produzidas para consumo interno com a intenção de verificar se a ação resultou em alguma melhoria para os índices do tucano.

A depender dos resultados, a ação se repetirá talvez em maior escala ou seus rumos podem ser alterados.Por enquanto eles tentaram vender a simpatia de Serra e boas notícias para ele. Os próximos golpes podem (e pelo que indicam serão) ataques ao PT e reportagens acusatórias em relação à candidatura de Dilma. Não foi à toa que Veja, Globo e Folha agiram conjuntamente.

As teses do Instituto Milenium hoje são públicas. Não é preciso ser bidu para saber o que eles pensam da democracia. E para desenhar o que devem fazer no percurso da campanha eleitoral.Preparem-se para uma campanha nojenta. Porque com jingles bonitinhos com artistas falando mais e mais e com capas de revistas em que Serra aparece de mãozinha no queixo não vai dar para melhorar a vida dele.

Ou seja, vai ter guerra.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

DE FARSA ELE ENTENDE

Não tem uma ideia original aí dentro
Carta Maior: Jornal argentino questiona posição de Serra sobre Mercosul
"José Serra é o candidato preferido do conservadorismo lationoamericano para suceder a Lula. No Chile tem o apoio do neopinochetismo repaginado em Piñera; na Argentina é um antigo aliado de Macri, o direitoso prefeito de Buenos Aires; no Uruguai torceu por Lacalle que agora torce por ele, depois de ter sido derrotado por Mujica que apóia Lula; em relação à Venezuela Serra declarou-se publicamente inimigo do ingresso de Chávez no Mercosul. Quanto à Bolívia e ao Paraguai são conhecidas as posições da coalizão demotucana que, disse-o bem Lula dia 21, 'eles queriam que o Brasil esganasse o Moráles e o Lugo nos casos do gas e de Itaipu'. Mais recentemente, em Belo Horizonte, Serra saiu do armário e abriu fogo contra o próprio Mercosul que classificou de 'uma farsa'. Leia nesta pág. as repercussões causadas pela declaração do candidato do conservadorismo brasileiro."
(Carta Maior, 22-04)

Ao qualificar o Mercosul como uma farsa, Serra parece desconhecer, diz o Clarín, que o grosso das exportações industriais do país tem como destinatários países da América Latina. “Segundo estatísticas oficiais, 90% das vendas de produtos manufaturados de Brasil no mundo ocorrem no Mercosul e em mercados latinoamericanos”, lembra o jornal. As declarações do ex-governador de São Paulo surpreenderam negativamente várias lideranças latinoamericanas pelo desprezo revelado em relação aos demais países da região.

Marco Aurélio Weissheimer

O jornal argentino Clarín questionou as declarações de José Serra, pré-candidato tucano à presidência da República, que classificou o Mercosul como uma “farsa” e “um obstáculo para que o Brasil faça seus próprios acordos individuais em comércio”. As declarações foram feitas durante encontro de Serra com empresários na Federação de Indústrias de Minas Gerais (FIEMG). Serra disse ainda que “não tem sentido carregar o Mercosul” e que “a união aduaneira é uma farsa exceto quando serve para impor barreiras” ao Brasil.

As declarações do ex-governador de São Paulo surpreenderam negativamente várias lideranças latinoamericanas pelo desprezo que revelaram em relação ao processo de integração na América Latina. A sinalização de Serra foi clara: caso seja eleito, é o fim da integração.

As declarações do tucano, assinalou o Clarín, retomam teses já defendidas por ele quando foi derrotado por Lula em 2002. Essa visão, diz o jornal argentino, “supõe que o Brasil deva se afastar de Argentina, Paraguai e Uruguai, porque é a única maneira para seu país formar áreas de livre comércio com Estados Unidos e Europa, sem necessidade de “rastejar” diante de seus sócios”. Uma resolução do Mercosul, lembrou o jornal, estabelece que nenhum dos países do bloco pode realizar acordos comerciais separadamente sem discutir com os demais.

O Clarín também ironizou algumas afirmações do tucano. Serra disse que, sob um eventual governo seu, o mais importante será aumentar as exportações. “O certo”, diz o jornal”, “é que essa foi uma conquista obtida por Lula: desde que iniciou seu governo, no dia 1° de janeiro de 2003, o presidente conseguiu passar de 50 bilhões de vendas ao exterior para 250 bilhões. Ou seja, quintuplicou a presença brasileira nos mercados mundiais”.

Ao qualificar o Mercosul como uma farsa, Serra parece desconhecer, diz ainda o jornal, que o grosso das exportações industriais do país tem como destinatários países da América Latina. “Segundo estatísticas oficiais, 90% das vendas de produtos manufaturados de Brasil no mundo ocorrem no Mercosul e em mercados latinoamericanos”, diz ainda a publicação Argentina, que conclui:

“O candidato socialdemocrata evitou dizer como pretende reformular a posição do Brasil. Mas ignora que não é simples passar, como pretende, de um mercado comum definido por uma unia aduaneira a uma simples zona de livre comércio como a que existe no NAFTA. Ele pode desde já conquistar o desprestígio regional, além de submeter-se a severas punições por conta da ruptura de contratos internacionais”.

BYE, BYE GILMAR

Já vai tarde
Jornalistas, o povo, blogueiros, eu vocês.
O País.
Não há quem deixe de comemorar a saída de Gilmar Mendes da presidência do Supremo.
O grande dia é sexta feira, 23.
As informações sobre os protestos que estão sendo organizados pelas entidades que congregam os jornalistas você lê aqui e no Vermelho.

"Já vai tarde!": jornalistas fazem protestos contra Gilmar Mendes

O ministro Gilmar Mendes deixará a presidência do STF (Supremo Tribunal Federal) nesta sexta-feira (23) sob protestos dos profissionais da imprensa. A Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), os sindicatos de jornalistas e o GT Coordenação Nacional da Campanha em Defesa da Profissão programam manifestações de protesto com o lema “Já vai tarde!”.

Com as manifestações, as entidades convocam a categoria a participar de mais um dia nacional em defesa da profissão e do Jornalismo. “Desde 2008, enquanto Gilmar esteve à frente do STF, uma série de decisões tomadas deixaram claro que critérios técnicos foram preteridos em função de outros, no mínimo escusos”, registra a nota distribuída pelo GT Coordenação Nacional da Campanha em Defesa da Profissão às entidades, profissionais, professores e estudantes que apóiam o movimento. “Sob sua gestão, o Supremo também aboliu a Lei de Imprensa, transformando o Brasil no único país do mundo sem regulação para o setor. E além de dar declarações que extrapolavam suas atribuições, libertar o banqueiro Daniel Dantas e criminalizar os movimentos sociais, o presidente do STF foi o principal responsável pela derrubada da exigência do diploma para o exercício do jornalismo, em julgamento realizado em 17 de junho de 2009”, completa o documento.

Alguns sindicatos já anteciparam o que pretendem fazer para comemorar a saída de Mendes da presidência do STF. O do município do Rio de Janeiro realizará um ato das 10 às 16 horas em frente à Igreja de São Jorge, no Campo de Santana, no centro da cidade. A atração será um artista que ficará circulando na área com pernas de pau e um grande cartaz com os dizeres “Obrigado São Jorge! Gilmar Mendes já vai tarde! Campanha em defesa da profissão. Jornalista, só com diploma!”.

Já o Sindicato dos Jornalistas da Bahia orientou a categoria a protestar usando roupas pretas na sexta-feira. A entidade distribuirá nas redações e faculdades tarjas pretas e uma praguinha alusiva à saída do Ministro da Presidência do STF com o slogan “Gilmar Mendes, já vai tarde!”.No Ceará, o Sindicato dos Jornalistas programou manifestação para esta sexta-feira, às 13 horas, em frente ao Tribunal de Justiça em Fortaleza. Em Pernambuco, o protesto será durante o 13º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, às 10 horas, durante um Café Cultural no Salão Receptivo da Unicap, que sedia o evento.

Da Redação, com informações da Fenaj

quarta-feira, 21 de abril de 2010

FHC / SERRA: TAL PAI, TAL FILHO

O Pai e o Grande Planejador
Paulo Henrique Amorim: Por que o Serra é contra o Mercosul. Porque isso é bom para os EUA
Publicado em 21/04/2010
Na mesma solenidade na federação das indústrias de Minas em que anunciou que vai rever todos os contratos com a União (se fosse Presidente – clique aqui para ler - Zé Inacabado falou mal do MERCOSUL.
Por que ele é contra o MERCOSUL ?

Porque ele foi o Grande Planejador do Governo do Farol de Alexandria, que, como se sabe, faz parte do conjunto fracassado de experiências neoliberais na América Latina, ou seja, pró-americanas.

Fernando Henrique integra a honrosa galeria dos presidentes neoliberais Carlos Andrés Perez, Carlos Salinas de Gortari, Alberto Fujimori, Carlos Menem.

Todos que, como se sabe, de uma forma ou de outra, mantiveram relações de relativa hostilidade com a Lei, as Cortes de Justiça, e o código de execução penal.
Por que o Serra é contra o Mercosul ?
Porque isso é bom para os Estados Unidos:

A construção paciente, persistente e gradual da união política da América do Sul e a firme e serena rejeição de políticas que submetem a região aos interesses estratégicos dos Estados Unidos devem constituir o cerne dessa estratégia.”

Para que o Brasil e a América do Sul, região que tem o dobro do território norte-americano e população superior à dos Estados Unidos, possam ser capazes de defender efetivamente seus interesses de longo prazo em um mundo instável, violente e arbitrário, é indispensável trabalhar de forma consistente e persistente em favor da emergência de um sistema mundial multipolar, no qual a América do Sul venha a constituir um dos pólos e não ser apenas uma sub-região de qualquer outro pólo econômico ou político”.

De Samuel Guimarães, na página 275 do livro “Desafios Brasileiros na Era dos Gigantes”, da Editora Contraponto.

Ou seja, o Serra é o filhote do Fernando Henrique.


Paulo Henrique Amorim

Em tempo: no Governo do Farol de Alexandria, o Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães foi tratado a pão e água.

Em tempo2: O Conversa Afiada considera que o Brasil deva ter tantas bombas atômicas quanto Israel
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LIBERDADE, DIGNIDADE E DISTRIBUIÇÃO DE RENDA: A CONJURAÇÃO NACIONAL HOJE E SEMPRE


Do vermelho: Tiradentes e a atualidade da Questão Nacional
Aldo Rebelo*

Liberdade – essa palavra,
que o sonho humano alimenta:
que não há ninguém que explique,
e ninguém que não entenda!
Cecília Meireles, em O Romanceiro da Inconfidência

A atualidade de Joaquim José da Silva Xavier deve ser celebrada no 218º aniversário de sua imolação como símbolo de um movimento de autonomia nacional que ainda hoje está por se completar na formação social brasileira. A Conjuração Mineira foi um daqueles sonhos a que os homens se entregam por intuírem o caminho da História antes de a História lhes oferecer as condições determinantes para a materialização do sonho. Assim ocorreu com a Comuna de Paris, em 1791, definida por Karl Marx como uma tentativa de tomar o céu de assalto. Como já tive oportunidade de observar, também aos revolucionários de Vila Rica a História não recusou a razão, mas lhes negou a oportunidade.

O projeto político de conquistar a Independência e proclamar a República do Brasil foi muito além da troça que certos centros de pensamento querem lhe atribuir, apontando os conjurados como mais interessados em não pagar impostos à Coroa portuguesa do que em fundar uma nação. Joaquim José da Silva Xavier foi líder visionário, não um fantoche manipulado pela elite de Vila Rica, que, afinal, se era elite interessada na Independência do Brasil, constituía o povo da época. Como na memorável luta contra os holandeses no Nordeste, no século anterior, em Minas também se reuniam pela causa nacional os reinóis, os mazombos, os mestiços. Todos foram punidos, uns com a morte na cadeia, outros com o degredo e Tiradentes com a forca. Os banidos para a África e que lá morreram só voltariam à pátria por ordem do presidente Getúlio Vargas, que em 1942 mandou buscar um a um os heróis falecidos no desterro.

Inspirados por versos de Virgílio [Libertas quae sera tamen], reivindicavam liberdade ainda que tarde, e tinham como fonte os filósofos do Século das Luzes que refletiam a crise do Absolutismo e do Colonialismo no século XVIII e forjavam novas idéias e poliam os homens que iriam lutar e morrer por elas. Os conjurados de Minas Gerais miravam as nuvens que a Ilustração espalhara no céu da democracia, do que foram exemplos mais eloqüentes a Independência dos Estados Unidos da América, que nasciam como república, e a gloriosa Revolução Francesa. Nações em formação no Novo Mundo, como a americana e a brasileira, e as Colômbias de Simon Bolívar, já eram grandes demais para caber no apertado gibão da Europa feudal em transição para o capitalismo.

O sonho dos conjurados era implantar fábricas de tecidos e siderurgias na colônia que queriam tornar país. Tiradentes desenvolveu sua consciência política patrulhando o Caminho Novo, que ligava Minas ao Rio, por onde via passar as riquezas das jazidas auríferas do Brasil desviadas para Portugal, na quota de 100 arrobas de ouro por ano, aumentada em 1762 para oito mil quilos a título de dívida fiscal atrasada. O esbulho levava o nome de derrama.

Preterido nas promoções da Cavalaria, nunca tendo passado do posto de alferes, estabeleceu-se no Rio, levando a vida como qualquer do povo, trabalhando de mascate, tropeiro, boticário e dentista. Não era um homem sem luzes: órfão, sem nunca ter feito estudos regulares, projetou a canalização dos rios Andaraí e Maracanã para melhorar o abastecimento de água da sede do vice-reino. Há notícias de que admirava o progresso industrial da Inglaterra, guardava um exemplar da Constituição dos Estados Unidos e citava a figura do presidente da República em oposição a um rei distante.

Depois de enforcado, em 21 de abril de 1792, no Largo de Lampadosa, atual Praça de Tiradentes, no Rio de Janeiro, teve os restos mortais espalhados na estrada que patrulhara e onde tecera seu sonho de Independência política, econômica e cultural do Brasil. Seus algozes o queriam maldito e esquecido, mas cada parte de seu corpo esquartejado parece ter servido de semente para a árvore da liberdade que germinou no Brasil e ornamentou os versos de Cecília Meireles. O povo do Rio de Janeiro logo mandou celebrar missas na intenção da alma do herói, e, pelo repúdio público, fez com que o traidor Joaquim Silvério dos Reis mudasse o nome para Montenegro e o domicílio para o Maranhão.

A atualidade de Tiradentes é a mesma da Questão Nacional que ele antecipou antes da expressão. Seu vulto histórico nos repõe a importância e urgência de um projeto de autonomia nacional com vistas à consolidação de um País forte, soberano, próspero, que produza e distribua riquezas suficientes para assegurar o bem-estar material e espiritual desta civilização única que erguemos nos tópicos.

Desde a infância da Nação esta tem sido uma empreitada difícil. A mesma rainha louca Maria I que mandou esquartejar Tiradentes, promulgou um alvará proibindo fábricas no Brasil e mandou destruir até os teares em que as mulheres fiavam a roupa dos filhos. Quase um século depois, os próceres da República, empenhados em industrializar o Brasil, eram dissuadidos pela casa bancária inglesa dos Rotschild, que nos recomendava exportar café e deles comprar linha, agulhas e botões. Foi na construção da identidade nacional que a República resgatou o heroísmo de Tiradentes.

As lutas do passado continuam, por outros meios e caminhos, no presente. Os embates que o Brasil trava contra o protecionismo das grandes potências, as pressões para a liberalização comercial que nos engoliria como país produtor de riquezas, e tantas outras ofensivas, fortalecem a convicção de que a Questão Nacional está viva, e aponta para a necessidade de mantermos a soberania nacional como atributo essencial do Estado.

Nos dias de hoje, sofremos um tipo novo de intervenção que nos limita a autonomia de dispormos de nosso território e recursos naturais em benefício do desenvolvimento e do bem-estar do povo. A abertura de estradas, construção de hidrelétricas, vivificação das zonas de fronteira, modernização de leis para ampliação da agricultura e democratização da propriedade da terra são boicotadas por governos estrangeiros e suas cabeças de ponte chamadas ONGs do meio ambiente. O exemplo histórico de Tiradentes é um alento para continuarmos a luta pela autonomia de um projeto nacional e soberania do Brasil.

*Aldo Rebelo é jornalista, escritor e deputado federal (PCdoB-SP). Recebeu em 10 de novembro de 2003 a Medalha Tiradentes, da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.